O DN publicou a 21 de Abril de 1940 um "bem haja" da Finlândia aos portugueses. Enviada pelo representante em Lisboa desse país nórdico, a nota diplomática agradece a Portugal a ajuda, tanto em víveres como em agasalhos, durante a guerra russo-finlandesa do Inverno de 1940-1941. "Nunca poderá o povo finlandês esquecer a nobreza de tal atitude", podia ler-se no pequeno texto publicado no nosso jornal há mais de 70 anos.
A solidariedade com a Finlândia pode explicar-se pela aversão no Estado Novo a tudo o que fosse comunista, e era a União Soviética que estava a atacar o seu vizinho, e também pela simpatia natural do pequeno Portugal por outra pequena nação, sobretudo numa época em que as grandes potências mostravam toda a sua gula conquistadora. Mas o heroísmo dos finlandeses, que evitaram que Estaline os integrasse na União Soviética quando pouco antes se tinham libertado do império czarista, emocionou a sério muitos portugueses bem-intencionados.
Hoje boa parte da opinião pública finlandesa mostra não estar nada emocionada com a crise que afecta os portugueses. E se depender de vários partidos, alguns dos quais podem chegar ao Governo nas legislativas de hoje, não haverá solidariedade com Portugal. A ideia é mesmo não participar no resgate da dívida portuguesa e quem o defende parece ganhar votos.
Portugal entrou na União Europeia em 1986, a Finlândia em 1995. Periféricos ambos, optaram por aderir ao euro, sendo os finlandeses os únicos nórdicos a fazê-lo. Tudo parecia indicar um partilhado entusiasmo pelo ideal europeísta. Hoje, nas urnas, veremos se assim é. E bem haja aos eleitores finlandeses que percebam que todos, mas sobretudo os pequenos, ficam a ganhar quando existe solidariedade entre os países da velha Europa.
domingo, abril 17, 2011
quinta-feira, abril 14, 2011
China é a principal opção para investimento em Timor, diz Ramos-Horta
O Presidente timorense, José Ramos-Horta, disse hoje não ver muitas opções de investidores para o país além da China, que possui liquidez que as autoridades de Pequim precisam de aplicar.
"Não me parece que haja muitas opções para Timor-Leste em termos de procura de investidores para além da China, porque a China é que tem uma acumulação de liquidez, de capital que precisa de aplicar", disse Ramos-Horta, em Díli. O Presidente timorense falava à margem de um encontro com empresários de Macau e da República Popular da China que estão de vista a Díli para analisar e apresentar propostas de investimento em diversos setores, como os das infraestruturas, agricultura, pescas e comércio.
Para Ramos-Horta, os "investidores chineses são os mais pioneiros, agressivos e arriscam, ao contrário de potenciais investidores, por exemplo, australianos, europeus ou americanos".
Por outro lado, continuou, a "China é também um vasto mercado que potencialmente pode absorver exportações de Timor-Leste. Por isso, eu vejo a China como, realisticamente, um dos poucos países aqui na região ou no mundo que Timor-Leste pode atrair algum investimento", afirmou.
Ramos-Horta acrescentou que as empresas chinesas, como as do sector da construção, "são das mais competitivas pelo seu custo e a rapidez da execução, a tempo e horas e cada vez com mais qualidade". Na reunião que manteve com os empresários de Macau e da China, numa delegação liderada pelo empresário de Macau Ng Fok, Ramos-Horta explicou as necessidades timorenses, como um novo aeroporto na capital, um novo porto, estradas, escolas, habitação, água e saneamento, num plano a 20 anos que pode ser executado em vários modelos de investimento.
Por um lado, explicou, pode usar-se o conceito de construção, exploração e entrega ao país após um determinado período de exploração do investimento, mas também podem ser usados dinheiros públicos em parceria com privados, investimentos que devem seguir os padrões internacionais e corresponder às necessidades de futuro do país.
A propósito, Ramos-Horta recordou que o sector eléctrico está já em fase de investimento, com uma empresa chinesa responsável pelas torres para a passagem de cabos de distribuição, embora os geradores sejam finlandeses e já preparados para funcionar, agora, a diesel, mas, mais tarde, com recurso ao gás natural do país.
"Não me parece que haja muitas opções para Timor-Leste em termos de procura de investidores para além da China, porque a China é que tem uma acumulação de liquidez, de capital que precisa de aplicar", disse Ramos-Horta, em Díli. O Presidente timorense falava à margem de um encontro com empresários de Macau e da República Popular da China que estão de vista a Díli para analisar e apresentar propostas de investimento em diversos setores, como os das infraestruturas, agricultura, pescas e comércio.
Para Ramos-Horta, os "investidores chineses são os mais pioneiros, agressivos e arriscam, ao contrário de potenciais investidores, por exemplo, australianos, europeus ou americanos".
Por outro lado, continuou, a "China é também um vasto mercado que potencialmente pode absorver exportações de Timor-Leste. Por isso, eu vejo a China como, realisticamente, um dos poucos países aqui na região ou no mundo que Timor-Leste pode atrair algum investimento", afirmou.
Ramos-Horta acrescentou que as empresas chinesas, como as do sector da construção, "são das mais competitivas pelo seu custo e a rapidez da execução, a tempo e horas e cada vez com mais qualidade". Na reunião que manteve com os empresários de Macau e da China, numa delegação liderada pelo empresário de Macau Ng Fok, Ramos-Horta explicou as necessidades timorenses, como um novo aeroporto na capital, um novo porto, estradas, escolas, habitação, água e saneamento, num plano a 20 anos que pode ser executado em vários modelos de investimento.
Por um lado, explicou, pode usar-se o conceito de construção, exploração e entrega ao país após um determinado período de exploração do investimento, mas também podem ser usados dinheiros públicos em parceria com privados, investimentos que devem seguir os padrões internacionais e corresponder às necessidades de futuro do país.
A propósito, Ramos-Horta recordou que o sector eléctrico está já em fase de investimento, com uma empresa chinesa responsável pelas torres para a passagem de cabos de distribuição, embora os geradores sejam finlandeses e já preparados para funcionar, agora, a diesel, mas, mais tarde, com recurso ao gás natural do país.
Português poderá ser língua oficial das Nações Unidas
O linguista João Malaca Casteleiro disse hoje em Macau acreditar que o português se possa tornar na sétima língua oficial das Nações Unidas nos próximos cinco anos, considerando “inevitável” uma reforma daquela organização.
“Portugal está a atravessar uma situação económica difícil e, portanto, o investimento que faz na promoção da língua portuguesa no estrangeiro é enorme”, disse Malaca Casteleiro, da Academia de Ciências de Lisboa, à margem do 15.º Colóquio da Lusofonia em Macau.
Ao observar que o Brasil “tem uma capacidade maior” para projectar o português a nível internacional, o linguista que participou na redação do novo Acordo Ortográfico considera que hoje a preocupação é “harmonizar as duas intervenções”.
“Neste momento, espera-se que, com a grande projeção do Brasil no plano internacional e uma possível entrada no conselho permanente das Nações Unidas, a língua portuguesa se acrescente às seis línguas oficiais daquela organização, o que poderá acontecer nos próximos três, quatro, cinco anos”, disse.
Malaca Casteleiro admite essa possibilidade ao considerar ser “inevitável uma reforma das Nações Unidas” e ao realçar que existe uma maior “cooperação entre povos e países, como os Estados Unidos, Rússia e a China, que esbateram muitos atritos, o que favorece essa reforma”.
O português é a terceira língua europeia mais falada no mundo, depois do inglês e do espanhol, por 240 milhões de pessoas nos quatro continentes.
“É uma língua de grande projeção internacional, é a língua de ensino e aprendizagem em várias instituições estrangeiras e a língua oficial e de trabalho de cerca de 20 instituições internacionais”, referiu aquele linguista.
“Portugal está a atravessar uma situação económica difícil e, portanto, o investimento que faz na promoção da língua portuguesa no estrangeiro é enorme”, disse Malaca Casteleiro, da Academia de Ciências de Lisboa, à margem do 15.º Colóquio da Lusofonia em Macau.
Ao observar que o Brasil “tem uma capacidade maior” para projectar o português a nível internacional, o linguista que participou na redação do novo Acordo Ortográfico considera que hoje a preocupação é “harmonizar as duas intervenções”.
“Neste momento, espera-se que, com a grande projeção do Brasil no plano internacional e uma possível entrada no conselho permanente das Nações Unidas, a língua portuguesa se acrescente às seis línguas oficiais daquela organização, o que poderá acontecer nos próximos três, quatro, cinco anos”, disse.
Malaca Casteleiro admite essa possibilidade ao considerar ser “inevitável uma reforma das Nações Unidas” e ao realçar que existe uma maior “cooperação entre povos e países, como os Estados Unidos, Rússia e a China, que esbateram muitos atritos, o que favorece essa reforma”.
O português é a terceira língua europeia mais falada no mundo, depois do inglês e do espanhol, por 240 milhões de pessoas nos quatro continentes.
“É uma língua de grande projeção internacional, é a língua de ensino e aprendizagem em várias instituições estrangeiras e a língua oficial e de trabalho de cerca de 20 instituições internacionais”, referiu aquele linguista.
Cortiça portuguesa ganha mercado entre vinhos de topo
As rolhas de cortiça portuguesas estão a ganhar mercado aos vedantes sintéticos nos vinhos topo de gama nos Estados Unidos, segundo dados da AC Nielsen divulgados pela associação norte-americana de promoção da cortiça Cork Quality Council.
"A cortiça está certamente a fazer a sua parte para aumentar as exportações e para ajudar a aliviar a crise financeira em Portugal", disse Jeff Lloyd, diretor da campanha "100% Cork", lançada no ano passado nos Estados Unidos para combater a perda de mercado para os vedantes de alumínio e plástico.
"Os vinhos vedados com cortiça natural estão a crescer em popularidade, enquanto as vendas de vinho com roscas de alumínio e vedantes plásticos estão a recuar", segundo os dados mais recentes, e numa altura em que se preparam várias novas ações de promoção da campanha nos Estados Unidos.
No período de 12 semanas terminado a 5 de fevereiro, o total de vendas dos 100 vinhos selados com cortiça, entre as principais marcas de vinho de consumo caseiro "Premium" subiram 13,8% em quantidade, para 8,7 milhões de caixas, segundo dados da AC Nielsen, recolhidos junto de postos de venda.
No mesmo período, revelam os dados facultados pela "100% Cork", as vendas de marcas que usam roscas e vedantes de plástico desceram 13,1%.
A subida da quantidade vendida corresponde a mais 12% de receitas, para 1,1 mil milhões de dólares no mesmo período.
"A cortiça está certamente a fazer a sua parte para aumentar as exportações e para ajudar a aliviar a crise financeira em Portugal", disse Jeff Lloyd, diretor da campanha "100% Cork", lançada no ano passado nos Estados Unidos para combater a perda de mercado para os vedantes de alumínio e plástico.
"Os vinhos vedados com cortiça natural estão a crescer em popularidade, enquanto as vendas de vinho com roscas de alumínio e vedantes plásticos estão a recuar", segundo os dados mais recentes, e numa altura em que se preparam várias novas ações de promoção da campanha nos Estados Unidos.
No período de 12 semanas terminado a 5 de fevereiro, o total de vendas dos 100 vinhos selados com cortiça, entre as principais marcas de vinho de consumo caseiro "Premium" subiram 13,8% em quantidade, para 8,7 milhões de caixas, segundo dados da AC Nielsen, recolhidos junto de postos de venda.
No mesmo período, revelam os dados facultados pela "100% Cork", as vendas de marcas que usam roscas e vedantes de plástico desceram 13,1%.
A subida da quantidade vendida corresponde a mais 12% de receitas, para 1,1 mil milhões de dólares no mesmo período.
África do Sul nos BRIC
BRIC acolhem África do Sul e passam a BRICS. O grupo realiza hoje e amanhã uma cimeira na China marcada pela entrada do novo país.
Os agora BRICS passaram a ser cinco. Brasil, Rússia, Índia, China, e África do Sul. O mais recente participante do grupo dos países emergentes uniu-se aos BRIC e acrescentou um “S” no final da sigla.
A cimeira será não só para renovar o empenho em "melhorar" o sistema financeiro e "aumentar influência" dos países emergentes como também para anunciar a entrada de África do Sul.
A África do Sul é um país que vive essencialmente das exportações, em que as principais indústrias são a Mineração, a montagem de automóveis, a metalurgia, máquinas têxteis, ferro, aço, produtos químicos, fertilizantes, alimentos e reparo de navios comerciais.
Em 2008, registou uma taxa de desemprego de 21,7%, e a taxa de inflação anual registada foi de 11,3%. O PIB por sector, dados de 2008, foi de 3,4% no sector da agricultura, de 3,3% no sector da indústria e 65,3% no comércio e serviços.
De acordo com o relatório “Perspectivas Económicas Mundiais” de Abril de 1010 do FMI, o crescimento do PIB de África do Sul estimado para 2010 foi de 2,8% ao ano. O mesmo relatório estimou um crescimento da inflação de 4,3% em 2010. Ainda com base nos mesmos dados, estimou-se um avanço da taxa de desemprego de 24,8% em 2010.
O produto interno bruto do país africano revelado por um relatório da OCDE, de 2008, foi de 493,5 mil milhões de dólares. O produto interno bruto per capita, em 2008, foi de 10.135,97 mil milhões de dólares.
Quanto à desigualdade racial, o Statistics South Africa informou que, em 1995, o agregado familiar médio branco ganhou quatro vezes mais do que uma família média negra.
O Rand Sul-Africano (ZAR), é a moeda emergente mais activamente negociada no mundo. O rand foi a moeda com melhor desempenho contra o dólar americano (USD) entre 2002 e 2005, segundo a Bloomberg Moeda Scorecard.
Na cimeira, os líderes das cinco economias emergentes prometem apoiar "a reforma e melhoria do sistema monetário internacional" e "aumentar a influência" dos países em vias em desenvolvimento no Conselho de Segurança da ONU.
"A crise financeira internacional expôs a inadequação e deficiências do actual sistema monetário e financeiro internacional", afirma a declaração conjunta aprovada na cimeira dos BRICS, na ilha de chinesa de Haian, que juntou os líderes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
As instituições financeiras internacionais, nomeadamente o FMI e o Banco Mundial, "devem reflectir as mudanças na economia mundial e aumentar a voz e representação das economias emergentes e dos países em vias de desenvolvimento", conforme declara o documento assinado por Dilma Rousseff (Brasil), Dmitry Medvedev (Rússia), Manmohan Singh (Índia), Hu Jintao (China) e Jacob Zuma (África do Sul).
Considerando que "a recuperação económica global continua assombrada por muitas incertezas, os cinco países defendem que "as principais economias devem coordenar as suas politicas macroeconómicas para impulsionar um robusto sustentado e equilibras crescimento da economia mundial".
O grupo dos BRICS pretende "intensificar a supervisão e regulação" para "promover um saudável desenvolvimento dos mercados financeiros globais e dos sistemas bancários".
