O primeiro-ministro José Sócrates já não voltará à Assembleia da República para o debate quinzenal que estava inicialmente agendada para sexta-feira. Os trabalhos parlamentares estão também dependentes do dia em que Cavaco Silva dissolver o Parlamento.
No final da conferência de líderes realizada esta tarde, a porta voz, Celeste Correia, indicou que dada a dissolução parlamentar que se advinha, devido à crise política, este ano não haverá a tradicional comemoração do 25 de Abril no plenário da Assembleia da República, pelo que, o discurso do Presidente da República no aniversário da revolução do cravos terá de ocorrer noutro local.
A decisão sobre a maior parte dos agendamentos possíveis das iniciativas no Parlamento fica pendente do Conselho de Estado convocado para Belém na quinta fera à tarde.
Após essa reunião, a conferência de líderes, que reúne os líderes parlamentares e o presidente da Assembleia da República, volta a reunir para, já conhecida a decisão do presidente sobre a data das eleições, saber quando se realiza a ultima sessão plenária.
Para amanhã, está confirmada a discussão e votação dos projectos do PSD para revogar o decreto do Governo que aumento o valor dos ajustes directos (amanhã à tarde) e um projecto de resolução do Bloco de Esquerda sobre a precariedade.
[Mais um fait-divers à portuguesa... A principal data deste regime não é comemorada no preciso ano em que ele mais está posto em causa! Mas terá o Parlamento tempo para assinalar o 25 de Novembro?]
terça-feira, março 29, 2011
Macau: ANA confirma que sairá da gestão do Aeroporto e Autoridade Monetária compra mais dívida portuguesa
O presidente da ANA - Aeroportos de Portugal, Guilhermino Rodrigues, disse hoje que a Companhia do Aeroporto (CAM) de Macau quer “iniciar um processo de negociação comercial, mas não tendo em vista a renegociação do contrato de gestão”.
Antes, uma fonte ligada ao processo, tinha dito que a CAM informara a ADA - Administração de Aeroportos, participada da ANA, que não vai renovar o contrato de concessão da gestão do aeroporto de Macau que termina em setembro deste ano.
“Estranhamos esta informação dada pela CAM, na medida em que das reuniões que tivemos em março, em Macau, tanto com a CAM como com o Secretário das Obras Públicas, o nosso entendimento era que seria aberto um processo de renegociação do contrato”, afirmou o presidente da ANA.
Entretanto, Autoridade Monetária de Macau (AMM) comprou mais dívida portuguesa, disse hoje o presidente do organismo, Anselmo Teng, que não exclui novas aquisições.
"Adquirimos este ano alguns (títulos da dívida portuguesa) em diferentes parcelas e através de leilões públicos. A última aquisição ocorreu muito recentemente, antes da demissão do primeiro-ministro", José Sócrates, disse o responsável à margem de uma receção da AMM, sem querer avançar com os montantes envolvidos na operação.
Teng deixou em aberto a possibilidade de a AMM voltar a adquirir novas obrigações portuguesas ao salientar que se a "oportunidade for boa, o organismo voltará a ponderar comprar mais".
O mesmo responsável acrescentou que “todas as partes a todos os níveis reconhecem que o modelo de gestão do aeroporto com base na ADA correspondia também, sob o ponto de vista político, à manutenção de uma cooperação entre os Governos de Macau, Portugal e China”, pretendido por Pequim.
Antes, uma fonte ligada ao processo, tinha dito que a CAM informara a ADA - Administração de Aeroportos, participada da ANA, que não vai renovar o contrato de concessão da gestão do aeroporto de Macau que termina em setembro deste ano.
“Estranhamos esta informação dada pela CAM, na medida em que das reuniões que tivemos em março, em Macau, tanto com a CAM como com o Secretário das Obras Públicas, o nosso entendimento era que seria aberto um processo de renegociação do contrato”, afirmou o presidente da ANA.
Entretanto, Autoridade Monetária de Macau (AMM) comprou mais dívida portuguesa, disse hoje o presidente do organismo, Anselmo Teng, que não exclui novas aquisições.
"Adquirimos este ano alguns (títulos da dívida portuguesa) em diferentes parcelas e através de leilões públicos. A última aquisição ocorreu muito recentemente, antes da demissão do primeiro-ministro", José Sócrates, disse o responsável à margem de uma receção da AMM, sem querer avançar com os montantes envolvidos na operação.
Teng deixou em aberto a possibilidade de a AMM voltar a adquirir novas obrigações portuguesas ao salientar que se a "oportunidade for boa, o organismo voltará a ponderar comprar mais".
O mesmo responsável acrescentou que “todas as partes a todos os níveis reconhecem que o modelo de gestão do aeroporto com base na ADA correspondia também, sob o ponto de vista político, à manutenção de uma cooperação entre os Governos de Macau, Portugal e China”, pretendido por Pequim.
Portugal: Tribunal de Contas não conseguiu apurar número de fundações
"Não é possível identificar com rigor, o universo fundacional relativo às fundações de direito privado, em virtude de as bases de dados existentes, estabelecidas pelas entidades com responsabilidades diversas neste universo, não serem, em geral, completas e fiáveis”. Esta é a principal conclusão de uma auditoria que o Tribunal de Contas (TC) realizou em 2010 para tentar identificar o número de fundações existentes em Portugal, em particular as de direito privado.
O TC recomenda ao ministro da Presidência que aprove um novo regime para as fundações.
Mas “o resultado obtido é ilustrativo da situação confusa que ocorre no universo fundacional, fruto, quer de legislação incompleta, quer da inércia de algumas entidades com responsabilidades no sector”, lê-se no relatório que o TC acaba de divulgar.
A auditoria do Tribunal confirmou que “a base de dados do Instituto dos Registos e Notariado (IRN)/Registo Nacional de Pessoas Colectivas (RNPC) que, nos termos legais, deveria ser universal, não é, uma vez, que pelo menos, não inclui a totalidade das fundações registadas na Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros (SGPCM), na Direcção-Geral da Segurança Social (DGSS), Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) e Ministério da Ciência e do Ensino Superior”.
Por outro lado, a Direcção-Geral das Contribuições e Impostos (DGCI) apresenta mais de 40 mil registos respeitantes a fundações e a associações, “tendo-se detectado diversos registos diferentes da mesma entidade”.
“A informação pretendida (tipologia, datas de constituição, reconhecimento e atribuição de estatuto de utilidade pública) não está, na generalidade, disponível”, referem os juízes do TC, para concluir que “não existe articulação suficiente entre as várias entidades com vista à constituição e à manutenção actualizada das respectivas bases de dados, muito embora existam, quanto a este aspecto, os instrumentos legais necessários”.
À data da auditoria, estavam inscritas no Ficheiro Central das Pessoas Colectivas (FCPC) 817 fundações, na PCM 162 fundações privadas reconhecidas, na DGSS 20 fundações de solidariedade social, no IPAD, 19 fundações de cooperação, e na Secretaria-Geral do Ministério da Ciência e Ensino Superior três.
O próprio IRN admitiu, em sede de contraditório, que “nem sempre as entidades cumprem a obrigação de inscrição, e não há possibilidade da sua inscrição oficiosa, por falta de elementos ou de conhecimento oficioso dos consequentes actos de reconhecimento”.
Controlo da informação fiscal “é inviável”
No que respeita à obrigatória declaração anual de informação contabilística e fiscal das fundações, independentemente do seu estatuto de utilidade pública, a auditoria do TC concluiu que “a DGCI apenas tem conhecimento das situações relevantes do ciclo de vida das fundações quando estas o declaram em sede de sujeitos passivos, evidenciando deficiente articulação com o RNPC e com as entidades competentes para o reconhecimento e acompanhamento dos diversos tipos de fundações”. “Também por esta razão, não há garantia do cumprimento das obrigações declarativas”, lê-se no relatório.
Em sede de contraditório, a própria DGCI reconheceu que “o controlo da entrega de tais declarações declarativas de uma forma automática, face à latitude do universo de sujeitos passivos dispensados da obrigação, evidencia-se inviável (...) porque tal controlo seria fonte geradora de conflitos com os contribuintes que não teria como contrapartida expressão assinalável no âmbito das atribuições que são cometidas à DGCI”.
O TC recomenda ao ministro da Presidência que aprove um novo regime para as fundações.
Mas “o resultado obtido é ilustrativo da situação confusa que ocorre no universo fundacional, fruto, quer de legislação incompleta, quer da inércia de algumas entidades com responsabilidades no sector”, lê-se no relatório que o TC acaba de divulgar.
A auditoria do Tribunal confirmou que “a base de dados do Instituto dos Registos e Notariado (IRN)/Registo Nacional de Pessoas Colectivas (RNPC) que, nos termos legais, deveria ser universal, não é, uma vez, que pelo menos, não inclui a totalidade das fundações registadas na Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros (SGPCM), na Direcção-Geral da Segurança Social (DGSS), Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) e Ministério da Ciência e do Ensino Superior”.
Por outro lado, a Direcção-Geral das Contribuições e Impostos (DGCI) apresenta mais de 40 mil registos respeitantes a fundações e a associações, “tendo-se detectado diversos registos diferentes da mesma entidade”.
“A informação pretendida (tipologia, datas de constituição, reconhecimento e atribuição de estatuto de utilidade pública) não está, na generalidade, disponível”, referem os juízes do TC, para concluir que “não existe articulação suficiente entre as várias entidades com vista à constituição e à manutenção actualizada das respectivas bases de dados, muito embora existam, quanto a este aspecto, os instrumentos legais necessários”.
À data da auditoria, estavam inscritas no Ficheiro Central das Pessoas Colectivas (FCPC) 817 fundações, na PCM 162 fundações privadas reconhecidas, na DGSS 20 fundações de solidariedade social, no IPAD, 19 fundações de cooperação, e na Secretaria-Geral do Ministério da Ciência e Ensino Superior três.
O próprio IRN admitiu, em sede de contraditório, que “nem sempre as entidades cumprem a obrigação de inscrição, e não há possibilidade da sua inscrição oficiosa, por falta de elementos ou de conhecimento oficioso dos consequentes actos de reconhecimento”.
Controlo da informação fiscal “é inviável”
No que respeita à obrigatória declaração anual de informação contabilística e fiscal das fundações, independentemente do seu estatuto de utilidade pública, a auditoria do TC concluiu que “a DGCI apenas tem conhecimento das situações relevantes do ciclo de vida das fundações quando estas o declaram em sede de sujeitos passivos, evidenciando deficiente articulação com o RNPC e com as entidades competentes para o reconhecimento e acompanhamento dos diversos tipos de fundações”. “Também por esta razão, não há garantia do cumprimento das obrigações declarativas”, lê-se no relatório.
Em sede de contraditório, a própria DGCI reconheceu que “o controlo da entrega de tais declarações declarativas de uma forma automática, face à latitude do universo de sujeitos passivos dispensados da obrigação, evidencia-se inviável (...) porque tal controlo seria fonte geradora de conflitos com os contribuintes que não teria como contrapartida expressão assinalável no âmbito das atribuições que são cometidas à DGCI”.
Defesa: NATO e Base das Lajes na agenda de ministro nos EUA
O ministro da Defesa chega hoje aos EUA, onde terá um encontro com o secretário norte-americano da Defesa, para discutir o comando da NATO em Oeiras, Base das Lajes e participação de empresas portuguesas em concursos militares norte-americanos.
No âmbito da NATO, fonte da embaixada em Washington disse que o ministro Augusto Santos Silva irá discutir com o seu homólogo o futuro papel do comando em Oeiras, no quadro dos resultados da Cimeira da Aliança Atlântica em Lisboa, no final do ano passado.
Recentemente, Santos Silva disse que a reforma dos comandos da NATO, que decidirá a permanência do actual comando de Oeiras, está atrasada e deverá conhecer desenvolvimentos em junho.
No âmbito da NATO, fonte da embaixada em Washington disse que o ministro Augusto Santos Silva irá discutir com o seu homólogo o futuro papel do comando em Oeiras, no quadro dos resultados da Cimeira da Aliança Atlântica em Lisboa, no final do ano passado.
Recentemente, Santos Silva disse que a reforma dos comandos da NATO, que decidirá a permanência do actual comando de Oeiras, está atrasada e deverá conhecer desenvolvimentos em junho.
segunda-feira, março 28, 2011
Taiwan com interesse na TAP e em outras empresas portuguesas
As empresas de Taiwan têm interesse em participar na privatização da TAP e de outras empresas portuguesas, num processo de aproximação comercial entre Portugal e Taipé, disse o representante taiwanês em Lisboa.
Diego Lin Chou afirmou que a necessidade da expansão das empresas de Taiwan as leva a olhar para Portugal - e para as empresas portuguesas a privatizar - como um destino natural, mas que é preciso que os investidores taiwaneses saibam das oportunidades na economia portuguesa.
"As empresas de Taiwan têm de fazer frente à concorrência internacional, de empresas de outros países. Por isso têm de melhorar a sua capacidade competitiva. Com esse pensamento, se têm lucros, se têm rendimentos, com certeza que querem participar na privatização da TAP e de outras empresas estatais, mas o Governo [português] tem de fornecer informações", disse o chefe do Centro Económico e Cultural de Taiwan em Portugal.
[Só se a China continental deixar...]
Diego Lin Chou afirmou que a necessidade da expansão das empresas de Taiwan as leva a olhar para Portugal - e para as empresas portuguesas a privatizar - como um destino natural, mas que é preciso que os investidores taiwaneses saibam das oportunidades na economia portuguesa.
"As empresas de Taiwan têm de fazer frente à concorrência internacional, de empresas de outros países. Por isso têm de melhorar a sua capacidade competitiva. Com esse pensamento, se têm lucros, se têm rendimentos, com certeza que querem participar na privatização da TAP e de outras empresas estatais, mas o Governo [português] tem de fornecer informações", disse o chefe do Centro Económico e Cultural de Taiwan em Portugal.
[Só se a China continental deixar...]
Mísia segunda vez agraciada pelo Governo francês
Mísia vai ser distinguida pelo Governo francês com o grau de Oficial da Ordem das Artes e Letras. A fadista portuguesa vai ser recebida na quarta-feira pelo embaixador de França em Portugal, Pascal Teixeira da Silva, no Palácio de Santos.
Esta é assim a segunda vez que Mísia é agraciada pelo Governo francês, tendo sido distinguida em 2004 pelo ministro da Cultura francesa, com o grau de Cavaleiro desta mesma ordem. Um ano depois, recebeu do Presidente da Câmara de Paris, Bertrand Delanoë, a Grande Medalha de Vermeil da Cidade, a maior distinção da capital francesa.
Num comunicado, o governo francês destaca o percurso de 20 anos da fadista portuguesa. “O seu estilo, único e peculiar, revolucionou a interpretação tradicional do fado. Num momento em que surgem muitas vozes talentosas, Mísia permanece uma figura incontornável, indissociável da cultura e da identidade nacional portuguesas”, pode-se ler no comunicado.
O Governo francês refere ainda que com esta distinção, “a França pretende homenagear esta excelente intérprete que contribuiu com uma sonoridade própria para o reconhecimento do Fado dos nossos dias”.
A Ordem das Artes e das Letras foi criada em 1957 com o objectivo de distinguir personalidades pelo mérito na criação ou actividade no meio artístico ou literário em França ou no mundo e possui três níveis, por ordem crescente de importância: cavaleiro, oficial e comandante.
Este ano Mísia, além do lançamento do novo álbum totalmente constituído por fados tradicionais com letras escritas por mulheres, irá actuar em Nova Iorque, no âmbito da apresentação do filme “Passione”, de John Turturro.
Esta é assim a segunda vez que Mísia é agraciada pelo Governo francês, tendo sido distinguida em 2004 pelo ministro da Cultura francesa, com o grau de Cavaleiro desta mesma ordem. Um ano depois, recebeu do Presidente da Câmara de Paris, Bertrand Delanoë, a Grande Medalha de Vermeil da Cidade, a maior distinção da capital francesa.
Num comunicado, o governo francês destaca o percurso de 20 anos da fadista portuguesa. “O seu estilo, único e peculiar, revolucionou a interpretação tradicional do fado. Num momento em que surgem muitas vozes talentosas, Mísia permanece uma figura incontornável, indissociável da cultura e da identidade nacional portuguesas”, pode-se ler no comunicado.
O Governo francês refere ainda que com esta distinção, “a França pretende homenagear esta excelente intérprete que contribuiu com uma sonoridade própria para o reconhecimento do Fado dos nossos dias”.
A Ordem das Artes e das Letras foi criada em 1957 com o objectivo de distinguir personalidades pelo mérito na criação ou actividade no meio artístico ou literário em França ou no mundo e possui três níveis, por ordem crescente de importância: cavaleiro, oficial e comandante.
Este ano Mísia, além do lançamento do novo álbum totalmente constituído por fados tradicionais com letras escritas por mulheres, irá actuar em Nova Iorque, no âmbito da apresentação do filme “Passione”, de John Turturro.
Um prognóstico arriscado a meses das eleições legislativas
Nestes 50 e alguns dias em que o Governo PS vai estar em gestão, este vai fazer a vida negra ao PSD de Passos Coelho.
Sócrates venderá muito cara uma possível derrota. Se é que vai ser derrotado.
O acumular de disparates e dislates de Passos Coelho até às eleições não trará nada de bom para o seu partido. Aguentará a liderança do partido se não vencer as legislativas? À primeira vista parece que não...
Basta a Sócrates obter, no mínimo, 35%-38% do elitorado e as coisas complicar-se-ão para os lados do PSD. A vitória de Sócrates estaria muito perto, mesmo que sem a maioria!
O PSD precisava de 42%-46% para estar "à vontade" no parlamento. Será que lá chega? Coligado com o CDS-PP terá, em princípio, maioria alargada. Certo é que o CDS-PP fará valer os seus argumentos quanto maior for o seu peso eleitoral.
Sócrates venderá muito cara uma possível derrota. Se é que vai ser derrotado.
O acumular de disparates e dislates de Passos Coelho até às eleições não trará nada de bom para o seu partido. Aguentará a liderança do partido se não vencer as legislativas? À primeira vista parece que não...
Basta a Sócrates obter, no mínimo, 35%-38% do elitorado e as coisas complicar-se-ão para os lados do PSD. A vitória de Sócrates estaria muito perto, mesmo que sem a maioria!
O PSD precisava de 42%-46% para estar "à vontade" no parlamento. Será que lá chega? Coligado com o CDS-PP terá, em princípio, maioria alargada. Certo é que o CDS-PP fará valer os seus argumentos quanto maior for o seu peso eleitoral.
Souto Moura vencedor de 'Nobel' da arquitectura
O arquitecto do Porto ganhou o prémio que já distinguiu nomes como Oscar Niemeyer e Frank Gehry.
Eduardo Souto Moura venceu o prémio Pritzker 2011, considerado como o "Nobel da arquitectura". O anúncio foi feito por um site especializado na área - o "Scalae".
O atelier do arquitecto Eduardo Souto Moura confirmou a atribuição do prémio Pritzker 2011, o maior galardão mundial na área da arquitectura.
Entre os projectos mencionados, o júri destacou a obra do Estádio Municipal Braga, construído para o Euro 2004, mais conhecido como o estádio AXA, construído numa antiga pedreira.
“Durante as últimas três décadas, Eduardo Souto Moura produziu um corpo de trabalho que é do nosso tempo mas que também tem ecos da arquitectura tradicional. Os seus edifícios apresentam uma capacidade única”, pode-se ler no comunicado emitido pelo júri do prémio.
Souto Moura é também autor de projectos como a Casa das Histórias, o museu da pintora Paula Rego, em Cascais. Recebeu o Prémio Pessoa em 1998, e é o segundo arquitecto português a receber o Pritzker (Álvaro Siza recebeu-o em 1992).
Souto Moura receberá o prémio, no valor de 100 mil dólares (cerca de 70 mil euros), numa cerimónia que acontecerá em Junho em Washington D.C.
Eduardo Souto Moura venceu o prémio Pritzker 2011, considerado como o "Nobel da arquitectura". O anúncio foi feito por um site especializado na área - o "Scalae".
O atelier do arquitecto Eduardo Souto Moura confirmou a atribuição do prémio Pritzker 2011, o maior galardão mundial na área da arquitectura.
Entre os projectos mencionados, o júri destacou a obra do Estádio Municipal Braga, construído para o Euro 2004, mais conhecido como o estádio AXA, construído numa antiga pedreira.
“Durante as últimas três décadas, Eduardo Souto Moura produziu um corpo de trabalho que é do nosso tempo mas que também tem ecos da arquitectura tradicional. Os seus edifícios apresentam uma capacidade única”, pode-se ler no comunicado emitido pelo júri do prémio.
Souto Moura é também autor de projectos como a Casa das Histórias, o museu da pintora Paula Rego, em Cascais. Recebeu o Prémio Pessoa em 1998, e é o segundo arquitecto português a receber o Pritzker (Álvaro Siza recebeu-o em 1992).
Souto Moura receberá o prémio, no valor de 100 mil dólares (cerca de 70 mil euros), numa cerimónia que acontecerá em Junho em Washington D.C.
quarta-feira, março 23, 2011
Timor. Plenário no parlamento pela primeira vez em português
Resolução parlamentar obriga à utilização da língua portuguesa pelo menos uma vez por mês.
Indonésia quer investir no petróleo timorense
A língua portuguesa foi ontem utilizada, pela primeira vez, no debate parlamentar de Timor-Leste, dando cumprimento a uma resolução tomada pelo parlamento nacional em Outubro do ano passado. Na sessão plenária, o presidente do parlamento, Fernando Lasama Araújo, justificou a escolha do português com a necessidade de os deputados criarem o hábito de se exprimirem numa das duas línguas oficiais do país, a par do tétum, tal como define a Constituição de Timor-Leste.
"A língua portuguesa, a par da língua tétum, faz parte do património nacional, sendo um elemento de unificação nacional, contribuindo decisivamente para a coesão da sociedade e do Estado timorenses", lê-se no documento.
