A costa portuguesa vai ter no Verão, pela primeira vez, uma torre eólica flutuante, disse hoje no Porto, o secretário de Estado da Energia e Inovação, Carlos Zorrinho.
"Este Verão teremos a primeira torre eólica flutuante no mar e a seguir vamos abrir concurso para a colocação de mais torres", referiu Zorrinho, à margem do seminário O Sector das Energias Renováveis em Portugal e França: Oportunidades e Parcerias, organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa.
O governante sublinhou que a costa portuguesa tem um "grande potencial" energético, com muito sol e muito vento, mas o mar é muito profundo e turbulento.
"O mar português é de maior profundidade, pelo que tem de ser uma tecnologia diferente da que existe. Vamos investir para sermos pioneiros no desenvolvimento dessa tecnologia".
Carlos Zorrinho referiu que Portugal está a dar passos no offshore, mas "ainda não fez tudo o que tinha a fazer no inshore", pelo que vai continuar a ser aumentada a capacidade de produção de energia eólica em terra.
O secretário de Estado considerou "muito importante" a cooperação entre Portugal e França nas energias renováveis, nomeadamente na produção de energia fotovoltaica e nos veículos eléctricos. "Portugal fez as escolhas certas. É um líder nas energias renováveis, mas somos um mercado pequeno, pelo que precisamos de bons parceiros. Juntos, Portugal e França, podemos procurar mercados muito importantes", realçou. Zorrinho salientou que "Portugal e França são aliados desde a primeira hora na mobilidade eléctrica", tendo dado passos importantes na consolidação de um "standard dos veículos eléctricos".
terça-feira, fevereiro 08, 2011
Ciclismo: Tour de Timor servirá para evidenciar a segurança no país
O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, afirmou que a próxima edição do Tour de Timor em ciclismo vai evidenciar a segurança do país, ao presidir ao lançamento de um filme sobre a prova.
"É um prazer lançar o filme do Tour de Timor. Este evento continuará a crescer a um ritmo acelerado, a obter reconhecimento no circuito mundial de ciclismo de montanha e, a nível regional, a pôr em evidência a situação de segurança em Timor-Leste, a beleza da sua geografia e do seu povo", afirmou.
O Presidente timorense considerou o Tour de Timor "uma experiência incrível para todos os participantes" e um evento anual que "mostra ao mundo que as portas de Timor-Leste estão abertas e que o seu povo está preparado para acolher visitantes".
O lançamento do filme do Tour de Timor contou com a exibição paralela de outras produções cinematográficas inéditas: seis filmes que promovem cada um dos seis distritos corridos pelo Tour de Timor em 2010, dois filmes de cinco minutos sobre alguns dos participantes locais (Anche Cabral, a melhor ciclista timorense, e David da Silva Gonçalves, o mais jovem participante) e, ainda, um documentário de 25 minutos cobrindo toda a acção do Tour de 2010.
"É um prazer lançar o filme do Tour de Timor. Este evento continuará a crescer a um ritmo acelerado, a obter reconhecimento no circuito mundial de ciclismo de montanha e, a nível regional, a pôr em evidência a situação de segurança em Timor-Leste, a beleza da sua geografia e do seu povo", afirmou.
O Presidente timorense considerou o Tour de Timor "uma experiência incrível para todos os participantes" e um evento anual que "mostra ao mundo que as portas de Timor-Leste estão abertas e que o seu povo está preparado para acolher visitantes".
O lançamento do filme do Tour de Timor contou com a exibição paralela de outras produções cinematográficas inéditas: seis filmes que promovem cada um dos seis distritos corridos pelo Tour de Timor em 2010, dois filmes de cinco minutos sobre alguns dos participantes locais (Anche Cabral, a melhor ciclista timorense, e David da Silva Gonçalves, o mais jovem participante) e, ainda, um documentário de 25 minutos cobrindo toda a acção do Tour de 2010.
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Portugal envolvido em projecto de 10 milhões para criar Mercosul digital
Se um cibernauta português fizer compras num site brasileiro e for enganado, a que autoridade deverá recorrer para o ajudar? Nenhuma. Enquanto não sair do papel o acordo assinado entre Portugal e Brasil para que os certificados digitais tenham valor jurídico, comprar arte baiana pela internet será sempre uma aventura. E o mesmo se passa na situação inversa, caso um nordestino se lembre de comprar queijo de cabra da Serra da Estrela numa loja online portuguesa. Nem a DECO nem o homólogo brasileiro ProCom têm jurisdição fora do país.
Este é um dos problemas que poderá ser resolvido no âmbito do Mercosul Digital, um projecto de 9,6 milhões de euros financiado a 80% pela União Europeia (UE). A ideia é abrir uma espécie de "espaço Schengen" do comércio electrónico entre os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e os países da UE, promovendo trocas seguras e com certificação digital. Além do investimento em infra-estruturas como banda larga e governo electrónico, o Mercosul Digital inclui a homogeneização jurídica dos contratos de compra e venda na internet. E o primeiro projecto-piloto deverá ser exactamente entre Portugal e Brasil, os primeiros países a assinarem um acordo que só necessita agora de transposição técnica.
"Na hora que a gente compra dentro do país, não usa uma identificação electrónica", explica Gerson Rolim, coordenador brasileiro do projecto Mercosul Digital, durante um workshop sobre a iniciativa em Lisboa, na semana passada. "Mas se algo correr mal quando compra online fora do país, para quem você vai chorar?", questionou. O responsável frisou que existem, neste momento, 23 milhões de brasileiros com o hábito de fazer compras online. "É uma grande oportunidade de negócio para as pequenas e médias empresas portuguesas", afirmou o coordenador. Só o comércio B2B (empresa a empresa) valeu 416 mil milhões de euros em 2010. "É um segmento que chega perto do valor do PIB de algumas nações", comparou Rolim. "Portugal podia estar a chegar perto disto", reiterou o responsável, para quem este projecto se trata de implementar "uma infovia de comunicação com segurança tecnológica e validade jurídica". Até porque o Brasil arrancou recentemente com uma Bolsa de Negócios na internet, um espaço de match making empresarial, onde já estão inscritas 12 mil organizações. "É preciso implementar a validade do reconhecimento mútuo dos certificados", reforçou.
Apesar de ter sido responsável pela confusão nas últimas eleições presidenciais, o Cartão do Cidadão é um dos principais trunfos de Portugal na validação de certificados digitais. Olivier Piou, CEO da empresa de segurança e encriptação Gemalto, refere que basta um leitor simples de cartões, que se liga por USB ao computador, para usar o Cartão do Cidadão como assinatura digital. "Portugal é um dos países líderes na competitividade e preparação digital na Europa", considerou.
Este é um dos problemas que poderá ser resolvido no âmbito do Mercosul Digital, um projecto de 9,6 milhões de euros financiado a 80% pela União Europeia (UE). A ideia é abrir uma espécie de "espaço Schengen" do comércio electrónico entre os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e os países da UE, promovendo trocas seguras e com certificação digital. Além do investimento em infra-estruturas como banda larga e governo electrónico, o Mercosul Digital inclui a homogeneização jurídica dos contratos de compra e venda na internet. E o primeiro projecto-piloto deverá ser exactamente entre Portugal e Brasil, os primeiros países a assinarem um acordo que só necessita agora de transposição técnica.
"Na hora que a gente compra dentro do país, não usa uma identificação electrónica", explica Gerson Rolim, coordenador brasileiro do projecto Mercosul Digital, durante um workshop sobre a iniciativa em Lisboa, na semana passada. "Mas se algo correr mal quando compra online fora do país, para quem você vai chorar?", questionou. O responsável frisou que existem, neste momento, 23 milhões de brasileiros com o hábito de fazer compras online. "É uma grande oportunidade de negócio para as pequenas e médias empresas portuguesas", afirmou o coordenador. Só o comércio B2B (empresa a empresa) valeu 416 mil milhões de euros em 2010. "É um segmento que chega perto do valor do PIB de algumas nações", comparou Rolim. "Portugal podia estar a chegar perto disto", reiterou o responsável, para quem este projecto se trata de implementar "uma infovia de comunicação com segurança tecnológica e validade jurídica". Até porque o Brasil arrancou recentemente com uma Bolsa de Negócios na internet, um espaço de match making empresarial, onde já estão inscritas 12 mil organizações. "É preciso implementar a validade do reconhecimento mútuo dos certificados", reforçou.
Apesar de ter sido responsável pela confusão nas últimas eleições presidenciais, o Cartão do Cidadão é um dos principais trunfos de Portugal na validação de certificados digitais. Olivier Piou, CEO da empresa de segurança e encriptação Gemalto, refere que basta um leitor simples de cartões, que se liga por USB ao computador, para usar o Cartão do Cidadão como assinatura digital. "Portugal é um dos países líderes na competitividade e preparação digital na Europa", considerou.
quinta-feira, fevereiro 03, 2011
A Galpada final?
A Petrobras abandonou as negociações para entrar na Galp.
Se não voltar, acabou o "Plano A" do Estado e de Amorim para a mais valiosa empresa portuguesa. O "Plano B" já não é deles. É da Sonangol. Desta vez já não há "golden share". Está na altura de Sócrates fazer outra chamada para o Brasil: "Alô Dilma? Preciso que me quebre um galho". Arrisca-se a ouvir: "Outra vez, José?".
Lembramo-nos suficientemente bem do vertiginoso negócio entre a PT e a Telefónica para excluirmos um "volte face". Até porque, na Galp, a imprensa tem difundido demasiada histeria não confirmada, com mais de recado que de recato, ante uma passividade rara da CMVM. Mas mesmo com esses cuidados, as evidências mostram que os dias estão a correr bem à Sonangol e a Isabel dos Santos. E mal a José Sócrates e Américo Amorim, que hoje controlam a Galp - mas amanhã talvez não.
É isso que está em causa: o poder da Galp. Não um CEO, não o chefe, mas o patrão. Até aqui, o poder estava nas mãos de Américo Amorim, com o Estado, e em relações cordatas com os pacientes italianos da Eni, que mesmo sendo os maiores accionistas sempre foram destratados.
A Sonangol e Isabel dos Santos, fartos de estarem "domesticados" na Amorim Energia, querem ter poder directo na empresa. O "Plano A" manteria este delicado equilíbrio. O "Plano B" pode invertê-lo.
A Petrobras sempre esteve nesta negociação mais por amor que por interesse. Muitos analistas criticavam o investimento na Galp e parte da Gestão não conseguia explicar porque havia de comprar um activo de que metade do valor está já nos blocos de pré-sal que a própria Petrobras controla. Dilma, que antes de ser a Presidenta foi a poderosa ministra dos petróleos, pareceria favorável. Mas não perderá muitos segundos nisso face às horas que dedicará à extracção do fabuloso e novo petróleo no Brasil, que vai enriquecer o País hoje e suportar objectivos sociais amanhã, através de um Fundo Social específico de poupança: "Recusaremos o gasto efémero que deixa para as futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança", disse Dilma na tomada de posse.
A negociação era entre a Eni e a Petrobras, mas na prática estava a ser teleguiada pelo Estado e Amorim, que assim fracassam. E fracassam porque não souberam resolver o "affair" Sonangol e Isabel dos Santos: não podiam dizer que não, pois a importância de Angola é demasiado grande para que o Estado Português o possa hostilizar; e não souberam dizer que sim, deixando arrastar a indefinição durante meses e meses até que a janela Petrobras se fechou. Desta vez, os angolanos não foram levados na conversa que os fez entrar na Amorim Energia sem um contrato parassocial; desta vez, negoceiam com mestria.
Agora é preciso fazer a pergunta: quem se incomoda se a Sonangol mandar na Galp? Se tal acontecer, será o primeiro grande projecto português onde os angolanos passarão efectivamente a ter poder executivo, a que se seguirão outros, como o BCP, talvez o BPI, a Zon e outros, muitos investimentos dos quais foram financiados por bancos portugueses e com o apoio da Caixa.
O que é curioso é que, de todos os investimentos, o único onde os angolanos estão a ganhar dinheiro é na Galp, que é a principal prejudicada por esta indefinição accionista. Trata-se de uma empresa valiosa, acarinhada nas Bolsas, com resultados, mas com um plano de investimentos pela frente gigantesco e que exige capital. É isso que falta em Portugal: capitalistas com capital. O Governo que abre as portas ao investimento não pode fechá-las ao poder. Venham de lá os angolanos. António Vitorino, que lidera (mais) estas negociações em representação do Estado, poderá repetir uma frase que lhe ficou célebre: "Habituem-se!"
Se não voltar, acabou o "Plano A" do Estado e de Amorim para a mais valiosa empresa portuguesa. O "Plano B" já não é deles. É da Sonangol. Desta vez já não há "golden share". Está na altura de Sócrates fazer outra chamada para o Brasil: "Alô Dilma? Preciso que me quebre um galho". Arrisca-se a ouvir: "Outra vez, José?".
Lembramo-nos suficientemente bem do vertiginoso negócio entre a PT e a Telefónica para excluirmos um "volte face". Até porque, na Galp, a imprensa tem difundido demasiada histeria não confirmada, com mais de recado que de recato, ante uma passividade rara da CMVM. Mas mesmo com esses cuidados, as evidências mostram que os dias estão a correr bem à Sonangol e a Isabel dos Santos. E mal a José Sócrates e Américo Amorim, que hoje controlam a Galp - mas amanhã talvez não.
É isso que está em causa: o poder da Galp. Não um CEO, não o chefe, mas o patrão. Até aqui, o poder estava nas mãos de Américo Amorim, com o Estado, e em relações cordatas com os pacientes italianos da Eni, que mesmo sendo os maiores accionistas sempre foram destratados.
A Sonangol e Isabel dos Santos, fartos de estarem "domesticados" na Amorim Energia, querem ter poder directo na empresa. O "Plano A" manteria este delicado equilíbrio. O "Plano B" pode invertê-lo.
A Petrobras sempre esteve nesta negociação mais por amor que por interesse. Muitos analistas criticavam o investimento na Galp e parte da Gestão não conseguia explicar porque havia de comprar um activo de que metade do valor está já nos blocos de pré-sal que a própria Petrobras controla. Dilma, que antes de ser a Presidenta foi a poderosa ministra dos petróleos, pareceria favorável. Mas não perderá muitos segundos nisso face às horas que dedicará à extracção do fabuloso e novo petróleo no Brasil, que vai enriquecer o País hoje e suportar objectivos sociais amanhã, através de um Fundo Social específico de poupança: "Recusaremos o gasto efémero que deixa para as futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança", disse Dilma na tomada de posse.
A negociação era entre a Eni e a Petrobras, mas na prática estava a ser teleguiada pelo Estado e Amorim, que assim fracassam. E fracassam porque não souberam resolver o "affair" Sonangol e Isabel dos Santos: não podiam dizer que não, pois a importância de Angola é demasiado grande para que o Estado Português o possa hostilizar; e não souberam dizer que sim, deixando arrastar a indefinição durante meses e meses até que a janela Petrobras se fechou. Desta vez, os angolanos não foram levados na conversa que os fez entrar na Amorim Energia sem um contrato parassocial; desta vez, negoceiam com mestria.
Agora é preciso fazer a pergunta: quem se incomoda se a Sonangol mandar na Galp? Se tal acontecer, será o primeiro grande projecto português onde os angolanos passarão efectivamente a ter poder executivo, a que se seguirão outros, como o BCP, talvez o BPI, a Zon e outros, muitos investimentos dos quais foram financiados por bancos portugueses e com o apoio da Caixa.
O que é curioso é que, de todos os investimentos, o único onde os angolanos estão a ganhar dinheiro é na Galp, que é a principal prejudicada por esta indefinição accionista. Trata-se de uma empresa valiosa, acarinhada nas Bolsas, com resultados, mas com um plano de investimentos pela frente gigantesco e que exige capital. É isso que falta em Portugal: capitalistas com capital. O Governo que abre as portas ao investimento não pode fechá-las ao poder. Venham de lá os angolanos. António Vitorino, que lidera (mais) estas negociações em representação do Estado, poderá repetir uma frase que lhe ficou célebre: "Habituem-se!"
terça-feira, fevereiro 01, 2011
Portugal ganha terreno no ranking da inovação
A Comissão Europeia (CE) apresenta hoje o European Innovation Scoreboard referente a 2010, no qual Portugal consegue subir mais um degrau na cadeia que o compara com os outros países, aproximando-se da média europeia e atingindo agora a 15.ª posição no ranking dos países mais inovadores da Europa a 27. No entanto, continua a estar quase na cauda da Europa (está na 23.ª posição), se em causa estiver a avaliação dos efeitos económicos que são atribuídas às medidas que foram tomadas.
Este ranking é elaborado através da análise de 24 indicadores, agregados em 8 grandes categorias: recursos humanos; sistemas de investigação abertos e atractivos; recursos financeiros e infra-estruturas; investimento das empresas; parcerias e empresas; patentes; empresas inovadoras e efeitos económicos. Face ao ranking de 2009, a progressão pode ser entendida como a de "apenas" um degrau (passou da 16.ª posição, em 2009, para a 15.ª, em 2010). Mas, analisada num ciclo de cinco anos, percebe-se que o esforço que tem vindo a ser feito permitiu a Portugal saltar 7 posições (em 2006, estava classificado em 22.º lugar) e ficar agora a liderar o grupo dos "Inovadores Moderados", à frente de Espanha e de Itália, os outros dois países que, tal como Portugal, se associaram numa iniciativa como a Cotec.
Nos rankings que medem o crescimento de indicadores, Portugal é o país que mais cresceu em termos de despesas efectuadas em I&D em percentagem do PIB (estando agora já muito próximo da média europeia), é também o país em que mais jovens com idades entre os 20 e os 24 anos têm o ensino secundário completo e está em primeiro lugar no crescimento de empresas inovadoras que colaboram com outras empresas (em percentagem do total de PME). Está também em segundo lugar no ranking dos países que mais aumentaram a despesa pública em investigação e dos que mais patentes efectuaram em áreas que "constituem um desafio para as sociedades".
Se a análise for feita em termos desagregados por cada uma das oito áreas analisadas, revela-se a boa posição do país nas áreas de auto-avaliação (em que as empresas declaram os seus métodos e resultados) e uma posição mais frágil nas variáveis que medem desempenhos económicos.
A rubrica em que Portugal mostra um melhor resultado - e está mesmo em 3º lugar face os países da Europa a 27 - é no item "Inovadores", isto é, dos países com empresas que declaram ter introduzido produtos ou processos inovadoras no mercado, conseguindo com eles uma maior eficiência na utilização de recursos ou na diminuição dos custos de produção. Nas restantes rubricas analisadas, está já próximo da média na dimensão de sistemas de investigação abertos e atractivos (onde está em 13.º lugar) e na existência de parcerias entre empresas (está em 15.º lugar), e tem um assinalável 12.º lugar em termos de recursos financeiros e infra-estruturas. Mas o investimento das empresas e os recursos humanos ainda estão longe da média, respectivamente, no 18.º lugar e na 21.ª posição.
O pior lugar de todos acaba por ser mesmo nos efeitos económicos conseguidos, onde ocupa a 23.ª posição. Indicadores como o emprego em sectores que exigem elevada qualificação, o volume das exportações de bens de média e alta tecnologia ou a venda de bens resultantes de inovações apresentam desempenhos e evoluções abaixo da média europeia.
O pelotão da frente deste European Innovation Scoreboard continua entregue à Suécia, à Dinamarca, à Finlândia e à Alemanha.
Este ranking é elaborado através da análise de 24 indicadores, agregados em 8 grandes categorias: recursos humanos; sistemas de investigação abertos e atractivos; recursos financeiros e infra-estruturas; investimento das empresas; parcerias e empresas; patentes; empresas inovadoras e efeitos económicos. Face ao ranking de 2009, a progressão pode ser entendida como a de "apenas" um degrau (passou da 16.ª posição, em 2009, para a 15.ª, em 2010). Mas, analisada num ciclo de cinco anos, percebe-se que o esforço que tem vindo a ser feito permitiu a Portugal saltar 7 posições (em 2006, estava classificado em 22.º lugar) e ficar agora a liderar o grupo dos "Inovadores Moderados", à frente de Espanha e de Itália, os outros dois países que, tal como Portugal, se associaram numa iniciativa como a Cotec.
Nos rankings que medem o crescimento de indicadores, Portugal é o país que mais cresceu em termos de despesas efectuadas em I&D em percentagem do PIB (estando agora já muito próximo da média europeia), é também o país em que mais jovens com idades entre os 20 e os 24 anos têm o ensino secundário completo e está em primeiro lugar no crescimento de empresas inovadoras que colaboram com outras empresas (em percentagem do total de PME). Está também em segundo lugar no ranking dos países que mais aumentaram a despesa pública em investigação e dos que mais patentes efectuaram em áreas que "constituem um desafio para as sociedades".
Se a análise for feita em termos desagregados por cada uma das oito áreas analisadas, revela-se a boa posição do país nas áreas de auto-avaliação (em que as empresas declaram os seus métodos e resultados) e uma posição mais frágil nas variáveis que medem desempenhos económicos.
