O ministro timorense dos Negócios Estrangeiros, Zacarias Albano da Costa, acusou o Ministério Público (MP) de Timor-Leste de o estar a difamar e garantiu ao que quem vai pôr o órgão da justiça em tribunal é ele.
A notícia parece irónica, mas dada a situação disfuncional no país, o avanço não é mais do que o próximo capítulo de uma novela interminável. Tudo gira agora em torno do relatório anual da Procuradoria-Geral da República do país, referente a 2010 e agora publicado. A lista extensa de pessoas acusadas de corrupção e abuso de poder inclui, para além de Zacarias Costa, nomes como José Luís Guterres, actual vice-primeiro-ministro, João Freitas da Câmara, embaixador na Tailândia, e Rogério dos Santos, conselheiro da embaixada no Brasil. Em causa estão 31 processos distintos, um aumento de nove casos face a 2009.
Culpados ou inocentes, a questão não interessa para este caso. E a imagem mais adequada para descrever a situação da justiça na República Democrática de Timor-Leste será uma arena onde governo e oposição não se cansam de se acusar dos mesmos crimes. "A FRETILIN devia olhar para os anos que esteve no poder porque também eles impediram a Justiça de funcionar", disparou ontem o ministro timorense dos Negócios Estrangeiros, quando confrontado com as balas da oposição. Zacarias Albano da Costa foi acusado em 2010 de enriquecimento ilícito e de abuso de poder, no âmbito da nomeação de uma funcionária para a missão de Timor-Leste junto das Nações Unidas, em Nova Iorque. O caso foi a tribunal em finais do ano passado e na altura o presidente do colectivo de juízes, João Ribeiro, considerou as acusações contra o ministro como "manifestamente infundadas".
Mas o enredo da justiça politizada está longe de terminar e munições é o que não falta: "Quem vai pôr o MP em Tribunal sou eu", garantiu Zacarias da Costa. "O MP, sobretudo porque é o MP, se quiser fazer acusações contra alguém tem de ter provas. Vou pôr a Procuradoria-Geral da República em tribunal e exigir uma compensação para os danos ao meu bom nome", acrescentou.
A Justiça em Timor-Leste continua a ser mais política do que outra coisa qualquer. E a prova disso são as reacções de membros do governo e oposição quando confrontados com a realidade. Quanto às outras figuras envolvidos no caso, o ministro timorense é claro: "Se há outros, o problema é deles. Eu não tenho nada que ver com isso."
Já o assessor de Mari Alkatiri, ex-primeiro-ministro e líder da oposição, defende que o papel do governo deveria ser "zelar para que não haja corrupção". "Mas se o mesmo não pode ou não tem vontade política para que a corrupção seja combatida é outra questão", sublinhou Filomeno Aleixo. Voltamos ao início. Situação, que em gíria portuguesa, teria a classificação de "pescadinha de rabo na boca". Ao que parece, é a vontade política que determina se a justiça funciona, e em que termos, no território que até 1975 foi português. Talvez a herança nacional tenha responsabilidade, mas aqui não há nem espaço nem tempo para isso.
"Pessoalmente, como cidadão timorense, não basta fazer declarações, é preciso deitar mãos à obra para que as coisas funcionem", afirmou Aleixo, para quem as declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros não passam de "ironias". "A FRETILIN nunca empatou a Justiça, isso seria contrariar-se a si própria. Foi a FRETILIN que fez de Timor-Leste um Estado de direito e elaborou a Constituição. Mas há gente aí que de repente se faz novo-rico. Compram carros e edifícios. Sinais exteriores de riqueza são indícios de que algo de muito errado se passa. A corrupção é um assunto sério no país", concluiu o assessor de Alkatiri.
quinta-feira, fevereiro 24, 2011
quarta-feira, fevereiro 23, 2011
Turquia quer multiplicar por cinco as trocas comerciais com Portugal
As "trocas entre Portugal e Turquia deviam ser de 5 mil milhões de dólares", afirmou o ministro do comércio externo da Turquia
O ministro do comércio externo da Turquia Zafer Çaglyan disse hoje que as trocas comerciais entre o país e Portugal deviam subir para 5 mil milhões de dólares quando hoje não atingem os mil milhões.
"Podemos mesmo atingir os 10 mil milhões", acrescentou. O responsável, que está hoje numa conferência organizada pelo Jornal de Negócios, deixou críticas as agências de rating que dão melhor rating a países que "multiplicaram a dívida 8 vezes" do que à Turquia.
O ministro do comércio externo da Turquia Zafer Çaglyan disse hoje que as trocas comerciais entre o país e Portugal deviam subir para 5 mil milhões de dólares quando hoje não atingem os mil milhões.
"Podemos mesmo atingir os 10 mil milhões", acrescentou. O responsável, que está hoje numa conferência organizada pelo Jornal de Negócios, deixou críticas as agências de rating que dão melhor rating a países que "multiplicaram a dívida 8 vezes" do que à Turquia.
Brisa interessada na privatização de auto-estradas turcas e vai gerir ponte na Índia, a partir de Março
A Brisa está interessada na eventual privatização da rede de auto-estradas com portagem turcas e, se ganhar o concurso, quer transformar a Turquia no segundo mercado doméstico da empresa.
A informação foi avançada hoje pelo presidente executivo da Brisa Internacional, Guilherme Magalhães, durante a conferência "Business Roundtable: Turquia - Negócios e Internacionalização", organizada pelo Jornal de Negócios e a decorrer em Lisboa.
Na Turquia, "o nosso foco é a eventual privatização da rede de autoestradas com portagem", afirmou Magalhães, acrescentando tratar-se de uma rede de cerca de 2.000 kms e de uma operação com um valor indicativo de 4.000 milhões de dólares (2,9 mil milhões de euros).
Entretanto, a partir de Março, a Brisa vai gerir ponte Mumbai Sea Link, em Bombaim, na Índia, anunciou hoje Guilherme Magalhães na mesma conferência.
A Índia é o país do mundo com o maior programa de desenvolvimento de estradas.
A Brisa estima ganhar entre 40 a 50 contratos de operação e manutenção de auto-estradas na Índia nos próximos cinco anos, com uma receita estimada entre 80 e 100 milhões de euros, num total de quatro mil kms.
Em termos de projectos de auto-estradas, a Índia tem em marcha um amplo programa de construção, modernização, ampliação e reabilitação de cerca de 55 mil kms.
A empresa portuguesa e a Feedback Ventures, o maior grupo de assessoria de infra-estruturas daquele país, anunciaram, em Janeiro, a constituição da Feedback Brisa Highways, destinada à prestação de serviços de operação e manutenção de estradas já existentes.
A nível internacional, a Brisa tem também concessionados por um período de 99 anos, nos Estados Unidos, 18 kms de estrada na cintura rodoviária de Denver, no Colorado.
A informação foi avançada hoje pelo presidente executivo da Brisa Internacional, Guilherme Magalhães, durante a conferência "Business Roundtable: Turquia - Negócios e Internacionalização", organizada pelo Jornal de Negócios e a decorrer em Lisboa.
Na Turquia, "o nosso foco é a eventual privatização da rede de autoestradas com portagem", afirmou Magalhães, acrescentando tratar-se de uma rede de cerca de 2.000 kms e de uma operação com um valor indicativo de 4.000 milhões de dólares (2,9 mil milhões de euros).
Entretanto, a partir de Março, a Brisa vai gerir ponte Mumbai Sea Link, em Bombaim, na Índia, anunciou hoje Guilherme Magalhães na mesma conferência.
A Índia é o país do mundo com o maior programa de desenvolvimento de estradas.
A Brisa estima ganhar entre 40 a 50 contratos de operação e manutenção de auto-estradas na Índia nos próximos cinco anos, com uma receita estimada entre 80 e 100 milhões de euros, num total de quatro mil kms.
Em termos de projectos de auto-estradas, a Índia tem em marcha um amplo programa de construção, modernização, ampliação e reabilitação de cerca de 55 mil kms.
A empresa portuguesa e a Feedback Ventures, o maior grupo de assessoria de infra-estruturas daquele país, anunciaram, em Janeiro, a constituição da Feedback Brisa Highways, destinada à prestação de serviços de operação e manutenção de estradas já existentes.
A nível internacional, a Brisa tem também concessionados por um período de 99 anos, nos Estados Unidos, 18 kms de estrada na cintura rodoviária de Denver, no Colorado.
terça-feira, fevereiro 22, 2011
Ministro das Finanças foi ao Japão dizer que Portugal não precisa de ajuda
Teixeira dos Santos (TdS): "Não precisamos de ajuda, Portugal está a esforçar-se".
Não há a necessidade de pedir ajuda. Nem TdS fez qualquer pedido ao Japão.
O país "está a tentar alcançar as suas metas fiscais. A situação é diferente da Grécia e da Irlanda", disse o ministro ao responsável pela mesma pasta no Japão, segundo o jornal japonês Nikkei. TdS encontra-se naquele país do Oriente para impulsionar o interesse dos investidores japoneses em Portugal.
O ministro quer que a economia nacional consiga financiar-se nos mercados e frisou que dois terços do total do montante para reembolsar a dívida com maturidade em Abril e Junho já estão garantidos. Dessa verba, cerca de 70% dizem respeito a investidores estrangeiros.
O ministro das Finanças não acredita que as taxas de juro de longo prazo continuem nos níveis actuais, acima dos 7%, cita a Reuters. Certo é que não têm havido tréguas.
As garantias deixadas pelo responsável pela pasta das Finanças portuguesas surgem um dia depois de terem sido conhecidos os dados da execução orçamental em Janeiro, com o défice a encolher 360 milhões de euros (31,4%).
Mas também ontem o BCE veio deixar um novo aviso: é "urgente" resolver o problema português.
Esta terça-feira, o Jornal de Negócios noticia que equipas do BCE e da Comissão Europeia estão em Lisboa para avaliar as contas públicas e a solidez do sistema bancário. Na agenda têm visitas aos principais bancos e ao Ministério das Finanças.
Não há a necessidade de pedir ajuda. Nem TdS fez qualquer pedido ao Japão.
O país "está a tentar alcançar as suas metas fiscais. A situação é diferente da Grécia e da Irlanda", disse o ministro ao responsável pela mesma pasta no Japão, segundo o jornal japonês Nikkei. TdS encontra-se naquele país do Oriente para impulsionar o interesse dos investidores japoneses em Portugal.
O ministro quer que a economia nacional consiga financiar-se nos mercados e frisou que dois terços do total do montante para reembolsar a dívida com maturidade em Abril e Junho já estão garantidos. Dessa verba, cerca de 70% dizem respeito a investidores estrangeiros.
O ministro das Finanças não acredita que as taxas de juro de longo prazo continuem nos níveis actuais, acima dos 7%, cita a Reuters. Certo é que não têm havido tréguas.
As garantias deixadas pelo responsável pela pasta das Finanças portuguesas surgem um dia depois de terem sido conhecidos os dados da execução orçamental em Janeiro, com o défice a encolher 360 milhões de euros (31,4%).
Mas também ontem o BCE veio deixar um novo aviso: é "urgente" resolver o problema português.
Esta terça-feira, o Jornal de Negócios noticia que equipas do BCE e da Comissão Europeia estão em Lisboa para avaliar as contas públicas e a solidez do sistema bancário. Na agenda têm visitas aos principais bancos e ao Ministério das Finanças.
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
Trapaceiros os gregos? E nós?
Camilo Lourenço
Jornal de Negócios
Há um ano, quando a crise a Grécia foi ao tapete, jurámos ao mundo que éramos diferentes.
Argumento: a Grécia tinha um grave problema de credibilidade devido à manipulação de estatísticas.
O tempo está a mostrar que não somos assim tão diferentes: o défice de 2009, que era para ser de 5,9%, passou para 9,3%; a despesa de 2010, que nos prometeram controlada, acabou em derrapagem; as contas da Saúde foram outro buraco; o défice de 2010 só ficou abaixo de 7,3% com a "ajuda" da PT; agora soubemos que o Estado vendeu, a uma empresa sua, imóveis que renderam 300 milhões de euros (naturalmente abatidos ao défice orçamental).
Está por saber se o episódio dos imóveis não foi um dos últimos pregos no nosso caixão. Porque as desculpas do Governo (os imóveis devem ser geridos por uma empresa especializada), não conseguem esconder o óbvio: também fazemos contabilidade criativa, a roçar a trapaça. Não tão grosseira como a dos gregos, mas suficiente para rebentar com a nossa (escassa) credibilidade. Veja-se como o discurso dos amigos (Jean Claude-Trichet, Wolfgang Schauble e até Durão Barroso) mudou nos últimos dias: passou de um categórico "Portugal não precisa de ajuda", para um vago "Estamos disponíveis para ajudar". Até Espanha (com classe) se demarcou de nós…
É neste contexto que deve ser lido o "leak" ao Expresso, sobre a redução do défice orçamental (58%) em Janeiro. "Leak" onde faltam os números da despesa... Se calhar é porque não dão jeito: os défices em Portugal reduzem-se com impostos (não foi Sócrates que qualificou a receita de Janeiro de "positiva e encorajadora"?).
Jornal de Negócios
Há um ano, quando a crise a Grécia foi ao tapete, jurámos ao mundo que éramos diferentes.
Argumento: a Grécia tinha um grave problema de credibilidade devido à manipulação de estatísticas.
O tempo está a mostrar que não somos assim tão diferentes: o défice de 2009, que era para ser de 5,9%, passou para 9,3%; a despesa de 2010, que nos prometeram controlada, acabou em derrapagem; as contas da Saúde foram outro buraco; o défice de 2010 só ficou abaixo de 7,3% com a "ajuda" da PT; agora soubemos que o Estado vendeu, a uma empresa sua, imóveis que renderam 300 milhões de euros (naturalmente abatidos ao défice orçamental).
Está por saber se o episódio dos imóveis não foi um dos últimos pregos no nosso caixão. Porque as desculpas do Governo (os imóveis devem ser geridos por uma empresa especializada), não conseguem esconder o óbvio: também fazemos contabilidade criativa, a roçar a trapaça. Não tão grosseira como a dos gregos, mas suficiente para rebentar com a nossa (escassa) credibilidade. Veja-se como o discurso dos amigos (Jean Claude-Trichet, Wolfgang Schauble e até Durão Barroso) mudou nos últimos dias: passou de um categórico "Portugal não precisa de ajuda", para um vago "Estamos disponíveis para ajudar". Até Espanha (com classe) se demarcou de nós…
É neste contexto que deve ser lido o "leak" ao Expresso, sobre a redução do défice orçamental (58%) em Janeiro. "Leak" onde faltam os números da despesa... Se calhar é porque não dão jeito: os défices em Portugal reduzem-se com impostos (não foi Sócrates que qualificou a receita de Janeiro de "positiva e encorajadora"?).
domingo, fevereiro 20, 2011
Portugal é primeiro da Europa em serviços públicos online
Portugal é o país da União Europeia (UE) mais avançado em sofisticação e disponibilidade de serviços públicos online, de acordo com o relatório eGov Benchmark 2010, a ser apresentado na segunda-feira.
Portugal ocupa o primeiro lugar nos níveis de disponibilidade e sofisticação dos seus serviços públicos virtuais dirigidos a cidadãos e empresas: no que refere à sofisticação o primeiro lugar é partilhado com Irlanda, Malta e Áustria, ao passo que no campo da disponibilidade também a Itália, Malta, Áustria e Suécia apresentam níveis máximos de eficiência.
O estudo da Comissão Europeia destaca para Portugal "boas práticas" como a implementação do Cartão do Cidadão, a ferramenta Empresa Online, o serviço de declarações eletrónicas de impostos e a página virtual da Segurança Social.
Portugal ocupa o primeiro lugar nos níveis de disponibilidade e sofisticação dos seus serviços públicos virtuais dirigidos a cidadãos e empresas: no que refere à sofisticação o primeiro lugar é partilhado com Irlanda, Malta e Áustria, ao passo que no campo da disponibilidade também a Itália, Malta, Áustria e Suécia apresentam níveis máximos de eficiência.
O estudo da Comissão Europeia destaca para Portugal "boas práticas" como a implementação do Cartão do Cidadão, a ferramenta Empresa Online, o serviço de declarações eletrónicas de impostos e a página virtual da Segurança Social.
quinta-feira, fevereiro 17, 2011
Zeinal Bava: Presença em África é prioridade para a PT
O presidente executivo da Portugal Telecom (PT), Zeinal Bava, afirmou hoje que a presença em África é uma "prioridade" para a empresa, objetivo que deverão ser acompanhado de parcerias com diversos parceiros locais.
Falando na Namíbia, onde a MTC, empresa participada pela PT, apresentou o primeiro piloto de 4G do país e um dos primeiros de África, Zeinal Bava reiterou que as parcerias com actores locais são "parte do ADN" da PT, que marca presença actualmente em 12 países.
A expectativa em África, realçou o CEO da PT, é a de que haja um crescimento significativo no investimento em tecnologias, particularmente no período entre 2015 e 2020, pelo que o continente africano é uma prioridade para a empresa.
"Se não fizermos investimentos agora, perderemos o barco", disse Zeinal Bava, que reforçou que grande parte do negócio da operadora decorre fora de Portugal.
Na apresentação, transmitida em direto pela internet, estiveram ainda presentes Miguel Geraldes, CEO da MTC, e o primeiro-ministro da Namíbia, Nahas Angula.
Falando na Namíbia, onde a MTC, empresa participada pela PT, apresentou o primeiro piloto de 4G do país e um dos primeiros de África, Zeinal Bava reiterou que as parcerias com actores locais são "parte do ADN" da PT, que marca presença actualmente em 12 países.
A expectativa em África, realçou o CEO da PT, é a de que haja um crescimento significativo no investimento em tecnologias, particularmente no período entre 2015 e 2020, pelo que o continente africano é uma prioridade para a empresa.
"Se não fizermos investimentos agora, perderemos o barco", disse Zeinal Bava, que reforçou que grande parte do negócio da operadora decorre fora de Portugal.
Na apresentação, transmitida em direto pela internet, estiveram ainda presentes Miguel Geraldes, CEO da MTC, e o primeiro-ministro da Namíbia, Nahas Angula.
Diogo Morgado vai contracenar com Al Pacino
O actor português Diogo Morgado vai contracenar com lendas da sétima arte como Al Pacino e Peter O`Toole num novo filme sobre a Virgem Maria, noticia a Agência Informativa Católica Argentina.
A película, intitulada "Mary Mother of Christ", sera realizada por James Foley e contará com argumento de Benedict Fitzgerald, que assinou o guião de "A Paixão de Cristo".
Diogo Morgado vai interpretará o papel de José, enquanto Camilla Belle será Maria.
Al Pacino encarnará Herodes e Peter O`Toole será Simão.
O filme será rodado em Marrocos a partir de Março e tem estreia prevista para o Natal deste ano.
A película, intitulada "Mary Mother of Christ", sera realizada por James Foley e contará com argumento de Benedict Fitzgerald, que assinou o guião de "A Paixão de Cristo".
Diogo Morgado vai interpretará o papel de José, enquanto Camilla Belle será Maria.
Al Pacino encarnará Herodes e Peter O`Toole será Simão.
O filme será rodado em Marrocos a partir de Março e tem estreia prevista para o Natal deste ano.
Lanidor prepara compra de marca espanhola
A Lanidor vai abrir neste primeiro semestre a sua primeira loja na Polónia, o mercado que mais cresce na Europa, e quer estrear-se na Rússia ainda este ano.
O grupo português está a direccionar novamente os seus esforços de expansão para Espanha, depois de um processo de emagrecimento da rede de lojas naquele mercado, fruto da recessão daquela economia e das dificuldades da marca em ganhar notoriedade. O grupo prepara-se para abrir 11 lojas e está a estudar a compra de uma marca de vestuário naquele país, segundo avançou o administrador do grupo, Filipe Amaro.
Segundo este responsável, este "é o mercado natural de internacionalização para as empresas portuguesas".
O reforço em Espanha integra o projecto de expansão da rede Lanidor e Globe, mas também de entrada da marca do grupo Casa Batalha. Em fase de estudo, está a aquisição de uma marca de vestuário espanhola. Como adianta Filipe Amaro, "o mercado espanhol está já a apresentar sinais animadores", a que se soma a queda para praticamente "metade do preço das lojas de rua, como por exemplo em Madrid".
Todos este factores suportam a inversão da estratégia do grupo, que em 2009 se viu condicionado a encerrar mais de uma dezena de lojas Lanidor em Espanha. Mas, como realça Filipe Amaro, entre 2008 e 2009, fecharam dez mil lojas em Espanha.
O grupo português está a direccionar novamente os seus esforços de expansão para Espanha, depois de um processo de emagrecimento da rede de lojas naquele mercado, fruto da recessão daquela economia e das dificuldades da marca em ganhar notoriedade. O grupo prepara-se para abrir 11 lojas e está a estudar a compra de uma marca de vestuário naquele país, segundo avançou o administrador do grupo, Filipe Amaro.
Segundo este responsável, este "é o mercado natural de internacionalização para as empresas portuguesas".