Esta não foi, no entanto, a primeira vez que se ouviu a língua de Camões naquela câmara. Na última semana, por altura da visita do presidente do Tribunal de Contas português, Guilherme d''Oliveira Martins, as intervenções dos deputados foram feitas em português. A adopção da língua portuguesa nos trabalhos parlamentares tem em conta que o parlamento de Timor-Leste vai ser o anfitrião da Assembleia Parlamentar da CPLP, cuja próxima reunião se realizará este ano em Díli.
A língua portuguesa foi considerada pelo parlamento timorense "como instrumento privilegiado para o aprofundamento dos laços históricos e culturais com os estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa" e um meio para "o reforço da presença de Timor-Leste nos organismos internacionais, em que têm sido desenvolvidos esforços para a afirmação da língua portuguesa como língua oficial".
Também ontem, o governo de Jacarta manifestou interesse em investir em Timor-Leste. "Há vontade da Indonésia em investir nos sectores do petróleo e do gás. O governo indonésio encara positivamente o convite" de Timor-Leste ao investimento em várias áreas, incluindo estas, disse, em conferência de imprensa, Teuku Faizasyah, porta-voz do presidente indonésio para as relações internacionais, no âmbito da visita do primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão.
O governo indonésio deu ainda conta do seu interesse em investir em infra-estruturas naquele país, e disponibilizar crédito para comprar equipamento militar. O ministro da Defesa, Purnomo Yusgiantoro, adiantou ainda que Timor-Leste encomendou a um construtor indonésio de barcos uma lancha rápida para patrulhar o território, com um custo estimado de 14 milhões de euros. Teuku Faizasyah falava no final de um encontro entre o presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, e o primeiro-ministro de Timor-Leste para discutir as relações bilaterais, no qual manifestou também o apoio indonésio à adesão de Timor-Leste à Associação de Nações do Sudeste Asiático.
Os dois chefes de governo concordaram ainda na necessidade de resolver os problemas relacionados com as fronteiras comuns, concordando na necessidade de "uma melhor gestão através de uma abordagem suave".
Indonésia quer investir no petróleo timorense
A língua portuguesa foi ontem utilizada, pela primeira vez, no debate parlamentar de Timor-Leste, dando cumprimento a uma resolução tomada pelo parlamento nacional em Outubro do ano passado. Na sessão plenária, o presidente do parlamento, Fernando Lasama Araújo, justificou a escolha do português com a necessidade de os deputados criarem o hábito de se exprimirem numa das duas línguas oficiais do país, a par do tétum, tal como define a Constituição de Timor-Leste.
"A língua portuguesa, a par da língua tétum, faz parte do património nacional, sendo um elemento de unificação nacional, contribuindo decisivamente para a coesão da sociedade e do Estado timorenses", lê-se no documento.
Esta não foi, no entanto, a primeira vez que se ouviu a língua de Camões naquela câmara. Na última semana, por altura da visita do presidente do Tribunal de Contas português, Guilherme d''Oliveira Martins, as intervenções dos deputados foram feitas em português. A adopção da língua portuguesa nos trabalhos parlamentares tem em conta que o parlamento de Timor-Leste vai ser o anfitrião da Assembleia Parlamentar da CPLP, cuja próxima reunião se realizará este ano em Díli.
A língua portuguesa foi considerada pelo parlamento timorense "como instrumento privilegiado para o aprofundamento dos laços históricos e culturais com os estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa" e um meio para "o reforço da presença de Timor-Leste nos organismos internacionais, em que têm sido desenvolvidos esforços para a afirmação da língua portuguesa como língua oficial".
Também ontem, o governo de Jacarta manifestou interesse em investir em Timor-Leste. "Há vontade da Indonésia em investir nos sectores do petróleo e do gás. O governo indonésio encara positivamente o convite" de Timor-Leste ao investimento em várias áreas, incluindo estas, disse, em conferência de imprensa, Teuku Faizasyah, porta-voz do presidente indonésio para as relações internacionais, no âmbito da visita do primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão.
O governo indonésio deu ainda conta do seu interesse em investir em infra-estruturas naquele país, e disponibilizar crédito para comprar equipamento militar. O ministro da Defesa, Purnomo Yusgiantoro, adiantou ainda que Timor-Leste encomendou a um construtor indonésio de barcos uma lancha rápida para patrulhar o território, com um custo estimado de 14 milhões de euros. Teuku Faizasyah falava no final de um encontro entre o presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, e o primeiro-ministro de Timor-Leste para discutir as relações bilaterais, no qual manifestou também o apoio indonésio à adesão de Timor-Leste à Associação de Nações do Sudeste Asiático.
Os dois chefes de governo concordaram ainda na necessidade de resolver os problemas relacionados com as fronteiras comuns, concordando na necessidade de "uma melhor gestão através de uma abordagem suave".
Imprensa espanhola diz que hoje é dia D para resgate de Portugal
A crise política em Portugal e o seu eventual impacto num resgate económico do país merecem hoje amplo destaque na imprensa espanhola, tanto nas edições em papel como nas electrónicas.
O jornal económico Expansion é um dos que dedicam mais atenção à situação política portuguesa, considerando que hoje é "o dia D para um possível resgate" económico, com os "focos do mercado postos" em Portugal.
O jornal refere que o Parlamento vota hoje "um plano de austeridade, mas se o Governo, em minoria, não o conseguir aprovar pode representar a faísca que acenda os planos de resgate".
Esse cenário de resgate poderia ser ainda reforçado, segundo o jornal, pela eventualidade dos mercados reagirem a decisões aquém do esperado durante a cimeira europeia desta semana.
Num outro artigo, o mesmo jornal refere que Portugal vive "horas decisivas" na "batalha contra os mercados para fugir ao temido resgate".
Também o jornal Cinco Dias comenta os acontecimentos de hoje, referindo que "Sócrates liga o seu futuro ao apoio da oposição aos ajustes" e que a crise política "resultará num aumento da pressão sobre a dívida portuguesa e numa aceleração de um possível resgate".
Esta tónica mantém-se na cobertura dos generalistas como o ABC, que considera que "cada dia se complica mais a situação económica e política de Portugal", com "a crise política a empurrar Portugal para a intervenção".
O El Pais, na primeira página, titula "Risco de um bloqueio político agrava crise económica em Portugal", com o país "a entrar no período de descontos" e o mercado a ter já "ditado a sua sentença elevando as taxas de juro acima dos 8%".
Este diário abre o seu caderno de economia com Lisboa, considerando que a situação política "ameaça levar Portugal ao resgate".
O El Mundo também se refere à possibilidade de um resgate caso a crise política se concretize com a rejeição do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).
Na sua edição online, a RTVE também destaca a situação em Portugal, afirmando que a crise política "ameaça o novo plano de austeridade" e que a recusa desse plano "poderia provocar a demissão do primeiro-ministro".
A página da televisão e rádio públicas recorda que este é o quarto PEC e também considera que se não for aprovado poderá "reacender o debate sobre o resgate".
Também as agências dedicam espaço ao tema, com a Europa Press a considerar que "Sócrates liga a sua sobrevivência política à aprovação do novo plano de ajuste".
O jornal económico Expansion é um dos que dedicam mais atenção à situação política portuguesa, considerando que hoje é "o dia D para um possível resgate" económico, com os "focos do mercado postos" em Portugal.
O jornal refere que o Parlamento vota hoje "um plano de austeridade, mas se o Governo, em minoria, não o conseguir aprovar pode representar a faísca que acenda os planos de resgate".
Esse cenário de resgate poderia ser ainda reforçado, segundo o jornal, pela eventualidade dos mercados reagirem a decisões aquém do esperado durante a cimeira europeia desta semana.
Num outro artigo, o mesmo jornal refere que Portugal vive "horas decisivas" na "batalha contra os mercados para fugir ao temido resgate".
Também o jornal Cinco Dias comenta os acontecimentos de hoje, referindo que "Sócrates liga o seu futuro ao apoio da oposição aos ajustes" e que a crise política "resultará num aumento da pressão sobre a dívida portuguesa e numa aceleração de um possível resgate".
Esta tónica mantém-se na cobertura dos generalistas como o ABC, que considera que "cada dia se complica mais a situação económica e política de Portugal", com "a crise política a empurrar Portugal para a intervenção".
O El Pais, na primeira página, titula "Risco de um bloqueio político agrava crise económica em Portugal", com o país "a entrar no período de descontos" e o mercado a ter já "ditado a sua sentença elevando as taxas de juro acima dos 8%".
Este diário abre o seu caderno de economia com Lisboa, considerando que a situação política "ameaça levar Portugal ao resgate".
O El Mundo também se refere à possibilidade de um resgate caso a crise política se concretize com a rejeição do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).
Na sua edição online, a RTVE também destaca a situação em Portugal, afirmando que a crise política "ameaça o novo plano de austeridade" e que a recusa desse plano "poderia provocar a demissão do primeiro-ministro".
A página da televisão e rádio públicas recorda que este é o quarto PEC e também considera que se não for aprovado poderá "reacender o debate sobre o resgate".
Também as agências dedicam espaço ao tema, com a Europa Press a considerar que "Sócrates liga a sua sobrevivência política à aprovação do novo plano de ajuste".
Maputo e Lisboa lançam geminação de dez escolas profissionais
Os governos de Portugal e Moçambique lançaram hoje em Maputo um projecto piloto de geminação de dez escolas profissionais portuguesas e moçambicanas, que permitirá a partilha de conteúdos técnicos em tempo real, através da Internet.
Cerca de mil alunos moçambicanos de cinco estabelecimentos de ensino técnico vão beneficiar deste projecto de geminação com outras cinco escolas portuguesas da Mealhada, Santo Tirso, Abrantes, Alcobaça e Fermil.
O director nacional do Ensino Técnico em Moçambique, Gilberto Botas, disse que pelo menos 44 professores moçambicanos estão a ser formados em Portugal, 20 dos quais em cursos de curta duração e os restantes nos de longa duração, três anos, devendo regressar em 2012 com o nível médio, para dar aulas nas escolas técnicas.
"Somos capazes de ter rendimentos muito altos" resultantes da geminação, até porque o governo moçambicano prevê alargar o número de escolas profissionais dos actuais 45 distritos para 128 distritos nos próximos anos, disse à Lusa a vice-ministra da Educação de Moçambique, Leda Hugo.
O embaixador de Portugal em Moçambique, Mário Godinho de Matos, referiu que "a educação tem sido tradicionalmente uma aposta central da cooperação portuguesa", quer nos ensinos básico e secundário, quer ao nível do ensino superior e técnico profissional.
"Os desafios que Moçambique enfrenta neste domínio são enormes, Portugal e a cooperação portuguesa não poderiam deixar de dar o contributo para vencer esse desafio, com iniciativas como esta que hoje presenciámos", disse o diplomata.
No âmbito de um projecto de apoio às escolas profissionais, que dura há uma década, Portugal tem trocado experiência curricular e pedagógica com Moçambique, privilegiando a formação de recursos humanos moçambicanos na área da agricultura, mecânica, electrónica, construção civil e administração.
A troca de experiências contempla quadros de direcção, estudantes e professores através da plataforma de Internet, ou epistolar.
A parceria entre a cooperação portuguesa e o Ministério da Educação de Moçambique é agora alargada ao ensino profissional através desta iniciativa pioneira de geminação de escolas profissionais.
Cerca de mil alunos moçambicanos de cinco estabelecimentos de ensino técnico vão beneficiar deste projecto de geminação com outras cinco escolas portuguesas da Mealhada, Santo Tirso, Abrantes, Alcobaça e Fermil.
O director nacional do Ensino Técnico em Moçambique, Gilberto Botas, disse que pelo menos 44 professores moçambicanos estão a ser formados em Portugal, 20 dos quais em cursos de curta duração e os restantes nos de longa duração, três anos, devendo regressar em 2012 com o nível médio, para dar aulas nas escolas técnicas.
"Somos capazes de ter rendimentos muito altos" resultantes da geminação, até porque o governo moçambicano prevê alargar o número de escolas profissionais dos actuais 45 distritos para 128 distritos nos próximos anos, disse à Lusa a vice-ministra da Educação de Moçambique, Leda Hugo.
O embaixador de Portugal em Moçambique, Mário Godinho de Matos, referiu que "a educação tem sido tradicionalmente uma aposta central da cooperação portuguesa", quer nos ensinos básico e secundário, quer ao nível do ensino superior e técnico profissional.
"Os desafios que Moçambique enfrenta neste domínio são enormes, Portugal e a cooperação portuguesa não poderiam deixar de dar o contributo para vencer esse desafio, com iniciativas como esta que hoje presenciámos", disse o diplomata.
No âmbito de um projecto de apoio às escolas profissionais, que dura há uma década, Portugal tem trocado experiência curricular e pedagógica com Moçambique, privilegiando a formação de recursos humanos moçambicanos na área da agricultura, mecânica, electrónica, construção civil e administração.
A troca de experiências contempla quadros de direcção, estudantes e professores através da plataforma de Internet, ou epistolar.
A parceria entre a cooperação portuguesa e o Ministério da Educação de Moçambique é agora alargada ao ensino profissional através desta iniciativa pioneira de geminação de escolas profissionais.
Presidente do Brasil visita Portugal na próxima semana
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, realiza entre terça e quinta-feira a primeira visita oficial a Portugal, estando presente na cerimónia de doutoramento do seu antecessor no cargo na Universidade de Coimbra.
"A presidente da República Federativa do Brasil, Dilma Rousseff, efectuará uma visita oficial a Portugal, em resposta ao convite que lhe dirigiu o Presidente Aníbal Cavaco Silva, permanecendo no nosso país entre os dias 29 e 31 de Março", segundo uma nota divulgada no site da Presidência da República.
Naquela que será a primeira visita oficial da presidente brasileira a um país europeu, Dilma Rousseff participará na quarta-feira com o chefe de Estado português na cerimónia de doutoramento honoris causa do ex-Presidente do Brasil, Lula da Silva.
No dia seguinte, Dilma Rousseff será recebida de manhã no Palácio de Belém pelo Presidente da República, com quem terá uma reunião de trabalho.
Depois, a presidente brasileira irá à Assembleia da República para um encontro com Jaime Gama e ao Palácio de São Bento, para uma reunião com o primeiro-ministro, José Sócrates.
Ainda segundo a nota da Presidência da República, o programa da visita oficial termina com um almoço oferecido pelo chefe de Estado português em honra da sua homóloga brasileira.
"A presidente da República Federativa do Brasil, Dilma Rousseff, efectuará uma visita oficial a Portugal, em resposta ao convite que lhe dirigiu o Presidente Aníbal Cavaco Silva, permanecendo no nosso país entre os dias 29 e 31 de Março", segundo uma nota divulgada no site da Presidência da República.
Naquela que será a primeira visita oficial da presidente brasileira a um país europeu, Dilma Rousseff participará na quarta-feira com o chefe de Estado português na cerimónia de doutoramento honoris causa do ex-Presidente do Brasil, Lula da Silva.
No dia seguinte, Dilma Rousseff será recebida de manhã no Palácio de Belém pelo Presidente da República, com quem terá uma reunião de trabalho.
Depois, a presidente brasileira irá à Assembleia da República para um encontro com Jaime Gama e ao Palácio de São Bento, para uma reunião com o primeiro-ministro, José Sócrates.
Ainda segundo a nota da Presidência da República, o programa da visita oficial termina com um almoço oferecido pelo chefe de Estado português em honra da sua homóloga brasileira.
segunda-feira, março 21, 2011
Hotéis em Portugal são os sextos mais baratos da Europa
Os hotéis em Portugal eram no ano passado os sextos mais baratos da Europa e os 11.º mais baratos do mundo, segundo o estudo Hotel Price Índex, hoje divulgado.
O estudo foi realizado pela Hotéis.com, um site internacional para reservas de hotéis, analisa 110 mil estabelecimentos hoteleiros em todo o mundo, concluindo que a média de preço de alojamento em Portugal, que em 2010 foi de 87 euros, aumentou 2,35% (ou dois euros) face a 2009.
A Hungria liderou o ranking dos mais baratos, com médias de preço de quartos de 69 euros por noite, seguida pela Nova Zelândia (70 euros) e pela Polónia (74 euros).
À frente de Portugal surge a Espanha (84 euros), o quinto país mais barato da Europa e o 10º a nível mundial, segundo o estudo.
O Brasil, onde os custos de estadia dispararam em 2010 cerca de 17%, aparece no ranking como o país mais caro do mundo no ano passado (145 euros por noite), seguido pela Suíça (140 euros) e Israel (138 euros).
O estudo foi realizado pela Hotéis.com, um site internacional para reservas de hotéis, analisa 110 mil estabelecimentos hoteleiros em todo o mundo, concluindo que a média de preço de alojamento em Portugal, que em 2010 foi de 87 euros, aumentou 2,35% (ou dois euros) face a 2009.
A Hungria liderou o ranking dos mais baratos, com médias de preço de quartos de 69 euros por noite, seguida pela Nova Zelândia (70 euros) e pela Polónia (74 euros).
À frente de Portugal surge a Espanha (84 euros), o quinto país mais barato da Europa e o 10º a nível mundial, segundo o estudo.
O Brasil, onde os custos de estadia dispararam em 2010 cerca de 17%, aparece no ranking como o país mais caro do mundo no ano passado (145 euros por noite), seguido pela Suíça (140 euros) e Israel (138 euros).
EDP é 280ª marca mais valiosa do mundo e vale mais que o Facebook
A Portugal Telecom abandonou a lista das 500 marcas mais valiosas de todo o mundo, classificação liderada pela Google.
A Energias de Portugal é a 280ª marca mais valiosa em todo o mundo, o que significa uma queda em relação à 193ª posição que ocupava no ano passado. No entanto, a eléctrica nacional consegue ficar um lugar acima do valor de marca do Facebook.
De acordo com a classificação elaborada pela “Brand Finance” e que avalia as 500 marcas mais valiosas de todo o globo, a EDP passa de um valor da marca de 4,4 mil milhões de dólares para 3,692 mil milhões de dólares, que corresponde também a uma perda do “rating” de AA para AA-.
Apesar da queda, a empresa liderada por António Mexia consegue ficar à frente do Facebook, que entra pela primeira vez para a lista. Com uma importância de 3,69 mil milhões de dólares, a empresa que gere a rede social não ocupa uma melhor posição devido à opacidade da estratégia de diversificação do seu produto, embora a “Brand Finance” escreva que não há muitas dúvidas sobre a “enorme popularidade” da marca.
No ano passado, a EDP ocupava a 193ª posição e a congénere espanhola, Iberdrola, estava apenas 10 lugares acima, como a 183ª marca mais valiosa. Este ano, a diferença alargou-se consideravelmente. A cotada portuguesa ficou-se, então, pela 280ª posição, enquanto a espanhola está agora no 111º lugar, uma subida de 4,6 mil milhões para 8,2 mil milhões de dólares no valor de marca.
A Portugal Telecom abandonou a classificação e já não está entre as 500 empresas com uma marca de destaque. Em 2010, a marca PT encontrava-se na 373ª posição com um valor de 2,5 mil milhões de dólares. Tendo em conta que a empresa que está na 500ª posição, a norte-americana Cognizant Tech, vale 2,26 mil milhões de dólares, a cotada liderada por Zeinal Bava viu diminuir a soma da marca pelo menos abaixo deste montante.
A Energias de Portugal é a 280ª marca mais valiosa em todo o mundo, o que significa uma queda em relação à 193ª posição que ocupava no ano passado. No entanto, a eléctrica nacional consegue ficar um lugar acima do valor de marca do Facebook.
De acordo com a classificação elaborada pela “Brand Finance” e que avalia as 500 marcas mais valiosas de todo o globo, a EDP passa de um valor da marca de 4,4 mil milhões de dólares para 3,692 mil milhões de dólares, que corresponde também a uma perda do “rating” de AA para AA-.
Apesar da queda, a empresa liderada por António Mexia consegue ficar à frente do Facebook, que entra pela primeira vez para a lista. Com uma importância de 3,69 mil milhões de dólares, a empresa que gere a rede social não ocupa uma melhor posição devido à opacidade da estratégia de diversificação do seu produto, embora a “Brand Finance” escreva que não há muitas dúvidas sobre a “enorme popularidade” da marca.
No ano passado, a EDP ocupava a 193ª posição e a congénere espanhola, Iberdrola, estava apenas 10 lugares acima, como a 183ª marca mais valiosa. Este ano, a diferença alargou-se consideravelmente. A cotada portuguesa ficou-se, então, pela 280ª posição, enquanto a espanhola está agora no 111º lugar, uma subida de 4,6 mil milhões para 8,2 mil milhões de dólares no valor de marca.
A Portugal Telecom abandonou a classificação e já não está entre as 500 empresas com uma marca de destaque. Em 2010, a marca PT encontrava-se na 373ª posição com um valor de 2,5 mil milhões de dólares. Tendo em conta que a empresa que está na 500ª posição, a norte-americana Cognizant Tech, vale 2,26 mil milhões de dólares, a cotada liderada por Zeinal Bava viu diminuir a soma da marca pelo menos abaixo deste montante.
quinta-feira, março 17, 2011
EUA: Instituto Camões quer reforçar ensino do português
O Instituto Camões (IC) e a Escola Internacional das Nações Unidas estão em contactos para prolongar e reforçar aulas de Língua Portuguesa naquela instituição de ensino, disse Fernanda Costa, coordenadora do ensino do português nos Estados Unidos.
Frequentada sobretudo por filhos de diplomatas da ONU, além de outros estrangeiros e norte-americanos, a escola, localizada em Nova Iorque, oferece desde fevereiro aulas de português, com apoio do IC, uma vez por semana a um grupo de dezena e meia de alunos, sobretudo portugueses e brasileiros, um primeiro passo de colaboração.
"O protocolo tem de ser estabelecido entre as duas partes interessadas e o conteúdo ainda vai ser objecto de negociação. Aguardo orientações da tutela para darmos continuidade", disse a coordenadora.