Os agora BRICS passaram a ser cinco. Brasil, Rússia, Índia, China, e África do Sul. O mais recente participante do grupo dos países emergentes uniu-se aos BRIC e acrescentou um “S” no final da sigla.
A cimeira será não só para renovar o empenho em "melhorar" o sistema financeiro e "aumentar influência" dos países emergentes como também para anunciar a entrada de África do Sul.
A África do Sul é um país que vive essencialmente das exportações, em que as principais indústrias são a Mineração, a montagem de automóveis, a metalurgia, máquinas têxteis, ferro, aço, produtos químicos, fertilizantes, alimentos e reparo de navios comerciais.
Em 2008, registou uma taxa de desemprego de 21,7%, e a taxa de inflação anual registada foi de 11,3%. O PIB por sector, dados de 2008, foi de 3,4% no sector da agricultura, de 3,3% no sector da indústria e 65,3% no comércio e serviços.
De acordo com o relatório “Perspectivas Económicas Mundiais” de Abril de 1010 do FMI, o crescimento do PIB de África do Sul estimado para 2010 foi de 2,8% ao ano. O mesmo relatório estimou um crescimento da inflação de 4,3% em 2010. Ainda com base nos mesmos dados, estimou-se um avanço da taxa de desemprego de 24,8% em 2010.
O produto interno bruto do país africano revelado por um relatório da OCDE, de 2008, foi de 493,5 mil milhões de dólares. O produto interno bruto per capita, em 2008, foi de 10.135,97 mil milhões de dólares.
Quanto à desigualdade racial, o Statistics South Africa informou que, em 1995, o agregado familiar médio branco ganhou quatro vezes mais do que uma família média negra.
O Rand Sul-Africano (ZAR), é a moeda emergente mais activamente negociada no mundo. O rand foi a moeda com melhor desempenho contra o dólar americano (USD) entre 2002 e 2005, segundo a Bloomberg Moeda Scorecard.
Na cimeira, os líderes das cinco economias emergentes prometem apoiar "a reforma e melhoria do sistema monetário internacional" e "aumentar a influência" dos países em vias em desenvolvimento no Conselho de Segurança da ONU.
"A crise financeira internacional expôs a inadequação e deficiências do actual sistema monetário e financeiro internacional", afirma a declaração conjunta aprovada na cimeira dos BRICS, na ilha de chinesa de Haian, que juntou os líderes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
As instituições financeiras internacionais, nomeadamente o FMI e o Banco Mundial, "devem reflectir as mudanças na economia mundial e aumentar a voz e representação das economias emergentes e dos países em vias de desenvolvimento", conforme declara o documento assinado por Dilma Rousseff (Brasil), Dmitry Medvedev (Rússia), Manmohan Singh (Índia), Hu Jintao (China) e Jacob Zuma (África do Sul).
Considerando que "a recuperação económica global continua assombrada por muitas incertezas, os cinco países defendem que "as principais economias devem coordenar as suas politicas macroeconómicas para impulsionar um robusto sustentado e equilibras crescimento da economia mundial".
O grupo dos BRICS pretende "intensificar a supervisão e regulação" para "promover um saudável desenvolvimento dos mercados financeiros globais e dos sistemas bancários".
Finlandeses vêem Portugal como um país na bancarrota
Várias sondagens realizadas na Finlândia indicam que reina a ideia que uma ajuda externa a Lisboa apenas adia a inevitabilidade de uma bancarrota em Portugal e onde muitos estão contra o envio de um pacote de ajuda financeira para Lisboa.
Segundo estas sondagens, os finlandeses entendem que a ajuda a Portugal não faz sentido, dado que esta apenas atrasa a inevitabilidade de uma bancarrota, devendo Portugal abandonar a Zona Euro.
A propósito da renegociação da dívida portuguesa, na Finlândia, reina também a ideia de que se alguém der a mão a Portugal, os portugueses agarrarão logo o braço com o objectivo de não pagar o que estão a dever.
Os finlandeses lembram também a crise de que este país nórdico saiu há menos de 20 anos, que entendem ser pior que a portuguesa, crise que foi resolvida sem o recurso à ajuda externa.
A poucos dias das legislativas de 18 de Abril, os partidos finlandeses que estão contra a entrega de ajuda externa a Portugal deverão obter a maioria no parlamento deste país, o que coloca em risco o envio de um pacote de ajuda deste país.
Segundo estas sondagens, os finlandeses entendem que a ajuda a Portugal não faz sentido, dado que esta apenas atrasa a inevitabilidade de uma bancarrota, devendo Portugal abandonar a Zona Euro.
A propósito da renegociação da dívida portuguesa, na Finlândia, reina também a ideia de que se alguém der a mão a Portugal, os portugueses agarrarão logo o braço com o objectivo de não pagar o que estão a dever.
Os finlandeses lembram também a crise de que este país nórdico saiu há menos de 20 anos, que entendem ser pior que a portuguesa, crise que foi resolvida sem o recurso à ajuda externa.
A poucos dias das legislativas de 18 de Abril, os partidos finlandeses que estão contra a entrega de ajuda externa a Portugal deverão obter a maioria no parlamento deste país, o que coloca em risco o envio de um pacote de ajuda deste país.
quarta-feira, abril 13, 2011
Hungria homenageia portugueses que salvaram mil judeus
Quase 70 anos depois, as autoridades húngaras homenageiam mais uma vez, na quinta-feira, a acção de dois diplomatas portugueses, que durante a II Guerra Mundial conseguiram salvar cerca de mil judeus perseguidos pelo regime nazi.
Quando, em 1944, os alemães ocuparam a Hungria, tal como em outros países começou também a perseguição aos judeus.
Nessa altura, diplomatas dos chamados 'países neutros', como Portugal, Espanha, Suécia, Suíça e o Vaticano, começaram a acolher milhares de judeus perseguidos, quer nas próprias embaixadas, quer na rede de 40 "casas protegidas" que existia em Budapeste.
Entre essas "casas protegidas", duas eram portuguesas e, graças à acção do embaixador Sampaio Garrido e do encarregado de negócios Teixeira Branquinho, cerca de mil judeus foram salvos.
"Foi uma situação muito difícil", recordou o actual embaixador português na Hungria, António Augusto Mendes, lembrando a forma como os dois diplomatas protegeram os judeus "apesar de todas as pressões dos alemães e do Governo húngaro".
"Os diplomatas portugueses num grande gesto de humanidade e de um grande esforço profissional conseguiram, juntamente com outros diplomas de países neutros, proteger esses judeus perseguidos e facilitar-lhes a saída do país", relatou o atual embaixador português.
Apesar de não existirem números exactos, estima-se que Portugal contribuiu para salvar "cerca de mil judeus que conseguiram sair da Hungria nessa altura protegidos com documentos portugueses", acrescentou.
Segundo ainda o embaixador António Augusto Mendes, as "casas protegidas" faziam parte de uma rede criada pelos diplomatas dos países neutros que as puseram sob a proteção das embaixadas. Ou seja, "eram casas que estavam protegidas com se fosse um país estrangeiro".
Com o passar do tempo, o Governo húngaro, na altura aliado com o regime nazi, tentou pressionar os chamados 'países neutros' para abandonarem essas "casas protegidas", tendo muitas delas, já mesmo no final da Guerra, sido assaltadas pela própria polícia e pelos grupos nazis húngaros e alemães.
"Mas, apesar de tudo, conseguimos salvar cerca de mil judeus que estavam sob a protecção de Portugal", sublinhou o embaixador português.
Na quinta-feira, as autoridades húngaras vão mais uma vez homenagear a acção dos dois diplomatas portugueses numa iniciativa do XIII Bairro de Budapeste, com o apoio da Fundação Carl Lutz. Assim, quinta-feira será inaugurada uma placa comemorativa da acção dos diplomatas portugueses na fachada do prédio nº 5 da rua Ujpesti Rakpart, um edifício que fez parte da rede de "casas protegidas" da Legação Portuguesa, a representação diplomática nacional na capital húngara.
Quando, em 1944, os alemães ocuparam a Hungria, tal como em outros países começou também a perseguição aos judeus.
Nessa altura, diplomatas dos chamados 'países neutros', como Portugal, Espanha, Suécia, Suíça e o Vaticano, começaram a acolher milhares de judeus perseguidos, quer nas próprias embaixadas, quer na rede de 40 "casas protegidas" que existia em Budapeste.
Entre essas "casas protegidas", duas eram portuguesas e, graças à acção do embaixador Sampaio Garrido e do encarregado de negócios Teixeira Branquinho, cerca de mil judeus foram salvos.
"Foi uma situação muito difícil", recordou o actual embaixador português na Hungria, António Augusto Mendes, lembrando a forma como os dois diplomatas protegeram os judeus "apesar de todas as pressões dos alemães e do Governo húngaro".
"Os diplomatas portugueses num grande gesto de humanidade e de um grande esforço profissional conseguiram, juntamente com outros diplomas de países neutros, proteger esses judeus perseguidos e facilitar-lhes a saída do país", relatou o atual embaixador português.
Apesar de não existirem números exactos, estima-se que Portugal contribuiu para salvar "cerca de mil judeus que conseguiram sair da Hungria nessa altura protegidos com documentos portugueses", acrescentou.
Segundo ainda o embaixador António Augusto Mendes, as "casas protegidas" faziam parte de uma rede criada pelos diplomatas dos países neutros que as puseram sob a proteção das embaixadas. Ou seja, "eram casas que estavam protegidas com se fosse um país estrangeiro".
Com o passar do tempo, o Governo húngaro, na altura aliado com o regime nazi, tentou pressionar os chamados 'países neutros' para abandonarem essas "casas protegidas", tendo muitas delas, já mesmo no final da Guerra, sido assaltadas pela própria polícia e pelos grupos nazis húngaros e alemães.
"Mas, apesar de tudo, conseguimos salvar cerca de mil judeus que estavam sob a protecção de Portugal", sublinhou o embaixador português.
Na quinta-feira, as autoridades húngaras vão mais uma vez homenagear a acção dos dois diplomatas portugueses numa iniciativa do XIII Bairro de Budapeste, com o apoio da Fundação Carl Lutz. Assim, quinta-feira será inaugurada uma placa comemorativa da acção dos diplomatas portugueses na fachada do prédio nº 5 da rua Ujpesti Rakpart, um edifício que fez parte da rede de "casas protegidas" da Legação Portuguesa, a representação diplomática nacional na capital húngara.
terça-feira, abril 12, 2011
“The Times” coloca Beja entre os 5 novos destinos para o próximo verão
A edição online da última sexta-feira do jornal britânico The Times coloca Beja como um dos 5 destinos internacionais de eleição para viajar no próximo Verão. O periódico destaca Beja entre locais como Buenos Aires (Argentina), Amman (Jordânia), Vilnius (Lituânia) e Puerto Rico.
O jornal sublinha como motivo de interesse a visita às aldeias caiadas de branco e as vilas “carregadas” de história.
O operador turístico britânico Sunvil Discovery inicia no dia 22 de Maio voos regulares entre o aeroporto de Beja e Heathrow, o principal aeroporto de Londres. A empresa vai assegurar dois voos semanais aos domingos até 9 de Outubro. O custo do voo é de 230 euros, ida e volta. A Sunvil Discovery promove o destino no seu site e refere que o aeroporto de Beja será inaugurado este mês.
O jornal sublinha como motivo de interesse a visita às aldeias caiadas de branco e as vilas “carregadas” de história.
O operador turístico britânico Sunvil Discovery inicia no dia 22 de Maio voos regulares entre o aeroporto de Beja e Heathrow, o principal aeroporto de Londres. A empresa vai assegurar dois voos semanais aos domingos até 9 de Outubro. O custo do voo é de 230 euros, ida e volta. A Sunvil Discovery promove o destino no seu site e refere que o aeroporto de Beja será inaugurado este mês.
TAP Cargo estima crescer 18% no Brasil este ano
O director da TAP Cargo, José Anjos, projectou um crescimento de 18% da empresa no Brasil para este ano, revelou hoje a transportadora em comunicado.
As declarações do responsável foram proferidas durante a edição da Intermodal, a principal feira de negócios dos sectores de logística, transporte de carga e de comércio internacional das Américas, que decorreu na passada semana, em São Paulo, no Brasil.
A partir de Junho, a rede TAP cresce dos actuais 67 para 74 destinos, em 34 países, repartidos por três continentes.
A TAP é a maior exportadora portuguesa e desempenha um papel fundamental nas relações comerciais entre Portugal e o Brasil, país para onde vai passar a operar, a partir de Junho, 74 frequências semanais para dez cidades.
"Em 2010, atingimos um equilíbrio perfeito na operação, ano em que transportámos 17 mil toneladas de Portugal para o Brasil e outras 17 mil do Brasil para Portugal", afirmou Pedro Mendes, director da TAP Cargo no Brasil.
As declarações do responsável foram proferidas durante a edição da Intermodal, a principal feira de negócios dos sectores de logística, transporte de carga e de comércio internacional das Américas, que decorreu na passada semana, em São Paulo, no Brasil.
A partir de Junho, a rede TAP cresce dos actuais 67 para 74 destinos, em 34 países, repartidos por três continentes.
A TAP é a maior exportadora portuguesa e desempenha um papel fundamental nas relações comerciais entre Portugal e o Brasil, país para onde vai passar a operar, a partir de Junho, 74 frequências semanais para dez cidades.
"Em 2010, atingimos um equilíbrio perfeito na operação, ano em que transportámos 17 mil toneladas de Portugal para o Brasil e outras 17 mil do Brasil para Portugal", afirmou Pedro Mendes, director da TAP Cargo no Brasil.
Empresas de Mobiliário deslocam-se a feira em Milão
As indústrias portuguesas da madeira e do mobiliário vendem lá fora a quase totalidade da produção, o equivalente a 1,5 mil milhões de volume de vendas que representam 12% das exportações nacionais.
Os números são da Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal (AIMMP) que leva 27 empresas a Milão, em Itália, para mostrar, entre hoje e domingo, na maior feira mundial do mobiliário, o que de melhor se faz em Portugal.
"The Best of Portugal" (O melhor de Portugal) é a assinatura com que se apresenta no ISaloni, o Salão Internacional do Móvel, onde a AIMMP leva há três anos empresas do sector sob a marca "Associative Design", criada para promover a qualidade e o design da fileira casa portuguesa nos mercados internacionais.
A estratégia é a organização de stands conjuntos, em que reúne as diferentes empresas, contrariando a corrente de exportar móveis de forma isolada e apostando em exportar todos os elementos que compõem o interior de uma casa.
Os números são da Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal (AIMMP) que leva 27 empresas a Milão, em Itália, para mostrar, entre hoje e domingo, na maior feira mundial do mobiliário, o que de melhor se faz em Portugal.
"The Best of Portugal" (O melhor de Portugal) é a assinatura com que se apresenta no ISaloni, o Salão Internacional do Móvel, onde a AIMMP leva há três anos empresas do sector sob a marca "Associative Design", criada para promover a qualidade e o design da fileira casa portuguesa nos mercados internacionais.
A estratégia é a organização de stands conjuntos, em que reúne as diferentes empresas, contrariando a corrente de exportar móveis de forma isolada e apostando em exportar todos os elementos que compõem o interior de uma casa.
