Israel está a estudar a construção de uma ilha ao largo da Faixa de Gaza, com porto e aeroporto destinados aos palestinianos, revelou hoje a segunda cadeia televisiva privada israelita, noticia a AFP.
O projecto, desenvolvido desde há três meses pelo ministro israelita dos Transportes, Yaakov Katz, com o apoio do chefe do governo, Benjamin Netanyahu, prevê a construção de uma ilha artificial com quatro quilómetros de comprimento por dois de largura.
Esta ilha acolheria também uma zona turística, uma marina, hotéis e uma unidade de dessalinização de água do mar.
Seria ligada a terra firme, na Faixa de Gaza, através de uma ponte com quatro quilómetros de comprimento.
O custo está estimado entre cinco mil milhões e dez mil milhões de dólares (3,5 mil milhões e 7,0 mil milhões de euros), conforme as opções escolhidas, e os trabalhos deverão durar entre seis a 10 anos, acrescentou a televisão.
Os responsáveis do projeto, que ainda precisam do apoio oficial e final de Benjamin Netanyahu, entendem que a ilha deveria ser gerida pela Autoridade Palestiniana, de Mahmud Abbas.
Submetida a um estrito embargo marítimo por Israel, a Faixa de Gaza, um território estreito de areia, que está entre as zonas mais pobres do mundo, é controlada desde junho de 2007 pelo movimento islamista Hamas.
Segundo o projeto israelita, os controlos de segurança de pessoas, mas também das mercadorias, seriam assegurados por uma "força internacional", que poderia incluir representantes da NATO, tanto na ilha, como na ponte, "para evitar tráficos".
Ainda segundo a televisão, este projeto, que já recebeu o "apoio entusiástico" do presidente Shimon Peres, permitiria a Israel desembaraçar-se "definitivamente da Faixa de Gaza", ao abandonar a tutela das trocas comerciais do território, enquanto mantinha o bloqueio marítimo, para impedir o contrabando de armas.
[A criatividade sionista é sempre deliciosa...]
quarta-feira, março 30, 2011
Mobi.e vai ser exportado para Xangai
O coordenador do projecto Mobi.e, João Dias, revelou hoje que "o Mobi.e foi o parceiro escolhido para montar o projecto de mobilidade eléctrica em Xangai", na sequência de um "grande interesse a nível internacional" que o projecto português tem despertado.
Dias, que falava na conferência do Jornal de Negócios sobre Mobilidade eléctrica, em Lisboa, explicou ainda que “há contactos com outros países” para a replicação do Mobi.e lá fora, mas não revelou para já quais os mercados.
“Temos boas razões para crer que muitos outros contratos de internacionalização poderão ser fechados”, comentou.
O mesmo responsável sublinhou ser importante que haja uma adesão maior do lado da procura a nível nacional, nomeadamente por parte das empresas, e indicou que estão a ser desenvolvidos contactos com outros municípios além dos 25 que integram o projecto Mobi.e desde o ano passado.
O coordenador do programa nacional de mobilidade eléctrica acredita que “Portugal pode retirar grandes proveitos em termos económicos desta tendência” e que há “todas as condições” para que a dinâmica da mobilidade eléctrica se acentue.
Dias, que falava na conferência do Jornal de Negócios sobre Mobilidade eléctrica, em Lisboa, explicou ainda que “há contactos com outros países” para a replicação do Mobi.e lá fora, mas não revelou para já quais os mercados.
“Temos boas razões para crer que muitos outros contratos de internacionalização poderão ser fechados”, comentou.
O mesmo responsável sublinhou ser importante que haja uma adesão maior do lado da procura a nível nacional, nomeadamente por parte das empresas, e indicou que estão a ser desenvolvidos contactos com outros municípios além dos 25 que integram o projecto Mobi.e desde o ano passado.
O coordenador do programa nacional de mobilidade eléctrica acredita que “Portugal pode retirar grandes proveitos em termos económicos desta tendência” e que há “todas as condições” para que a dinâmica da mobilidade eléctrica se acentue.
terça-feira, março 29, 2011
Parlamento falha comemoração do 25 de Abril
O primeiro-ministro José Sócrates já não voltará à Assembleia da República para o debate quinzenal que estava inicialmente agendada para sexta-feira. Os trabalhos parlamentares estão também dependentes do dia em que Cavaco Silva dissolver o Parlamento.
No final da conferência de líderes realizada esta tarde, a porta voz, Celeste Correia, indicou que dada a dissolução parlamentar que se advinha, devido à crise política, este ano não haverá a tradicional comemoração do 25 de Abril no plenário da Assembleia da República, pelo que, o discurso do Presidente da República no aniversário da revolução do cravos terá de ocorrer noutro local.
A decisão sobre a maior parte dos agendamentos possíveis das iniciativas no Parlamento fica pendente do Conselho de Estado convocado para Belém na quinta fera à tarde.
Após essa reunião, a conferência de líderes, que reúne os líderes parlamentares e o presidente da Assembleia da República, volta a reunir para, já conhecida a decisão do presidente sobre a data das eleições, saber quando se realiza a ultima sessão plenária.
Para amanhã, está confirmada a discussão e votação dos projectos do PSD para revogar o decreto do Governo que aumento o valor dos ajustes directos (amanhã à tarde) e um projecto de resolução do Bloco de Esquerda sobre a precariedade.
[Mais um fait-divers à portuguesa... A principal data deste regime não é comemorada no preciso ano em que ele mais está posto em causa! Mas terá o Parlamento tempo para assinalar o 25 de Novembro?]
No final da conferência de líderes realizada esta tarde, a porta voz, Celeste Correia, indicou que dada a dissolução parlamentar que se advinha, devido à crise política, este ano não haverá a tradicional comemoração do 25 de Abril no plenário da Assembleia da República, pelo que, o discurso do Presidente da República no aniversário da revolução do cravos terá de ocorrer noutro local.
A decisão sobre a maior parte dos agendamentos possíveis das iniciativas no Parlamento fica pendente do Conselho de Estado convocado para Belém na quinta fera à tarde.
Após essa reunião, a conferência de líderes, que reúne os líderes parlamentares e o presidente da Assembleia da República, volta a reunir para, já conhecida a decisão do presidente sobre a data das eleições, saber quando se realiza a ultima sessão plenária.
Para amanhã, está confirmada a discussão e votação dos projectos do PSD para revogar o decreto do Governo que aumento o valor dos ajustes directos (amanhã à tarde) e um projecto de resolução do Bloco de Esquerda sobre a precariedade.
[Mais um fait-divers à portuguesa... A principal data deste regime não é comemorada no preciso ano em que ele mais está posto em causa! Mas terá o Parlamento tempo para assinalar o 25 de Novembro?]
Macau: ANA confirma que sairá da gestão do Aeroporto e Autoridade Monetária compra mais dívida portuguesa
O presidente da ANA - Aeroportos de Portugal, Guilhermino Rodrigues, disse hoje que a Companhia do Aeroporto (CAM) de Macau quer “iniciar um processo de negociação comercial, mas não tendo em vista a renegociação do contrato de gestão”.