A rubrica em que Portugal mostra um melhor resultado - e está mesmo em 3º lugar face os países da Europa a 27 - é no item "Inovadores", isto é, dos países com empresas que declaram ter introduzido produtos ou processos inovadoras no mercado, conseguindo com eles uma maior eficiência na utilização de recursos ou na diminuição dos custos de produção. Nas restantes rubricas analisadas, está já próximo da média na dimensão de sistemas de investigação abertos e atractivos (onde está em 13.º lugar) e na existência de parcerias entre empresas (está em 15.º lugar), e tem um assinalável 12.º lugar em termos de recursos financeiros e infra-estruturas. Mas o investimento das empresas e os recursos humanos ainda estão longe da média, respectivamente, no 18.º lugar e na 21.ª posição.
O pior lugar de todos acaba por ser mesmo nos efeitos económicos conseguidos, onde ocupa a 23.ª posição. Indicadores como o emprego em sectores que exigem elevada qualificação, o volume das exportações de bens de média e alta tecnologia ou a venda de bens resultantes de inovações apresentam desempenhos e evoluções abaixo da média europeia.
O pelotão da frente deste European Innovation Scoreboard continua entregue à Suécia, à Dinamarca, à Finlândia e à Alemanha.
sábado, janeiro 29, 2011
Guiné-Bissau: BAD anuncia alívio da dívida de 60,4 milhões
O Conselho de Administração do Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD) anunciou um alívio da dívida à Guiné-Bissau de 60,4 milhões de dólares, segundo um comunicado enviado hoje à imprensa pelo Ministério da Economia guineense.
Segundo o documento, que cita um comunicado do BAD, o grupo vai aliviar a dívida da Guiné-Bissau em 60,4 milhões de dólares porque o país cumpriu as exigências e condições exigidas para aquele benefício. O BAD refere também que decidiu excecionalmente um alívio suplementar da dívida de 23,7 milhões de dólares
Segundo o documento, que cita um comunicado do BAD, o grupo vai aliviar a dívida da Guiné-Bissau em 60,4 milhões de dólares porque o país cumpriu as exigências e condições exigidas para aquele benefício. O BAD refere também que decidiu excecionalmente um alívio suplementar da dívida de 23,7 milhões de dólares
quinta-feira, janeiro 27, 2011
Em Espanha devolver a casa é suficiente para saldar hipoteca
O Tribunal considerou suficiente a devolução da propriedade para cancelar as dívidas contraídas com o banco, uma decisão que pode ter grande impacto numa altura em que dezenas de milhares de espanhóis vivem situações idênticas.
Um tribunal de recurso de Navarra (Espanha) considerou, numa decisão sem precedentes, que devolver uma casa ao banco é suficiente para saldar a hipoteca, mesmo que o valor do imóvel tenha diminuído devido à crise.
A decisão foi tomada pela Audiência Provincial de Navarra que apoia assim a decisão de um tribunal de primeira instância, rejeitando um recurso apresentado pelo segundo maior banco espanhol, o BBVA, a quem o tribunal condenou também a pagar os custos do processo.
Em causa está um processo que remonta a 2009 quando um homem hipotecou a sua casa por um valor de 79 mil euros. Depois de vários meses sem pagar a hipoteca activou-se o sistema normal de execução da garantia do empréstimo.
O BBVA acabou por ficar com o imóvel, através de um leilão, por apenas 48 mil euros, ou seja, por menos 30 mil euros do que o valor da hipoteca.
Fazendo cumprir a lei hipotecária, o BBVA activou a segunda fase da execução, invocando a garantia pessoal do hipotecado e reclamando outros bens para pagar a dívida.
O homem levou o caso ao tribunal e um juiz de primeira instância deu-lhe razão considerando que, como foi o banco a avaliar inicialmente o imóvel - em 78 mil euros -, a responsabilidade sobre a perda de valor é da própria entidade.
Assim os juízes consideram suficiente a devolução da propriedade para cancelar as dívidas contraídas com o banco, uma decisão que pode ter grande impacto numa altura em que dezenas de milhares de espanhóis vivem situações idênticas.
O BBVA anunciou já que apresentará um recurso que, no caso, terá que ser junto do Tribunal Constitucional, por considerar que a sentença vulnera o princípio constitucional de "tutela judicial eficaz", contradizendo a própria lei em vigor.
Especialistas judiciais sugerem que a sentença é pioneira porque põe em dúvida "toda a lei hipotecária espanhola", o que afectará directamente as entidades financeiras especialmente vulneráveis ao impacto da crise imobiliária e ao largo volume de hipotecas por pagar.
Um tribunal de recurso de Navarra (Espanha) considerou, numa decisão sem precedentes, que devolver uma casa ao banco é suficiente para saldar a hipoteca, mesmo que o valor do imóvel tenha diminuído devido à crise.
A decisão foi tomada pela Audiência Provincial de Navarra que apoia assim a decisão de um tribunal de primeira instância, rejeitando um recurso apresentado pelo segundo maior banco espanhol, o BBVA, a quem o tribunal condenou também a pagar os custos do processo.
Em causa está um processo que remonta a 2009 quando um homem hipotecou a sua casa por um valor de 79 mil euros. Depois de vários meses sem pagar a hipoteca activou-se o sistema normal de execução da garantia do empréstimo.
O BBVA acabou por ficar com o imóvel, através de um leilão, por apenas 48 mil euros, ou seja, por menos 30 mil euros do que o valor da hipoteca.
Fazendo cumprir a lei hipotecária, o BBVA activou a segunda fase da execução, invocando a garantia pessoal do hipotecado e reclamando outros bens para pagar a dívida.
O homem levou o caso ao tribunal e um juiz de primeira instância deu-lhe razão considerando que, como foi o banco a avaliar inicialmente o imóvel - em 78 mil euros -, a responsabilidade sobre a perda de valor é da própria entidade.
Assim os juízes consideram suficiente a devolução da propriedade para cancelar as dívidas contraídas com o banco, uma decisão que pode ter grande impacto numa altura em que dezenas de milhares de espanhóis vivem situações idênticas.
O BBVA anunciou já que apresentará um recurso que, no caso, terá que ser junto do Tribunal Constitucional, por considerar que a sentença vulnera o princípio constitucional de "tutela judicial eficaz", contradizendo a própria lei em vigor.
Especialistas judiciais sugerem que a sentença é pioneira porque põe em dúvida "toda a lei hipotecária espanhola", o que afectará directamente as entidades financeiras especialmente vulneráveis ao impacto da crise imobiliária e ao largo volume de hipotecas por pagar.
quarta-feira, janeiro 26, 2011
Estudo: Portugal é 22.º do mundo na globalização
Portugal está entre os 22 países mais bem posicionados na senda da globalização, à frente de potências económicas como os Estados Unidos, China, Japão ou o Brasil, revela um estudo elaborado pela consultora Ernst & Young com a colaboração do gabinete de análise da revista The Economist (EIU).
No documento divulgado esta semana, em Londres, Portugal surge classificado no 22º lugar, logo a seguir à República Checa e à Espanha, bem à frente das posições obtidas pelos EUA (28º); Itália (31); China (39); Japão (42) e Brasil no 46º lugar.
No primeiro lugar do Globalization Index está Hong Kong, seguido da Irlanda e de Singapura, que completa o top3 do ranking. O Irão ocupa o último posto, seguido da Argélia e da Venezuela.
O estudo estabelece o ranking dos 60 países mais globalizados, em função de indicadores agrupados em cinco grandes categorias (abertura ao comércio, movimentos de capital, intercâmbio de tecnologias; mercado de trabalho e integração cultural).
No documento divulgado esta semana, em Londres, Portugal surge classificado no 22º lugar, logo a seguir à República Checa e à Espanha, bem à frente das posições obtidas pelos EUA (28º); Itália (31); China (39); Japão (42) e Brasil no 46º lugar.
No primeiro lugar do Globalization Index está Hong Kong, seguido da Irlanda e de Singapura, que completa o top3 do ranking. O Irão ocupa o último posto, seguido da Argélia e da Venezuela.
O estudo estabelece o ranking dos 60 países mais globalizados, em função de indicadores agrupados em cinco grandes categorias (abertura ao comércio, movimentos de capital, intercâmbio de tecnologias; mercado de trabalho e integração cultural).
O World Service (WS), da BBC, vai deixar de difundir em cinco línguas. Uma delas é o Português para África. A decisão está ligada aos cortes que a estação pública britânica está a levar a cabo em diversos sectores.
Apesar de o WS agrupar num mesmo grupo a transmissão de conteúdos em Português para África e Brasil, desconhece-se se este país emergente vai igualmente ficar sem serviço. Nas notícias difundidas pela própria BBC só se fala em cortes para o WS em Português para África.
As outras quatro línguas que vão ficar sem emissão da BBC são o Albanês, o Macedónio, o Sérvio e o Inglês para o Caribe.
Espera-se que estas medidas - que vão originar o despedimento de 650 pessoas - possam poupar à estação britânica 46 milhões de libras (53 milhões de euros) por ano.
A BBC - que hoje vai começar a informar as pessoas visadas por estas decisões - espera vir a poupar algum dinheiro depois de o Governo ter diminuído drasticamente as subvenções ao canal público.
Em Outubro passado, o governo informou a BBC o ministério dos Negócios Estrangeiros deixaria de financiar o WS. Este serviço, que começou em 1932, custa actualmente 272 milhões de libras (316 milhões de euros) anualmente e estima-se que tenha uma audiência global de 241 milhões de pessoas nas plataformas rádio, televisão e Internet.
A BBC deverá hoje fazer uma declaração acerca destes cortes que se deverão desenrolar ao longo dos próximos dois anos. Sabe-se, porém, que dois terços dos postos de trabalho que virão a ser cortados sê-lo-ão nos primeiros 12 meses.
Uma redução dos programas em outras sete línguas deverá igualmente ser anunciada em breve.
Apesar de o WS agrupar num mesmo grupo a transmissão de conteúdos em Português para África e Brasil, desconhece-se se este país emergente vai igualmente ficar sem serviço. Nas notícias difundidas pela própria BBC só se fala em cortes para o WS em Português para África.
As outras quatro línguas que vão ficar sem emissão da BBC são o Albanês, o Macedónio, o Sérvio e o Inglês para o Caribe.
Espera-se que estas medidas - que vão originar o despedimento de 650 pessoas - possam poupar à estação britânica 46 milhões de libras (53 milhões de euros) por ano.
A BBC - que hoje vai começar a informar as pessoas visadas por estas decisões - espera vir a poupar algum dinheiro depois de o Governo ter diminuído drasticamente as subvenções ao canal público.
Em Outubro passado, o governo informou a BBC o ministério dos Negócios Estrangeiros deixaria de financiar o WS. Este serviço, que começou em 1932, custa actualmente 272 milhões de libras (316 milhões de euros) anualmente e estima-se que tenha uma audiência global de 241 milhões de pessoas nas plataformas rádio, televisão e Internet.
A BBC deverá hoje fazer uma declaração acerca destes cortes que se deverão desenrolar ao longo dos próximos dois anos. Sabe-se, porém, que dois terços dos postos de trabalho que virão a ser cortados sê-lo-ão nos primeiros 12 meses.
Uma redução dos programas em outras sete línguas deverá igualmente ser anunciada em breve.
Há 1,25 milhões eleitores-fantasmas em Portugal
Lista de eleitores inclui falecidos e emigrantes que não residem no País.
Segundo a edição de hoje do Correio da Manhã, há 1,25 milhões de eleitores-fantasma em Portugal. "São falecidos que ainda não foram eliminados nas listas das freguesias ou emigrantes que mantêm o local de voto em Portugal apesar de se encontrarem no estrangeiro", escreve o jornal, com base em contas feitas pela Aximage.
Feitas as contas, existem 8,37 milhões de eleitores no nosso país, enquanto a listagem total das freguesias aponta para 9,62 milhões. "Assim se tivermos em atenção apenas o universo real de eleitores, a taxa de abstenção das últimas eleições presidenciais desde para 46,4%", refere ainda o jornal.
No entanto, de acordo com os dados oficiais, no passado domingo, a abstenção foi de 53,4%.
Segundo a edição de hoje do Correio da Manhã, há 1,25 milhões de eleitores-fantasma em Portugal. "São falecidos que ainda não foram eliminados nas listas das freguesias ou emigrantes que mantêm o local de voto em Portugal apesar de se encontrarem no estrangeiro", escreve o jornal, com base em contas feitas pela Aximage.
Feitas as contas, existem 8,37 milhões de eleitores no nosso país, enquanto a listagem total das freguesias aponta para 9,62 milhões. "Assim se tivermos em atenção apenas o universo real de eleitores, a taxa de abstenção das últimas eleições presidenciais desde para 46,4%", refere ainda o jornal.
No entanto, de acordo com os dados oficiais, no passado domingo, a abstenção foi de 53,4%.
terça-feira, janeiro 25, 2011
Tribunal Europeu dos Direitos Humanos: Pinto de Albuquerque eleito
Paulo Pinto de Albuquerque foi hoje eleito o novo juiz português do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.
Doutorado pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa é Professor Associado da Escola de Direito de Lisboa da Universidade Católica Portuguesa desde 2008.
Professor Convidado do Ministério da Justiça da Guiné-Bissau (2007), Professor Visitante da Faculdade de Direito da Universidade Jiao Tong, Shanghai, China (2006), Professor Convidado do ISCTE - Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (2006).
Perito do GRECO (Grupo de Estados contra a Corrupção), Membro do júri para os exames de admissão para a carreira de magistrados judiciais e do Ministério Público no Centro de Estudos Judiciários. Juiz de Direito, Tribunais Judiciais das comarcas de Sintra, Nelas e Lagos, Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, Juízos Criminais.
Doutorado pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa é Professor Associado da Escola de Direito de Lisboa da Universidade Católica Portuguesa desde 2008.
Professor Convidado do Ministério da Justiça da Guiné-Bissau (2007), Professor Visitante da Faculdade de Direito da Universidade Jiao Tong, Shanghai, China (2006), Professor Convidado do ISCTE - Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (2006).
Perito do GRECO (Grupo de Estados contra a Corrupção), Membro do júri para os exames de admissão para a carreira de magistrados judiciais e do Ministério Público no Centro de Estudos Judiciários. Juiz de Direito, Tribunais Judiciais das comarcas de Sintra, Nelas e Lagos, Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, Juízos Criminais.
Presidenciais: China felicita Cavaco Silva, "um velho amigo do povo chinês"
A China felicitou hoje Aníbal Cavaco Silva pela vitória nas eleições de domingo, e qualificou o presidente português como "um velho amigo do povo chinês".
"Como velho amigo do povo chinês, o presidente (Cavaco) Silva está empenhado no desenvolvimento de relações de amizade entre Portugal e a China. Felicitamo-lo pela sua reeleição", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hong Lei.
Na primeira reacção oficial ao resultados das eleições presidenciais em Portugal, o porta-voz do MNE chinês realçou que as relações entre os dois países atravessam "um bom momento" e "elevaram-se a um novo patamar" com a recente a visita do presidente da China, Hu Jintao, a Lisboa.
"Como velho amigo do povo chinês, o presidente (Cavaco) Silva está empenhado no desenvolvimento de relações de amizade entre Portugal e a China. Felicitamo-lo pela sua reeleição", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hong Lei.
Na primeira reacção oficial ao resultados das eleições presidenciais em Portugal, o porta-voz do MNE chinês realçou que as relações entre os dois países atravessam "um bom momento" e "elevaram-se a um novo patamar" com a recente a visita do presidente da China, Hu Jintao, a Lisboa.
segunda-feira, janeiro 24, 2011
Banif estuda venda de activos não estratágicos
Segundo o CEO (presidente-executivo) do Banif Investimento, Artur Fernandes, "estamos atentos a ver que activos são estratégicos. É preciso recentrar a actividade no core business (actividade estratégica)". explicando que "alguns activos provavelmente há cinco ou 10 anos eram uma prioridade, mas com essa recentragem na prestação de serviços financeiros deixaram de o ser".
O responsável "falou especificamente na análise de imobiliário e participações minoritárias, com o objectivo de perceber se são interessantes para vender", concretiza o jornal.
"Os activos com preços muito deprimidos só em situação de contingência extrema é que vendemos", disse ainda Fernandes.
O responsável "falou especificamente na análise de imobiliário e participações minoritárias, com o objectivo de perceber se são interessantes para vender", concretiza o jornal.
"Os activos com preços muito deprimidos só em situação de contingência extrema é que vendemos", disse ainda Fernandes.
Brisa concorre por auto-estradas na Turquia
A Brisa está a preparar uma proposta para concorrer ao programa de concessão das auto-estradas turcas, que o governo de Ancara deverá lançar nas próximas semanas.
Trata-se de uma concessão de 2 mil quilómetros na Turquia incluindo duas pontes em Istambul e cujo concurso será lançado a partir de Fevereiro. A concessionária do grupo José de Mello irá concorrer em consórcio, associada à Akfen, um dos maiores grupos empresariais privados da Turquia.
O governo turco já tinha manifestado há cerca de três anos a intenção de concessionar em regime de PPP - Parceria Público-Privada a gestão e manutenção do parque de auto-estradas do país, mas o eclodir da crise financeira internacional fez adiar o processo.
Trata-se de uma concessão de 2 mil quilómetros na Turquia incluindo duas pontes em Istambul e cujo concurso será lançado a partir de Fevereiro. A concessionária do grupo José de Mello irá concorrer em consórcio, associada à Akfen, um dos maiores grupos empresariais privados da Turquia.
O governo turco já tinha manifestado há cerca de três anos a intenção de concessionar em regime de PPP - Parceria Público-Privada a gestão e manutenção do parque de auto-estradas do país, mas o eclodir da crise financeira internacional fez adiar o processo.
sábado, janeiro 22, 2011
Conselho das Comunidades anseia por um orçamento próprio
O Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) deve ter um orçamento próprio e formas de financiamento definidas claramente para que possa delinear as suas atividades e servir os propósitos para que foi criado, defendeu o presidente do Conselho Permanente.
Fernando Gomes explicou que o CCP “não pode continuar a funcionar sem ter um orçamento próprio e uma forma clara de financiamento”.
“Não podemos manter a actual lei em que, em termos de orçamento, estamos no mesmo saco de outros organismos e instituições e que não nos permite perceber claramente qual o dinheiro disponível para atuar”, afirmou Gomes antes de partir para Portugal, onde irá participar na reunião do Conselho Permanente que tem lugar na próxima semana.
Gomes defende a definição de um “orçamento claro e de formas de financiamento que sejam conhecidas de todos para que em conjunto se possam definir as atividades do CCP”.
“O Conselho funciona por direito próprio, estipulado por lei, com funções determinadas que dão responsabilidades às pessoas e é preciso criar as melhores condições possíveis para que funcione bem”, afirmou.
Fernando Gomes explicou que o CCP “não pode continuar a funcionar sem ter um orçamento próprio e uma forma clara de financiamento”.
“Não podemos manter a actual lei em que, em termos de orçamento, estamos no mesmo saco de outros organismos e instituições e que não nos permite perceber claramente qual o dinheiro disponível para atuar”, afirmou Gomes antes de partir para Portugal, onde irá participar na reunião do Conselho Permanente que tem lugar na próxima semana.
Gomes defende a definição de um “orçamento claro e de formas de financiamento que sejam conhecidas de todos para que em conjunto se possam definir as atividades do CCP”.
“O Conselho funciona por direito próprio, estipulado por lei, com funções determinadas que dão responsabilidades às pessoas e é preciso criar as melhores condições possíveis para que funcione bem”, afirmou.
Alemanha quer jovens quadros especializados de Portugal
Os democratas-cristãos alemães da chanceler Angela Merkel querem compensar a falta de quadros técnicos na Alemanha atraindo jovens de Portugal e Espanha para o mercado de trabalho germânico, noticia hoje o semanário Der Spiegel na sua edição online.
Os planos teriam sido gizados recentemente por um grupo de políticos conservadores, segundo a mesma publicação.
“No sul e no leste da Europa há muitos jovens desempregados que procuram urgentemente trabalho”, disse ao Der Spiegel o vice-presidente do grupo parlamentar democrata-cristão, Michael Fuchs.
O plano de atrair jovens portugueses qualificados merece as preferências da principal força política do governo sobretudo para trabalhadores entre os 27 países membros, de acordo com o semanário alemão.
“É melhor ir buscar força de trabalho à Europa do que ter de mudar de novo a lei de imigração para permitir a entrada de pessoas de outras regiões”, justificou Max Straubinger, dirigente político da União Social Cristã (CSU) da Baviera.
O mesmo responsável sugeriu que o governo federal apoie iniciativas de angariação de quadros técnicos ibéricos.
Os planos teriam sido gizados recentemente por um grupo de políticos conservadores, segundo a mesma publicação.
“No sul e no leste da Europa há muitos jovens desempregados que procuram urgentemente trabalho”, disse ao Der Spiegel o vice-presidente do grupo parlamentar democrata-cristão, Michael Fuchs.
O plano de atrair jovens portugueses qualificados merece as preferências da principal força política do governo sobretudo para trabalhadores entre os 27 países membros, de acordo com o semanário alemão.
“É melhor ir buscar força de trabalho à Europa do que ter de mudar de novo a lei de imigração para permitir a entrada de pessoas de outras regiões”, justificou Max Straubinger, dirigente político da União Social Cristã (CSU) da Baviera.
O mesmo responsável sugeriu que o governo federal apoie iniciativas de angariação de quadros técnicos ibéricos.
quinta-feira, janeiro 20, 2011
BES África formaliza entrada no Moza Banco
O Banco Espírito Santo África (BES África) formalizou hoje em Maputo a compra de 25,1% do Moza Banco, de Moçambique, encerrando uma negociação que iniciou no ano passado com a assinatura de um acordo de princípio.