Vinhos do Alentejo: Brasil, principal destino de exportação
O Brasil é atualmente o principal destino de exportação dos vinhos do Alentejo, sendo o mercado que registou o maior aumento de vendas em 2010, 48%, face ao ano anterior, foi hoje divulgado.
A presidente da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), Dora Simões, indicou que, "nos últimos seis anos, a exportação de vinhos do Alentejo para o Brasil aumentou quase 200% e em 2010 foi alcançado um crescimento de 48%".
"Este crescimento de vendas para o Brasil é uma prova da qualidade do vinho alentejano, do empenho de produtores e importadores e, porque não reconhecê-lo, de mais um reflexo do período de ascensão que a economia brasileira apresenta", considerou a presidente da CVRA.
A presidente da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), Dora Simões, indicou que, "nos últimos seis anos, a exportação de vinhos do Alentejo para o Brasil aumentou quase 200% e em 2010 foi alcançado um crescimento de 48%".
"Este crescimento de vendas para o Brasil é uma prova da qualidade do vinho alentejano, do empenho de produtores e importadores e, porque não reconhecê-lo, de mais um reflexo do período de ascensão que a economia brasileira apresenta", considerou a presidente da CVRA.
segunda-feira, abril 11, 2011
Imigração: Berlusconi ameaça UE com separação da Itália
Silvio Berlusconi exige solidariedade da União Europeia (UE) no acolhimento aos 23 mil tunisinos que chegaram nos últimos meses a Itália. E ameaça com a separação da comunidade europeia. França, Alemanha e mesmo a Comissão Europeia (CE) não concordam com os argumentos de Berlusconi.
Quando a Tunísia era governada pelo ditador Ben Ali e as fronteiras estavam encerradas, Berlusconi incitava a ida de tunisinos para Itália, lembra o El Pais. Mas a mesma crise económica e miséria social que levou à revolta contra Ben Ali leva agora os tunisinos a arriscarem tudo para virem para a Europa. Roma vai pedir hoje, durante a reunião dos ministros do Interior da UE, que estes reconheçam os vistos de residência temporários dados aos tunisinos, no âmbito da directiva aprovada depois do conflito no Kosovo.
Mas a CE diz que os argumentos da Itália "são falsos, porque a directiva não é vinculativa e limita-se a imigrantes que procuram protecção, quando Roma há meses que diz que são imigrantes económicos e que têm de ser repatriados". França e Alemanha argumentam que esta norma só é admissível se os extra-comunitários demonstrarem ter recursos económicos suficientes, alojamento e os papéis em ordem.
Sabendo que não irá convencer os seus pares europeus, Berlusconi lançou uma ameaça: "Se a UE não alcançar um acordo concreto sobre imigração, é melhor separar-se e voltamos cada um ao seu lugar." O Partido Democrático, da oposição, exigiu de imediato a demissão de Berlusconi. E a comissária europeia do Interior, Cecilia Malmström, lembra que na maioria os tunisinos são emigrantes económicos e não refugiados políticos, e que por isso podem ser repatriados rapidamente.
Quando a Tunísia era governada pelo ditador Ben Ali e as fronteiras estavam encerradas, Berlusconi incitava a ida de tunisinos para Itália, lembra o El Pais. Mas a mesma crise económica e miséria social que levou à revolta contra Ben Ali leva agora os tunisinos a arriscarem tudo para virem para a Europa. Roma vai pedir hoje, durante a reunião dos ministros do Interior da UE, que estes reconheçam os vistos de residência temporários dados aos tunisinos, no âmbito da directiva aprovada depois do conflito no Kosovo.
Mas a CE diz que os argumentos da Itália "são falsos, porque a directiva não é vinculativa e limita-se a imigrantes que procuram protecção, quando Roma há meses que diz que são imigrantes económicos e que têm de ser repatriados". França e Alemanha argumentam que esta norma só é admissível se os extra-comunitários demonstrarem ter recursos económicos suficientes, alojamento e os papéis em ordem.
Sabendo que não irá convencer os seus pares europeus, Berlusconi lançou uma ameaça: "Se a UE não alcançar um acordo concreto sobre imigração, é melhor separar-se e voltamos cada um ao seu lugar." O Partido Democrático, da oposição, exigiu de imediato a demissão de Berlusconi. E a comissária europeia do Interior, Cecilia Malmström, lembra que na maioria os tunisinos são emigrantes económicos e não refugiados políticos, e que por isso podem ser repatriados rapidamente.
Independência da Catalunha com 90% de votos favoráveis e com 18% de participação em Barcelona
Foi de 18,14% a participação no referendo sobre a independência da Catalunha de domingo promovido por “Barcelona Decideix”. Mais de 90% dos que votaram manifestaram a sua vontade de que as terras catalãs sejam no futuro independentes do resto de Espanha.
Sem vinculação legal, a consulta celebrada na capital da Catalunha foi o culminar de um processo de referendos iniciado em 13 de Setembro de 2009 promovidos pela Associação Omnium Cultural. Nas consultas realizadas em 531 municípios votaram 616 mil pessoas, maiores de 16 anos, incluindo os emigrantes que constavam dos censos municipais. A participação foi de 18,3%. No referendo de Barcelona podia-se votar desde 12 de Dezembro, solução pela qual optaram 37,4% dos eleitores.
Esta vaga de referendos revelou qual a força do movimento independentista catalão, que segundo vários estudos eleitorais não ultrapassa os 20%. Apesar das consultas não terem consequências e de ser permitido o voto de maiores de 16 anos e de emigrantes registados, a participação global num processo de ano e meio não chegou à fasquia admitida pelos analistas.
A principal consequência destas iniciativas foi sentida pelos partidos catalães. Entre os socialistas, que nos últimos sete anos estiveram à frente dos destinos da Generalitat – o Governo autónomo -, registaram-se divisões. Quando no poder, opuseram-se aos referendos mas, no domingo, em Barcelona, antigos responsáveis do Executivo regional votaram a favor da independência. Também no seio da Convergência e União (CiU), actualmente no poder, manifestaram-se divisões: nove dos 11 conselheiros do Governo votaram favoravelmente e dois não foram às urnas. Artur Mas, o “president” da Generalitat, tal como o seu antecessor no cargo, o nacionalista Jordi Pujol, votaram anteriormente e na intimidade, sem fotos.
As contradições vão aumentar no campo nacionalista. Amanhã, quarta-feira, a CiU vai-se abster na votação da declaração de independência promovida por Solidaritat Catalana pela Independência (SI), o partido fundado e já abandonado pelo ex-presidente do Futebol Clube Barcelona, Joan Laporta.
A pergunta a que responderam os votantes foi: "Concorda que a Catalunha se deva tornar num país soberano, democrático, membro da União Europeia?".
Sem vinculação legal, a consulta celebrada na capital da Catalunha foi o culminar de um processo de referendos iniciado em 13 de Setembro de 2009 promovidos pela Associação Omnium Cultural. Nas consultas realizadas em 531 municípios votaram 616 mil pessoas, maiores de 16 anos, incluindo os emigrantes que constavam dos censos municipais. A participação foi de 18,3%. No referendo de Barcelona podia-se votar desde 12 de Dezembro, solução pela qual optaram 37,4% dos eleitores.
Esta vaga de referendos revelou qual a força do movimento independentista catalão, que segundo vários estudos eleitorais não ultrapassa os 20%. Apesar das consultas não terem consequências e de ser permitido o voto de maiores de 16 anos e de emigrantes registados, a participação global num processo de ano e meio não chegou à fasquia admitida pelos analistas.
A principal consequência destas iniciativas foi sentida pelos partidos catalães. Entre os socialistas, que nos últimos sete anos estiveram à frente dos destinos da Generalitat – o Governo autónomo -, registaram-se divisões. Quando no poder, opuseram-se aos referendos mas, no domingo, em Barcelona, antigos responsáveis do Executivo regional votaram a favor da independência. Também no seio da Convergência e União (CiU), actualmente no poder, manifestaram-se divisões: nove dos 11 conselheiros do Governo votaram favoravelmente e dois não foram às urnas. Artur Mas, o “president” da Generalitat, tal como o seu antecessor no cargo, o nacionalista Jordi Pujol, votaram anteriormente e na intimidade, sem fotos.
As contradições vão aumentar no campo nacionalista. Amanhã, quarta-feira, a CiU vai-se abster na votação da declaração de independência promovida por Solidaritat Catalana pela Independência (SI), o partido fundado e já abandonado pelo ex-presidente do Futebol Clube Barcelona, Joan Laporta.
A pergunta a que responderam os votantes foi: "Concorda que a Catalunha se deva tornar num país soberano, democrático, membro da União Europeia?".
quarta-feira, abril 06, 2011
Gregos adoptam reforma administrativa draconiana a partir de Janeiro de 2011
O ambicioso plano de reforma administrativa 'Kallikratis', anunciado há um ano pelo Governo da Grécia começa a ser aplicado na íntegra em Janeiro, alterando de forma radical o mapa regional do país e sem escapar à crítica das oposições.
O projecto impõe profundas alterações, em que sobressaem a supressão dos departamentos (prefeituras) e a fusão dos municípios de acordo com o número de habitantes. Assim, o antigo sistema administrativo do território que incluía 13 regiões, 54 prefeituras e 1034 municípios é substituído por sete administrações gerais e ainda por 13 periferias e 325 municípios.
Enquanto as novas administrações gerais possuem um estatuto semelhante ao que vigora nos 18 distritos de Portugal (vão ser dirigidas por um "secretário-geral", espécie de 'governador civil', designado directamente pelo Governo), as duas últimas estruturas regionais serão eleitas pelas populações e geridas de forma autónoma, num sistema de 'auto-governo'.
Cerca de 6.000 organismos municipais e entidades serão também reduzidos para 2.000, enquanto os responsáveis locais, incluindo os presidentes de câmara, passam a ser eleitos por um período de cinco anos.
As eleições municipais e regionais de Novembro, que registaram uma taxa de abstenção de 39%, já obedeceram à nova arquitectura administrativa.
O Estado central argumenta que a reforma reforça o poder local pelo facto de as regiões se tornarem em colectividades territoriais que beneficiarão de autonomia administrativa, enquanto as municipalidades se reagrupam e tornam mais fortes.
O 'Kallikratis' deverá permitir poupar cerca de dois mil milhões de euros, enquanto a fusão de diversas estruturas locais implicará inevitavelmente novos despedimentos.
A aprovação deste plano de reestruturação municipal suscitou protestos imediatos em diversas regiões da Grécia, que se consideram discriminadas. O partido Nova Democracia (ND, conservador e principal força da oposição) aproveitou a ocasião e apelou aos seus autarcas para mobilizarem as populações contra a aplicação do projecto.
Em paralelo, os partidos mais à esquerda denunciaram a abolição das prefeituras, um dos níveis do governo local, e consideram que o 'Kallikratis' se insere num conjunto de medidas mais amplas para a "privatização extrema" e que vai implicar o agravamento das condições de vida e trabalho das populações.
A vasta reforma territorial da Grécia foi iniciada pelo anterior governo conservador e já previa a supressão dos departamentos. A ND foi afastada do poder após as eleições legislativas antecipadas de Outubro de 2009 e que garantiram ao PASOK maioria absoluta.
O projecto impõe profundas alterações, em que sobressaem a supressão dos departamentos (prefeituras) e a fusão dos municípios de acordo com o número de habitantes. Assim, o antigo sistema administrativo do território que incluía 13 regiões, 54 prefeituras e 1034 municípios é substituído por sete administrações gerais e ainda por 13 periferias e 325 municípios.
Enquanto as novas administrações gerais possuem um estatuto semelhante ao que vigora nos 18 distritos de Portugal (vão ser dirigidas por um "secretário-geral", espécie de 'governador civil', designado directamente pelo Governo), as duas últimas estruturas regionais serão eleitas pelas populações e geridas de forma autónoma, num sistema de 'auto-governo'.
Cerca de 6.000 organismos municipais e entidades serão também reduzidos para 2.000, enquanto os responsáveis locais, incluindo os presidentes de câmara, passam a ser eleitos por um período de cinco anos.
As eleições municipais e regionais de Novembro, que registaram uma taxa de abstenção de 39%, já obedeceram à nova arquitectura administrativa.
O Estado central argumenta que a reforma reforça o poder local pelo facto de as regiões se tornarem em colectividades territoriais que beneficiarão de autonomia administrativa, enquanto as municipalidades se reagrupam e tornam mais fortes.
O 'Kallikratis' deverá permitir poupar cerca de dois mil milhões de euros, enquanto a fusão de diversas estruturas locais implicará inevitavelmente novos despedimentos.
A aprovação deste plano de reestruturação municipal suscitou protestos imediatos em diversas regiões da Grécia, que se consideram discriminadas. O partido Nova Democracia (ND, conservador e principal força da oposição) aproveitou a ocasião e apelou aos seus autarcas para mobilizarem as populações contra a aplicação do projecto.
Em paralelo, os partidos mais à esquerda denunciaram a abolição das prefeituras, um dos níveis do governo local, e consideram que o 'Kallikratis' se insere num conjunto de medidas mais amplas para a "privatização extrema" e que vai implicar o agravamento das condições de vida e trabalho das populações.
A vasta reforma territorial da Grécia foi iniciada pelo anterior governo conservador e já previa a supressão dos departamentos. A ND foi afastada do poder após as eleições legislativas antecipadas de Outubro de 2009 e que garantiram ao PASOK maioria absoluta.
terça-feira, abril 05, 2011
Saramago é reivindicado como espanhol
Cerca de 26,5% dos portugueses e 21,5% dos espanhóis considera que José Saramago é espanhol, sendo que os espanhóis dão nota mais favorável à sua obra que os portugueses, segundo um estudo divulgado esta terça-feira.
Os dados foram recolhidos na 3.ª edição do Barómetro de Opinião Hispano-Luso (BOHL), um projecto luso-espanhol que ouviu cidadãos dos dois países e analisou vários componentes do relacionamento ibérico. Este ano os responsáveis pelo estudo incluíram perguntas sobre José Saramago.
No caso do escritor português, o número de leitores da sua obra é maior em Portugal (35%) do que em Espanha (26,8%) mas, numa escala de zero a dez, os espanhóis dão melhor nota (8,44) do que os portugueses (8,14) a essa obra.
A confusão é muito maior no caso da nacionalidade do Nobel da Literatura.
Só 34,9 % dos portugueses considera que Saramago é português, sendo que 26,5% o considera espanhol e 16,9% que tem as duas nacionalidades. Cerca de 21,8% não sabe.
No caso dos espanhóis, a maioria (41,1%) não sabe, mas 21,5% considera que é espanhol, contra 19,3 por cento que considera que tem as duas nacionalidades e 18,1 que diz que é português.
O estudo foi realizado por Mariano Fernández Enguita (Universidade Complutense de Madrid) e por Salvador Santiuste Cué (CASUS, Universidade de Salamanca), tendo o apoio de Fernando Luís Machado e António Firmino da Costa, do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL) em Lisboa teve o apoio do CIES-IUL.