Antes, uma fonte ligada ao processo, tinha dito que a CAM informara a ADA - Administração de Aeroportos, participada da ANA, que não vai renovar o contrato de concessão da gestão do aeroporto de Macau que termina em setembro deste ano.
“Estranhamos esta informação dada pela CAM, na medida em que das reuniões que tivemos em março, em Macau, tanto com a CAM como com o Secretário das Obras Públicas, o nosso entendimento era que seria aberto um processo de renegociação do contrato”, afirmou o presidente da ANA.
Entretanto, Autoridade Monetária de Macau (AMM) comprou mais dívida portuguesa, disse hoje o presidente do organismo, Anselmo Teng, que não exclui novas aquisições.
"Adquirimos este ano alguns (títulos da dívida portuguesa) em diferentes parcelas e através de leilões públicos. A última aquisição ocorreu muito recentemente, antes da demissão do primeiro-ministro", José Sócrates, disse o responsável à margem de uma receção da AMM, sem querer avançar com os montantes envolvidos na operação.
Teng deixou em aberto a possibilidade de a AMM voltar a adquirir novas obrigações portuguesas ao salientar que se a "oportunidade for boa, o organismo voltará a ponderar comprar mais".
O mesmo responsável acrescentou que “todas as partes a todos os níveis reconhecem que o modelo de gestão do aeroporto com base na ADA correspondia também, sob o ponto de vista político, à manutenção de uma cooperação entre os Governos de Macau, Portugal e China”, pretendido por Pequim.
Antes, uma fonte ligada ao processo, tinha dito que a CAM informara a ADA - Administração de Aeroportos, participada da ANA, que não vai renovar o contrato de concessão da gestão do aeroporto de Macau que termina em setembro deste ano.
“Estranhamos esta informação dada pela CAM, na medida em que das reuniões que tivemos em março, em Macau, tanto com a CAM como com o Secretário das Obras Públicas, o nosso entendimento era que seria aberto um processo de renegociação do contrato”, afirmou o presidente da ANA.
Entretanto, Autoridade Monetária de Macau (AMM) comprou mais dívida portuguesa, disse hoje o presidente do organismo, Anselmo Teng, que não exclui novas aquisições.
"Adquirimos este ano alguns (títulos da dívida portuguesa) em diferentes parcelas e através de leilões públicos. A última aquisição ocorreu muito recentemente, antes da demissão do primeiro-ministro", José Sócrates, disse o responsável à margem de uma receção da AMM, sem querer avançar com os montantes envolvidos na operação.
Teng deixou em aberto a possibilidade de a AMM voltar a adquirir novas obrigações portuguesas ao salientar que se a "oportunidade for boa, o organismo voltará a ponderar comprar mais".
O mesmo responsável acrescentou que “todas as partes a todos os níveis reconhecem que o modelo de gestão do aeroporto com base na ADA correspondia também, sob o ponto de vista político, à manutenção de uma cooperação entre os Governos de Macau, Portugal e China”, pretendido por Pequim.
Portugal: Tribunal de Contas não conseguiu apurar número de fundações
"Não é possível identificar com rigor, o universo fundacional relativo às fundações de direito privado, em virtude de as bases de dados existentes, estabelecidas pelas entidades com responsabilidades diversas neste universo, não serem, em geral, completas e fiáveis”. Esta é a principal conclusão de uma auditoria que o Tribunal de Contas (TC) realizou em 2010 para tentar identificar o número de fundações existentes em Portugal, em particular as de direito privado.
O TC recomenda ao ministro da Presidência que aprove um novo regime para as fundações.
Mas “o resultado obtido é ilustrativo da situação confusa que ocorre no universo fundacional, fruto, quer de legislação incompleta, quer da inércia de algumas entidades com responsabilidades no sector”, lê-se no relatório que o TC acaba de divulgar.
A auditoria do Tribunal confirmou que “a base de dados do Instituto dos Registos e Notariado (IRN)/Registo Nacional de Pessoas Colectivas (RNPC) que, nos termos legais, deveria ser universal, não é, uma vez, que pelo menos, não inclui a totalidade das fundações registadas na Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros (SGPCM), na Direcção-Geral da Segurança Social (DGSS), Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) e Ministério da Ciência e do Ensino Superior”.
Por outro lado, a Direcção-Geral das Contribuições e Impostos (DGCI) apresenta mais de 40 mil registos respeitantes a fundações e a associações, “tendo-se detectado diversos registos diferentes da mesma entidade”.
“A informação pretendida (tipologia, datas de constituição, reconhecimento e atribuição de estatuto de utilidade pública) não está, na generalidade, disponível”, referem os juízes do TC, para concluir que “não existe articulação suficiente entre as várias entidades com vista à constituição e à manutenção actualizada das respectivas bases de dados, muito embora existam, quanto a este aspecto, os instrumentos legais necessários”.
À data da auditoria, estavam inscritas no Ficheiro Central das Pessoas Colectivas (FCPC) 817 fundações, na PCM 162 fundações privadas reconhecidas, na DGSS 20 fundações de solidariedade social, no IPAD, 19 fundações de cooperação, e na Secretaria-Geral do Ministério da Ciência e Ensino Superior três.
O próprio IRN admitiu, em sede de contraditório, que “nem sempre as entidades cumprem a obrigação de inscrição, e não há possibilidade da sua inscrição oficiosa, por falta de elementos ou de conhecimento oficioso dos consequentes actos de reconhecimento”.
Controlo da informação fiscal “é inviável”
No que respeita à obrigatória declaração anual de informação contabilística e fiscal das fundações, independentemente do seu estatuto de utilidade pública, a auditoria do TC concluiu que “a DGCI apenas tem conhecimento das situações relevantes do ciclo de vida das fundações quando estas o declaram em sede de sujeitos passivos, evidenciando deficiente articulação com o RNPC e com as entidades competentes para o reconhecimento e acompanhamento dos diversos tipos de fundações”. “Também por esta razão, não há garantia do cumprimento das obrigações declarativas”, lê-se no relatório.
Em sede de contraditório, a própria DGCI reconheceu que “o controlo da entrega de tais declarações declarativas de uma forma automática, face à latitude do universo de sujeitos passivos dispensados da obrigação, evidencia-se inviável (...) porque tal controlo seria fonte geradora de conflitos com os contribuintes que não teria como contrapartida expressão assinalável no âmbito das atribuições que são cometidas à DGCI”.
O TC recomenda ao ministro da Presidência que aprove um novo regime para as fundações.
Mas “o resultado obtido é ilustrativo da situação confusa que ocorre no universo fundacional, fruto, quer de legislação incompleta, quer da inércia de algumas entidades com responsabilidades no sector”, lê-se no relatório que o TC acaba de divulgar.