O reforço em Espanha integra o projecto de expansão da rede Lanidor e Globe, mas também de entrada da marca do grupo Casa Batalha. Em fase de estudo, está a aquisição de uma marca de vestuário espanhola. Como adianta Filipe Amaro, "o mercado espanhol está já a apresentar sinais animadores", a que se soma a queda para praticamente "metade do preço das lojas de rua, como por exemplo em Madrid".
Todos este factores suportam a inversão da estratégia do grupo, que em 2009 se viu condicionado a encerrar mais de uma dezena de lojas Lanidor em Espanha. Mas, como realça Filipe Amaro, entre 2008 e 2009, fecharam dez mil lojas em Espanha.
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
Portugal corre risco de se transformar num fornecedor de mão-de-obra da Alemanha
Whats the problem?
Maria João Rodrigues insurgiu-se hoje contra rolo compressor que a Alemanha está a exercer sobre as economias periféricas do euro. Em última análise, avisa, países como Portugal poderão ficar condenados a ser meros fornecedores de mão-de-obra barata e qualificada para alimentar a economia do centro, em especial a alemã.
Rodrigues, antiga ministra do Emprego de António Guterres e conselheira especial da União Europeia, lançou hoje um forte apelo ao Governo português para que rapidamente “mobilize todos os recursos diplomáticos” e os “aliados” de Portugal na União Europeia para combater a corrente “bem organizada” que encara a contenção orçamental e um maior aumento da competitividade à custa da redução dos salários na periferia como a única saída para a actual crise na Zona Euro.
Falando à margem da mesa redonda "Europa 2020: Desafios ao Programa Nacional de Reformas para o Crescimento e o Emprego", que decorre no Centro Cultural de Belém, a actual conselheira especial, designadamente da Comissão Europeia de Durão Barroso, disse acreditar ser ainda possível “endireitar o barco” e evitar que nas cimeiras decisivas, marcadas para 11 e 24 de Março, Berlim consiga ver aprovado seu “Pacto para a Competitividade” tal como está e, simultaneamente, para que se dê luz verde a um reforço e uma flexibilização do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF).
Maria João Rodrigues insurgiu-se hoje contra rolo compressor que a Alemanha está a exercer sobre as economias periféricas do euro. Em última análise, avisa, países como Portugal poderão ficar condenados a ser meros fornecedores de mão-de-obra barata e qualificada para alimentar a economia do centro, em especial a alemã.
Rodrigues, antiga ministra do Emprego de António Guterres e conselheira especial da União Europeia, lançou hoje um forte apelo ao Governo português para que rapidamente “mobilize todos os recursos diplomáticos” e os “aliados” de Portugal na União Europeia para combater a corrente “bem organizada” que encara a contenção orçamental e um maior aumento da competitividade à custa da redução dos salários na periferia como a única saída para a actual crise na Zona Euro.
Falando à margem da mesa redonda "Europa 2020: Desafios ao Programa Nacional de Reformas para o Crescimento e o Emprego", que decorre no Centro Cultural de Belém, a actual conselheira especial, designadamente da Comissão Europeia de Durão Barroso, disse acreditar ser ainda possível “endireitar o barco” e evitar que nas cimeiras decisivas, marcadas para 11 e 24 de Março, Berlim consiga ver aprovado seu “Pacto para a Competitividade” tal como está e, simultaneamente, para que se dê luz verde a um reforço e uma flexibilização do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF).
Aeroporto Sá Carneiro foi o segundo melhor da Europa em 2010
O aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, foi considerado o segundo melhor aeroporto europeu em 2010, segundo uma avaliação do Airports Council International (ACI). Além desse marco, a infraestrutura portuense foi também a quinta a nível mundial na categoria de tráfego de dois a cinco milhões de passageiros.
O ranking agora divulgado baseia-se nos resultados de cerca de 300.000 questionários preenchidos pelos passageiros em 2010, nos quais foram recolhidas opiniões sobre os vários serviços dos aeroportos, como atendimento no check-in, limpeza dos lavabos, simpatia dos funcionários, tempo de espera da primeira mala, portas de embarque, entre outros.
Recorde-se que o Aeroporto do Porto já tinha sido galardoado com o terceiro lugar em 2006, 2008 e 2009, tendo sido considerado o melhor aeroporto europeu até cinco milhões de passageiros em 2007.
Quanto ao ACI, é a associação profissional mundial de operadores de aeroportos, cujo objectivo principal é representar os interesses dos aeroportos e promover a excelência profissional na gestão e operação dos mesmos.
O ranking agora divulgado baseia-se nos resultados de cerca de 300.000 questionários preenchidos pelos passageiros em 2010, nos quais foram recolhidas opiniões sobre os vários serviços dos aeroportos, como atendimento no check-in, limpeza dos lavabos, simpatia dos funcionários, tempo de espera da primeira mala, portas de embarque, entre outros.
Recorde-se que o Aeroporto do Porto já tinha sido galardoado com o terceiro lugar em 2006, 2008 e 2009, tendo sido considerado o melhor aeroporto europeu até cinco milhões de passageiros em 2007.
Quanto ao ACI, é a associação profissional mundial de operadores de aeroportos, cujo objectivo principal é representar os interesses dos aeroportos e promover a excelência profissional na gestão e operação dos mesmos.
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Línguas espanhola e italiana derrotadas na União Europeia
O conselho de ministros da Educação da União Europeia (UE) aprovou os planos da Comissão Europeia (CE) para que, no registo de patentes no espaço comunitário, se dê primazia ao inglês, francês e alemão. Espanha e Itália votaram contra e saíram derrotadas.
O objectivo da CE é que se acabe com um impasse de décadas, que obriga a que actualmente cada patente seja registada por uma pessoa ou uma entidade em cada país onde que se quer comercializar, o que na prática obriga a traduzir o documento em todas as línguas da UE e torna o registo de um invento dez vezes mais caro no espaço comunitário que nos EUA.
Se não sofrer alterações, o plano da CE prevê que a patente seja registada no Gabinete Europeu de Patentes, em Munique, Alemanha, numa das três línguas escolhidas. A publicação do registo será nas outras duas e, a partir desse momento, poder-se-á explorar comercialmente o invento em toda a UE.
Fruto das alterações introduzidas pelo Tratado de Lisboa, em algumas questões deixa de ser necessária a unanimidade entre os estados membros. Foi o que aconteceu no conselho de ministros, onde Itália e Espanha foram derrotadas e ficaram com receio de que esta medida seja uma desculpa para que as suas línguas sejam relegadas para segundo plano ao nível das instituições comunitárias. Segundo o El País, a Espanha fala numa "inaceitável discriminação linguística" e vai lutar contra esta medida no Tribunal Europeu de Justiça.
O objectivo da CE é que se acabe com um impasse de décadas, que obriga a que actualmente cada patente seja registada por uma pessoa ou uma entidade em cada país onde que se quer comercializar, o que na prática obriga a traduzir o documento em todas as línguas da UE e torna o registo de um invento dez vezes mais caro no espaço comunitário que nos EUA.
Se não sofrer alterações, o plano da CE prevê que a patente seja registada no Gabinete Europeu de Patentes, em Munique, Alemanha, numa das três línguas escolhidas. A publicação do registo será nas outras duas e, a partir desse momento, poder-se-á explorar comercialmente o invento em toda a UE.
Fruto das alterações introduzidas pelo Tratado de Lisboa, em algumas questões deixa de ser necessária a unanimidade entre os estados membros. Foi o que aconteceu no conselho de ministros, onde Itália e Espanha foram derrotadas e ficaram com receio de que esta medida seja uma desculpa para que as suas línguas sejam relegadas para segundo plano ao nível das instituições comunitárias. Segundo o El País, a Espanha fala numa "inaceitável discriminação linguística" e vai lutar contra esta medida no Tribunal Europeu de Justiça.
Timor: Polícia Militar com recado para não tolerar "abusos"
O secretário de Estado da Defesa de Timor-Leste, Júlio Tomas Pinto, exortou a Polícia Militar a controlar o comportamento dos efetivos das Forças de Defesa (F-FDTL) e a evitar atos de indisciplina.
Tomás Pinto falou segunda-feira na cerimónia de tomada de posse do novo comandante da Polícia Militar, Renilde Guterres, que substitui no cargo o tenente Abel da Costa Xavier "Niki", actualmente a frequentar um curso de oficiais em Portugal.
"A Policia Militar tem o dever de controlar os militares e de erradicar o mau comportamento bem como actos de indisciplina, durante o exercício das suas funções", explicou o secretário de Estado.
Tomás Pinto falou segunda-feira na cerimónia de tomada de posse do novo comandante da Polícia Militar, Renilde Guterres, que substitui no cargo o tenente Abel da Costa Xavier "Niki", actualmente a frequentar um curso de oficiais em Portugal.
"A Policia Militar tem o dever de controlar os militares e de erradicar o mau comportamento bem como actos de indisciplina, durante o exercício das suas funções", explicou o secretário de Estado.
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Guiné Equatorial: Pedido adesão CPLP é "esquizofrenia" de Obiang
O pedido de adesão da Guiné Equatorial à CPLP demonstra a "esquizofrenia" de Obiang, que apenas procura "legitimação" para um regime que "continua a ser responsável por graves abusos", disse um opositor ao regime.
Armengol Engonga, vice-presidente do Governo da Guiné Equatorial no exílio - que tem sede em Madrid - disse em entrevista não concordar com o pedido de adesão à CPLP, que os chefes de Estado e de Governo lusófonos se comprometeram a analisar, afirmando que "a entidade, língua e tradição" de um país "não se muda por decreto".
Apesar disso manifestou-se esperançado que, "um dia" a Guiné Equatorial possa ter de Espanha a "clareza" de políticas que as ex-colónias portuguesas têm da parte do Governo e da política portuguesa.
Armengol Engonga, vice-presidente do Governo da Guiné Equatorial no exílio - que tem sede em Madrid - disse em entrevista não concordar com o pedido de adesão à CPLP, que os chefes de Estado e de Governo lusófonos se comprometeram a analisar, afirmando que "a entidade, língua e tradição" de um país "não se muda por decreto".
Apesar disso manifestou-se esperançado que, "um dia" a Guiné Equatorial possa ter de Espanha a "clareza" de políticas que as ex-colónias portuguesas têm da parte do Governo e da política portuguesa.
Corticeira Amorim recicla rolhas dos Grammy
Todas as rolhas de garrafas abertas nos eventos oficiais dos prémios Grammy vão ser recicladas de acordo com o programa ReCork, que a Corticeira Amorim promove nos EUA.
Na 53ª cerimónia dos Grammy Awards, os vinhos servidos estavam vedados exclusivamente com cortiça natural, sendo que todas as unidades foram encaminhadas para uso posterior, mediante reciclagem.
"Escolher cortiça em detrimento de vedantes artificiais, metálicos ou derivados de petróleo, é uma pequena acção mas de grande impacto que os consumidores podem facilmente adoptar, com benefícios claros para a saúde do nosso Planeta", sublinhou Allen Hershkowitz, cientista sénior do Natural Resources Defense Council e um dos mentores desta iniciativa de apoio à cortiça portuguesa.
"Saúdo os Grammys e outras iniciativas semelhantes que têm abraçado a causa da sustentabilidade, com programas específicos para preservar a biodiversidade e reduzir a sua pegada ecológica", acrescentou.
Da mesma forma, também foram servidos no MusiCares Person of The Year, evento integrado no programa oficial dos Grammy, unicamente vinhos com rolha de cortiça.
Na 53ª cerimónia dos Grammy Awards, os vinhos servidos estavam vedados exclusivamente com cortiça natural, sendo que todas as unidades foram encaminhadas para uso posterior, mediante reciclagem.
"Escolher cortiça em detrimento de vedantes artificiais, metálicos ou derivados de petróleo, é uma pequena acção mas de grande impacto que os consumidores podem facilmente adoptar, com benefícios claros para a saúde do nosso Planeta", sublinhou Allen Hershkowitz, cientista sénior do Natural Resources Defense Council e um dos mentores desta iniciativa de apoio à cortiça portuguesa.
"Saúdo os Grammys e outras iniciativas semelhantes que têm abraçado a causa da sustentabilidade, com programas específicos para preservar a biodiversidade e reduzir a sua pegada ecológica", acrescentou.
Da mesma forma, também foram servidos no MusiCares Person of The Year, evento integrado no programa oficial dos Grammy, unicamente vinhos com rolha de cortiça.
Governo de Moçambique quer mais empresas portuguesas no país
O Governo moçambicano reiterou o interesse na presença de empresas portuguesas no país e defendeu que devem instalar-se ainda mais, de forma a ajudar ao desenvolvimento.
"Sempre dissemos que as empresas portuguesas têm uma alta qualidade, são conhecidas, e por isso é do nosso interesse que as empresas portuguesas estejam em Moçambique, e que venham mais, para o desenvolvimento do país", disse o vice-ministro das Obras Públicas, Francisco Manuel Pereira.
O responsável falava após um seminário sobre oportunidades de investimento em infra-estruturas que decorreu hoje em Maputo, por ocasião da visita a Moçambique do ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações de Portugal, António Mendonça.
Empresas portuguesas têm estado a construir estradas e pontes, mas também no sector do abastecimento de água, segundo Pereira. Estão actualmente em Moçambique cerca de duas centenas de empresas portuguesas ou de capitais portugueses, entre elas as principais ligadas às obras públicas.
O seminário juntou empresários dos dois países, com o ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique, Paulo Zucula, a garantir no início que o ritmo de crescimento no país não irá abrandar, apesar da crise internacional
Mendonça apelidou de "patamar adulto de desenvolvimento" o actual estágio de cooperação empresarial entre os dois países, salientando que Portugal também gostaria que empresas moçambicanas viessem a trabalhar no País. "Já há anos que as empresas portuguesas estão a trabalhar em Moçambique e julgo que têm feito um trabalho notável de cooperação e de contribuição para desenvolvimento económico e social de Moçambique".
O ponto alto da visita de António Mendonça (que termina quarta-feira) acontece esta terça-feira, com a assinatura de um protocolo entre os dois governos para a montagem, em Moçambique, de uma fábrica de vagões para os caminhos-de-ferro.
Lamy Figueiras, da EMEF Internacional (Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário), disse hoje, em Maputo, que após a assinatura do protocolo há que concretizar uma série de acções para a constituição da empresa entre a EMEF e os CFM, Caminhos-de-ferro de Moçambique.
A futura fábrica irá construir numa primeira fase, de cinco anos, cerca de 600 vagões, de diversos tipos, e deverá ficar na região de Maputo, disse o responsável português, que acrescentou que a nova empresa poderá também reabilitar vagões existentes em Moçambique, material que existe em grande quantidade. Segundo Lamy Figueiras, a fábrica deverá empregar a volta de 100 trabalhadores, a maior parte mão-de-obra local, e os vagões servirão para transporte de carvão das explorações do norte interior (província de Tete) para o litoral mas também outros minérios ou mesmo contentores e cana-de-açúcar, exemplificou. No futuro a nova fábrica, cujos custos, disse, não estão ainda contabilizados, poderá também reabilitar locomotivas e produzir para países como o Malawi, Botsuana e Zimbabué, e até para a África do Sul.
"Sempre dissemos que as empresas portuguesas têm uma alta qualidade, são conhecidas, e por isso é do nosso interesse que as empresas portuguesas estejam em Moçambique, e que venham mais, para o desenvolvimento do país", disse o vice-ministro das Obras Públicas, Francisco Manuel Pereira.
O responsável falava após um seminário sobre oportunidades de investimento em infra-estruturas que decorreu hoje em Maputo, por ocasião da visita a Moçambique do ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações de Portugal, António Mendonça.
Empresas portuguesas têm estado a construir estradas e pontes, mas também no sector do abastecimento de água, segundo Pereira. Estão actualmente em Moçambique cerca de duas centenas de empresas portuguesas ou de capitais portugueses, entre elas as principais ligadas às obras públicas.
O seminário juntou empresários dos dois países, com o ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique, Paulo Zucula, a garantir no início que o ritmo de crescimento no país não irá abrandar, apesar da crise internacional
Mendonça apelidou de "patamar adulto de desenvolvimento" o actual estágio de cooperação empresarial entre os dois países, salientando que Portugal também gostaria que empresas moçambicanas viessem a trabalhar no País. "Já há anos que as empresas portuguesas estão a trabalhar em Moçambique e julgo que têm feito um trabalho notável de cooperação e de contribuição para desenvolvimento económico e social de Moçambique".
O ponto alto da visita de António Mendonça (que termina quarta-feira) acontece esta terça-feira, com a assinatura de um protocolo entre os dois governos para a montagem, em Moçambique, de uma fábrica de vagões para os caminhos-de-ferro.
Lamy Figueiras, da EMEF Internacional (Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário), disse hoje, em Maputo, que após a assinatura do protocolo há que concretizar uma série de acções para a constituição da empresa entre a EMEF e os CFM, Caminhos-de-ferro de Moçambique.
A futura fábrica irá construir numa primeira fase, de cinco anos, cerca de 600 vagões, de diversos tipos, e deverá ficar na região de Maputo, disse o responsável português, que acrescentou que a nova empresa poderá também reabilitar vagões existentes em Moçambique, material que existe em grande quantidade. Segundo Lamy Figueiras, a fábrica deverá empregar a volta de 100 trabalhadores, a maior parte mão-de-obra local, e os vagões servirão para transporte de carvão das explorações do norte interior (província de Tete) para o litoral mas também outros minérios ou mesmo contentores e cana-de-açúcar, exemplificou. No futuro a nova fábrica, cujos custos, disse, não estão ainda contabilizados, poderá também reabilitar locomotivas e produzir para países como o Malawi, Botsuana e Zimbabué, e até para a África do Sul.
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
Timor: Hospital Português recuperado por australianos
O antigo Hospital Português, em Lahane, Díli, pré-classificado como Património Mundial pela UNESCO, vai ser recuperado por uma organização de saúde de origem australiana, a quem o Governo timorense anunciou hoje ter concedido o respetivo arrendamento.
De acordo com a Resolução que aprova a concessão do terreno para a construção do Hospital of Hope, tomada em Conselho de Ministros e hoje divulgada, "é concedido o arrendamento, a longo prazo, do antigo Hospital Português (também conhecido como Dr. António Carvalho), em Lahane, para a edificação do futuro Hospital of Hope (HOH) Timor-Leste".
Vocacionado para a prestação de cuidados pré e pós-operatórios, o renovado hospital contará inicialmente com profissionais de saúde da Austrália e de outros países, compreendendo também o projeto uma componente de formação a profissionais timorenses, para que possam vir a assumir a gestão e os serviços clínicos.
De acordo com a Resolução que aprova a concessão do terreno para a construção do Hospital of Hope, tomada em Conselho de Ministros e hoje divulgada, "é concedido o arrendamento, a longo prazo, do antigo Hospital Português (também conhecido como Dr. António Carvalho), em Lahane, para a edificação do futuro Hospital of Hope (HOH) Timor-Leste".
Vocacionado para a prestação de cuidados pré e pós-operatórios, o renovado hospital contará inicialmente com profissionais de saúde da Austrália e de outros países, compreendendo também o projeto uma componente de formação a profissionais timorenses, para que possam vir a assumir a gestão e os serviços clínicos.
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
Ministro brasileiro diz que preços da Galp levaram à desistência da compra pela Petrobras
A compra da Galp Energia não era vantajosa para a petrolífera brasileira, diz o membro do Executivo.
O ministro de Minas e Energia brasileiro, Edison Lobão, afirmou que os preços cobrados foram a justificação para a Petrobras ter desistido de comprar a participação que a italiana Eni tem na Galp Energia.
Segundo o Estado de São Paulo, os preços não se inseriam nos parâmetros de obtenção de lucros para a empresa, nas palavras do ministro.
“A Petrobras examinou essa possibilidade de associação com a Galp, mas chegou à conclusão de que no momento ela não é vantajosa aos interesses da Petrobras”, referiu Lobão sobre as negociações oficialmente terminadas a 7 de Fevereiro.
Inicialmente, aquando da notícia da desistência das negociações para a concretização do negócio, o Expresso tinha referido os atrasos sucessivos causados nas negociações, que envolviam o Ministério das Finanças, a Sonangol e a Américo Amorim, como o motivo para que a entrada da petrolífera brasileira na Galp não tivesse acontecido.
Previa-se que a empresa passasse a deter 25% do capital da cotada portuguesa, sendo que os restantes 8% que combinavam a propriedade total da Eni seriam comprados pelo Estado português para, posteriormente, serem colocado junto de outros investidores.
A italiana, segundo o seu CEO, Paolo Scaroni, não está em conversações para vender a participação que detém na Galp.
Por outro lado, os angolanos da Sonangol estão dispostos a substituir a empresa brasileira, noticiou o Negócios na semana passada. Estes têm 45% do capital da Amorim Energia, que por sua vez controla 33,34% da Galp.
De acordo com a publicação Estado de São Paulo, uma cláusula contratual previa que a Eni permanecesse no capital da empresa liderada por Faria de Oliveira até 30 de Dezembro de 2010, tendo Sócrates fechado um acordo com Lula da Silva que previa a aquisição.
A petrolífera nacional segue a cair 0,85% para os 15,075 euros, tendo já estado a cotar na sessão de hoje nos 14,95 euros. É a cotada que mais está a pressionar o PSI-20. Já a Petrobras quebrou ontem 0,96% para os 26,96 reais.