Frequentada sobretudo por filhos de diplomatas da ONU, além de outros estrangeiros e norte-americanos, a escola, localizada em Nova Iorque, oferece desde fevereiro aulas de português, com apoio do IC, uma vez por semana a um grupo de dezena e meia de alunos, sobretudo portugueses e brasileiros, um primeiro passo de colaboração.
"O protocolo tem de ser estabelecido entre as duas partes interessadas e o conteúdo ainda vai ser objecto de negociação. Aguardo orientações da tutela para darmos continuidade", disse a coordenadora.
Madrid: Especialistas descobrem Van Dyck na cave de museu
Especialistas da Real Academia de Belas Artes de San Fernando, em Madrid, encontraram na cave deste museu uma obra do mestre flamenco Anthonius van Dyck, "A Virgem e a Criança com os pecadores arrependidos", informou esta quinta-feira o jornal El País.
O óleo "representa a Virgem Maria com Jesus nos seus braços" diante de Maria Madalena, do rei David e do "filho pródigo", personagens da Bíblia.
A obra do artista, contemporâneo do espanhol Diego Velázquez no século XVII, permaneceu no porão da Real Academia de Belas Artes de San Fernando durante mais de um século: os curadores acreditavam tratar-se de uma cópia.
Mas, quando uma equipa de restauradores examinou o quadro, pintado por volta de 1625, desconfiou, e posteriormente confirmou a sua autenticidade.
[Haja fartura...]
O óleo "representa a Virgem Maria com Jesus nos seus braços" diante de Maria Madalena, do rei David e do "filho pródigo", personagens da Bíblia.
A obra do artista, contemporâneo do espanhol Diego Velázquez no século XVII, permaneceu no porão da Real Academia de Belas Artes de San Fernando durante mais de um século: os curadores acreditavam tratar-se de uma cópia.
Mas, quando uma equipa de restauradores examinou o quadro, pintado por volta de 1625, desconfiou, e posteriormente confirmou a sua autenticidade.
[Haja fartura...]
segunda-feira, março 14, 2011
Lula recebe grau doutor "honoris causa" Universidade Coimbra
O ex-Presidente do Brasil Lula da Silva vai ser distinguido pela Universidade de Coimbra (UC), no dia 30, com o grau de doutor "honoris causa".
"Lula da Silva é uma figura de dimensão internacional que fez imenso pela projeção do Brasil e também pela projeção da língua e da cultura portuguesa", declarou hoje a vice-reitora da UC Helena Freitas, que detém o pelouro das Relações Institucionais.
Para Helena Freitas, "é absolutamente extraordinário" o facto de o ex-Presidente do Brasil ter aceite esta distinção académica, proposta pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC).
[Esquece-se a senhora vice-reitora de que o grau de doutor "honoris causa" em direito atribuído pela Universidade de Coimbra é, em termos universitários, dos títulos mais antigos e conceituados da Europa. Quem não o quereria!]
"Lula da Silva é uma figura de dimensão internacional que fez imenso pela projeção do Brasil e também pela projeção da língua e da cultura portuguesa", declarou hoje a vice-reitora da UC Helena Freitas, que detém o pelouro das Relações Institucionais.
Para Helena Freitas, "é absolutamente extraordinário" o facto de o ex-Presidente do Brasil ter aceite esta distinção académica, proposta pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC).
[Esquece-se a senhora vice-reitora de que o grau de doutor "honoris causa" em direito atribuído pela Universidade de Coimbra é, em termos universitários, dos títulos mais antigos e conceituados da Europa. Quem não o quereria!]
Gomes Cravinho vai deixar governo. Vai candidatar-se a chefe de missão da UE na Índia
O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Gomes Cravinho, vai candidatar-se ao cargo de chefe de missão da União Europeia na Índia, cargo que é incompatível com a sua permanência no Governo.
Cravinho é dos governantes mais antigos da equipa de José Sócrates. Entrou para o Executivo a 14 de Março de 2005, ocupando a pasta da Cooperação, primeiro sob o comando de Freitas do Amaral, e, após a saída deste, manteve-se na equipa dos Negócios Estrangeiros, com Luís Amado.
A rotação do cargo - que na prática é visto como o de embaixador da União Europeia numa das maiores potencias mundiais - deverá concretizar-se até Setembro. A actual responsável da delegação é Danièle Smadja.
A assessoria de imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros disse que "não podia confirmar a notícia".
Se a candidatura de Cravinho for aceite implicará a sua saída do Governo.
[Os ratos vão saltando do porão antes do barco se afundar...]
Cravinho é dos governantes mais antigos da equipa de José Sócrates. Entrou para o Executivo a 14 de Março de 2005, ocupando a pasta da Cooperação, primeiro sob o comando de Freitas do Amaral, e, após a saída deste, manteve-se na equipa dos Negócios Estrangeiros, com Luís Amado.
A rotação do cargo - que na prática é visto como o de embaixador da União Europeia numa das maiores potencias mundiais - deverá concretizar-se até Setembro. A actual responsável da delegação é Danièle Smadja.
A assessoria de imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros disse que "não podia confirmar a notícia".
Se a candidatura de Cravinho for aceite implicará a sua saída do Governo.
[Os ratos vão saltando do porão antes do barco se afundar...]
Governo baixa IVA aplicado ao golfe para 6% e com transportadoras "não pode baixar impostos"
Os campos de golfe deverão voltar a ser tributados à taxa reduzida de IVA, de 6%, em vez dos 23% que estavam a ser aplicados desde o início do ano, no quadro do Orçamento do Estado (OE) para 2011.
A decisão de não penalizar o sector do golfe com a taxa máxima, de 23%, surge num momento em que o Governo avançou com medidas de austeridade que vão atingir o IVA, o que está a suscitar controvérsia. A medida não exigirá, qualquer alteração legislativa e bastará uma informação vinculativa do Fisco a estabelecer uma nova interpretação jurídica para a tributação aplicada aos campos de golfe voltar a ser de 6%.
Entretanto, o ministro das Finanças recusa baixar impostos às empresas de transportes, afirmando que não há condições para baixar impostos, seja a quem for. É desta forma que Teixeira dos Santos responde à paralisação das empresas de transportes de mercadorias que começou à meia-noite por tempo indeterminado. Esta noite o Governo reuniu-se com as empresas, mas não chegou a acordo. As associações reivindicam, nomeadamente, a introdução do gasóleo profissional e descontos nas portagens das autoestradas.
[Assim vai a típica república das bananas...]
A decisão de não penalizar o sector do golfe com a taxa máxima, de 23%, surge num momento em que o Governo avançou com medidas de austeridade que vão atingir o IVA, o que está a suscitar controvérsia. A medida não exigirá, qualquer alteração legislativa e bastará uma informação vinculativa do Fisco a estabelecer uma nova interpretação jurídica para a tributação aplicada aos campos de golfe voltar a ser de 6%.
Entretanto, o ministro das Finanças recusa baixar impostos às empresas de transportes, afirmando que não há condições para baixar impostos, seja a quem for. É desta forma que Teixeira dos Santos responde à paralisação das empresas de transportes de mercadorias que começou à meia-noite por tempo indeterminado. Esta noite o Governo reuniu-se com as empresas, mas não chegou a acordo. As associações reivindicam, nomeadamente, a introdução do gasóleo profissional e descontos nas portagens das autoestradas.
[Assim vai a típica república das bananas...]
"Geração à Rasca" é notícia no Financial Times
O protesto "Geração à Rasca" é noticiado no Financial Times com uma entrevista a uma jovem portuguesa e tomando como inspiração, pelo menos parcialmente, as revoltas populares no Norte de África.
"Chamam-se a si próprios a geração à rasca – diplomados universitários com idades entre os 21 e os 30 anos que estão desesperados por começar uma carreira, ganhar um salário fixo e abandonar a casa dos pais", escreve o correspondente do Financial Times em Lisboa.
"O único trabalho que conseguimos é experiência de trabalho", diz a jovem de 29 anos entrevistada pelo jornal britânico.
O FT diz que milhares de jovens saem hoje à rua inspirados, em parte, pelas revoltas no Norte de Africa.
A organização foi feita através do Facebook e até às 14:00 de hoje, mais de 65.000 pessoas disseram que iam comparecer nas iniciativas marcadas para várias cidades, entre as quais Lisboa e Porto.
O jornal diz que enquanto o Governo de Lisboa reforça medidas de austeridade, com o anúncio de um novo pacote na sexta-feira, o irreverente movimento de protesto despertou um país que enfrenta a segunda recessão em três anos, atingindo uma dimensão surpreendente e dominando o debate público.
"As lutas de jovens na Tunísia, no Egito e na Líbia ajudaram-nos a abrir os olhos", diz a jovem entrevistada pelo FT, uma das líderes do protesto no Porto.
A jovem frisa que os manifestantes não estão a tentar provocar uma revolução, apenas querem ter uma vida melhor.
"Chamam-se a si próprios a geração à rasca – diplomados universitários com idades entre os 21 e os 30 anos que estão desesperados por começar uma carreira, ganhar um salário fixo e abandonar a casa dos pais", escreve o correspondente do Financial Times em Lisboa.
"O único trabalho que conseguimos é experiência de trabalho", diz a jovem de 29 anos entrevistada pelo jornal britânico.
O FT diz que milhares de jovens saem hoje à rua inspirados, em parte, pelas revoltas no Norte de Africa.
A organização foi feita através do Facebook e até às 14:00 de hoje, mais de 65.000 pessoas disseram que iam comparecer nas iniciativas marcadas para várias cidades, entre as quais Lisboa e Porto.
O jornal diz que enquanto o Governo de Lisboa reforça medidas de austeridade, com o anúncio de um novo pacote na sexta-feira, o irreverente movimento de protesto despertou um país que enfrenta a segunda recessão em três anos, atingindo uma dimensão surpreendente e dominando o debate público.
"As lutas de jovens na Tunísia, no Egito e na Líbia ajudaram-nos a abrir os olhos", diz a jovem entrevistada pelo FT, uma das líderes do protesto no Porto.
A jovem frisa que os manifestantes não estão a tentar provocar uma revolução, apenas querem ter uma vida melhor.
quinta-feira, março 10, 2011
Timor propõe aliança com Angola e Brasil para comprar dívida portuguesa
Ramos Horta sugere uma aliança lusófona para ajudar Portugal, mas também para fazer o que diz ser um bom negócio.
Em declarações à Rádio Renascença, o Presidente timorense sugere uma aliança com Angola e o Brasil para compra de dívida soberana portuguesa a juros mais baixos.
Garante que não o move qualquer tipo de intenção filantrópica, mas sim a perspectiva de um bom negócio.
Ramos Horta frisa que a ideia é muito simples de concretizar, através de uma venda directa de dívida portuguesa ao Brasil, Angola e Timor, com taxas de juro abaixo das que têm estado a ser praticadas.
“O que eu proponho seria uma medida conjunta, mas a novidade aqui é que nós compraríamos abaixo do juro que os mercados impõem a Portugal. Poderíamos dizer: estamos a ajudar Portugal, mas estamos a ajudar-nos a nós próprios e estamos a moralizar e a impor um pouco de controlo nos meios financeiros do mercado”, afirmou.
Para Díli, acrescenta, pode ser um bom negócio porque neste momento tem 90% do fundo do petróleo investido em fundos norte-americanos, que oferecem taxas inferiores.
“Mau negócio é o nosso investimento no juro americano que é menos de 3%: mais inflação e mais depreciação. Estávamos a perder dinheiro”. Mas segundo Ramos Horta, o Brasil também pode ganhar com esta operação.
Uma proposta do Presidente de Timor-Leste que já foi feita ao Brasil, mas ainda não a Angola, estando ainda dependente da revisão - pelo Governo e pela Assembleia da República – da lei que gere o fundo petrolífero de Timor e que obriga a que pelo menos 90% dos proveitos do petróleo sejam investidos em títulos do tesouro norte-americanos.
[D. Duarte, duque de Bragança, já havia sugerido a disponibilidade do Brasil em investir em dívida pública portuguesa. Fizeram orelhas moucas...]
Em declarações à Rádio Renascença, o Presidente timorense sugere uma aliança com Angola e o Brasil para compra de dívida soberana portuguesa a juros mais baixos.
Garante que não o move qualquer tipo de intenção filantrópica, mas sim a perspectiva de um bom negócio.
Ramos Horta frisa que a ideia é muito simples de concretizar, através de uma venda directa de dívida portuguesa ao Brasil, Angola e Timor, com taxas de juro abaixo das que têm estado a ser praticadas.
“O que eu proponho seria uma medida conjunta, mas a novidade aqui é que nós compraríamos abaixo do juro que os mercados impõem a Portugal. Poderíamos dizer: estamos a ajudar Portugal, mas estamos a ajudar-nos a nós próprios e estamos a moralizar e a impor um pouco de controlo nos meios financeiros do mercado”, afirmou.
Para Díli, acrescenta, pode ser um bom negócio porque neste momento tem 90% do fundo do petróleo investido em fundos norte-americanos, que oferecem taxas inferiores.
“Mau negócio é o nosso investimento no juro americano que é menos de 3%: mais inflação e mais depreciação. Estávamos a perder dinheiro”. Mas segundo Ramos Horta, o Brasil também pode ganhar com esta operação.
Uma proposta do Presidente de Timor-Leste que já foi feita ao Brasil, mas ainda não a Angola, estando ainda dependente da revisão - pelo Governo e pela Assembleia da República – da lei que gere o fundo petrolífero de Timor e que obriga a que pelo menos 90% dos proveitos do petróleo sejam investidos em títulos do tesouro norte-americanos.
[D. Duarte, duque de Bragança, já havia sugerido a disponibilidade do Brasil em investir em dívida pública portuguesa. Fizeram orelhas moucas...]
quarta-feira, março 09, 2011
Zeinal Bava eleito melhor CEO do sector na Europa
O presidente executivo da PT foi eleito o melhor CEO da Europa no sector das telecomunicações, pela Institutional Investor Magazine, um reconhecimento que obteve quer por parte dos investidores quer dos analistas.
Zeinal Bava ganhou o prémio de melhor CEO (presidente executivo) atribuído pelos investidores com uma votação global de 21,91%, à frente de Vittorio Colao, presidente do Grupo Vodafone, que com 17,98% de votos conseguiu o segundo lugar. Em terceiro lugar do 'ranking' ficou o responsável da operadora Royal KPN, A.J. Scheepbouwer, com 15,73% da votação dos investidores.
Já no 'ranking' avaliado pelos analistas o presidente executivo da Portugal Telecom voltou a vencer os restantes CEO's dos grupos de telecomunicações europeus, com 16,30% dos votos. Em segundo lugar os analistas elegeram Duco Sickinghe, CEO da Telenet Group Holding. O 'homem-forte' da Telefónica, César Alierta, conseguiu, neste caso, o terceiro lugar com 11,19% dos votos.
Com os prémios deste ano, o presidente da PT tornou-se no único executivo português a ter tido duas distinções consecutivas como melhor CEO no sector das telecomunicações - sendo que este ano o reconhecimento chega dos dois lados do mercado financeiro, investidores e analistas - e três prémios como melhor CFO (chief financial officer), pela Institutional Investor Magazine, considerada uma referência internacional na comunicação da relação com os investidores.
Zeinal Bava ganhou o prémio de melhor CEO (presidente executivo) atribuído pelos investidores com uma votação global de 21,91%, à frente de Vittorio Colao, presidente do Grupo Vodafone, que com 17,98% de votos conseguiu o segundo lugar. Em terceiro lugar do 'ranking' ficou o responsável da operadora Royal KPN, A.J. Scheepbouwer, com 15,73% da votação dos investidores.
Já no 'ranking' avaliado pelos analistas o presidente executivo da Portugal Telecom voltou a vencer os restantes CEO's dos grupos de telecomunicações europeus, com 16,30% dos votos. Em segundo lugar os analistas elegeram Duco Sickinghe, CEO da Telenet Group Holding. O 'homem-forte' da Telefónica, César Alierta, conseguiu, neste caso, o terceiro lugar com 11,19% dos votos.
Com os prémios deste ano, o presidente da PT tornou-se no único executivo português a ter tido duas distinções consecutivas como melhor CEO no sector das telecomunicações - sendo que este ano o reconhecimento chega dos dois lados do mercado financeiro, investidores e analistas - e três prémios como melhor CFO (chief financial officer), pela Institutional Investor Magazine, considerada uma referência internacional na comunicação da relação com os investidores.
terça-feira, março 08, 2011
PR inicia mandato com visita a Timor, Indonésia e Tailândia
A primeira deslocação oficial do Presidente Cavaco Silva no segundo mandato será um périplo pela Ásia, com deslocações a Timor-Leste, Indonésia e Tailândia, disse o chefe da diplomacia timorense.
Zacarias da Costa, que se encontra em Portugal para representar o seu país na cerimónia de posse do segundo mandato de Aníbal Cavaco Silva, quarta-feira em Lisboa, precisou que a visita do chefe de Estado português é "uma honra" para Timor-Leste.
A Presidência da República ainda não anunciou esta viagem de Cavaco Silva, avançada pelo Diário de Notícias no domingo, e agora confirmada pelo chefe da diplomacia timorense.
“Sei que não será apenas uma visita para Timor. Passará também pela Indonésia e acabará na Tailândia, para participar nas celebrações dos 500 anos das relações entre Portugal e a Tailândia. Sentimo-nos muito honrados de poder mais uma vez acolher um Presidente de Portugal”, disse.
O périplo asiático de Cavaco Silva realizar-se-á em maio, para coincidir com as comemorações do 9.º aniversário da independência de Timor-Leste, que se celebra a 20 daquele mês.
Zacarias da Costa, que se encontra em Portugal para representar o seu país na cerimónia de posse do segundo mandato de Aníbal Cavaco Silva, quarta-feira em Lisboa, precisou que a visita do chefe de Estado português é "uma honra" para Timor-Leste.
A Presidência da República ainda não anunciou esta viagem de Cavaco Silva, avançada pelo Diário de Notícias no domingo, e agora confirmada pelo chefe da diplomacia timorense.
“Sei que não será apenas uma visita para Timor. Passará também pela Indonésia e acabará na Tailândia, para participar nas celebrações dos 500 anos das relações entre Portugal e a Tailândia. Sentimo-nos muito honrados de poder mais uma vez acolher um Presidente de Portugal”, disse.
O périplo asiático de Cavaco Silva realizar-se-á em maio, para coincidir com as comemorações do 9.º aniversário da independência de Timor-Leste, que se celebra a 20 daquele mês.
UE: Ashton escolhe diplomata Ana Paula Zacarias para chefiar delegação da UE no Brasil
A Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Catherine Ashton, anunciou hoje a designação da diplomata portuguesa Ana Paula Zacarias para chefiar a delegação da UE em Brasília.
Portugal garante assim, através da nomeação da actual representante permanente adjunta de Portugal junto da União Europeia, um dos postos que mais ambicionava no quadro do novo Serviço Europeu de Ação Externa, juntando-se a chefia da embaixada em Brasília à da delegação da UE nos Estados Unidos, liderada por João Vale de Almeida.
No ano passado, Portugal já tentara conquistar o posto em Brasília através da candidatura de Luísa Bastos de Almeida, actual embaixadora na Turquia, mas Ashton decidiu em setembro relançar o concurso, por nenhum dos candidatos de então ser considerado "adequado".
Desta feita, Ashton ficou convencida com o currículo de Ana Paula Zacarias, que tem uma carreira diplomática de 25 anos, tendo sido a primeira embaixadora residente de Portugal na Estónia (entre 2005 e 2008).
Ana Paula Zacarias desempenhou também funções de vice-presidente do Instituto Camões, na Embaixada de Portugal em Washington e no Consulado em Curitiba, Brasil, tendo ainda assumido as funções de representante permanente de Portugal junto da União Latina (2003-2005) e de representante permanente adjunta junto da UNESCO (2000-2005), em Paris.
Por ocasião do anúncio da nomeação de Ana Paula Zacarias, assim como de Mariangela Zappia para chefe da delegação da UE junto das organizações das Nações Unidas em Genebra, Catherine Ashton comentou que é com "particular prazer" que procede a estas duas designações hoje, centenário do Dia Internacional da Mulher.
"São duas diplomatas muito talentosas e experientes, que estou certa que darão um grande contributo ao trabalho do Serviço Europeu de Ação Externa. As suas designações mostra o meu firme empenho num equilíbrio de géneros no Serviço", disse.
Em setembro de 2010, por ocasião da designação do primeiro grupo de três dezenas de embaixadores para chefes de delegação da UE, naquela que é a primeira rotação à luz do novo corpo diplomático europeu criado pelo Tratado de Lisboa, Portugal já garantira a chefia da delegação da União no Gabão, que também cobre São Tomé e Príncipe, atribuída a Cristina Martins Barreira.
Ainda antes, já havia sido atribuída chefia da embaixada da UE nos Estados Unidos, onde já se encontra a trabalhar João Vale de Almeida, antigo chefe de gabinete do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, nunca escondeu o desejo de juntar Brasília a Washington.
Portugal garante assim, através da nomeação da actual representante permanente adjunta de Portugal junto da União Europeia, um dos postos que mais ambicionava no quadro do novo Serviço Europeu de Ação Externa, juntando-se a chefia da embaixada em Brasília à da delegação da UE nos Estados Unidos, liderada por João Vale de Almeida.
No ano passado, Portugal já tentara conquistar o posto em Brasília através da candidatura de Luísa Bastos de Almeida, actual embaixadora na Turquia, mas Ashton decidiu em setembro relançar o concurso, por nenhum dos candidatos de então ser considerado "adequado".
Desta feita, Ashton ficou convencida com o currículo de Ana Paula Zacarias, que tem uma carreira diplomática de 25 anos, tendo sido a primeira embaixadora residente de Portugal na Estónia (entre 2005 e 2008).