A auditoria do Tribunal confirmou que “a base de dados do Instituto dos Registos e Notariado (IRN)/Registo Nacional de Pessoas Colectivas (RNPC) que, nos termos legais, deveria ser universal, não é, uma vez, que pelo menos, não inclui a totalidade das fundações registadas na Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros (SGPCM), na Direcção-Geral da Segurança Social (DGSS), Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) e Ministério da Ciência e do Ensino Superior”.
Por outro lado, a Direcção-Geral das Contribuições e Impostos (DGCI) apresenta mais de 40 mil registos respeitantes a fundações e a associações, “tendo-se detectado diversos registos diferentes da mesma entidade”.
“A informação pretendida (tipologia, datas de constituição, reconhecimento e atribuição de estatuto de utilidade pública) não está, na generalidade, disponível”, referem os juízes do TC, para concluir que “não existe articulação suficiente entre as várias entidades com vista à constituição e à manutenção actualizada das respectivas bases de dados, muito embora existam, quanto a este aspecto, os instrumentos legais necessários”.
À data da auditoria, estavam inscritas no Ficheiro Central das Pessoas Colectivas (FCPC) 817 fundações, na PCM 162 fundações privadas reconhecidas, na DGSS 20 fundações de solidariedade social, no IPAD, 19 fundações de cooperação, e na Secretaria-Geral do Ministério da Ciência e Ensino Superior três.
O próprio IRN admitiu, em sede de contraditório, que “nem sempre as entidades cumprem a obrigação de inscrição, e não há possibilidade da sua inscrição oficiosa, por falta de elementos ou de conhecimento oficioso dos consequentes actos de reconhecimento”.
Controlo da informação fiscal “é inviável”
No que respeita à obrigatória declaração anual de informação contabilística e fiscal das fundações, independentemente do seu estatuto de utilidade pública, a auditoria do TC concluiu que “a DGCI apenas tem conhecimento das situações relevantes do ciclo de vida das fundações quando estas o declaram em sede de sujeitos passivos, evidenciando deficiente articulação com o RNPC e com as entidades competentes para o reconhecimento e acompanhamento dos diversos tipos de fundações”. “Também por esta razão, não há garantia do cumprimento das obrigações declarativas”, lê-se no relatório.
Em sede de contraditório, a própria DGCI reconheceu que “o controlo da entrega de tais declarações declarativas de uma forma automática, face à latitude do universo de sujeitos passivos dispensados da obrigação, evidencia-se inviável (...) porque tal controlo seria fonte geradora de conflitos com os contribuintes que não teria como contrapartida expressão assinalável no âmbito das atribuições que são cometidas à DGCI”.
Defesa: NATO e Base das Lajes na agenda de ministro nos EUA
O ministro da Defesa chega hoje aos EUA, onde terá um encontro com o secretário norte-americano da Defesa, para discutir o comando da NATO em Oeiras, Base das Lajes e participação de empresas portuguesas em concursos militares norte-americanos.
No âmbito da NATO, fonte da embaixada em Washington disse que o ministro Augusto Santos Silva irá discutir com o seu homólogo o futuro papel do comando em Oeiras, no quadro dos resultados da Cimeira da Aliança Atlântica em Lisboa, no final do ano passado.
Recentemente, Santos Silva disse que a reforma dos comandos da NATO, que decidirá a permanência do actual comando de Oeiras, está atrasada e deverá conhecer desenvolvimentos em junho.
No âmbito da NATO, fonte da embaixada em Washington disse que o ministro Augusto Santos Silva irá discutir com o seu homólogo o futuro papel do comando em Oeiras, no quadro dos resultados da Cimeira da Aliança Atlântica em Lisboa, no final do ano passado.
Recentemente, Santos Silva disse que a reforma dos comandos da NATO, que decidirá a permanência do actual comando de Oeiras, está atrasada e deverá conhecer desenvolvimentos em junho.
segunda-feira, março 28, 2011
Taiwan com interesse na TAP e em outras empresas portuguesas
As empresas de Taiwan têm interesse em participar na privatização da TAP e de outras empresas portuguesas, num processo de aproximação comercial entre Portugal e Taipé, disse o representante taiwanês em Lisboa.
Diego Lin Chou afirmou que a necessidade da expansão das empresas de Taiwan as leva a olhar para Portugal - e para as empresas portuguesas a privatizar - como um destino natural, mas que é preciso que os investidores taiwaneses saibam das oportunidades na economia portuguesa.
"As empresas de Taiwan têm de fazer frente à concorrência internacional, de empresas de outros países. Por isso têm de melhorar a sua capacidade competitiva. Com esse pensamento, se têm lucros, se têm rendimentos, com certeza que querem participar na privatização da TAP e de outras empresas estatais, mas o Governo [português] tem de fornecer informações", disse o chefe do Centro Económico e Cultural de Taiwan em Portugal.
[Só se a China continental deixar...]
Diego Lin Chou afirmou que a necessidade da expansão das empresas de Taiwan as leva a olhar para Portugal - e para as empresas portuguesas a privatizar - como um destino natural, mas que é preciso que os investidores taiwaneses saibam das oportunidades na economia portuguesa.
"As empresas de Taiwan têm de fazer frente à concorrência internacional, de empresas de outros países. Por isso têm de melhorar a sua capacidade competitiva. Com esse pensamento, se têm lucros, se têm rendimentos, com certeza que querem participar na privatização da TAP e de outras empresas estatais, mas o Governo [português] tem de fornecer informações", disse o chefe do Centro Económico e Cultural de Taiwan em Portugal.
[Só se a China continental deixar...]
Mísia segunda vez agraciada pelo Governo francês
Mísia vai ser distinguida pelo Governo francês com o grau de Oficial da Ordem das Artes e Letras. A fadista portuguesa vai ser recebida na quarta-feira pelo embaixador de França em Portugal, Pascal Teixeira da Silva, no Palácio de Santos.
Esta é assim a segunda vez que Mísia é agraciada pelo Governo francês, tendo sido distinguida em 2004 pelo ministro da Cultura francesa, com o grau de Cavaleiro desta mesma ordem. Um ano depois, recebeu do Presidente da Câmara de Paris, Bertrand Delanoë, a Grande Medalha de Vermeil da Cidade, a maior distinção da capital francesa.
Num comunicado, o governo francês destaca o percurso de 20 anos da fadista portuguesa. “O seu estilo, único e peculiar, revolucionou a interpretação tradicional do fado. Num momento em que surgem muitas vozes talentosas, Mísia permanece uma figura incontornável, indissociável da cultura e da identidade nacional portuguesas”, pode-se ler no comunicado.
O Governo francês refere ainda que com esta distinção, “a França pretende homenagear esta excelente intérprete que contribuiu com uma sonoridade própria para o reconhecimento do Fado dos nossos dias”.
A Ordem das Artes e das Letras foi criada em 1957 com o objectivo de distinguir personalidades pelo mérito na criação ou actividade no meio artístico ou literário em França ou no mundo e possui três níveis, por ordem crescente de importância: cavaleiro, oficial e comandante.