O ministro de Minas e Energia brasileiro, Edison Lobão, afirmou que os preços cobrados foram a justificação para a Petrobras ter desistido de comprar a participação que a italiana Eni tem na Galp Energia.
Segundo o Estado de São Paulo, os preços não se inseriam nos parâmetros de obtenção de lucros para a empresa, nas palavras do ministro.
“A Petrobras examinou essa possibilidade de associação com a Galp, mas chegou à conclusão de que no momento ela não é vantajosa aos interesses da Petrobras”, referiu Lobão sobre as negociações oficialmente terminadas a 7 de Fevereiro.
Inicialmente, aquando da notícia da desistência das negociações para a concretização do negócio, o Expresso tinha referido os atrasos sucessivos causados nas negociações, que envolviam o Ministério das Finanças, a Sonangol e a Américo Amorim, como o motivo para que a entrada da petrolífera brasileira na Galp não tivesse acontecido.
Previa-se que a empresa passasse a deter 25% do capital da cotada portuguesa, sendo que os restantes 8% que combinavam a propriedade total da Eni seriam comprados pelo Estado português para, posteriormente, serem colocado junto de outros investidores.
A italiana, segundo o seu CEO, Paolo Scaroni, não está em conversações para vender a participação que detém na Galp.
Por outro lado, os angolanos da Sonangol estão dispostos a substituir a empresa brasileira, noticiou o Negócios na semana passada. Estes têm 45% do capital da Amorim Energia, que por sua vez controla 33,34% da Galp.
De acordo com a publicação Estado de São Paulo, uma cláusula contratual previa que a Eni permanecesse no capital da empresa liderada por Faria de Oliveira até 30 de Dezembro de 2010, tendo Sócrates fechado um acordo com Lula da Silva que previa a aquisição.
A petrolífera nacional segue a cair 0,85% para os 15,075 euros, tendo já estado a cotar na sessão de hoje nos 14,95 euros. É a cotada que mais está a pressionar o PSI-20. Já a Petrobras quebrou ontem 0,96% para os 26,96 reais.
terça-feira, fevereiro 08, 2011
Portugal terá 1.ª torre eólica flutuante no Verão
A costa portuguesa vai ter no Verão, pela primeira vez, uma torre eólica flutuante, disse hoje no Porto, o secretário de Estado da Energia e Inovação, Carlos Zorrinho.
"Este Verão teremos a primeira torre eólica flutuante no mar e a seguir vamos abrir concurso para a colocação de mais torres", referiu Zorrinho, à margem do seminário O Sector das Energias Renováveis em Portugal e França: Oportunidades e Parcerias, organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa.
O governante sublinhou que a costa portuguesa tem um "grande potencial" energético, com muito sol e muito vento, mas o mar é muito profundo e turbulento.
"O mar português é de maior profundidade, pelo que tem de ser uma tecnologia diferente da que existe. Vamos investir para sermos pioneiros no desenvolvimento dessa tecnologia".
Carlos Zorrinho referiu que Portugal está a dar passos no offshore, mas "ainda não fez tudo o que tinha a fazer no inshore", pelo que vai continuar a ser aumentada a capacidade de produção de energia eólica em terra.
O secretário de Estado considerou "muito importante" a cooperação entre Portugal e França nas energias renováveis, nomeadamente na produção de energia fotovoltaica e nos veículos eléctricos. "Portugal fez as escolhas certas. É um líder nas energias renováveis, mas somos um mercado pequeno, pelo que precisamos de bons parceiros. Juntos, Portugal e França, podemos procurar mercados muito importantes", realçou. Zorrinho salientou que "Portugal e França são aliados desde a primeira hora na mobilidade eléctrica", tendo dado passos importantes na consolidação de um "standard dos veículos eléctricos".
"Este Verão teremos a primeira torre eólica flutuante no mar e a seguir vamos abrir concurso para a colocação de mais torres", referiu Zorrinho, à margem do seminário O Sector das Energias Renováveis em Portugal e França: Oportunidades e Parcerias, organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa.
O governante sublinhou que a costa portuguesa tem um "grande potencial" energético, com muito sol e muito vento, mas o mar é muito profundo e turbulento.
"O mar português é de maior profundidade, pelo que tem de ser uma tecnologia diferente da que existe. Vamos investir para sermos pioneiros no desenvolvimento dessa tecnologia".
Carlos Zorrinho referiu que Portugal está a dar passos no offshore, mas "ainda não fez tudo o que tinha a fazer no inshore", pelo que vai continuar a ser aumentada a capacidade de produção de energia eólica em terra.
O secretário de Estado considerou "muito importante" a cooperação entre Portugal e França nas energias renováveis, nomeadamente na produção de energia fotovoltaica e nos veículos eléctricos. "Portugal fez as escolhas certas. É um líder nas energias renováveis, mas somos um mercado pequeno, pelo que precisamos de bons parceiros. Juntos, Portugal e França, podemos procurar mercados muito importantes", realçou. Zorrinho salientou que "Portugal e França são aliados desde a primeira hora na mobilidade eléctrica", tendo dado passos importantes na consolidação de um "standard dos veículos eléctricos".
Ciclismo: Tour de Timor servirá para evidenciar a segurança no país
O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, afirmou que a próxima edição do Tour de Timor em ciclismo vai evidenciar a segurança do país, ao presidir ao lançamento de um filme sobre a prova.
"É um prazer lançar o filme do Tour de Timor. Este evento continuará a crescer a um ritmo acelerado, a obter reconhecimento no circuito mundial de ciclismo de montanha e, a nível regional, a pôr em evidência a situação de segurança em Timor-Leste, a beleza da sua geografia e do seu povo", afirmou.
O Presidente timorense considerou o Tour de Timor "uma experiência incrível para todos os participantes" e um evento anual que "mostra ao mundo que as portas de Timor-Leste estão abertas e que o seu povo está preparado para acolher visitantes".
O lançamento do filme do Tour de Timor contou com a exibição paralela de outras produções cinematográficas inéditas: seis filmes que promovem cada um dos seis distritos corridos pelo Tour de Timor em 2010, dois filmes de cinco minutos sobre alguns dos participantes locais (Anche Cabral, a melhor ciclista timorense, e David da Silva Gonçalves, o mais jovem participante) e, ainda, um documentário de 25 minutos cobrindo toda a acção do Tour de 2010.
"É um prazer lançar o filme do Tour de Timor. Este evento continuará a crescer a um ritmo acelerado, a obter reconhecimento no circuito mundial de ciclismo de montanha e, a nível regional, a pôr em evidência a situação de segurança em Timor-Leste, a beleza da sua geografia e do seu povo", afirmou.
O Presidente timorense considerou o Tour de Timor "uma experiência incrível para todos os participantes" e um evento anual que "mostra ao mundo que as portas de Timor-Leste estão abertas e que o seu povo está preparado para acolher visitantes".
O lançamento do filme do Tour de Timor contou com a exibição paralela de outras produções cinematográficas inéditas: seis filmes que promovem cada um dos seis distritos corridos pelo Tour de Timor em 2010, dois filmes de cinco minutos sobre alguns dos participantes locais (Anche Cabral, a melhor ciclista timorense, e David da Silva Gonçalves, o mais jovem participante) e, ainda, um documentário de 25 minutos cobrindo toda a acção do Tour de 2010.
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Portugal envolvido em projecto de 10 milhões para criar Mercosul digital
Se um cibernauta português fizer compras num site brasileiro e for enganado, a que autoridade deverá recorrer para o ajudar? Nenhuma. Enquanto não sair do papel o acordo assinado entre Portugal e Brasil para que os certificados digitais tenham valor jurídico, comprar arte baiana pela internet será sempre uma aventura. E o mesmo se passa na situação inversa, caso um nordestino se lembre de comprar queijo de cabra da Serra da Estrela numa loja online portuguesa. Nem a DECO nem o homólogo brasileiro ProCom têm jurisdição fora do país.
Este é um dos problemas que poderá ser resolvido no âmbito do Mercosul Digital, um projecto de 9,6 milhões de euros financiado a 80% pela União Europeia (UE). A ideia é abrir uma espécie de "espaço Schengen" do comércio electrónico entre os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e os países da UE, promovendo trocas seguras e com certificação digital. Além do investimento em infra-estruturas como banda larga e governo electrónico, o Mercosul Digital inclui a homogeneização jurídica dos contratos de compra e venda na internet. E o primeiro projecto-piloto deverá ser exactamente entre Portugal e Brasil, os primeiros países a assinarem um acordo que só necessita agora de transposição técnica.
"Na hora que a gente compra dentro do país, não usa uma identificação electrónica", explica Gerson Rolim, coordenador brasileiro do projecto Mercosul Digital, durante um workshop sobre a iniciativa em Lisboa, na semana passada. "Mas se algo correr mal quando compra online fora do país, para quem você vai chorar?", questionou. O responsável frisou que existem, neste momento, 23 milhões de brasileiros com o hábito de fazer compras online. "É uma grande oportunidade de negócio para as pequenas e médias empresas portuguesas", afirmou o coordenador. Só o comércio B2B (empresa a empresa) valeu 416 mil milhões de euros em 2010. "É um segmento que chega perto do valor do PIB de algumas nações", comparou Rolim. "Portugal podia estar a chegar perto disto", reiterou o responsável, para quem este projecto se trata de implementar "uma infovia de comunicação com segurança tecnológica e validade jurídica". Até porque o Brasil arrancou recentemente com uma Bolsa de Negócios na internet, um espaço de match making empresarial, onde já estão inscritas 12 mil organizações. "É preciso implementar a validade do reconhecimento mútuo dos certificados", reforçou.
Apesar de ter sido responsável pela confusão nas últimas eleições presidenciais, o Cartão do Cidadão é um dos principais trunfos de Portugal na validação de certificados digitais. Olivier Piou, CEO da empresa de segurança e encriptação Gemalto, refere que basta um leitor simples de cartões, que se liga por USB ao computador, para usar o Cartão do Cidadão como assinatura digital. "Portugal é um dos países líderes na competitividade e preparação digital na Europa", considerou.
Este é um dos problemas que poderá ser resolvido no âmbito do Mercosul Digital, um projecto de 9,6 milhões de euros financiado a 80% pela União Europeia (UE). A ideia é abrir uma espécie de "espaço Schengen" do comércio electrónico entre os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e os países da UE, promovendo trocas seguras e com certificação digital. Além do investimento em infra-estruturas como banda larga e governo electrónico, o Mercosul Digital inclui a homogeneização jurídica dos contratos de compra e venda na internet. E o primeiro projecto-piloto deverá ser exactamente entre Portugal e Brasil, os primeiros países a assinarem um acordo que só necessita agora de transposição técnica.
"Na hora que a gente compra dentro do país, não usa uma identificação electrónica", explica Gerson Rolim, coordenador brasileiro do projecto Mercosul Digital, durante um workshop sobre a iniciativa em Lisboa, na semana passada. "Mas se algo correr mal quando compra online fora do país, para quem você vai chorar?", questionou. O responsável frisou que existem, neste momento, 23 milhões de brasileiros com o hábito de fazer compras online. "É uma grande oportunidade de negócio para as pequenas e médias empresas portuguesas", afirmou o coordenador. Só o comércio B2B (empresa a empresa) valeu 416 mil milhões de euros em 2010. "É um segmento que chega perto do valor do PIB de algumas nações", comparou Rolim. "Portugal podia estar a chegar perto disto", reiterou o responsável, para quem este projecto se trata de implementar "uma infovia de comunicação com segurança tecnológica e validade jurídica". Até porque o Brasil arrancou recentemente com uma Bolsa de Negócios na internet, um espaço de match making empresarial, onde já estão inscritas 12 mil organizações. "É preciso implementar a validade do reconhecimento mútuo dos certificados", reforçou.
Apesar de ter sido responsável pela confusão nas últimas eleições presidenciais, o Cartão do Cidadão é um dos principais trunfos de Portugal na validação de certificados digitais. Olivier Piou, CEO da empresa de segurança e encriptação Gemalto, refere que basta um leitor simples de cartões, que se liga por USB ao computador, para usar o Cartão do Cidadão como assinatura digital. "Portugal é um dos países líderes na competitividade e preparação digital na Europa", considerou.
quinta-feira, fevereiro 03, 2011
A Galpada final?
A Petrobras abandonou as negociações para entrar na Galp.
Se não voltar, acabou o "Plano A" do Estado e de Amorim para a mais valiosa empresa portuguesa. O "Plano B" já não é deles. É da Sonangol. Desta vez já não há "golden share". Está na altura de Sócrates fazer outra chamada para o Brasil: "Alô Dilma? Preciso que me quebre um galho". Arrisca-se a ouvir: "Outra vez, José?".
Lembramo-nos suficientemente bem do vertiginoso negócio entre a PT e a Telefónica para excluirmos um "volte face". Até porque, na Galp, a imprensa tem difundido demasiada histeria não confirmada, com mais de recado que de recato, ante uma passividade rara da CMVM. Mas mesmo com esses cuidados, as evidências mostram que os dias estão a correr bem à Sonangol e a Isabel dos Santos. E mal a José Sócrates e Américo Amorim, que hoje controlam a Galp - mas amanhã talvez não.
É isso que está em causa: o poder da Galp. Não um CEO, não o chefe, mas o patrão. Até aqui, o poder estava nas mãos de Américo Amorim, com o Estado, e em relações cordatas com os pacientes italianos da Eni, que mesmo sendo os maiores accionistas sempre foram destratados.
A Sonangol e Isabel dos Santos, fartos de estarem "domesticados" na Amorim Energia, querem ter poder directo na empresa. O "Plano A" manteria este delicado equilíbrio. O "Plano B" pode invertê-lo.
A Petrobras sempre esteve nesta negociação mais por amor que por interesse. Muitos analistas criticavam o investimento na Galp e parte da Gestão não conseguia explicar porque havia de comprar um activo de que metade do valor está já nos blocos de pré-sal que a própria Petrobras controla. Dilma, que antes de ser a Presidenta foi a poderosa ministra dos petróleos, pareceria favorável. Mas não perderá muitos segundos nisso face às horas que dedicará à extracção do fabuloso e novo petróleo no Brasil, que vai enriquecer o País hoje e suportar objectivos sociais amanhã, através de um Fundo Social específico de poupança: "Recusaremos o gasto efémero que deixa para as futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança", disse Dilma na tomada de posse.
A negociação era entre a Eni e a Petrobras, mas na prática estava a ser teleguiada pelo Estado e Amorim, que assim fracassam. E fracassam porque não souberam resolver o "affair" Sonangol e Isabel dos Santos: não podiam dizer que não, pois a importância de Angola é demasiado grande para que o Estado Português o possa hostilizar; e não souberam dizer que sim, deixando arrastar a indefinição durante meses e meses até que a janela Petrobras se fechou. Desta vez, os angolanos não foram levados na conversa que os fez entrar na Amorim Energia sem um contrato parassocial; desta vez, negoceiam com mestria.
Agora é preciso fazer a pergunta: quem se incomoda se a Sonangol mandar na Galp? Se tal acontecer, será o primeiro grande projecto português onde os angolanos passarão efectivamente a ter poder executivo, a que se seguirão outros, como o BCP, talvez o BPI, a Zon e outros, muitos investimentos dos quais foram financiados por bancos portugueses e com o apoio da Caixa.
O que é curioso é que, de todos os investimentos, o único onde os angolanos estão a ganhar dinheiro é na Galp, que é a principal prejudicada por esta indefinição accionista. Trata-se de uma empresa valiosa, acarinhada nas Bolsas, com resultados, mas com um plano de investimentos pela frente gigantesco e que exige capital. É isso que falta em Portugal: capitalistas com capital. O Governo que abre as portas ao investimento não pode fechá-las ao poder. Venham de lá os angolanos. António Vitorino, que lidera (mais) estas negociações em representação do Estado, poderá repetir uma frase que lhe ficou célebre: "Habituem-se!"
Se não voltar, acabou o "Plano A" do Estado e de Amorim para a mais valiosa empresa portuguesa. O "Plano B" já não é deles. É da Sonangol. Desta vez já não há "golden share". Está na altura de Sócrates fazer outra chamada para o Brasil: "Alô Dilma? Preciso que me quebre um galho". Arrisca-se a ouvir: "Outra vez, José?".
Lembramo-nos suficientemente bem do vertiginoso negócio entre a PT e a Telefónica para excluirmos um "volte face". Até porque, na Galp, a imprensa tem difundido demasiada histeria não confirmada, com mais de recado que de recato, ante uma passividade rara da CMVM. Mas mesmo com esses cuidados, as evidências mostram que os dias estão a correr bem à Sonangol e a Isabel dos Santos. E mal a José Sócrates e Américo Amorim, que hoje controlam a Galp - mas amanhã talvez não.
É isso que está em causa: o poder da Galp. Não um CEO, não o chefe, mas o patrão. Até aqui, o poder estava nas mãos de Américo Amorim, com o Estado, e em relações cordatas com os pacientes italianos da Eni, que mesmo sendo os maiores accionistas sempre foram destratados.
A Sonangol e Isabel dos Santos, fartos de estarem "domesticados" na Amorim Energia, querem ter poder directo na empresa. O "Plano A" manteria este delicado equilíbrio. O "Plano B" pode invertê-lo.
A Petrobras sempre esteve nesta negociação mais por amor que por interesse. Muitos analistas criticavam o investimento na Galp e parte da Gestão não conseguia explicar porque havia de comprar um activo de que metade do valor está já nos blocos de pré-sal que a própria Petrobras controla. Dilma, que antes de ser a Presidenta foi a poderosa ministra dos petróleos, pareceria favorável. Mas não perderá muitos segundos nisso face às horas que dedicará à extracção do fabuloso e novo petróleo no Brasil, que vai enriquecer o País hoje e suportar objectivos sociais amanhã, através de um Fundo Social específico de poupança: "Recusaremos o gasto efémero que deixa para as futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança", disse Dilma na tomada de posse.
A negociação era entre a Eni e a Petrobras, mas na prática estava a ser teleguiada pelo Estado e Amorim, que assim fracassam. E fracassam porque não souberam resolver o "affair" Sonangol e Isabel dos Santos: não podiam dizer que não, pois a importância de Angola é demasiado grande para que o Estado Português o possa hostilizar; e não souberam dizer que sim, deixando arrastar a indefinição durante meses e meses até que a janela Petrobras se fechou. Desta vez, os angolanos não foram levados na conversa que os fez entrar na Amorim Energia sem um contrato parassocial; desta vez, negoceiam com mestria.
Agora é preciso fazer a pergunta: quem se incomoda se a Sonangol mandar na Galp? Se tal acontecer, será o primeiro grande projecto português onde os angolanos passarão efectivamente a ter poder executivo, a que se seguirão outros, como o BCP, talvez o BPI, a Zon e outros, muitos investimentos dos quais foram financiados por bancos portugueses e com o apoio da Caixa.
O que é curioso é que, de todos os investimentos, o único onde os angolanos estão a ganhar dinheiro é na Galp, que é a principal prejudicada por esta indefinição accionista. Trata-se de uma empresa valiosa, acarinhada nas Bolsas, com resultados, mas com um plano de investimentos pela frente gigantesco e que exige capital. É isso que falta em Portugal: capitalistas com capital. O Governo que abre as portas ao investimento não pode fechá-las ao poder. Venham de lá os angolanos. António Vitorino, que lidera (mais) estas negociações em representação do Estado, poderá repetir uma frase que lhe ficou célebre: "Habituem-se!"
terça-feira, fevereiro 01, 2011
Portugal ganha terreno no ranking da inovação
A Comissão Europeia (CE) apresenta hoje o European Innovation Scoreboard referente a 2010, no qual Portugal consegue subir mais um degrau na cadeia que o compara com os outros países, aproximando-se da média europeia e atingindo agora a 15.ª posição no ranking dos países mais inovadores da Europa a 27. No entanto, continua a estar quase na cauda da Europa (está na 23.ª posição), se em causa estiver a avaliação dos efeitos económicos que são atribuídas às medidas que foram tomadas.
Este ranking é elaborado através da análise de 24 indicadores, agregados em 8 grandes categorias: recursos humanos; sistemas de investigação abertos e atractivos; recursos financeiros e infra-estruturas; investimento das empresas; parcerias e empresas; patentes; empresas inovadoras e efeitos económicos. Face ao ranking de 2009, a progressão pode ser entendida como a de "apenas" um degrau (passou da 16.ª posição, em 2009, para a 15.ª, em 2010). Mas, analisada num ciclo de cinco anos, percebe-se que o esforço que tem vindo a ser feito permitiu a Portugal saltar 7 posições (em 2006, estava classificado em 22.º lugar) e ficar agora a liderar o grupo dos "Inovadores Moderados", à frente de Espanha e de Itália, os outros dois países que, tal como Portugal, se associaram numa iniciativa como a Cotec.
Nos rankings que medem o crescimento de indicadores, Portugal é o país que mais cresceu em termos de despesas efectuadas em I&D em percentagem do PIB (estando agora já muito próximo da média europeia), é também o país em que mais jovens com idades entre os 20 e os 24 anos têm o ensino secundário completo e está em primeiro lugar no crescimento de empresas inovadoras que colaboram com outras empresas (em percentagem do total de PME). Está também em segundo lugar no ranking dos países que mais aumentaram a despesa pública em investigação e dos que mais patentes efectuaram em áreas que "constituem um desafio para as sociedades".