No total foram inquiridas telefonicamente 1.741 pessoas, com mais de 16 anos de idade - 893 espanhóis e 848 portugueses - com uma amostragem aleatória estratificada por províncias (em Espanha) e distritos (Portugal).
Os dados foram recolhidos na 3.ª edição do Barómetro de Opinião Hispano-Luso (BOHL), um projecto luso-espanhol que ouviu cidadãos dos dois países e analisou vários componentes do relacionamento ibérico. Este ano os responsáveis pelo estudo incluíram perguntas sobre José Saramago.
No caso do escritor português, o número de leitores da sua obra é maior em Portugal (35%) do que em Espanha (26,8%) mas, numa escala de zero a dez, os espanhóis dão melhor nota (8,44) do que os portugueses (8,14) a essa obra.
A confusão é muito maior no caso da nacionalidade do Nobel da Literatura.
Só 34,9 % dos portugueses considera que Saramago é português, sendo que 26,5% o considera espanhol e 16,9% que tem as duas nacionalidades. Cerca de 21,8% não sabe.
No caso dos espanhóis, a maioria (41,1%) não sabe, mas 21,5% considera que é espanhol, contra 19,3 por cento que considera que tem as duas nacionalidades e 18,1 que diz que é português.
O estudo foi realizado por Mariano Fernández Enguita (Universidade Complutense de Madrid) e por Salvador Santiuste Cué (CASUS, Universidade de Salamanca), tendo o apoio de Fernando Luís Machado e António Firmino da Costa, do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL) em Lisboa teve o apoio do CIES-IUL.
No total foram inquiridas telefonicamente 1.741 pessoas, com mais de 16 anos de idade - 893 espanhóis e 848 portugueses - com uma amostragem aleatória estratificada por províncias (em Espanha) e distritos (Portugal).
46% dos portugueses e 39% dos espanhóis querem união ibérica
O número de portugueses e de espanhóis que defendem a união federativa entre Portugal e Espanha aumentou em 2010, para 46 e 39% respectivamente, segundo um estudo luso-espanhol esta terça-feira divulgado.
O apoio a essa união é maior no caso dos portugueses (46,1% que "concordam" ou "concordam totalmente" com essa ideia) do que no caso dos espanhóis (39,8%), mas essa percentagem aumentou nos dois casos, respectivamente de 45,6 e de 31%.
Já no que toca aos modelos de integração, a maioria dá notas mais favoráveis (de 0 a 10) a estreitar laços com acordos ou alianças estáveis, sendo que a opção de formação de um estado confederal, como a Suíça, merece nota positiva dos dois lados da fronteira.
O estudo foi realizado por Mariano Fernández Enguita (Universidade Complutense de Madrid) e por Salvador Santiuste Cué (CASUS, Universidade de Salamanca), tendo o apoio de Fernando Luís Machado e António Firmino da Costa do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL) em Lisboa. No total, foram inquiridas telefonicamente 1741 pessoas, com mais de 16 anos de idade - 893 espanhóis e 848 portugueses - com uma amostragem aleatória estratificada por províncias (em Espanha) e distritos (Portugal).
Segundo estudo, a grande maioria dos portugueses (71,4%) e dos espanhóis (75%) considera que as relações entre os dois países são boas ou muito boas, com a maioria a considerar que melhoraram ou se mantiveram iguais nos últimos anos.
São mais os espanhóis (5,5%) do que os portugueses (3,2%) a considerarem que os laços bilaterais pioraram. No que toca às propostas para fortalecer a cooperação, o estudo consultou os inquiridos sobre aspectos como a homogeneização do sistema fiscal, uso de serviços e equipamentos transfronteiriços, candidaturas conjuntas a eventos internacionais ou maior colaboração judicial, policial e militar.
Os portugueses favorecem maioritariamente todas as opções, sendo que no caso dos espanhóis a única excepção é a de harmonização fiscal, que 44,1% dizem não querer.
No que toca à língua, tanto os espanhóis como os portugueses estão de acordo que as línguas do outro país sejam opcionais no ensino primário e secundário.
Porém, uma maioria dos portugueses (51,4%) contra uma minoria dos espanhóis (19,7%) defende que deveria ser obrigatória.
O estudo evidencia ainda que os espanhóis mostram menos interesse pelos assuntos de Portugal do que o contrário, sendo que a maioria dos portugueses declara algum ou muito interesse pelos assuntos espanhóis e um quarto dos espanhóis mostra "nenhum interesse" pelos assuntos portugueses.
Dos dois lados da fronteira reconhece-se, porém, a necessidade de aumentar a educação sobre o país vizinho nas escolas do país. Evidente é também o facto de 35% dos espanhóis não terem mantido qualquer tipo de relação com portugueses, quando apenas 16% dos portugueses dizem não ter mantido qualquer tipo de relação com portugueses.
A maioria, no caso dos que já tiveram contactos do outro lado da fronteira, considera esse relacionamento positivo ou muito positivo. No caso de mudar de país, tanto a maioria dos espanhóis como dos portugueses ponderaria essa hipótese por questões laborais ou na reforma, sendo que nos dois casos a opção positiva é mais elevada entre os portugueses.
[A asneira é livre...]
O apoio a essa união é maior no caso dos portugueses (46,1% que "concordam" ou "concordam totalmente" com essa ideia) do que no caso dos espanhóis (39,8%), mas essa percentagem aumentou nos dois casos, respectivamente de 45,6 e de 31%.
Já no que toca aos modelos de integração, a maioria dá notas mais favoráveis (de 0 a 10) a estreitar laços com acordos ou alianças estáveis, sendo que a opção de formação de um estado confederal, como a Suíça, merece nota positiva dos dois lados da fronteira.
O estudo foi realizado por Mariano Fernández Enguita (Universidade Complutense de Madrid) e por Salvador Santiuste Cué (CASUS, Universidade de Salamanca), tendo o apoio de Fernando Luís Machado e António Firmino da Costa do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL) em Lisboa. No total, foram inquiridas telefonicamente 1741 pessoas, com mais de 16 anos de idade - 893 espanhóis e 848 portugueses - com uma amostragem aleatória estratificada por províncias (em Espanha) e distritos (Portugal).
Segundo estudo, a grande maioria dos portugueses (71,4%) e dos espanhóis (75%) considera que as relações entre os dois países são boas ou muito boas, com a maioria a considerar que melhoraram ou se mantiveram iguais nos últimos anos.
São mais os espanhóis (5,5%) do que os portugueses (3,2%) a considerarem que os laços bilaterais pioraram. No que toca às propostas para fortalecer a cooperação, o estudo consultou os inquiridos sobre aspectos como a homogeneização do sistema fiscal, uso de serviços e equipamentos transfronteiriços, candidaturas conjuntas a eventos internacionais ou maior colaboração judicial, policial e militar.
Os portugueses favorecem maioritariamente todas as opções, sendo que no caso dos espanhóis a única excepção é a de harmonização fiscal, que 44,1% dizem não querer.
No que toca à língua, tanto os espanhóis como os portugueses estão de acordo que as línguas do outro país sejam opcionais no ensino primário e secundário.
Porém, uma maioria dos portugueses (51,4%) contra uma minoria dos espanhóis (19,7%) defende que deveria ser obrigatória.
O estudo evidencia ainda que os espanhóis mostram menos interesse pelos assuntos de Portugal do que o contrário, sendo que a maioria dos portugueses declara algum ou muito interesse pelos assuntos espanhóis e um quarto dos espanhóis mostra "nenhum interesse" pelos assuntos portugueses.
Dos dois lados da fronteira reconhece-se, porém, a necessidade de aumentar a educação sobre o país vizinho nas escolas do país. Evidente é também o facto de 35% dos espanhóis não terem mantido qualquer tipo de relação com portugueses, quando apenas 16% dos portugueses dizem não ter mantido qualquer tipo de relação com portugueses.
A maioria, no caso dos que já tiveram contactos do outro lado da fronteira, considera esse relacionamento positivo ou muito positivo. No caso de mudar de país, tanto a maioria dos espanhóis como dos portugueses ponderaria essa hipótese por questões laborais ou na reforma, sendo que nos dois casos a opção positiva é mais elevada entre os portugueses.
[A asneira é livre...]
Financial Times: "Receios de uma década perdida provocam luta eleitoral brutal"
O jornal britânico faz hoje manchete com Portugal, onde destaca as preocupações crescentes face a um incumprimento da dívida e sublinha que cada vez menos pessoas acreditam que o País vai evitar a ajuda externa, "com a notável excepção de José Sócrates".
O jornal assinala a forte subida dos juros da dívida – que esta manhã superaram os 10% na maturidade a cinco anos – e a crise política que o País vive desde o chumbo do PEC IV na Assembleia da República no passado dia 23 de Março.
"Portugal precisa de um resgate internacional. Isso é certo. Poderá ter que reestruturar a sua dívida, o que poderá afectar outros países", afirma o analista Marc Chandler, analista da Brown Brothers Harriman, citado pelo diário britânico.
Mesmo em Portugal, prossegue o Financial Times, cada vez menos políticos, com a notável excepção de José Sócrates e do seu Governo, acreditam que Portugal vai escapar a um resgate internacional.
Em entrevista concedida ontem à RTP, o primeiro-ministro deu três razões para justificar que se evite o pedido de ajuda externo: reputação do País, medidas de austeridade mais severas e o facto de Portugal ficar afastado dos mercados de financiamento.
"Há um ano que luto incansavelmente para defender Portugal. As coisas estão muito mais difíceis. Ao longo destas semanas [desde o chumbo do PEC IV] verificámos o que aconteceu", nomeadamente em relação ao "rating" e aos juros que estão a cobrar a Portugal, mas "continuarei a fazer o meu melhor para que Portugal possa escapar a esse cenário", reiterou o José Sócrates.
O Financial Times recorda que amanhã o País vai emitir dívida de curto prazo no valor de dois mil milhões de euros mas sublinha que a grande dificuldade financeira está reservada para Junho, quando Portugal precisa de sete mil milhões de euros para pagar reembolsos e juros da dívida.
O colapso do Governo poderá atrasar o pedido de ajuda para além de 5 de Junho", escreve o jornal britânico. "As autoridades europeias acreditam que Portugal pode chegar a Junho sem um resgate internacional mas este tema vai ser debatido na próxima sexta-feira pelos ministros das Finanças", recorda o Financial Times.
Década perdida?
Numa análise à crise política que se vive em Portugal, na sequência do chumbo do PEC IV, o Financial Times começa por escrever que o Partido Social-Democrata ainda não foi capaz de apresentar as medidas necessárias para combater a crise económica do País.
"Pedro Passos Coelho, líder do PSD, rejeitou apresentar as suas medidas em detalhe, afirmado que a verdade sobre as contas públicas só é conhecida pelo Governo", refere o jornal.
"A principal questão é saber se Portugal consegue evitar outra 'década perdida' de baixo crescimento", disse Emilie Gay, economista na Capital Economics.
O jornal assinala a forte subida dos juros da dívida – que esta manhã superaram os 10% na maturidade a cinco anos – e a crise política que o País vive desde o chumbo do PEC IV na Assembleia da República no passado dia 23 de Março.
"Portugal precisa de um resgate internacional. Isso é certo. Poderá ter que reestruturar a sua dívida, o que poderá afectar outros países", afirma o analista Marc Chandler, analista da Brown Brothers Harriman, citado pelo diário britânico.
Mesmo em Portugal, prossegue o Financial Times, cada vez menos políticos, com a notável excepção de José Sócrates e do seu Governo, acreditam que Portugal vai escapar a um resgate internacional.
Em entrevista concedida ontem à RTP, o primeiro-ministro deu três razões para justificar que se evite o pedido de ajuda externo: reputação do País, medidas de austeridade mais severas e o facto de Portugal ficar afastado dos mercados de financiamento.
"Há um ano que luto incansavelmente para defender Portugal. As coisas estão muito mais difíceis. Ao longo destas semanas [desde o chumbo do PEC IV] verificámos o que aconteceu", nomeadamente em relação ao "rating" e aos juros que estão a cobrar a Portugal, mas "continuarei a fazer o meu melhor para que Portugal possa escapar a esse cenário", reiterou o José Sócrates.
O Financial Times recorda que amanhã o País vai emitir dívida de curto prazo no valor de dois mil milhões de euros mas sublinha que a grande dificuldade financeira está reservada para Junho, quando Portugal precisa de sete mil milhões de euros para pagar reembolsos e juros da dívida.
O colapso do Governo poderá atrasar o pedido de ajuda para além de 5 de Junho", escreve o jornal britânico. "As autoridades europeias acreditam que Portugal pode chegar a Junho sem um resgate internacional mas este tema vai ser debatido na próxima sexta-feira pelos ministros das Finanças", recorda o Financial Times.
Década perdida?
Numa análise à crise política que se vive em Portugal, na sequência do chumbo do PEC IV, o Financial Times começa por escrever que o Partido Social-Democrata ainda não foi capaz de apresentar as medidas necessárias para combater a crise económica do País.
"Pedro Passos Coelho, líder do PSD, rejeitou apresentar as suas medidas em detalhe, afirmado que a verdade sobre as contas públicas só é conhecida pelo Governo", refere o jornal.
"A principal questão é saber se Portugal consegue evitar outra 'década perdida' de baixo crescimento", disse Emilie Gay, economista na Capital Economics.
segunda-feira, abril 04, 2011
Lisboa é um dos dez melhores destinos de turismo de negócios da "Great Hotels of the World"
A capital portuguesa foi incluída na lista dos dez melhores destinos de turismo de negócios de 2011 da cadeia "Great Hotels of the World", anunciou hoje o Turismo de Lisboa.Segundo um comunicado, a cadeia internacional de hotéis e resorts de luxo destaca "o crescimento da reputação de Lisboa nesta área de negócio", tendo em conta os "eventos de elevado perfil que acolheu nos últimos anos".
A localização da cidade, as infra-estruturas disponibilizadas, a relação qualidade/preço e o clima ameno são outras das mais-valias apontadas.
O turismo de negócios é precisamente um dos produtos turísticos estratégicos de Lisboa e representa mais de 40% das receitas do sector na capital, tendo motivado nos últimos anos várias referências internacionais a Lisboa.
Lisboa é responsável por 21% do PIB atribuído à Economia do Turismo nacional e por 22% das dormidas na hotelaria nacional, com 29% das receitas deste sector.
O total de receitas globais geradas na Área Metropolitana de Lisboa pelo turismo ultrapassa os 492 milhões de euros.No top dez de destinos de negócios de 2011 da "Great Hotels of the World", em cuja rede os hotéis ingressam apenas por convite, estão também a Croácia, África do Sul, Índia, Montenegro, Turquia, Grécia, Islândia, Sardenha (Itália) e Seul (Coreia do Sul).
Galão e bifanas na rua principal da América portuguesa
Miguel Almeida chegou aos Estados Unidas há 36 anos e há 20 abriu o Miguel's Place, em New Bedford, no Massachusetts.
A receira para o sucesso é simples: galão e bifanas a que se juntam o café Delta e o sumol. Tudo isto e muita hospitalidade garantem clientes satisfeitos neste recanto luso-americano onde não faltam os galos de Barcelos e as fotografias de Portugal nas paredes amarelas.