Este ano Mísia, além do lançamento do novo álbum totalmente constituído por fados tradicionais com letras escritas por mulheres, irá actuar em Nova Iorque, no âmbito da apresentação do filme “Passione”, de John Turturro.
Esta é assim a segunda vez que Mísia é agraciada pelo Governo francês, tendo sido distinguida em 2004 pelo ministro da Cultura francesa, com o grau de Cavaleiro desta mesma ordem. Um ano depois, recebeu do Presidente da Câmara de Paris, Bertrand Delanoë, a Grande Medalha de Vermeil da Cidade, a maior distinção da capital francesa.
Num comunicado, o governo francês destaca o percurso de 20 anos da fadista portuguesa. “O seu estilo, único e peculiar, revolucionou a interpretação tradicional do fado. Num momento em que surgem muitas vozes talentosas, Mísia permanece uma figura incontornável, indissociável da cultura e da identidade nacional portuguesas”, pode-se ler no comunicado.
O Governo francês refere ainda que com esta distinção, “a França pretende homenagear esta excelente intérprete que contribuiu com uma sonoridade própria para o reconhecimento do Fado dos nossos dias”.
A Ordem das Artes e das Letras foi criada em 1957 com o objectivo de distinguir personalidades pelo mérito na criação ou actividade no meio artístico ou literário em França ou no mundo e possui três níveis, por ordem crescente de importância: cavaleiro, oficial e comandante.
Este ano Mísia, além do lançamento do novo álbum totalmente constituído por fados tradicionais com letras escritas por mulheres, irá actuar em Nova Iorque, no âmbito da apresentação do filme “Passione”, de John Turturro.
Um prognóstico arriscado a meses das eleições legislativas
Nestes 50 e alguns dias em que o Governo PS vai estar em gestão, este vai fazer a vida negra ao PSD de Passos Coelho.
Sócrates venderá muito cara uma possível derrota. Se é que vai ser derrotado.
O acumular de disparates e dislates de Passos Coelho até às eleições não trará nada de bom para o seu partido. Aguentará a liderança do partido se não vencer as legislativas? À primeira vista parece que não...
Basta a Sócrates obter, no mínimo, 35%-38% do elitorado e as coisas complicar-se-ão para os lados do PSD. A vitória de Sócrates estaria muito perto, mesmo que sem a maioria!
O PSD precisava de 42%-46% para estar "à vontade" no parlamento. Será que lá chega? Coligado com o CDS-PP terá, em princípio, maioria alargada. Certo é que o CDS-PP fará valer os seus argumentos quanto maior for o seu peso eleitoral.
Sócrates venderá muito cara uma possível derrota. Se é que vai ser derrotado.
O acumular de disparates e dislates de Passos Coelho até às eleições não trará nada de bom para o seu partido. Aguentará a liderança do partido se não vencer as legislativas? À primeira vista parece que não...
Basta a Sócrates obter, no mínimo, 35%-38% do elitorado e as coisas complicar-se-ão para os lados do PSD. A vitória de Sócrates estaria muito perto, mesmo que sem a maioria!
O PSD precisava de 42%-46% para estar "à vontade" no parlamento. Será que lá chega? Coligado com o CDS-PP terá, em princípio, maioria alargada. Certo é que o CDS-PP fará valer os seus argumentos quanto maior for o seu peso eleitoral.
Souto Moura vencedor de 'Nobel' da arquitectura
O arquitecto do Porto ganhou o prémio que já distinguiu nomes como Oscar Niemeyer e Frank Gehry.
Eduardo Souto Moura venceu o prémio Pritzker 2011, considerado como o "Nobel da arquitectura". O anúncio foi feito por um site especializado na área - o "Scalae".
O atelier do arquitecto Eduardo Souto Moura confirmou a atribuição do prémio Pritzker 2011, o maior galardão mundial na área da arquitectura.
Entre os projectos mencionados, o júri destacou a obra do Estádio Municipal Braga, construído para o Euro 2004, mais conhecido como o estádio AXA, construído numa antiga pedreira.
“Durante as últimas três décadas, Eduardo Souto Moura produziu um corpo de trabalho que é do nosso tempo mas que também tem ecos da arquitectura tradicional. Os seus edifícios apresentam uma capacidade única”, pode-se ler no comunicado emitido pelo júri do prémio.
Souto Moura é também autor de projectos como a Casa das Histórias, o museu da pintora Paula Rego, em Cascais. Recebeu o Prémio Pessoa em 1998, e é o segundo arquitecto português a receber o Pritzker (Álvaro Siza recebeu-o em 1992).
Souto Moura receberá o prémio, no valor de 100 mil dólares (cerca de 70 mil euros), numa cerimónia que acontecerá em Junho em Washington D.C.
Eduardo Souto Moura venceu o prémio Pritzker 2011, considerado como o "Nobel da arquitectura". O anúncio foi feito por um site especializado na área - o "Scalae".
O atelier do arquitecto Eduardo Souto Moura confirmou a atribuição do prémio Pritzker 2011, o maior galardão mundial na área da arquitectura.
Entre os projectos mencionados, o júri destacou a obra do Estádio Municipal Braga, construído para o Euro 2004, mais conhecido como o estádio AXA, construído numa antiga pedreira.
“Durante as últimas três décadas, Eduardo Souto Moura produziu um corpo de trabalho que é do nosso tempo mas que também tem ecos da arquitectura tradicional. Os seus edifícios apresentam uma capacidade única”, pode-se ler no comunicado emitido pelo júri do prémio.
Souto Moura é também autor de projectos como a Casa das Histórias, o museu da pintora Paula Rego, em Cascais. Recebeu o Prémio Pessoa em 1998, e é o segundo arquitecto português a receber o Pritzker (Álvaro Siza recebeu-o em 1992).
Souto Moura receberá o prémio, no valor de 100 mil dólares (cerca de 70 mil euros), numa cerimónia que acontecerá em Junho em Washington D.C.
quarta-feira, março 23, 2011
Timor. Plenário no parlamento pela primeira vez em português
Resolução parlamentar obriga à utilização da língua portuguesa pelo menos uma vez por mês.
Indonésia quer investir no petróleo timorense
A língua portuguesa foi ontem utilizada, pela primeira vez, no debate parlamentar de Timor-Leste, dando cumprimento a uma resolução tomada pelo parlamento nacional em Outubro do ano passado. Na sessão plenária, o presidente do parlamento, Fernando Lasama Araújo, justificou a escolha do português com a necessidade de os deputados criarem o hábito de se exprimirem numa das duas línguas oficiais do país, a par do tétum, tal como define a Constituição de Timor-Leste.
"A língua portuguesa, a par da língua tétum, faz parte do património nacional, sendo um elemento de unificação nacional, contribuindo decisivamente para a coesão da sociedade e do Estado timorenses", lê-se no documento.