A entrada do BES África, o braço africano do grupo bancário português BES, efectivou-se através da aquisição de uma parte das acções da Geocapital, um grupo de investidores estrangeiros, que reduziu a sua participação para 24,5%, indica um comunicado do Moza Banco.
Apesar das alterações ocorridas, o grupo moçambicano Mozambique Capitais, liderado pelo ex-governador do Banco de Moçambique e presidente do Moza Banco, Prakash Ratilal, mantém-se como accionista maioritário, com 50,4%.
"Com a entrada do BES na estrutura accionista do Moza Banco, o capital social da instituição financeira será duplicado para 30 milhões de dólares até 30 de Junho de 2011, com vista à aceleração do processo de instalação de mais balcões nas outras regiões do país", refere a nota de imprensa.
A entrada do BES na estrutura accionista do Moza Banco vai permitir o reforço da infra-estrutura tecnológica da instituição, tendo em conta que o BES aposta essencialmente na exportação das competências do grupo em banca de empresas, banca de investimento e private bank, indica o comunicado.
Os capitais portugueses têm um forte peso no sector financeiro moçambicano, impondo-se como accionistas de referência nos bancos que controlam as maiores quotas do mercado bancário do país
A entrada do BES África, o braço africano do grupo bancário português BES, efectivou-se através da aquisição de uma parte das acções da Geocapital, um grupo de investidores estrangeiros, que reduziu a sua participação para 24,5%, indica um comunicado do Moza Banco.
Apesar das alterações ocorridas, o grupo moçambicano Mozambique Capitais, liderado pelo ex-governador do Banco de Moçambique e presidente do Moza Banco, Prakash Ratilal, mantém-se como accionista maioritário, com 50,4%.
"Com a entrada do BES na estrutura accionista do Moza Banco, o capital social da instituição financeira será duplicado para 30 milhões de dólares até 30 de Junho de 2011, com vista à aceleração do processo de instalação de mais balcões nas outras regiões do país", refere a nota de imprensa.
A entrada do BES na estrutura accionista do Moza Banco vai permitir o reforço da infra-estrutura tecnológica da instituição, tendo em conta que o BES aposta essencialmente na exportação das competências do grupo em banca de empresas, banca de investimento e private bank, indica o comunicado.
Os capitais portugueses têm um forte peso no sector financeiro moçambicano, impondo-se como accionistas de referência nos bancos que controlam as maiores quotas do mercado bancário do país
Museu Gulbenkian distinguido pelo TheSavvyExplorer
O Museu Calouste Gulbenkian está entre os sete melhores «pequenos museus» do mundo, aos olhos do site de viagens norte-americano TheSavvyExplorer.
O editor do site, Michael Tulipan, afirma que este espaço, associado do Turismo de Lisboa, "acolhe 6.000 obras de arte reunidas por Calouste Gulbenkian, um coleccionador ávido".
"Mediante um percurso expositivo montado por ordem cronológica e por área geográfica, o museu proporciona ao visitante uma viagem pela história mundial da cultura humana, região por região", escreve Tulipan.
Com o museu português, figuram também na lista o Kunsthaus, em Zurique, o Musee de l´Orangerie, em Paris, e a Peggy Guggenheim Collection, em Veneza. Nos EUA, os preferidos são o The Clark (Massachusetts), The Frick Collection (Nova Iorque) e o Phoenix Museum of Art (Arizona).
O editor justifica as escolhas referindo que "as grandes cidades, a nível mundial, possuem centros de arte famosos (…), que recebem um grande número de visitantes". "Porém, outros museus mais pequenos podem merecer também uma visita, uma vez que, para além de proporcionarem uma visão mais concisa sobre um período ou artista, revelam-se excelentes escolhas para os visitantes que têm limitações de tempo ou para aqueles que visitaram já os grandes museus".
O TheSavvyExplorer está neste momento a preparar um guia sobre Lisboa.
O editor do site, Michael Tulipan, afirma que este espaço, associado do Turismo de Lisboa, "acolhe 6.000 obras de arte reunidas por Calouste Gulbenkian, um coleccionador ávido".
"Mediante um percurso expositivo montado por ordem cronológica e por área geográfica, o museu proporciona ao visitante uma viagem pela história mundial da cultura humana, região por região", escreve Tulipan.
Com o museu português, figuram também na lista o Kunsthaus, em Zurique, o Musee de l´Orangerie, em Paris, e a Peggy Guggenheim Collection, em Veneza. Nos EUA, os preferidos são o The Clark (Massachusetts), The Frick Collection (Nova Iorque) e o Phoenix Museum of Art (Arizona).
O editor justifica as escolhas referindo que "as grandes cidades, a nível mundial, possuem centros de arte famosos (…), que recebem um grande número de visitantes". "Porém, outros museus mais pequenos podem merecer também uma visita, uma vez que, para além de proporcionarem uma visão mais concisa sobre um período ou artista, revelam-se excelentes escolhas para os visitantes que têm limitações de tempo ou para aqueles que visitaram já os grandes museus".
O TheSavvyExplorer está neste momento a preparar um guia sobre Lisboa.
quarta-feira, janeiro 19, 2011
Enfermeiras paquistanesas podem vir a exercer em Portugal
O Paquistão e Portugal decidiram hoje constituir um grupo de trabalho conjunto para estudar a possibilidade de enviar enfermeiras qualificadas para Portugal, noticia a Associated Press of Pakistan (APP).
A decisão foi tomada numa reunião entre o Presidente, Asif Ali Zardari, e o primeiro-ministro português, José Sócrates, à margem da Cimeira Mundial de Energia, que decorre desde segunda feira na capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi. Durante a reunião, os dois responsáveis acordaram também o desenvolvimento de uma parceria no sector sócio-económico.
Segundo o Presidente paquistanês, o país tem capacidade para formar profissionais de enfermagem para trabalharem em Portugal e noutros países da Europa e do Médio Oriente. Na sua opinião, a cooperação neste âmbito pode beneficiar os dois países.
Zardari considerou que as relações entre Portugal e o Paquistão são multifacetadas e amigáveis, caracterizando-se pelo respeito mútuo e interesses comuns.
Sócrates sublinhou, por sua vez, a necessidade de se aprofundarem ainda mais as relações bilaterais entre os dois países e reconheceu o papel do Paquistão na luta contra o terrorismo.
A decisão foi tomada numa reunião entre o Presidente, Asif Ali Zardari, e o primeiro-ministro português, José Sócrates, à margem da Cimeira Mundial de Energia, que decorre desde segunda feira na capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi. Durante a reunião, os dois responsáveis acordaram também o desenvolvimento de uma parceria no sector sócio-económico.
Segundo o Presidente paquistanês, o país tem capacidade para formar profissionais de enfermagem para trabalharem em Portugal e noutros países da Europa e do Médio Oriente. Na sua opinião, a cooperação neste âmbito pode beneficiar os dois países.
Zardari considerou que as relações entre Portugal e o Paquistão são multifacetadas e amigáveis, caracterizando-se pelo respeito mútuo e interesses comuns.
Sócrates sublinhou, por sua vez, a necessidade de se aprofundarem ainda mais as relações bilaterais entre os dois países e reconheceu o papel do Paquistão na luta contra o terrorismo.
Sócrates ligou a Merkel a "implorar" ajuda
A notícia avançada pelo diário inglês cita fontes da chanceler alemã. Sócrates queria evitar o recurso ao Fundo de Estabilização Europeu e FMI e terá implorado por ajuda à chanceler alemã, Angela Merkel, revela a edição de hoje do jornal inglês "The Guardian". O diário cita fontes que assistiram à conversa telefónica entre os dois líderes.
O primeiro-português português prometeu "tudo fazer" para não ser necessário o recurso ao Fundo de Estabilização Europeu e consequentemente ao FMI, como foi o caso da Grécia e da Irlanda.
Merkel terá então ligado a Dominique Strauss-Khan, director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), para lhe dar conta do telefonema feito por Sócrates. Mas este transmitiu à chanceler alemã que não valia a pena, "pois Sócrates não seguiria nenhum conselho que lhe fosse dado".
O telefonema entre Sócrates e Merkel aconteceu na passada semana.
[De certeza que não é verdade...]
O primeiro-português português prometeu "tudo fazer" para não ser necessário o recurso ao Fundo de Estabilização Europeu e consequentemente ao FMI, como foi o caso da Grécia e da Irlanda.
Merkel terá então ligado a Dominique Strauss-Khan, director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), para lhe dar conta do telefonema feito por Sócrates. Mas este transmitiu à chanceler alemã que não valia a pena, "pois Sócrates não seguiria nenhum conselho que lhe fosse dado".
O telefonema entre Sócrates e Merkel aconteceu na passada semana.
[De certeza que não é verdade...]
terça-feira, janeiro 18, 2011
Sócrates confirma reuniões com fundo soberano do Abu Dhabi!!
O primeiro-ministro, José Sócrates, confirmou que Teixeira dos Santos teve hoje de manhã reuniões com os responsáveis do principal fundo soberano do Abu Dhabi. Nega, no entanto, que a os encontros tenham sido para vender a dívida portuguesa.
Um dos encontros do ministro das finanças foi com os responsáveis pelas Obrigações do Tesouro, confirmou aos jornalistas no âmbito da primeira vista oficial ao Qatar e ao Abu Dhabi. No entanto, acrescentou: “Estas reuniões serviram fundamentalmente para apresentar o nosso plano de privatizações, apresentar as nossas principais empresas e explorar possibilidades de investimento”.
O ministro das Finanças acompanhou a deslocação oficial ao Médio Oriente até domingo, interrompeu a missão para viajar ontem para Bruxelas, onde participou na reunião dos ministros das Finanças da zona euro e regressou a tempo de se encontrar hoje com as autoridades financeiras de Abu Dhabi, apesar da reunião de Bruxelas durar dois dias.
Questionado sobre se tinha procurado junto do Abu Dhabi para compra da dívida, respondeu que se trata de “um investimento, não [de] ajuda” e que a dívida “está no mercado”. Reafirmou que a visita de três dias a estes países do Médio Oriente teve por objectivo a promoção da economia portuguesa numa das regiões mais ricas do mundo e ficará “contente se alguém comprar a dívida portuguesa, que está no mercado”. Mas, garante: “Não viemos aqui tratar disso”.
Praticamente no final desta deslocação oficial, Sócrates fez um balanço positivo desta visita “de maior importância para relançar o sector exportador” nacional e anunciou que a EDP, a Amorim e a Nova Base terão reuniões amanhã com os responsáveis da cidade de Masdar, num projecto inédito a nível mundial que está em construção no Abu Dhabi.
Masdar é uma cidade que está a ser construída de raiz com materiais sustentáveis e alimentada a energia solar. O gigantesco projecto é, para já, um enorme “laboratório vivo” às portas do deserto.
[A verdade está à vista...]
Um dos encontros do ministro das finanças foi com os responsáveis pelas Obrigações do Tesouro, confirmou aos jornalistas no âmbito da primeira vista oficial ao Qatar e ao Abu Dhabi. No entanto, acrescentou: “Estas reuniões serviram fundamentalmente para apresentar o nosso plano de privatizações, apresentar as nossas principais empresas e explorar possibilidades de investimento”.
O ministro das Finanças acompanhou a deslocação oficial ao Médio Oriente até domingo, interrompeu a missão para viajar ontem para Bruxelas, onde participou na reunião dos ministros das Finanças da zona euro e regressou a tempo de se encontrar hoje com as autoridades financeiras de Abu Dhabi, apesar da reunião de Bruxelas durar dois dias.
Questionado sobre se tinha procurado junto do Abu Dhabi para compra da dívida, respondeu que se trata de “um investimento, não [de] ajuda” e que a dívida “está no mercado”. Reafirmou que a visita de três dias a estes países do Médio Oriente teve por objectivo a promoção da economia portuguesa numa das regiões mais ricas do mundo e ficará “contente se alguém comprar a dívida portuguesa, que está no mercado”. Mas, garante: “Não viemos aqui tratar disso”.
Praticamente no final desta deslocação oficial, Sócrates fez um balanço positivo desta visita “de maior importância para relançar o sector exportador” nacional e anunciou que a EDP, a Amorim e a Nova Base terão reuniões amanhã com os responsáveis da cidade de Masdar, num projecto inédito a nível mundial que está em construção no Abu Dhabi.
Masdar é uma cidade que está a ser construída de raiz com materiais sustentáveis e alimentada a energia solar. O gigantesco projecto é, para já, um enorme “laboratório vivo” às portas do deserto.
[A verdade está à vista...]
Desencontro de prioridades, editorial do DN
Nada ilustra de forma mais eloquente a prioridade do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, do que o seu apressado regresso ao Abu Dhabi, depois de ter estado presente na reunião dos 17 ministros das Finanças da Zona Euro (o chamado Eurogrupo), em Bruxelas. Tipicamente, a esta reunião segue-se no dia seguinte uma outra, a do Ecofin, isto é, o conclave dos 27 ministros das Finanças de toda a UE - o que acontecerá hoje.
Mas o que verdadeiramente conta hoje em dia é o que se decide na Zona Euro e respeita à moeda comum europeia. E, quanto a isso, os dados estavam lançados mesmo antes da reunião de ontem: bem podem multiplicar-se os apelos ao reforço financeiro, ou à agilização operacional, do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF): o ritmo das decisões, ou o seu adiamento, é pautado pela vontade germânica. Acontece que a coligação cristã-democrata e liberal no poder na Alemanha se confronta com intenções de voto desastrosas para as contendas eleitorais ao longo de 2011 em diversos Estado federados. E, antes de fins de Março, qualquer anúncio de um esforço financeiro acrescido por parte de Berlim para reforço do fundo de resgate dos países incumpridores "do Sul" constituiria um verdadeiro desastre junto de um eleitorado inflamado por apelos populistas à punição exemplar dos incumpridores, senão mesmo à sua expulsão do euro.
Portugal e Espanha bem podem organizar as suas agendas políticas com esta ideia em mente: nos próximos dois meses, vão ter de defrontar as pressões especulativas sobre as suas dívidas soberanas com as medidas de política orçamental e económica internas, contando como seu único aliado operativo o Banco Central Europeu (BCE). E com países amigos, dispostos a estreitar laços económicos e financeiros com quem deles precisa quanto antes. Não pode, assim, causar espanto que Teixeira dos Santos decida onde tem de estar no dia de hoje: junto aos petrodólares.
Mas o que verdadeiramente conta hoje em dia é o que se decide na Zona Euro e respeita à moeda comum europeia. E, quanto a isso, os dados estavam lançados mesmo antes da reunião de ontem: bem podem multiplicar-se os apelos ao reforço financeiro, ou à agilização operacional, do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF): o ritmo das decisões, ou o seu adiamento, é pautado pela vontade germânica. Acontece que a coligação cristã-democrata e liberal no poder na Alemanha se confronta com intenções de voto desastrosas para as contendas eleitorais ao longo de 2011 em diversos Estado federados. E, antes de fins de Março, qualquer anúncio de um esforço financeiro acrescido por parte de Berlim para reforço do fundo de resgate dos países incumpridores "do Sul" constituiria um verdadeiro desastre junto de um eleitorado inflamado por apelos populistas à punição exemplar dos incumpridores, senão mesmo à sua expulsão do euro.
Portugal e Espanha bem podem organizar as suas agendas políticas com esta ideia em mente: nos próximos dois meses, vão ter de defrontar as pressões especulativas sobre as suas dívidas soberanas com as medidas de política orçamental e económica internas, contando como seu único aliado operativo o Banco Central Europeu (BCE). E com países amigos, dispostos a estreitar laços económicos e financeiros com quem deles precisa quanto antes. Não pode, assim, causar espanto que Teixeira dos Santos decida onde tem de estar no dia de hoje: junto aos petrodólares.
Vinho: Finlândia e Croácia no "roteiro" da CARMIM
A Finlândia e a Croácia são os mais recentes mercados dos vinhos da Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz (CARMIM), cujas exportações seguem para 28 países e representam já 12% da facturação total da empresa.
"Estes dois países vêm na sequência do trabalho de intensificação dos mercados internacionais que temos vindo a fazer, desde há quatro anos", realçou hoje o director-geral da CARMIM, José Canita.
Com a entrada nestes novos mercados, a cooperativa de Reguengos de Monsaraz aumenta para 28 o número de países para os quais já exporta os seus vinhos, prosseguindo a aposta de "maior internacionalização" das suas marcas.
"Estes dois países vêm na sequência do trabalho de intensificação dos mercados internacionais que temos vindo a fazer, desde há quatro anos", realçou hoje o director-geral da CARMIM, José Canita.
Com a entrada nestes novos mercados, a cooperativa de Reguengos de Monsaraz aumenta para 28 o número de países para os quais já exporta os seus vinhos, prosseguindo a aposta de "maior internacionalização" das suas marcas.
Farol: 46% portugueses vê situação pior que antes 25 Abril
Quase metade dos portugueses (46%) considera as atuais condições económicas e sociais piores do que há 40 anos, antes do 25 de Abril, segundo o estudo 'As escolhas dos Portugueses e o Projeto Farol'.
"Os cidadãos desresponsabilizam-se e acreditam que a globalização representa uma concorrência", afirmou hoje Belmiro de Azevedo, membro da comissão executiva do Projeto Farol, que pretende traçar um guia para o desenvolvimento do país até 2010.
Na cerimónia de apresentação deste estudo, o empresário realçou que "além dos portugueses estarem mal informados sobre o grau do desenvolvimento do país das últimas décadas, conclui-se também que desconfiam dos poderes instituídos, apontam o Estado como figura central no desenvolvimento do país e sentem-se desconfortáveis com a globalização".
"Os cidadãos desresponsabilizam-se e acreditam que a globalização representa uma concorrência", afirmou hoje Belmiro de Azevedo, membro da comissão executiva do Projeto Farol, que pretende traçar um guia para o desenvolvimento do país até 2010.
Na cerimónia de apresentação deste estudo, o empresário realçou que "além dos portugueses estarem mal informados sobre o grau do desenvolvimento do país das últimas décadas, conclui-se também que desconfiam dos poderes instituídos, apontam o Estado como figura central no desenvolvimento do país e sentem-se desconfortáveis com a globalização".
BES e Pastor desmentem negociações para fusão dos dois bancos
O Jornal Expansion noticiou hoje que o banco espanhol estava a negociar uma fusão com o Banco Espírito Santo.
O Pastor já negou a notícia avançada pelo jornal. Fonte oficial do Pastor, em declarações à Bloomberg, refere que a notícia é “absolutamente mentira”. Em comunicado à CNMV, o regulador espanhol, o Pastor “desmente claramente a existência das ditas negociações, e como consequência, a veracidade da informação”.
O BES negou também qualquer fundamento a esta notícia. "O BES informa que tal notícia não corresponde à verdade e desmente a existência de tais negociações", refere o banco em comunicado à CMVM.
Num comentário a estas notícias, o CaixaBI salienta que “estes dois bancos têm uma estrutura accionista bastante sólida, o que poderia potenciar e facilitar um contexto de eventuais negociações” e que “uma eventual veracidade desta notícia criaria um banco com cerca 114 mil milhões de euros de activos permitindo a ambos um reforço de escala e de influência geográfica ao mesmo tempo que mantinham a gestão da sua esfera de influência doméstica”.
O BES concretizou no ano passado a compra de 50% do negócio segurador (ramo vida) do Banco Pastor em Espanha e da gestora de activos Gespastor.
Sedes em Lisboa, Galiza e Madrid
A notícia de hoje, dá conta que foi o BES a sondar o Pastor sobre a possibilidade de uma fusão entre os dois bancos. O Jornal espanhol noticia que ambos os bancos iniciaram negociações nas últimas semanas, estando a estudar a possibilidade de criar um novo grupo na primeira metade deste ano.
Estaria já definido a repartição das sedes do novo grupo, com a gestão bancária em Espanha a ficar na Galiza, de fundos em Madrid e da unidade portuguesa e internacional em Lisboa.
A nova entidade teria activos de 133 mil milhões de euros, com o BES a representar três quartos do novo banco. O Expansion adianta que a integração teria que ser amigável, uma vez que o Pastor tem o capital “blindado”, sendo controlado em 40% pela Fundação Pedro Barrie de la Maza, onde Amâncio Ortega, da Inditex, é um dos maiores accionistas.
O Pastor já negou a notícia avançada pelo jornal. Fonte oficial do Pastor, em declarações à Bloomberg, refere que a notícia é “absolutamente mentira”. Em comunicado à CNMV, o regulador espanhol, o Pastor “desmente claramente a existência das ditas negociações, e como consequência, a veracidade da informação”.
O BES negou também qualquer fundamento a esta notícia. "O BES informa que tal notícia não corresponde à verdade e desmente a existência de tais negociações", refere o banco em comunicado à CMVM.
Num comentário a estas notícias, o CaixaBI salienta que “estes dois bancos têm uma estrutura accionista bastante sólida, o que poderia potenciar e facilitar um contexto de eventuais negociações” e que “uma eventual veracidade desta notícia criaria um banco com cerca 114 mil milhões de euros de activos permitindo a ambos um reforço de escala e de influência geográfica ao mesmo tempo que mantinham a gestão da sua esfera de influência doméstica”.
O BES concretizou no ano passado a compra de 50% do negócio segurador (ramo vida) do Banco Pastor em Espanha e da gestora de activos Gespastor.