A receira para o sucesso é simples: galão e bifanas a que se juntam o café Delta e o sumol. Tudo isto e muita hospitalidade garantem clientes satisfeitos neste recanto luso-americano onde não faltam os galos de Barcelos e as fotografias de Portugal nas paredes amarelas.
quarta-feira, março 30, 2011
Israel quer construir ilha para se "livrar" de Gaza
Israel está a estudar a construção de uma ilha ao largo da Faixa de Gaza, com porto e aeroporto destinados aos palestinianos, revelou hoje a segunda cadeia televisiva privada israelita, noticia a AFP.
O projecto, desenvolvido desde há três meses pelo ministro israelita dos Transportes, Yaakov Katz, com o apoio do chefe do governo, Benjamin Netanyahu, prevê a construção de uma ilha artificial com quatro quilómetros de comprimento por dois de largura.
Esta ilha acolheria também uma zona turística, uma marina, hotéis e uma unidade de dessalinização de água do mar.
Seria ligada a terra firme, na Faixa de Gaza, através de uma ponte com quatro quilómetros de comprimento.
O custo está estimado entre cinco mil milhões e dez mil milhões de dólares (3,5 mil milhões e 7,0 mil milhões de euros), conforme as opções escolhidas, e os trabalhos deverão durar entre seis a 10 anos, acrescentou a televisão.
Os responsáveis do projeto, que ainda precisam do apoio oficial e final de Benjamin Netanyahu, entendem que a ilha deveria ser gerida pela Autoridade Palestiniana, de Mahmud Abbas.
Submetida a um estrito embargo marítimo por Israel, a Faixa de Gaza, um território estreito de areia, que está entre as zonas mais pobres do mundo, é controlada desde junho de 2007 pelo movimento islamista Hamas.
Segundo o projeto israelita, os controlos de segurança de pessoas, mas também das mercadorias, seriam assegurados por uma "força internacional", que poderia incluir representantes da NATO, tanto na ilha, como na ponte, "para evitar tráficos".
Ainda segundo a televisão, este projeto, que já recebeu o "apoio entusiástico" do presidente Shimon Peres, permitiria a Israel desembaraçar-se "definitivamente da Faixa de Gaza", ao abandonar a tutela das trocas comerciais do território, enquanto mantinha o bloqueio marítimo, para impedir o contrabando de armas.
[A criatividade sionista é sempre deliciosa...]
O projecto, desenvolvido desde há três meses pelo ministro israelita dos Transportes, Yaakov Katz, com o apoio do chefe do governo, Benjamin Netanyahu, prevê a construção de uma ilha artificial com quatro quilómetros de comprimento por dois de largura.
Esta ilha acolheria também uma zona turística, uma marina, hotéis e uma unidade de dessalinização de água do mar.
Seria ligada a terra firme, na Faixa de Gaza, através de uma ponte com quatro quilómetros de comprimento.
O custo está estimado entre cinco mil milhões e dez mil milhões de dólares (3,5 mil milhões e 7,0 mil milhões de euros), conforme as opções escolhidas, e os trabalhos deverão durar entre seis a 10 anos, acrescentou a televisão.
Os responsáveis do projeto, que ainda precisam do apoio oficial e final de Benjamin Netanyahu, entendem que a ilha deveria ser gerida pela Autoridade Palestiniana, de Mahmud Abbas.
Submetida a um estrito embargo marítimo por Israel, a Faixa de Gaza, um território estreito de areia, que está entre as zonas mais pobres do mundo, é controlada desde junho de 2007 pelo movimento islamista Hamas.
Segundo o projeto israelita, os controlos de segurança de pessoas, mas também das mercadorias, seriam assegurados por uma "força internacional", que poderia incluir representantes da NATO, tanto na ilha, como na ponte, "para evitar tráficos".
Ainda segundo a televisão, este projeto, que já recebeu o "apoio entusiástico" do presidente Shimon Peres, permitiria a Israel desembaraçar-se "definitivamente da Faixa de Gaza", ao abandonar a tutela das trocas comerciais do território, enquanto mantinha o bloqueio marítimo, para impedir o contrabando de armas.
[A criatividade sionista é sempre deliciosa...]
Mobi.e vai ser exportado para Xangai
O coordenador do projecto Mobi.e, João Dias, revelou hoje que "o Mobi.e foi o parceiro escolhido para montar o projecto de mobilidade eléctrica em Xangai", na sequência de um "grande interesse a nível internacional" que o projecto português tem despertado.
Dias, que falava na conferência do Jornal de Negócios sobre Mobilidade eléctrica, em Lisboa, explicou ainda que “há contactos com outros países” para a replicação do Mobi.e lá fora, mas não revelou para já quais os mercados.
“Temos boas razões para crer que muitos outros contratos de internacionalização poderão ser fechados”, comentou.
O mesmo responsável sublinhou ser importante que haja uma adesão maior do lado da procura a nível nacional, nomeadamente por parte das empresas, e indicou que estão a ser desenvolvidos contactos com outros municípios além dos 25 que integram o projecto Mobi.e desde o ano passado.
O coordenador do programa nacional de mobilidade eléctrica acredita que “Portugal pode retirar grandes proveitos em termos económicos desta tendência” e que há “todas as condições” para que a dinâmica da mobilidade eléctrica se acentue.
Dias, que falava na conferência do Jornal de Negócios sobre Mobilidade eléctrica, em Lisboa, explicou ainda que “há contactos com outros países” para a replicação do Mobi.e lá fora, mas não revelou para já quais os mercados.
“Temos boas razões para crer que muitos outros contratos de internacionalização poderão ser fechados”, comentou.
O mesmo responsável sublinhou ser importante que haja uma adesão maior do lado da procura a nível nacional, nomeadamente por parte das empresas, e indicou que estão a ser desenvolvidos contactos com outros municípios além dos 25 que integram o projecto Mobi.e desde o ano passado.
O coordenador do programa nacional de mobilidade eléctrica acredita que “Portugal pode retirar grandes proveitos em termos económicos desta tendência” e que há “todas as condições” para que a dinâmica da mobilidade eléctrica se acentue.
terça-feira, março 29, 2011
Parlamento falha comemoração do 25 de Abril
O primeiro-ministro José Sócrates já não voltará à Assembleia da República para o debate quinzenal que estava inicialmente agendada para sexta-feira. Os trabalhos parlamentares estão também dependentes do dia em que Cavaco Silva dissolver o Parlamento.
No final da conferência de líderes realizada esta tarde, a porta voz, Celeste Correia, indicou que dada a dissolução parlamentar que se advinha, devido à crise política, este ano não haverá a tradicional comemoração do 25 de Abril no plenário da Assembleia da República, pelo que, o discurso do Presidente da República no aniversário da revolução do cravos terá de ocorrer noutro local.
A decisão sobre a maior parte dos agendamentos possíveis das iniciativas no Parlamento fica pendente do Conselho de Estado convocado para Belém na quinta fera à tarde.
Após essa reunião, a conferência de líderes, que reúne os líderes parlamentares e o presidente da Assembleia da República, volta a reunir para, já conhecida a decisão do presidente sobre a data das eleições, saber quando se realiza a ultima sessão plenária.
Para amanhã, está confirmada a discussão e votação dos projectos do PSD para revogar o decreto do Governo que aumento o valor dos ajustes directos (amanhã à tarde) e um projecto de resolução do Bloco de Esquerda sobre a precariedade.
[Mais um fait-divers à portuguesa... A principal data deste regime não é comemorada no preciso ano em que ele mais está posto em causa! Mas terá o Parlamento tempo para assinalar o 25 de Novembro?]
No final da conferência de líderes realizada esta tarde, a porta voz, Celeste Correia, indicou que dada a dissolução parlamentar que se advinha, devido à crise política, este ano não haverá a tradicional comemoração do 25 de Abril no plenário da Assembleia da República, pelo que, o discurso do Presidente da República no aniversário da revolução do cravos terá de ocorrer noutro local.
A decisão sobre a maior parte dos agendamentos possíveis das iniciativas no Parlamento fica pendente do Conselho de Estado convocado para Belém na quinta fera à tarde.
Após essa reunião, a conferência de líderes, que reúne os líderes parlamentares e o presidente da Assembleia da República, volta a reunir para, já conhecida a decisão do presidente sobre a data das eleições, saber quando se realiza a ultima sessão plenária.
Para amanhã, está confirmada a discussão e votação dos projectos do PSD para revogar o decreto do Governo que aumento o valor dos ajustes directos (amanhã à tarde) e um projecto de resolução do Bloco de Esquerda sobre a precariedade.
[Mais um fait-divers à portuguesa... A principal data deste regime não é comemorada no preciso ano em que ele mais está posto em causa! Mas terá o Parlamento tempo para assinalar o 25 de Novembro?]
Macau: ANA confirma que sairá da gestão do Aeroporto e Autoridade Monetária compra mais dívida portuguesa
O presidente da ANA - Aeroportos de Portugal, Guilhermino Rodrigues, disse hoje que a Companhia do Aeroporto (CAM) de Macau quer “iniciar um processo de negociação comercial, mas não tendo em vista a renegociação do contrato de gestão”.
Antes, uma fonte ligada ao processo, tinha dito que a CAM informara a ADA - Administração de Aeroportos, participada da ANA, que não vai renovar o contrato de concessão da gestão do aeroporto de Macau que termina em setembro deste ano.
“Estranhamos esta informação dada pela CAM, na medida em que das reuniões que tivemos em março, em Macau, tanto com a CAM como com o Secretário das Obras Públicas, o nosso entendimento era que seria aberto um processo de renegociação do contrato”, afirmou o presidente da ANA.
Entretanto, Autoridade Monetária de Macau (AMM) comprou mais dívida portuguesa, disse hoje o presidente do organismo, Anselmo Teng, que não exclui novas aquisições.
"Adquirimos este ano alguns (títulos da dívida portuguesa) em diferentes parcelas e através de leilões públicos. A última aquisição ocorreu muito recentemente, antes da demissão do primeiro-ministro", José Sócrates, disse o responsável à margem de uma receção da AMM, sem querer avançar com os montantes envolvidos na operação.
Teng deixou em aberto a possibilidade de a AMM voltar a adquirir novas obrigações portuguesas ao salientar que se a "oportunidade for boa, o organismo voltará a ponderar comprar mais".
O mesmo responsável acrescentou que “todas as partes a todos os níveis reconhecem que o modelo de gestão do aeroporto com base na ADA correspondia também, sob o ponto de vista político, à manutenção de uma cooperação entre os Governos de Macau, Portugal e China”, pretendido por Pequim.
Antes, uma fonte ligada ao processo, tinha dito que a CAM informara a ADA - Administração de Aeroportos, participada da ANA, que não vai renovar o contrato de concessão da gestão do aeroporto de Macau que termina em setembro deste ano.
“Estranhamos esta informação dada pela CAM, na medida em que das reuniões que tivemos em março, em Macau, tanto com a CAM como com o Secretário das Obras Públicas, o nosso entendimento era que seria aberto um processo de renegociação do contrato”, afirmou o presidente da ANA.
Entretanto, Autoridade Monetária de Macau (AMM) comprou mais dívida portuguesa, disse hoje o presidente do organismo, Anselmo Teng, que não exclui novas aquisições.
"Adquirimos este ano alguns (títulos da dívida portuguesa) em diferentes parcelas e através de leilões públicos. A última aquisição ocorreu muito recentemente, antes da demissão do primeiro-ministro", José Sócrates, disse o responsável à margem de uma receção da AMM, sem querer avançar com os montantes envolvidos na operação.
Teng deixou em aberto a possibilidade de a AMM voltar a adquirir novas obrigações portuguesas ao salientar que se a "oportunidade for boa, o organismo voltará a ponderar comprar mais".
O mesmo responsável acrescentou que “todas as partes a todos os níveis reconhecem que o modelo de gestão do aeroporto com base na ADA correspondia também, sob o ponto de vista político, à manutenção de uma cooperação entre os Governos de Macau, Portugal e China”, pretendido por Pequim.
Portugal: Tribunal de Contas não conseguiu apurar número de fundações
"Não é possível identificar com rigor, o universo fundacional relativo às fundações de direito privado, em virtude de as bases de dados existentes, estabelecidas pelas entidades com responsabilidades diversas neste universo, não serem, em geral, completas e fiáveis”. Esta é a principal conclusão de uma auditoria que o Tribunal de Contas (TC) realizou em 2010 para tentar identificar o número de fundações existentes em Portugal, em particular as de direito privado.
O TC recomenda ao ministro da Presidência que aprove um novo regime para as fundações.
Mas “o resultado obtido é ilustrativo da situação confusa que ocorre no universo fundacional, fruto, quer de legislação incompleta, quer da inércia de algumas entidades com responsabilidades no sector”, lê-se no relatório que o TC acaba de divulgar.
A auditoria do Tribunal confirmou que “a base de dados do Instituto dos Registos e Notariado (IRN)/Registo Nacional de Pessoas Colectivas (RNPC) que, nos termos legais, deveria ser universal, não é, uma vez, que pelo menos, não inclui a totalidade das fundações registadas na Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros (SGPCM), na Direcção-Geral da Segurança Social (DGSS), Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) e Ministério da Ciência e do Ensino Superior”.
Por outro lado, a Direcção-Geral das Contribuições e Impostos (DGCI) apresenta mais de 40 mil registos respeitantes a fundações e a associações, “tendo-se detectado diversos registos diferentes da mesma entidade”.
“A informação pretendida (tipologia, datas de constituição, reconhecimento e atribuição de estatuto de utilidade pública) não está, na generalidade, disponível”, referem os juízes do TC, para concluir que “não existe articulação suficiente entre as várias entidades com vista à constituição e à manutenção actualizada das respectivas bases de dados, muito embora existam, quanto a este aspecto, os instrumentos legais necessários”.
À data da auditoria, estavam inscritas no Ficheiro Central das Pessoas Colectivas (FCPC) 817 fundações, na PCM 162 fundações privadas reconhecidas, na DGSS 20 fundações de solidariedade social, no IPAD, 19 fundações de cooperação, e na Secretaria-Geral do Ministério da Ciência e Ensino Superior três.
O próprio IRN admitiu, em sede de contraditório, que “nem sempre as entidades cumprem a obrigação de inscrição, e não há possibilidade da sua inscrição oficiosa, por falta de elementos ou de conhecimento oficioso dos consequentes actos de reconhecimento”.
Controlo da informação fiscal “é inviável”
No que respeita à obrigatória declaração anual de informação contabilística e fiscal das fundações, independentemente do seu estatuto de utilidade pública, a auditoria do TC concluiu que “a DGCI apenas tem conhecimento das situações relevantes do ciclo de vida das fundações quando estas o declaram em sede de sujeitos passivos, evidenciando deficiente articulação com o RNPC e com as entidades competentes para o reconhecimento e acompanhamento dos diversos tipos de fundações”. “Também por esta razão, não há garantia do cumprimento das obrigações declarativas”, lê-se no relatório.