Esta não foi, no entanto, a primeira vez que se ouviu a língua de Camões naquela câmara. Na última semana, por altura da visita do presidente do Tribunal de Contas português, Guilherme d''Oliveira Martins, as intervenções dos deputados foram feitas em português. A adopção da língua portuguesa nos trabalhos parlamentares tem em conta que o parlamento de Timor-Leste vai ser o anfitrião da Assembleia Parlamentar da CPLP, cuja próxima reunião se realizará este ano em Díli.
A língua portuguesa foi considerada pelo parlamento timorense "como instrumento privilegiado para o aprofundamento dos laços históricos e culturais com os estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa" e um meio para "o reforço da presença de Timor-Leste nos organismos internacionais, em que têm sido desenvolvidos esforços para a afirmação da língua portuguesa como língua oficial".
Também ontem, o governo de Jacarta manifestou interesse em investir em Timor-Leste. "Há vontade da Indonésia em investir nos sectores do petróleo e do gás. O governo indonésio encara positivamente o convite" de Timor-Leste ao investimento em várias áreas, incluindo estas, disse, em conferência de imprensa, Teuku Faizasyah, porta-voz do presidente indonésio para as relações internacionais, no âmbito da visita do primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão.
O governo indonésio deu ainda conta do seu interesse em investir em infra-estruturas naquele país, e disponibilizar crédito para comprar equipamento militar. O ministro da Defesa, Purnomo Yusgiantoro, adiantou ainda que Timor-Leste encomendou a um construtor indonésio de barcos uma lancha rápida para patrulhar o território, com um custo estimado de 14 milhões de euros. Teuku Faizasyah falava no final de um encontro entre o presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, e o primeiro-ministro de Timor-Leste para discutir as relações bilaterais, no qual manifestou também o apoio indonésio à adesão de Timor-Leste à Associação de Nações do Sudeste Asiático.
Os dois chefes de governo concordaram ainda na necessidade de resolver os problemas relacionados com as fronteiras comuns, concordando na necessidade de "uma melhor gestão através de uma abordagem suave".
Indonésia quer investir no petróleo timorense
A língua portuguesa foi ontem utilizada, pela primeira vez, no debate parlamentar de Timor-Leste, dando cumprimento a uma resolução tomada pelo parlamento nacional em Outubro do ano passado. Na sessão plenária, o presidente do parlamento, Fernando Lasama Araújo, justificou a escolha do português com a necessidade de os deputados criarem o hábito de se exprimirem numa das duas línguas oficiais do país, a par do tétum, tal como define a Constituição de Timor-Leste.
"A língua portuguesa, a par da língua tétum, faz parte do património nacional, sendo um elemento de unificação nacional, contribuindo decisivamente para a coesão da sociedade e do Estado timorenses", lê-se no documento.
Esta não foi, no entanto, a primeira vez que se ouviu a língua de Camões naquela câmara. Na última semana, por altura da visita do presidente do Tribunal de Contas português, Guilherme d''Oliveira Martins, as intervenções dos deputados foram feitas em português. A adopção da língua portuguesa nos trabalhos parlamentares tem em conta que o parlamento de Timor-Leste vai ser o anfitrião da Assembleia Parlamentar da CPLP, cuja próxima reunião se realizará este ano em Díli.
A língua portuguesa foi considerada pelo parlamento timorense "como instrumento privilegiado para o aprofundamento dos laços históricos e culturais com os estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa" e um meio para "o reforço da presença de Timor-Leste nos organismos internacionais, em que têm sido desenvolvidos esforços para a afirmação da língua portuguesa como língua oficial".
Também ontem, o governo de Jacarta manifestou interesse em investir em Timor-Leste. "Há vontade da Indonésia em investir nos sectores do petróleo e do gás. O governo indonésio encara positivamente o convite" de Timor-Leste ao investimento em várias áreas, incluindo estas, disse, em conferência de imprensa, Teuku Faizasyah, porta-voz do presidente indonésio para as relações internacionais, no âmbito da visita do primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão.
O governo indonésio deu ainda conta do seu interesse em investir em infra-estruturas naquele país, e disponibilizar crédito para comprar equipamento militar. O ministro da Defesa, Purnomo Yusgiantoro, adiantou ainda que Timor-Leste encomendou a um construtor indonésio de barcos uma lancha rápida para patrulhar o território, com um custo estimado de 14 milhões de euros. Teuku Faizasyah falava no final de um encontro entre o presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, e o primeiro-ministro de Timor-Leste para discutir as relações bilaterais, no qual manifestou também o apoio indonésio à adesão de Timor-Leste à Associação de Nações do Sudeste Asiático.
Os dois chefes de governo concordaram ainda na necessidade de resolver os problemas relacionados com as fronteiras comuns, concordando na necessidade de "uma melhor gestão através de uma abordagem suave".
Imprensa espanhola diz que hoje é dia D para resgate de Portugal
A crise política em Portugal e o seu eventual impacto num resgate económico do país merecem hoje amplo destaque na imprensa espanhola, tanto nas edições em papel como nas electrónicas.
O jornal económico Expansion é um dos que dedicam mais atenção à situação política portuguesa, considerando que hoje é "o dia D para um possível resgate" económico, com os "focos do mercado postos" em Portugal.
O jornal refere que o Parlamento vota hoje "um plano de austeridade, mas se o Governo, em minoria, não o conseguir aprovar pode representar a faísca que acenda os planos de resgate".
Esse cenário de resgate poderia ser ainda reforçado, segundo o jornal, pela eventualidade dos mercados reagirem a decisões aquém do esperado durante a cimeira europeia desta semana.
Num outro artigo, o mesmo jornal refere que Portugal vive "horas decisivas" na "batalha contra os mercados para fugir ao temido resgate".
Também o jornal Cinco Dias comenta os acontecimentos de hoje, referindo que "Sócrates liga o seu futuro ao apoio da oposição aos ajustes" e que a crise política "resultará num aumento da pressão sobre a dívida portuguesa e numa aceleração de um possível resgate".
Esta tónica mantém-se na cobertura dos generalistas como o ABC, que considera que "cada dia se complica mais a situação económica e política de Portugal", com "a crise política a empurrar Portugal para a intervenção".
O El Pais, na primeira página, titula "Risco de um bloqueio político agrava crise económica em Portugal", com o país "a entrar no período de descontos" e o mercado a ter já "ditado a sua sentença elevando as taxas de juro acima dos 8%".
Este diário abre o seu caderno de economia com Lisboa, considerando que a situação política "ameaça levar Portugal ao resgate".
O El Mundo também se refere à possibilidade de um resgate caso a crise política se concretize com a rejeição do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).
Na sua edição online, a RTVE também destaca a situação em Portugal, afirmando que a crise política "ameaça o novo plano de austeridade" e que a recusa desse plano "poderia provocar a demissão do primeiro-ministro".