Ana Paula Zacarias desempenhou também funções de vice-presidente do Instituto Camões, na Embaixada de Portugal em Washington e no Consulado em Curitiba, Brasil, tendo ainda assumido as funções de representante permanente de Portugal junto da União Latina (2003-2005) e de representante permanente adjunta junto da UNESCO (2000-2005), em Paris.
Por ocasião do anúncio da nomeação de Ana Paula Zacarias, assim como de Mariangela Zappia para chefe da delegação da UE junto das organizações das Nações Unidas em Genebra, Catherine Ashton comentou que é com "particular prazer" que procede a estas duas designações hoje, centenário do Dia Internacional da Mulher.
"São duas diplomatas muito talentosas e experientes, que estou certa que darão um grande contributo ao trabalho do Serviço Europeu de Ação Externa. As suas designações mostra o meu firme empenho num equilíbrio de géneros no Serviço", disse.
Em setembro de 2010, por ocasião da designação do primeiro grupo de três dezenas de embaixadores para chefes de delegação da UE, naquela que é a primeira rotação à luz do novo corpo diplomático europeu criado pelo Tratado de Lisboa, Portugal já garantira a chefia da delegação da União no Gabão, que também cobre São Tomé e Príncipe, atribuída a Cristina Martins Barreira.
Ainda antes, já havia sido atribuída chefia da embaixada da UE nos Estados Unidos, onde já se encontra a trabalhar João Vale de Almeida, antigo chefe de gabinete do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, nunca escondeu o desejo de juntar Brasília a Washington.
segunda-feira, março 07, 2011
Construção: Ministro no Qatar com missão de 20 empresários
O ministro da Economia está hoje no Qatar acompanhado por 20 empresários, sobretudo, da construção civil, tendo sido assinados acordos institucionais e empresariais, que se estendem aos transportes aéreos e à cooperação entre os países no Norte de África.
Depois de os acordos assinados em meados de janeiro pelo Governo português e pelo Qatar nas áreas da energia e do turismo, desta feita, a missão empresarial, que é a terceira desde outubro, "está mais direccionada para o setor da construção civil", avançou fonte oficial do Ministério da Economia e Inovação.
Entre as várias reuniões que estão a ter lugar no Qatar, de uma resultou um entendimento entre várias empresas portuguesas e a Qatar Diar, a 'holding' estatal do emirato, para o desenvolvimento de projetos no Norte de África, nomeadamente, em Marrocos, através de parcerias estabelecidas com as empresas portuguesas já certificadas para operar naquele mercado.
Depois de os acordos assinados em meados de janeiro pelo Governo português e pelo Qatar nas áreas da energia e do turismo, desta feita, a missão empresarial, que é a terceira desde outubro, "está mais direccionada para o setor da construção civil", avançou fonte oficial do Ministério da Economia e Inovação.
Entre as várias reuniões que estão a ter lugar no Qatar, de uma resultou um entendimento entre várias empresas portuguesas e a Qatar Diar, a 'holding' estatal do emirato, para o desenvolvimento de projetos no Norte de África, nomeadamente, em Marrocos, através de parcerias estabelecidas com as empresas portuguesas já certificadas para operar naquele mercado.
Turismo: Portugal está entre 18 países mais competitivos
Portugal caiu uma posição no ranking do Fórum Mundial do Turismo, mas figura entre os 18 países mais competitivos do mundo para desenvolvimento de negócios no sector turístico, revela um estudo global do Fórum Económico Mundial (FEM) divulgado esta segunda-feira, em Andorra.
Portugal desceu uma posição face ao obtido no estudo de 2009, embora obtendo a mesma classificação (5 pontos).
De acordo com a quarta edição do Travel & Tourism Competitiveness Report publicado no âmbito do fórum global (GTF na sigla internacional), a Suíça, a Alemanha e a França ocupam o top3 em termos de atractividade à luz do índice global TTCI - The Travel & Tourism Competitiveness Index, estrutura central do estudo.
O relatório classifica os países em função de três grandes pilares (ambiente regulatório; infra-estruturas; recursos naturais, culturais e humanos) englobando diferentes categorias da envolvente de viagens e turismo.
As áreas em que Portugal obtém a melhor pontuação são precisamente o enquadramento regulatório (destaque para a rubrica de saúde e higiene); ambiente de negócio e infra-estruturas. Os recursos também ajudam ao posicionamento de Portugal, nomeadamente a natureza.
No relatório do FEM são analisados 139 países. Além dos três primeiros já referidos, o top10 deste ano integra ainda, por esta ordem: Áustria, Suécia, Reino Unido, EUA, Canadá, Espanha e Singapura.
O relatório do FEM foi produzido em colaboração com a Deloitte e diversos parceiros do sector como a IATA, a Organização Mundial de Turismo (UNWTO) o Conselho Mundial do Turismo (WTTC) e diversas empresas privadas (Airbus; Hertz; etc).
Portugal desceu uma posição face ao obtido no estudo de 2009, embora obtendo a mesma classificação (5 pontos).
De acordo com a quarta edição do Travel & Tourism Competitiveness Report publicado no âmbito do fórum global (GTF na sigla internacional), a Suíça, a Alemanha e a França ocupam o top3 em termos de atractividade à luz do índice global TTCI - The Travel & Tourism Competitiveness Index, estrutura central do estudo.
O relatório classifica os países em função de três grandes pilares (ambiente regulatório; infra-estruturas; recursos naturais, culturais e humanos) englobando diferentes categorias da envolvente de viagens e turismo.
As áreas em que Portugal obtém a melhor pontuação são precisamente o enquadramento regulatório (destaque para a rubrica de saúde e higiene); ambiente de negócio e infra-estruturas. Os recursos também ajudam ao posicionamento de Portugal, nomeadamente a natureza.
No relatório do FEM são analisados 139 países. Além dos três primeiros já referidos, o top10 deste ano integra ainda, por esta ordem: Áustria, Suécia, Reino Unido, EUA, Canadá, Espanha e Singapura.
O relatório do FEM foi produzido em colaboração com a Deloitte e diversos parceiros do sector como a IATA, a Organização Mundial de Turismo (UNWTO) o Conselho Mundial do Turismo (WTTC) e diversas empresas privadas (Airbus; Hertz; etc).
Calçado português finta crise e ensaia novos mercados
Os empresários de calçado portugueses, presentes na feira internacional de Milão, que este domingo abriu as suas portas para apresentar as novas tendências para o próximo Outono/Inverno, estão optimistas em relação a 2011 e admitem que as exportações possam crescer entre os 10 e os 15%.
Apesar da escalada do preço do petróleo e do aumento das matérias-primas, que se vai reflectir no preço final do caçado, os industriais do sector, que exportam praticamente quase tudo o que produzem (95%), não se mostram preocupados. “O calçado português está em alta em Portugal”, diz Miguel Abreu, da GoldMud, uma fábrica de Felgueiras, que pretende alargar o seu âmbito de intervenção para se lançar numa “apostar forte nos mercados da China e do Japão”, mas continuando a exportar para a Europa, o cliente por excelência das marcas portuguesas. “É preciso fazer uma marca mais global. Temos de vender a qualidade e a marca e se a marca tiver uma boa imagem eles compram”, defende este empresário de Felgueiras, que dá sinais de alguma preocupação pelo facto de algumas matérias-primas, como as peles, usadas em larga escala no fabrico de calçado, começarem a escassear. “Temos de começar a pensar noutras alternativas, talvez material sintético”, afirma, sublinhando que um par de sapatos feito em pele “vai ser uma raridade” daqui por alguns anos.
Apesar da escalada do preço do petróleo e do aumento das matérias-primas, que se vai reflectir no preço final do caçado, os industriais do sector, que exportam praticamente quase tudo o que produzem (95%), não se mostram preocupados. “O calçado português está em alta em Portugal”, diz Miguel Abreu, da GoldMud, uma fábrica de Felgueiras, que pretende alargar o seu âmbito de intervenção para se lançar numa “apostar forte nos mercados da China e do Japão”, mas continuando a exportar para a Europa, o cliente por excelência das marcas portuguesas. “É preciso fazer uma marca mais global. Temos de vender a qualidade e a marca e se a marca tiver uma boa imagem eles compram”, defende este empresário de Felgueiras, que dá sinais de alguma preocupação pelo facto de algumas matérias-primas, como as peles, usadas em larga escala no fabrico de calçado, começarem a escassear. “Temos de começar a pensar noutras alternativas, talvez material sintético”, afirma, sublinhando que um par de sapatos feito em pele “vai ser uma raridade” daqui por alguns anos.
Cavaco espera até Maio para ir a Timor-Leste
A Indonésia deverá ser um ponto de paragem no roteiro do Presidente reeleito pelo Sudeste Asiático. Será a primeira visita de Estado ao país que ocupou a antiga colónia.
Cavaco Silva vai esperar até Maio para fazer a primeira visita de Estado do seu segundo mandato em Belém. O destino será Timor mas a viagem ao Sudeste asiático deverá ainda ter como ponto de paragem a Indonésia.
A confirmar-se o plano de Belém será a sexta visita de Cavaco a uma antiga colónia e a primeira visita de um Presidente português ao país que ocupou Timor-Leste durante 24 anos. A anexação indonésia forçou o corte de relações diplomáticas com Portugal e impediu a independência do território timorense, algo que acabaria por se concretizar em 2002, após um referendo e a intervenção das Nações Unidas.
Os pormenores do périplo pelo Sudeste asiático estão a ser tratados pelo Protocolo de Estado. Tudo leva a crer que será a viagem mais longa desde que Cavaco chegou a Belém - o recorde até agora é de seis dias na visita a Angola. A relação histórica entre os dois países, mas também a cooperação nos domínios da língua, cultura e economia deverão ser os motivos da viagem.
Cavaco Silva vai esperar até Maio para fazer a primeira visita de Estado do seu segundo mandato em Belém. O destino será Timor mas a viagem ao Sudeste asiático deverá ainda ter como ponto de paragem a Indonésia.
A confirmar-se o plano de Belém será a sexta visita de Cavaco a uma antiga colónia e a primeira visita de um Presidente português ao país que ocupou Timor-Leste durante 24 anos. A anexação indonésia forçou o corte de relações diplomáticas com Portugal e impediu a independência do território timorense, algo que acabaria por se concretizar em 2002, após um referendo e a intervenção das Nações Unidas.
Os pormenores do périplo pelo Sudeste asiático estão a ser tratados pelo Protocolo de Estado. Tudo leva a crer que será a viagem mais longa desde que Cavaco chegou a Belém - o recorde até agora é de seis dias na visita a Angola. A relação histórica entre os dois países, mas também a cooperação nos domínios da língua, cultura e economia deverão ser os motivos da viagem.
quinta-feira, março 03, 2011
O "momento PRD" do BE?
Marina Costa Lobo
Politóloga
in Jornal de Negócios
Nos últimos dias, fomos surpreendidos por Francisco Louçã. Ao colocar uma moção de censura ao Governo a destempo, o BE vem revelar a sua intrínseca irresponsabilidade política aos portugueses, e o que é mais recente, algum desnorte.
Por dar este passo logo depois da campanha das presidenciais, este partido está a desdizer todas as promessas de cooperação ensaiadas com o PS até há dias no apoio à campanha do Manuel Alegre. Se a moção fosse bem sucedida, levaria provavelmente ao regresso da direita ao poder, coisa que o BE afirma rejeitar. Mas como já foi dito por muitos comentadores, esta iniciativa acaba por contribuir para a sobrevivência do Governo. Apesar das vociferações de Passos Coelho, o compromisso assumido aquando das duras negociações orçamentais impede que, para já, o PSD esteja disponível para derrubar o Governo. Será preciso que algo de fundamental mude para que este posicionamento se altere, e isso dá algum alívio ao primeiro-ministro.
A questão é saber se esta moção constituiu o "momento PRD" do BE? Em 1987, o PRD decidiu colocar uma moção de censura ao executivo minoritário de Cavaco Silva. Esta moção, embora tenha sido "bem sucedida" na medida em que levou ao derrube do Governo, também foi o início do fim do partido-sensação que havia sido criado dois anos antes, em 1985. Porque nas eleições que se lhe seguiram, e como a moção de censura tinha sido contra-corrente à vontade do eleitorado, o PRD foi dizimado nas urnas, o PSD conseguiu a sua primeira maioria absoluta, e o PS recuperou o seu indiscutível lugar de primeiro partido da esquerda do espectro partidário.
O que ocorre neste Inverno de 2011, não é, à primeira vista, uma repetição desse momento, nem terá as mesmas consequências imediatas. Em primeiro lugar, porque a moção não passa, nem haverá eleições. Portanto as consequências desta acção irresponsável do BE tenderão a diluir-se junto das opiniões políticas do eleitorado.
Depois, porque mesmo que a moção fosse aprovada e houvesse eleições, toda a conjuntura é diferente, seja em termos da cor política do governo, seja em termos económicos. As probabilidades da opinião pública ser hoje totalmente contra uma moção de censura ao Executivo, como foram, em 1987, ao Governo de Cavaco, são hoje menores. Isto a julgar pelas sondagens, que dão o PS em queda continuada, e algum reforço do PSD.
Mas nem tudo é diferente daqueles tempos: pressente-se uma sede de protagonismo e um tacticismo no BE que se assemelha à ganância que o PRD tinha naquela altura, à época muito mal vista pelo eleitorado. Além disso, estes dois partidos têm outros pontos em comum: nem conseguiram verdadeira implantação territorial e local comparável com os restantes, nem constituem uma verdadeira alternativa programática face aos outros partidos. Essencialmente, ambos sobrevivem à custa do protagonismo mediático dos líderes.
É neste sentido que poderíamos chamar ao último período vivido pelo BE sob a liderança de Louçã, como um "momento PRD". Ultimamente, Louça tem-se pautado por um comportamento errático. Arriscou bastante nas Presidenciais e perdeu em toda a linha. E perdeu inclusivamente face, na forma como foi sempre sistematicamente combatendo o PS mesmo enquanto faziam campanha juntos por Alegre. Agora saído da derrota acorre a retomar o seu lugar em S. Bento, para derrubar Sócrates.
Sem lealdades antigas como certos partidos, sem história, e sem ligações associativas, o BE vive da credibilidade dos seus representantes, e sobretudo do seu líder. Só um líder sério, coerente e determinado pode ultrapassar os obstáculos institucionais que se colocam a um partido ainda relativamente novo e pequeno como o BE. E é também provável que os erros da liderança sejam castigados mais fortemente pelo eleitorado. Se uma parte substancial do eleitorado dos partidos portugueses em geral não é fiel, por maioria de razão o do BE ainda o será menos.
Politóloga
in Jornal de Negócios
Nos últimos dias, fomos surpreendidos por Francisco Louçã. Ao colocar uma moção de censura ao Governo a destempo, o BE vem revelar a sua intrínseca irresponsabilidade política aos portugueses, e o que é mais recente, algum desnorte.
Por dar este passo logo depois da campanha das presidenciais, este partido está a desdizer todas as promessas de cooperação ensaiadas com o PS até há dias no apoio à campanha do Manuel Alegre. Se a moção fosse bem sucedida, levaria provavelmente ao regresso da direita ao poder, coisa que o BE afirma rejeitar. Mas como já foi dito por muitos comentadores, esta iniciativa acaba por contribuir para a sobrevivência do Governo. Apesar das vociferações de Passos Coelho, o compromisso assumido aquando das duras negociações orçamentais impede que, para já, o PSD esteja disponível para derrubar o Governo. Será preciso que algo de fundamental mude para que este posicionamento se altere, e isso dá algum alívio ao primeiro-ministro.
A questão é saber se esta moção constituiu o "momento PRD" do BE? Em 1987, o PRD decidiu colocar uma moção de censura ao executivo minoritário de Cavaco Silva. Esta moção, embora tenha sido "bem sucedida" na medida em que levou ao derrube do Governo, também foi o início do fim do partido-sensação que havia sido criado dois anos antes, em 1985. Porque nas eleições que se lhe seguiram, e como a moção de censura tinha sido contra-corrente à vontade do eleitorado, o PRD foi dizimado nas urnas, o PSD conseguiu a sua primeira maioria absoluta, e o PS recuperou o seu indiscutível lugar de primeiro partido da esquerda do espectro partidário.
O que ocorre neste Inverno de 2011, não é, à primeira vista, uma repetição desse momento, nem terá as mesmas consequências imediatas. Em primeiro lugar, porque a moção não passa, nem haverá eleições. Portanto as consequências desta acção irresponsável do BE tenderão a diluir-se junto das opiniões políticas do eleitorado.
Depois, porque mesmo que a moção fosse aprovada e houvesse eleições, toda a conjuntura é diferente, seja em termos da cor política do governo, seja em termos económicos. As probabilidades da opinião pública ser hoje totalmente contra uma moção de censura ao Executivo, como foram, em 1987, ao Governo de Cavaco, são hoje menores. Isto a julgar pelas sondagens, que dão o PS em queda continuada, e algum reforço do PSD.
Mas nem tudo é diferente daqueles tempos: pressente-se uma sede de protagonismo e um tacticismo no BE que se assemelha à ganância que o PRD tinha naquela altura, à época muito mal vista pelo eleitorado. Além disso, estes dois partidos têm outros pontos em comum: nem conseguiram verdadeira implantação territorial e local comparável com os restantes, nem constituem uma verdadeira alternativa programática face aos outros partidos. Essencialmente, ambos sobrevivem à custa do protagonismo mediático dos líderes.
É neste sentido que poderíamos chamar ao último período vivido pelo BE sob a liderança de Louçã, como um "momento PRD". Ultimamente, Louça tem-se pautado por um comportamento errático. Arriscou bastante nas Presidenciais e perdeu em toda a linha. E perdeu inclusivamente face, na forma como foi sempre sistematicamente combatendo o PS mesmo enquanto faziam campanha juntos por Alegre. Agora saído da derrota acorre a retomar o seu lugar em S. Bento, para derrubar Sócrates.
Sem lealdades antigas como certos partidos, sem história, e sem ligações associativas, o BE vive da credibilidade dos seus representantes, e sobretudo do seu líder. Só um líder sério, coerente e determinado pode ultrapassar os obstáculos institucionais que se colocam a um partido ainda relativamente novo e pequeno como o BE. E é também provável que os erros da liderança sejam castigados mais fortemente pelo eleitorado. Se uma parte substancial do eleitorado dos partidos portugueses em geral não é fiel, por maioria de razão o do BE ainda o será menos.
quarta-feira, março 02, 2011
Carros chineses da BYD lançados por Hipólito Pires em Portugal
O empresário, que também representa a Saab, tem três modelos da BYD (Build Your Dreams) na calha.
Os carros chineses da BYD, fabricante automóvel representada em Portugal pela Hipogest, vão entrar no mercado europeu em 2012. "O veículo e6-Eco conseguiu a homologação na Europa e chegará a Portugal no próximo ano", revelou Duarte Guedes, administrador da Hipogest.
Numa fase inicial, a empresa liderada por Hipólito Pires irá avançar com alguns projectos-piloto com câmaras municipais e empresas como a EDP, que já contactou. "Os veículos eléctricos estão na ordem no dia. Como tal, é o momento certo para apresentarmos a marca ao mercado nacional", reforça o administrador da Hipogest.
Um dos modelos na calha é o E6-Eco 2012, um ‘crossover' de cinco lugares, que está equipado com uma bateria de ferro da BYD e tem uma autonomia prevista de 300 quilómetros em estrada urbana. Para carregar este veículo eléctrico são precisos apenas 40 minutos, com um carregador rápido de 100 KW.
Além deste modelo, aguardam ainda "autorização" para andar nas estradas europeias os S6DM SUV, o primeiro todo-o-terreno eléctrico com tracção integral, e o e-Bus K9, um autocarro movido a electricidade com bateria de ferro.
Os carros chineses da BYD, fabricante automóvel representada em Portugal pela Hipogest, vão entrar no mercado europeu em 2012. "O veículo e6-Eco conseguiu a homologação na Europa e chegará a Portugal no próximo ano", revelou Duarte Guedes, administrador da Hipogest.
Numa fase inicial, a empresa liderada por Hipólito Pires irá avançar com alguns projectos-piloto com câmaras municipais e empresas como a EDP, que já contactou. "Os veículos eléctricos estão na ordem no dia. Como tal, é o momento certo para apresentarmos a marca ao mercado nacional", reforça o administrador da Hipogest.
Um dos modelos na calha é o E6-Eco 2012, um ‘crossover' de cinco lugares, que está equipado com uma bateria de ferro da BYD e tem uma autonomia prevista de 300 quilómetros em estrada urbana. Para carregar este veículo eléctrico são precisos apenas 40 minutos, com um carregador rápido de 100 KW.
Além deste modelo, aguardam ainda "autorização" para andar nas estradas europeias os S6DM SUV, o primeiro todo-o-terreno eléctrico com tracção integral, e o e-Bus K9, um autocarro movido a electricidade com bateria de ferro.
terça-feira, março 01, 2011
Actriz portuguesa não compareceu à cerimónia dos Óscares devido a sequestro
Sandra Cardinali, actriz portuguesa de 36 anos, não foi à cerimónia dos Óscares, realizada no passado Domingo, por ter sido vítima de sequestro. A actriz foi raptada durante mais de 24 horas por dois homens, tendo posteriormente sido abandonada em Cascais.
A actriz, que entrou no mais recente filme de Steven Spielberg, perdeu o avião para Los Angeles, por ter sido sequestrada na manhã de quinta-feira. A actriz conta que foi forçada a entrar na bagageira de um carro em São Marcos, Sintra, perto de casa da sua mãe.
Sandra terá sido deixada na Malveira da Serra, Cascais sem se conseguir recordar do que aconteceu. A actriz falhou a prova de vestidos onde iria escolher qual levaria à cerimónia, não conseguindo igualmente chegar a tempo de apanhar o avião que a levaria até Los Angeles.
A PJ já está a investigar o caso.
A actriz, que entrou no mais recente filme de Steven Spielberg, perdeu o avião para Los Angeles, por ter sido sequestrada na manhã de quinta-feira. A actriz conta que foi forçada a entrar na bagageira de um carro em São Marcos, Sintra, perto de casa da sua mãe.