Se a análise for feita em termos desagregados por cada uma das oito áreas analisadas, revela-se a boa posição do país nas áreas de auto-avaliação (em que as empresas declaram os seus métodos e resultados) e uma posição mais frágil nas variáveis que medem desempenhos económicos.
A rubrica em que Portugal mostra um melhor resultado - e está mesmo em 3º lugar face os países da Europa a 27 - é no item "Inovadores", isto é, dos países com empresas que declaram ter introduzido produtos ou processos inovadoras no mercado, conseguindo com eles uma maior eficiência na utilização de recursos ou na diminuição dos custos de produção. Nas restantes rubricas analisadas, está já próximo da média na dimensão de sistemas de investigação abertos e atractivos (onde está em 13.º lugar) e na existência de parcerias entre empresas (está em 15.º lugar), e tem um assinalável 12.º lugar em termos de recursos financeiros e infra-estruturas. Mas o investimento das empresas e os recursos humanos ainda estão longe da média, respectivamente, no 18.º lugar e na 21.ª posição.
O pior lugar de todos acaba por ser mesmo nos efeitos económicos conseguidos, onde ocupa a 23.ª posição. Indicadores como o emprego em sectores que exigem elevada qualificação, o volume das exportações de bens de média e alta tecnologia ou a venda de bens resultantes de inovações apresentam desempenhos e evoluções abaixo da média europeia.
O pelotão da frente deste European Innovation Scoreboard continua entregue à Suécia, à Dinamarca, à Finlândia e à Alemanha.
Este ranking é elaborado através da análise de 24 indicadores, agregados em 8 grandes categorias: recursos humanos; sistemas de investigação abertos e atractivos; recursos financeiros e infra-estruturas; investimento das empresas; parcerias e empresas; patentes; empresas inovadoras e efeitos económicos. Face ao ranking de 2009, a progressão pode ser entendida como a de "apenas" um degrau (passou da 16.ª posição, em 2009, para a 15.ª, em 2010). Mas, analisada num ciclo de cinco anos, percebe-se que o esforço que tem vindo a ser feito permitiu a Portugal saltar 7 posições (em 2006, estava classificado em 22.º lugar) e ficar agora a liderar o grupo dos "Inovadores Moderados", à frente de Espanha e de Itália, os outros dois países que, tal como Portugal, se associaram numa iniciativa como a Cotec.
Nos rankings que medem o crescimento de indicadores, Portugal é o país que mais cresceu em termos de despesas efectuadas em I&D em percentagem do PIB (estando agora já muito próximo da média europeia), é também o país em que mais jovens com idades entre os 20 e os 24 anos têm o ensino secundário completo e está em primeiro lugar no crescimento de empresas inovadoras que colaboram com outras empresas (em percentagem do total de PME). Está também em segundo lugar no ranking dos países que mais aumentaram a despesa pública em investigação e dos que mais patentes efectuaram em áreas que "constituem um desafio para as sociedades".
Se a análise for feita em termos desagregados por cada uma das oito áreas analisadas, revela-se a boa posição do país nas áreas de auto-avaliação (em que as empresas declaram os seus métodos e resultados) e uma posição mais frágil nas variáveis que medem desempenhos económicos.
A rubrica em que Portugal mostra um melhor resultado - e está mesmo em 3º lugar face os países da Europa a 27 - é no item "Inovadores", isto é, dos países com empresas que declaram ter introduzido produtos ou processos inovadoras no mercado, conseguindo com eles uma maior eficiência na utilização de recursos ou na diminuição dos custos de produção. Nas restantes rubricas analisadas, está já próximo da média na dimensão de sistemas de investigação abertos e atractivos (onde está em 13.º lugar) e na existência de parcerias entre empresas (está em 15.º lugar), e tem um assinalável 12.º lugar em termos de recursos financeiros e infra-estruturas. Mas o investimento das empresas e os recursos humanos ainda estão longe da média, respectivamente, no 18.º lugar e na 21.ª posição.
O pior lugar de todos acaba por ser mesmo nos efeitos económicos conseguidos, onde ocupa a 23.ª posição. Indicadores como o emprego em sectores que exigem elevada qualificação, o volume das exportações de bens de média e alta tecnologia ou a venda de bens resultantes de inovações apresentam desempenhos e evoluções abaixo da média europeia.
O pelotão da frente deste European Innovation Scoreboard continua entregue à Suécia, à Dinamarca, à Finlândia e à Alemanha.
sábado, janeiro 29, 2011
Guiné-Bissau: BAD anuncia alívio da dívida de 60,4 milhões
O Conselho de Administração do Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD) anunciou um alívio da dívida à Guiné-Bissau de 60,4 milhões de dólares, segundo um comunicado enviado hoje à imprensa pelo Ministério da Economia guineense.
Segundo o documento, que cita um comunicado do BAD, o grupo vai aliviar a dívida da Guiné-Bissau em 60,4 milhões de dólares porque o país cumpriu as exigências e condições exigidas para aquele benefício. O BAD refere também que decidiu excecionalmente um alívio suplementar da dívida de 23,7 milhões de dólares
Segundo o documento, que cita um comunicado do BAD, o grupo vai aliviar a dívida da Guiné-Bissau em 60,4 milhões de dólares porque o país cumpriu as exigências e condições exigidas para aquele benefício. O BAD refere também que decidiu excecionalmente um alívio suplementar da dívida de 23,7 milhões de dólares
quinta-feira, janeiro 27, 2011
Em Espanha devolver a casa é suficiente para saldar hipoteca
O Tribunal considerou suficiente a devolução da propriedade para cancelar as dívidas contraídas com o banco, uma decisão que pode ter grande impacto numa altura em que dezenas de milhares de espanhóis vivem situações idênticas.
Um tribunal de recurso de Navarra (Espanha) considerou, numa decisão sem precedentes, que devolver uma casa ao banco é suficiente para saldar a hipoteca, mesmo que o valor do imóvel tenha diminuído devido à crise.
A decisão foi tomada pela Audiência Provincial de Navarra que apoia assim a decisão de um tribunal de primeira instância, rejeitando um recurso apresentado pelo segundo maior banco espanhol, o BBVA, a quem o tribunal condenou também a pagar os custos do processo.
Em causa está um processo que remonta a 2009 quando um homem hipotecou a sua casa por um valor de 79 mil euros. Depois de vários meses sem pagar a hipoteca activou-se o sistema normal de execução da garantia do empréstimo.
O BBVA acabou por ficar com o imóvel, através de um leilão, por apenas 48 mil euros, ou seja, por menos 30 mil euros do que o valor da hipoteca.
Fazendo cumprir a lei hipotecária, o BBVA activou a segunda fase da execução, invocando a garantia pessoal do hipotecado e reclamando outros bens para pagar a dívida.
O homem levou o caso ao tribunal e um juiz de primeira instância deu-lhe razão considerando que, como foi o banco a avaliar inicialmente o imóvel - em 78 mil euros -, a responsabilidade sobre a perda de valor é da própria entidade.
Assim os juízes consideram suficiente a devolução da propriedade para cancelar as dívidas contraídas com o banco, uma decisão que pode ter grande impacto numa altura em que dezenas de milhares de espanhóis vivem situações idênticas.
O BBVA anunciou já que apresentará um recurso que, no caso, terá que ser junto do Tribunal Constitucional, por considerar que a sentença vulnera o princípio constitucional de "tutela judicial eficaz", contradizendo a própria lei em vigor.
Especialistas judiciais sugerem que a sentença é pioneira porque põe em dúvida "toda a lei hipotecária espanhola", o que afectará directamente as entidades financeiras especialmente vulneráveis ao impacto da crise imobiliária e ao largo volume de hipotecas por pagar.
Um tribunal de recurso de Navarra (Espanha) considerou, numa decisão sem precedentes, que devolver uma casa ao banco é suficiente para saldar a hipoteca, mesmo que o valor do imóvel tenha diminuído devido à crise.
A decisão foi tomada pela Audiência Provincial de Navarra que apoia assim a decisão de um tribunal de primeira instância, rejeitando um recurso apresentado pelo segundo maior banco espanhol, o BBVA, a quem o tribunal condenou também a pagar os custos do processo.
Em causa está um processo que remonta a 2009 quando um homem hipotecou a sua casa por um valor de 79 mil euros. Depois de vários meses sem pagar a hipoteca activou-se o sistema normal de execução da garantia do empréstimo.
O BBVA acabou por ficar com o imóvel, através de um leilão, por apenas 48 mil euros, ou seja, por menos 30 mil euros do que o valor da hipoteca.
Fazendo cumprir a lei hipotecária, o BBVA activou a segunda fase da execução, invocando a garantia pessoal do hipotecado e reclamando outros bens para pagar a dívida.
O homem levou o caso ao tribunal e um juiz de primeira instância deu-lhe razão considerando que, como foi o banco a avaliar inicialmente o imóvel - em 78 mil euros -, a responsabilidade sobre a perda de valor é da própria entidade.
Assim os juízes consideram suficiente a devolução da propriedade para cancelar as dívidas contraídas com o banco, uma decisão que pode ter grande impacto numa altura em que dezenas de milhares de espanhóis vivem situações idênticas.
O BBVA anunciou já que apresentará um recurso que, no caso, terá que ser junto do Tribunal Constitucional, por considerar que a sentença vulnera o princípio constitucional de "tutela judicial eficaz", contradizendo a própria lei em vigor.
Especialistas judiciais sugerem que a sentença é pioneira porque põe em dúvida "toda a lei hipotecária espanhola", o que afectará directamente as entidades financeiras especialmente vulneráveis ao impacto da crise imobiliária e ao largo volume de hipotecas por pagar.
quarta-feira, janeiro 26, 2011
Estudo: Portugal é 22.º do mundo na globalização
Portugal está entre os 22 países mais bem posicionados na senda da globalização, à frente de potências económicas como os Estados Unidos, China, Japão ou o Brasil, revela um estudo elaborado pela consultora Ernst & Young com a colaboração do gabinete de análise da revista The Economist (EIU).
No documento divulgado esta semana, em Londres, Portugal surge classificado no 22º lugar, logo a seguir à República Checa e à Espanha, bem à frente das posições obtidas pelos EUA (28º); Itália (31); China (39); Japão (42) e Brasil no 46º lugar.
No primeiro lugar do Globalization Index está Hong Kong, seguido da Irlanda e de Singapura, que completa o top3 do ranking. O Irão ocupa o último posto, seguido da Argélia e da Venezuela.
O estudo estabelece o ranking dos 60 países mais globalizados, em função de indicadores agrupados em cinco grandes categorias (abertura ao comércio, movimentos de capital, intercâmbio de tecnologias; mercado de trabalho e integração cultural).
No documento divulgado esta semana, em Londres, Portugal surge classificado no 22º lugar, logo a seguir à República Checa e à Espanha, bem à frente das posições obtidas pelos EUA (28º); Itália (31); China (39); Japão (42) e Brasil no 46º lugar.
No primeiro lugar do Globalization Index está Hong Kong, seguido da Irlanda e de Singapura, que completa o top3 do ranking. O Irão ocupa o último posto, seguido da Argélia e da Venezuela.
O estudo estabelece o ranking dos 60 países mais globalizados, em função de indicadores agrupados em cinco grandes categorias (abertura ao comércio, movimentos de capital, intercâmbio de tecnologias; mercado de trabalho e integração cultural).
O World Service (WS), da BBC, vai deixar de difundir em cinco línguas. Uma delas é o Português para África. A decisão está ligada aos cortes que a estação pública britânica está a levar a cabo em diversos sectores.
Apesar de o WS agrupar num mesmo grupo a transmissão de conteúdos em Português para África e Brasil, desconhece-se se este país emergente vai igualmente ficar sem serviço. Nas notícias difundidas pela própria BBC só se fala em cortes para o WS em Português para África.
As outras quatro línguas que vão ficar sem emissão da BBC são o Albanês, o Macedónio, o Sérvio e o Inglês para o Caribe.
Espera-se que estas medidas - que vão originar o despedimento de 650 pessoas - possam poupar à estação britânica 46 milhões de libras (53 milhões de euros) por ano.
A BBC - que hoje vai começar a informar as pessoas visadas por estas decisões - espera vir a poupar algum dinheiro depois de o Governo ter diminuído drasticamente as subvenções ao canal público.
Em Outubro passado, o governo informou a BBC o ministério dos Negócios Estrangeiros deixaria de financiar o WS. Este serviço, que começou em 1932, custa actualmente 272 milhões de libras (316 milhões de euros) anualmente e estima-se que tenha uma audiência global de 241 milhões de pessoas nas plataformas rádio, televisão e Internet.
A BBC deverá hoje fazer uma declaração acerca destes cortes que se deverão desenrolar ao longo dos próximos dois anos. Sabe-se, porém, que dois terços dos postos de trabalho que virão a ser cortados sê-lo-ão nos primeiros 12 meses.
Uma redução dos programas em outras sete línguas deverá igualmente ser anunciada em breve.
Apesar de o WS agrupar num mesmo grupo a transmissão de conteúdos em Português para África e Brasil, desconhece-se se este país emergente vai igualmente ficar sem serviço. Nas notícias difundidas pela própria BBC só se fala em cortes para o WS em Português para África.
As outras quatro línguas que vão ficar sem emissão da BBC são o Albanês, o Macedónio, o Sérvio e o Inglês para o Caribe.
Espera-se que estas medidas - que vão originar o despedimento de 650 pessoas - possam poupar à estação britânica 46 milhões de libras (53 milhões de euros) por ano.
A BBC - que hoje vai começar a informar as pessoas visadas por estas decisões - espera vir a poupar algum dinheiro depois de o Governo ter diminuído drasticamente as subvenções ao canal público.
Em Outubro passado, o governo informou a BBC o ministério dos Negócios Estrangeiros deixaria de financiar o WS. Este serviço, que começou em 1932, custa actualmente 272 milhões de libras (316 milhões de euros) anualmente e estima-se que tenha uma audiência global de 241 milhões de pessoas nas plataformas rádio, televisão e Internet.
A BBC deverá hoje fazer uma declaração acerca destes cortes que se deverão desenrolar ao longo dos próximos dois anos. Sabe-se, porém, que dois terços dos postos de trabalho que virão a ser cortados sê-lo-ão nos primeiros 12 meses.
Uma redução dos programas em outras sete línguas deverá igualmente ser anunciada em breve.
Há 1,25 milhões eleitores-fantasmas em Portugal
Lista de eleitores inclui falecidos e emigrantes que não residem no País.
Segundo a edição de hoje do Correio da Manhã, há 1,25 milhões de eleitores-fantasma em Portugal. "São falecidos que ainda não foram eliminados nas listas das freguesias ou emigrantes que mantêm o local de voto em Portugal apesar de se encontrarem no estrangeiro", escreve o jornal, com base em contas feitas pela Aximage.
Feitas as contas, existem 8,37 milhões de eleitores no nosso país, enquanto a listagem total das freguesias aponta para 9,62 milhões. "Assim se tivermos em atenção apenas o universo real de eleitores, a taxa de abstenção das últimas eleições presidenciais desde para 46,4%", refere ainda o jornal.
No entanto, de acordo com os dados oficiais, no passado domingo, a abstenção foi de 53,4%.
Segundo a edição de hoje do Correio da Manhã, há 1,25 milhões de eleitores-fantasma em Portugal. "São falecidos que ainda não foram eliminados nas listas das freguesias ou emigrantes que mantêm o local de voto em Portugal apesar de se encontrarem no estrangeiro", escreve o jornal, com base em contas feitas pela Aximage.
Feitas as contas, existem 8,37 milhões de eleitores no nosso país, enquanto a listagem total das freguesias aponta para 9,62 milhões. "Assim se tivermos em atenção apenas o universo real de eleitores, a taxa de abstenção das últimas eleições presidenciais desde para 46,4%", refere ainda o jornal.
No entanto, de acordo com os dados oficiais, no passado domingo, a abstenção foi de 53,4%.
terça-feira, janeiro 25, 2011
Tribunal Europeu dos Direitos Humanos: Pinto de Albuquerque eleito
Paulo Pinto de Albuquerque foi hoje eleito o novo juiz português do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.
Doutorado pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa é Professor Associado da Escola de Direito de Lisboa da Universidade Católica Portuguesa desde 2008.
Professor Convidado do Ministério da Justiça da Guiné-Bissau (2007), Professor Visitante da Faculdade de Direito da Universidade Jiao Tong, Shanghai, China (2006), Professor Convidado do ISCTE - Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (2006).
Perito do GRECO (Grupo de Estados contra a Corrupção), Membro do júri para os exames de admissão para a carreira de magistrados judiciais e do Ministério Público no Centro de Estudos Judiciários. Juiz de Direito, Tribunais Judiciais das comarcas de Sintra, Nelas e Lagos, Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, Juízos Criminais.
Doutorado pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa é Professor Associado da Escola de Direito de Lisboa da Universidade Católica Portuguesa desde 2008.
Professor Convidado do Ministério da Justiça da Guiné-Bissau (2007), Professor Visitante da Faculdade de Direito da Universidade Jiao Tong, Shanghai, China (2006), Professor Convidado do ISCTE - Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (2006).
Perito do GRECO (Grupo de Estados contra a Corrupção), Membro do júri para os exames de admissão para a carreira de magistrados judiciais e do Ministério Público no Centro de Estudos Judiciários. Juiz de Direito, Tribunais Judiciais das comarcas de Sintra, Nelas e Lagos, Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, Juízos Criminais.
Presidenciais: China felicita Cavaco Silva, "um velho amigo do povo chinês"
A China felicitou hoje Aníbal Cavaco Silva pela vitória nas eleições de domingo, e qualificou o presidente português como "um velho amigo do povo chinês".
"Como velho amigo do povo chinês, o presidente (Cavaco) Silva está empenhado no desenvolvimento de relações de amizade entre Portugal e a China. Felicitamo-lo pela sua reeleição", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hong Lei.
Na primeira reacção oficial ao resultados das eleições presidenciais em Portugal, o porta-voz do MNE chinês realçou que as relações entre os dois países atravessam "um bom momento" e "elevaram-se a um novo patamar" com a recente a visita do presidente da China, Hu Jintao, a Lisboa.
"Como velho amigo do povo chinês, o presidente (Cavaco) Silva está empenhado no desenvolvimento de relações de amizade entre Portugal e a China. Felicitamo-lo pela sua reeleição", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hong Lei.
Na primeira reacção oficial ao resultados das eleições presidenciais em Portugal, o porta-voz do MNE chinês realçou que as relações entre os dois países atravessam "um bom momento" e "elevaram-se a um novo patamar" com a recente a visita do presidente da China, Hu Jintao, a Lisboa.
segunda-feira, janeiro 24, 2011
Banif estuda venda de activos não estratágicos
Segundo o CEO (presidente-executivo) do Banif Investimento, Artur Fernandes, "estamos atentos a ver que activos são estratégicos. É preciso recentrar a actividade no core business (actividade estratégica)". explicando que "alguns activos provavelmente há cinco ou 10 anos eram uma prioridade, mas com essa recentragem na prestação de serviços financeiros deixaram de o ser".
O responsável "falou especificamente na análise de imobiliário e participações minoritárias, com o objectivo de perceber se são interessantes para vender", concretiza o jornal.
"Os activos com preços muito deprimidos só em situação de contingência extrema é que vendemos", disse ainda Fernandes.
O responsável "falou especificamente na análise de imobiliário e participações minoritárias, com o objectivo de perceber se são interessantes para vender", concretiza o jornal.
"Os activos com preços muito deprimidos só em situação de contingência extrema é que vendemos", disse ainda Fernandes.
Brisa concorre por auto-estradas na Turquia
A Brisa está a preparar uma proposta para concorrer ao programa de concessão das auto-estradas turcas, que o governo de Ancara deverá lançar nas próximas semanas.
Trata-se de uma concessão de 2 mil quilómetros na Turquia incluindo duas pontes em Istambul e cujo concurso será lançado a partir de Fevereiro. A concessionária do grupo José de Mello irá concorrer em consórcio, associada à Akfen, um dos maiores grupos empresariais privados da Turquia.
O governo turco já tinha manifestado há cerca de três anos a intenção de concessionar em regime de PPP - Parceria Público-Privada a gestão e manutenção do parque de auto-estradas do país, mas o eclodir da crise financeira internacional fez adiar o processo.
Trata-se de uma concessão de 2 mil quilómetros na Turquia incluindo duas pontes em Istambul e cujo concurso será lançado a partir de Fevereiro. A concessionária do grupo José de Mello irá concorrer em consórcio, associada à Akfen, um dos maiores grupos empresariais privados da Turquia.
O governo turco já tinha manifestado há cerca de três anos a intenção de concessionar em regime de PPP - Parceria Público-Privada a gestão e manutenção do parque de auto-estradas do país, mas o eclodir da crise financeira internacional fez adiar o processo.
sábado, janeiro 22, 2011
Conselho das Comunidades anseia por um orçamento próprio
O Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) deve ter um orçamento próprio e formas de financiamento definidas claramente para que possa delinear as suas atividades e servir os propósitos para que foi criado, defendeu o presidente do Conselho Permanente.