A página da televisão e rádio públicas recorda que este é o quarto PEC e também considera que se não for aprovado poderá "reacender o debate sobre o resgate".
Também as agências dedicam espaço ao tema, com a Europa Press a considerar que "Sócrates liga a sua sobrevivência política à aprovação do novo plano de ajuste".
O jornal económico Expansion é um dos que dedicam mais atenção à situação política portuguesa, considerando que hoje é "o dia D para um possível resgate" económico, com os "focos do mercado postos" em Portugal.
O jornal refere que o Parlamento vota hoje "um plano de austeridade, mas se o Governo, em minoria, não o conseguir aprovar pode representar a faísca que acenda os planos de resgate".
Esse cenário de resgate poderia ser ainda reforçado, segundo o jornal, pela eventualidade dos mercados reagirem a decisões aquém do esperado durante a cimeira europeia desta semana.
Num outro artigo, o mesmo jornal refere que Portugal vive "horas decisivas" na "batalha contra os mercados para fugir ao temido resgate".
Também o jornal Cinco Dias comenta os acontecimentos de hoje, referindo que "Sócrates liga o seu futuro ao apoio da oposição aos ajustes" e que a crise política "resultará num aumento da pressão sobre a dívida portuguesa e numa aceleração de um possível resgate".
Esta tónica mantém-se na cobertura dos generalistas como o ABC, que considera que "cada dia se complica mais a situação económica e política de Portugal", com "a crise política a empurrar Portugal para a intervenção".
O El Pais, na primeira página, titula "Risco de um bloqueio político agrava crise económica em Portugal", com o país "a entrar no período de descontos" e o mercado a ter já "ditado a sua sentença elevando as taxas de juro acima dos 8%".
Este diário abre o seu caderno de economia com Lisboa, considerando que a situação política "ameaça levar Portugal ao resgate".
O El Mundo também se refere à possibilidade de um resgate caso a crise política se concretize com a rejeição do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).
Na sua edição online, a RTVE também destaca a situação em Portugal, afirmando que a crise política "ameaça o novo plano de austeridade" e que a recusa desse plano "poderia provocar a demissão do primeiro-ministro".
A página da televisão e rádio públicas recorda que este é o quarto PEC e também considera que se não for aprovado poderá "reacender o debate sobre o resgate".
Também as agências dedicam espaço ao tema, com a Europa Press a considerar que "Sócrates liga a sua sobrevivência política à aprovação do novo plano de ajuste".
Maputo e Lisboa lançam geminação de dez escolas profissionais
Os governos de Portugal e Moçambique lançaram hoje em Maputo um projecto piloto de geminação de dez escolas profissionais portuguesas e moçambicanas, que permitirá a partilha de conteúdos técnicos em tempo real, através da Internet.
Cerca de mil alunos moçambicanos de cinco estabelecimentos de ensino técnico vão beneficiar deste projecto de geminação com outras cinco escolas portuguesas da Mealhada, Santo Tirso, Abrantes, Alcobaça e Fermil.
O director nacional do Ensino Técnico em Moçambique, Gilberto Botas, disse que pelo menos 44 professores moçambicanos estão a ser formados em Portugal, 20 dos quais em cursos de curta duração e os restantes nos de longa duração, três anos, devendo regressar em 2012 com o nível médio, para dar aulas nas escolas técnicas.
"Somos capazes de ter rendimentos muito altos" resultantes da geminação, até porque o governo moçambicano prevê alargar o número de escolas profissionais dos actuais 45 distritos para 128 distritos nos próximos anos, disse à Lusa a vice-ministra da Educação de Moçambique, Leda Hugo.
O embaixador de Portugal em Moçambique, Mário Godinho de Matos, referiu que "a educação tem sido tradicionalmente uma aposta central da cooperação portuguesa", quer nos ensinos básico e secundário, quer ao nível do ensino superior e técnico profissional.
"Os desafios que Moçambique enfrenta neste domínio são enormes, Portugal e a cooperação portuguesa não poderiam deixar de dar o contributo para vencer esse desafio, com iniciativas como esta que hoje presenciámos", disse o diplomata.
No âmbito de um projecto de apoio às escolas profissionais, que dura há uma década, Portugal tem trocado experiência curricular e pedagógica com Moçambique, privilegiando a formação de recursos humanos moçambicanos na área da agricultura, mecânica, electrónica, construção civil e administração.
A troca de experiências contempla quadros de direcção, estudantes e professores através da plataforma de Internet, ou epistolar.
A parceria entre a cooperação portuguesa e o Ministério da Educação de Moçambique é agora alargada ao ensino profissional através desta iniciativa pioneira de geminação de escolas profissionais.
Cerca de mil alunos moçambicanos de cinco estabelecimentos de ensino técnico vão beneficiar deste projecto de geminação com outras cinco escolas portuguesas da Mealhada, Santo Tirso, Abrantes, Alcobaça e Fermil.
O director nacional do Ensino Técnico em Moçambique, Gilberto Botas, disse que pelo menos 44 professores moçambicanos estão a ser formados em Portugal, 20 dos quais em cursos de curta duração e os restantes nos de longa duração, três anos, devendo regressar em 2012 com o nível médio, para dar aulas nas escolas técnicas.
"Somos capazes de ter rendimentos muito altos" resultantes da geminação, até porque o governo moçambicano prevê alargar o número de escolas profissionais dos actuais 45 distritos para 128 distritos nos próximos anos, disse à Lusa a vice-ministra da Educação de Moçambique, Leda Hugo.
O embaixador de Portugal em Moçambique, Mário Godinho de Matos, referiu que "a educação tem sido tradicionalmente uma aposta central da cooperação portuguesa", quer nos ensinos básico e secundário, quer ao nível do ensino superior e técnico profissional.
"Os desafios que Moçambique enfrenta neste domínio são enormes, Portugal e a cooperação portuguesa não poderiam deixar de dar o contributo para vencer esse desafio, com iniciativas como esta que hoje presenciámos", disse o diplomata.
No âmbito de um projecto de apoio às escolas profissionais, que dura há uma década, Portugal tem trocado experiência curricular e pedagógica com Moçambique, privilegiando a formação de recursos humanos moçambicanos na área da agricultura, mecânica, electrónica, construção civil e administração.
A troca de experiências contempla quadros de direcção, estudantes e professores através da plataforma de Internet, ou epistolar.
A parceria entre a cooperação portuguesa e o Ministério da Educação de Moçambique é agora alargada ao ensino profissional através desta iniciativa pioneira de geminação de escolas profissionais.
Presidente do Brasil visita Portugal na próxima semana
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, realiza entre terça e quinta-feira a primeira visita oficial a Portugal, estando presente na cerimónia de doutoramento do seu antecessor no cargo na Universidade de Coimbra.
"A presidente da República Federativa do Brasil, Dilma Rousseff, efectuará uma visita oficial a Portugal, em resposta ao convite que lhe dirigiu o Presidente Aníbal Cavaco Silva, permanecendo no nosso país entre os dias 29 e 31 de Março", segundo uma nota divulgada no site da Presidência da República.