Em sede de contraditório, a própria DGCI reconheceu que “o controlo da entrega de tais declarações declarativas de uma forma automática, face à latitude do universo de sujeitos passivos dispensados da obrigação, evidencia-se inviável (...) porque tal controlo seria fonte geradora de conflitos com os contribuintes que não teria como contrapartida expressão assinalável no âmbito das atribuições que são cometidas à DGCI”.
O TC recomenda ao ministro da Presidência que aprove um novo regime para as fundações.
Mas “o resultado obtido é ilustrativo da situação confusa que ocorre no universo fundacional, fruto, quer de legislação incompleta, quer da inércia de algumas entidades com responsabilidades no sector”, lê-se no relatório que o TC acaba de divulgar.
A auditoria do Tribunal confirmou que “a base de dados do Instituto dos Registos e Notariado (IRN)/Registo Nacional de Pessoas Colectivas (RNPC) que, nos termos legais, deveria ser universal, não é, uma vez, que pelo menos, não inclui a totalidade das fundações registadas na Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros (SGPCM), na Direcção-Geral da Segurança Social (DGSS), Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) e Ministério da Ciência e do Ensino Superior”.
Por outro lado, a Direcção-Geral das Contribuições e Impostos (DGCI) apresenta mais de 40 mil registos respeitantes a fundações e a associações, “tendo-se detectado diversos registos diferentes da mesma entidade”.
“A informação pretendida (tipologia, datas de constituição, reconhecimento e atribuição de estatuto de utilidade pública) não está, na generalidade, disponível”, referem os juízes do TC, para concluir que “não existe articulação suficiente entre as várias entidades com vista à constituição e à manutenção actualizada das respectivas bases de dados, muito embora existam, quanto a este aspecto, os instrumentos legais necessários”.
À data da auditoria, estavam inscritas no Ficheiro Central das Pessoas Colectivas (FCPC) 817 fundações, na PCM 162 fundações privadas reconhecidas, na DGSS 20 fundações de solidariedade social, no IPAD, 19 fundações de cooperação, e na Secretaria-Geral do Ministério da Ciência e Ensino Superior três.
O próprio IRN admitiu, em sede de contraditório, que “nem sempre as entidades cumprem a obrigação de inscrição, e não há possibilidade da sua inscrição oficiosa, por falta de elementos ou de conhecimento oficioso dos consequentes actos de reconhecimento”.
Controlo da informação fiscal “é inviável”
No que respeita à obrigatória declaração anual de informação contabilística e fiscal das fundações, independentemente do seu estatuto de utilidade pública, a auditoria do TC concluiu que “a DGCI apenas tem conhecimento das situações relevantes do ciclo de vida das fundações quando estas o declaram em sede de sujeitos passivos, evidenciando deficiente articulação com o RNPC e com as entidades competentes para o reconhecimento e acompanhamento dos diversos tipos de fundações”. “Também por esta razão, não há garantia do cumprimento das obrigações declarativas”, lê-se no relatório.
Em sede de contraditório, a própria DGCI reconheceu que “o controlo da entrega de tais declarações declarativas de uma forma automática, face à latitude do universo de sujeitos passivos dispensados da obrigação, evidencia-se inviável (...) porque tal controlo seria fonte geradora de conflitos com os contribuintes que não teria como contrapartida expressão assinalável no âmbito das atribuições que são cometidas à DGCI”.
Defesa: NATO e Base das Lajes na agenda de ministro nos EUA
O ministro da Defesa chega hoje aos EUA, onde terá um encontro com o secretário norte-americano da Defesa, para discutir o comando da NATO em Oeiras, Base das Lajes e participação de empresas portuguesas em concursos militares norte-americanos.
No âmbito da NATO, fonte da embaixada em Washington disse que o ministro Augusto Santos Silva irá discutir com o seu homólogo o futuro papel do comando em Oeiras, no quadro dos resultados da Cimeira da Aliança Atlântica em Lisboa, no final do ano passado.
Recentemente, Santos Silva disse que a reforma dos comandos da NATO, que decidirá a permanência do actual comando de Oeiras, está atrasada e deverá conhecer desenvolvimentos em junho.
No âmbito da NATO, fonte da embaixada em Washington disse que o ministro Augusto Santos Silva irá discutir com o seu homólogo o futuro papel do comando em Oeiras, no quadro dos resultados da Cimeira da Aliança Atlântica em Lisboa, no final do ano passado.
Recentemente, Santos Silva disse que a reforma dos comandos da NATO, que decidirá a permanência do actual comando de Oeiras, está atrasada e deverá conhecer desenvolvimentos em junho.
segunda-feira, março 28, 2011
Taiwan com interesse na TAP e em outras empresas portuguesas
As empresas de Taiwan têm interesse em participar na privatização da TAP e de outras empresas portuguesas, num processo de aproximação comercial entre Portugal e Taipé, disse o representante taiwanês em Lisboa.
Diego Lin Chou afirmou que a necessidade da expansão das empresas de Taiwan as leva a olhar para Portugal - e para as empresas portuguesas a privatizar - como um destino natural, mas que é preciso que os investidores taiwaneses saibam das oportunidades na economia portuguesa.
"As empresas de Taiwan têm de fazer frente à concorrência internacional, de empresas de outros países. Por isso têm de melhorar a sua capacidade competitiva. Com esse pensamento, se têm lucros, se têm rendimentos, com certeza que querem participar na privatização da TAP e de outras empresas estatais, mas o Governo [português] tem de fornecer informações", disse o chefe do Centro Económico e Cultural de Taiwan em Portugal.
[Só se a China continental deixar...]
Diego Lin Chou afirmou que a necessidade da expansão das empresas de Taiwan as leva a olhar para Portugal - e para as empresas portuguesas a privatizar - como um destino natural, mas que é preciso que os investidores taiwaneses saibam das oportunidades na economia portuguesa.
"As empresas de Taiwan têm de fazer frente à concorrência internacional, de empresas de outros países. Por isso têm de melhorar a sua capacidade competitiva. Com esse pensamento, se têm lucros, se têm rendimentos, com certeza que querem participar na privatização da TAP e de outras empresas estatais, mas o Governo [português] tem de fornecer informações", disse o chefe do Centro Económico e Cultural de Taiwan em Portugal.
[Só se a China continental deixar...]
Mísia segunda vez agraciada pelo Governo francês
Mísia vai ser distinguida pelo Governo francês com o grau de Oficial da Ordem das Artes e Letras. A fadista portuguesa vai ser recebida na quarta-feira pelo embaixador de França em Portugal, Pascal Teixeira da Silva, no Palácio de Santos.
Esta é assim a segunda vez que Mísia é agraciada pelo Governo francês, tendo sido distinguida em 2004 pelo ministro da Cultura francesa, com o grau de Cavaleiro desta mesma ordem. Um ano depois, recebeu do Presidente da Câmara de Paris, Bertrand Delanoë, a Grande Medalha de Vermeil da Cidade, a maior distinção da capital francesa.
Num comunicado, o governo francês destaca o percurso de 20 anos da fadista portuguesa. “O seu estilo, único e peculiar, revolucionou a interpretação tradicional do fado. Num momento em que surgem muitas vozes talentosas, Mísia permanece uma figura incontornável, indissociável da cultura e da identidade nacional portuguesas”, pode-se ler no comunicado.
O Governo francês refere ainda que com esta distinção, “a França pretende homenagear esta excelente intérprete que contribuiu com uma sonoridade própria para o reconhecimento do Fado dos nossos dias”.
A Ordem das Artes e das Letras foi criada em 1957 com o objectivo de distinguir personalidades pelo mérito na criação ou actividade no meio artístico ou literário em França ou no mundo e possui três níveis, por ordem crescente de importância: cavaleiro, oficial e comandante.
Este ano Mísia, além do lançamento do novo álbum totalmente constituído por fados tradicionais com letras escritas por mulheres, irá actuar em Nova Iorque, no âmbito da apresentação do filme “Passione”, de John Turturro.
Esta é assim a segunda vez que Mísia é agraciada pelo Governo francês, tendo sido distinguida em 2004 pelo ministro da Cultura francesa, com o grau de Cavaleiro desta mesma ordem. Um ano depois, recebeu do Presidente da Câmara de Paris, Bertrand Delanoë, a Grande Medalha de Vermeil da Cidade, a maior distinção da capital francesa.
Num comunicado, o governo francês destaca o percurso de 20 anos da fadista portuguesa. “O seu estilo, único e peculiar, revolucionou a interpretação tradicional do fado. Num momento em que surgem muitas vozes talentosas, Mísia permanece uma figura incontornável, indissociável da cultura e da identidade nacional portuguesas”, pode-se ler no comunicado.
O Governo francês refere ainda que com esta distinção, “a França pretende homenagear esta excelente intérprete que contribuiu com uma sonoridade própria para o reconhecimento do Fado dos nossos dias”.
A Ordem das Artes e das Letras foi criada em 1957 com o objectivo de distinguir personalidades pelo mérito na criação ou actividade no meio artístico ou literário em França ou no mundo e possui três níveis, por ordem crescente de importância: cavaleiro, oficial e comandante.
Este ano Mísia, além do lançamento do novo álbum totalmente constituído por fados tradicionais com letras escritas por mulheres, irá actuar em Nova Iorque, no âmbito da apresentação do filme “Passione”, de John Turturro.
Um prognóstico arriscado a meses das eleições legislativas
Nestes 50 e alguns dias em que o Governo PS vai estar em gestão, este vai fazer a vida negra ao PSD de Passos Coelho.
Sócrates venderá muito cara uma possível derrota. Se é que vai ser derrotado.
O acumular de disparates e dislates de Passos Coelho até às eleições não trará nada de bom para o seu partido. Aguentará a liderança do partido se não vencer as legislativas? À primeira vista parece que não...
Basta a Sócrates obter, no mínimo, 35%-38% do elitorado e as coisas complicar-se-ão para os lados do PSD. A vitória de Sócrates estaria muito perto, mesmo que sem a maioria!
O PSD precisava de 42%-46% para estar "à vontade" no parlamento. Será que lá chega? Coligado com o CDS-PP terá, em princípio, maioria alargada. Certo é que o CDS-PP fará valer os seus argumentos quanto maior for o seu peso eleitoral.
Sócrates venderá muito cara uma possível derrota. Se é que vai ser derrotado.
O acumular de disparates e dislates de Passos Coelho até às eleições não trará nada de bom para o seu partido. Aguentará a liderança do partido se não vencer as legislativas? À primeira vista parece que não...
Basta a Sócrates obter, no mínimo, 35%-38% do elitorado e as coisas complicar-se-ão para os lados do PSD. A vitória de Sócrates estaria muito perto, mesmo que sem a maioria!
O PSD precisava de 42%-46% para estar "à vontade" no parlamento. Será que lá chega? Coligado com o CDS-PP terá, em princípio, maioria alargada. Certo é que o CDS-PP fará valer os seus argumentos quanto maior for o seu peso eleitoral.
Souto Moura vencedor de 'Nobel' da arquitectura
O arquitecto do Porto ganhou o prémio que já distinguiu nomes como Oscar Niemeyer e Frank Gehry.
Eduardo Souto Moura venceu o prémio Pritzker 2011, considerado como o "Nobel da arquitectura". O anúncio foi feito por um site especializado na área - o "Scalae".
O atelier do arquitecto Eduardo Souto Moura confirmou a atribuição do prémio Pritzker 2011, o maior galardão mundial na área da arquitectura.
Entre os projectos mencionados, o júri destacou a obra do Estádio Municipal Braga, construído para o Euro 2004, mais conhecido como o estádio AXA, construído numa antiga pedreira.
“Durante as últimas três décadas, Eduardo Souto Moura produziu um corpo de trabalho que é do nosso tempo mas que também tem ecos da arquitectura tradicional. Os seus edifícios apresentam uma capacidade única”, pode-se ler no comunicado emitido pelo júri do prémio.
Souto Moura é também autor de projectos como a Casa das Histórias, o museu da pintora Paula Rego, em Cascais. Recebeu o Prémio Pessoa em 1998, e é o segundo arquitecto português a receber o Pritzker (Álvaro Siza recebeu-o em 1992).
Souto Moura receberá o prémio, no valor de 100 mil dólares (cerca de 70 mil euros), numa cerimónia que acontecerá em Junho em Washington D.C.
Eduardo Souto Moura venceu o prémio Pritzker 2011, considerado como o "Nobel da arquitectura". O anúncio foi feito por um site especializado na área - o "Scalae".
O atelier do arquitecto Eduardo Souto Moura confirmou a atribuição do prémio Pritzker 2011, o maior galardão mundial na área da arquitectura.
Entre os projectos mencionados, o júri destacou a obra do Estádio Municipal Braga, construído para o Euro 2004, mais conhecido como o estádio AXA, construído numa antiga pedreira.
“Durante as últimas três décadas, Eduardo Souto Moura produziu um corpo de trabalho que é do nosso tempo mas que também tem ecos da arquitectura tradicional. Os seus edifícios apresentam uma capacidade única”, pode-se ler no comunicado emitido pelo júri do prémio.
Souto Moura é também autor de projectos como a Casa das Histórias, o museu da pintora Paula Rego, em Cascais. Recebeu o Prémio Pessoa em 1998, e é o segundo arquitecto português a receber o Pritzker (Álvaro Siza recebeu-o em 1992).
Souto Moura receberá o prémio, no valor de 100 mil dólares (cerca de 70 mil euros), numa cerimónia que acontecerá em Junho em Washington D.C.
quarta-feira, março 23, 2011
Timor. Plenário no parlamento pela primeira vez em português
Resolução parlamentar obriga à utilização da língua portuguesa pelo menos uma vez por mês.
Indonésia quer investir no petróleo timorense
A língua portuguesa foi ontem utilizada, pela primeira vez, no debate parlamentar de Timor-Leste, dando cumprimento a uma resolução tomada pelo parlamento nacional em Outubro do ano passado. Na sessão plenária, o presidente do parlamento, Fernando Lasama Araújo, justificou a escolha do português com a necessidade de os deputados criarem o hábito de se exprimirem numa das duas línguas oficiais do país, a par do tétum, tal como define a Constituição de Timor-Leste.
"A língua portuguesa, a par da língua tétum, faz parte do património nacional, sendo um elemento de unificação nacional, contribuindo decisivamente para a coesão da sociedade e do Estado timorenses", lê-se no documento.
Esta não foi, no entanto, a primeira vez que se ouviu a língua de Camões naquela câmara. Na última semana, por altura da visita do presidente do Tribunal de Contas português, Guilherme d''Oliveira Martins, as intervenções dos deputados foram feitas em português. A adopção da língua portuguesa nos trabalhos parlamentares tem em conta que o parlamento de Timor-Leste vai ser o anfitrião da Assembleia Parlamentar da CPLP, cuja próxima reunião se realizará este ano em Díli.
A língua portuguesa foi considerada pelo parlamento timorense "como instrumento privilegiado para o aprofundamento dos laços históricos e culturais com os estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa" e um meio para "o reforço da presença de Timor-Leste nos organismos internacionais, em que têm sido desenvolvidos esforços para a afirmação da língua portuguesa como língua oficial".