Sedes em Lisboa, Galiza e Madrid
A notícia de hoje, dá conta que foi o BES a sondar o Pastor sobre a possibilidade de uma fusão entre os dois bancos. O Jornal espanhol noticia que ambos os bancos iniciaram negociações nas últimas semanas, estando a estudar a possibilidade de criar um novo grupo na primeira metade deste ano.
Estaria já definido a repartição das sedes do novo grupo, com a gestão bancária em Espanha a ficar na Galiza, de fundos em Madrid e da unidade portuguesa e internacional em Lisboa.
A nova entidade teria activos de 133 mil milhões de euros, com o BES a representar três quartos do novo banco. O Expansion adianta que a integração teria que ser amigável, uma vez que o Pastor tem o capital “blindado”, sendo controlado em 40% pela Fundação Pedro Barrie de la Maza, onde Amâncio Ortega, da Inditex, é um dos maiores accionistas.
segunda-feira, janeiro 17, 2011
Brisa espera ganhar até 50 contratos na Índia
A Brisa estima ganhar entre 40 a 50 contratos de operação e manutenção de autoestradas na Índia nos próximos cinco anos, com uma receita estimada entre 80 e 100 milhões de euros, num total de quatro mil quilómetros.
O processo de operação e manutenção das concessões, que poderá estar associado à cobrança de portagens, num mercado com cerca de 65 mil quilómetros de autoestradas, avançará no âmbito de uma parceria estabelecida entre a empresa portuguesa e o grupo indiano Feedback Ventures.
Apesar de alguns dos 29 estados indianos não estarem ainda preparados para receber este tipo de infraestruturas, a prioridade desta aliança passa pela “prestação de serviços de qualidade” e pela criação de “uma plataforma tecnológica unificada” aplicável a todas as concessões, afirmou aos jornalistas o presidente da Feedback Ventures, Vinayak Chatterjee.
“Queremos um sistema unificado, uma plataforma unificada que reduza os problemas de pagamento e as filas de espera”, disse o responsável, que estima em “um ou dois anos, no máximo”, a implementação da Via Verde naquele país.
O presidente da Brisa, Vasco de Mello, disse aos jornalistas, após a formalização da aliança na sexta-feira em Nova Deli, que a parceria estabelecida "é uma excelente entrada e uma forma de aprofundar o conhecimento do mercado” indiano.
Para Vasco de Mello, "a Índia tem um enorme potencial. Começando agora pela manutenção das autoestradas já existentes, é objetivo da Brisa vir mais tarde participar nos projetos de concessão”.
“A Índia é um mercado de uma grande dimensão e disponível num período muito longo”, disse o presidente da concessionária, destacando que “a Índia em si mesmo já é um continente” e, no curto prazo, a Brisa estará concentrada no mercado indiano.
Actualmente com 200 concessões, a Índia “necessita agora de um salto em termos de excelência nas operações”, sublinhou.
A Índia tem hoje 3,2 milhões de quilómetros de rede rodoviária, dos quais dois por cento (65 mil quilómetros) são autoestradas, atualmente concessionadas pelo governo indiano, que estabelece uma média diária de construção de 20 quilómetros por dia, com uma circulação média de 40% do tráfego indiano.
As expetativas apontam para que este mercado de operação e manutenção de infra-estruturas rodoviárias na Índia venha a valer mil milhões de euros em 2016.
O enfoque da joint-venture luso-indiana será a componente tecnológica e inovação, operação e manutenção corrente e, na maioria dos casos, nos trechos de vias portajados apostar no desenvolvimento das portagens já existentes.
A Brisa e a Feedback Ventures assinaram no final de novembro o contrato de constituição da Feedback Brisa Highways, na qual o grupo indiano detém 60% do capital e a concessionária portuguesa 40%.
O processo de operação e manutenção das concessões, que poderá estar associado à cobrança de portagens, num mercado com cerca de 65 mil quilómetros de autoestradas, avançará no âmbito de uma parceria estabelecida entre a empresa portuguesa e o grupo indiano Feedback Ventures.
Apesar de alguns dos 29 estados indianos não estarem ainda preparados para receber este tipo de infraestruturas, a prioridade desta aliança passa pela “prestação de serviços de qualidade” e pela criação de “uma plataforma tecnológica unificada” aplicável a todas as concessões, afirmou aos jornalistas o presidente da Feedback Ventures, Vinayak Chatterjee.
“Queremos um sistema unificado, uma plataforma unificada que reduza os problemas de pagamento e as filas de espera”, disse o responsável, que estima em “um ou dois anos, no máximo”, a implementação da Via Verde naquele país.
O presidente da Brisa, Vasco de Mello, disse aos jornalistas, após a formalização da aliança na sexta-feira em Nova Deli, que a parceria estabelecida "é uma excelente entrada e uma forma de aprofundar o conhecimento do mercado” indiano.
Para Vasco de Mello, "a Índia tem um enorme potencial. Começando agora pela manutenção das autoestradas já existentes, é objetivo da Brisa vir mais tarde participar nos projetos de concessão”.
“A Índia é um mercado de uma grande dimensão e disponível num período muito longo”, disse o presidente da concessionária, destacando que “a Índia em si mesmo já é um continente” e, no curto prazo, a Brisa estará concentrada no mercado indiano.
Actualmente com 200 concessões, a Índia “necessita agora de um salto em termos de excelência nas operações”, sublinhou.
A Índia tem hoje 3,2 milhões de quilómetros de rede rodoviária, dos quais dois por cento (65 mil quilómetros) são autoestradas, atualmente concessionadas pelo governo indiano, que estabelece uma média diária de construção de 20 quilómetros por dia, com uma circulação média de 40% do tráfego indiano.
As expetativas apontam para que este mercado de operação e manutenção de infra-estruturas rodoviárias na Índia venha a valer mil milhões de euros em 2016.
O enfoque da joint-venture luso-indiana será a componente tecnológica e inovação, operação e manutenção corrente e, na maioria dos casos, nos trechos de vias portajados apostar no desenvolvimento das portagens já existentes.
A Brisa e a Feedback Ventures assinaram no final de novembro o contrato de constituição da Feedback Brisa Highways, na qual o grupo indiano detém 60% do capital e a concessionária portuguesa 40%.
Mobiliário: 65 empresas portuguesas rumam a Paris
Sessenta e cinco empresas portuguesas de mobiliário participam, de 21 a 25 de janeiro, em Paris, na feira internacional 'Maison & Objet', considerado "o principal evento internacional no universo da decoração".
Em entrevista, o secretário-geral da Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA) explicou que esta "forte presença portuguesa" se insere no projeto de promoção internacional do setor, o Interfurniture, elaborado para o período 2008-2013 e que prevê um investimento global de 10 milhões de euros apoiado pelo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).
"Por estar muito dependente do sector da construção civil e do imobiliário, onde a crise já se vem fazendo sentir há mais tempo, o sector do mobiliário sentiu a necessidade de procurar mercados alternativos ao mercado nativo e começou a olhar para fora de uma forma mais afincada, até porque o nosso mercado era demasiado pequeno para a capacidade de produção instalada", explicou Hugo Vieira.
Em entrevista, o secretário-geral da Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA) explicou que esta "forte presença portuguesa" se insere no projeto de promoção internacional do setor, o Interfurniture, elaborado para o período 2008-2013 e que prevê um investimento global de 10 milhões de euros apoiado pelo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).
"Por estar muito dependente do sector da construção civil e do imobiliário, onde a crise já se vem fazendo sentir há mais tempo, o sector do mobiliário sentiu a necessidade de procurar mercados alternativos ao mercado nativo e começou a olhar para fora de uma forma mais afincada, até porque o nosso mercado era demasiado pequeno para a capacidade de produção instalada", explicou Hugo Vieira.
quinta-feira, janeiro 13, 2011
Vinhos do Alentejo exportam mais 48% para o Brasil em 2010
As exportações de vinhos do Alentejo para o Brasil cresceram cerca de 48% em 2010, face ao ano anterior, sendo o mercado que registou o maior aumento de vendas, revelou hoje a presidente da CVRA - Comissão Vitivinícola Regional Alentejana.
A presidente da CVRA, Dora Simões, adiantou que o Brasil é o segundo mercado importador de vinhos do Alentejo, para o qual foram exportados 2,1 milhões de litros em 2010, enquanto no ano anterior as vendas tinham atingido 1,4 milhões de litros, representando um crescimento "significativo".
"Estamos muito satisfeitos com este notável aumento de vendas num mercado competitivo como é o brasileiro e consideramos que este é o resultado prático de ações de divulgação e de um trabalho comercial intenso dos produtores de vinhos do Alentejo e dos importadores no Brasil", salientou.
A presidente da CVRA, Dora Simões, adiantou que o Brasil é o segundo mercado importador de vinhos do Alentejo, para o qual foram exportados 2,1 milhões de litros em 2010, enquanto no ano anterior as vendas tinham atingido 1,4 milhões de litros, representando um crescimento "significativo".
"Estamos muito satisfeitos com este notável aumento de vendas num mercado competitivo como é o brasileiro e consideramos que este é o resultado prático de ações de divulgação e de um trabalho comercial intenso dos produtores de vinhos do Alentejo e dos importadores no Brasil", salientou.
China admite ter comprado obrigações do tesouro portuguesas
A China admitiu ter comprado dívida pública de Portugal na quarta-feira, num gesto que visa dar aos investidores confiança nas economias do país.
"Estes são tempos complicados e estamos a adotar um papel positivo", disse um vice-presidente do Banco Popular da China citado pelo jornal inglês The Guardian.
"Somos e continuaremos a ser compradores consistentes e temos um plano de investimento na Europa a longo prazo", acrescentou.
Portugal vendeu dívida pública na quarta-feira, tendo conseguido taxas de juro de 6,7% para as obrigações a 10 anos e registando uma procura 3,2 vezes superior à oferta.
Numa entrevista à CNN, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, admitiu que a China poderá ter participado no leilão, posição confirmada hoje pelo Banco Popular da China.
A China, já detém 13% da dívida pública espanhola.
"Estes são tempos complicados e estamos a adotar um papel positivo", disse um vice-presidente do Banco Popular da China citado pelo jornal inglês The Guardian.
"Somos e continuaremos a ser compradores consistentes e temos um plano de investimento na Europa a longo prazo", acrescentou.
Portugal vendeu dívida pública na quarta-feira, tendo conseguido taxas de juro de 6,7% para as obrigações a 10 anos e registando uma procura 3,2 vezes superior à oferta.
Numa entrevista à CNN, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, admitiu que a China poderá ter participado no leilão, posição confirmada hoje pelo Banco Popular da China.
A China, já detém 13% da dívida pública espanhola.
Krugman e a vitória de Pirro do governo português
No blog que publica no New York Times, o Nobel da Economia questiona o sucesso da operação de venda da dívida portuguesa e parafraseia Pirro: "Mais uns sucessos e a periferia da Europa será destruída".
"Leilão de acções pírrico" é o título que Paul Krugman dá ao post em que analisa a venda da dívida portuguesa esta quarta-feira, no site do The New York Times. O Nobel da Economia questiona o sucesso da venda dos títulos com uma taxa de juro de "apenas" 6,7%. "Uma taxa de juro tão elevada está perto de ser ruinosa", escreve reconhecendo no entanto que "não é, de facto, tão mau quanto as pessoas esperavam na semana passada; nessa medida, um sucesso."
Krugman diz partilhar da ideia que a reacção de euforia "diz qualquer coisa sobre o completo desespero da situação europeia."
Pirro, às portas de Roma, depois de ter ganho uma batalha que custou a vida a quase todas as suas tropas terá dito: "Mais uma vitória destas e estou perdido." O economista norte-americano termina o texto, escrevendo: "Mais uns sucessos e a periferia da Europa será destruída."
"Leilão de acções pírrico" é o título que Paul Krugman dá ao post em que analisa a venda da dívida portuguesa esta quarta-feira, no site do The New York Times. O Nobel da Economia questiona o sucesso da venda dos títulos com uma taxa de juro de "apenas" 6,7%. "Uma taxa de juro tão elevada está perto de ser ruinosa", escreve reconhecendo no entanto que "não é, de facto, tão mau quanto as pessoas esperavam na semana passada; nessa medida, um sucesso."
Krugman diz partilhar da ideia que a reacção de euforia "diz qualquer coisa sobre o completo desespero da situação europeia."
Pirro, às portas de Roma, depois de ter ganho uma batalha que custou a vida a quase todas as suas tropas terá dito: "Mais uma vitória destas e estou perdido." O economista norte-americano termina o texto, escrevendo: "Mais uns sucessos e a periferia da Europa será destruída."
quarta-feira, janeiro 12, 2011
Roubar Pão
"PSP detém ladrões de 70 pães
A PSP de Lisboa deteve hoje dois homens por terem roubado dois sacos com cerca de 70 pães de uma padaria na zona de Marvila e depois de um deles ter sido baleado por um agente enquanto tentava fugir. "
Roubar pão já dá para ser baleado, por 15 euros. Ora neste caso os senhores polícias fizeram um grande trabalho... e o juíz então este não vai ter problemas em condenar a uma bela pena
A PSP de Lisboa deteve hoje dois homens por terem roubado dois sacos com cerca de 70 pães de uma padaria na zona de Marvila e depois de um deles ter sido baleado por um agente enquanto tentava fugir. "
Roubar pão já dá para ser baleado, por 15 euros. Ora neste caso os senhores polícias fizeram um grande trabalho... e o juíz então este não vai ter problemas em condenar a uma bela pena
Internet na escola. Acesso a banda larga baixou notas dos alunos
Estudo diz que ter banda larga só não chega. É preciso ensinar a usar a net. Alunos longe dos centros urbanos são os que mais navegam.
Mourinho. O próximo prémio pode dar ao PIB 250 milhões
O melhor do mundo, que é embaixador da organização da Ryder Cup de 2018, já tem outra vitória em mente. Por Portugal.
José Mourinho protege-se da fama. Em 2010, ganhou Serie A italiana, Coppa de Itália, Champions e Bola de Ouro. Foi um ano rico em emoções. Segue-se 2011, mais rico ainda...
Numa entrevista antiga, Lauro António resumiu de forma exemplar o sucesso de Mourinho: "Transcendeu o lado mesquinho do tipo que não é capaz, que tem medo." Essa faceta valeu-lhe títulos, uma carreira sempre a crescer, a chegada ao clube com mais receitas do mundo e um valor, enquanto marca, que lhe permite atingir os 12 milhões de euros/ano em direitos de imagem. E todos sabiam que se tratava do melhor do mundo, faltava apenas o selo de garantia na forma do carimbo FIFA. Esse também está conquistado. A partir de agora, o treinador vai somar mais milhões à já por si extensa conta bancária. E multiplicá-los para Portugal, que irá beneficiar do impacto do prémio a breve e médio/longo prazo.
"É uma chancela de qualidade, a consolidação de um reconhecimento que já existia e que pode favorecer o nosso país, até porque foi importante ter começado o discurso a falar português, destacando o orgulho nas suas origens. Nesta fase, qualquer país precisa de reunir o exército de marcas porque as guerras actuais são feitas com marcas e não com armas. E, em mais uma área, Portugal pode dizer que tem o melhor do mundo", ressalva o publicitário Carlos Coelho.
Nos relvados, e como salienta o comentador Santiago Segurola, "Mourinho é o mais parecido a uma garantia de êxito no desconcertante mundo do futebol em que nada é seguro"; fora destes, também. E, dos relvados para os greens, a candidatura nacional à organização da Ryder Cupe passou a ter outro trunfo para jogar. Até porque, na promoção a que o Special One se juntou, a ideia-chave é a mesma da que foi segunda-feira transmitida a milhões e milhões de telespectadores que seguiram a cerimónia: "Quero vencer sempre e levar o nome de Portugal aos quatro cantos do mundo. É o desafio a que me proponho directamente."
Impacto
A organização da Ryder Cup, que coloca em confronto as selecções da Europa e a dos EUA em golfe, terá um impacto económico de 550 milhões de euros. Porque é o terceiro evento desportivo no mundo com mais telespectadores (1,1 mil milhões), apenas superado pelos Jogos Olímpicos e pelo Mundial de futebol. E porque, em comparação com outros certames, renderá o triplo do Euro-2004 e mais do que o dobro da Ryder Cup em 2016, que irá realizar-se na Rep. Irlanda (240 milhões). Estão orçamentados 220 milhões de euros em receitas ligadas ao turismo durante os seis dias em que a prova irá decorrer na Herdade da Comporta.
E contribuirá com 250 milhões de euros para o PIB.
Portugal tinha boas hipóteses frente às restantes quatro candidaturas - Alemanha, França, Holanda e Espanha - mas, tendo o (agora reconhecido) melhor treinador do mundo como embaixador da organização, ganhou mais ainda.
José Mourinho protege-se da fama. Em 2010, ganhou Serie A italiana, Coppa de Itália, Champions e Bola de Ouro. Foi um ano rico em emoções. Segue-se 2011, mais rico ainda...
Numa entrevista antiga, Lauro António resumiu de forma exemplar o sucesso de Mourinho: "Transcendeu o lado mesquinho do tipo que não é capaz, que tem medo." Essa faceta valeu-lhe títulos, uma carreira sempre a crescer, a chegada ao clube com mais receitas do mundo e um valor, enquanto marca, que lhe permite atingir os 12 milhões de euros/ano em direitos de imagem. E todos sabiam que se tratava do melhor do mundo, faltava apenas o selo de garantia na forma do carimbo FIFA. Esse também está conquistado. A partir de agora, o treinador vai somar mais milhões à já por si extensa conta bancária. E multiplicá-los para Portugal, que irá beneficiar do impacto do prémio a breve e médio/longo prazo.
"É uma chancela de qualidade, a consolidação de um reconhecimento que já existia e que pode favorecer o nosso país, até porque foi importante ter começado o discurso a falar português, destacando o orgulho nas suas origens. Nesta fase, qualquer país precisa de reunir o exército de marcas porque as guerras actuais são feitas com marcas e não com armas. E, em mais uma área, Portugal pode dizer que tem o melhor do mundo", ressalva o publicitário Carlos Coelho.
Nos relvados, e como salienta o comentador Santiago Segurola, "Mourinho é o mais parecido a uma garantia de êxito no desconcertante mundo do futebol em que nada é seguro"; fora destes, também. E, dos relvados para os greens, a candidatura nacional à organização da Ryder Cupe passou a ter outro trunfo para jogar. Até porque, na promoção a que o Special One se juntou, a ideia-chave é a mesma da que foi segunda-feira transmitida a milhões e milhões de telespectadores que seguiram a cerimónia: "Quero vencer sempre e levar o nome de Portugal aos quatro cantos do mundo. É o desafio a que me proponho directamente."
Impacto
A organização da Ryder Cup, que coloca em confronto as selecções da Europa e a dos EUA em golfe, terá um impacto económico de 550 milhões de euros. Porque é o terceiro evento desportivo no mundo com mais telespectadores (1,1 mil milhões), apenas superado pelos Jogos Olímpicos e pelo Mundial de futebol. E porque, em comparação com outros certames, renderá o triplo do Euro-2004 e mais do que o dobro da Ryder Cup em 2016, que irá realizar-se na Rep. Irlanda (240 milhões). Estão orçamentados 220 milhões de euros em receitas ligadas ao turismo durante os seis dias em que a prova irá decorrer na Herdade da Comporta.
E contribuirá com 250 milhões de euros para o PIB.
Portugal tinha boas hipóteses frente às restantes quatro candidaturas - Alemanha, França, Holanda e Espanha - mas, tendo o (agora reconhecido) melhor treinador do mundo como embaixador da organização, ganhou mais ainda.
Juiz português reeleito presidente do Tribunal de Contas da União Europeia
Vítor Caldeira foi hoje reeleito presidente do Tribunal de Contas Europeu, para um segundo mandato de três anos, anunciou a instituição, com sede no Luxemburgo.
Membro daquele Tribunal desde 2000, foi agora escolhido para um mandato de três anos, passando a integrar, com Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, os lugares de topo na estrutura da União Europeia.
Tem 47 anos e é licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
Membro daquele Tribunal desde 2000, foi agora escolhido para um mandato de três anos, passando a integrar, com Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, os lugares de topo na estrutura da União Europeia.
Tem 47 anos e é licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
Governo aprova segunda fase da Embraer e concede 130 milhões em benefícios
Investimento na segunda fase da Embraer ronda os 39 milhões de euros e a investigação será feita em torno de materiais compósitos.
Num outro diploma, o Governo aprovou os contratos que concedem benefícios fiscais a 11 empresas, num valor total de 130 milhões de euros, além de retirar esses benefícios a outras empresas. Uma delas é arguida no processo BPN.
O investimento da empresa brasileira começou por ser materializado com a celebração de um contrato de investimento em Setembro de 2008, que representou o arranque da primeira fase do projecto. O centro de excelência servirá para “produção em exclusivo de conjuntos em materiais compósitos, recorrendo a tecnologias no estado-da-arte no sector aeronáutico”, um sector considerado estratégico para a economia nacional.
A segunda fase, cujo contrato foi aprovado em 30 de Dezembro último pelo ministro da Economia Vieira da Silva e hoje publicado em Diário da República, representa um investimento de 38,883 milhões de euros, “prevendo-se o alcance, em 2023, de um valor de vendas e prestação de serviços de cerca de 224,4 milhões de euros”, acumulados desde 2012. Está prevista ainda a criação de 26 postos de trabalho e a manutenção de outros 155, até ao final da vigência do contrato.