Naquela que será a primeira visita oficial da presidente brasileira a um país europeu, Dilma Rousseff participará na quarta-feira com o chefe de Estado português na cerimónia de doutoramento honoris causa do ex-Presidente do Brasil, Lula da Silva.
No dia seguinte, Dilma Rousseff será recebida de manhã no Palácio de Belém pelo Presidente da República, com quem terá uma reunião de trabalho.
Depois, a presidente brasileira irá à Assembleia da República para um encontro com Jaime Gama e ao Palácio de São Bento, para uma reunião com o primeiro-ministro, José Sócrates.
Ainda segundo a nota da Presidência da República, o programa da visita oficial termina com um almoço oferecido pelo chefe de Estado português em honra da sua homóloga brasileira.
"A presidente da República Federativa do Brasil, Dilma Rousseff, efectuará uma visita oficial a Portugal, em resposta ao convite que lhe dirigiu o Presidente Aníbal Cavaco Silva, permanecendo no nosso país entre os dias 29 e 31 de Março", segundo uma nota divulgada no site da Presidência da República.
Naquela que será a primeira visita oficial da presidente brasileira a um país europeu, Dilma Rousseff participará na quarta-feira com o chefe de Estado português na cerimónia de doutoramento honoris causa do ex-Presidente do Brasil, Lula da Silva.
No dia seguinte, Dilma Rousseff será recebida de manhã no Palácio de Belém pelo Presidente da República, com quem terá uma reunião de trabalho.
Depois, a presidente brasileira irá à Assembleia da República para um encontro com Jaime Gama e ao Palácio de São Bento, para uma reunião com o primeiro-ministro, José Sócrates.
Ainda segundo a nota da Presidência da República, o programa da visita oficial termina com um almoço oferecido pelo chefe de Estado português em honra da sua homóloga brasileira.
segunda-feira, março 21, 2011
Hotéis em Portugal são os sextos mais baratos da Europa
Os hotéis em Portugal eram no ano passado os sextos mais baratos da Europa e os 11.º mais baratos do mundo, segundo o estudo Hotel Price Índex, hoje divulgado.
O estudo foi realizado pela Hotéis.com, um site internacional para reservas de hotéis, analisa 110 mil estabelecimentos hoteleiros em todo o mundo, concluindo que a média de preço de alojamento em Portugal, que em 2010 foi de 87 euros, aumentou 2,35% (ou dois euros) face a 2009.
A Hungria liderou o ranking dos mais baratos, com médias de preço de quartos de 69 euros por noite, seguida pela Nova Zelândia (70 euros) e pela Polónia (74 euros).
À frente de Portugal surge a Espanha (84 euros), o quinto país mais barato da Europa e o 10º a nível mundial, segundo o estudo.
O Brasil, onde os custos de estadia dispararam em 2010 cerca de 17%, aparece no ranking como o país mais caro do mundo no ano passado (145 euros por noite), seguido pela Suíça (140 euros) e Israel (138 euros).
O estudo foi realizado pela Hotéis.com, um site internacional para reservas de hotéis, analisa 110 mil estabelecimentos hoteleiros em todo o mundo, concluindo que a média de preço de alojamento em Portugal, que em 2010 foi de 87 euros, aumentou 2,35% (ou dois euros) face a 2009.
A Hungria liderou o ranking dos mais baratos, com médias de preço de quartos de 69 euros por noite, seguida pela Nova Zelândia (70 euros) e pela Polónia (74 euros).
À frente de Portugal surge a Espanha (84 euros), o quinto país mais barato da Europa e o 10º a nível mundial, segundo o estudo.
O Brasil, onde os custos de estadia dispararam em 2010 cerca de 17%, aparece no ranking como o país mais caro do mundo no ano passado (145 euros por noite), seguido pela Suíça (140 euros) e Israel (138 euros).
EDP é 280ª marca mais valiosa do mundo e vale mais que o Facebook
A Portugal Telecom abandonou a lista das 500 marcas mais valiosas de todo o mundo, classificação liderada pela Google.
A Energias de Portugal é a 280ª marca mais valiosa em todo o mundo, o que significa uma queda em relação à 193ª posição que ocupava no ano passado. No entanto, a eléctrica nacional consegue ficar um lugar acima do valor de marca do Facebook.
De acordo com a classificação elaborada pela “Brand Finance” e que avalia as 500 marcas mais valiosas de todo o globo, a EDP passa de um valor da marca de 4,4 mil milhões de dólares para 3,692 mil milhões de dólares, que corresponde também a uma perda do “rating” de AA para AA-.
Apesar da queda, a empresa liderada por António Mexia consegue ficar à frente do Facebook, que entra pela primeira vez para a lista. Com uma importância de 3,69 mil milhões de dólares, a empresa que gere a rede social não ocupa uma melhor posição devido à opacidade da estratégia de diversificação do seu produto, embora a “Brand Finance” escreva que não há muitas dúvidas sobre a “enorme popularidade” da marca.
No ano passado, a EDP ocupava a 193ª posição e a congénere espanhola, Iberdrola, estava apenas 10 lugares acima, como a 183ª marca mais valiosa. Este ano, a diferença alargou-se consideravelmente. A cotada portuguesa ficou-se, então, pela 280ª posição, enquanto a espanhola está agora no 111º lugar, uma subida de 4,6 mil milhões para 8,2 mil milhões de dólares no valor de marca.
A Portugal Telecom abandonou a classificação e já não está entre as 500 empresas com uma marca de destaque. Em 2010, a marca PT encontrava-se na 373ª posição com um valor de 2,5 mil milhões de dólares. Tendo em conta que a empresa que está na 500ª posição, a norte-americana Cognizant Tech, vale 2,26 mil milhões de dólares, a cotada liderada por Zeinal Bava viu diminuir a soma da marca pelo menos abaixo deste montante.
A Energias de Portugal é a 280ª marca mais valiosa em todo o mundo, o que significa uma queda em relação à 193ª posição que ocupava no ano passado. No entanto, a eléctrica nacional consegue ficar um lugar acima do valor de marca do Facebook.
De acordo com a classificação elaborada pela “Brand Finance” e que avalia as 500 marcas mais valiosas de todo o globo, a EDP passa de um valor da marca de 4,4 mil milhões de dólares para 3,692 mil milhões de dólares, que corresponde também a uma perda do “rating” de AA para AA-.
Apesar da queda, a empresa liderada por António Mexia consegue ficar à frente do Facebook, que entra pela primeira vez para a lista. Com uma importância de 3,69 mil milhões de dólares, a empresa que gere a rede social não ocupa uma melhor posição devido à opacidade da estratégia de diversificação do seu produto, embora a “Brand Finance” escreva que não há muitas dúvidas sobre a “enorme popularidade” da marca.