Sandra terá sido deixada na Malveira da Serra, Cascais sem se conseguir recordar do que aconteceu. A actriz falhou a prova de vestidos onde iria escolher qual levaria à cerimónia, não conseguindo igualmente chegar a tempo de apanhar o avião que a levaria até Los Angeles.
A PJ já está a investigar o caso.
Carlos de Mattos: os portugueses também recebem óscares
Carlos de Mattos fundou em 2000, com um dos seus três filhos, Marcos, a CDM Interactive, uma empresa de investimentos na área dos media, imobiliária e entretenimento.
Tinha 16 anos quando pisou solo americano pela primeira vez. Apaixonou-se pela Califórnia e pela "abertura de mentalidades" e não quis mais sair de lá: "É preciso perceber que Portugal, na altura, estava sobre a ditadura de Salazar e a diferença entre as duas sociedades era enorme. Senti que os EUA era o lugar certo para mim e para qualquer jovem sedento de independência e sucesso."
Quando voltou para Portugal, tinha apenas um objectivo: regressar rapidamente para a terra das oportunidades. Candidatou-se a uma bolsa de estudo na embaixada dos EUA em Lisboa e dois anos depois foi aceite em duas Universidades da Califórnia. Aos 18 estava de volta à América, em San Fernando Valley, Los Angeles, de onde nunca mais saiu.
Apesar do sonho, Mattos, confessa que ao início foi difícil: "A adaptação ao estilo de vida americano, principalmente em Los Angeles e Hollywood, foi complicado. Não tinha carro e aquilo era tão grande que eu não podia deslocar-me sozinho, estava sempre dependente de outros para arranjar transporte."
Então mas e os Óscares? Mattos ganhou dois Óscares na categoria Científica e Técnica, em 1983 e 1985. Esta categoria premeia aqueles cujo trabalho permitiu avanços técnicos na produção cinematográfica. É uma cerimónia à parte, apresentada por uma estrela de Hollywood, fora da cerimónia dos Óscares transmitidos pela televisão.
O primeiro Óscar que lhe foi parar às mãos foi com a invenção de uma grua em túlipa que foi usada pela primeira vez por Steven Spielberg, no filme E.T.. O segundo foi-lhe atribuído pelo desenvolvimento de uma câmara por controlo remoto, usada pela primeira vez por Francis Ford Coppola nas filmagens de Cotton Club.
A entrada neste mundo técnico aconteceu mais ou menos por acaso: "Quando aqui cheguei só tinha visto de estudante e não podia trabalhar. Para poder ganhar dinheiro sem quebrar a lei, juntei-me a dois amigos americanos numa espécie de sociedade e começámos numa garagem a construir estruturas e equipamentos de luz para os Estúdios Major."
O negócio cresceu, transformou-se na Matthews Studio Equipment e passado pouco tempo Carlos teve direito a carta verde para trabalhar e permanecer no país. O casamento com Elena, sua mulher há 35 anos, permitiu-lhe adquirir a nacionalidade americana.
Os seus equipamentos já brilharam em filmes como Exterminador Implacável, Forrest Gump, Titanic, espectáculos da Broadway ou em concertos e eventos, como digressões dos Rolling Stones, várias Super Bowls e Extreme Games.
Além de tudo, Carlos é um dos membros da Academia e um dos votantes dos Óscares. E mesmo o facto de serem seis mil membros e de qualquer pessoa vencedora de um destes prémios poder fazer parte do grupo, não lhe tira mérito. Para Carlos o melhor filme deste ano é o Hereafter - Outra Vida, de Clint Eastwood. No entanto, e como este filme não foi apurado para as nomeações, aposta em A Rede Social.
Portugal no coração.
Carlos vive há mais tempo na Califórnia do que viveu no país natal, mas nem por isso esqueceu as coisas boas que é como quem diz, a comida: "Adoro cozinhar, é uma das minhas paixões. Faço caldeirada, bife à portuguesa, carne de porco à alentejana e vários tipos de bacalhau, mas o meu preferido é à Braz."
Tinha 16 anos quando pisou solo americano pela primeira vez. Apaixonou-se pela Califórnia e pela "abertura de mentalidades" e não quis mais sair de lá: "É preciso perceber que Portugal, na altura, estava sobre a ditadura de Salazar e a diferença entre as duas sociedades era enorme. Senti que os EUA era o lugar certo para mim e para qualquer jovem sedento de independência e sucesso."
Quando voltou para Portugal, tinha apenas um objectivo: regressar rapidamente para a terra das oportunidades. Candidatou-se a uma bolsa de estudo na embaixada dos EUA em Lisboa e dois anos depois foi aceite em duas Universidades da Califórnia. Aos 18 estava de volta à América, em San Fernando Valley, Los Angeles, de onde nunca mais saiu.
Apesar do sonho, Mattos, confessa que ao início foi difícil: "A adaptação ao estilo de vida americano, principalmente em Los Angeles e Hollywood, foi complicado. Não tinha carro e aquilo era tão grande que eu não podia deslocar-me sozinho, estava sempre dependente de outros para arranjar transporte."
Então mas e os Óscares? Mattos ganhou dois Óscares na categoria Científica e Técnica, em 1983 e 1985. Esta categoria premeia aqueles cujo trabalho permitiu avanços técnicos na produção cinematográfica. É uma cerimónia à parte, apresentada por uma estrela de Hollywood, fora da cerimónia dos Óscares transmitidos pela televisão.
O primeiro Óscar que lhe foi parar às mãos foi com a invenção de uma grua em túlipa que foi usada pela primeira vez por Steven Spielberg, no filme E.T.. O segundo foi-lhe atribuído pelo desenvolvimento de uma câmara por controlo remoto, usada pela primeira vez por Francis Ford Coppola nas filmagens de Cotton Club.
A entrada neste mundo técnico aconteceu mais ou menos por acaso: "Quando aqui cheguei só tinha visto de estudante e não podia trabalhar. Para poder ganhar dinheiro sem quebrar a lei, juntei-me a dois amigos americanos numa espécie de sociedade e começámos numa garagem a construir estruturas e equipamentos de luz para os Estúdios Major."
O negócio cresceu, transformou-se na Matthews Studio Equipment e passado pouco tempo Carlos teve direito a carta verde para trabalhar e permanecer no país. O casamento com Elena, sua mulher há 35 anos, permitiu-lhe adquirir a nacionalidade americana.
Os seus equipamentos já brilharam em filmes como Exterminador Implacável, Forrest Gump, Titanic, espectáculos da Broadway ou em concertos e eventos, como digressões dos Rolling Stones, várias Super Bowls e Extreme Games.
Além de tudo, Carlos é um dos membros da Academia e um dos votantes dos Óscares. E mesmo o facto de serem seis mil membros e de qualquer pessoa vencedora de um destes prémios poder fazer parte do grupo, não lhe tira mérito. Para Carlos o melhor filme deste ano é o Hereafter - Outra Vida, de Clint Eastwood. No entanto, e como este filme não foi apurado para as nomeações, aposta em A Rede Social.
Portugal no coração.
Carlos vive há mais tempo na Califórnia do que viveu no país natal, mas nem por isso esqueceu as coisas boas que é como quem diz, a comida: "Adoro cozinhar, é uma das minhas paixões. Faço caldeirada, bife à portuguesa, carne de porco à alentejana e vários tipos de bacalhau, mas o meu preferido é à Braz."
Instituto Gulbenkian de Ciências é 9º melhor local de trabalho para pós-doutorados fora dos EUA
Revista The Scientist elege a britânica University College London como o melhor instituto de trabalho para quem está a tirar um pós-doutoramento em Ciências.
O Instituto Gulbenkian de Ciências (IGC), em Oeiras, é o nono melhor local de trabalho para quem está a fazer um pós-doutoramento na área das Ciências fora dos Estados Unidos da América, de acordo com um estudo da revista The Scientist.
Criado em 1956, o instituto que se centra na investigação de áreas biomédicas fica abaixo de entidades como a University College London, no Reino Unido, que se encontra no primeiro posto da classificação internacional.
O IGC, fundado por vontade deixada em testamento por Calouste Gulbenkian, oferece aos seus 84 alunos no programa de pós-doutoramento remunerações anuais entre os 17,9 mil e os 29,2 mil euros.
Em comunicado, a instituição salienta que "só três instituições do ano anterior conseguiram manter-se na lista" e que é uma delas. Este é, portanto, o segundo ano em que o IGC está na classificação da The Scientist. "São os próprios investigadores, ligados a instituições de investigação em todo o mundo, que elegem os melhores lugares para trabalharem", referiu de forma a sublinhar a boa posição em que se encontra.
Das dez entidades internacionais que melhores condições oferecem aos seus estudantes, excluindo os EUA, só um grupo chinês paga salários mais baixos que a instituição portuguesa. A Novartis Institutes for BioMedical Research tem três sedes, uma na Suíça, uma no Reino Unido e outra na China. É, então, apenas nessa sede chinesa que as remunerações anuais começam num nível mais baixo, nos 132 mil yuans (14,6 mil euros).
Essa lista de institutos fora dos Estados Unidos que são considerados pela The Scientist como os melhores locais de emprego para quem está a fazer um pós-doutoramento é liderado pela University College London. A entidade conta com 655 alunos no programa de pós-doutoramento, com remunerações entre 31,8 e 41,7 mil libras (37,3 mil e 48,9 mil euros).
Seguem-se, no segundo lugar, os Novartis Institutes for BioMedical Research. O pódio fica completo com o alemão Biotechnology Center TU Dresden (BIOTEC). As restantes posições são ocupadas por entidades da Austrália, Alemanha, Reino Unido e Países Baixos.
Dentro dos Estados Unidos, o melhor instituto para trabalhar na área das Ciências é o Whitehead Institute for Biomedical Research, de Massachusetts, acompanhado na segunda posição pelo Woods Hole Oceanographic Institution, do mesmo estado. O terceiro lugar é do Van Andel Research Institute, de Michingan.
O Instituto Gulbenkian de Ciências (IGC), em Oeiras, é o nono melhor local de trabalho para quem está a fazer um pós-doutoramento na área das Ciências fora dos Estados Unidos da América, de acordo com um estudo da revista The Scientist.
Criado em 1956, o instituto que se centra na investigação de áreas biomédicas fica abaixo de entidades como a University College London, no Reino Unido, que se encontra no primeiro posto da classificação internacional.
O IGC, fundado por vontade deixada em testamento por Calouste Gulbenkian, oferece aos seus 84 alunos no programa de pós-doutoramento remunerações anuais entre os 17,9 mil e os 29,2 mil euros.
Em comunicado, a instituição salienta que "só três instituições do ano anterior conseguiram manter-se na lista" e que é uma delas. Este é, portanto, o segundo ano em que o IGC está na classificação da The Scientist. "São os próprios investigadores, ligados a instituições de investigação em todo o mundo, que elegem os melhores lugares para trabalharem", referiu de forma a sublinhar a boa posição em que se encontra.
Das dez entidades internacionais que melhores condições oferecem aos seus estudantes, excluindo os EUA, só um grupo chinês paga salários mais baixos que a instituição portuguesa. A Novartis Institutes for BioMedical Research tem três sedes, uma na Suíça, uma no Reino Unido e outra na China. É, então, apenas nessa sede chinesa que as remunerações anuais começam num nível mais baixo, nos 132 mil yuans (14,6 mil euros).
Essa lista de institutos fora dos Estados Unidos que são considerados pela The Scientist como os melhores locais de emprego para quem está a fazer um pós-doutoramento é liderado pela University College London. A entidade conta com 655 alunos no programa de pós-doutoramento, com remunerações entre 31,8 e 41,7 mil libras (37,3 mil e 48,9 mil euros).
Seguem-se, no segundo lugar, os Novartis Institutes for BioMedical Research. O pódio fica completo com o alemão Biotechnology Center TU Dresden (BIOTEC). As restantes posições são ocupadas por entidades da Austrália, Alemanha, Reino Unido e Países Baixos.
Dentro dos Estados Unidos, o melhor instituto para trabalhar na área das Ciências é o Whitehead Institute for Biomedical Research, de Massachusetts, acompanhado na segunda posição pelo Woods Hole Oceanographic Institution, do mesmo estado. O terceiro lugar é do Van Andel Research Institute, de Michingan.
Angola e Guiné gastam mais formação militar que na educação
Angola e Guiné-Bissau gastam mais dinheiro na formação militar do que no ensino básico e um pequeno corte nas despesas da Defesa permitia que mais de 600 mil crianças fossem à escola, revela hoje um relatório da UNESCO.
De acordo com o relatório "A crise escondida: conflito armado e educação", hoje divulgado, "muitos dos países mais pobres gastam significativamente mais em armas do que na educação básica".
Numa análise a vários países, a Agência das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) concluiu que Angola é o segundo que mais dinheiro gasta com a vertente militar do que com a educacional e a Guiné-Bissau é o quarto.
De acordo com o relatório "A crise escondida: conflito armado e educação", hoje divulgado, "muitos dos países mais pobres gastam significativamente mais em armas do que na educação básica".
Numa análise a vários países, a Agência das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) concluiu que Angola é o segundo que mais dinheiro gasta com a vertente militar do que com a educacional e a Guiné-Bissau é o quarto.
Timor: Xanana suspende vice-PM para que responda tribunal
O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, comunicou ao Presidente da República, José Ramos-Horta, a suspensão do vice-primeiro-ministro, José Luís Guterres, para que este seja ouvido em tribunal, foi hoje divulgado no Parlamento Nacional.
Em carta enviada de Cuba, onde se encontra em visita oficial, Xanana Gusmão informa o chefe de Estado de que, durante a sua ausência, assume a coordenação do Governo a ministra das Finanças, Emília Pires.
A carta foi dada a conhecer ao presidente do Parlamento Nacional, Fernando Lasama Araújo, e a todos os membros do Governo, e distribuída às bancadas parlamentares, bem como a várias entidades, nomeadamente à representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas, Ameerah Haq.
Em carta enviada de Cuba, onde se encontra em visita oficial, Xanana Gusmão informa o chefe de Estado de que, durante a sua ausência, assume a coordenação do Governo a ministra das Finanças, Emília Pires.
A carta foi dada a conhecer ao presidente do Parlamento Nacional, Fernando Lasama Araújo, e a todos os membros do Governo, e distribuída às bancadas parlamentares, bem como a várias entidades, nomeadamente à representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas, Ameerah Haq.
sexta-feira, fevereiro 25, 2011
Esquerda desmiolada
Desculpem lá que vos pergunte... mas além da suposta impossibilidade de uma pessoa de esquerda ser corrupta, também vem agregado um cérebro de pintainho?
Isto não pode ser Verdade...
Governo quer que a profissão conste no Cartão do Cidadão
Acho que vamos ter muitos tipos a chamarem-se doutor e engenheiro
Espanha reduz velocidade máxima nas autoestradas para 110 km/h
Já não bastava a graça higientista contra o tabaco agora mais uma ideia brilhante do sr. Sapateiro
Isto não pode ser Verdade...
Governo quer que a profissão conste no Cartão do Cidadão
Acho que vamos ter muitos tipos a chamarem-se doutor e engenheiro
Espanha reduz velocidade máxima nas autoestradas para 110 km/h
Já não bastava a graça higientista contra o tabaco agora mais uma ideia brilhante do sr. Sapateiro
quinta-feira, fevereiro 24, 2011
Pai do computador português é o novo Reitor da Universidade de Coimbra
São cinco irmãos, todos cientistas. A família Silva ganha, em poucos dias, o reitor e o bastonário da Ordem dos Médicos. João Gabriel toma posse, a 1 de Março, da reitoria da Universidade de Coimbra.
O clã Silva pode ser um caso de estudo: José Manuel Silva lidera os Médicos; Jaime Silva é doutorado em Matemática; Margarida Silva é doutorada em Biologia Molecular e Jorge Silva é doutorado em Física. Já lhes chamam de "Os Cinco Magníficos".
O clã Silva pode ser um caso de estudo: José Manuel Silva lidera os Médicos; Jaime Silva é doutorado em Matemática; Margarida Silva é doutorada em Biologia Molecular e Jorge Silva é doutorado em Física. Já lhes chamam de "Os Cinco Magníficos".
Timor-Leste: Algo de "muito errado" se passa na democracia do país
O ministro timorense dos Negócios Estrangeiros, Zacarias Albano da Costa, acusou o Ministério Público (MP) de Timor-Leste de o estar a difamar e garantiu ao que quem vai pôr o órgão da justiça em tribunal é ele.
A notícia parece irónica, mas dada a situação disfuncional no país, o avanço não é mais do que o próximo capítulo de uma novela interminável. Tudo gira agora em torno do relatório anual da Procuradoria-Geral da República do país, referente a 2010 e agora publicado. A lista extensa de pessoas acusadas de corrupção e abuso de poder inclui, para além de Zacarias Costa, nomes como José Luís Guterres, actual vice-primeiro-ministro, João Freitas da Câmara, embaixador na Tailândia, e Rogério dos Santos, conselheiro da embaixada no Brasil. Em causa estão 31 processos distintos, um aumento de nove casos face a 2009.
Culpados ou inocentes, a questão não interessa para este caso. E a imagem mais adequada para descrever a situação da justiça na República Democrática de Timor-Leste será uma arena onde governo e oposição não se cansam de se acusar dos mesmos crimes. "A FRETILIN devia olhar para os anos que esteve no poder porque também eles impediram a Justiça de funcionar", disparou ontem o ministro timorense dos Negócios Estrangeiros, quando confrontado com as balas da oposição. Zacarias Albano da Costa foi acusado em 2010 de enriquecimento ilícito e de abuso de poder, no âmbito da nomeação de uma funcionária para a missão de Timor-Leste junto das Nações Unidas, em Nova Iorque. O caso foi a tribunal em finais do ano passado e na altura o presidente do colectivo de juízes, João Ribeiro, considerou as acusações contra o ministro como "manifestamente infundadas".
Mas o enredo da justiça politizada está longe de terminar e munições é o que não falta: "Quem vai pôr o MP em Tribunal sou eu", garantiu Zacarias da Costa. "O MP, sobretudo porque é o MP, se quiser fazer acusações contra alguém tem de ter provas. Vou pôr a Procuradoria-Geral da República em tribunal e exigir uma compensação para os danos ao meu bom nome", acrescentou.
A Justiça em Timor-Leste continua a ser mais política do que outra coisa qualquer. E a prova disso são as reacções de membros do governo e oposição quando confrontados com a realidade. Quanto às outras figuras envolvidos no caso, o ministro timorense é claro: "Se há outros, o problema é deles. Eu não tenho nada que ver com isso."
Já o assessor de Mari Alkatiri, ex-primeiro-ministro e líder da oposição, defende que o papel do governo deveria ser "zelar para que não haja corrupção". "Mas se o mesmo não pode ou não tem vontade política para que a corrupção seja combatida é outra questão", sublinhou Filomeno Aleixo. Voltamos ao início. Situação, que em gíria portuguesa, teria a classificação de "pescadinha de rabo na boca". Ao que parece, é a vontade política que determina se a justiça funciona, e em que termos, no território que até 1975 foi português. Talvez a herança nacional tenha responsabilidade, mas aqui não há nem espaço nem tempo para isso.
"Pessoalmente, como cidadão timorense, não basta fazer declarações, é preciso deitar mãos à obra para que as coisas funcionem", afirmou Aleixo, para quem as declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros não passam de "ironias". "A FRETILIN nunca empatou a Justiça, isso seria contrariar-se a si própria. Foi a FRETILIN que fez de Timor-Leste um Estado de direito e elaborou a Constituição. Mas há gente aí que de repente se faz novo-rico. Compram carros e edifícios. Sinais exteriores de riqueza são indícios de que algo de muito errado se passa. A corrupção é um assunto sério no país", concluiu o assessor de Alkatiri.
A notícia parece irónica, mas dada a situação disfuncional no país, o avanço não é mais do que o próximo capítulo de uma novela interminável. Tudo gira agora em torno do relatório anual da Procuradoria-Geral da República do país, referente a 2010 e agora publicado. A lista extensa de pessoas acusadas de corrupção e abuso de poder inclui, para além de Zacarias Costa, nomes como José Luís Guterres, actual vice-primeiro-ministro, João Freitas da Câmara, embaixador na Tailândia, e Rogério dos Santos, conselheiro da embaixada no Brasil. Em causa estão 31 processos distintos, um aumento de nove casos face a 2009.
Culpados ou inocentes, a questão não interessa para este caso. E a imagem mais adequada para descrever a situação da justiça na República Democrática de Timor-Leste será uma arena onde governo e oposição não se cansam de se acusar dos mesmos crimes. "A FRETILIN devia olhar para os anos que esteve no poder porque também eles impediram a Justiça de funcionar", disparou ontem o ministro timorense dos Negócios Estrangeiros, quando confrontado com as balas da oposição. Zacarias Albano da Costa foi acusado em 2010 de enriquecimento ilícito e de abuso de poder, no âmbito da nomeação de uma funcionária para a missão de Timor-Leste junto das Nações Unidas, em Nova Iorque. O caso foi a tribunal em finais do ano passado e na altura o presidente do colectivo de juízes, João Ribeiro, considerou as acusações contra o ministro como "manifestamente infundadas".
Mas o enredo da justiça politizada está longe de terminar e munições é o que não falta: "Quem vai pôr o MP em Tribunal sou eu", garantiu Zacarias da Costa. "O MP, sobretudo porque é o MP, se quiser fazer acusações contra alguém tem de ter provas. Vou pôr a Procuradoria-Geral da República em tribunal e exigir uma compensação para os danos ao meu bom nome", acrescentou.
A Justiça em Timor-Leste continua a ser mais política do que outra coisa qualquer. E a prova disso são as reacções de membros do governo e oposição quando confrontados com a realidade. Quanto às outras figuras envolvidos no caso, o ministro timorense é claro: "Se há outros, o problema é deles. Eu não tenho nada que ver com isso."