Noutro diploma, este proveniente do Conselho de Ministros, foram aprovadas as minutas dos contratos de investimento com 11 empresas, cuja conclusão foi apontada como prioritária pelo Governo. Esta resolução “é a terceira que concretiza este objectivo”, fixando assim os “objectivos e as metas a cumprir pelo promotor e os benefícios fiscais a conceder”.
O Estado celebra contratos (representado pela Agência de Investimento e Comércio Externo de Portugal – AICEP) com várias entidades. Entre elas, a Vila Galé Coimbra recebe uma verba de 22,7 milhões de euros, correspondente a um “crédito a título de IRC e uma isenção de imposto de selo”. A empresa Planos Férricos Portugal também recebe uma verba superior a 22 milhões, correspondente aos mesmos benefícios fiscais.
O contrato celebrado com a Naval Ria, no valor de 7,5 milhões de euros, prevê, além das isenções já descritas, uma dispensa de pagamento do imposto municipal sobre imóveis (IMI) e do imposto municipal sobre transmissões onerosas de imóveis (IMT). A Bosch, a Reckitt Benckiser ou a Têxtil do Ave foram outras das empresas a beneficiar da concessão de benefícios fiscais.
O Governo também vai terminar o contrato de concessão de benefícios a promotores que incumpriram os compromissos assumidos em ocasiões anteriores. Entre elas contam-se a Mitsubishi Trucks Europe, a Drink-In e a Labicer, que é arguida no processo BPN.
Num outro diploma, o Governo aprovou os contratos que concedem benefícios fiscais a 11 empresas, num valor total de 130 milhões de euros, além de retirar esses benefícios a outras empresas. Uma delas é arguida no processo BPN.
O investimento da empresa brasileira começou por ser materializado com a celebração de um contrato de investimento em Setembro de 2008, que representou o arranque da primeira fase do projecto. O centro de excelência servirá para “produção em exclusivo de conjuntos em materiais compósitos, recorrendo a tecnologias no estado-da-arte no sector aeronáutico”, um sector considerado estratégico para a economia nacional.
A segunda fase, cujo contrato foi aprovado em 30 de Dezembro último pelo ministro da Economia Vieira da Silva e hoje publicado em Diário da República, representa um investimento de 38,883 milhões de euros, “prevendo-se o alcance, em 2023, de um valor de vendas e prestação de serviços de cerca de 224,4 milhões de euros”, acumulados desde 2012. Está prevista ainda a criação de 26 postos de trabalho e a manutenção de outros 155, até ao final da vigência do contrato.
Noutro diploma, este proveniente do Conselho de Ministros, foram aprovadas as minutas dos contratos de investimento com 11 empresas, cuja conclusão foi apontada como prioritária pelo Governo. Esta resolução “é a terceira que concretiza este objectivo”, fixando assim os “objectivos e as metas a cumprir pelo promotor e os benefícios fiscais a conceder”.
O Estado celebra contratos (representado pela Agência de Investimento e Comércio Externo de Portugal – AICEP) com várias entidades. Entre elas, a Vila Galé Coimbra recebe uma verba de 22,7 milhões de euros, correspondente a um “crédito a título de IRC e uma isenção de imposto de selo”. A empresa Planos Férricos Portugal também recebe uma verba superior a 22 milhões, correspondente aos mesmos benefícios fiscais.
O contrato celebrado com a Naval Ria, no valor de 7,5 milhões de euros, prevê, além das isenções já descritas, uma dispensa de pagamento do imposto municipal sobre imóveis (IMI) e do imposto municipal sobre transmissões onerosas de imóveis (IMT). A Bosch, a Reckitt Benckiser ou a Têxtil do Ave foram outras das empresas a beneficiar da concessão de benefícios fiscais.
O Governo também vai terminar o contrato de concessão de benefícios a promotores que incumpriram os compromissos assumidos em ocasiões anteriores. Entre elas contam-se a Mitsubishi Trucks Europe, a Drink-In e a Labicer, que é arguida no processo BPN.
Durão no Azerbaijão para tentar assegurar novas rotas de gás natural
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, vai tentar na quinta-feira em Baku dar um passo importante na conquista de novas rotas de fornecimento de gás natural à Europa para fugir à actual dependência da Rússia.
José Manuel Durão Barroso deverá assinar com o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, uma declaração conjunta sobre a criação do Corredor do Sul e outra sobre uma Parceria para a Modernização para apoiar as reformas políticas e económicas daquele país.
"Tenho a certeza que juntos iremos criar as condições necessárias para que esta iniciativa estratégica seja uma realidade", disse o presidente da Comissão Europeia antes de partir para Baku.
[Está em causa a independência energética da União Europeia...]
José Manuel Durão Barroso deverá assinar com o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, uma declaração conjunta sobre a criação do Corredor do Sul e outra sobre uma Parceria para a Modernização para apoiar as reformas políticas e económicas daquele país.
"Tenho a certeza que juntos iremos criar as condições necessárias para que esta iniciativa estratégica seja uma realidade", disse o presidente da Comissão Europeia antes de partir para Baku.
[Está em causa a independência energética da União Europeia...]
Sócrates inicia "ofensiva diplomática" pelas exportações
O primeiro-ministro José Sócrates inicia hoje uma "ofensiva diplomática" para incentivar as exportações e internacionalização das empresas portuguesas com deslocações previstas a Frankfurt, Qatar e Emiratos Árabes Unidos, disse fonte governamental.
O chefe de Governo estará hoje em Frankfurt na maior feira do mundo de têxteis para o lar, a Hemtextil, que conta com uma participação de quase 60 empresas portuguesas.
O primeiro-ministro visitará os pavilhões portugueses para falar com os industriais no âmbito da campanha do Governo para dinamizar as exportações, consideradas fulcrais para a recuperação da economia nacional, revelou fonte oficial do seu gabinete.
[Agora que so País está aflito é que Sócrates se lembrou da "aposta nas exportações"...]
O chefe de Governo estará hoje em Frankfurt na maior feira do mundo de têxteis para o lar, a Hemtextil, que conta com uma participação de quase 60 empresas portuguesas.
O primeiro-ministro visitará os pavilhões portugueses para falar com os industriais no âmbito da campanha do Governo para dinamizar as exportações, consideradas fulcrais para a recuperação da economia nacional, revelou fonte oficial do seu gabinete.
[Agora que so País está aflito é que Sócrates se lembrou da "aposta nas exportações"...]
Turismo: Lisboa quer competir com Barcelona e Madrid
O presidente da Confederação do Turismo Português (CTP) afirmou hoje que o grande desafio de Lisboa para os próximos anos é competir com Barcelona e Madrid no segmento de negócios internacionais e como centro de comércio e serviços.
"É necessário projetar e organizar a grande Lisboa, incluindo Cascais e Oeiras, articulada com Sintra, por forma a torná-la num pólo de crescimento, de criação de riqueza e bem-estar social", afirmou hoje Carlos Pinto Coelho na Cimeira do Turismo Português 2011, subordinada ao tema 'Cidades, Pólos de Crescimento Económico e do Turismo no Século XXI', a decorrer em Cascais.
O responsável referiu que o objetivo para Lisboa é competir com as principais cidades europeias.
"É necessário projetar e organizar a grande Lisboa, incluindo Cascais e Oeiras, articulada com Sintra, por forma a torná-la num pólo de crescimento, de criação de riqueza e bem-estar social", afirmou hoje Carlos Pinto Coelho na Cimeira do Turismo Português 2011, subordinada ao tema 'Cidades, Pólos de Crescimento Económico e do Turismo no Século XXI', a decorrer em Cascais.
O responsável referiu que o objetivo para Lisboa é competir com as principais cidades europeias.
terça-feira, janeiro 11, 2011
Moçambique: Índia quer negociar mais reservas de carvão
O governo da Índia quer negociar com Moçambique a concessão de mais reservas de carvão, para garantir a sustentabilidade do crescimento industrial do país, afirmou hoje em Maputo o ministro indiano do Carvão, Sriprakash Jaiswal.
Sriprakash Jaiswal manifestou o interesse da Índia durante um encontro com a ministra moçambicana dos Recursos Minerais, Esperança Bias, no âmbito da visita que realiza ao país.
A Índia já detém dois blocos de carvão na província de Tete, centro de Moçambique, - a província com o maior potencial carbonífero no país - que vai começar a explorar nos próximos dois anos, através da empresa Minas de Moatize.
Jaiswal referiu que o carvão é matéria-prima essencial para o desenvolvimento da economia indiana, sendo a fonte de 51% da energia produzida no país.
Mas o interesse indiano pelo carvão moçambicano não se limita apenas a alimentar a indústria da Índia. O país está também disponível para ajudar Moçambique a aproveitar o seu potencial carbonífero em prol das indústrias nacionais, declarou o dirigente indiano.
Sriprakash Jaiswal manifestou o interesse da Índia durante um encontro com a ministra moçambicana dos Recursos Minerais, Esperança Bias, no âmbito da visita que realiza ao país.
A Índia já detém dois blocos de carvão na província de Tete, centro de Moçambique, - a província com o maior potencial carbonífero no país - que vai começar a explorar nos próximos dois anos, através da empresa Minas de Moatize.
Jaiswal referiu que o carvão é matéria-prima essencial para o desenvolvimento da economia indiana, sendo a fonte de 51% da energia produzida no país.
Mas o interesse indiano pelo carvão moçambicano não se limita apenas a alimentar a indústria da Índia. O país está também disponível para ajudar Moçambique a aproveitar o seu potencial carbonífero em prol das indústrias nacionais, declarou o dirigente indiano.
Trompetista português entre os 104 vencedores do YouTube
O trompetista português Pedro Silva e o violinista brasileiro Vasken Fermanian, que estuda em Portugal, estão entre os vencedores da Orquestra Sinfónica do YouTube, cujos elementos foram escolhidos através de audições na internet e se estreiam na Ópera de Sydney em março.
Pedro Silva tem 20 anos, reside em Santa Maria da Feira, frequenta a Licenciatura em Música da Universidade do Minho e, depois de em 2009 ter sido selecionado para a Jeunesses Musicales World Orchestra, foi agora escolhido entre 12 finalistas para integrar o coletivo do YouTube juntamente com outros três trompetistas.
Integrando o naipe dos 31 violinistas mais votados entre 79 finalistas desse instrumento, Vasken Fermanian também tem 20 anos, mas é natural de Fortaleza, no Brasil, embora se encontre a frequentar o 2.º ano da Licenciatura em Violino na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco.
Pedro Silva tem 20 anos, reside em Santa Maria da Feira, frequenta a Licenciatura em Música da Universidade do Minho e, depois de em 2009 ter sido selecionado para a Jeunesses Musicales World Orchestra, foi agora escolhido entre 12 finalistas para integrar o coletivo do YouTube juntamente com outros três trompetistas.
Integrando o naipe dos 31 violinistas mais votados entre 79 finalistas desse instrumento, Vasken Fermanian também tem 20 anos, mas é natural de Fortaleza, no Brasil, embora se encontre a frequentar o 2.º ano da Licenciatura em Violino na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco.
segunda-feira, janeiro 10, 2011
A nova crise americana que surgirá na Primavera
A nova crise americana surgirá na primavera deste ano, quando muitos estados e municipalidades não tiverem capacidade de cumprir as suas obrigações.
Vários são os estados federais que estão no limite do incomprimento, havendo já várias municipalidades que pediram a "falência" por não poderem pagar os empréstimos que pediram em bom tempo. Há quem afirme que os problemas estaduais estão iminentes.
Estas falências terão efeito imediato em muitas centenas de milhar de americanos, tendo em conta que uma das formas de poupança tradicionais, e de maior retorno, eram os fundos que lucravam com as gestões municipais e geridos pelas principais multinacionais americanas da área. Gestões, quer municipais quer dos fundos, que foram sempre tidas como "boas".
Perganta-se: como é que o governo federal conseguirá pôr cobro a este problema que está à porta? Ou poderá fingir que não vê as falências municipais? Talvez até consiga e isso faça pouca moça. Mas conseguirá lidar com as falências estaduais, mesmo que elas alastrem para os cidadãos/contribuintes?
Este problema contagiará inevitavelmente os mercados europeus que estão ávidos de boas notícias vindas dos EUA. Para os países europeus com a crise à porta, a mais pequena recuperação no emprego ou o mais ínfimo sinal recuperação económica dos EUA são autênticos balões de oxigénio.
Vários são os estados federais que estão no limite do incomprimento, havendo já várias municipalidades que pediram a "falência" por não poderem pagar os empréstimos que pediram em bom tempo. Há quem afirme que os problemas estaduais estão iminentes.
Estas falências terão efeito imediato em muitas centenas de milhar de americanos, tendo em conta que uma das formas de poupança tradicionais, e de maior retorno, eram os fundos que lucravam com as gestões municipais e geridos pelas principais multinacionais americanas da área. Gestões, quer municipais quer dos fundos, que foram sempre tidas como "boas".
Perganta-se: como é que o governo federal conseguirá pôr cobro a este problema que está à porta? Ou poderá fingir que não vê as falências municipais? Talvez até consiga e isso faça pouca moça. Mas conseguirá lidar com as falências estaduais, mesmo que elas alastrem para os cidadãos/contribuintes?
Este problema contagiará inevitavelmente os mercados europeus que estão ávidos de boas notícias vindas dos EUA. Para os países europeus com a crise à porta, a mais pequena recuperação no emprego ou o mais ínfimo sinal recuperação económica dos EUA são autênticos balões de oxigénio.
Ideias
Numa curta passagem por notícias e blogues dois pensamentos me assaltam.
1 - Cada dia de campanha eleitoral para a eleição presidencial é um elogio ao regime monárquico.
2 - Grande parte da esquerda abomina a religião, no entanto criaram uma própria, ascética e uniformadora que esquece um conceito fundamental. Ninguém é igual ao próximo.
1 - Cada dia de campanha eleitoral para a eleição presidencial é um elogio ao regime monárquico.
2 - Grande parte da esquerda abomina a religião, no entanto criaram uma própria, ascética e uniformadora que esquece um conceito fundamental. Ninguém é igual ao próximo.
New York Times elege Guimarães como destino para este ano
O jornal norte-americano New York Times elegeu Guimarães como um dos 41 destinos a visitar este ano, considerando a cidade minhota "um dos pontos culturais emergentes da Península Ibérica".
O jornal publicou uma reportagem sobre locais passíveis de levar turistas ao "fim do mundo", selecionando 41 locais, desde praias no México às montanhas do Kosovo, passando por Londres, Singapura, Milão e Guimarães, entre outras cidades e locais de todo o mundo.
No artigo, o jornalista refere que Guimarães, cidade berço da nação, é Património Mundial da Humanidade e foi escolhida para Capital Europeia da Cultura em 2012.
Adianta que metade dos habitantes de Guimarães é constituída por jovens e considera que a abertura do Centro Cultural Vila Flor, em 2005, foi fundamental para lançar a música e a arte na cidade.
O artigo destaca ainda a realização, em março, do primeiro Festival Internacional de Dança Contemporânea, "trazendo uma seleção impressionante de companhias de dança de todo o mundo".
A edição online do New York Times recomenda locais para ficar, restaurantes e pontos de interesse em Guimarães.
As pousadas Santa Marinha da Costa e Nossa Senhora da Oliveira, os restaurantes Solar do Arco e El Rei Dom Afonso, bem como a Igreja de S. Francisco, o Museu de Alberto Sampaio e o Paço dos Duques de Bragança são locais a visitar.
O jornal publicou uma reportagem sobre locais passíveis de levar turistas ao "fim do mundo", selecionando 41 locais, desde praias no México às montanhas do Kosovo, passando por Londres, Singapura, Milão e Guimarães, entre outras cidades e locais de todo o mundo.
No artigo, o jornalista refere que Guimarães, cidade berço da nação, é Património Mundial da Humanidade e foi escolhida para Capital Europeia da Cultura em 2012.
Adianta que metade dos habitantes de Guimarães é constituída por jovens e considera que a abertura do Centro Cultural Vila Flor, em 2005, foi fundamental para lançar a música e a arte na cidade.
O artigo destaca ainda a realização, em março, do primeiro Festival Internacional de Dança Contemporânea, "trazendo uma seleção impressionante de companhias de dança de todo o mundo".
A edição online do New York Times recomenda locais para ficar, restaurantes e pontos de interesse em Guimarães.
As pousadas Santa Marinha da Costa e Nossa Senhora da Oliveira, os restaurantes Solar do Arco e El Rei Dom Afonso, bem como a Igreja de S. Francisco, o Museu de Alberto Sampaio e o Paço dos Duques de Bragança são locais a visitar.
domingo, janeiro 09, 2011
Carmen Miranda vai ter selo
A artista brasileira de origem portuguesa vai ter direito a um selo comemorativo dos correios dos Estados Unidos, mais de meio século depois da sua morte.
O selo dedicado a Cármen Miranda, a lançar em Março deste ano, integra-se numa nova série de selos comemorativos para o ano de 2011 que incluem vários ícones do mundo do espectáculo e da música, segundo informação divulgada pelos correios norte-americanos (USPS).
A colecção de 70 selos sem valor facial, que mantêm sempre o valor da estampilha doméstica mínima, denomina-se Forever (para sempre). Esta colecção teve início em 2007 com o chamado Sino da Liberdade, imagem do famoso sino de Filadélfia ligado à história da independência dos Estados Unidos e até hoje mais de 28 mil milhões de selos desta coleção foram vendidos no país.
A colecção de 2011 homenageia "cinco figuras lendárias do mundo do espectáculo e dos sons latinos que tiveram um impacto na música americana", nomeadamente Tito Puente, Selena Quintanilla-Perez, Carlos Gardel e Celina Cruz.
Outros homenageados são o ex-presidente Ronald Reagan, os actores Helen Hayes e Gregory Peck, pioneiros da indústria norte-americana, cientistas, o escritor Mark Twain, acontecimentos históricos e até alguns dos heróis da Pixar Filmes.
Cármen Miranda tem uma estrela no Passeio da Fama de Hollywood e uma praça com o seu nome na cidade de Los Angeles. O seu último filme - Scared Stiff - data de 1953 e marcou o fim da sua carreira, pois a actriz viria a falecer dois anos depois, em 1955, vítima de ataque cardíaco, sendo sepultada no cemitério de São João Baptista, no Rio de Janeiro.
O selo dedicado a Cármen Miranda, a lançar em Março deste ano, integra-se numa nova série de selos comemorativos para o ano de 2011 que incluem vários ícones do mundo do espectáculo e da música, segundo informação divulgada pelos correios norte-americanos (USPS).
A colecção de 70 selos sem valor facial, que mantêm sempre o valor da estampilha doméstica mínima, denomina-se Forever (para sempre). Esta colecção teve início em 2007 com o chamado Sino da Liberdade, imagem do famoso sino de Filadélfia ligado à história da independência dos Estados Unidos e até hoje mais de 28 mil milhões de selos desta coleção foram vendidos no país.
A colecção de 2011 homenageia "cinco figuras lendárias do mundo do espectáculo e dos sons latinos que tiveram um impacto na música americana", nomeadamente Tito Puente, Selena Quintanilla-Perez, Carlos Gardel e Celina Cruz.
Outros homenageados são o ex-presidente Ronald Reagan, os actores Helen Hayes e Gregory Peck, pioneiros da indústria norte-americana, cientistas, o escritor Mark Twain, acontecimentos históricos e até alguns dos heróis da Pixar Filmes.
Cármen Miranda tem uma estrela no Passeio da Fama de Hollywood e uma praça com o seu nome na cidade de Los Angeles. O seu último filme - Scared Stiff - data de 1953 e marcou o fim da sua carreira, pois a actriz viria a falecer dois anos depois, em 1955, vítima de ataque cardíaco, sendo sepultada no cemitério de São João Baptista, no Rio de Janeiro.
quinta-feira, janeiro 06, 2011
Os novos ladrões de bancos, por Jorge Fiel
in DN
Até para roubar bancos é preciso ter estudos, estar bem relacionado (a palavra-chave é networking) e familiarizado com as novas tecnologias. Olhem bem para o desgraçado destino dos dois brasileiros que no Verão de 2008 tentaram assaltar o balcão do BES de Campolide. Um acabou no cemitério e outro paraplégico. Uma tristeza!
Onde já lá vão os tempos de John Dillinger ou do romântico par Bonnie & Clyde. Agora, para roubar um banco não basta ter o cérebro povoado por uma pequena aglomeração de neurónios apenas habituados a orientarem actividades básicas como comer, dormir e disparar armas.
Hoje em dia, um bom ladrão de bancos precisa de uma licenciatura em Economia (ou Gestão), de ostentar no curriculum uma passagem pelo Governo ou pelo Banco de Portugal (as duas acumuladas ainda é melhor) e ser senhor de um cérebro habituado ao raciocínio indutivo e aos altos mistérios da especulação.
Excepção feita aos dois infelizes do assalto ao BES de Campolide, toda a gente sabe que já não há nas agências bancárias dinheiro vivo que se veja - e que as poucas notas que existem estão guardadas em cofres de abertura retardada.
Careca de saber isto, o gangue da retroescavadora optou, inteligentemente, por ir buscar as notas ao local onde os bancos as depositam para as fazer chegar aos clientes - as caixas multibanco. Em 2010, esta quadrilha roubou 16 ATM, entre o Alentejo e o Algarve, em golpes minuciosamente preparados, concretizados de madrugada após pedirem previamente emprestada uma retroescavadora com pá traseira, o modelo adequado ao fim em vista.