Também ontem, o governo de Jacarta manifestou interesse em investir em Timor-Leste. "Há vontade da Indonésia em investir nos sectores do petróleo e do gás. O governo indonésio encara positivamente o convite" de Timor-Leste ao investimento em várias áreas, incluindo estas, disse, em conferência de imprensa, Teuku Faizasyah, porta-voz do presidente indonésio para as relações internacionais, no âmbito da visita do primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão.
O governo indonésio deu ainda conta do seu interesse em investir em infra-estruturas naquele país, e disponibilizar crédito para comprar equipamento militar. O ministro da Defesa, Purnomo Yusgiantoro, adiantou ainda que Timor-Leste encomendou a um construtor indonésio de barcos uma lancha rápida para patrulhar o território, com um custo estimado de 14 milhões de euros. Teuku Faizasyah falava no final de um encontro entre o presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, e o primeiro-ministro de Timor-Leste para discutir as relações bilaterais, no qual manifestou também o apoio indonésio à adesão de Timor-Leste à Associação de Nações do Sudeste Asiático.
Os dois chefes de governo concordaram ainda na necessidade de resolver os problemas relacionados com as fronteiras comuns, concordando na necessidade de "uma melhor gestão através de uma abordagem suave".
Indonésia quer investir no petróleo timorense
A língua portuguesa foi ontem utilizada, pela primeira vez, no debate parlamentar de Timor-Leste, dando cumprimento a uma resolução tomada pelo parlamento nacional em Outubro do ano passado. Na sessão plenária, o presidente do parlamento, Fernando Lasama Araújo, justificou a escolha do português com a necessidade de os deputados criarem o hábito de se exprimirem numa das duas línguas oficiais do país, a par do tétum, tal como define a Constituição de Timor-Leste.
"A língua portuguesa, a par da língua tétum, faz parte do património nacional, sendo um elemento de unificação nacional, contribuindo decisivamente para a coesão da sociedade e do Estado timorenses", lê-se no documento.
Esta não foi, no entanto, a primeira vez que se ouviu a língua de Camões naquela câmara. Na última semana, por altura da visita do presidente do Tribunal de Contas português, Guilherme d''Oliveira Martins, as intervenções dos deputados foram feitas em português. A adopção da língua portuguesa nos trabalhos parlamentares tem em conta que o parlamento de Timor-Leste vai ser o anfitrião da Assembleia Parlamentar da CPLP, cuja próxima reunião se realizará este ano em Díli.
A língua portuguesa foi considerada pelo parlamento timorense "como instrumento privilegiado para o aprofundamento dos laços históricos e culturais com os estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa" e um meio para "o reforço da presença de Timor-Leste nos organismos internacionais, em que têm sido desenvolvidos esforços para a afirmação da língua portuguesa como língua oficial".
Também ontem, o governo de Jacarta manifestou interesse em investir em Timor-Leste. "Há vontade da Indonésia em investir nos sectores do petróleo e do gás. O governo indonésio encara positivamente o convite" de Timor-Leste ao investimento em várias áreas, incluindo estas, disse, em conferência de imprensa, Teuku Faizasyah, porta-voz do presidente indonésio para as relações internacionais, no âmbito da visita do primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão.
O governo indonésio deu ainda conta do seu interesse em investir em infra-estruturas naquele país, e disponibilizar crédito para comprar equipamento militar. O ministro da Defesa, Purnomo Yusgiantoro, adiantou ainda que Timor-Leste encomendou a um construtor indonésio de barcos uma lancha rápida para patrulhar o território, com um custo estimado de 14 milhões de euros. Teuku Faizasyah falava no final de um encontro entre o presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, e o primeiro-ministro de Timor-Leste para discutir as relações bilaterais, no qual manifestou também o apoio indonésio à adesão de Timor-Leste à Associação de Nações do Sudeste Asiático.
Os dois chefes de governo concordaram ainda na necessidade de resolver os problemas relacionados com as fronteiras comuns, concordando na necessidade de "uma melhor gestão através de uma abordagem suave".
Imprensa espanhola diz que hoje é dia D para resgate de Portugal
A crise política em Portugal e o seu eventual impacto num resgate económico do país merecem hoje amplo destaque na imprensa espanhola, tanto nas edições em papel como nas electrónicas.
O jornal económico Expansion é um dos que dedicam mais atenção à situação política portuguesa, considerando que hoje é "o dia D para um possível resgate" económico, com os "focos do mercado postos" em Portugal.
O jornal refere que o Parlamento vota hoje "um plano de austeridade, mas se o Governo, em minoria, não o conseguir aprovar pode representar a faísca que acenda os planos de resgate".
Esse cenário de resgate poderia ser ainda reforçado, segundo o jornal, pela eventualidade dos mercados reagirem a decisões aquém do esperado durante a cimeira europeia desta semana.
Num outro artigo, o mesmo jornal refere que Portugal vive "horas decisivas" na "batalha contra os mercados para fugir ao temido resgate".
Também o jornal Cinco Dias comenta os acontecimentos de hoje, referindo que "Sócrates liga o seu futuro ao apoio da oposição aos ajustes" e que a crise política "resultará num aumento da pressão sobre a dívida portuguesa e numa aceleração de um possível resgate".
Esta tónica mantém-se na cobertura dos generalistas como o ABC, que considera que "cada dia se complica mais a situação económica e política de Portugal", com "a crise política a empurrar Portugal para a intervenção".
O El Pais, na primeira página, titula "Risco de um bloqueio político agrava crise económica em Portugal", com o país "a entrar no período de descontos" e o mercado a ter já "ditado a sua sentença elevando as taxas de juro acima dos 8%".
Este diário abre o seu caderno de economia com Lisboa, considerando que a situação política "ameaça levar Portugal ao resgate".
O El Mundo também se refere à possibilidade de um resgate caso a crise política se concretize com a rejeição do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).
Na sua edição online, a RTVE também destaca a situação em Portugal, afirmando que a crise política "ameaça o novo plano de austeridade" e que a recusa desse plano "poderia provocar a demissão do primeiro-ministro".
A página da televisão e rádio públicas recorda que este é o quarto PEC e também considera que se não for aprovado poderá "reacender o debate sobre o resgate".
Também as agências dedicam espaço ao tema, com a Europa Press a considerar que "Sócrates liga a sua sobrevivência política à aprovação do novo plano de ajuste".
O jornal económico Expansion é um dos que dedicam mais atenção à situação política portuguesa, considerando que hoje é "o dia D para um possível resgate" económico, com os "focos do mercado postos" em Portugal.
O jornal refere que o Parlamento vota hoje "um plano de austeridade, mas se o Governo, em minoria, não o conseguir aprovar pode representar a faísca que acenda os planos de resgate".
Esse cenário de resgate poderia ser ainda reforçado, segundo o jornal, pela eventualidade dos mercados reagirem a decisões aquém do esperado durante a cimeira europeia desta semana.
Num outro artigo, o mesmo jornal refere que Portugal vive "horas decisivas" na "batalha contra os mercados para fugir ao temido resgate".
Também o jornal Cinco Dias comenta os acontecimentos de hoje, referindo que "Sócrates liga o seu futuro ao apoio da oposição aos ajustes" e que a crise política "resultará num aumento da pressão sobre a dívida portuguesa e numa aceleração de um possível resgate".
Esta tónica mantém-se na cobertura dos generalistas como o ABC, que considera que "cada dia se complica mais a situação económica e política de Portugal", com "a crise política a empurrar Portugal para a intervenção".
O El Pais, na primeira página, titula "Risco de um bloqueio político agrava crise económica em Portugal", com o país "a entrar no período de descontos" e o mercado a ter já "ditado a sua sentença elevando as taxas de juro acima dos 8%".
Este diário abre o seu caderno de economia com Lisboa, considerando que a situação política "ameaça levar Portugal ao resgate".
O El Mundo também se refere à possibilidade de um resgate caso a crise política se concretize com a rejeição do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).
Na sua edição online, a RTVE também destaca a situação em Portugal, afirmando que a crise política "ameaça o novo plano de austeridade" e que a recusa desse plano "poderia provocar a demissão do primeiro-ministro".
A página da televisão e rádio públicas recorda que este é o quarto PEC e também considera que se não for aprovado poderá "reacender o debate sobre o resgate".
Também as agências dedicam espaço ao tema, com a Europa Press a considerar que "Sócrates liga a sua sobrevivência política à aprovação do novo plano de ajuste".
Maputo e Lisboa lançam geminação de dez escolas profissionais
Os governos de Portugal e Moçambique lançaram hoje em Maputo um projecto piloto de geminação de dez escolas profissionais portuguesas e moçambicanas, que permitirá a partilha de conteúdos técnicos em tempo real, através da Internet.
Cerca de mil alunos moçambicanos de cinco estabelecimentos de ensino técnico vão beneficiar deste projecto de geminação com outras cinco escolas portuguesas da Mealhada, Santo Tirso, Abrantes, Alcobaça e Fermil.
O director nacional do Ensino Técnico em Moçambique, Gilberto Botas, disse que pelo menos 44 professores moçambicanos estão a ser formados em Portugal, 20 dos quais em cursos de curta duração e os restantes nos de longa duração, três anos, devendo regressar em 2012 com o nível médio, para dar aulas nas escolas técnicas.
"Somos capazes de ter rendimentos muito altos" resultantes da geminação, até porque o governo moçambicano prevê alargar o número de escolas profissionais dos actuais 45 distritos para 128 distritos nos próximos anos, disse à Lusa a vice-ministra da Educação de Moçambique, Leda Hugo.
O embaixador de Portugal em Moçambique, Mário Godinho de Matos, referiu que "a educação tem sido tradicionalmente uma aposta central da cooperação portuguesa", quer nos ensinos básico e secundário, quer ao nível do ensino superior e técnico profissional.
"Os desafios que Moçambique enfrenta neste domínio são enormes, Portugal e a cooperação portuguesa não poderiam deixar de dar o contributo para vencer esse desafio, com iniciativas como esta que hoje presenciámos", disse o diplomata.
No âmbito de um projecto de apoio às escolas profissionais, que dura há uma década, Portugal tem trocado experiência curricular e pedagógica com Moçambique, privilegiando a formação de recursos humanos moçambicanos na área da agricultura, mecânica, electrónica, construção civil e administração.
A troca de experiências contempla quadros de direcção, estudantes e professores através da plataforma de Internet, ou epistolar.
A parceria entre a cooperação portuguesa e o Ministério da Educação de Moçambique é agora alargada ao ensino profissional através desta iniciativa pioneira de geminação de escolas profissionais.
Cerca de mil alunos moçambicanos de cinco estabelecimentos de ensino técnico vão beneficiar deste projecto de geminação com outras cinco escolas portuguesas da Mealhada, Santo Tirso, Abrantes, Alcobaça e Fermil.
O director nacional do Ensino Técnico em Moçambique, Gilberto Botas, disse que pelo menos 44 professores moçambicanos estão a ser formados em Portugal, 20 dos quais em cursos de curta duração e os restantes nos de longa duração, três anos, devendo regressar em 2012 com o nível médio, para dar aulas nas escolas técnicas.
"Somos capazes de ter rendimentos muito altos" resultantes da geminação, até porque o governo moçambicano prevê alargar o número de escolas profissionais dos actuais 45 distritos para 128 distritos nos próximos anos, disse à Lusa a vice-ministra da Educação de Moçambique, Leda Hugo.
O embaixador de Portugal em Moçambique, Mário Godinho de Matos, referiu que "a educação tem sido tradicionalmente uma aposta central da cooperação portuguesa", quer nos ensinos básico e secundário, quer ao nível do ensino superior e técnico profissional.
"Os desafios que Moçambique enfrenta neste domínio são enormes, Portugal e a cooperação portuguesa não poderiam deixar de dar o contributo para vencer esse desafio, com iniciativas como esta que hoje presenciámos", disse o diplomata.
No âmbito de um projecto de apoio às escolas profissionais, que dura há uma década, Portugal tem trocado experiência curricular e pedagógica com Moçambique, privilegiando a formação de recursos humanos moçambicanos na área da agricultura, mecânica, electrónica, construção civil e administração.
A troca de experiências contempla quadros de direcção, estudantes e professores através da plataforma de Internet, ou epistolar.
A parceria entre a cooperação portuguesa e o Ministério da Educação de Moçambique é agora alargada ao ensino profissional através desta iniciativa pioneira de geminação de escolas profissionais.
Presidente do Brasil visita Portugal na próxima semana
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, realiza entre terça e quinta-feira a primeira visita oficial a Portugal, estando presente na cerimónia de doutoramento do seu antecessor no cargo na Universidade de Coimbra.
"A presidente da República Federativa do Brasil, Dilma Rousseff, efectuará uma visita oficial a Portugal, em resposta ao convite que lhe dirigiu o Presidente Aníbal Cavaco Silva, permanecendo no nosso país entre os dias 29 e 31 de Março", segundo uma nota divulgada no site da Presidência da República.
Naquela que será a primeira visita oficial da presidente brasileira a um país europeu, Dilma Rousseff participará na quarta-feira com o chefe de Estado português na cerimónia de doutoramento honoris causa do ex-Presidente do Brasil, Lula da Silva.
No dia seguinte, Dilma Rousseff será recebida de manhã no Palácio de Belém pelo Presidente da República, com quem terá uma reunião de trabalho.
Depois, a presidente brasileira irá à Assembleia da República para um encontro com Jaime Gama e ao Palácio de São Bento, para uma reunião com o primeiro-ministro, José Sócrates.
Ainda segundo a nota da Presidência da República, o programa da visita oficial termina com um almoço oferecido pelo chefe de Estado português em honra da sua homóloga brasileira.
"A presidente da República Federativa do Brasil, Dilma Rousseff, efectuará uma visita oficial a Portugal, em resposta ao convite que lhe dirigiu o Presidente Aníbal Cavaco Silva, permanecendo no nosso país entre os dias 29 e 31 de Março", segundo uma nota divulgada no site da Presidência da República.
Naquela que será a primeira visita oficial da presidente brasileira a um país europeu, Dilma Rousseff participará na quarta-feira com o chefe de Estado português na cerimónia de doutoramento honoris causa do ex-Presidente do Brasil, Lula da Silva.
No dia seguinte, Dilma Rousseff será recebida de manhã no Palácio de Belém pelo Presidente da República, com quem terá uma reunião de trabalho.
Depois, a presidente brasileira irá à Assembleia da República para um encontro com Jaime Gama e ao Palácio de São Bento, para uma reunião com o primeiro-ministro, José Sócrates.
Ainda segundo a nota da Presidência da República, o programa da visita oficial termina com um almoço oferecido pelo chefe de Estado português em honra da sua homóloga brasileira.
segunda-feira, março 21, 2011
Hotéis em Portugal são os sextos mais baratos da Europa
Os hotéis em Portugal eram no ano passado os sextos mais baratos da Europa e os 11.º mais baratos do mundo, segundo o estudo Hotel Price Índex, hoje divulgado.
O estudo foi realizado pela Hotéis.com, um site internacional para reservas de hotéis, analisa 110 mil estabelecimentos hoteleiros em todo o mundo, concluindo que a média de preço de alojamento em Portugal, que em 2010 foi de 87 euros, aumentou 2,35% (ou dois euros) face a 2009.