Já o assessor de Mari Alkatiri, ex-primeiro-ministro e líder da oposição, defende que o papel do governo deveria ser "zelar para que não haja corrupção". "Mas se o mesmo não pode ou não tem vontade política para que a corrupção seja combatida é outra questão", sublinhou Filomeno Aleixo. Voltamos ao início. Situação, que em gíria portuguesa, teria a classificação de "pescadinha de rabo na boca". Ao que parece, é a vontade política que determina se a justiça funciona, e em que termos, no território que até 1975 foi português. Talvez a herança nacional tenha responsabilidade, mas aqui não há nem espaço nem tempo para isso.
"Pessoalmente, como cidadão timorense, não basta fazer declarações, é preciso deitar mãos à obra para que as coisas funcionem", afirmou Aleixo, para quem as declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros não passam de "ironias". "A FRETILIN nunca empatou a Justiça, isso seria contrariar-se a si própria. Foi a FRETILIN que fez de Timor-Leste um Estado de direito e elaborou a Constituição. Mas há gente aí que de repente se faz novo-rico. Compram carros e edifícios. Sinais exteriores de riqueza são indícios de que algo de muito errado se passa. A corrupção é um assunto sério no país", concluiu o assessor de Alkatiri.
quarta-feira, fevereiro 23, 2011
Turquia quer multiplicar por cinco as trocas comerciais com Portugal
As "trocas entre Portugal e Turquia deviam ser de 5 mil milhões de dólares", afirmou o ministro do comércio externo da Turquia
O ministro do comércio externo da Turquia Zafer Çaglyan disse hoje que as trocas comerciais entre o país e Portugal deviam subir para 5 mil milhões de dólares quando hoje não atingem os mil milhões.
"Podemos mesmo atingir os 10 mil milhões", acrescentou. O responsável, que está hoje numa conferência organizada pelo Jornal de Negócios, deixou críticas as agências de rating que dão melhor rating a países que "multiplicaram a dívida 8 vezes" do que à Turquia.
O ministro do comércio externo da Turquia Zafer Çaglyan disse hoje que as trocas comerciais entre o país e Portugal deviam subir para 5 mil milhões de dólares quando hoje não atingem os mil milhões.
"Podemos mesmo atingir os 10 mil milhões", acrescentou. O responsável, que está hoje numa conferência organizada pelo Jornal de Negócios, deixou críticas as agências de rating que dão melhor rating a países que "multiplicaram a dívida 8 vezes" do que à Turquia.
Brisa interessada na privatização de auto-estradas turcas e vai gerir ponte na Índia, a partir de Março
A Brisa está interessada na eventual privatização da rede de auto-estradas com portagem turcas e, se ganhar o concurso, quer transformar a Turquia no segundo mercado doméstico da empresa.
A informação foi avançada hoje pelo presidente executivo da Brisa Internacional, Guilherme Magalhães, durante a conferência "Business Roundtable: Turquia - Negócios e Internacionalização", organizada pelo Jornal de Negócios e a decorrer em Lisboa.
Na Turquia, "o nosso foco é a eventual privatização da rede de autoestradas com portagem", afirmou Magalhães, acrescentando tratar-se de uma rede de cerca de 2.000 kms e de uma operação com um valor indicativo de 4.000 milhões de dólares (2,9 mil milhões de euros).
Entretanto, a partir de Março, a Brisa vai gerir ponte Mumbai Sea Link, em Bombaim, na Índia, anunciou hoje Guilherme Magalhães na mesma conferência.
A Índia é o país do mundo com o maior programa de desenvolvimento de estradas.
A Brisa estima ganhar entre 40 a 50 contratos de operação e manutenção de auto-estradas na Índia nos próximos cinco anos, com uma receita estimada entre 80 e 100 milhões de euros, num total de quatro mil kms.
Em termos de projectos de auto-estradas, a Índia tem em marcha um amplo programa de construção, modernização, ampliação e reabilitação de cerca de 55 mil kms.
A empresa portuguesa e a Feedback Ventures, o maior grupo de assessoria de infra-estruturas daquele país, anunciaram, em Janeiro, a constituição da Feedback Brisa Highways, destinada à prestação de serviços de operação e manutenção de estradas já existentes.
A nível internacional, a Brisa tem também concessionados por um período de 99 anos, nos Estados Unidos, 18 kms de estrada na cintura rodoviária de Denver, no Colorado.
A informação foi avançada hoje pelo presidente executivo da Brisa Internacional, Guilherme Magalhães, durante a conferência "Business Roundtable: Turquia - Negócios e Internacionalização", organizada pelo Jornal de Negócios e a decorrer em Lisboa.
Na Turquia, "o nosso foco é a eventual privatização da rede de autoestradas com portagem", afirmou Magalhães, acrescentando tratar-se de uma rede de cerca de 2.000 kms e de uma operação com um valor indicativo de 4.000 milhões de dólares (2,9 mil milhões de euros).
Entretanto, a partir de Março, a Brisa vai gerir ponte Mumbai Sea Link, em Bombaim, na Índia, anunciou hoje Guilherme Magalhães na mesma conferência.
A Índia é o país do mundo com o maior programa de desenvolvimento de estradas.
A Brisa estima ganhar entre 40 a 50 contratos de operação e manutenção de auto-estradas na Índia nos próximos cinco anos, com uma receita estimada entre 80 e 100 milhões de euros, num total de quatro mil kms.
Em termos de projectos de auto-estradas, a Índia tem em marcha um amplo programa de construção, modernização, ampliação e reabilitação de cerca de 55 mil kms.
A empresa portuguesa e a Feedback Ventures, o maior grupo de assessoria de infra-estruturas daquele país, anunciaram, em Janeiro, a constituição da Feedback Brisa Highways, destinada à prestação de serviços de operação e manutenção de estradas já existentes.
A nível internacional, a Brisa tem também concessionados por um período de 99 anos, nos Estados Unidos, 18 kms de estrada na cintura rodoviária de Denver, no Colorado.
terça-feira, fevereiro 22, 2011
Ministro das Finanças foi ao Japão dizer que Portugal não precisa de ajuda
Teixeira dos Santos (TdS): "Não precisamos de ajuda, Portugal está a esforçar-se".
Não há a necessidade de pedir ajuda. Nem TdS fez qualquer pedido ao Japão.
O país "está a tentar alcançar as suas metas fiscais. A situação é diferente da Grécia e da Irlanda", disse o ministro ao responsável pela mesma pasta no Japão, segundo o jornal japonês Nikkei. TdS encontra-se naquele país do Oriente para impulsionar o interesse dos investidores japoneses em Portugal.
O ministro quer que a economia nacional consiga financiar-se nos mercados e frisou que dois terços do total do montante para reembolsar a dívida com maturidade em Abril e Junho já estão garantidos. Dessa verba, cerca de 70% dizem respeito a investidores estrangeiros.
O ministro das Finanças não acredita que as taxas de juro de longo prazo continuem nos níveis actuais, acima dos 7%, cita a Reuters. Certo é que não têm havido tréguas.
As garantias deixadas pelo responsável pela pasta das Finanças portuguesas surgem um dia depois de terem sido conhecidos os dados da execução orçamental em Janeiro, com o défice a encolher 360 milhões de euros (31,4%).
Mas também ontem o BCE veio deixar um novo aviso: é "urgente" resolver o problema português.
Esta terça-feira, o Jornal de Negócios noticia que equipas do BCE e da Comissão Europeia estão em Lisboa para avaliar as contas públicas e a solidez do sistema bancário. Na agenda têm visitas aos principais bancos e ao Ministério das Finanças.
Não há a necessidade de pedir ajuda. Nem TdS fez qualquer pedido ao Japão.
O país "está a tentar alcançar as suas metas fiscais. A situação é diferente da Grécia e da Irlanda", disse o ministro ao responsável pela mesma pasta no Japão, segundo o jornal japonês Nikkei. TdS encontra-se naquele país do Oriente para impulsionar o interesse dos investidores japoneses em Portugal.
O ministro quer que a economia nacional consiga financiar-se nos mercados e frisou que dois terços do total do montante para reembolsar a dívida com maturidade em Abril e Junho já estão garantidos. Dessa verba, cerca de 70% dizem respeito a investidores estrangeiros.
O ministro das Finanças não acredita que as taxas de juro de longo prazo continuem nos níveis actuais, acima dos 7%, cita a Reuters. Certo é que não têm havido tréguas.
As garantias deixadas pelo responsável pela pasta das Finanças portuguesas surgem um dia depois de terem sido conhecidos os dados da execução orçamental em Janeiro, com o défice a encolher 360 milhões de euros (31,4%).
Mas também ontem o BCE veio deixar um novo aviso: é "urgente" resolver o problema português.
Esta terça-feira, o Jornal de Negócios noticia que equipas do BCE e da Comissão Europeia estão em Lisboa para avaliar as contas públicas e a solidez do sistema bancário. Na agenda têm visitas aos principais bancos e ao Ministério das Finanças.
segunda-feira, fevereiro 21, 2011
Trapaceiros os gregos? E nós?
Camilo Lourenço
Jornal de Negócios
Há um ano, quando a crise a Grécia foi ao tapete, jurámos ao mundo que éramos diferentes.
Argumento: a Grécia tinha um grave problema de credibilidade devido à manipulação de estatísticas.
O tempo está a mostrar que não somos assim tão diferentes: o défice de 2009, que era para ser de 5,9%, passou para 9,3%; a despesa de 2010, que nos prometeram controlada, acabou em derrapagem; as contas da Saúde foram outro buraco; o défice de 2010 só ficou abaixo de 7,3% com a "ajuda" da PT; agora soubemos que o Estado vendeu, a uma empresa sua, imóveis que renderam 300 milhões de euros (naturalmente abatidos ao défice orçamental).
Está por saber se o episódio dos imóveis não foi um dos últimos pregos no nosso caixão. Porque as desculpas do Governo (os imóveis devem ser geridos por uma empresa especializada), não conseguem esconder o óbvio: também fazemos contabilidade criativa, a roçar a trapaça. Não tão grosseira como a dos gregos, mas suficiente para rebentar com a nossa (escassa) credibilidade. Veja-se como o discurso dos amigos (Jean Claude-Trichet, Wolfgang Schauble e até Durão Barroso) mudou nos últimos dias: passou de um categórico "Portugal não precisa de ajuda", para um vago "Estamos disponíveis para ajudar". Até Espanha (com classe) se demarcou de nós…
É neste contexto que deve ser lido o "leak" ao Expresso, sobre a redução do défice orçamental (58%) em Janeiro. "Leak" onde faltam os números da despesa... Se calhar é porque não dão jeito: os défices em Portugal reduzem-se com impostos (não foi Sócrates que qualificou a receita de Janeiro de "positiva e encorajadora"?).
Jornal de Negócios
Há um ano, quando a crise a Grécia foi ao tapete, jurámos ao mundo que éramos diferentes.
Argumento: a Grécia tinha um grave problema de credibilidade devido à manipulação de estatísticas.
O tempo está a mostrar que não somos assim tão diferentes: o défice de 2009, que era para ser de 5,9%, passou para 9,3%; a despesa de 2010, que nos prometeram controlada, acabou em derrapagem; as contas da Saúde foram outro buraco; o défice de 2010 só ficou abaixo de 7,3% com a "ajuda" da PT; agora soubemos que o Estado vendeu, a uma empresa sua, imóveis que renderam 300 milhões de euros (naturalmente abatidos ao défice orçamental).
Está por saber se o episódio dos imóveis não foi um dos últimos pregos no nosso caixão. Porque as desculpas do Governo (os imóveis devem ser geridos por uma empresa especializada), não conseguem esconder o óbvio: também fazemos contabilidade criativa, a roçar a trapaça. Não tão grosseira como a dos gregos, mas suficiente para rebentar com a nossa (escassa) credibilidade. Veja-se como o discurso dos amigos (Jean Claude-Trichet, Wolfgang Schauble e até Durão Barroso) mudou nos últimos dias: passou de um categórico "Portugal não precisa de ajuda", para um vago "Estamos disponíveis para ajudar". Até Espanha (com classe) se demarcou de nós…
É neste contexto que deve ser lido o "leak" ao Expresso, sobre a redução do défice orçamental (58%) em Janeiro. "Leak" onde faltam os números da despesa... Se calhar é porque não dão jeito: os défices em Portugal reduzem-se com impostos (não foi Sócrates que qualificou a receita de Janeiro de "positiva e encorajadora"?).
domingo, fevereiro 20, 2011
Portugal é primeiro da Europa em serviços públicos online
Portugal é o país da União Europeia (UE) mais avançado em sofisticação e disponibilidade de serviços públicos online, de acordo com o relatório eGov Benchmark 2010, a ser apresentado na segunda-feira.
Portugal ocupa o primeiro lugar nos níveis de disponibilidade e sofisticação dos seus serviços públicos virtuais dirigidos a cidadãos e empresas: no que refere à sofisticação o primeiro lugar é partilhado com Irlanda, Malta e Áustria, ao passo que no campo da disponibilidade também a Itália, Malta, Áustria e Suécia apresentam níveis máximos de eficiência.
O estudo da Comissão Europeia destaca para Portugal "boas práticas" como a implementação do Cartão do Cidadão, a ferramenta Empresa Online, o serviço de declarações eletrónicas de impostos e a página virtual da Segurança Social.
Portugal ocupa o primeiro lugar nos níveis de disponibilidade e sofisticação dos seus serviços públicos virtuais dirigidos a cidadãos e empresas: no que refere à sofisticação o primeiro lugar é partilhado com Irlanda, Malta e Áustria, ao passo que no campo da disponibilidade também a Itália, Malta, Áustria e Suécia apresentam níveis máximos de eficiência.
O estudo da Comissão Europeia destaca para Portugal "boas práticas" como a implementação do Cartão do Cidadão, a ferramenta Empresa Online, o serviço de declarações eletrónicas de impostos e a página virtual da Segurança Social.
quinta-feira, fevereiro 17, 2011
Zeinal Bava: Presença em África é prioridade para a PT
O presidente executivo da Portugal Telecom (PT), Zeinal Bava, afirmou hoje que a presença em África é uma "prioridade" para a empresa, objetivo que deverão ser acompanhado de parcerias com diversos parceiros locais.
Falando na Namíbia, onde a MTC, empresa participada pela PT, apresentou o primeiro piloto de 4G do país e um dos primeiros de África, Zeinal Bava reiterou que as parcerias com actores locais são "parte do ADN" da PT, que marca presença actualmente em 12 países.
A expectativa em África, realçou o CEO da PT, é a de que haja um crescimento significativo no investimento em tecnologias, particularmente no período entre 2015 e 2020, pelo que o continente africano é uma prioridade para a empresa.
"Se não fizermos investimentos agora, perderemos o barco", disse Zeinal Bava, que reforçou que grande parte do negócio da operadora decorre fora de Portugal.
Na apresentação, transmitida em direto pela internet, estiveram ainda presentes Miguel Geraldes, CEO da MTC, e o primeiro-ministro da Namíbia, Nahas Angula.
Falando na Namíbia, onde a MTC, empresa participada pela PT, apresentou o primeiro piloto de 4G do país e um dos primeiros de África, Zeinal Bava reiterou que as parcerias com actores locais são "parte do ADN" da PT, que marca presença actualmente em 12 países.
A expectativa em África, realçou o CEO da PT, é a de que haja um crescimento significativo no investimento em tecnologias, particularmente no período entre 2015 e 2020, pelo que o continente africano é uma prioridade para a empresa.
"Se não fizermos investimentos agora, perderemos o barco", disse Zeinal Bava, que reforçou que grande parte do negócio da operadora decorre fora de Portugal.
Na apresentação, transmitida em direto pela internet, estiveram ainda presentes Miguel Geraldes, CEO da MTC, e o primeiro-ministro da Namíbia, Nahas Angula.
Diogo Morgado vai contracenar com Al Pacino
O actor português Diogo Morgado vai contracenar com lendas da sétima arte como Al Pacino e Peter O`Toole num novo filme sobre a Virgem Maria, noticia a Agência Informativa Católica Argentina.
A película, intitulada "Mary Mother of Christ", sera realizada por James Foley e contará com argumento de Benedict Fitzgerald, que assinou o guião de "A Paixão de Cristo".
Diogo Morgado vai interpretará o papel de José, enquanto Camilla Belle será Maria.
Al Pacino encarnará Herodes e Peter O`Toole será Simão.
O filme será rodado em Marrocos a partir de Março e tem estreia prevista para o Natal deste ano.
A película, intitulada "Mary Mother of Christ", sera realizada por James Foley e contará com argumento de Benedict Fitzgerald, que assinou o guião de "A Paixão de Cristo".
Diogo Morgado vai interpretará o papel de José, enquanto Camilla Belle será Maria.
Al Pacino encarnará Herodes e Peter O`Toole será Simão.
O filme será rodado em Marrocos a partir de Março e tem estreia prevista para o Natal deste ano.
Lanidor prepara compra de marca espanhola
A Lanidor vai abrir neste primeiro semestre a sua primeira loja na Polónia, o mercado que mais cresce na Europa, e quer estrear-se na Rússia ainda este ano.
O grupo português está a direccionar novamente os seus esforços de expansão para Espanha, depois de um processo de emagrecimento da rede de lojas naquele mercado, fruto da recessão daquela economia e das dificuldades da marca em ganhar notoriedade. O grupo prepara-se para abrir 11 lojas e está a estudar a compra de uma marca de vestuário naquele país, segundo avançou o administrador do grupo, Filipe Amaro.
Segundo este responsável, este "é o mercado natural de internacionalização para as empresas portuguesas".
O reforço em Espanha integra o projecto de expansão da rede Lanidor e Globe, mas também de entrada da marca do grupo Casa Batalha. Em fase de estudo, está a aquisição de uma marca de vestuário espanhola. Como adianta Filipe Amaro, "o mercado espanhol está já a apresentar sinais animadores", a que se soma a queda para praticamente "metade do preço das lojas de rua, como por exemplo em Madrid".
Todos este factores suportam a inversão da estratégia do grupo, que em 2009 se viu condicionado a encerrar mais de uma dezena de lojas Lanidor em Espanha. Mas, como realça Filipe Amaro, entre 2008 e 2009, fecharam dez mil lojas em Espanha.
O grupo português está a direccionar novamente os seus esforços de expansão para Espanha, depois de um processo de emagrecimento da rede de lojas naquele mercado, fruto da recessão daquela economia e das dificuldades da marca em ganhar notoriedade. O grupo prepara-se para abrir 11 lojas e está a estudar a compra de uma marca de vestuário naquele país, segundo avançou o administrador do grupo, Filipe Amaro.
Segundo este responsável, este "é o mercado natural de internacionalização para as empresas portuguesas".
O reforço em Espanha integra o projecto de expansão da rede Lanidor e Globe, mas também de entrada da marca do grupo Casa Batalha. Em fase de estudo, está a aquisição de uma marca de vestuário espanhola. Como adianta Filipe Amaro, "o mercado espanhol está já a apresentar sinais animadores", a que se soma a queda para praticamente "metade do preço das lojas de rua, como por exemplo em Madrid".
Todos este factores suportam a inversão da estratégia do grupo, que em 2009 se viu condicionado a encerrar mais de uma dezena de lojas Lanidor em Espanha. Mas, como realça Filipe Amaro, entre 2008 e 2009, fecharam dez mil lojas em Espanha.
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
Portugal corre risco de se transformar num fornecedor de mão-de-obra da Alemanha
Whats the problem?
Maria João Rodrigues insurgiu-se hoje contra rolo compressor que a Alemanha está a exercer sobre as economias periféricas do euro. Em última análise, avisa, países como Portugal poderão ficar condenados a ser meros fornecedores de mão-de-obra barata e qualificada para alimentar a economia do centro, em especial a alemã.
Rodrigues, antiga ministra do Emprego de António Guterres e conselheira especial da União Europeia, lançou hoje um forte apelo ao Governo português para que rapidamente “mobilize todos os recursos diplomáticos” e os “aliados” de Portugal na União Europeia para combater a corrente “bem organizada” que encara a contenção orçamental e um maior aumento da competitividade à custa da redução dos salários na periferia como a única saída para a actual crise na Zona Euro.
Falando à margem da mesa redonda "Europa 2020: Desafios ao Programa Nacional de Reformas para o Crescimento e o Emprego", que decorre no Centro Cultural de Belém, a actual conselheira especial, designadamente da Comissão Europeia de Durão Barroso, disse acreditar ser ainda possível “endireitar o barco” e evitar que nas cimeiras decisivas, marcadas para 11 e 24 de Março, Berlim consiga ver aprovado seu “Pacto para a Competitividade” tal como está e, simultaneamente, para que se dê luz verde a um reforço e uma flexibilização do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF).
Maria João Rodrigues insurgiu-se hoje contra rolo compressor que a Alemanha está a exercer sobre as economias periféricas do euro. Em última análise, avisa, países como Portugal poderão ficar condenados a ser meros fornecedores de mão-de-obra barata e qualificada para alimentar a economia do centro, em especial a alemã.
Rodrigues, antiga ministra do Emprego de António Guterres e conselheira especial da União Europeia, lançou hoje um forte apelo ao Governo português para que rapidamente “mobilize todos os recursos diplomáticos” e os “aliados” de Portugal na União Europeia para combater a corrente “bem organizada” que encara a contenção orçamental e um maior aumento da competitividade à custa da redução dos salários na periferia como a única saída para a actual crise na Zona Euro.
Falando à margem da mesa redonda "Europa 2020: Desafios ao Programa Nacional de Reformas para o Crescimento e o Emprego", que decorre no Centro Cultural de Belém, a actual conselheira especial, designadamente da Comissão Europeia de Durão Barroso, disse acreditar ser ainda possível “endireitar o barco” e evitar que nas cimeiras decisivas, marcadas para 11 e 24 de Março, Berlim consiga ver aprovado seu “Pacto para a Competitividade” tal como está e, simultaneamente, para que se dê luz verde a um reforço e uma flexibilização do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF).