No ano passado, a EDP ocupava a 193ª posição e a congénere espanhola, Iberdrola, estava apenas 10 lugares acima, como a 183ª marca mais valiosa. Este ano, a diferença alargou-se consideravelmente. A cotada portuguesa ficou-se, então, pela 280ª posição, enquanto a espanhola está agora no 111º lugar, uma subida de 4,6 mil milhões para 8,2 mil milhões de dólares no valor de marca.
A Portugal Telecom abandonou a classificação e já não está entre as 500 empresas com uma marca de destaque. Em 2010, a marca PT encontrava-se na 373ª posição com um valor de 2,5 mil milhões de dólares. Tendo em conta que a empresa que está na 500ª posição, a norte-americana Cognizant Tech, vale 2,26 mil milhões de dólares, a cotada liderada por Zeinal Bava viu diminuir a soma da marca pelo menos abaixo deste montante.
quinta-feira, março 17, 2011
EUA: Instituto Camões quer reforçar ensino do português
O Instituto Camões (IC) e a Escola Internacional das Nações Unidas estão em contactos para prolongar e reforçar aulas de Língua Portuguesa naquela instituição de ensino, disse Fernanda Costa, coordenadora do ensino do português nos Estados Unidos.
Frequentada sobretudo por filhos de diplomatas da ONU, além de outros estrangeiros e norte-americanos, a escola, localizada em Nova Iorque, oferece desde fevereiro aulas de português, com apoio do IC, uma vez por semana a um grupo de dezena e meia de alunos, sobretudo portugueses e brasileiros, um primeiro passo de colaboração.
"O protocolo tem de ser estabelecido entre as duas partes interessadas e o conteúdo ainda vai ser objecto de negociação. Aguardo orientações da tutela para darmos continuidade", disse a coordenadora.
Frequentada sobretudo por filhos de diplomatas da ONU, além de outros estrangeiros e norte-americanos, a escola, localizada em Nova Iorque, oferece desde fevereiro aulas de português, com apoio do IC, uma vez por semana a um grupo de dezena e meia de alunos, sobretudo portugueses e brasileiros, um primeiro passo de colaboração.
"O protocolo tem de ser estabelecido entre as duas partes interessadas e o conteúdo ainda vai ser objecto de negociação. Aguardo orientações da tutela para darmos continuidade", disse a coordenadora.
Madrid: Especialistas descobrem Van Dyck na cave de museu
Especialistas da Real Academia de Belas Artes de San Fernando, em Madrid, encontraram na cave deste museu uma obra do mestre flamenco Anthonius van Dyck, "A Virgem e a Criança com os pecadores arrependidos", informou esta quinta-feira o jornal El País.
O óleo "representa a Virgem Maria com Jesus nos seus braços" diante de Maria Madalena, do rei David e do "filho pródigo", personagens da Bíblia.
A obra do artista, contemporâneo do espanhol Diego Velázquez no século XVII, permaneceu no porão da Real Academia de Belas Artes de San Fernando durante mais de um século: os curadores acreditavam tratar-se de uma cópia.
Mas, quando uma equipa de restauradores examinou o quadro, pintado por volta de 1625, desconfiou, e posteriormente confirmou a sua autenticidade.
[Haja fartura...]
O óleo "representa a Virgem Maria com Jesus nos seus braços" diante de Maria Madalena, do rei David e do "filho pródigo", personagens da Bíblia.
A obra do artista, contemporâneo do espanhol Diego Velázquez no século XVII, permaneceu no porão da Real Academia de Belas Artes de San Fernando durante mais de um século: os curadores acreditavam tratar-se de uma cópia.
Mas, quando uma equipa de restauradores examinou o quadro, pintado por volta de 1625, desconfiou, e posteriormente confirmou a sua autenticidade.
[Haja fartura...]
segunda-feira, março 14, 2011
Lula recebe grau doutor "honoris causa" Universidade Coimbra
O ex-Presidente do Brasil Lula da Silva vai ser distinguido pela Universidade de Coimbra (UC), no dia 30, com o grau de doutor "honoris causa".
"Lula da Silva é uma figura de dimensão internacional que fez imenso pela projeção do Brasil e também pela projeção da língua e da cultura portuguesa", declarou hoje a vice-reitora da UC Helena Freitas, que detém o pelouro das Relações Institucionais.
Para Helena Freitas, "é absolutamente extraordinário" o facto de o ex-Presidente do Brasil ter aceite esta distinção académica, proposta pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC).
[Esquece-se a senhora vice-reitora de que o grau de doutor "honoris causa" em direito atribuído pela Universidade de Coimbra é, em termos universitários, dos títulos mais antigos e conceituados da Europa. Quem não o quereria!]
"Lula da Silva é uma figura de dimensão internacional que fez imenso pela projeção do Brasil e também pela projeção da língua e da cultura portuguesa", declarou hoje a vice-reitora da UC Helena Freitas, que detém o pelouro das Relações Institucionais.
Para Helena Freitas, "é absolutamente extraordinário" o facto de o ex-Presidente do Brasil ter aceite esta distinção académica, proposta pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC).
[Esquece-se a senhora vice-reitora de que o grau de doutor "honoris causa" em direito atribuído pela Universidade de Coimbra é, em termos universitários, dos títulos mais antigos e conceituados da Europa. Quem não o quereria!]
Gomes Cravinho vai deixar governo. Vai candidatar-se a chefe de missão da UE na Índia
O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Gomes Cravinho, vai candidatar-se ao cargo de chefe de missão da União Europeia na Índia, cargo que é incompatível com a sua permanência no Governo.
Cravinho é dos governantes mais antigos da equipa de José Sócrates. Entrou para o Executivo a 14 de Março de 2005, ocupando a pasta da Cooperação, primeiro sob o comando de Freitas do Amaral, e, após a saída deste, manteve-se na equipa dos Negócios Estrangeiros, com Luís Amado.
A rotação do cargo - que na prática é visto como o de embaixador da União Europeia numa das maiores potencias mundiais - deverá concretizar-se até Setembro. A actual responsável da delegação é Danièle Smadja.
A assessoria de imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros disse que "não podia confirmar a notícia".
Se a candidatura de Cravinho for aceite implicará a sua saída do Governo.
[Os ratos vão saltando do porão antes do barco se afundar...]
Cravinho é dos governantes mais antigos da equipa de José Sócrates. Entrou para o Executivo a 14 de Março de 2005, ocupando a pasta da Cooperação, primeiro sob o comando de Freitas do Amaral, e, após a saída deste, manteve-se na equipa dos Negócios Estrangeiros, com Luís Amado.
A rotação do cargo - que na prática é visto como o de embaixador da União Europeia numa das maiores potencias mundiais - deverá concretizar-se até Setembro. A actual responsável da delegação é Danièle Smadja.
A assessoria de imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros disse que "não podia confirmar a notícia".
Se a candidatura de Cravinho for aceite implicará a sua saída do Governo.
[Os ratos vão saltando do porão antes do barco se afundar...]
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