Fernando Gomes explicou que o CCP “não pode continuar a funcionar sem ter um orçamento próprio e uma forma clara de financiamento”.
“Não podemos manter a actual lei em que, em termos de orçamento, estamos no mesmo saco de outros organismos e instituições e que não nos permite perceber claramente qual o dinheiro disponível para atuar”, afirmou Gomes antes de partir para Portugal, onde irá participar na reunião do Conselho Permanente que tem lugar na próxima semana.
Gomes defende a definição de um “orçamento claro e de formas de financiamento que sejam conhecidas de todos para que em conjunto se possam definir as atividades do CCP”.
“O Conselho funciona por direito próprio, estipulado por lei, com funções determinadas que dão responsabilidades às pessoas e é preciso criar as melhores condições possíveis para que funcione bem”, afirmou.
Fernando Gomes explicou que o CCP “não pode continuar a funcionar sem ter um orçamento próprio e uma forma clara de financiamento”.
“Não podemos manter a actual lei em que, em termos de orçamento, estamos no mesmo saco de outros organismos e instituições e que não nos permite perceber claramente qual o dinheiro disponível para atuar”, afirmou Gomes antes de partir para Portugal, onde irá participar na reunião do Conselho Permanente que tem lugar na próxima semana.
Gomes defende a definição de um “orçamento claro e de formas de financiamento que sejam conhecidas de todos para que em conjunto se possam definir as atividades do CCP”.
“O Conselho funciona por direito próprio, estipulado por lei, com funções determinadas que dão responsabilidades às pessoas e é preciso criar as melhores condições possíveis para que funcione bem”, afirmou.
Alemanha quer jovens quadros especializados de Portugal
Os democratas-cristãos alemães da chanceler Angela Merkel querem compensar a falta de quadros técnicos na Alemanha atraindo jovens de Portugal e Espanha para o mercado de trabalho germânico, noticia hoje o semanário Der Spiegel na sua edição online.
Os planos teriam sido gizados recentemente por um grupo de políticos conservadores, segundo a mesma publicação.
“No sul e no leste da Europa há muitos jovens desempregados que procuram urgentemente trabalho”, disse ao Der Spiegel o vice-presidente do grupo parlamentar democrata-cristão, Michael Fuchs.
O plano de atrair jovens portugueses qualificados merece as preferências da principal força política do governo sobretudo para trabalhadores entre os 27 países membros, de acordo com o semanário alemão.
“É melhor ir buscar força de trabalho à Europa do que ter de mudar de novo a lei de imigração para permitir a entrada de pessoas de outras regiões”, justificou Max Straubinger, dirigente político da União Social Cristã (CSU) da Baviera.
O mesmo responsável sugeriu que o governo federal apoie iniciativas de angariação de quadros técnicos ibéricos.
Os planos teriam sido gizados recentemente por um grupo de políticos conservadores, segundo a mesma publicação.
“No sul e no leste da Europa há muitos jovens desempregados que procuram urgentemente trabalho”, disse ao Der Spiegel o vice-presidente do grupo parlamentar democrata-cristão, Michael Fuchs.
O plano de atrair jovens portugueses qualificados merece as preferências da principal força política do governo sobretudo para trabalhadores entre os 27 países membros, de acordo com o semanário alemão.
“É melhor ir buscar força de trabalho à Europa do que ter de mudar de novo a lei de imigração para permitir a entrada de pessoas de outras regiões”, justificou Max Straubinger, dirigente político da União Social Cristã (CSU) da Baviera.
O mesmo responsável sugeriu que o governo federal apoie iniciativas de angariação de quadros técnicos ibéricos.
quinta-feira, janeiro 20, 2011
BES África formaliza entrada no Moza Banco
O Banco Espírito Santo África (BES África) formalizou hoje em Maputo a compra de 25,1% do Moza Banco, de Moçambique, encerrando uma negociação que iniciou no ano passado com a assinatura de um acordo de princípio.
A entrada do BES África, o braço africano do grupo bancário português BES, efectivou-se através da aquisição de uma parte das acções da Geocapital, um grupo de investidores estrangeiros, que reduziu a sua participação para 24,5%, indica um comunicado do Moza Banco.
Apesar das alterações ocorridas, o grupo moçambicano Mozambique Capitais, liderado pelo ex-governador do Banco de Moçambique e presidente do Moza Banco, Prakash Ratilal, mantém-se como accionista maioritário, com 50,4%.
"Com a entrada do BES na estrutura accionista do Moza Banco, o capital social da instituição financeira será duplicado para 30 milhões de dólares até 30 de Junho de 2011, com vista à aceleração do processo de instalação de mais balcões nas outras regiões do país", refere a nota de imprensa.
A entrada do BES na estrutura accionista do Moza Banco vai permitir o reforço da infra-estrutura tecnológica da instituição, tendo em conta que o BES aposta essencialmente na exportação das competências do grupo em banca de empresas, banca de investimento e private bank, indica o comunicado.
Os capitais portugueses têm um forte peso no sector financeiro moçambicano, impondo-se como accionistas de referência nos bancos que controlam as maiores quotas do mercado bancário do país
A entrada do BES África, o braço africano do grupo bancário português BES, efectivou-se através da aquisição de uma parte das acções da Geocapital, um grupo de investidores estrangeiros, que reduziu a sua participação para 24,5%, indica um comunicado do Moza Banco.
Apesar das alterações ocorridas, o grupo moçambicano Mozambique Capitais, liderado pelo ex-governador do Banco de Moçambique e presidente do Moza Banco, Prakash Ratilal, mantém-se como accionista maioritário, com 50,4%.
"Com a entrada do BES na estrutura accionista do Moza Banco, o capital social da instituição financeira será duplicado para 30 milhões de dólares até 30 de Junho de 2011, com vista à aceleração do processo de instalação de mais balcões nas outras regiões do país", refere a nota de imprensa.
A entrada do BES na estrutura accionista do Moza Banco vai permitir o reforço da infra-estrutura tecnológica da instituição, tendo em conta que o BES aposta essencialmente na exportação das competências do grupo em banca de empresas, banca de investimento e private bank, indica o comunicado.
Os capitais portugueses têm um forte peso no sector financeiro moçambicano, impondo-se como accionistas de referência nos bancos que controlam as maiores quotas do mercado bancário do país
Museu Gulbenkian distinguido pelo TheSavvyExplorer
O Museu Calouste Gulbenkian está entre os sete melhores «pequenos museus» do mundo, aos olhos do site de viagens norte-americano TheSavvyExplorer.
O editor do site, Michael Tulipan, afirma que este espaço, associado do Turismo de Lisboa, "acolhe 6.000 obras de arte reunidas por Calouste Gulbenkian, um coleccionador ávido".
"Mediante um percurso expositivo montado por ordem cronológica e por área geográfica, o museu proporciona ao visitante uma viagem pela história mundial da cultura humana, região por região", escreve Tulipan.
Com o museu português, figuram também na lista o Kunsthaus, em Zurique, o Musee de l´Orangerie, em Paris, e a Peggy Guggenheim Collection, em Veneza. Nos EUA, os preferidos são o The Clark (Massachusetts), The Frick Collection (Nova Iorque) e o Phoenix Museum of Art (Arizona).
O editor justifica as escolhas referindo que "as grandes cidades, a nível mundial, possuem centros de arte famosos (…), que recebem um grande número de visitantes". "Porém, outros museus mais pequenos podem merecer também uma visita, uma vez que, para além de proporcionarem uma visão mais concisa sobre um período ou artista, revelam-se excelentes escolhas para os visitantes que têm limitações de tempo ou para aqueles que visitaram já os grandes museus".
O TheSavvyExplorer está neste momento a preparar um guia sobre Lisboa.
O editor do site, Michael Tulipan, afirma que este espaço, associado do Turismo de Lisboa, "acolhe 6.000 obras de arte reunidas por Calouste Gulbenkian, um coleccionador ávido".
"Mediante um percurso expositivo montado por ordem cronológica e por área geográfica, o museu proporciona ao visitante uma viagem pela história mundial da cultura humana, região por região", escreve Tulipan.
Com o museu português, figuram também na lista o Kunsthaus, em Zurique, o Musee de l´Orangerie, em Paris, e a Peggy Guggenheim Collection, em Veneza. Nos EUA, os preferidos são o The Clark (Massachusetts), The Frick Collection (Nova Iorque) e o Phoenix Museum of Art (Arizona).
O editor justifica as escolhas referindo que "as grandes cidades, a nível mundial, possuem centros de arte famosos (…), que recebem um grande número de visitantes". "Porém, outros museus mais pequenos podem merecer também uma visita, uma vez que, para além de proporcionarem uma visão mais concisa sobre um período ou artista, revelam-se excelentes escolhas para os visitantes que têm limitações de tempo ou para aqueles que visitaram já os grandes museus".
O TheSavvyExplorer está neste momento a preparar um guia sobre Lisboa.
quarta-feira, janeiro 19, 2011
Enfermeiras paquistanesas podem vir a exercer em Portugal
O Paquistão e Portugal decidiram hoje constituir um grupo de trabalho conjunto para estudar a possibilidade de enviar enfermeiras qualificadas para Portugal, noticia a Associated Press of Pakistan (APP).
A decisão foi tomada numa reunião entre o Presidente, Asif Ali Zardari, e o primeiro-ministro português, José Sócrates, à margem da Cimeira Mundial de Energia, que decorre desde segunda feira na capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi. Durante a reunião, os dois responsáveis acordaram também o desenvolvimento de uma parceria no sector sócio-económico.
Segundo o Presidente paquistanês, o país tem capacidade para formar profissionais de enfermagem para trabalharem em Portugal e noutros países da Europa e do Médio Oriente. Na sua opinião, a cooperação neste âmbito pode beneficiar os dois países.
Zardari considerou que as relações entre Portugal e o Paquistão são multifacetadas e amigáveis, caracterizando-se pelo respeito mútuo e interesses comuns.
Sócrates sublinhou, por sua vez, a necessidade de se aprofundarem ainda mais as relações bilaterais entre os dois países e reconheceu o papel do Paquistão na luta contra o terrorismo.
A decisão foi tomada numa reunião entre o Presidente, Asif Ali Zardari, e o primeiro-ministro português, José Sócrates, à margem da Cimeira Mundial de Energia, que decorre desde segunda feira na capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi. Durante a reunião, os dois responsáveis acordaram também o desenvolvimento de uma parceria no sector sócio-económico.
Segundo o Presidente paquistanês, o país tem capacidade para formar profissionais de enfermagem para trabalharem em Portugal e noutros países da Europa e do Médio Oriente. Na sua opinião, a cooperação neste âmbito pode beneficiar os dois países.
Zardari considerou que as relações entre Portugal e o Paquistão são multifacetadas e amigáveis, caracterizando-se pelo respeito mútuo e interesses comuns.
Sócrates sublinhou, por sua vez, a necessidade de se aprofundarem ainda mais as relações bilaterais entre os dois países e reconheceu o papel do Paquistão na luta contra o terrorismo.
Sócrates ligou a Merkel a "implorar" ajuda
A notícia avançada pelo diário inglês cita fontes da chanceler alemã. Sócrates queria evitar o recurso ao Fundo de Estabilização Europeu e FMI e terá implorado por ajuda à chanceler alemã, Angela Merkel, revela a edição de hoje do jornal inglês "The Guardian". O diário cita fontes que assistiram à conversa telefónica entre os dois líderes.
O primeiro-português português prometeu "tudo fazer" para não ser necessário o recurso ao Fundo de Estabilização Europeu e consequentemente ao FMI, como foi o caso da Grécia e da Irlanda.
Merkel terá então ligado a Dominique Strauss-Khan, director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), para lhe dar conta do telefonema feito por Sócrates. Mas este transmitiu à chanceler alemã que não valia a pena, "pois Sócrates não seguiria nenhum conselho que lhe fosse dado".
O telefonema entre Sócrates e Merkel aconteceu na passada semana.
[De certeza que não é verdade...]
O primeiro-português português prometeu "tudo fazer" para não ser necessário o recurso ao Fundo de Estabilização Europeu e consequentemente ao FMI, como foi o caso da Grécia e da Irlanda.
Merkel terá então ligado a Dominique Strauss-Khan, director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), para lhe dar conta do telefonema feito por Sócrates. Mas este transmitiu à chanceler alemã que não valia a pena, "pois Sócrates não seguiria nenhum conselho que lhe fosse dado".
O telefonema entre Sócrates e Merkel aconteceu na passada semana.
[De certeza que não é verdade...]
terça-feira, janeiro 18, 2011
Sócrates confirma reuniões com fundo soberano do Abu Dhabi!!
O primeiro-ministro, José Sócrates, confirmou que Teixeira dos Santos teve hoje de manhã reuniões com os responsáveis do principal fundo soberano do Abu Dhabi. Nega, no entanto, que a os encontros tenham sido para vender a dívida portuguesa.
Um dos encontros do ministro das finanças foi com os responsáveis pelas Obrigações do Tesouro, confirmou aos jornalistas no âmbito da primeira vista oficial ao Qatar e ao Abu Dhabi. No entanto, acrescentou: “Estas reuniões serviram fundamentalmente para apresentar o nosso plano de privatizações, apresentar as nossas principais empresas e explorar possibilidades de investimento”.
O ministro das Finanças acompanhou a deslocação oficial ao Médio Oriente até domingo, interrompeu a missão para viajar ontem para Bruxelas, onde participou na reunião dos ministros das Finanças da zona euro e regressou a tempo de se encontrar hoje com as autoridades financeiras de Abu Dhabi, apesar da reunião de Bruxelas durar dois dias.
Questionado sobre se tinha procurado junto do Abu Dhabi para compra da dívida, respondeu que se trata de “um investimento, não [de] ajuda” e que a dívida “está no mercado”. Reafirmou que a visita de três dias a estes países do Médio Oriente teve por objectivo a promoção da economia portuguesa numa das regiões mais ricas do mundo e ficará “contente se alguém comprar a dívida portuguesa, que está no mercado”. Mas, garante: “Não viemos aqui tratar disso”.
Praticamente no final desta deslocação oficial, Sócrates fez um balanço positivo desta visita “de maior importância para relançar o sector exportador” nacional e anunciou que a EDP, a Amorim e a Nova Base terão reuniões amanhã com os responsáveis da cidade de Masdar, num projecto inédito a nível mundial que está em construção no Abu Dhabi.
Masdar é uma cidade que está a ser construída de raiz com materiais sustentáveis e alimentada a energia solar. O gigantesco projecto é, para já, um enorme “laboratório vivo” às portas do deserto.
[A verdade está à vista...]
Um dos encontros do ministro das finanças foi com os responsáveis pelas Obrigações do Tesouro, confirmou aos jornalistas no âmbito da primeira vista oficial ao Qatar e ao Abu Dhabi. No entanto, acrescentou: “Estas reuniões serviram fundamentalmente para apresentar o nosso plano de privatizações, apresentar as nossas principais empresas e explorar possibilidades de investimento”.
O ministro das Finanças acompanhou a deslocação oficial ao Médio Oriente até domingo, interrompeu a missão para viajar ontem para Bruxelas, onde participou na reunião dos ministros das Finanças da zona euro e regressou a tempo de se encontrar hoje com as autoridades financeiras de Abu Dhabi, apesar da reunião de Bruxelas durar dois dias.
Questionado sobre se tinha procurado junto do Abu Dhabi para compra da dívida, respondeu que se trata de “um investimento, não [de] ajuda” e que a dívida “está no mercado”. Reafirmou que a visita de três dias a estes países do Médio Oriente teve por objectivo a promoção da economia portuguesa numa das regiões mais ricas do mundo e ficará “contente se alguém comprar a dívida portuguesa, que está no mercado”. Mas, garante: “Não viemos aqui tratar disso”.
Praticamente no final desta deslocação oficial, Sócrates fez um balanço positivo desta visita “de maior importância para relançar o sector exportador” nacional e anunciou que a EDP, a Amorim e a Nova Base terão reuniões amanhã com os responsáveis da cidade de Masdar, num projecto inédito a nível mundial que está em construção no Abu Dhabi.
Masdar é uma cidade que está a ser construída de raiz com materiais sustentáveis e alimentada a energia solar. O gigantesco projecto é, para já, um enorme “laboratório vivo” às portas do deserto.
[A verdade está à vista...]
Desencontro de prioridades, editorial do DN
Nada ilustra de forma mais eloquente a prioridade do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, do que o seu apressado regresso ao Abu Dhabi, depois de ter estado presente na reunião dos 17 ministros das Finanças da Zona Euro (o chamado Eurogrupo), em Bruxelas. Tipicamente, a esta reunião segue-se no dia seguinte uma outra, a do Ecofin, isto é, o conclave dos 27 ministros das Finanças de toda a UE - o que acontecerá hoje.
Mas o que verdadeiramente conta hoje em dia é o que se decide na Zona Euro e respeita à moeda comum europeia. E, quanto a isso, os dados estavam lançados mesmo antes da reunião de ontem: bem podem multiplicar-se os apelos ao reforço financeiro, ou à agilização operacional, do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF): o ritmo das decisões, ou o seu adiamento, é pautado pela vontade germânica. Acontece que a coligação cristã-democrata e liberal no poder na Alemanha se confronta com intenções de voto desastrosas para as contendas eleitorais ao longo de 2011 em diversos Estado federados. E, antes de fins de Março, qualquer anúncio de um esforço financeiro acrescido por parte de Berlim para reforço do fundo de resgate dos países incumpridores "do Sul" constituiria um verdadeiro desastre junto de um eleitorado inflamado por apelos populistas à punição exemplar dos incumpridores, senão mesmo à sua expulsão do euro.
Portugal e Espanha bem podem organizar as suas agendas políticas com esta ideia em mente: nos próximos dois meses, vão ter de defrontar as pressões especulativas sobre as suas dívidas soberanas com as medidas de política orçamental e económica internas, contando como seu único aliado operativo o Banco Central Europeu (BCE). E com países amigos, dispostos a estreitar laços económicos e financeiros com quem deles precisa quanto antes. Não pode, assim, causar espanto que Teixeira dos Santos decida onde tem de estar no dia de hoje: junto aos petrodólares.
Mas o que verdadeiramente conta hoje em dia é o que se decide na Zona Euro e respeita à moeda comum europeia. E, quanto a isso, os dados estavam lançados mesmo antes da reunião de ontem: bem podem multiplicar-se os apelos ao reforço financeiro, ou à agilização operacional, do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF): o ritmo das decisões, ou o seu adiamento, é pautado pela vontade germânica. Acontece que a coligação cristã-democrata e liberal no poder na Alemanha se confronta com intenções de voto desastrosas para as contendas eleitorais ao longo de 2011 em diversos Estado federados. E, antes de fins de Março, qualquer anúncio de um esforço financeiro acrescido por parte de Berlim para reforço do fundo de resgate dos países incumpridores "do Sul" constituiria um verdadeiro desastre junto de um eleitorado inflamado por apelos populistas à punição exemplar dos incumpridores, senão mesmo à sua expulsão do euro.
Portugal e Espanha bem podem organizar as suas agendas políticas com esta ideia em mente: nos próximos dois meses, vão ter de defrontar as pressões especulativas sobre as suas dívidas soberanas com as medidas de política orçamental e económica internas, contando como seu único aliado operativo o Banco Central Europeu (BCE). E com países amigos, dispostos a estreitar laços económicos e financeiros com quem deles precisa quanto antes. Não pode, assim, causar espanto que Teixeira dos Santos decida onde tem de estar no dia de hoje: junto aos petrodólares.
Vinho: Finlândia e Croácia no "roteiro" da CARMIM
A Finlândia e a Croácia são os mais recentes mercados dos vinhos da Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz (CARMIM), cujas exportações seguem para 28 países e representam já 12% da facturação total da empresa.
"Estes dois países vêm na sequência do trabalho de intensificação dos mercados internacionais que temos vindo a fazer, desde há quatro anos", realçou hoje o director-geral da CARMIM, José Canita.
Com a entrada nestes novos mercados, a cooperativa de Reguengos de Monsaraz aumenta para 28 o número de países para os quais já exporta os seus vinhos, prosseguindo a aposta de "maior internacionalização" das suas marcas.
"Estes dois países vêm na sequência do trabalho de intensificação dos mercados internacionais que temos vindo a fazer, desde há quatro anos", realçou hoje o director-geral da CARMIM, José Canita.
Com a entrada nestes novos mercados, a cooperativa de Reguengos de Monsaraz aumenta para 28 o número de países para os quais já exporta os seus vinhos, prosseguindo a aposta de "maior internacionalização" das suas marcas.
Farol: 46% portugueses vê situação pior que antes 25 Abril
Quase metade dos portugueses (46%) considera as atuais condições económicas e sociais piores do que há 40 anos, antes do 25 de Abril, segundo o estudo 'As escolhas dos Portugueses e o Projeto Farol'.
"Os cidadãos desresponsabilizam-se e acreditam que a globalização representa uma concorrência", afirmou hoje Belmiro de Azevedo, membro da comissão executiva do Projeto Farol, que pretende traçar um guia para o desenvolvimento do país até 2010.