Aeroporto Sá Carneiro foi o segundo melhor da Europa em 2010
O aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, foi considerado o segundo melhor aeroporto europeu em 2010, segundo uma avaliação do Airports Council International (ACI). Além desse marco, a infraestrutura portuense foi também a quinta a nível mundial na categoria de tráfego de dois a cinco milhões de passageiros.
O ranking agora divulgado baseia-se nos resultados de cerca de 300.000 questionários preenchidos pelos passageiros em 2010, nos quais foram recolhidas opiniões sobre os vários serviços dos aeroportos, como atendimento no check-in, limpeza dos lavabos, simpatia dos funcionários, tempo de espera da primeira mala, portas de embarque, entre outros.
Recorde-se que o Aeroporto do Porto já tinha sido galardoado com o terceiro lugar em 2006, 2008 e 2009, tendo sido considerado o melhor aeroporto europeu até cinco milhões de passageiros em 2007.
Quanto ao ACI, é a associação profissional mundial de operadores de aeroportos, cujo objectivo principal é representar os interesses dos aeroportos e promover a excelência profissional na gestão e operação dos mesmos.
O ranking agora divulgado baseia-se nos resultados de cerca de 300.000 questionários preenchidos pelos passageiros em 2010, nos quais foram recolhidas opiniões sobre os vários serviços dos aeroportos, como atendimento no check-in, limpeza dos lavabos, simpatia dos funcionários, tempo de espera da primeira mala, portas de embarque, entre outros.
Recorde-se que o Aeroporto do Porto já tinha sido galardoado com o terceiro lugar em 2006, 2008 e 2009, tendo sido considerado o melhor aeroporto europeu até cinco milhões de passageiros em 2007.
Quanto ao ACI, é a associação profissional mundial de operadores de aeroportos, cujo objectivo principal é representar os interesses dos aeroportos e promover a excelência profissional na gestão e operação dos mesmos.
terça-feira, fevereiro 15, 2011
Línguas espanhola e italiana derrotadas na União Europeia
O conselho de ministros da Educação da União Europeia (UE) aprovou os planos da Comissão Europeia (CE) para que, no registo de patentes no espaço comunitário, se dê primazia ao inglês, francês e alemão. Espanha e Itália votaram contra e saíram derrotadas.
O objectivo da CE é que se acabe com um impasse de décadas, que obriga a que actualmente cada patente seja registada por uma pessoa ou uma entidade em cada país onde que se quer comercializar, o que na prática obriga a traduzir o documento em todas as línguas da UE e torna o registo de um invento dez vezes mais caro no espaço comunitário que nos EUA.
Se não sofrer alterações, o plano da CE prevê que a patente seja registada no Gabinete Europeu de Patentes, em Munique, Alemanha, numa das três línguas escolhidas. A publicação do registo será nas outras duas e, a partir desse momento, poder-se-á explorar comercialmente o invento em toda a UE.
Fruto das alterações introduzidas pelo Tratado de Lisboa, em algumas questões deixa de ser necessária a unanimidade entre os estados membros. Foi o que aconteceu no conselho de ministros, onde Itália e Espanha foram derrotadas e ficaram com receio de que esta medida seja uma desculpa para que as suas línguas sejam relegadas para segundo plano ao nível das instituições comunitárias. Segundo o El País, a Espanha fala numa "inaceitável discriminação linguística" e vai lutar contra esta medida no Tribunal Europeu de Justiça.
O objectivo da CE é que se acabe com um impasse de décadas, que obriga a que actualmente cada patente seja registada por uma pessoa ou uma entidade em cada país onde que se quer comercializar, o que na prática obriga a traduzir o documento em todas as línguas da UE e torna o registo de um invento dez vezes mais caro no espaço comunitário que nos EUA.
Se não sofrer alterações, o plano da CE prevê que a patente seja registada no Gabinete Europeu de Patentes, em Munique, Alemanha, numa das três línguas escolhidas. A publicação do registo será nas outras duas e, a partir desse momento, poder-se-á explorar comercialmente o invento em toda a UE.
Fruto das alterações introduzidas pelo Tratado de Lisboa, em algumas questões deixa de ser necessária a unanimidade entre os estados membros. Foi o que aconteceu no conselho de ministros, onde Itália e Espanha foram derrotadas e ficaram com receio de que esta medida seja uma desculpa para que as suas línguas sejam relegadas para segundo plano ao nível das instituições comunitárias. Segundo o El País, a Espanha fala numa "inaceitável discriminação linguística" e vai lutar contra esta medida no Tribunal Europeu de Justiça.
Timor: Polícia Militar com recado para não tolerar "abusos"
O secretário de Estado da Defesa de Timor-Leste, Júlio Tomas Pinto, exortou a Polícia Militar a controlar o comportamento dos efetivos das Forças de Defesa (F-FDTL) e a evitar atos de indisciplina.
Tomás Pinto falou segunda-feira na cerimónia de tomada de posse do novo comandante da Polícia Militar, Renilde Guterres, que substitui no cargo o tenente Abel da Costa Xavier "Niki", actualmente a frequentar um curso de oficiais em Portugal.
"A Policia Militar tem o dever de controlar os militares e de erradicar o mau comportamento bem como actos de indisciplina, durante o exercício das suas funções", explicou o secretário de Estado.
Tomás Pinto falou segunda-feira na cerimónia de tomada de posse do novo comandante da Polícia Militar, Renilde Guterres, que substitui no cargo o tenente Abel da Costa Xavier "Niki", actualmente a frequentar um curso de oficiais em Portugal.
"A Policia Militar tem o dever de controlar os militares e de erradicar o mau comportamento bem como actos de indisciplina, durante o exercício das suas funções", explicou o secretário de Estado.
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Guiné Equatorial: Pedido adesão CPLP é "esquizofrenia" de Obiang
O pedido de adesão da Guiné Equatorial à CPLP demonstra a "esquizofrenia" de Obiang, que apenas procura "legitimação" para um regime que "continua a ser responsável por graves abusos", disse um opositor ao regime.
Armengol Engonga, vice-presidente do Governo da Guiné Equatorial no exílio - que tem sede em Madrid - disse em entrevista não concordar com o pedido de adesão à CPLP, que os chefes de Estado e de Governo lusófonos se comprometeram a analisar, afirmando que "a entidade, língua e tradição" de um país "não se muda por decreto".
Apesar disso manifestou-se esperançado que, "um dia" a Guiné Equatorial possa ter de Espanha a "clareza" de políticas que as ex-colónias portuguesas têm da parte do Governo e da política portuguesa.
Armengol Engonga, vice-presidente do Governo da Guiné Equatorial no exílio - que tem sede em Madrid - disse em entrevista não concordar com o pedido de adesão à CPLP, que os chefes de Estado e de Governo lusófonos se comprometeram a analisar, afirmando que "a entidade, língua e tradição" de um país "não se muda por decreto".
Apesar disso manifestou-se esperançado que, "um dia" a Guiné Equatorial possa ter de Espanha a "clareza" de políticas que as ex-colónias portuguesas têm da parte do Governo e da política portuguesa.
Corticeira Amorim recicla rolhas dos Grammy
Todas as rolhas de garrafas abertas nos eventos oficiais dos prémios Grammy vão ser recicladas de acordo com o programa ReCork, que a Corticeira Amorim promove nos EUA.
Na 53ª cerimónia dos Grammy Awards, os vinhos servidos estavam vedados exclusivamente com cortiça natural, sendo que todas as unidades foram encaminhadas para uso posterior, mediante reciclagem.
"Escolher cortiça em detrimento de vedantes artificiais, metálicos ou derivados de petróleo, é uma pequena acção mas de grande impacto que os consumidores podem facilmente adoptar, com benefícios claros para a saúde do nosso Planeta", sublinhou Allen Hershkowitz, cientista sénior do Natural Resources Defense Council e um dos mentores desta iniciativa de apoio à cortiça portuguesa.
"Saúdo os Grammys e outras iniciativas semelhantes que têm abraçado a causa da sustentabilidade, com programas específicos para preservar a biodiversidade e reduzir a sua pegada ecológica", acrescentou.
Da mesma forma, também foram servidos no MusiCares Person of The Year, evento integrado no programa oficial dos Grammy, unicamente vinhos com rolha de cortiça.
Na 53ª cerimónia dos Grammy Awards, os vinhos servidos estavam vedados exclusivamente com cortiça natural, sendo que todas as unidades foram encaminhadas para uso posterior, mediante reciclagem.
"Escolher cortiça em detrimento de vedantes artificiais, metálicos ou derivados de petróleo, é uma pequena acção mas de grande impacto que os consumidores podem facilmente adoptar, com benefícios claros para a saúde do nosso Planeta", sublinhou Allen Hershkowitz, cientista sénior do Natural Resources Defense Council e um dos mentores desta iniciativa de apoio à cortiça portuguesa.
"Saúdo os Grammys e outras iniciativas semelhantes que têm abraçado a causa da sustentabilidade, com programas específicos para preservar a biodiversidade e reduzir a sua pegada ecológica", acrescentou.
Da mesma forma, também foram servidos no MusiCares Person of The Year, evento integrado no programa oficial dos Grammy, unicamente vinhos com rolha de cortiça.
Governo de Moçambique quer mais empresas portuguesas no país
O Governo moçambicano reiterou o interesse na presença de empresas portuguesas no país e defendeu que devem instalar-se ainda mais, de forma a ajudar ao desenvolvimento.
"Sempre dissemos que as empresas portuguesas têm uma alta qualidade, são conhecidas, e por isso é do nosso interesse que as empresas portuguesas estejam em Moçambique, e que venham mais, para o desenvolvimento do país", disse o vice-ministro das Obras Públicas, Francisco Manuel Pereira.
O responsável falava após um seminário sobre oportunidades de investimento em infra-estruturas que decorreu hoje em Maputo, por ocasião da visita a Moçambique do ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações de Portugal, António Mendonça.
Empresas portuguesas têm estado a construir estradas e pontes, mas também no sector do abastecimento de água, segundo Pereira. Estão actualmente em Moçambique cerca de duas centenas de empresas portuguesas ou de capitais portugueses, entre elas as principais ligadas às obras públicas.
O seminário juntou empresários dos dois países, com o ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique, Paulo Zucula, a garantir no início que o ritmo de crescimento no país não irá abrandar, apesar da crise internacional
Mendonça apelidou de "patamar adulto de desenvolvimento" o actual estágio de cooperação empresarial entre os dois países, salientando que Portugal também gostaria que empresas moçambicanas viessem a trabalhar no País. "Já há anos que as empresas portuguesas estão a trabalhar em Moçambique e julgo que têm feito um trabalho notável de cooperação e de contribuição para desenvolvimento económico e social de Moçambique".
O ponto alto da visita de António Mendonça (que termina quarta-feira) acontece esta terça-feira, com a assinatura de um protocolo entre os dois governos para a montagem, em Moçambique, de uma fábrica de vagões para os caminhos-de-ferro.
Lamy Figueiras, da EMEF Internacional (Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário), disse hoje, em Maputo, que após a assinatura do protocolo há que concretizar uma série de acções para a constituição da empresa entre a EMEF e os CFM, Caminhos-de-ferro de Moçambique.
A futura fábrica irá construir numa primeira fase, de cinco anos, cerca de 600 vagões, de diversos tipos, e deverá ficar na região de Maputo, disse o responsável português, que acrescentou que a nova empresa poderá também reabilitar vagões existentes em Moçambique, material que existe em grande quantidade. Segundo Lamy Figueiras, a fábrica deverá empregar a volta de 100 trabalhadores, a maior parte mão-de-obra local, e os vagões servirão para transporte de carvão das explorações do norte interior (província de Tete) para o litoral mas também outros minérios ou mesmo contentores e cana-de-açúcar, exemplificou. No futuro a nova fábrica, cujos custos, disse, não estão ainda contabilizados, poderá também reabilitar locomotivas e produzir para países como o Malawi, Botsuana e Zimbabué, e até para a África do Sul.
"Sempre dissemos que as empresas portuguesas têm uma alta qualidade, são conhecidas, e por isso é do nosso interesse que as empresas portuguesas estejam em Moçambique, e que venham mais, para o desenvolvimento do país", disse o vice-ministro das Obras Públicas, Francisco Manuel Pereira.
O responsável falava após um seminário sobre oportunidades de investimento em infra-estruturas que decorreu hoje em Maputo, por ocasião da visita a Moçambique do ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações de Portugal, António Mendonça.
Empresas portuguesas têm estado a construir estradas e pontes, mas também no sector do abastecimento de água, segundo Pereira. Estão actualmente em Moçambique cerca de duas centenas de empresas portuguesas ou de capitais portugueses, entre elas as principais ligadas às obras públicas.
O seminário juntou empresários dos dois países, com o ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique, Paulo Zucula, a garantir no início que o ritmo de crescimento no país não irá abrandar, apesar da crise internacional
Mendonça apelidou de "patamar adulto de desenvolvimento" o actual estágio de cooperação empresarial entre os dois países, salientando que Portugal também gostaria que empresas moçambicanas viessem a trabalhar no País. "Já há anos que as empresas portuguesas estão a trabalhar em Moçambique e julgo que têm feito um trabalho notável de cooperação e de contribuição para desenvolvimento económico e social de Moçambique".
O ponto alto da visita de António Mendonça (que termina quarta-feira) acontece esta terça-feira, com a assinatura de um protocolo entre os dois governos para a montagem, em Moçambique, de uma fábrica de vagões para os caminhos-de-ferro.
Lamy Figueiras, da EMEF Internacional (Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário), disse hoje, em Maputo, que após a assinatura do protocolo há que concretizar uma série de acções para a constituição da empresa entre a EMEF e os CFM, Caminhos-de-ferro de Moçambique.
A futura fábrica irá construir numa primeira fase, de cinco anos, cerca de 600 vagões, de diversos tipos, e deverá ficar na região de Maputo, disse o responsável português, que acrescentou que a nova empresa poderá também reabilitar vagões existentes em Moçambique, material que existe em grande quantidade. Segundo Lamy Figueiras, a fábrica deverá empregar a volta de 100 trabalhadores, a maior parte mão-de-obra local, e os vagões servirão para transporte de carvão das explorações do norte interior (província de Tete) para o litoral mas também outros minérios ou mesmo contentores e cana-de-açúcar, exemplificou. No futuro a nova fábrica, cujos custos, disse, não estão ainda contabilizados, poderá também reabilitar locomotivas e produzir para países como o Malawi, Botsuana e Zimbabué, e até para a África do Sul.
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
Timor: Hospital Português recuperado por australianos
O antigo Hospital Português, em Lahane, Díli, pré-classificado como Património Mundial pela UNESCO, vai ser recuperado por uma organização de saúde de origem australiana, a quem o Governo timorense anunciou hoje ter concedido o respetivo arrendamento.
De acordo com a Resolução que aprova a concessão do terreno para a construção do Hospital of Hope, tomada em Conselho de Ministros e hoje divulgada, "é concedido o arrendamento, a longo prazo, do antigo Hospital Português (também conhecido como Dr. António Carvalho), em Lahane, para a edificação do futuro Hospital of Hope (HOH) Timor-Leste".
Vocacionado para a prestação de cuidados pré e pós-operatórios, o renovado hospital contará inicialmente com profissionais de saúde da Austrália e de outros países, compreendendo também o projeto uma componente de formação a profissionais timorenses, para que possam vir a assumir a gestão e os serviços clínicos.
De acordo com a Resolução que aprova a concessão do terreno para a construção do Hospital of Hope, tomada em Conselho de Ministros e hoje divulgada, "é concedido o arrendamento, a longo prazo, do antigo Hospital Português (também conhecido como Dr. António Carvalho), em Lahane, para a edificação do futuro Hospital of Hope (HOH) Timor-Leste".
Vocacionado para a prestação de cuidados pré e pós-operatórios, o renovado hospital contará inicialmente com profissionais de saúde da Austrália e de outros países, compreendendo também o projeto uma componente de formação a profissionais timorenses, para que possam vir a assumir a gestão e os serviços clínicos.
quarta-feira, fevereiro 09, 2011
Ministro brasileiro diz que preços da Galp levaram à desistência da compra pela Petrobras
A compra da Galp Energia não era vantajosa para a petrolífera brasileira, diz o membro do Executivo.
O ministro de Minas e Energia brasileiro, Edison Lobão, afirmou que os preços cobrados foram a justificação para a Petrobras ter desistido de comprar a participação que a italiana Eni tem na Galp Energia.
Segundo o Estado de São Paulo, os preços não se inseriam nos parâmetros de obtenção de lucros para a empresa, nas palavras do ministro.
“A Petrobras examinou essa possibilidade de associação com a Galp, mas chegou à conclusão de que no momento ela não é vantajosa aos interesses da Petrobras”, referiu Lobão sobre as negociações oficialmente terminadas a 7 de Fevereiro.
Inicialmente, aquando da notícia da desistência das negociações para a concretização do negócio, o Expresso tinha referido os atrasos sucessivos causados nas negociações, que envolviam o Ministério das Finanças, a Sonangol e a Américo Amorim, como o motivo para que a entrada da petrolífera brasileira na Galp não tivesse acontecido.
Previa-se que a empresa passasse a deter 25% do capital da cotada portuguesa, sendo que os restantes 8% que combinavam a propriedade total da Eni seriam comprados pelo Estado português para, posteriormente, serem colocado junto de outros investidores.
A italiana, segundo o seu CEO, Paolo Scaroni, não está em conversações para vender a participação que detém na Galp.
Por outro lado, os angolanos da Sonangol estão dispostos a substituir a empresa brasileira, noticiou o Negócios na semana passada. Estes têm 45% do capital da Amorim Energia, que por sua vez controla 33,34% da Galp.
De acordo com a publicação Estado de São Paulo, uma cláusula contratual previa que a Eni permanecesse no capital da empresa liderada por Faria de Oliveira até 30 de Dezembro de 2010, tendo Sócrates fechado um acordo com Lula da Silva que previa a aquisição.
A petrolífera nacional segue a cair 0,85% para os 15,075 euros, tendo já estado a cotar na sessão de hoje nos 14,95 euros. É a cotada que mais está a pressionar o PSI-20. Já a Petrobras quebrou ontem 0,96% para os 26,96 reais.
O ministro de Minas e Energia brasileiro, Edison Lobão, afirmou que os preços cobrados foram a justificação para a Petrobras ter desistido de comprar a participação que a italiana Eni tem na Galp Energia.
Segundo o Estado de São Paulo, os preços não se inseriam nos parâmetros de obtenção de lucros para a empresa, nas palavras do ministro.
“A Petrobras examinou essa possibilidade de associação com a Galp, mas chegou à conclusão de que no momento ela não é vantajosa aos interesses da Petrobras”, referiu Lobão sobre as negociações oficialmente terminadas a 7 de Fevereiro.
Inicialmente, aquando da notícia da desistência das negociações para a concretização do negócio, o Expresso tinha referido os atrasos sucessivos causados nas negociações, que envolviam o Ministério das Finanças, a Sonangol e a Américo Amorim, como o motivo para que a entrada da petrolífera brasileira na Galp não tivesse acontecido.
Previa-se que a empresa passasse a deter 25% do capital da cotada portuguesa, sendo que os restantes 8% que combinavam a propriedade total da Eni seriam comprados pelo Estado português para, posteriormente, serem colocado junto de outros investidores.
A italiana, segundo o seu CEO, Paolo Scaroni, não está em conversações para vender a participação que detém na Galp.
Por outro lado, os angolanos da Sonangol estão dispostos a substituir a empresa brasileira, noticiou o Negócios na semana passada. Estes têm 45% do capital da Amorim Energia, que por sua vez controla 33,34% da Galp.
De acordo com a publicação Estado de São Paulo, uma cláusula contratual previa que a Eni permanecesse no capital da empresa liderada por Faria de Oliveira até 30 de Dezembro de 2010, tendo Sócrates fechado um acordo com Lula da Silva que previa a aquisição.
A petrolífera nacional segue a cair 0,85% para os 15,075 euros, tendo já estado a cotar na sessão de hoje nos 14,95 euros. É a cotada que mais está a pressionar o PSI-20. Já a Petrobras quebrou ontem 0,96% para os 26,96 reais.
terça-feira, fevereiro 08, 2011
Portugal terá 1.ª torre eólica flutuante no Verão
A costa portuguesa vai ter no Verão, pela primeira vez, uma torre eólica flutuante, disse hoje no Porto, o secretário de Estado da Energia e Inovação, Carlos Zorrinho.
"Este Verão teremos a primeira torre eólica flutuante no mar e a seguir vamos abrir concurso para a colocação de mais torres", referiu Zorrinho, à margem do seminário O Sector das Energias Renováveis em Portugal e França: Oportunidades e Parcerias, organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa.
O governante sublinhou que a costa portuguesa tem um "grande potencial" energético, com muito sol e muito vento, mas o mar é muito profundo e turbulento.
"O mar português é de maior profundidade, pelo que tem de ser uma tecnologia diferente da que existe. Vamos investir para sermos pioneiros no desenvolvimento dessa tecnologia".
Carlos Zorrinho referiu que Portugal está a dar passos no offshore, mas "ainda não fez tudo o que tinha a fazer no inshore", pelo que vai continuar a ser aumentada a capacidade de produção de energia eólica em terra.
O secretário de Estado considerou "muito importante" a cooperação entre Portugal e França nas energias renováveis, nomeadamente na produção de energia fotovoltaica e nos veículos eléctricos. "Portugal fez as escolhas certas. É um líder nas energias renováveis, mas somos um mercado pequeno, pelo que precisamos de bons parceiros. Juntos, Portugal e França, podemos procurar mercados muito importantes", realçou. Zorrinho salientou que "Portugal e França são aliados desde a primeira hora na mobilidade eléctrica", tendo dado passos importantes na consolidação de um "standard dos veículos eléctricos".