Na minha opinião, foi muito trabalho, bastante competência e uma enorme dose de risco de ser preso para um lucro relativamente modesto. Os 16 roubos terão rendido cerca de meio milhão de euros (a estimativa é 30 mil euros por multibanco). Ou seja, cada um dos quatro membros do gangue terá encaixado uns 125 mil euros.
Não é mau, mas é menos que os 148 mil euros de lucro que Cavaco obteve em 2003 com a venda de 105 378 acções da SLN (valorização de 140%), a holding que controlava a 100% o BPN e era gerida por Oliveira Costa (seu antigo secretário de Estado e ex-colega no Banco de Portugal) e por Dias Loureiro (seu ex- -ministro e conselheiro de Estado).
Hoje em dia para roubar um banco é preciso estar lá dentro. No sentido literal, como no meu filme preferido sobre assaltos a bancos (Inside Man, de Spike Lee, com Clive Owen, Denzel Washington e Jodie Foster). Ou no sentido figurado, como é demonstrado em Inside Job, de Charles Ferguson, ou na dramática tragédia do BPN, que nos vai custar cinco mil milhões de euros, um realização de Oliveira Costa com Dias Loureiro num dos principais papéis.
Até para roubar bancos é preciso ter estudos, estar bem relacionado (a palavra-chave é networking) e familiarizado com as novas tecnologias. Olhem bem para o desgraçado destino dos dois brasileiros que no Verão de 2008 tentaram assaltar o balcão do BES de Campolide. Um acabou no cemitério e outro paraplégico. Uma tristeza!
Onde já lá vão os tempos de John Dillinger ou do romântico par Bonnie & Clyde. Agora, para roubar um banco não basta ter o cérebro povoado por uma pequena aglomeração de neurónios apenas habituados a orientarem actividades básicas como comer, dormir e disparar armas.
Hoje em dia, um bom ladrão de bancos precisa de uma licenciatura em Economia (ou Gestão), de ostentar no curriculum uma passagem pelo Governo ou pelo Banco de Portugal (as duas acumuladas ainda é melhor) e ser senhor de um cérebro habituado ao raciocínio indutivo e aos altos mistérios da especulação.
Excepção feita aos dois infelizes do assalto ao BES de Campolide, toda a gente sabe que já não há nas agências bancárias dinheiro vivo que se veja - e que as poucas notas que existem estão guardadas em cofres de abertura retardada.
Careca de saber isto, o gangue da retroescavadora optou, inteligentemente, por ir buscar as notas ao local onde os bancos as depositam para as fazer chegar aos clientes - as caixas multibanco. Em 2010, esta quadrilha roubou 16 ATM, entre o Alentejo e o Algarve, em golpes minuciosamente preparados, concretizados de madrugada após pedirem previamente emprestada uma retroescavadora com pá traseira, o modelo adequado ao fim em vista.
Na minha opinião, foi muito trabalho, bastante competência e uma enorme dose de risco de ser preso para um lucro relativamente modesto. Os 16 roubos terão rendido cerca de meio milhão de euros (a estimativa é 30 mil euros por multibanco). Ou seja, cada um dos quatro membros do gangue terá encaixado uns 125 mil euros.
Não é mau, mas é menos que os 148 mil euros de lucro que Cavaco obteve em 2003 com a venda de 105 378 acções da SLN (valorização de 140%), a holding que controlava a 100% o BPN e era gerida por Oliveira Costa (seu antigo secretário de Estado e ex-colega no Banco de Portugal) e por Dias Loureiro (seu ex- -ministro e conselheiro de Estado).
Hoje em dia para roubar um banco é preciso estar lá dentro. No sentido literal, como no meu filme preferido sobre assaltos a bancos (Inside Man, de Spike Lee, com Clive Owen, Denzel Washington e Jodie Foster). Ou no sentido figurado, como é demonstrado em Inside Job, de Charles Ferguson, ou na dramática tragédia do BPN, que nos vai custar cinco mil milhões de euros, um realização de Oliveira Costa com Dias Loureiro num dos principais papéis.
China compromete-se a comprar dívida espanhola
A China vai comprar dívida pública de Espanha, cerca de 6000 milhões de euros, um valor igual ao total de dívida que Pequim pretende comprar a Portugal e Grécia juntas.
A garantia foi dada a Madrid pelo vice-primeiro ministro chinês, Li Keqiang, em visita a Espanha, onde se encontrou com o Rei Juan Carlos, o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero, vários ministros e ainda dezenas de directores de empresas.
Segundo o El País, Li classificou as medidas de austeridade de Zapatero como "duras mas necessárias e adequadas" e garantiu que o Banco Central da China vai continuar a investir as suas divisas em dívida pública de países europeus, "a curto, médio e longo prazo".
A garantia foi dada a Madrid pelo vice-primeiro ministro chinês, Li Keqiang, em visita a Espanha, onde se encontrou com o Rei Juan Carlos, o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero, vários ministros e ainda dezenas de directores de empresas.
Segundo o El País, Li classificou as medidas de austeridade de Zapatero como "duras mas necessárias e adequadas" e garantiu que o Banco Central da China vai continuar a investir as suas divisas em dívida pública de países europeus, "a curto, médio e longo prazo".
As línguas indo-portuguesas em debate no Museu do Oriente
"As línguas indo-portuguesas: que futuro?" é o tema de uma conferência proferida por Hugo Cardoso, do departamento de Português da Universidade de Macau, que se realiza a 13 de Janeiro, às 18:00, no Museu do Oriente. A entrada é livre.
A sessão tem como objectivo compreender como se afigura o futuro destas línguas e do que depende a sua preservação, a partir dos mais recentes dados estatísticos e sociolinguísticos.
Com a morte de William Rozario, na ilha de Vaipim, a 20 de Agosto de 2010, desapareceu também o crioulo indo-português de Cochim, do qual era o último falante fluente. Perante esta conjuntura, torna-se premente ponderar sobre o actual estado das línguas das comunidades indo-portuguesas que, em tempos, pontilharam as costas do Sul da Ásia.
A sessão tem como objectivo compreender como se afigura o futuro destas línguas e do que depende a sua preservação, a partir dos mais recentes dados estatísticos e sociolinguísticos.
Com a morte de William Rozario, na ilha de Vaipim, a 20 de Agosto de 2010, desapareceu também o crioulo indo-português de Cochim, do qual era o último falante fluente. Perante esta conjuntura, torna-se premente ponderar sobre o actual estado das línguas das comunidades indo-portuguesas que, em tempos, pontilharam as costas do Sul da Ásia.
Brasil/China: Dilma Rousseff em Pequim para cimeira BRIC
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, poderá visitar oficialmente a China em abril por ocasião da próxima cimeira do bloco BRIC, que decorrerá em Pequim, admitiu hoje fonte diplomática brasileira.
"A data (da cimeira) não está fechada. Nessa altura, poderá haver uma visita de caráter bilateral (da presidente brasileira), mas ainda estamos a estudar essa possibilidade", disse a mesma fonte.
O jornal chinês Global Times indicou hoje que Rousseff visitará o país após a 3ª Cimeira das quadro grandes economias emergentes que compõem os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), marcada para abril, em Pequim.
"A data (da cimeira) não está fechada. Nessa altura, poderá haver uma visita de caráter bilateral (da presidente brasileira), mas ainda estamos a estudar essa possibilidade", disse a mesma fonte.
O jornal chinês Global Times indicou hoje que Rousseff visitará o país após a 3ª Cimeira das quadro grandes economias emergentes que compõem os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), marcada para abril, em Pequim.
Bens de consumo "Made in Portugal" vendem na China
O Scirocco verde-alface exposto frente à Volkswagen de Sanlitun, na zona oriental de Pequim, é mais do que um novo modelo da marca alemã: aquele veículo representa o sector de maior crescimento nas exportações portuguesas para a China.
“Lá dentro temos um outro modelo made in Portugal”, diz um vendedor do stand apontando para um Eos descapotável branco, fabricado também na Auto-Europa, em Palmela.
O aumento de cerca de 60% registado este ano nas exportações portuguesas para a China deve-se em grande parte ao sector automóvel.
De acordo com as alfândegas chinesas, nos primeiros oito meses de 2010, as vendas de veículos e peças de automóveis portugueses para a China quintuplicaram em relação a igual período do ano anterior, representando 24% das exportações.
Aquele sector facturou cerca de 11,6 milhões de dólares (cerca de 9 milhões de euros), mais do que as “máquinas e ferramentas” e os “metais e artigos de metal”, que no conjunto constituíram um terço do total.
A segunda maior economia do mundo, com um crescimento anual médio de quase 10% ao longo das últimas três décadas, a China está agora empenhada em fomentar o consumo interno.
Entre janeiro e novembro de 2010, as exportações portuguesas para a China subiram 60,7%, para 618 milhões de dólares (cerca de 472 milhões de euros), e se a tendência se mantiver, ultrapassarão os mil milhões de dólares em 2011.
Pedras ornamentais e cortiça continuam a vender-se bem na China, mas há novos produtos a tentar implantar-se no grande mercado chinês, nomeadamente vinho, azeite, móveis e artigos de casa.
O stand da Volkswagen em Sanlitun confina com um dos bairros diplomáticos de Pequim e fica também perto do concorrido “Village”, uma nova urbanização desenhada por um consórcio de Hong Kong, com dezenas de lojas, boutiques, restaurantes, cafés e oito salas de cinema.
Nos supermercados da zona, entre as mercadorias importadas que enchem as prateleiras, veem-se bolachas, vinhos, azeites, conservas e outros produtos portugueses.
A lista inclui ainda móveis, sapatos, confeções, atoalhados e outros artigos de casa.
“Lá dentro temos um outro modelo made in Portugal”, diz um vendedor do stand apontando para um Eos descapotável branco, fabricado também na Auto-Europa, em Palmela.
O aumento de cerca de 60% registado este ano nas exportações portuguesas para a China deve-se em grande parte ao sector automóvel.
De acordo com as alfândegas chinesas, nos primeiros oito meses de 2010, as vendas de veículos e peças de automóveis portugueses para a China quintuplicaram em relação a igual período do ano anterior, representando 24% das exportações.
Aquele sector facturou cerca de 11,6 milhões de dólares (cerca de 9 milhões de euros), mais do que as “máquinas e ferramentas” e os “metais e artigos de metal”, que no conjunto constituíram um terço do total.
A segunda maior economia do mundo, com um crescimento anual médio de quase 10% ao longo das últimas três décadas, a China está agora empenhada em fomentar o consumo interno.
Entre janeiro e novembro de 2010, as exportações portuguesas para a China subiram 60,7%, para 618 milhões de dólares (cerca de 472 milhões de euros), e se a tendência se mantiver, ultrapassarão os mil milhões de dólares em 2011.
Pedras ornamentais e cortiça continuam a vender-se bem na China, mas há novos produtos a tentar implantar-se no grande mercado chinês, nomeadamente vinho, azeite, móveis e artigos de casa.
O stand da Volkswagen em Sanlitun confina com um dos bairros diplomáticos de Pequim e fica também perto do concorrido “Village”, uma nova urbanização desenhada por um consórcio de Hong Kong, com dezenas de lojas, boutiques, restaurantes, cafés e oito salas de cinema.
Nos supermercados da zona, entre as mercadorias importadas que enchem as prateleiras, veem-se bolachas, vinhos, azeites, conservas e outros produtos portugueses.
A lista inclui ainda móveis, sapatos, confeções, atoalhados e outros artigos de casa.
Governo português envia representante à Costa do Marfim
O Governo português enviou um representante diplomático à Costa do Marfim no âmbito do plano de contingência, que poderá, se necessário, ser ativado para retirar os portugueses daquele país africano, afetado pela violência pós-eleitoral, disse hoje fonte oficial.
"Há um plano de contingência e o diplomata foi afiná-lo", disse fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades.
Segundo a mesma fonte, o Governo enviou quarta-feira um diplomata responsável pelo gabinete de emergência consular para a Costa do Marfim com o objetivo de "fazer um levantamento de quantos portugueses residem no país, falar com todos eles e organizar uma eventual retirada".
"Há um plano de contingência e o diplomata foi afiná-lo", disse fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades.
Segundo a mesma fonte, o Governo enviou quarta-feira um diplomata responsável pelo gabinete de emergência consular para a Costa do Marfim com o objetivo de "fazer um levantamento de quantos portugueses residem no país, falar com todos eles e organizar uma eventual retirada".
terça-feira, janeiro 04, 2011
Apoio a petição contra supressão da língua portuguesa em instituições de ensino superior francesas
O Tasquinha apoia petição contra a supressão do português aos concursos de admissão das instituições de ensino superior francesas École Normale Supérieure e École Polytechnique
Estas duas das mais prestigiadas e famosas instituições de ensino superior francesas decidiram suprimir alguns idiomas das suas provas de admissão, incluindo a língua portuguesa.
Defendemos a promoção da Língua Portuguesa, capitalizando o facto de o nosso idioma estar entre os dez mais falados no mundo.
A petição está online em:
http://www.petitionpublique.fr/PeticaoVer.aspx?pi=P2010N4578
Estas duas das mais prestigiadas e famosas instituições de ensino superior francesas decidiram suprimir alguns idiomas das suas provas de admissão, incluindo a língua portuguesa.
Defendemos a promoção da Língua Portuguesa, capitalizando o facto de o nosso idioma estar entre os dez mais falados no mundo.
A petição está online em:
http://www.petitionpublique.fr/PeticaoVer.aspx?pi=P2010N4578
Agricultura: Filipinas anunciam levantamento de embargo contra carne bovina portuguesa
O governo filipino anunciou hoje o levantamento do embargo de dez anos à importação de carne bovina portuguesa, imposto depois de diversos países europeus terem confirmado, em 2000, a existência de doença das vacas loucas entre os seus animais.
Proceso Alcala, secretário da Agricultura do governo das Filipinas, assinou a 14 de dezembro a ordem que permite "levantar o embargo temporário à importação de carne e produtos de carne derivado de gado bovino em Portugal, permitindo assim a importação dos produtos mencionados desde que estes cumpram condições certificadas pelo Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas português".
O fim do embargo acontece, segundo as autoridades filipinas, após Portugal ter provado que erradicou a doença das vacas loucas, ou encefalopatia espongiforme bovina.
Proceso Alcala, secretário da Agricultura do governo das Filipinas, assinou a 14 de dezembro a ordem que permite "levantar o embargo temporário à importação de carne e produtos de carne derivado de gado bovino em Portugal, permitindo assim a importação dos produtos mencionados desde que estes cumpram condições certificadas pelo Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas português".
O fim do embargo acontece, segundo as autoridades filipinas, após Portugal ter provado que erradicou a doença das vacas loucas, ou encefalopatia espongiforme bovina.
ONU: Portugal entre os novos membros que assumem lugares
Os cinco novos membros do Conselho de Segurança da ONU, entre eles Portugal, assumem hoje os lugares não permanentes, cabendo à diplomacia portuguesa liderar os grupos sobre a Coreia do Norte e os tribunais internacionais.
Fonte da missão diplomática portuguesa junto da ONU defendeu que, apesar de os dois dossiês serem "especialmente difíceis", a diplomacia portuguesa tem "competências e conhecimento" suficiente para assumir "calmamente" as presidências da comissão sobre as sanções à Coreia do Norte e do grupo de trabalho sobre os tribunais internacionais.
Das consultas entre os membros do Conselho resultou ainda um acordo informal para que Portugal assuma em 2012, o seu segundo ano como membro não permanente, a presidência do grupo de trabalho sobre o funcionamento do organismo, que era o principal objectivo da diplomacia portuguesa.
Juntamente com Alemanha, África do Sul, Índia e Colômbia, Portugal foi eleito em outubro para o lugar rotativo no órgão decisório da ONU, após a desistência do Canadá.
Fonte da missão diplomática portuguesa junto da ONU defendeu que, apesar de os dois dossiês serem "especialmente difíceis", a diplomacia portuguesa tem "competências e conhecimento" suficiente para assumir "calmamente" as presidências da comissão sobre as sanções à Coreia do Norte e do grupo de trabalho sobre os tribunais internacionais.
Das consultas entre os membros do Conselho resultou ainda um acordo informal para que Portugal assuma em 2012, o seu segundo ano como membro não permanente, a presidência do grupo de trabalho sobre o funcionamento do organismo, que era o principal objectivo da diplomacia portuguesa.
Juntamente com Alemanha, África do Sul, Índia e Colômbia, Portugal foi eleito em outubro para o lugar rotativo no órgão decisório da ONU, após a desistência do Canadá.
quinta-feira, dezembro 30, 2010
A prateleira que nos mostra bem, por Ferreira Fernandes
in DN
A expressão "ir para a prateleira" é, chapado, o Portugal ineficaz. Um profissional faz carreira, chega a um patamar e um dia sabe que já não o querem mais ali. Seja porque ele atingiu o seu patamar de Peter (não exerce bem o cargo) ou porque é vítima de injustiça - não interessa, o facto é que quem de direito o quer demitir. O normal seria mandarem-no para cargo compatível com o que ele sabe fazer ou despedirem-no. Em Portugal há uma terceira via: a prateleira. A empresa, ou a repartição, poupa um pouco nos gastos, mas fica também com um peso absolutamente morto. O ex-chefe de qualquer coisa passa a ser o mais inútil dos empregados, não faz nada.
Nem de conta. É o pegar de cernelha aplicado aos nossos recursos humanos. Pegar a relação pelos cornos seria cortá-la (a relação), pagando o que a lei estipula que se pague no despedimento, ou, mais difícil e inteligente, seria patrão e empregado (já que se este subiu na carreira algum mérito há-de ter) encontrarem um novo posto, embora mais baixo, para o demitido. Mas esta última solução raramente é praticada. Porque o patrão não acredita na boa vontade do empregado rebaixado de posto ou porque o empregado não aceita ir de cavalo para burro. Daí preferir ir para a prateleira - de cavalo para carcaça de cavalo. René Debré foi primeiro-ministro antes de ser, por várias vezes, ministro. Em França não é caso único, mas por cá seria impensável. Dar a volta por cima por vezes não se consegue senão a meia altura, e quando é assim revela até uma ainda maior capacidade de combater a adversidade.
Quando Gonçalo M. Tavares, director do DN por um dia, me pediu para fazer esta crónica sobre um assunto intemporal, lembrei-me logo de escrever sobre o "ir para a prateleira". Podia pensar-se que escrevo esta crónica para que, depois de amanhã, caso ele seja convidado para cronista (ou para entrevistado ou para dar uma simples opinião), não recuse porque já foi nesta casa "sr. Director" e não aceite nada abaixo disso. Mas, na verdade, escrevo sobre "ir para a prateleira" porque é dos mais imprestáveis hábitos nacionais, de hoje, ontem e amanhã. Intemporal, como me foi pedido.
A expressão "ir para a prateleira" é, chapado, o Portugal ineficaz. Um profissional faz carreira, chega a um patamar e um dia sabe que já não o querem mais ali. Seja porque ele atingiu o seu patamar de Peter (não exerce bem o cargo) ou porque é vítima de injustiça - não interessa, o facto é que quem de direito o quer demitir. O normal seria mandarem-no para cargo compatível com o que ele sabe fazer ou despedirem-no. Em Portugal há uma terceira via: a prateleira. A empresa, ou a repartição, poupa um pouco nos gastos, mas fica também com um peso absolutamente morto. O ex-chefe de qualquer coisa passa a ser o mais inútil dos empregados, não faz nada.
Nem de conta. É o pegar de cernelha aplicado aos nossos recursos humanos. Pegar a relação pelos cornos seria cortá-la (a relação), pagando o que a lei estipula que se pague no despedimento, ou, mais difícil e inteligente, seria patrão e empregado (já que se este subiu na carreira algum mérito há-de ter) encontrarem um novo posto, embora mais baixo, para o demitido. Mas esta última solução raramente é praticada. Porque o patrão não acredita na boa vontade do empregado rebaixado de posto ou porque o empregado não aceita ir de cavalo para burro. Daí preferir ir para a prateleira - de cavalo para carcaça de cavalo. René Debré foi primeiro-ministro antes de ser, por várias vezes, ministro. Em França não é caso único, mas por cá seria impensável. Dar a volta por cima por vezes não se consegue senão a meia altura, e quando é assim revela até uma ainda maior capacidade de combater a adversidade.
Quando Gonçalo M. Tavares, director do DN por um dia, me pediu para fazer esta crónica sobre um assunto intemporal, lembrei-me logo de escrever sobre o "ir para a prateleira". Podia pensar-se que escrevo esta crónica para que, depois de amanhã, caso ele seja convidado para cronista (ou para entrevistado ou para dar uma simples opinião), não recuse porque já foi nesta casa "sr. Director" e não aceite nada abaixo disso. Mas, na verdade, escrevo sobre "ir para a prateleira" porque é dos mais imprestáveis hábitos nacionais, de hoje, ontem e amanhã. Intemporal, como me foi pedido.
Venda de electricidade a Espanha rende 3 milhões em dois dias
Sistema eléctrico português está a exportar mais energia para o mercado espanhol e terá em 2010 o ano com o saldo comercial mais favorável da década.
Portugal está a vender mais electricidade para Espanha.
O aumento da exportação de electricidade para Espanha rendeu a Portugal um encaixe de 3 milhões de euros em apenas dois dias, num momento em que o país acumula várias semanas consecutivas de saldo positivo na compra e venda de electricidade com Espanha.