Na cerimónia de apresentação deste estudo, o empresário realçou que "além dos portugueses estarem mal informados sobre o grau do desenvolvimento do país das últimas décadas, conclui-se também que desconfiam dos poderes instituídos, apontam o Estado como figura central no desenvolvimento do país e sentem-se desconfortáveis com a globalização".
"Os cidadãos desresponsabilizam-se e acreditam que a globalização representa uma concorrência", afirmou hoje Belmiro de Azevedo, membro da comissão executiva do Projeto Farol, que pretende traçar um guia para o desenvolvimento do país até 2010.
Na cerimónia de apresentação deste estudo, o empresário realçou que "além dos portugueses estarem mal informados sobre o grau do desenvolvimento do país das últimas décadas, conclui-se também que desconfiam dos poderes instituídos, apontam o Estado como figura central no desenvolvimento do país e sentem-se desconfortáveis com a globalização".
BES e Pastor desmentem negociações para fusão dos dois bancos
O Jornal Expansion noticiou hoje que o banco espanhol estava a negociar uma fusão com o Banco Espírito Santo.
O Pastor já negou a notícia avançada pelo jornal. Fonte oficial do Pastor, em declarações à Bloomberg, refere que a notícia é “absolutamente mentira”. Em comunicado à CNMV, o regulador espanhol, o Pastor “desmente claramente a existência das ditas negociações, e como consequência, a veracidade da informação”.
O BES negou também qualquer fundamento a esta notícia. "O BES informa que tal notícia não corresponde à verdade e desmente a existência de tais negociações", refere o banco em comunicado à CMVM.
Num comentário a estas notícias, o CaixaBI salienta que “estes dois bancos têm uma estrutura accionista bastante sólida, o que poderia potenciar e facilitar um contexto de eventuais negociações” e que “uma eventual veracidade desta notícia criaria um banco com cerca 114 mil milhões de euros de activos permitindo a ambos um reforço de escala e de influência geográfica ao mesmo tempo que mantinham a gestão da sua esfera de influência doméstica”.
O BES concretizou no ano passado a compra de 50% do negócio segurador (ramo vida) do Banco Pastor em Espanha e da gestora de activos Gespastor.
Sedes em Lisboa, Galiza e Madrid
A notícia de hoje, dá conta que foi o BES a sondar o Pastor sobre a possibilidade de uma fusão entre os dois bancos. O Jornal espanhol noticia que ambos os bancos iniciaram negociações nas últimas semanas, estando a estudar a possibilidade de criar um novo grupo na primeira metade deste ano.
Estaria já definido a repartição das sedes do novo grupo, com a gestão bancária em Espanha a ficar na Galiza, de fundos em Madrid e da unidade portuguesa e internacional em Lisboa.
A nova entidade teria activos de 133 mil milhões de euros, com o BES a representar três quartos do novo banco. O Expansion adianta que a integração teria que ser amigável, uma vez que o Pastor tem o capital “blindado”, sendo controlado em 40% pela Fundação Pedro Barrie de la Maza, onde Amâncio Ortega, da Inditex, é um dos maiores accionistas.
O Pastor já negou a notícia avançada pelo jornal. Fonte oficial do Pastor, em declarações à Bloomberg, refere que a notícia é “absolutamente mentira”. Em comunicado à CNMV, o regulador espanhol, o Pastor “desmente claramente a existência das ditas negociações, e como consequência, a veracidade da informação”.
O BES negou também qualquer fundamento a esta notícia. "O BES informa que tal notícia não corresponde à verdade e desmente a existência de tais negociações", refere o banco em comunicado à CMVM.
Num comentário a estas notícias, o CaixaBI salienta que “estes dois bancos têm uma estrutura accionista bastante sólida, o que poderia potenciar e facilitar um contexto de eventuais negociações” e que “uma eventual veracidade desta notícia criaria um banco com cerca 114 mil milhões de euros de activos permitindo a ambos um reforço de escala e de influência geográfica ao mesmo tempo que mantinham a gestão da sua esfera de influência doméstica”.
O BES concretizou no ano passado a compra de 50% do negócio segurador (ramo vida) do Banco Pastor em Espanha e da gestora de activos Gespastor.
Sedes em Lisboa, Galiza e Madrid
A notícia de hoje, dá conta que foi o BES a sondar o Pastor sobre a possibilidade de uma fusão entre os dois bancos. O Jornal espanhol noticia que ambos os bancos iniciaram negociações nas últimas semanas, estando a estudar a possibilidade de criar um novo grupo na primeira metade deste ano.
Estaria já definido a repartição das sedes do novo grupo, com a gestão bancária em Espanha a ficar na Galiza, de fundos em Madrid e da unidade portuguesa e internacional em Lisboa.
A nova entidade teria activos de 133 mil milhões de euros, com o BES a representar três quartos do novo banco. O Expansion adianta que a integração teria que ser amigável, uma vez que o Pastor tem o capital “blindado”, sendo controlado em 40% pela Fundação Pedro Barrie de la Maza, onde Amâncio Ortega, da Inditex, é um dos maiores accionistas.
segunda-feira, janeiro 17, 2011
Brisa espera ganhar até 50 contratos na Índia
A Brisa estima ganhar entre 40 a 50 contratos de operação e manutenção de autoestradas na Índia nos próximos cinco anos, com uma receita estimada entre 80 e 100 milhões de euros, num total de quatro mil quilómetros.
O processo de operação e manutenção das concessões, que poderá estar associado à cobrança de portagens, num mercado com cerca de 65 mil quilómetros de autoestradas, avançará no âmbito de uma parceria estabelecida entre a empresa portuguesa e o grupo indiano Feedback Ventures.
Apesar de alguns dos 29 estados indianos não estarem ainda preparados para receber este tipo de infraestruturas, a prioridade desta aliança passa pela “prestação de serviços de qualidade” e pela criação de “uma plataforma tecnológica unificada” aplicável a todas as concessões, afirmou aos jornalistas o presidente da Feedback Ventures, Vinayak Chatterjee.
“Queremos um sistema unificado, uma plataforma unificada que reduza os problemas de pagamento e as filas de espera”, disse o responsável, que estima em “um ou dois anos, no máximo”, a implementação da Via Verde naquele país.
O presidente da Brisa, Vasco de Mello, disse aos jornalistas, após a formalização da aliança na sexta-feira em Nova Deli, que a parceria estabelecida "é uma excelente entrada e uma forma de aprofundar o conhecimento do mercado” indiano.
Para Vasco de Mello, "a Índia tem um enorme potencial. Começando agora pela manutenção das autoestradas já existentes, é objetivo da Brisa vir mais tarde participar nos projetos de concessão”.
“A Índia é um mercado de uma grande dimensão e disponível num período muito longo”, disse o presidente da concessionária, destacando que “a Índia em si mesmo já é um continente” e, no curto prazo, a Brisa estará concentrada no mercado indiano.
Actualmente com 200 concessões, a Índia “necessita agora de um salto em termos de excelência nas operações”, sublinhou.
A Índia tem hoje 3,2 milhões de quilómetros de rede rodoviária, dos quais dois por cento (65 mil quilómetros) são autoestradas, atualmente concessionadas pelo governo indiano, que estabelece uma média diária de construção de 20 quilómetros por dia, com uma circulação média de 40% do tráfego indiano.
As expetativas apontam para que este mercado de operação e manutenção de infra-estruturas rodoviárias na Índia venha a valer mil milhões de euros em 2016.
O enfoque da joint-venture luso-indiana será a componente tecnológica e inovação, operação e manutenção corrente e, na maioria dos casos, nos trechos de vias portajados apostar no desenvolvimento das portagens já existentes.
A Brisa e a Feedback Ventures assinaram no final de novembro o contrato de constituição da Feedback Brisa Highways, na qual o grupo indiano detém 60% do capital e a concessionária portuguesa 40%.
O processo de operação e manutenção das concessões, que poderá estar associado à cobrança de portagens, num mercado com cerca de 65 mil quilómetros de autoestradas, avançará no âmbito de uma parceria estabelecida entre a empresa portuguesa e o grupo indiano Feedback Ventures.
Apesar de alguns dos 29 estados indianos não estarem ainda preparados para receber este tipo de infraestruturas, a prioridade desta aliança passa pela “prestação de serviços de qualidade” e pela criação de “uma plataforma tecnológica unificada” aplicável a todas as concessões, afirmou aos jornalistas o presidente da Feedback Ventures, Vinayak Chatterjee.
“Queremos um sistema unificado, uma plataforma unificada que reduza os problemas de pagamento e as filas de espera”, disse o responsável, que estima em “um ou dois anos, no máximo”, a implementação da Via Verde naquele país.
O presidente da Brisa, Vasco de Mello, disse aos jornalistas, após a formalização da aliança na sexta-feira em Nova Deli, que a parceria estabelecida "é uma excelente entrada e uma forma de aprofundar o conhecimento do mercado” indiano.
Para Vasco de Mello, "a Índia tem um enorme potencial. Começando agora pela manutenção das autoestradas já existentes, é objetivo da Brisa vir mais tarde participar nos projetos de concessão”.
“A Índia é um mercado de uma grande dimensão e disponível num período muito longo”, disse o presidente da concessionária, destacando que “a Índia em si mesmo já é um continente” e, no curto prazo, a Brisa estará concentrada no mercado indiano.
Actualmente com 200 concessões, a Índia “necessita agora de um salto em termos de excelência nas operações”, sublinhou.
A Índia tem hoje 3,2 milhões de quilómetros de rede rodoviária, dos quais dois por cento (65 mil quilómetros) são autoestradas, atualmente concessionadas pelo governo indiano, que estabelece uma média diária de construção de 20 quilómetros por dia, com uma circulação média de 40% do tráfego indiano.
As expetativas apontam para que este mercado de operação e manutenção de infra-estruturas rodoviárias na Índia venha a valer mil milhões de euros em 2016.
O enfoque da joint-venture luso-indiana será a componente tecnológica e inovação, operação e manutenção corrente e, na maioria dos casos, nos trechos de vias portajados apostar no desenvolvimento das portagens já existentes.
A Brisa e a Feedback Ventures assinaram no final de novembro o contrato de constituição da Feedback Brisa Highways, na qual o grupo indiano detém 60% do capital e a concessionária portuguesa 40%.
Mobiliário: 65 empresas portuguesas rumam a Paris
Sessenta e cinco empresas portuguesas de mobiliário participam, de 21 a 25 de janeiro, em Paris, na feira internacional 'Maison & Objet', considerado "o principal evento internacional no universo da decoração".
Em entrevista, o secretário-geral da Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA) explicou que esta "forte presença portuguesa" se insere no projeto de promoção internacional do setor, o Interfurniture, elaborado para o período 2008-2013 e que prevê um investimento global de 10 milhões de euros apoiado pelo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).
"Por estar muito dependente do sector da construção civil e do imobiliário, onde a crise já se vem fazendo sentir há mais tempo, o sector do mobiliário sentiu a necessidade de procurar mercados alternativos ao mercado nativo e começou a olhar para fora de uma forma mais afincada, até porque o nosso mercado era demasiado pequeno para a capacidade de produção instalada", explicou Hugo Vieira.
Em entrevista, o secretário-geral da Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA) explicou que esta "forte presença portuguesa" se insere no projeto de promoção internacional do setor, o Interfurniture, elaborado para o período 2008-2013 e que prevê um investimento global de 10 milhões de euros apoiado pelo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).
"Por estar muito dependente do sector da construção civil e do imobiliário, onde a crise já se vem fazendo sentir há mais tempo, o sector do mobiliário sentiu a necessidade de procurar mercados alternativos ao mercado nativo e começou a olhar para fora de uma forma mais afincada, até porque o nosso mercado era demasiado pequeno para a capacidade de produção instalada", explicou Hugo Vieira.
quinta-feira, janeiro 13, 2011
Vinhos do Alentejo exportam mais 48% para o Brasil em 2010
As exportações de vinhos do Alentejo para o Brasil cresceram cerca de 48% em 2010, face ao ano anterior, sendo o mercado que registou o maior aumento de vendas, revelou hoje a presidente da CVRA - Comissão Vitivinícola Regional Alentejana.
A presidente da CVRA, Dora Simões, adiantou que o Brasil é o segundo mercado importador de vinhos do Alentejo, para o qual foram exportados 2,1 milhões de litros em 2010, enquanto no ano anterior as vendas tinham atingido 1,4 milhões de litros, representando um crescimento "significativo".
"Estamos muito satisfeitos com este notável aumento de vendas num mercado competitivo como é o brasileiro e consideramos que este é o resultado prático de ações de divulgação e de um trabalho comercial intenso dos produtores de vinhos do Alentejo e dos importadores no Brasil", salientou.
A presidente da CVRA, Dora Simões, adiantou que o Brasil é o segundo mercado importador de vinhos do Alentejo, para o qual foram exportados 2,1 milhões de litros em 2010, enquanto no ano anterior as vendas tinham atingido 1,4 milhões de litros, representando um crescimento "significativo".
"Estamos muito satisfeitos com este notável aumento de vendas num mercado competitivo como é o brasileiro e consideramos que este é o resultado prático de ações de divulgação e de um trabalho comercial intenso dos produtores de vinhos do Alentejo e dos importadores no Brasil", salientou.
China admite ter comprado obrigações do tesouro portuguesas
A China admitiu ter comprado dívida pública de Portugal na quarta-feira, num gesto que visa dar aos investidores confiança nas economias do país.
"Estes são tempos complicados e estamos a adotar um papel positivo", disse um vice-presidente do Banco Popular da China citado pelo jornal inglês The Guardian.
"Somos e continuaremos a ser compradores consistentes e temos um plano de investimento na Europa a longo prazo", acrescentou.
Portugal vendeu dívida pública na quarta-feira, tendo conseguido taxas de juro de 6,7% para as obrigações a 10 anos e registando uma procura 3,2 vezes superior à oferta.
Numa entrevista à CNN, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, admitiu que a China poderá ter participado no leilão, posição confirmada hoje pelo Banco Popular da China.
A China, já detém 13% da dívida pública espanhola.
"Estes são tempos complicados e estamos a adotar um papel positivo", disse um vice-presidente do Banco Popular da China citado pelo jornal inglês The Guardian.
"Somos e continuaremos a ser compradores consistentes e temos um plano de investimento na Europa a longo prazo", acrescentou.
Portugal vendeu dívida pública na quarta-feira, tendo conseguido taxas de juro de 6,7% para as obrigações a 10 anos e registando uma procura 3,2 vezes superior à oferta.
Numa entrevista à CNN, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, admitiu que a China poderá ter participado no leilão, posição confirmada hoje pelo Banco Popular da China.
A China, já detém 13% da dívida pública espanhola.
Krugman e a vitória de Pirro do governo português
No blog que publica no New York Times, o Nobel da Economia questiona o sucesso da operação de venda da dívida portuguesa e parafraseia Pirro: "Mais uns sucessos e a periferia da Europa será destruída".
"Leilão de acções pírrico" é o título que Paul Krugman dá ao post em que analisa a venda da dívida portuguesa esta quarta-feira, no site do The New York Times. O Nobel da Economia questiona o sucesso da venda dos títulos com uma taxa de juro de "apenas" 6,7%. "Uma taxa de juro tão elevada está perto de ser ruinosa", escreve reconhecendo no entanto que "não é, de facto, tão mau quanto as pessoas esperavam na semana passada; nessa medida, um sucesso."
Krugman diz partilhar da ideia que a reacção de euforia "diz qualquer coisa sobre o completo desespero da situação europeia."
Pirro, às portas de Roma, depois de ter ganho uma batalha que custou a vida a quase todas as suas tropas terá dito: "Mais uma vitória destas e estou perdido." O economista norte-americano termina o texto, escrevendo: "Mais uns sucessos e a periferia da Europa será destruída."
"Leilão de acções pírrico" é o título que Paul Krugman dá ao post em que analisa a venda da dívida portuguesa esta quarta-feira, no site do The New York Times. O Nobel da Economia questiona o sucesso da venda dos títulos com uma taxa de juro de "apenas" 6,7%. "Uma taxa de juro tão elevada está perto de ser ruinosa", escreve reconhecendo no entanto que "não é, de facto, tão mau quanto as pessoas esperavam na semana passada; nessa medida, um sucesso."
Krugman diz partilhar da ideia que a reacção de euforia "diz qualquer coisa sobre o completo desespero da situação europeia."
Pirro, às portas de Roma, depois de ter ganho uma batalha que custou a vida a quase todas as suas tropas terá dito: "Mais uma vitória destas e estou perdido." O economista norte-americano termina o texto, escrevendo: "Mais uns sucessos e a periferia da Europa será destruída."
quarta-feira, janeiro 12, 2011
Roubar Pão
"PSP detém ladrões de 70 pães
A PSP de Lisboa deteve hoje dois homens por terem roubado dois sacos com cerca de 70 pães de uma padaria na zona de Marvila e depois de um deles ter sido baleado por um agente enquanto tentava fugir. "
Roubar pão já dá para ser baleado, por 15 euros. Ora neste caso os senhores polícias fizeram um grande trabalho... e o juíz então este não vai ter problemas em condenar a uma bela pena
A PSP de Lisboa deteve hoje dois homens por terem roubado dois sacos com cerca de 70 pães de uma padaria na zona de Marvila e depois de um deles ter sido baleado por um agente enquanto tentava fugir. "
Roubar pão já dá para ser baleado, por 15 euros. Ora neste caso os senhores polícias fizeram um grande trabalho... e o juíz então este não vai ter problemas em condenar a uma bela pena
Internet na escola. Acesso a banda larga baixou notas dos alunos
Estudo diz que ter banda larga só não chega. É preciso ensinar a usar a net. Alunos longe dos centros urbanos são os que mais navegam.
Mourinho. O próximo prémio pode dar ao PIB 250 milhões
O melhor do mundo, que é embaixador da organização da Ryder Cup de 2018, já tem outra vitória em mente. Por Portugal.
José Mourinho protege-se da fama. Em 2010, ganhou Serie A italiana, Coppa de Itália, Champions e Bola de Ouro. Foi um ano rico em emoções. Segue-se 2011, mais rico ainda...
Numa entrevista antiga, Lauro António resumiu de forma exemplar o sucesso de Mourinho: "Transcendeu o lado mesquinho do tipo que não é capaz, que tem medo." Essa faceta valeu-lhe títulos, uma carreira sempre a crescer, a chegada ao clube com mais receitas do mundo e um valor, enquanto marca, que lhe permite atingir os 12 milhões de euros/ano em direitos de imagem. E todos sabiam que se tratava do melhor do mundo, faltava apenas o selo de garantia na forma do carimbo FIFA. Esse também está conquistado. A partir de agora, o treinador vai somar mais milhões à já por si extensa conta bancária. E multiplicá-los para Portugal, que irá beneficiar do impacto do prémio a breve e médio/longo prazo.
"É uma chancela de qualidade, a consolidação de um reconhecimento que já existia e que pode favorecer o nosso país, até porque foi importante ter começado o discurso a falar português, destacando o orgulho nas suas origens. Nesta fase, qualquer país precisa de reunir o exército de marcas porque as guerras actuais são feitas com marcas e não com armas. E, em mais uma área, Portugal pode dizer que tem o melhor do mundo", ressalva o publicitário Carlos Coelho.
Nos relvados, e como salienta o comentador Santiago Segurola, "Mourinho é o mais parecido a uma garantia de êxito no desconcertante mundo do futebol em que nada é seguro"; fora destes, também. E, dos relvados para os greens, a candidatura nacional à organização da Ryder Cupe passou a ter outro trunfo para jogar. Até porque, na promoção a que o Special One se juntou, a ideia-chave é a mesma da que foi segunda-feira transmitida a milhões e milhões de telespectadores que seguiram a cerimónia: "Quero vencer sempre e levar o nome de Portugal aos quatro cantos do mundo. É o desafio a que me proponho directamente."
Impacto
A organização da Ryder Cup, que coloca em confronto as selecções da Europa e a dos EUA em golfe, terá um impacto económico de 550 milhões de euros. Porque é o terceiro evento desportivo no mundo com mais telespectadores (1,1 mil milhões), apenas superado pelos Jogos Olímpicos e pelo Mundial de futebol. E porque, em comparação com outros certames, renderá o triplo do Euro-2004 e mais do que o dobro da Ryder Cup em 2016, que irá realizar-se na Rep. Irlanda (240 milhões). Estão orçamentados 220 milhões de euros em receitas ligadas ao turismo durante os seis dias em que a prova irá decorrer na Herdade da Comporta.
E contribuirá com 250 milhões de euros para o PIB.
Portugal tinha boas hipóteses frente às restantes quatro candidaturas - Alemanha, França, Holanda e Espanha - mas, tendo o (agora reconhecido) melhor treinador do mundo como embaixador da organização, ganhou mais ainda.
José Mourinho protege-se da fama. Em 2010, ganhou Serie A italiana, Coppa de Itália, Champions e Bola de Ouro. Foi um ano rico em emoções. Segue-se 2011, mais rico ainda...