"Este Verão teremos a primeira torre eólica flutuante no mar e a seguir vamos abrir concurso para a colocação de mais torres", referiu Zorrinho, à margem do seminário O Sector das Energias Renováveis em Portugal e França: Oportunidades e Parcerias, organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa.
O governante sublinhou que a costa portuguesa tem um "grande potencial" energético, com muito sol e muito vento, mas o mar é muito profundo e turbulento.
"O mar português é de maior profundidade, pelo que tem de ser uma tecnologia diferente da que existe. Vamos investir para sermos pioneiros no desenvolvimento dessa tecnologia".
Carlos Zorrinho referiu que Portugal está a dar passos no offshore, mas "ainda não fez tudo o que tinha a fazer no inshore", pelo que vai continuar a ser aumentada a capacidade de produção de energia eólica em terra.
O secretário de Estado considerou "muito importante" a cooperação entre Portugal e França nas energias renováveis, nomeadamente na produção de energia fotovoltaica e nos veículos eléctricos. "Portugal fez as escolhas certas. É um líder nas energias renováveis, mas somos um mercado pequeno, pelo que precisamos de bons parceiros. Juntos, Portugal e França, podemos procurar mercados muito importantes", realçou. Zorrinho salientou que "Portugal e França são aliados desde a primeira hora na mobilidade eléctrica", tendo dado passos importantes na consolidação de um "standard dos veículos eléctricos".
Ciclismo: Tour de Timor servirá para evidenciar a segurança no país
O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, afirmou que a próxima edição do Tour de Timor em ciclismo vai evidenciar a segurança do país, ao presidir ao lançamento de um filme sobre a prova.
"É um prazer lançar o filme do Tour de Timor. Este evento continuará a crescer a um ritmo acelerado, a obter reconhecimento no circuito mundial de ciclismo de montanha e, a nível regional, a pôr em evidência a situação de segurança em Timor-Leste, a beleza da sua geografia e do seu povo", afirmou.
O Presidente timorense considerou o Tour de Timor "uma experiência incrível para todos os participantes" e um evento anual que "mostra ao mundo que as portas de Timor-Leste estão abertas e que o seu povo está preparado para acolher visitantes".
O lançamento do filme do Tour de Timor contou com a exibição paralela de outras produções cinematográficas inéditas: seis filmes que promovem cada um dos seis distritos corridos pelo Tour de Timor em 2010, dois filmes de cinco minutos sobre alguns dos participantes locais (Anche Cabral, a melhor ciclista timorense, e David da Silva Gonçalves, o mais jovem participante) e, ainda, um documentário de 25 minutos cobrindo toda a acção do Tour de 2010.
"É um prazer lançar o filme do Tour de Timor. Este evento continuará a crescer a um ritmo acelerado, a obter reconhecimento no circuito mundial de ciclismo de montanha e, a nível regional, a pôr em evidência a situação de segurança em Timor-Leste, a beleza da sua geografia e do seu povo", afirmou.
O Presidente timorense considerou o Tour de Timor "uma experiência incrível para todos os participantes" e um evento anual que "mostra ao mundo que as portas de Timor-Leste estão abertas e que o seu povo está preparado para acolher visitantes".
O lançamento do filme do Tour de Timor contou com a exibição paralela de outras produções cinematográficas inéditas: seis filmes que promovem cada um dos seis distritos corridos pelo Tour de Timor em 2010, dois filmes de cinco minutos sobre alguns dos participantes locais (Anche Cabral, a melhor ciclista timorense, e David da Silva Gonçalves, o mais jovem participante) e, ainda, um documentário de 25 minutos cobrindo toda a acção do Tour de 2010.
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Portugal envolvido em projecto de 10 milhões para criar Mercosul digital
Se um cibernauta português fizer compras num site brasileiro e for enganado, a que autoridade deverá recorrer para o ajudar? Nenhuma. Enquanto não sair do papel o acordo assinado entre Portugal e Brasil para que os certificados digitais tenham valor jurídico, comprar arte baiana pela internet será sempre uma aventura. E o mesmo se passa na situação inversa, caso um nordestino se lembre de comprar queijo de cabra da Serra da Estrela numa loja online portuguesa. Nem a DECO nem o homólogo brasileiro ProCom têm jurisdição fora do país.
Este é um dos problemas que poderá ser resolvido no âmbito do Mercosul Digital, um projecto de 9,6 milhões de euros financiado a 80% pela União Europeia (UE). A ideia é abrir uma espécie de "espaço Schengen" do comércio electrónico entre os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e os países da UE, promovendo trocas seguras e com certificação digital. Além do investimento em infra-estruturas como banda larga e governo electrónico, o Mercosul Digital inclui a homogeneização jurídica dos contratos de compra e venda na internet. E o primeiro projecto-piloto deverá ser exactamente entre Portugal e Brasil, os primeiros países a assinarem um acordo que só necessita agora de transposição técnica.
"Na hora que a gente compra dentro do país, não usa uma identificação electrónica", explica Gerson Rolim, coordenador brasileiro do projecto Mercosul Digital, durante um workshop sobre a iniciativa em Lisboa, na semana passada. "Mas se algo correr mal quando compra online fora do país, para quem você vai chorar?", questionou. O responsável frisou que existem, neste momento, 23 milhões de brasileiros com o hábito de fazer compras online. "É uma grande oportunidade de negócio para as pequenas e médias empresas portuguesas", afirmou o coordenador. Só o comércio B2B (empresa a empresa) valeu 416 mil milhões de euros em 2010. "É um segmento que chega perto do valor do PIB de algumas nações", comparou Rolim. "Portugal podia estar a chegar perto disto", reiterou o responsável, para quem este projecto se trata de implementar "uma infovia de comunicação com segurança tecnológica e validade jurídica". Até porque o Brasil arrancou recentemente com uma Bolsa de Negócios na internet, um espaço de match making empresarial, onde já estão inscritas 12 mil organizações. "É preciso implementar a validade do reconhecimento mútuo dos certificados", reforçou.
Apesar de ter sido responsável pela confusão nas últimas eleições presidenciais, o Cartão do Cidadão é um dos principais trunfos de Portugal na validação de certificados digitais. Olivier Piou, CEO da empresa de segurança e encriptação Gemalto, refere que basta um leitor simples de cartões, que se liga por USB ao computador, para usar o Cartão do Cidadão como assinatura digital. "Portugal é um dos países líderes na competitividade e preparação digital na Europa", considerou.
Este é um dos problemas que poderá ser resolvido no âmbito do Mercosul Digital, um projecto de 9,6 milhões de euros financiado a 80% pela União Europeia (UE). A ideia é abrir uma espécie de "espaço Schengen" do comércio electrónico entre os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e os países da UE, promovendo trocas seguras e com certificação digital. Além do investimento em infra-estruturas como banda larga e governo electrónico, o Mercosul Digital inclui a homogeneização jurídica dos contratos de compra e venda na internet. E o primeiro projecto-piloto deverá ser exactamente entre Portugal e Brasil, os primeiros países a assinarem um acordo que só necessita agora de transposição técnica.
"Na hora que a gente compra dentro do país, não usa uma identificação electrónica", explica Gerson Rolim, coordenador brasileiro do projecto Mercosul Digital, durante um workshop sobre a iniciativa em Lisboa, na semana passada. "Mas se algo correr mal quando compra online fora do país, para quem você vai chorar?", questionou. O responsável frisou que existem, neste momento, 23 milhões de brasileiros com o hábito de fazer compras online. "É uma grande oportunidade de negócio para as pequenas e médias empresas portuguesas", afirmou o coordenador. Só o comércio B2B (empresa a empresa) valeu 416 mil milhões de euros em 2010. "É um segmento que chega perto do valor do PIB de algumas nações", comparou Rolim. "Portugal podia estar a chegar perto disto", reiterou o responsável, para quem este projecto se trata de implementar "uma infovia de comunicação com segurança tecnológica e validade jurídica". Até porque o Brasil arrancou recentemente com uma Bolsa de Negócios na internet, um espaço de match making empresarial, onde já estão inscritas 12 mil organizações. "É preciso implementar a validade do reconhecimento mútuo dos certificados", reforçou.
Apesar de ter sido responsável pela confusão nas últimas eleições presidenciais, o Cartão do Cidadão é um dos principais trunfos de Portugal na validação de certificados digitais. Olivier Piou, CEO da empresa de segurança e encriptação Gemalto, refere que basta um leitor simples de cartões, que se liga por USB ao computador, para usar o Cartão do Cidadão como assinatura digital. "Portugal é um dos países líderes na competitividade e preparação digital na Europa", considerou.
quinta-feira, fevereiro 03, 2011
A Galpada final?
A Petrobras abandonou as negociações para entrar na Galp.
Se não voltar, acabou o "Plano A" do Estado e de Amorim para a mais valiosa empresa portuguesa. O "Plano B" já não é deles. É da Sonangol. Desta vez já não há "golden share". Está na altura de Sócrates fazer outra chamada para o Brasil: "Alô Dilma? Preciso que me quebre um galho". Arrisca-se a ouvir: "Outra vez, José?".
Lembramo-nos suficientemente bem do vertiginoso negócio entre a PT e a Telefónica para excluirmos um "volte face". Até porque, na Galp, a imprensa tem difundido demasiada histeria não confirmada, com mais de recado que de recato, ante uma passividade rara da CMVM. Mas mesmo com esses cuidados, as evidências mostram que os dias estão a correr bem à Sonangol e a Isabel dos Santos. E mal a José Sócrates e Américo Amorim, que hoje controlam a Galp - mas amanhã talvez não.
É isso que está em causa: o poder da Galp. Não um CEO, não o chefe, mas o patrão. Até aqui, o poder estava nas mãos de Américo Amorim, com o Estado, e em relações cordatas com os pacientes italianos da Eni, que mesmo sendo os maiores accionistas sempre foram destratados.
A Sonangol e Isabel dos Santos, fartos de estarem "domesticados" na Amorim Energia, querem ter poder directo na empresa. O "Plano A" manteria este delicado equilíbrio. O "Plano B" pode invertê-lo.
A Petrobras sempre esteve nesta negociação mais por amor que por interesse. Muitos analistas criticavam o investimento na Galp e parte da Gestão não conseguia explicar porque havia de comprar um activo de que metade do valor está já nos blocos de pré-sal que a própria Petrobras controla. Dilma, que antes de ser a Presidenta foi a poderosa ministra dos petróleos, pareceria favorável. Mas não perderá muitos segundos nisso face às horas que dedicará à extracção do fabuloso e novo petróleo no Brasil, que vai enriquecer o País hoje e suportar objectivos sociais amanhã, através de um Fundo Social específico de poupança: "Recusaremos o gasto efémero que deixa para as futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança", disse Dilma na tomada de posse.
A negociação era entre a Eni e a Petrobras, mas na prática estava a ser teleguiada pelo Estado e Amorim, que assim fracassam. E fracassam porque não souberam resolver o "affair" Sonangol e Isabel dos Santos: não podiam dizer que não, pois a importância de Angola é demasiado grande para que o Estado Português o possa hostilizar; e não souberam dizer que sim, deixando arrastar a indefinição durante meses e meses até que a janela Petrobras se fechou. Desta vez, os angolanos não foram levados na conversa que os fez entrar na Amorim Energia sem um contrato parassocial; desta vez, negoceiam com mestria.
Agora é preciso fazer a pergunta: quem se incomoda se a Sonangol mandar na Galp? Se tal acontecer, será o primeiro grande projecto português onde os angolanos passarão efectivamente a ter poder executivo, a que se seguirão outros, como o BCP, talvez o BPI, a Zon e outros, muitos investimentos dos quais foram financiados por bancos portugueses e com o apoio da Caixa.
O que é curioso é que, de todos os investimentos, o único onde os angolanos estão a ganhar dinheiro é na Galp, que é a principal prejudicada por esta indefinição accionista. Trata-se de uma empresa valiosa, acarinhada nas Bolsas, com resultados, mas com um plano de investimentos pela frente gigantesco e que exige capital. É isso que falta em Portugal: capitalistas com capital. O Governo que abre as portas ao investimento não pode fechá-las ao poder. Venham de lá os angolanos. António Vitorino, que lidera (mais) estas negociações em representação do Estado, poderá repetir uma frase que lhe ficou célebre: "Habituem-se!"
Se não voltar, acabou o "Plano A" do Estado e de Amorim para a mais valiosa empresa portuguesa. O "Plano B" já não é deles. É da Sonangol. Desta vez já não há "golden share". Está na altura de Sócrates fazer outra chamada para o Brasil: "Alô Dilma? Preciso que me quebre um galho". Arrisca-se a ouvir: "Outra vez, José?".
Lembramo-nos suficientemente bem do vertiginoso negócio entre a PT e a Telefónica para excluirmos um "volte face". Até porque, na Galp, a imprensa tem difundido demasiada histeria não confirmada, com mais de recado que de recato, ante uma passividade rara da CMVM. Mas mesmo com esses cuidados, as evidências mostram que os dias estão a correr bem à Sonangol e a Isabel dos Santos. E mal a José Sócrates e Américo Amorim, que hoje controlam a Galp - mas amanhã talvez não.
É isso que está em causa: o poder da Galp. Não um CEO, não o chefe, mas o patrão. Até aqui, o poder estava nas mãos de Américo Amorim, com o Estado, e em relações cordatas com os pacientes italianos da Eni, que mesmo sendo os maiores accionistas sempre foram destratados.
A Sonangol e Isabel dos Santos, fartos de estarem "domesticados" na Amorim Energia, querem ter poder directo na empresa. O "Plano A" manteria este delicado equilíbrio. O "Plano B" pode invertê-lo.
A Petrobras sempre esteve nesta negociação mais por amor que por interesse. Muitos analistas criticavam o investimento na Galp e parte da Gestão não conseguia explicar porque havia de comprar um activo de que metade do valor está já nos blocos de pré-sal que a própria Petrobras controla. Dilma, que antes de ser a Presidenta foi a poderosa ministra dos petróleos, pareceria favorável. Mas não perderá muitos segundos nisso face às horas que dedicará à extracção do fabuloso e novo petróleo no Brasil, que vai enriquecer o País hoje e suportar objectivos sociais amanhã, através de um Fundo Social específico de poupança: "Recusaremos o gasto efémero que deixa para as futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança", disse Dilma na tomada de posse.
A negociação era entre a Eni e a Petrobras, mas na prática estava a ser teleguiada pelo Estado e Amorim, que assim fracassam. E fracassam porque não souberam resolver o "affair" Sonangol e Isabel dos Santos: não podiam dizer que não, pois a importância de Angola é demasiado grande para que o Estado Português o possa hostilizar; e não souberam dizer que sim, deixando arrastar a indefinição durante meses e meses até que a janela Petrobras se fechou. Desta vez, os angolanos não foram levados na conversa que os fez entrar na Amorim Energia sem um contrato parassocial; desta vez, negoceiam com mestria.
Agora é preciso fazer a pergunta: quem se incomoda se a Sonangol mandar na Galp? Se tal acontecer, será o primeiro grande projecto português onde os angolanos passarão efectivamente a ter poder executivo, a que se seguirão outros, como o BCP, talvez o BPI, a Zon e outros, muitos investimentos dos quais foram financiados por bancos portugueses e com o apoio da Caixa.
O que é curioso é que, de todos os investimentos, o único onde os angolanos estão a ganhar dinheiro é na Galp, que é a principal prejudicada por esta indefinição accionista. Trata-se de uma empresa valiosa, acarinhada nas Bolsas, com resultados, mas com um plano de investimentos pela frente gigantesco e que exige capital. É isso que falta em Portugal: capitalistas com capital. O Governo que abre as portas ao investimento não pode fechá-las ao poder. Venham de lá os angolanos. António Vitorino, que lidera (mais) estas negociações em representação do Estado, poderá repetir uma frase que lhe ficou célebre: "Habituem-se!"
terça-feira, fevereiro 01, 2011
Portugal ganha terreno no ranking da inovação
A Comissão Europeia (CE) apresenta hoje o European Innovation Scoreboard referente a 2010, no qual Portugal consegue subir mais um degrau na cadeia que o compara com os outros países, aproximando-se da média europeia e atingindo agora a 15.ª posição no ranking dos países mais inovadores da Europa a 27. No entanto, continua a estar quase na cauda da Europa (está na 23.ª posição), se em causa estiver a avaliação dos efeitos económicos que são atribuídas às medidas que foram tomadas.
Este ranking é elaborado através da análise de 24 indicadores, agregados em 8 grandes categorias: recursos humanos; sistemas de investigação abertos e atractivos; recursos financeiros e infra-estruturas; investimento das empresas; parcerias e empresas; patentes; empresas inovadoras e efeitos económicos. Face ao ranking de 2009, a progressão pode ser entendida como a de "apenas" um degrau (passou da 16.ª posição, em 2009, para a 15.ª, em 2010). Mas, analisada num ciclo de cinco anos, percebe-se que o esforço que tem vindo a ser feito permitiu a Portugal saltar 7 posições (em 2006, estava classificado em 22.º lugar) e ficar agora a liderar o grupo dos "Inovadores Moderados", à frente de Espanha e de Itália, os outros dois países que, tal como Portugal, se associaram numa iniciativa como a Cotec.
Nos rankings que medem o crescimento de indicadores, Portugal é o país que mais cresceu em termos de despesas efectuadas em I&D em percentagem do PIB (estando agora já muito próximo da média europeia), é também o país em que mais jovens com idades entre os 20 e os 24 anos têm o ensino secundário completo e está em primeiro lugar no crescimento de empresas inovadoras que colaboram com outras empresas (em percentagem do total de PME). Está também em segundo lugar no ranking dos países que mais aumentaram a despesa pública em investigação e dos que mais patentes efectuaram em áreas que "constituem um desafio para as sociedades".
Se a análise for feita em termos desagregados por cada uma das oito áreas analisadas, revela-se a boa posição do país nas áreas de auto-avaliação (em que as empresas declaram os seus métodos e resultados) e uma posição mais frágil nas variáveis que medem desempenhos económicos.
A rubrica em que Portugal mostra um melhor resultado - e está mesmo em 3º lugar face os países da Europa a 27 - é no item "Inovadores", isto é, dos países com empresas que declaram ter introduzido produtos ou processos inovadoras no mercado, conseguindo com eles uma maior eficiência na utilização de recursos ou na diminuição dos custos de produção. Nas restantes rubricas analisadas, está já próximo da média na dimensão de sistemas de investigação abertos e atractivos (onde está em 13.º lugar) e na existência de parcerias entre empresas (está em 15.º lugar), e tem um assinalável 12.º lugar em termos de recursos financeiros e infra-estruturas. Mas o investimento das empresas e os recursos humanos ainda estão longe da média, respectivamente, no 18.º lugar e na 21.ª posição.
O pior lugar de todos acaba por ser mesmo nos efeitos económicos conseguidos, onde ocupa a 23.ª posição. Indicadores como o emprego em sectores que exigem elevada qualificação, o volume das exportações de bens de média e alta tecnologia ou a venda de bens resultantes de inovações apresentam desempenhos e evoluções abaixo da média europeia.
O pelotão da frente deste European Innovation Scoreboard continua entregue à Suécia, à Dinamarca, à Finlândia e à Alemanha.
Este ranking é elaborado através da análise de 24 indicadores, agregados em 8 grandes categorias: recursos humanos; sistemas de investigação abertos e atractivos; recursos financeiros e infra-estruturas; investimento das empresas; parcerias e empresas; patentes; empresas inovadoras e efeitos económicos. Face ao ranking de 2009, a progressão pode ser entendida como a de "apenas" um degrau (passou da 16.ª posição, em 2009, para a 15.ª, em 2010). Mas, analisada num ciclo de cinco anos, percebe-se que o esforço que tem vindo a ser feito permitiu a Portugal saltar 7 posições (em 2006, estava classificado em 22.º lugar) e ficar agora a liderar o grupo dos "Inovadores Moderados", à frente de Espanha e de Itália, os outros dois países que, tal como Portugal, se associaram numa iniciativa como a Cotec.
Nos rankings que medem o crescimento de indicadores, Portugal é o país que mais cresceu em termos de despesas efectuadas em I&D em percentagem do PIB (estando agora já muito próximo da média europeia), é também o país em que mais jovens com idades entre os 20 e os 24 anos têm o ensino secundário completo e está em primeiro lugar no crescimento de empresas inovadoras que colaboram com outras empresas (em percentagem do total de PME). Está também em segundo lugar no ranking dos países que mais aumentaram a despesa pública em investigação e dos que mais patentes efectuaram em áreas que "constituem um desafio para as sociedades".
Se a análise for feita em termos desagregados por cada uma das oito áreas analisadas, revela-se a boa posição do país nas áreas de auto-avaliação (em que as empresas declaram os seus métodos e resultados) e uma posição mais frágil nas variáveis que medem desempenhos económicos.
A rubrica em que Portugal mostra um melhor resultado - e está mesmo em 3º lugar face os países da Europa a 27 - é no item "Inovadores", isto é, dos países com empresas que declaram ter introduzido produtos ou processos inovadoras no mercado, conseguindo com eles uma maior eficiência na utilização de recursos ou na diminuição dos custos de produção. Nas restantes rubricas analisadas, está já próximo da média na dimensão de sistemas de investigação abertos e atractivos (onde está em 13.º lugar) e na existência de parcerias entre empresas (está em 15.º lugar), e tem um assinalável 12.º lugar em termos de recursos financeiros e infra-estruturas. Mas o investimento das empresas e os recursos humanos ainda estão longe da média, respectivamente, no 18.º lugar e na 21.ª posição.
O pior lugar de todos acaba por ser mesmo nos efeitos económicos conseguidos, onde ocupa a 23.ª posição. Indicadores como o emprego em sectores que exigem elevada qualificação, o volume das exportações de bens de média e alta tecnologia ou a venda de bens resultantes de inovações apresentam desempenhos e evoluções abaixo da média europeia.
O pelotão da frente deste European Innovation Scoreboard continua entregue à Suécia, à Dinamarca, à Finlândia e à Alemanha.
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