Ontem e hoje, dias 29 e 30 de Dezembro, o país exportará mais de 60 gigawatts hora (GWh) a um preço médio de 42 euros por cada megawatt hora (MWh). Só durante o mês de Dezembro, Portugal já exportou mais de 250 GWh, permitindo que 2010 seja o ano da década com saldo comercial mais favorável, segundo a REN.
O forte saldo exportador registado demonstra o potencial de crescimento do sector das energias renováveis em Portugal, consolidado pela Estratégia Nacional de Energia (ENE) 2020, refere o Governo.
O efeito das renováveis é que havendo mais electricidade renovável a ser produzida isso pode obrigar o sistema eléctrico a ter soluções para escoar eventuais excessos e uma das opções é exportar alguma produção eléctrica a preços mais baixos.
Segundo a mesma fonte, “a ENE 2020 já permitiu, em 2010, reduzir as importações de combustíveis fósseis em cerca de 800 milhões de euros e contribuir para o equilíbrio da balança comercial do país através de mais de 400 milhões de euros exportados em equipamentos associados às renováveis”.
[Se o consumidor ganhasse alguma coisa com isso...]
Portugal está a vender mais electricidade para Espanha.
O aumento da exportação de electricidade para Espanha rendeu a Portugal um encaixe de 3 milhões de euros em apenas dois dias, num momento em que o país acumula várias semanas consecutivas de saldo positivo na compra e venda de electricidade com Espanha.
Ontem e hoje, dias 29 e 30 de Dezembro, o país exportará mais de 60 gigawatts hora (GWh) a um preço médio de 42 euros por cada megawatt hora (MWh). Só durante o mês de Dezembro, Portugal já exportou mais de 250 GWh, permitindo que 2010 seja o ano da década com saldo comercial mais favorável, segundo a REN.
O forte saldo exportador registado demonstra o potencial de crescimento do sector das energias renováveis em Portugal, consolidado pela Estratégia Nacional de Energia (ENE) 2020, refere o Governo.
O efeito das renováveis é que havendo mais electricidade renovável a ser produzida isso pode obrigar o sistema eléctrico a ter soluções para escoar eventuais excessos e uma das opções é exportar alguma produção eléctrica a preços mais baixos.
Segundo a mesma fonte, “a ENE 2020 já permitiu, em 2010, reduzir as importações de combustíveis fósseis em cerca de 800 milhões de euros e contribuir para o equilíbrio da balança comercial do país através de mais de 400 milhões de euros exportados em equipamentos associados às renováveis”.
[Se o consumidor ganhasse alguma coisa com isso...]
Morangos do Algarve deliciam nórdicos e russos
Os morangos produzidos no Algarve nesta época do ano não chegam para as encomendas de Natal e Passagem de Ano solicitadas por países como a Holanda, Reino Unidos, Suíça ou Rússia.
A chave do sucesso é a qualidade dos pequenos frutos vermelhos que é fornecida pela luz algarvia conjugada com a alta tecnologia.
"Com a neve, o frio rigoroso e sem luz do sol suficiente, os países do Norte da Europa não conseguem produzir morangos para a época natalícia e, por isso, recorrem à produção algarvia", explica Pedro Vaquinhas, produtor de morangos e framboesas pelo método de hidroponia (sem solo).
Holanda, Suíça, Dinamarca, Noruega, Reino Unido, Alemanha, Finlândia e até a Rússia são mercados consumidores de morangos ao longo de todo o ano, mas como no inverno não têm a luz algarvia para desenvolver o fruto vermelho, têm de recorrer à importação, esgotando os stocks no Algarve.
A chave do sucesso é a qualidade dos pequenos frutos vermelhos que é fornecida pela luz algarvia conjugada com a alta tecnologia.
"Com a neve, o frio rigoroso e sem luz do sol suficiente, os países do Norte da Europa não conseguem produzir morangos para a época natalícia e, por isso, recorrem à produção algarvia", explica Pedro Vaquinhas, produtor de morangos e framboesas pelo método de hidroponia (sem solo).
Holanda, Suíça, Dinamarca, Noruega, Reino Unido, Alemanha, Finlândia e até a Rússia são mercados consumidores de morangos ao longo de todo o ano, mas como no inverno não têm a luz algarvia para desenvolver o fruto vermelho, têm de recorrer à importação, esgotando os stocks no Algarve.
Louis Vuitton instala fábrica em Ponte de Lima
O grupo francês de malas e carteiras Louis Vuitton vai instalar uma unidade de produção em Ponte de Lima, que ganhou a corrida a Santo Tirso.
A marca francesa vai recuperar uma fábrica desativada e criar 100 postos de trabalho.
A marca francesa vai recuperar uma fábrica desativada e criar 100 postos de trabalho.
terça-feira, dezembro 28, 2010
Portugal: Consumidora intimada por queixar-se na Internet
E se de repente uma empresa resolver ir para tribunal para impedir uma cliente descontente de queixar-se na Internet? Foi isso que aconteceu com Maria João Nogueira, que na semana passada foi surpreendida por uma nota de citação pessoal de 31 páginas da Ensitel.
O objectivo? Fazer com que retirasse do seu blogue uma série de seis posts que tinha escrito sobre as dificuldades para trocar o telemóvel "defeituoso" comprado na Ensitel. O resultado? Contraproducente para a imagem da empresa.
A saga começou em Março de 2009 e acabou no Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo de Lisboa em Maio do mesmo ano. "O juiz disse que eu devia entregar o telemóvel à Ensitel para ser reparado e eu acabei por aceitar. Estava muito irritada mas não quis recorrer e gastar mais dinheiro e tempo com aquilo. Por mim, o assunto tinha morrido por ali", conta Maria João.
Mas não morreu. Os posts a relatar o caso ficaram no blogue e Ensitel quer que sejam apagados. O caso teve ontem o último desenvolvimento, quando Maria João decidiu contar no seu blogue que tinha sido notificada.
A história espalhou-se na internet como fogo num palheiro: do blogue pessoal para o Twitter e do Twitter para o Facebook, originado dezenas de críticas, até na página da empresa.
Em comunicado, a Ensitel responde que não põe "em causa qualquer tipo ou forma de liberdade de expressão", mas que "não aceita ser alvo" de uma "campanha difamatória", assente em factos falsos "apenas porque o cliente não se conformou com uma decisão judicial foi desfavorável".
Maria João tem agora alguns dias para contestar a providência - "o que me vai custar mais de 200 euros". "Não percebo como se sentem lesados por relatar factos e a minha opinião sobre esses factos, mas se o juiz decidir que tenho de tirar os posts tiro", conclui.
O jurista Luís Filipe Carvalho lembra que qualquer entidade que se sinta lesada no seu bom nome (neste caso comercial) pode recorrer ao tribunal, através de uma providência cautelar, para que as referências consideradas lesivas sejam retiradas da internet. Cabe depois ao tribunal decidir se há ou não fundamento para isso.
No entanto, para Filipe Marques, especialista em comunicação digital da OAK Brand, o que Ensitel fez foi completamente contraproducente em termos de imagem. "Foram desenterrar um assunto que estava morto, provavelmente porque aqueles posts aparecem quando se fazem pesquisas por Ensitel nos motores de busca, e desenterrá-lo". Mas acabaram por amplificar "a má experiência de compra daquela cliente". E criar um problema de imagem, conclui.
O blogue em causa: http://jonasnuts.com/387191.html
[Tudo é possível...]
O objectivo? Fazer com que retirasse do seu blogue uma série de seis posts que tinha escrito sobre as dificuldades para trocar o telemóvel "defeituoso" comprado na Ensitel. O resultado? Contraproducente para a imagem da empresa.
A saga começou em Março de 2009 e acabou no Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo de Lisboa em Maio do mesmo ano. "O juiz disse que eu devia entregar o telemóvel à Ensitel para ser reparado e eu acabei por aceitar. Estava muito irritada mas não quis recorrer e gastar mais dinheiro e tempo com aquilo. Por mim, o assunto tinha morrido por ali", conta Maria João.
Mas não morreu. Os posts a relatar o caso ficaram no blogue e Ensitel quer que sejam apagados. O caso teve ontem o último desenvolvimento, quando Maria João decidiu contar no seu blogue que tinha sido notificada.
A história espalhou-se na internet como fogo num palheiro: do blogue pessoal para o Twitter e do Twitter para o Facebook, originado dezenas de críticas, até na página da empresa.
Em comunicado, a Ensitel responde que não põe "em causa qualquer tipo ou forma de liberdade de expressão", mas que "não aceita ser alvo" de uma "campanha difamatória", assente em factos falsos "apenas porque o cliente não se conformou com uma decisão judicial foi desfavorável".
Maria João tem agora alguns dias para contestar a providência - "o que me vai custar mais de 200 euros". "Não percebo como se sentem lesados por relatar factos e a minha opinião sobre esses factos, mas se o juiz decidir que tenho de tirar os posts tiro", conclui.
O jurista Luís Filipe Carvalho lembra que qualquer entidade que se sinta lesada no seu bom nome (neste caso comercial) pode recorrer ao tribunal, através de uma providência cautelar, para que as referências consideradas lesivas sejam retiradas da internet. Cabe depois ao tribunal decidir se há ou não fundamento para isso.
No entanto, para Filipe Marques, especialista em comunicação digital da OAK Brand, o que Ensitel fez foi completamente contraproducente em termos de imagem. "Foram desenterrar um assunto que estava morto, provavelmente porque aqueles posts aparecem quando se fazem pesquisas por Ensitel nos motores de busca, e desenterrá-lo". Mas acabaram por amplificar "a má experiência de compra daquela cliente". E criar um problema de imagem, conclui.
O blogue em causa: http://jonasnuts.com/387191.html
[Tudo é possível...]
Política de drogas em Portugal é exemplo para os EUA
A política portuguesa de combate à droga está a ser apontada como exemplo nos EUA e pode mesmo vir a ser seguida pela maior potência do Mundo. Para já, o sucesso da intervenção no Casal Ventoso está a ser estudada por peritos.
É notícia no Washington Post: "A política de droga portuguesa compensa; EUA atentos à lição". É com este título que um artigo hoje publicado num dos mais prestigiados jornais daquele país fala do exemplo do Casal Ventoso, que há 10 anos era um espaço de alta criminalidade e hoje um bairro onde é possível ver crianças na rua, com as mães, em segurança.
De acordo com o artigo do Washington Post, os EUA conduzem uma guerra há 40 anos contra a droga, sem sucesso, pelo que agora procuram resposta "no pequeno Portugal", pode ler-se. Gil Kerlikowske, guru do combate antidroga da Casa Branca, veio a Portugal em Setembro, tendo também visitado Noruega, Dinamarca, Austrália e Peru.
O que surpreende os norte-americanos é não só a medida aplicada – descriminalizar o consumo de droga, oferecer tratamento aos dependentes – mas também os resultados.
"Os desastres previstos pelos críticos não aconteceram. A resposta foi simples: dar tratamento", explica o professor Alex Stevens, da universidade de Kent.
A notícia do Washington Post explica ainda que se por um lado houve, em Portugal, mais gente a experimentar drogas nos últimos 10 anos, também é verdade que menos acabaram viciados e os casos de HIV relacionado com droga reduziu 75% – 49% dos dependentes tinham Sida e em 2008 o número tinha sido reduzido para 28%.
É notícia no Washington Post: "A política de droga portuguesa compensa; EUA atentos à lição". É com este título que um artigo hoje publicado num dos mais prestigiados jornais daquele país fala do exemplo do Casal Ventoso, que há 10 anos era um espaço de alta criminalidade e hoje um bairro onde é possível ver crianças na rua, com as mães, em segurança.
De acordo com o artigo do Washington Post, os EUA conduzem uma guerra há 40 anos contra a droga, sem sucesso, pelo que agora procuram resposta "no pequeno Portugal", pode ler-se. Gil Kerlikowske, guru do combate antidroga da Casa Branca, veio a Portugal em Setembro, tendo também visitado Noruega, Dinamarca, Austrália e Peru.
O que surpreende os norte-americanos é não só a medida aplicada – descriminalizar o consumo de droga, oferecer tratamento aos dependentes – mas também os resultados.
"Os desastres previstos pelos críticos não aconteceram. A resposta foi simples: dar tratamento", explica o professor Alex Stevens, da universidade de Kent.
A notícia do Washington Post explica ainda que se por um lado houve, em Portugal, mais gente a experimentar drogas nos últimos 10 anos, também é verdade que menos acabaram viciados e os casos de HIV relacionado com droga reduziu 75% – 49% dos dependentes tinham Sida e em 2008 o número tinha sido reduzido para 28%.
Nós não temos mesmo vergonha, por Camilo Lourenço
A falta de credibilidade é o problema mais grave que Portugal enfrenta. É por isso que já ninguém empresta dinheiro à República e aos bancos nacionais.
Ora se há coisa de que um país nesta situação precisa é de mostrar aos mercados que está a fazer tudo para que voltem a confiar nele. E isso faz-se "entregando". Ou seja, cumprindo o que se promete. Basta olhar para os últimos 18 meses de execução orçamental para se perceber que o País não tem "entregado" nada.
Uma das formas de reforçar essa "entrega" é fiscalizar, com meios eficazes, a execução do Orçamento do Estado. Daí os apelos sensatos do governador do Banco de Portugal à criação de uma agência independente que traga verdade à execução orçamental. No acordo estabelecido entre PSD e PS para o Orçamento de 2011 ficou inscrita a criação de uma entidade com esse perfil. O problema é que ela tarda em arrancar e, mais grave, os primeiros sinais relativos à sua orgânica e atribuições (ver informações divulgadas ontem pelo "DE") não são tranquilizadores. Porque criam as condições para que a futura agência tenha o dedo do Governo. Deste e dos próximos.
Se o Governo quer fazer um favor ao País devia rever as regras de constituição e funcionamento da instituição: quem nomeia quem, a quem presta contas o seu presidente, como é feito o seu financiamento, quais os critérios de nomeação dos seus membros, qual o período de nojo findo o mandato, etc.
Optar por soluções que facilitem a nomeação de amigos e condicionar o funcionamento de um órgão que deve ser independente é "comprar" ainda mais desconfiança dos mercados e das agências de "rating".
Ora se há coisa de que um país nesta situação precisa é de mostrar aos mercados que está a fazer tudo para que voltem a confiar nele. E isso faz-se "entregando". Ou seja, cumprindo o que se promete. Basta olhar para os últimos 18 meses de execução orçamental para se perceber que o País não tem "entregado" nada.
Uma das formas de reforçar essa "entrega" é fiscalizar, com meios eficazes, a execução do Orçamento do Estado. Daí os apelos sensatos do governador do Banco de Portugal à criação de uma agência independente que traga verdade à execução orçamental. No acordo estabelecido entre PSD e PS para o Orçamento de 2011 ficou inscrita a criação de uma entidade com esse perfil. O problema é que ela tarda em arrancar e, mais grave, os primeiros sinais relativos à sua orgânica e atribuições (ver informações divulgadas ontem pelo "DE") não são tranquilizadores. Porque criam as condições para que a futura agência tenha o dedo do Governo. Deste e dos próximos.
Se o Governo quer fazer um favor ao País devia rever as regras de constituição e funcionamento da instituição: quem nomeia quem, a quem presta contas o seu presidente, como é feito o seu financiamento, quais os critérios de nomeação dos seus membros, qual o período de nojo findo o mandato, etc.
Optar por soluções que facilitem a nomeação de amigos e condicionar o funcionamento de um órgão que deve ser independente é "comprar" ainda mais desconfiança dos mercados e das agências de "rating".
segunda-feira, dezembro 27, 2010
Lisboa é a melhor cidade do Mundo para congressos
A capital portuguesa foi considerada a melhor cidade do Mundo para a relização de congressos, além de ser um destino turístico recomendado por 100% dos 909 congressistas estrangeiros que responderam ao Inquérito ao Congressista 2010, promovido pelo Observatório do Turismo de Lisboa.
Lisboa ficou assim à frente de cidades como Londres, Madrid, Paris, Milão, Nova Iorque, Munique, Barcelona, Roma, Amesterdão, São Paulo e Berlim, sendo que os critérios mais valorizados foram a qualidade dos equipamentos e a funcionalidade dos apoios no local dos congressos. Lisboa somou 8,2, numa escala de 0 a 10.
Dos 909 congressistas, 62,2% já estiveram em Lisboa, sendo que 99,2% considerou "provável ou muito provável" um regresso à capital portuguesa.
A estada média dos inquiridos, na sua maioria oriundos de Espanha, Inglaterra e França, foi de 4,5 dias, com alojamento preferencial em hotéis de quatro estrelas e com uma despesa média, por pessoa, de 1656,67 euros.
Lisboa ficou assim à frente de cidades como Londres, Madrid, Paris, Milão, Nova Iorque, Munique, Barcelona, Roma, Amesterdão, São Paulo e Berlim, sendo que os critérios mais valorizados foram a qualidade dos equipamentos e a funcionalidade dos apoios no local dos congressos. Lisboa somou 8,2, numa escala de 0 a 10.
Dos 909 congressistas, 62,2% já estiveram em Lisboa, sendo que 99,2% considerou "provável ou muito provável" um regresso à capital portuguesa.
A estada média dos inquiridos, na sua maioria oriundos de Espanha, Inglaterra e França, foi de 4,5 dias, com alojamento preferencial em hotéis de quatro estrelas e com uma despesa média, por pessoa, de 1656,67 euros.
Portugal é o quinto destino do investimento brasileiro
Portugal é o quinto destino dos investimentos brasileiros a nível global, incluindo os paraísos fiscais, num 'ranking' divulgado ontem pela imprensa brasileira. Na Europa, Portugal é o terceiro destino do investimento brasileiro no exterior, atrás do Luxemburgo e da França.
De Janeiro a Novembro deste ano, as empresas brasileiras investiram em Portugal 959 milhões de dólares, 20 vezes mais do que em relação ao total investido em 2006. Os primeiros destinos europeus do investimento directo brasileiro receberam 16,9% do total, percentual que se compara aos 3,7% registados em 2006. Só o investimento na França nos 11 primeiros meses deste ano ascendeu a 1,13 mil milhões de dólares. Entre os países europeus que mais recebem investimento brasileiro, a Holanda ocupa a quarta posição, com um total de 774 milhões de dólares, no período em análise.
"A crise económica tornou-se uma oportunidade de investimento para as empresas brasileiras, que estão a apostar cada vez mais nos mercados da Europa, enquanto os instáveis vizinhos sul-americanos perdem espaço", escreve o jornal Folha de São Paulo.
O 'ranking' geral do destino dos investimentos brasileiros no estrangeiro é liderado pelas Ilhas Cayman, com oito mil milhões de dólares. Em segundo lugar, no 'ranking' global, aparecem os Estados Unidos, com 3,62 mil milhões de dólares, o que corresponde a um aumento superior a três vezes.
De Janeiro a Novembro deste ano, as empresas brasileiras investiram em Portugal 959 milhões de dólares, 20 vezes mais do que em relação ao total investido em 2006. Os primeiros destinos europeus do investimento directo brasileiro receberam 16,9% do total, percentual que se compara aos 3,7% registados em 2006. Só o investimento na França nos 11 primeiros meses deste ano ascendeu a 1,13 mil milhões de dólares. Entre os países europeus que mais recebem investimento brasileiro, a Holanda ocupa a quarta posição, com um total de 774 milhões de dólares, no período em análise.
"A crise económica tornou-se uma oportunidade de investimento para as empresas brasileiras, que estão a apostar cada vez mais nos mercados da Europa, enquanto os instáveis vizinhos sul-americanos perdem espaço", escreve o jornal Folha de São Paulo.
O 'ranking' geral do destino dos investimentos brasileiros no estrangeiro é liderado pelas Ilhas Cayman, com oito mil milhões de dólares. Em segundo lugar, no 'ranking' global, aparecem os Estados Unidos, com 3,62 mil milhões de dólares, o que corresponde a um aumento superior a três vezes.
Portugal: Turistas de cruzeiros vão pagar 2 euros para pisar terra
Nova taxa entra em vigor a 1 de Janeiro e será cobrada pelo SEF.
Os turistas que cheguem a Portugal Continental por mar vão pagar dois euros se quiserem pisar terra. A nova taxa, fixada numa portaria publicada a 17 de Dezembro pelo Ministério da Administração Interna, entra em vigor já a partir de 1 de Janeiro de 2011.
"É uma perfeita loucura. Tenho a certeza que nos arriscamos a perder um volume enorme de escalas de cruzeiros" afirma António Belmar da Costa, director executivo da Associação dos Agentes de Navegação de Portugal (AGEPOR).
[Mais um brilhante serviço ao País...]
Os turistas que cheguem a Portugal Continental por mar vão pagar dois euros se quiserem pisar terra. A nova taxa, fixada numa portaria publicada a 17 de Dezembro pelo Ministério da Administração Interna, entra em vigor já a partir de 1 de Janeiro de 2011.
"É uma perfeita loucura. Tenho a certeza que nos arriscamos a perder um volume enorme de escalas de cruzeiros" afirma António Belmar da Costa, director executivo da Associação dos Agentes de Navegação de Portugal (AGEPOR).
[Mais um brilhante serviço ao País...]