Numa entrevista antiga, Lauro António resumiu de forma exemplar o sucesso de Mourinho: "Transcendeu o lado mesquinho do tipo que não é capaz, que tem medo." Essa faceta valeu-lhe títulos, uma carreira sempre a crescer, a chegada ao clube com mais receitas do mundo e um valor, enquanto marca, que lhe permite atingir os 12 milhões de euros/ano em direitos de imagem. E todos sabiam que se tratava do melhor do mundo, faltava apenas o selo de garantia na forma do carimbo FIFA. Esse também está conquistado. A partir de agora, o treinador vai somar mais milhões à já por si extensa conta bancária. E multiplicá-los para Portugal, que irá beneficiar do impacto do prémio a breve e médio/longo prazo.
"É uma chancela de qualidade, a consolidação de um reconhecimento que já existia e que pode favorecer o nosso país, até porque foi importante ter começado o discurso a falar português, destacando o orgulho nas suas origens. Nesta fase, qualquer país precisa de reunir o exército de marcas porque as guerras actuais são feitas com marcas e não com armas. E, em mais uma área, Portugal pode dizer que tem o melhor do mundo", ressalva o publicitário Carlos Coelho.
Nos relvados, e como salienta o comentador Santiago Segurola, "Mourinho é o mais parecido a uma garantia de êxito no desconcertante mundo do futebol em que nada é seguro"; fora destes, também. E, dos relvados para os greens, a candidatura nacional à organização da Ryder Cupe passou a ter outro trunfo para jogar. Até porque, na promoção a que o Special One se juntou, a ideia-chave é a mesma da que foi segunda-feira transmitida a milhões e milhões de telespectadores que seguiram a cerimónia: "Quero vencer sempre e levar o nome de Portugal aos quatro cantos do mundo. É o desafio a que me proponho directamente."
Impacto
A organização da Ryder Cup, que coloca em confronto as selecções da Europa e a dos EUA em golfe, terá um impacto económico de 550 milhões de euros. Porque é o terceiro evento desportivo no mundo com mais telespectadores (1,1 mil milhões), apenas superado pelos Jogos Olímpicos e pelo Mundial de futebol. E porque, em comparação com outros certames, renderá o triplo do Euro-2004 e mais do que o dobro da Ryder Cup em 2016, que irá realizar-se na Rep. Irlanda (240 milhões). Estão orçamentados 220 milhões de euros em receitas ligadas ao turismo durante os seis dias em que a prova irá decorrer na Herdade da Comporta.
E contribuirá com 250 milhões de euros para o PIB.
Portugal tinha boas hipóteses frente às restantes quatro candidaturas - Alemanha, França, Holanda e Espanha - mas, tendo o (agora reconhecido) melhor treinador do mundo como embaixador da organização, ganhou mais ainda.
Juiz português reeleito presidente do Tribunal de Contas da União Europeia
Vítor Caldeira foi hoje reeleito presidente do Tribunal de Contas Europeu, para um segundo mandato de três anos, anunciou a instituição, com sede no Luxemburgo.
Membro daquele Tribunal desde 2000, foi agora escolhido para um mandato de três anos, passando a integrar, com Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, os lugares de topo na estrutura da União Europeia.
Tem 47 anos e é licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
Membro daquele Tribunal desde 2000, foi agora escolhido para um mandato de três anos, passando a integrar, com Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, os lugares de topo na estrutura da União Europeia.
Tem 47 anos e é licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
Governo aprova segunda fase da Embraer e concede 130 milhões em benefícios
Investimento na segunda fase da Embraer ronda os 39 milhões de euros e a investigação será feita em torno de materiais compósitos.
Num outro diploma, o Governo aprovou os contratos que concedem benefícios fiscais a 11 empresas, num valor total de 130 milhões de euros, além de retirar esses benefícios a outras empresas. Uma delas é arguida no processo BPN.
O investimento da empresa brasileira começou por ser materializado com a celebração de um contrato de investimento em Setembro de 2008, que representou o arranque da primeira fase do projecto. O centro de excelência servirá para “produção em exclusivo de conjuntos em materiais compósitos, recorrendo a tecnologias no estado-da-arte no sector aeronáutico”, um sector considerado estratégico para a economia nacional.
A segunda fase, cujo contrato foi aprovado em 30 de Dezembro último pelo ministro da Economia Vieira da Silva e hoje publicado em Diário da República, representa um investimento de 38,883 milhões de euros, “prevendo-se o alcance, em 2023, de um valor de vendas e prestação de serviços de cerca de 224,4 milhões de euros”, acumulados desde 2012. Está prevista ainda a criação de 26 postos de trabalho e a manutenção de outros 155, até ao final da vigência do contrato.
Noutro diploma, este proveniente do Conselho de Ministros, foram aprovadas as minutas dos contratos de investimento com 11 empresas, cuja conclusão foi apontada como prioritária pelo Governo. Esta resolução “é a terceira que concretiza este objectivo”, fixando assim os “objectivos e as metas a cumprir pelo promotor e os benefícios fiscais a conceder”.
O Estado celebra contratos (representado pela Agência de Investimento e Comércio Externo de Portugal – AICEP) com várias entidades. Entre elas, a Vila Galé Coimbra recebe uma verba de 22,7 milhões de euros, correspondente a um “crédito a título de IRC e uma isenção de imposto de selo”. A empresa Planos Férricos Portugal também recebe uma verba superior a 22 milhões, correspondente aos mesmos benefícios fiscais.
O contrato celebrado com a Naval Ria, no valor de 7,5 milhões de euros, prevê, além das isenções já descritas, uma dispensa de pagamento do imposto municipal sobre imóveis (IMI) e do imposto municipal sobre transmissões onerosas de imóveis (IMT). A Bosch, a Reckitt Benckiser ou a Têxtil do Ave foram outras das empresas a beneficiar da concessão de benefícios fiscais.
O Governo também vai terminar o contrato de concessão de benefícios a promotores que incumpriram os compromissos assumidos em ocasiões anteriores. Entre elas contam-se a Mitsubishi Trucks Europe, a Drink-In e a Labicer, que é arguida no processo BPN.
Num outro diploma, o Governo aprovou os contratos que concedem benefícios fiscais a 11 empresas, num valor total de 130 milhões de euros, além de retirar esses benefícios a outras empresas. Uma delas é arguida no processo BPN.
O investimento da empresa brasileira começou por ser materializado com a celebração de um contrato de investimento em Setembro de 2008, que representou o arranque da primeira fase do projecto. O centro de excelência servirá para “produção em exclusivo de conjuntos em materiais compósitos, recorrendo a tecnologias no estado-da-arte no sector aeronáutico”, um sector considerado estratégico para a economia nacional.
A segunda fase, cujo contrato foi aprovado em 30 de Dezembro último pelo ministro da Economia Vieira da Silva e hoje publicado em Diário da República, representa um investimento de 38,883 milhões de euros, “prevendo-se o alcance, em 2023, de um valor de vendas e prestação de serviços de cerca de 224,4 milhões de euros”, acumulados desde 2012. Está prevista ainda a criação de 26 postos de trabalho e a manutenção de outros 155, até ao final da vigência do contrato.
Noutro diploma, este proveniente do Conselho de Ministros, foram aprovadas as minutas dos contratos de investimento com 11 empresas, cuja conclusão foi apontada como prioritária pelo Governo. Esta resolução “é a terceira que concretiza este objectivo”, fixando assim os “objectivos e as metas a cumprir pelo promotor e os benefícios fiscais a conceder”.
O Estado celebra contratos (representado pela Agência de Investimento e Comércio Externo de Portugal – AICEP) com várias entidades. Entre elas, a Vila Galé Coimbra recebe uma verba de 22,7 milhões de euros, correspondente a um “crédito a título de IRC e uma isenção de imposto de selo”. A empresa Planos Férricos Portugal também recebe uma verba superior a 22 milhões, correspondente aos mesmos benefícios fiscais.
O contrato celebrado com a Naval Ria, no valor de 7,5 milhões de euros, prevê, além das isenções já descritas, uma dispensa de pagamento do imposto municipal sobre imóveis (IMI) e do imposto municipal sobre transmissões onerosas de imóveis (IMT). A Bosch, a Reckitt Benckiser ou a Têxtil do Ave foram outras das empresas a beneficiar da concessão de benefícios fiscais.
O Governo também vai terminar o contrato de concessão de benefícios a promotores que incumpriram os compromissos assumidos em ocasiões anteriores. Entre elas contam-se a Mitsubishi Trucks Europe, a Drink-In e a Labicer, que é arguida no processo BPN.
Durão no Azerbaijão para tentar assegurar novas rotas de gás natural
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, vai tentar na quinta-feira em Baku dar um passo importante na conquista de novas rotas de fornecimento de gás natural à Europa para fugir à actual dependência da Rússia.
José Manuel Durão Barroso deverá assinar com o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, uma declaração conjunta sobre a criação do Corredor do Sul e outra sobre uma Parceria para a Modernização para apoiar as reformas políticas e económicas daquele país.
"Tenho a certeza que juntos iremos criar as condições necessárias para que esta iniciativa estratégica seja uma realidade", disse o presidente da Comissão Europeia antes de partir para Baku.
[Está em causa a independência energética da União Europeia...]
José Manuel Durão Barroso deverá assinar com o presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, uma declaração conjunta sobre a criação do Corredor do Sul e outra sobre uma Parceria para a Modernização para apoiar as reformas políticas e económicas daquele país.
"Tenho a certeza que juntos iremos criar as condições necessárias para que esta iniciativa estratégica seja uma realidade", disse o presidente da Comissão Europeia antes de partir para Baku.
[Está em causa a independência energética da União Europeia...]
Sócrates inicia "ofensiva diplomática" pelas exportações
O primeiro-ministro José Sócrates inicia hoje uma "ofensiva diplomática" para incentivar as exportações e internacionalização das empresas portuguesas com deslocações previstas a Frankfurt, Qatar e Emiratos Árabes Unidos, disse fonte governamental.
O chefe de Governo estará hoje em Frankfurt na maior feira do mundo de têxteis para o lar, a Hemtextil, que conta com uma participação de quase 60 empresas portuguesas.
O primeiro-ministro visitará os pavilhões portugueses para falar com os industriais no âmbito da campanha do Governo para dinamizar as exportações, consideradas fulcrais para a recuperação da economia nacional, revelou fonte oficial do seu gabinete.
[Agora que so País está aflito é que Sócrates se lembrou da "aposta nas exportações"...]
O chefe de Governo estará hoje em Frankfurt na maior feira do mundo de têxteis para o lar, a Hemtextil, que conta com uma participação de quase 60 empresas portuguesas.
O primeiro-ministro visitará os pavilhões portugueses para falar com os industriais no âmbito da campanha do Governo para dinamizar as exportações, consideradas fulcrais para a recuperação da economia nacional, revelou fonte oficial do seu gabinete.
[Agora que so País está aflito é que Sócrates se lembrou da "aposta nas exportações"...]
Turismo: Lisboa quer competir com Barcelona e Madrid
O presidente da Confederação do Turismo Português (CTP) afirmou hoje que o grande desafio de Lisboa para os próximos anos é competir com Barcelona e Madrid no segmento de negócios internacionais e como centro de comércio e serviços.
"É necessário projetar e organizar a grande Lisboa, incluindo Cascais e Oeiras, articulada com Sintra, por forma a torná-la num pólo de crescimento, de criação de riqueza e bem-estar social", afirmou hoje Carlos Pinto Coelho na Cimeira do Turismo Português 2011, subordinada ao tema 'Cidades, Pólos de Crescimento Económico e do Turismo no Século XXI', a decorrer em Cascais.
O responsável referiu que o objetivo para Lisboa é competir com as principais cidades europeias.
"É necessário projetar e organizar a grande Lisboa, incluindo Cascais e Oeiras, articulada com Sintra, por forma a torná-la num pólo de crescimento, de criação de riqueza e bem-estar social", afirmou hoje Carlos Pinto Coelho na Cimeira do Turismo Português 2011, subordinada ao tema 'Cidades, Pólos de Crescimento Económico e do Turismo no Século XXI', a decorrer em Cascais.
O responsável referiu que o objetivo para Lisboa é competir com as principais cidades europeias.
terça-feira, janeiro 11, 2011
Moçambique: Índia quer negociar mais reservas de carvão
O governo da Índia quer negociar com Moçambique a concessão de mais reservas de carvão, para garantir a sustentabilidade do crescimento industrial do país, afirmou hoje em Maputo o ministro indiano do Carvão, Sriprakash Jaiswal.
Sriprakash Jaiswal manifestou o interesse da Índia durante um encontro com a ministra moçambicana dos Recursos Minerais, Esperança Bias, no âmbito da visita que realiza ao país.
A Índia já detém dois blocos de carvão na província de Tete, centro de Moçambique, - a província com o maior potencial carbonífero no país - que vai começar a explorar nos próximos dois anos, através da empresa Minas de Moatize.
Jaiswal referiu que o carvão é matéria-prima essencial para o desenvolvimento da economia indiana, sendo a fonte de 51% da energia produzida no país.
Mas o interesse indiano pelo carvão moçambicano não se limita apenas a alimentar a indústria da Índia. O país está também disponível para ajudar Moçambique a aproveitar o seu potencial carbonífero em prol das indústrias nacionais, declarou o dirigente indiano.
Sriprakash Jaiswal manifestou o interesse da Índia durante um encontro com a ministra moçambicana dos Recursos Minerais, Esperança Bias, no âmbito da visita que realiza ao país.
A Índia já detém dois blocos de carvão na província de Tete, centro de Moçambique, - a província com o maior potencial carbonífero no país - que vai começar a explorar nos próximos dois anos, através da empresa Minas de Moatize.
Jaiswal referiu que o carvão é matéria-prima essencial para o desenvolvimento da economia indiana, sendo a fonte de 51% da energia produzida no país.
Mas o interesse indiano pelo carvão moçambicano não se limita apenas a alimentar a indústria da Índia. O país está também disponível para ajudar Moçambique a aproveitar o seu potencial carbonífero em prol das indústrias nacionais, declarou o dirigente indiano.
Trompetista português entre os 104 vencedores do YouTube
O trompetista português Pedro Silva e o violinista brasileiro Vasken Fermanian, que estuda em Portugal, estão entre os vencedores da Orquestra Sinfónica do YouTube, cujos elementos foram escolhidos através de audições na internet e se estreiam na Ópera de Sydney em março.
Pedro Silva tem 20 anos, reside em Santa Maria da Feira, frequenta a Licenciatura em Música da Universidade do Minho e, depois de em 2009 ter sido selecionado para a Jeunesses Musicales World Orchestra, foi agora escolhido entre 12 finalistas para integrar o coletivo do YouTube juntamente com outros três trompetistas.
Integrando o naipe dos 31 violinistas mais votados entre 79 finalistas desse instrumento, Vasken Fermanian também tem 20 anos, mas é natural de Fortaleza, no Brasil, embora se encontre a frequentar o 2.º ano da Licenciatura em Violino na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco.
Pedro Silva tem 20 anos, reside em Santa Maria da Feira, frequenta a Licenciatura em Música da Universidade do Minho e, depois de em 2009 ter sido selecionado para a Jeunesses Musicales World Orchestra, foi agora escolhido entre 12 finalistas para integrar o coletivo do YouTube juntamente com outros três trompetistas.
Integrando o naipe dos 31 violinistas mais votados entre 79 finalistas desse instrumento, Vasken Fermanian também tem 20 anos, mas é natural de Fortaleza, no Brasil, embora se encontre a frequentar o 2.º ano da Licenciatura em Violino na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco.
segunda-feira, janeiro 10, 2011
A nova crise americana que surgirá na Primavera
A nova crise americana surgirá na primavera deste ano, quando muitos estados e municipalidades não tiverem capacidade de cumprir as suas obrigações.
Vários são os estados federais que estão no limite do incomprimento, havendo já várias municipalidades que pediram a "falência" por não poderem pagar os empréstimos que pediram em bom tempo. Há quem afirme que os problemas estaduais estão iminentes.
Estas falências terão efeito imediato em muitas centenas de milhar de americanos, tendo em conta que uma das formas de poupança tradicionais, e de maior retorno, eram os fundos que lucravam com as gestões municipais e geridos pelas principais multinacionais americanas da área. Gestões, quer municipais quer dos fundos, que foram sempre tidas como "boas".
Perganta-se: como é que o governo federal conseguirá pôr cobro a este problema que está à porta? Ou poderá fingir que não vê as falências municipais? Talvez até consiga e isso faça pouca moça. Mas conseguirá lidar com as falências estaduais, mesmo que elas alastrem para os cidadãos/contribuintes?
Este problema contagiará inevitavelmente os mercados europeus que estão ávidos de boas notícias vindas dos EUA. Para os países europeus com a crise à porta, a mais pequena recuperação no emprego ou o mais ínfimo sinal recuperação económica dos EUA são autênticos balões de oxigénio.
Vários são os estados federais que estão no limite do incomprimento, havendo já várias municipalidades que pediram a "falência" por não poderem pagar os empréstimos que pediram em bom tempo. Há quem afirme que os problemas estaduais estão iminentes.
Estas falências terão efeito imediato em muitas centenas de milhar de americanos, tendo em conta que uma das formas de poupança tradicionais, e de maior retorno, eram os fundos que lucravam com as gestões municipais e geridos pelas principais multinacionais americanas da área. Gestões, quer municipais quer dos fundos, que foram sempre tidas como "boas".
Perganta-se: como é que o governo federal conseguirá pôr cobro a este problema que está à porta? Ou poderá fingir que não vê as falências municipais? Talvez até consiga e isso faça pouca moça. Mas conseguirá lidar com as falências estaduais, mesmo que elas alastrem para os cidadãos/contribuintes?
Este problema contagiará inevitavelmente os mercados europeus que estão ávidos de boas notícias vindas dos EUA. Para os países europeus com a crise à porta, a mais pequena recuperação no emprego ou o mais ínfimo sinal recuperação económica dos EUA são autênticos balões de oxigénio.
Ideias
Numa curta passagem por notícias e blogues dois pensamentos me assaltam.
1 - Cada dia de campanha eleitoral para a eleição presidencial é um elogio ao regime monárquico.
2 - Grande parte da esquerda abomina a religião, no entanto criaram uma própria, ascética e uniformadora que esquece um conceito fundamental. Ninguém é igual ao próximo.
1 - Cada dia de campanha eleitoral para a eleição presidencial é um elogio ao regime monárquico.
2 - Grande parte da esquerda abomina a religião, no entanto criaram uma própria, ascética e uniformadora que esquece um conceito fundamental. Ninguém é igual ao próximo.
New York Times elege Guimarães como destino para este ano
O jornal norte-americano New York Times elegeu Guimarães como um dos 41 destinos a visitar este ano, considerando a cidade minhota "um dos pontos culturais emergentes da Península Ibérica".
O jornal publicou uma reportagem sobre locais passíveis de levar turistas ao "fim do mundo", selecionando 41 locais, desde praias no México às montanhas do Kosovo, passando por Londres, Singapura, Milão e Guimarães, entre outras cidades e locais de todo o mundo.
No artigo, o jornalista refere que Guimarães, cidade berço da nação, é Património Mundial da Humanidade e foi escolhida para Capital Europeia da Cultura em 2012.
Adianta que metade dos habitantes de Guimarães é constituída por jovens e considera que a abertura do Centro Cultural Vila Flor, em 2005, foi fundamental para lançar a música e a arte na cidade.
O artigo destaca ainda a realização, em março, do primeiro Festival Internacional de Dança Contemporânea, "trazendo uma seleção impressionante de companhias de dança de todo o mundo".
A edição online do New York Times recomenda locais para ficar, restaurantes e pontos de interesse em Guimarães.
As pousadas Santa Marinha da Costa e Nossa Senhora da Oliveira, os restaurantes Solar do Arco e El Rei Dom Afonso, bem como a Igreja de S. Francisco, o Museu de Alberto Sampaio e o Paço dos Duques de Bragança são locais a visitar.
O jornal publicou uma reportagem sobre locais passíveis de levar turistas ao "fim do mundo", selecionando 41 locais, desde praias no México às montanhas do Kosovo, passando por Londres, Singapura, Milão e Guimarães, entre outras cidades e locais de todo o mundo.
No artigo, o jornalista refere que Guimarães, cidade berço da nação, é Património Mundial da Humanidade e foi escolhida para Capital Europeia da Cultura em 2012.
Adianta que metade dos habitantes de Guimarães é constituída por jovens e considera que a abertura do Centro Cultural Vila Flor, em 2005, foi fundamental para lançar a música e a arte na cidade.
O artigo destaca ainda a realização, em março, do primeiro Festival Internacional de Dança Contemporânea, "trazendo uma seleção impressionante de companhias de dança de todo o mundo".
A edição online do New York Times recomenda locais para ficar, restaurantes e pontos de interesse em Guimarães.
As pousadas Santa Marinha da Costa e Nossa Senhora da Oliveira, os restaurantes Solar do Arco e El Rei Dom Afonso, bem como a Igreja de S. Francisco, o Museu de Alberto Sampaio e o Paço dos Duques de Bragança são locais a visitar.
domingo, janeiro 09, 2011
Carmen Miranda vai ter selo
A artista brasileira de origem portuguesa vai ter direito a um selo comemorativo dos correios dos Estados Unidos, mais de meio século depois da sua morte.
O selo dedicado a Cármen Miranda, a lançar em Março deste ano, integra-se numa nova série de selos comemorativos para o ano de 2011 que incluem vários ícones do mundo do espectáculo e da música, segundo informação divulgada pelos correios norte-americanos (USPS).
A colecção de 70 selos sem valor facial, que mantêm sempre o valor da estampilha doméstica mínima, denomina-se Forever (para sempre). Esta colecção teve início em 2007 com o chamado Sino da Liberdade, imagem do famoso sino de Filadélfia ligado à história da independência dos Estados Unidos e até hoje mais de 28 mil milhões de selos desta coleção foram vendidos no país.
A colecção de 2011 homenageia "cinco figuras lendárias do mundo do espectáculo e dos sons latinos que tiveram um impacto na música americana", nomeadamente Tito Puente, Selena Quintanilla-Perez, Carlos Gardel e Celina Cruz.
Outros homenageados são o ex-presidente Ronald Reagan, os actores Helen Hayes e Gregory Peck, pioneiros da indústria norte-americana, cientistas, o escritor Mark Twain, acontecimentos históricos e até alguns dos heróis da Pixar Filmes.
Cármen Miranda tem uma estrela no Passeio da Fama de Hollywood e uma praça com o seu nome na cidade de Los Angeles. O seu último filme - Scared Stiff - data de 1953 e marcou o fim da sua carreira, pois a actriz viria a falecer dois anos depois, em 1955, vítima de ataque cardíaco, sendo sepultada no cemitério de São João Baptista, no Rio de Janeiro.
O selo dedicado a Cármen Miranda, a lançar em Março deste ano, integra-se numa nova série de selos comemorativos para o ano de 2011 que incluem vários ícones do mundo do espectáculo e da música, segundo informação divulgada pelos correios norte-americanos (USPS).
A colecção de 70 selos sem valor facial, que mantêm sempre o valor da estampilha doméstica mínima, denomina-se Forever (para sempre). Esta colecção teve início em 2007 com o chamado Sino da Liberdade, imagem do famoso sino de Filadélfia ligado à história da independência dos Estados Unidos e até hoje mais de 28 mil milhões de selos desta coleção foram vendidos no país.
A colecção de 2011 homenageia "cinco figuras lendárias do mundo do espectáculo e dos sons latinos que tiveram um impacto na música americana", nomeadamente Tito Puente, Selena Quintanilla-Perez, Carlos Gardel e Celina Cruz.
Outros homenageados são o ex-presidente Ronald Reagan, os actores Helen Hayes e Gregory Peck, pioneiros da indústria norte-americana, cientistas, o escritor Mark Twain, acontecimentos históricos e até alguns dos heróis da Pixar Filmes.
Cármen Miranda tem uma estrela no Passeio da Fama de Hollywood e uma praça com o seu nome na cidade de Los Angeles. O seu último filme - Scared Stiff - data de 1953 e marcou o fim da sua carreira, pois a actriz viria a falecer dois anos depois, em 1955, vítima de ataque cardíaco, sendo sepultada no cemitério de São João Baptista, no Rio de Janeiro.
quinta-feira, janeiro 06, 2011
Os novos ladrões de bancos, por Jorge Fiel
in DN
Até para roubar bancos é preciso ter estudos, estar bem relacionado (a palavra-chave é networking) e familiarizado com as novas tecnologias. Olhem bem para o desgraçado destino dos dois brasileiros que no Verão de 2008 tentaram assaltar o balcão do BES de Campolide. Um acabou no cemitério e outro paraplégico. Uma tristeza!
Onde já lá vão os tempos de John Dillinger ou do romântico par Bonnie & Clyde. Agora, para roubar um banco não basta ter o cérebro povoado por uma pequena aglomeração de neurónios apenas habituados a orientarem actividades básicas como comer, dormir e disparar armas.
Hoje em dia, um bom ladrão de bancos precisa de uma licenciatura em Economia (ou Gestão), de ostentar no curriculum uma passagem pelo Governo ou pelo Banco de Portugal (as duas acumuladas ainda é melhor) e ser senhor de um cérebro habituado ao raciocínio indutivo e aos altos mistérios da especulação.
Excepção feita aos dois infelizes do assalto ao BES de Campolide, toda a gente sabe que já não há nas agências bancárias dinheiro vivo que se veja - e que as poucas notas que existem estão guardadas em cofres de abertura retardada.
Careca de saber isto, o gangue da retroescavadora optou, inteligentemente, por ir buscar as notas ao local onde os bancos as depositam para as fazer chegar aos clientes - as caixas multibanco. Em 2010, esta quadrilha roubou 16 ATM, entre o Alentejo e o Algarve, em golpes minuciosamente preparados, concretizados de madrugada após pedirem previamente emprestada uma retroescavadora com pá traseira, o modelo adequado ao fim em vista.
Na minha opinião, foi muito trabalho, bastante competência e uma enorme dose de risco de ser preso para um lucro relativamente modesto. Os 16 roubos terão rendido cerca de meio milhão de euros (a estimativa é 30 mil euros por multibanco). Ou seja, cada um dos quatro membros do gangue terá encaixado uns 125 mil euros.
Não é mau, mas é menos que os 148 mil euros de lucro que Cavaco obteve em 2003 com a venda de 105 378 acções da SLN (valorização de 140%), a holding que controlava a 100% o BPN e era gerida por Oliveira Costa (seu antigo secretário de Estado e ex-colega no Banco de Portugal) e por Dias Loureiro (seu ex- -ministro e conselheiro de Estado).
Hoje em dia para roubar um banco é preciso estar lá dentro. No sentido literal, como no meu filme preferido sobre assaltos a bancos (Inside Man, de Spike Lee, com Clive Owen, Denzel Washington e Jodie Foster). Ou no sentido figurado, como é demonstrado em Inside Job, de Charles Ferguson, ou na dramática tragédia do BPN, que nos vai custar cinco mil milhões de euros, um realização de Oliveira Costa com Dias Loureiro num dos principais papéis.
Até para roubar bancos é preciso ter estudos, estar bem relacionado (a palavra-chave é networking) e familiarizado com as novas tecnologias. Olhem bem para o desgraçado destino dos dois brasileiros que no Verão de 2008 tentaram assaltar o balcão do BES de Campolide. Um acabou no cemitério e outro paraplégico. Uma tristeza!
Onde já lá vão os tempos de John Dillinger ou do romântico par Bonnie & Clyde. Agora, para roubar um banco não basta ter o cérebro povoado por uma pequena aglomeração de neurónios apenas habituados a orientarem actividades básicas como comer, dormir e disparar armas.
Hoje em dia, um bom ladrão de bancos precisa de uma licenciatura em Economia (ou Gestão), de ostentar no curriculum uma passagem pelo Governo ou pelo Banco de Portugal (as duas acumuladas ainda é melhor) e ser senhor de um cérebro habituado ao raciocínio indutivo e aos altos mistérios da especulação.
Excepção feita aos dois infelizes do assalto ao BES de Campolide, toda a gente sabe que já não há nas agências bancárias dinheiro vivo que se veja - e que as poucas notas que existem estão guardadas em cofres de abertura retardada.
Careca de saber isto, o gangue da retroescavadora optou, inteligentemente, por ir buscar as notas ao local onde os bancos as depositam para as fazer chegar aos clientes - as caixas multibanco. Em 2010, esta quadrilha roubou 16 ATM, entre o Alentejo e o Algarve, em golpes minuciosamente preparados, concretizados de madrugada após pedirem previamente emprestada uma retroescavadora com pá traseira, o modelo adequado ao fim em vista.
Na minha opinião, foi muito trabalho, bastante competência e uma enorme dose de risco de ser preso para um lucro relativamente modesto. Os 16 roubos terão rendido cerca de meio milhão de euros (a estimativa é 30 mil euros por multibanco). Ou seja, cada um dos quatro membros do gangue terá encaixado uns 125 mil euros.
Não é mau, mas é menos que os 148 mil euros de lucro que Cavaco obteve em 2003 com a venda de 105 378 acções da SLN (valorização de 140%), a holding que controlava a 100% o BPN e era gerida por Oliveira Costa (seu antigo secretário de Estado e ex-colega no Banco de Portugal) e por Dias Loureiro (seu ex- -ministro e conselheiro de Estado).
Hoje em dia para roubar um banco é preciso estar lá dentro. No sentido literal, como no meu filme preferido sobre assaltos a bancos (Inside Man, de Spike Lee, com Clive Owen, Denzel Washington e Jodie Foster). Ou no sentido figurado, como é demonstrado em Inside Job, de Charles Ferguson, ou na dramática tragédia do BPN, que nos vai custar cinco mil milhões de euros, um realização de Oliveira Costa com Dias Loureiro num dos principais papéis.
China compromete-se a comprar dívida espanhola
A China vai comprar dívida pública de Espanha, cerca de 6000 milhões de euros, um valor igual ao total de dívida que Pequim pretende comprar a Portugal e Grécia juntas.
A garantia foi dada a Madrid pelo vice-primeiro ministro chinês, Li Keqiang, em visita a Espanha, onde se encontrou com o Rei Juan Carlos, o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero, vários ministros e ainda dezenas de directores de empresas.
Segundo o El País, Li classificou as medidas de austeridade de Zapatero como "duras mas necessárias e adequadas" e garantiu que o Banco Central da China vai continuar a investir as suas divisas em dívida pública de países europeus, "a curto, médio e longo prazo".
A garantia foi dada a Madrid pelo vice-primeiro ministro chinês, Li Keqiang, em visita a Espanha, onde se encontrou com o Rei Juan Carlos, o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero, vários ministros e ainda dezenas de directores de empresas.
Segundo o El País, Li classificou as medidas de austeridade de Zapatero como "duras mas necessárias e adequadas" e garantiu que o Banco Central da China vai continuar a investir as suas divisas em dívida pública de países europeus, "a curto, médio e longo prazo".
As línguas indo-portuguesas em debate no Museu do Oriente
"As línguas indo-portuguesas: que futuro?" é o tema de uma conferência proferida por Hugo Cardoso, do departamento de Português da Universidade de Macau, que se realiza a 13 de Janeiro, às 18:00, no Museu do Oriente. A entrada é livre.
A sessão tem como objectivo compreender como se afigura o futuro destas línguas e do que depende a sua preservação, a partir dos mais recentes dados estatísticos e sociolinguísticos.
Com a morte de William Rozario, na ilha de Vaipim, a 20 de Agosto de 2010, desapareceu também o crioulo indo-português de Cochim, do qual era o último falante fluente. Perante esta conjuntura, torna-se premente ponderar sobre o actual estado das línguas das comunidades indo-portuguesas que, em tempos, pontilharam as costas do Sul da Ásia.
A sessão tem como objectivo compreender como se afigura o futuro destas línguas e do que depende a sua preservação, a partir dos mais recentes dados estatísticos e sociolinguísticos.
Com a morte de William Rozario, na ilha de Vaipim, a 20 de Agosto de 2010, desapareceu também o crioulo indo-português de Cochim, do qual era o último falante fluente. Perante esta conjuntura, torna-se premente ponderar sobre o actual estado das línguas das comunidades indo-portuguesas que, em tempos, pontilharam as costas do Sul da Ásia.
Brasil/China: Dilma Rousseff em Pequim para cimeira BRIC
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, poderá visitar oficialmente a China em abril por ocasião da próxima cimeira do bloco BRIC, que decorrerá em Pequim, admitiu hoje fonte diplomática brasileira.
"A data (da cimeira) não está fechada. Nessa altura, poderá haver uma visita de caráter bilateral (da presidente brasileira), mas ainda estamos a estudar essa possibilidade", disse a mesma fonte.
O jornal chinês Global Times indicou hoje que Rousseff visitará o país após a 3ª Cimeira das quadro grandes economias emergentes que compõem os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), marcada para abril, em Pequim.
"A data (da cimeira) não está fechada. Nessa altura, poderá haver uma visita de caráter bilateral (da presidente brasileira), mas ainda estamos a estudar essa possibilidade", disse a mesma fonte.
O jornal chinês Global Times indicou hoje que Rousseff visitará o país após a 3ª Cimeira das quadro grandes economias emergentes que compõem os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), marcada para abril, em Pequim.
Bens de consumo "Made in Portugal" vendem na China
O Scirocco verde-alface exposto frente à Volkswagen de Sanlitun, na zona oriental de Pequim, é mais do que um novo modelo da marca alemã: aquele veículo representa o sector de maior crescimento nas exportações portuguesas para a China.
“Lá dentro temos um outro modelo made in Portugal”, diz um vendedor do stand apontando para um Eos descapotável branco, fabricado também na Auto-Europa, em Palmela.
O aumento de cerca de 60% registado este ano nas exportações portuguesas para a China deve-se em grande parte ao sector automóvel.
De acordo com as alfândegas chinesas, nos primeiros oito meses de 2010, as vendas de veículos e peças de automóveis portugueses para a China quintuplicaram em relação a igual período do ano anterior, representando 24% das exportações.
Aquele sector facturou cerca de 11,6 milhões de dólares (cerca de 9 milhões de euros), mais do que as “máquinas e ferramentas” e os “metais e artigos de metal”, que no conjunto constituíram um terço do total.
A segunda maior economia do mundo, com um crescimento anual médio de quase 10% ao longo das últimas três décadas, a China está agora empenhada em fomentar o consumo interno.
Entre janeiro e novembro de 2010, as exportações portuguesas para a China subiram 60,7%, para 618 milhões de dólares (cerca de 472 milhões de euros), e se a tendência se mantiver, ultrapassarão os mil milhões de dólares em 2011.
Pedras ornamentais e cortiça continuam a vender-se bem na China, mas há novos produtos a tentar implantar-se no grande mercado chinês, nomeadamente vinho, azeite, móveis e artigos de casa.
O stand da Volkswagen em Sanlitun confina com um dos bairros diplomáticos de Pequim e fica também perto do concorrido “Village”, uma nova urbanização desenhada por um consórcio de Hong Kong, com dezenas de lojas, boutiques, restaurantes, cafés e oito salas de cinema.
Nos supermercados da zona, entre as mercadorias importadas que enchem as prateleiras, veem-se bolachas, vinhos, azeites, conservas e outros produtos portugueses.
A lista inclui ainda móveis, sapatos, confeções, atoalhados e outros artigos de casa.
“Lá dentro temos um outro modelo made in Portugal”, diz um vendedor do stand apontando para um Eos descapotável branco, fabricado também na Auto-Europa, em Palmela.
O aumento de cerca de 60% registado este ano nas exportações portuguesas para a China deve-se em grande parte ao sector automóvel.
De acordo com as alfândegas chinesas, nos primeiros oito meses de 2010, as vendas de veículos e peças de automóveis portugueses para a China quintuplicaram em relação a igual período do ano anterior, representando 24% das exportações.
Aquele sector facturou cerca de 11,6 milhões de dólares (cerca de 9 milhões de euros), mais do que as “máquinas e ferramentas” e os “metais e artigos de metal”, que no conjunto constituíram um terço do total.
A segunda maior economia do mundo, com um crescimento anual médio de quase 10% ao longo das últimas três décadas, a China está agora empenhada em fomentar o consumo interno.
Entre janeiro e novembro de 2010, as exportações portuguesas para a China subiram 60,7%, para 618 milhões de dólares (cerca de 472 milhões de euros), e se a tendência se mantiver, ultrapassarão os mil milhões de dólares em 2011.
Pedras ornamentais e cortiça continuam a vender-se bem na China, mas há novos produtos a tentar implantar-se no grande mercado chinês, nomeadamente vinho, azeite, móveis e artigos de casa.
O stand da Volkswagen em Sanlitun confina com um dos bairros diplomáticos de Pequim e fica também perto do concorrido “Village”, uma nova urbanização desenhada por um consórcio de Hong Kong, com dezenas de lojas, boutiques, restaurantes, cafés e oito salas de cinema.
Nos supermercados da zona, entre as mercadorias importadas que enchem as prateleiras, veem-se bolachas, vinhos, azeites, conservas e outros produtos portugueses.
A lista inclui ainda móveis, sapatos, confeções, atoalhados e outros artigos de casa.
Governo português envia representante à Costa do Marfim
O Governo português enviou um representante diplomático à Costa do Marfim no âmbito do plano de contingência, que poderá, se necessário, ser ativado para retirar os portugueses daquele país africano, afetado pela violência pós-eleitoral, disse hoje fonte oficial.
"Há um plano de contingência e o diplomata foi afiná-lo", disse fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades.
Segundo a mesma fonte, o Governo enviou quarta-feira um diplomata responsável pelo gabinete de emergência consular para a Costa do Marfim com o objetivo de "fazer um levantamento de quantos portugueses residem no país, falar com todos eles e organizar uma eventual retirada".
"Há um plano de contingência e o diplomata foi afiná-lo", disse fonte do gabinete do secretário de Estado das Comunidades.
Segundo a mesma fonte, o Governo enviou quarta-feira um diplomata responsável pelo gabinete de emergência consular para a Costa do Marfim com o objetivo de "fazer um levantamento de quantos portugueses residem no país, falar com todos eles e organizar uma eventual retirada".
terça-feira, janeiro 04, 2011
Apoio a petição contra supressão da língua portuguesa em instituições de ensino superior francesas
O Tasquinha apoia petição contra a supressão do português aos concursos de admissão das instituições de ensino superior francesas École Normale Supérieure e École Polytechnique
Estas duas das mais prestigiadas e famosas instituições de ensino superior francesas decidiram suprimir alguns idiomas das suas provas de admissão, incluindo a língua portuguesa.
Defendemos a promoção da Língua Portuguesa, capitalizando o facto de o nosso idioma estar entre os dez mais falados no mundo.
A petição está online em:
http://www.petitionpublique.fr/PeticaoVer.aspx?pi=P2010N4578
Estas duas das mais prestigiadas e famosas instituições de ensino superior francesas decidiram suprimir alguns idiomas das suas provas de admissão, incluindo a língua portuguesa.
Defendemos a promoção da Língua Portuguesa, capitalizando o facto de o nosso idioma estar entre os dez mais falados no mundo.
A petição está online em:
http://www.petitionpublique.fr/PeticaoVer.aspx?pi=P2010N4578
Agricultura: Filipinas anunciam levantamento de embargo contra carne bovina portuguesa
O governo filipino anunciou hoje o levantamento do embargo de dez anos à importação de carne bovina portuguesa, imposto depois de diversos países europeus terem confirmado, em 2000, a existência de doença das vacas loucas entre os seus animais.
Proceso Alcala, secretário da Agricultura do governo das Filipinas, assinou a 14 de dezembro a ordem que permite "levantar o embargo temporário à importação de carne e produtos de carne derivado de gado bovino em Portugal, permitindo assim a importação dos produtos mencionados desde que estes cumpram condições certificadas pelo Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas português".
O fim do embargo acontece, segundo as autoridades filipinas, após Portugal ter provado que erradicou a doença das vacas loucas, ou encefalopatia espongiforme bovina.
Proceso Alcala, secretário da Agricultura do governo das Filipinas, assinou a 14 de dezembro a ordem que permite "levantar o embargo temporário à importação de carne e produtos de carne derivado de gado bovino em Portugal, permitindo assim a importação dos produtos mencionados desde que estes cumpram condições certificadas pelo Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas português".
O fim do embargo acontece, segundo as autoridades filipinas, após Portugal ter provado que erradicou a doença das vacas loucas, ou encefalopatia espongiforme bovina.
ONU: Portugal entre os novos membros que assumem lugares
Os cinco novos membros do Conselho de Segurança da ONU, entre eles Portugal, assumem hoje os lugares não permanentes, cabendo à diplomacia portuguesa liderar os grupos sobre a Coreia do Norte e os tribunais internacionais.
Fonte da missão diplomática portuguesa junto da ONU defendeu que, apesar de os dois dossiês serem "especialmente difíceis", a diplomacia portuguesa tem "competências e conhecimento" suficiente para assumir "calmamente" as presidências da comissão sobre as sanções à Coreia do Norte e do grupo de trabalho sobre os tribunais internacionais.
Das consultas entre os membros do Conselho resultou ainda um acordo informal para que Portugal assuma em 2012, o seu segundo ano como membro não permanente, a presidência do grupo de trabalho sobre o funcionamento do organismo, que era o principal objectivo da diplomacia portuguesa.
Juntamente com Alemanha, África do Sul, Índia e Colômbia, Portugal foi eleito em outubro para o lugar rotativo no órgão decisório da ONU, após a desistência do Canadá.
Fonte da missão diplomática portuguesa junto da ONU defendeu que, apesar de os dois dossiês serem "especialmente difíceis", a diplomacia portuguesa tem "competências e conhecimento" suficiente para assumir "calmamente" as presidências da comissão sobre as sanções à Coreia do Norte e do grupo de trabalho sobre os tribunais internacionais.
Das consultas entre os membros do Conselho resultou ainda um acordo informal para que Portugal assuma em 2012, o seu segundo ano como membro não permanente, a presidência do grupo de trabalho sobre o funcionamento do organismo, que era o principal objectivo da diplomacia portuguesa.
Juntamente com Alemanha, África do Sul, Índia e Colômbia, Portugal foi eleito em outubro para o lugar rotativo no órgão decisório da ONU, após a desistência do Canadá.
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