Editorial do DN: "Portugueses de sucesso em 2010"
Surgem quatro portugueses entre as cem figuras ibero-americanas que marcaram 2010 segundo o El País. Tradicionalmente, a Ibero-América incluiu Portugal, Espanha e Andorra e, do outro lado do Atlântico, duas dezenas de países, desde o gigante Brasil até ao minúsculo El Salvador. Mas no critério do grande jornal madrileno, os ibero-americanos incluem também os 40 milhões de hispânicos que vivem nos Estados Unidos, como é o caso de Marco Rubio, senador pela Florida e uma das estrelas em ascensão do Partido Republicano. Há quem lhe chame mesmo "O Obama republicano", designação cheia de optimismo que o antevê já como o primeiro hispânico a chegar à Casa Branca, assim como Barack Obama, eleito em 2008, foi o primeiro negro.
Sem surpresa, três dos portugueses destacados pelo El País trabalham fora de Portugal. São eles José Mourinho, treinador do Real de Madrid, Paula Rego, a pintora que há muito escolheu a Inglaterra como casa, e Filipe Oliveira Baptista, o novo director artístico da Lacoste, mítica marca francesa. A quarta figura portuguesa, e única a viver aquém-fronteiras, é Leonor Beleza, a presidente da Fundação Champalimaud.
A lista do El País vale o que vale, mas ao contrário do que é hábito em publicações espanholas não nos deixa ficar mal. Quatro em cem é uma representação justa, tanto mais que na Ibero-América em 2010 houve acontecimentos tão significativos como o triunfo de Dilma Rousseff nas presidenciais brasileiras, o mundial de futebol conquistado pela selecção espanhola liderada por Vicente del Bosque, o Nobel da Literatura para o peruano Mario Vargas Llosa ou o Prémio Sakharov para o dissidente cubano Guillermo Fariñas. Os quatro seleccionados portugueses devem servir, de certo modo, de inspiração. O País pode estar em crise, mas os portugueses são capazes de fazer muito melhor. E mostram-no todos os dias. Não só estes quatro destacados pelo El País mas muitos outros.
Sem surpresa, três dos portugueses destacados pelo El País trabalham fora de Portugal. São eles José Mourinho, treinador do Real de Madrid, Paula Rego, a pintora que há muito escolheu a Inglaterra como casa, e Filipe Oliveira Baptista, o novo director artístico da Lacoste, mítica marca francesa. A quarta figura portuguesa, e única a viver aquém-fronteiras, é Leonor Beleza, a presidente da Fundação Champalimaud.
A lista do El País vale o que vale, mas ao contrário do que é hábito em publicações espanholas não nos deixa ficar mal. Quatro em cem é uma representação justa, tanto mais que na Ibero-América em 2010 houve acontecimentos tão significativos como o triunfo de Dilma Rousseff nas presidenciais brasileiras, o mundial de futebol conquistado pela selecção espanhola liderada por Vicente del Bosque, o Nobel da Literatura para o peruano Mario Vargas Llosa ou o Prémio Sakharov para o dissidente cubano Guillermo Fariñas. Os quatro seleccionados portugueses devem servir, de certo modo, de inspiração. O País pode estar em crise, mas os portugueses são capazes de fazer muito melhor. E mostram-no todos os dias. Não só estes quatro destacados pelo El País mas muitos outros.
terça-feira, dezembro 21, 2010
Sotaque minhoto no Senado de Nova Iorque
Filho de emigrantes da freguesia de Alheira (Barcelos), Jack Martins, republicano, 43 anos, é o primeiro lusodescendente eleito para o Senado de Nova Iorque após dura disputa legal.
A batalha pela vitória foi mais longa do que é habitual para Jack Martins, político republicano que, a partir de 1 de Janeiro, será o primeiro senador luso-americano no estado de Nova Iorque, representando quase o dobro da população que tem Portugal. 451 votos apenas o separaram do seu rival, o democrata Craig Johnson, que não aceitou a derrota, apesar de ela ter sido assumida pelo Departamento de Eleições do Condado de Nassau. O desfecho da disputa legal, que se arrastou durante mais de um mês após as eleições de 2 de Novembro, significa que, graças a Martins, os republicanos voltaram a ter o controlo do senado nova-iorquino.
"A redução do défice e da dívida do estado de Nova Iorque são as prioridades", disse o actual presidente da câmara de Mineola, na ilha de Long Island, onde foi responsável pela reestrutução fiscal do município desde que chegou ao cargo em 2003. Martins, de 43 anos, é contra o aumento de impostos porque acha que isso vair prejudicar os negócios. "Não é possível aumentar os impostos quando, com a crise, as empresas estão a afundar-se", afirma o autarca, dizendo que até agora não tem achado positivas as políticas da Administração Barack Obama.
Filho de emigrantes portugueses da freguesia de Alheira, no concelho de Barcelos, Martins mantém uma forte ligação à comunidade portuguesa e também a Portugal. "Nesta zona, temos uma grande comunidade, muito unida, que tem apoiado muito a minha carreira e a de outros lusodescendentes. Na minha vila há 20 mil habitantes e uma terça parte são portugueses ou seus descendentes", explica, num português perfeito, salpicado de sotaque minhoto.
Nascido no bairro de Queens, foi viver aos três anos para Mineola, onde hoje reside com os pais, a mulher e as quatro filhas. "Os meus pais emigraram à procura de melhores oportunidades nos anos 60. A minha família tem negócios no sector da construção civil. Acho que hoje, apesar da crise, ainda há aqui oportunidades que talvez não haja aí. Eu sou advogado, o meu irmão engenheiro, a minha irmã é médica. Não sei se teríamos tido essas oportunidades noutro país que não fosse os EUA", sublinha, explicando que apesar de tudo mantém uma forte relação com as suas raízes portuguesas e todos os anos visita Portugal pelo menos uma ou duas vezes para ver familiares e amigos.
A mulher, Paula, farmacêutica de profissão, também é lusodescendente. Os pais dela, oriundos de Leiria, emigraram, primeiro para a antiga Rodésia, hoje Zimbabwe, depois para os EUA. "As minhas filhas aprendem português em casa e falam um pouco quando vamos aí. O mínimo que podemos fazer é tentar dar aos nossos filhos um bocadinho das nossas raízes. Fazemos com que dobrem a língua", conta, entre risos. Ao contrário do que acontece com muitos emigrantes e seus descendentes, aquilo de que Martins tem mais saudades não é nenhum tipo de comida ou nenhum clube de futebol português.
"Ao longo de toda a minha vida sempre tive grandes amizades e contactos em Portugal. O que mais saudades me causa é o facto de haver uma cultura e uma história que é a portuguesa e que é realmente distinta de qualquer outra no mundo. Portugal tem a sua maneira de se expressar", refere, lamentando a situação económica e financeira em que o país de origem dos seus pais se encontra.
A crise afecta a todos, é verdade, mas algumas entidades e governos têm mais e melhores instrumentos do que outros para conseguir sair dela, constata o autarca do município de Mineola. "Portugal parece estar numa situação em que vai precisar da ajuda de outros", refere o político, que diz ser republicano por considerar que este é o partido das oportunidades nos EUA.
A batalha pela vitória foi mais longa do que é habitual para Jack Martins, político republicano que, a partir de 1 de Janeiro, será o primeiro senador luso-americano no estado de Nova Iorque, representando quase o dobro da população que tem Portugal. 451 votos apenas o separaram do seu rival, o democrata Craig Johnson, que não aceitou a derrota, apesar de ela ter sido assumida pelo Departamento de Eleições do Condado de Nassau. O desfecho da disputa legal, que se arrastou durante mais de um mês após as eleições de 2 de Novembro, significa que, graças a Martins, os republicanos voltaram a ter o controlo do senado nova-iorquino.
"A redução do défice e da dívida do estado de Nova Iorque são as prioridades", disse o actual presidente da câmara de Mineola, na ilha de Long Island, onde foi responsável pela reestrutução fiscal do município desde que chegou ao cargo em 2003. Martins, de 43 anos, é contra o aumento de impostos porque acha que isso vair prejudicar os negócios. "Não é possível aumentar os impostos quando, com a crise, as empresas estão a afundar-se", afirma o autarca, dizendo que até agora não tem achado positivas as políticas da Administração Barack Obama.
Filho de emigrantes portugueses da freguesia de Alheira, no concelho de Barcelos, Martins mantém uma forte ligação à comunidade portuguesa e também a Portugal. "Nesta zona, temos uma grande comunidade, muito unida, que tem apoiado muito a minha carreira e a de outros lusodescendentes. Na minha vila há 20 mil habitantes e uma terça parte são portugueses ou seus descendentes", explica, num português perfeito, salpicado de sotaque minhoto.
Nascido no bairro de Queens, foi viver aos três anos para Mineola, onde hoje reside com os pais, a mulher e as quatro filhas. "Os meus pais emigraram à procura de melhores oportunidades nos anos 60. A minha família tem negócios no sector da construção civil. Acho que hoje, apesar da crise, ainda há aqui oportunidades que talvez não haja aí. Eu sou advogado, o meu irmão engenheiro, a minha irmã é médica. Não sei se teríamos tido essas oportunidades noutro país que não fosse os EUA", sublinha, explicando que apesar de tudo mantém uma forte relação com as suas raízes portuguesas e todos os anos visita Portugal pelo menos uma ou duas vezes para ver familiares e amigos.
A mulher, Paula, farmacêutica de profissão, também é lusodescendente. Os pais dela, oriundos de Leiria, emigraram, primeiro para a antiga Rodésia, hoje Zimbabwe, depois para os EUA. "As minhas filhas aprendem português em casa e falam um pouco quando vamos aí. O mínimo que podemos fazer é tentar dar aos nossos filhos um bocadinho das nossas raízes. Fazemos com que dobrem a língua", conta, entre risos. Ao contrário do que acontece com muitos emigrantes e seus descendentes, aquilo de que Martins tem mais saudades não é nenhum tipo de comida ou nenhum clube de futebol português.
"Ao longo de toda a minha vida sempre tive grandes amizades e contactos em Portugal. O que mais saudades me causa é o facto de haver uma cultura e uma história que é a portuguesa e que é realmente distinta de qualquer outra no mundo. Portugal tem a sua maneira de se expressar", refere, lamentando a situação económica e financeira em que o país de origem dos seus pais se encontra.
A crise afecta a todos, é verdade, mas algumas entidades e governos têm mais e melhores instrumentos do que outros para conseguir sair dela, constata o autarca do município de Mineola. "Portugal parece estar numa situação em que vai precisar da ajuda de outros", refere o político, que diz ser republicano por considerar que este é o partido das oportunidades nos EUA.
quinta-feira, dezembro 09, 2010
Governo de São Tomé mandou suspender o programa televisivo de maior audiência
O programa “Em Directo”, da TVS, criado pela jornalista Conceição Lima, antiga correspondente do PÚBLICO, foi comparado por aquele jornal ao programa “Grande Entrevista” do canal português RTP1, rubrica que tem como apresentadora Judite de Sousa.
O “Téla Nón” fez a comparação para que os seus leitores compreendessem a importância do programa da jornalista e poeta Conceição Lima no esclarecimento da opinião pública de São Tomé e Príncipe.
Desde Junho, o “Em Directo” tornara-se o programa de maior audiência da televisão são-tomense. Era transmitido semanalmente às quartas-feiras, com reposição no sábado, sendo a sua apresentadora, licenciada em estudos afro-portugueses e brasileiros pelo King’s College, de Londres, o elemento mais popular da comunicação social em São Tomé e Príncipe.
O problema surgiu na semana passada, quando o Governo de Trovoada, que tomou posse em Agosto, decidiu proibir a entrevista que a jornalista tinha combinado com um antigo primeiro-ministro de Cabo Verde, Carlos Veiga, com o aval, aliás, do director da TVS, Óscar Medeiros.
São Lima, como normalmente é conhecida, denunciou o facto na crónica que semanalmente escreve para o “Téla Nón”: “Medeiros chamou-me ao seu gabinete para me comunicar que o Governo o instruíra a dizer-me que o meu contrato com a TVS, que perdura até 31 de Dezembro, não seria renovado".
“Esta sanção pesada do Governo só faz lembrar actuações de regimes ditatoriais”, escreveu naquele jornal online Abel Veiga, colaborador local da RTP África, segundo o qual depois da tentativa falhada de entrevistar Carlos Veiga também foram canceladas todas as emissões do programa “Em Directo” para o resto do mês.
“Achei extraordinário que tivesse sido o Governo a instruir o director a dizer-me que o meu contrato não seria renovado. Sendo eu jornalista da TVS, acho que cabia ao director aferir da minha utilidade ou inutilidade para a televisão são-tomense”, sintetizou Conceição Lima, que já foi produtora dos serviços da BBC em língua portuguesa e é autora dos livros de poemas “O Útero da Casa” e “A Dolorosa Raiz do Micondó”.
Contactada pelo “Téla Nón”, a direcção da TVS recusou prestar qualquer declaração sobre este assunto.
O “Téla Nón” fez a comparação para que os seus leitores compreendessem a importância do programa da jornalista e poeta Conceição Lima no esclarecimento da opinião pública de São Tomé e Príncipe.
Desde Junho, o “Em Directo” tornara-se o programa de maior audiência da televisão são-tomense. Era transmitido semanalmente às quartas-feiras, com reposição no sábado, sendo a sua apresentadora, licenciada em estudos afro-portugueses e brasileiros pelo King’s College, de Londres, o elemento mais popular da comunicação social em São Tomé e Príncipe.
O problema surgiu na semana passada, quando o Governo de Trovoada, que tomou posse em Agosto, decidiu proibir a entrevista que a jornalista tinha combinado com um antigo primeiro-ministro de Cabo Verde, Carlos Veiga, com o aval, aliás, do director da TVS, Óscar Medeiros.
São Lima, como normalmente é conhecida, denunciou o facto na crónica que semanalmente escreve para o “Téla Nón”: “Medeiros chamou-me ao seu gabinete para me comunicar que o Governo o instruíra a dizer-me que o meu contrato com a TVS, que perdura até 31 de Dezembro, não seria renovado".
“Esta sanção pesada do Governo só faz lembrar actuações de regimes ditatoriais”, escreveu naquele jornal online Abel Veiga, colaborador local da RTP África, segundo o qual depois da tentativa falhada de entrevistar Carlos Veiga também foram canceladas todas as emissões do programa “Em Directo” para o resto do mês.
“Achei extraordinário que tivesse sido o Governo a instruir o director a dizer-me que o meu contrato não seria renovado. Sendo eu jornalista da TVS, acho que cabia ao director aferir da minha utilidade ou inutilidade para a televisão são-tomense”, sintetizou Conceição Lima, que já foi produtora dos serviços da BBC em língua portuguesa e é autora dos livros de poemas “O Útero da Casa” e “A Dolorosa Raiz do Micondó”.
Contactada pelo “Téla Nón”, a direcção da TVS recusou prestar qualquer declaração sobre este assunto.
segunda-feira, dezembro 06, 2010
Guiné Equatorial: MNE esperançado na adesão à CPLP em 2012
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné Equatorial, Pastor Micha Bilee, mostrou-se hoje esperançado na adesão do seu país à CPLP durante a próxima cimeira dos oito países lusófonos, agendada para 2012.
"Portugal e o secretariado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) têm que ajudar-nos a estabelecer um plano de ação para que a nossa adesão seja possível na próxima cimeira" da comunidade de países lusófonos, disse Bilee.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné Equatorial, que falava em Lisboa, no final de um encontro com o seu homólogo Luís Amado, explicou que o acompanha nesta visita um grupo de especialistas para falarem com técnicos do secretariado da CPLP sobre a elaboração desse plano.
"Portugal e o secretariado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) têm que ajudar-nos a estabelecer um plano de ação para que a nossa adesão seja possível na próxima cimeira" da comunidade de países lusófonos, disse Bilee.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné Equatorial, que falava em Lisboa, no final de um encontro com o seu homólogo Luís Amado, explicou que o acompanha nesta visita um grupo de especialistas para falarem com técnicos do secretariado da CPLP sobre a elaboração desse plano.
quinta-feira, dezembro 02, 2010
Viagem da Sagres: Goeses vestiram camisola da selecção portuguesa
Antes da passagem pelo Golfo de Aden, uma zona de pirataria, a ‘Sagres’ teve honras de festa na despedida da comunidade piscatória de Goa.
O ponto alto da nossa recepção em Goa foi a actuação da Sónia Sirshat, uma cantora goesa que nos encantou com fados e mandós, a canção tradicional de Goa.
Largámos de Mormugão na manhã de terça-feira, dia dezasseis de Novembro. Durante os preparativos da largada fomos surpreendidos por um som festivo que se aproximava vindo do rio Zuvari. Numa manifestação indubitável de empatia com a cultura portuguesa, a comunidade piscatória local veio acompanhar a partida da “Sagres”. Seriam umas três dezenas de embarcações, que transportavam à pinha algumas centenas de pessoas, muitos vestindo a camisola da nossa selecção.
Enfeitadas a rigor com folhas de palmeira e balões verde e rubro e ostentando orgulhosamente bandeiras de Portugal ao lado da indiana, as embarcações acompanharam-nos ao longo de algumas milhas. As pessoas dançavam efusivamente ao som de música popular portuguesa. Trocámos lembranças e agradecemos aquele gesto que nos mostra que esta viagem vale a pena e despedimo-nos até breve.
Já com a monção de nordeste a impor-se, navegámos à vela a motor em direcção ao Corno de África. No dia vinte e um alcançámos o Golfo de Aden, zona do globo flagelada diariamente por actividades de pirataria. A navegação no Internationally Recommended Traffic Corridor foi realizada sob condições propícias. Por um lado, o mar cavado não se adequava às pequenas e rápidas embarcações dos piratas. Por outro, as boas condições de visibilidade, adjuvadas por uma lua cheia à noite não ofereciam camuflagem aos usurpadores. Para esta passagem sem incidentes, em muito contribui a forte presença naval reunida nesta zona pela União Europeia, pela NATO e por vários países asiáticos com interesses nesta intensa rota comercial.
Ao longo deste percurso fomos saudados por vários navios das Marinhas que patrulham estas águas. Ficavam algumas horas connosco, trocávamos comunicações rádio e muitas fotos. Este foi um grande apoio como que retribuindo a presença dos navios portugueses que ao longo do ano 2009 aqui comandaram o grupo de navios da NATO envolvido no combate à pirataria e protecção da navegação.
Num final de tarde solarengo, até um avião de combate da coligação sobrevoou a “Sagres” abanando as asas em sinal de cumprimento.
Na manhã desta quarta-feira transpusemos o Estreito de Bab el Mandeb. Á vela e a 12 nós, alcançámos finalmente as águas calmas do Mar Vermelho onde o risco é menor.
Navegamos agora entre a Arábia Saudita e o Sudão, a caminho do Suez, onde faremos uma paragem para ultimar os preparativos para a exigente passagem do canal que nos levará ao Mar Mediterrâneo!
O ponto alto da nossa recepção em Goa foi a actuação da Sónia Sirshat, uma cantora goesa que nos encantou com fados e mandós, a canção tradicional de Goa.
Largámos de Mormugão na manhã de terça-feira, dia dezasseis de Novembro. Durante os preparativos da largada fomos surpreendidos por um som festivo que se aproximava vindo do rio Zuvari. Numa manifestação indubitável de empatia com a cultura portuguesa, a comunidade piscatória local veio acompanhar a partida da “Sagres”. Seriam umas três dezenas de embarcações, que transportavam à pinha algumas centenas de pessoas, muitos vestindo a camisola da nossa selecção.
Enfeitadas a rigor com folhas de palmeira e balões verde e rubro e ostentando orgulhosamente bandeiras de Portugal ao lado da indiana, as embarcações acompanharam-nos ao longo de algumas milhas. As pessoas dançavam efusivamente ao som de música popular portuguesa. Trocámos lembranças e agradecemos aquele gesto que nos mostra que esta viagem vale a pena e despedimo-nos até breve.
Já com a monção de nordeste a impor-se, navegámos à vela a motor em direcção ao Corno de África. No dia vinte e um alcançámos o Golfo de Aden, zona do globo flagelada diariamente por actividades de pirataria. A navegação no Internationally Recommended Traffic Corridor foi realizada sob condições propícias. Por um lado, o mar cavado não se adequava às pequenas e rápidas embarcações dos piratas. Por outro, as boas condições de visibilidade, adjuvadas por uma lua cheia à noite não ofereciam camuflagem aos usurpadores. Para esta passagem sem incidentes, em muito contribui a forte presença naval reunida nesta zona pela União Europeia, pela NATO e por vários países asiáticos com interesses nesta intensa rota comercial.
Ao longo deste percurso fomos saudados por vários navios das Marinhas que patrulham estas águas. Ficavam algumas horas connosco, trocávamos comunicações rádio e muitas fotos. Este foi um grande apoio como que retribuindo a presença dos navios portugueses que ao longo do ano 2009 aqui comandaram o grupo de navios da NATO envolvido no combate à pirataria e protecção da navegação.
Num final de tarde solarengo, até um avião de combate da coligação sobrevoou a “Sagres” abanando as asas em sinal de cumprimento.
Na manhã desta quarta-feira transpusemos o Estreito de Bab el Mandeb. Á vela e a 12 nós, alcançámos finalmente as águas calmas do Mar Vermelho onde o risco é menor.
Navegamos agora entre a Arábia Saudita e o Sudão, a caminho do Suez, onde faremos uma paragem para ultimar os preparativos para a exigente passagem do canal que nos levará ao Mar Mediterrâneo!
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