A Hungria liderou o ranking dos mais baratos, com médias de preço de quartos de 69 euros por noite, seguida pela Nova Zelândia (70 euros) e pela Polónia (74 euros).
À frente de Portugal surge a Espanha (84 euros), o quinto país mais barato da Europa e o 10º a nível mundial, segundo o estudo.
O Brasil, onde os custos de estadia dispararam em 2010 cerca de 17%, aparece no ranking como o país mais caro do mundo no ano passado (145 euros por noite), seguido pela Suíça (140 euros) e Israel (138 euros).
O estudo foi realizado pela Hotéis.com, um site internacional para reservas de hotéis, analisa 110 mil estabelecimentos hoteleiros em todo o mundo, concluindo que a média de preço de alojamento em Portugal, que em 2010 foi de 87 euros, aumentou 2,35% (ou dois euros) face a 2009.
A Hungria liderou o ranking dos mais baratos, com médias de preço de quartos de 69 euros por noite, seguida pela Nova Zelândia (70 euros) e pela Polónia (74 euros).
À frente de Portugal surge a Espanha (84 euros), o quinto país mais barato da Europa e o 10º a nível mundial, segundo o estudo.
O Brasil, onde os custos de estadia dispararam em 2010 cerca de 17%, aparece no ranking como o país mais caro do mundo no ano passado (145 euros por noite), seguido pela Suíça (140 euros) e Israel (138 euros).
EDP é 280ª marca mais valiosa do mundo e vale mais que o Facebook
A Portugal Telecom abandonou a lista das 500 marcas mais valiosas de todo o mundo, classificação liderada pela Google.
A Energias de Portugal é a 280ª marca mais valiosa em todo o mundo, o que significa uma queda em relação à 193ª posição que ocupava no ano passado. No entanto, a eléctrica nacional consegue ficar um lugar acima do valor de marca do Facebook.
De acordo com a classificação elaborada pela “Brand Finance” e que avalia as 500 marcas mais valiosas de todo o globo, a EDP passa de um valor da marca de 4,4 mil milhões de dólares para 3,692 mil milhões de dólares, que corresponde também a uma perda do “rating” de AA para AA-.
Apesar da queda, a empresa liderada por António Mexia consegue ficar à frente do Facebook, que entra pela primeira vez para a lista. Com uma importância de 3,69 mil milhões de dólares, a empresa que gere a rede social não ocupa uma melhor posição devido à opacidade da estratégia de diversificação do seu produto, embora a “Brand Finance” escreva que não há muitas dúvidas sobre a “enorme popularidade” da marca.
No ano passado, a EDP ocupava a 193ª posição e a congénere espanhola, Iberdrola, estava apenas 10 lugares acima, como a 183ª marca mais valiosa. Este ano, a diferença alargou-se consideravelmente. A cotada portuguesa ficou-se, então, pela 280ª posição, enquanto a espanhola está agora no 111º lugar, uma subida de 4,6 mil milhões para 8,2 mil milhões de dólares no valor de marca.
A Portugal Telecom abandonou a classificação e já não está entre as 500 empresas com uma marca de destaque. Em 2010, a marca PT encontrava-se na 373ª posição com um valor de 2,5 mil milhões de dólares. Tendo em conta que a empresa que está na 500ª posição, a norte-americana Cognizant Tech, vale 2,26 mil milhões de dólares, a cotada liderada por Zeinal Bava viu diminuir a soma da marca pelo menos abaixo deste montante.
A Energias de Portugal é a 280ª marca mais valiosa em todo o mundo, o que significa uma queda em relação à 193ª posição que ocupava no ano passado. No entanto, a eléctrica nacional consegue ficar um lugar acima do valor de marca do Facebook.
De acordo com a classificação elaborada pela “Brand Finance” e que avalia as 500 marcas mais valiosas de todo o globo, a EDP passa de um valor da marca de 4,4 mil milhões de dólares para 3,692 mil milhões de dólares, que corresponde também a uma perda do “rating” de AA para AA-.
Apesar da queda, a empresa liderada por António Mexia consegue ficar à frente do Facebook, que entra pela primeira vez para a lista. Com uma importância de 3,69 mil milhões de dólares, a empresa que gere a rede social não ocupa uma melhor posição devido à opacidade da estratégia de diversificação do seu produto, embora a “Brand Finance” escreva que não há muitas dúvidas sobre a “enorme popularidade” da marca.
No ano passado, a EDP ocupava a 193ª posição e a congénere espanhola, Iberdrola, estava apenas 10 lugares acima, como a 183ª marca mais valiosa. Este ano, a diferença alargou-se consideravelmente. A cotada portuguesa ficou-se, então, pela 280ª posição, enquanto a espanhola está agora no 111º lugar, uma subida de 4,6 mil milhões para 8,2 mil milhões de dólares no valor de marca.
A Portugal Telecom abandonou a classificação e já não está entre as 500 empresas com uma marca de destaque. Em 2010, a marca PT encontrava-se na 373ª posição com um valor de 2,5 mil milhões de dólares. Tendo em conta que a empresa que está na 500ª posição, a norte-americana Cognizant Tech, vale 2,26 mil milhões de dólares, a cotada liderada por Zeinal Bava viu diminuir a soma da marca pelo menos abaixo deste montante.
quinta-feira, março 17, 2011
EUA: Instituto Camões quer reforçar ensino do português
O Instituto Camões (IC) e a Escola Internacional das Nações Unidas estão em contactos para prolongar e reforçar aulas de Língua Portuguesa naquela instituição de ensino, disse Fernanda Costa, coordenadora do ensino do português nos Estados Unidos.
Frequentada sobretudo por filhos de diplomatas da ONU, além de outros estrangeiros e norte-americanos, a escola, localizada em Nova Iorque, oferece desde fevereiro aulas de português, com apoio do IC, uma vez por semana a um grupo de dezena e meia de alunos, sobretudo portugueses e brasileiros, um primeiro passo de colaboração.
"O protocolo tem de ser estabelecido entre as duas partes interessadas e o conteúdo ainda vai ser objecto de negociação. Aguardo orientações da tutela para darmos continuidade", disse a coordenadora.
Frequentada sobretudo por filhos de diplomatas da ONU, além de outros estrangeiros e norte-americanos, a escola, localizada em Nova Iorque, oferece desde fevereiro aulas de português, com apoio do IC, uma vez por semana a um grupo de dezena e meia de alunos, sobretudo portugueses e brasileiros, um primeiro passo de colaboração.
"O protocolo tem de ser estabelecido entre as duas partes interessadas e o conteúdo ainda vai ser objecto de negociação. Aguardo orientações da tutela para darmos continuidade", disse a coordenadora.
Madrid: Especialistas descobrem Van Dyck na cave de museu
Especialistas da Real Academia de Belas Artes de San Fernando, em Madrid, encontraram na cave deste museu uma obra do mestre flamenco Anthonius van Dyck, "A Virgem e a Criança com os pecadores arrependidos", informou esta quinta-feira o jornal El País.
O óleo "representa a Virgem Maria com Jesus nos seus braços" diante de Maria Madalena, do rei David e do "filho pródigo", personagens da Bíblia.
A obra do artista, contemporâneo do espanhol Diego Velázquez no século XVII, permaneceu no porão da Real Academia de Belas Artes de San Fernando durante mais de um século: os curadores acreditavam tratar-se de uma cópia.
Mas, quando uma equipa de restauradores examinou o quadro, pintado por volta de 1625, desconfiou, e posteriormente confirmou a sua autenticidade.
[Haja fartura...]
O óleo "representa a Virgem Maria com Jesus nos seus braços" diante de Maria Madalena, do rei David e do "filho pródigo", personagens da Bíblia.
A obra do artista, contemporâneo do espanhol Diego Velázquez no século XVII, permaneceu no porão da Real Academia de Belas Artes de San Fernando durante mais de um século: os curadores acreditavam tratar-se de uma cópia.
Mas, quando uma equipa de restauradores examinou o quadro, pintado por volta de 1625, desconfiou, e posteriormente confirmou a sua autenticidade.
[Haja fartura...]
segunda-feira, março 14, 2011
Lula recebe grau doutor "honoris causa" Universidade Coimbra
O ex-Presidente do Brasil Lula da Silva vai ser distinguido pela Universidade de Coimbra (UC), no dia 30, com o grau de doutor "honoris causa".
"Lula da Silva é uma figura de dimensão internacional que fez imenso pela projeção do Brasil e também pela projeção da língua e da cultura portuguesa", declarou hoje a vice-reitora da UC Helena Freitas, que detém o pelouro das Relações Institucionais.
Para Helena Freitas, "é absolutamente extraordinário" o facto de o ex-Presidente do Brasil ter aceite esta distinção académica, proposta pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC).
[Esquece-se a senhora vice-reitora de que o grau de doutor "honoris causa" em direito atribuído pela Universidade de Coimbra é, em termos universitários, dos títulos mais antigos e conceituados da Europa. Quem não o quereria!]
"Lula da Silva é uma figura de dimensão internacional que fez imenso pela projeção do Brasil e também pela projeção da língua e da cultura portuguesa", declarou hoje a vice-reitora da UC Helena Freitas, que detém o pelouro das Relações Institucionais.
Para Helena Freitas, "é absolutamente extraordinário" o facto de o ex-Presidente do Brasil ter aceite esta distinção académica, proposta pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC).
[Esquece-se a senhora vice-reitora de que o grau de doutor "honoris causa" em direito atribuído pela Universidade de Coimbra é, em termos universitários, dos títulos mais antigos e conceituados da Europa. Quem não o quereria!]
Gomes Cravinho vai deixar governo. Vai candidatar-se a chefe de missão da UE na Índia
O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Gomes Cravinho, vai candidatar-se ao cargo de chefe de missão da União Europeia na Índia, cargo que é incompatível com a sua permanência no Governo.
Cravinho é dos governantes mais antigos da equipa de José Sócrates. Entrou para o Executivo a 14 de Março de 2005, ocupando a pasta da Cooperação, primeiro sob o comando de Freitas do Amaral, e, após a saída deste, manteve-se na equipa dos Negócios Estrangeiros, com Luís Amado.
A rotação do cargo - que na prática é visto como o de embaixador da União Europeia numa das maiores potencias mundiais - deverá concretizar-se até Setembro. A actual responsável da delegação é Danièle Smadja.
A assessoria de imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros disse que "não podia confirmar a notícia".
Se a candidatura de Cravinho for aceite implicará a sua saída do Governo.
[Os ratos vão saltando do porão antes do barco se afundar...]
Cravinho é dos governantes mais antigos da equipa de José Sócrates. Entrou para o Executivo a 14 de Março de 2005, ocupando a pasta da Cooperação, primeiro sob o comando de Freitas do Amaral, e, após a saída deste, manteve-se na equipa dos Negócios Estrangeiros, com Luís Amado.
A rotação do cargo - que na prática é visto como o de embaixador da União Europeia numa das maiores potencias mundiais - deverá concretizar-se até Setembro. A actual responsável da delegação é Danièle Smadja.
A assessoria de imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros disse que "não podia confirmar a notícia".
Se a candidatura de Cravinho for aceite implicará a sua saída do Governo.
[Os ratos vão saltando do porão antes do barco se afundar...]
Governo baixa IVA aplicado ao golfe para 6% e com transportadoras "não pode baixar impostos"
Os campos de golfe deverão voltar a ser tributados à taxa reduzida de IVA, de 6%, em vez dos 23% que estavam a ser aplicados desde o início do ano, no quadro do Orçamento do Estado (OE) para 2011.
A decisão de não penalizar o sector do golfe com a taxa máxima, de 23%, surge num momento em que o Governo avançou com medidas de austeridade que vão atingir o IVA, o que está a suscitar controvérsia. A medida não exigirá, qualquer alteração legislativa e bastará uma informação vinculativa do Fisco a estabelecer uma nova interpretação jurídica para a tributação aplicada aos campos de golfe voltar a ser de 6%.
Entretanto, o ministro das Finanças recusa baixar impostos às empresas de transportes, afirmando que não há condições para baixar impostos, seja a quem for. É desta forma que Teixeira dos Santos responde à paralisação das empresas de transportes de mercadorias que começou à meia-noite por tempo indeterminado. Esta noite o Governo reuniu-se com as empresas, mas não chegou a acordo. As associações reivindicam, nomeadamente, a introdução do gasóleo profissional e descontos nas portagens das autoestradas.
[Assim vai a típica república das bananas...]
A decisão de não penalizar o sector do golfe com a taxa máxima, de 23%, surge num momento em que o Governo avançou com medidas de austeridade que vão atingir o IVA, o que está a suscitar controvérsia. A medida não exigirá, qualquer alteração legislativa e bastará uma informação vinculativa do Fisco a estabelecer uma nova interpretação jurídica para a tributação aplicada aos campos de golfe voltar a ser de 6%.
Entretanto, o ministro das Finanças recusa baixar impostos às empresas de transportes, afirmando que não há condições para baixar impostos, seja a quem for. É desta forma que Teixeira dos Santos responde à paralisação das empresas de transportes de mercadorias que começou à meia-noite por tempo indeterminado. Esta noite o Governo reuniu-se com as empresas, mas não chegou a acordo. As associações reivindicam, nomeadamente, a introdução do gasóleo profissional e descontos nas portagens das autoestradas.
[Assim vai a típica república das bananas...]
"Geração à Rasca" é notícia no Financial Times
O protesto "Geração à Rasca" é noticiado no Financial Times com uma entrevista a uma jovem portuguesa e tomando como inspiração, pelo menos parcialmente, as revoltas populares no Norte de África.
"Chamam-se a si próprios a geração à rasca – diplomados universitários com idades entre os 21 e os 30 anos que estão desesperados por começar uma carreira, ganhar um salário fixo e abandonar a casa dos pais", escreve o correspondente do Financial Times em Lisboa.
"O único trabalho que conseguimos é experiência de trabalho", diz a jovem de 29 anos entrevistada pelo jornal britânico.
O FT diz que milhares de jovens saem hoje à rua inspirados, em parte, pelas revoltas no Norte de Africa.
A organização foi feita através do Facebook e até às 14:00 de hoje, mais de 65.000 pessoas disseram que iam comparecer nas iniciativas marcadas para várias cidades, entre as quais Lisboa e Porto.
O jornal diz que enquanto o Governo de Lisboa reforça medidas de austeridade, com o anúncio de um novo pacote na sexta-feira, o irreverente movimento de protesto despertou um país que enfrenta a segunda recessão em três anos, atingindo uma dimensão surpreendente e dominando o debate público.
"As lutas de jovens na Tunísia, no Egito e na Líbia ajudaram-nos a abrir os olhos", diz a jovem entrevistada pelo FT, uma das líderes do protesto no Porto.
A jovem frisa que os manifestantes não estão a tentar provocar uma revolução, apenas querem ter uma vida melhor.
"Chamam-se a si próprios a geração à rasca – diplomados universitários com idades entre os 21 e os 30 anos que estão desesperados por começar uma carreira, ganhar um salário fixo e abandonar a casa dos pais", escreve o correspondente do Financial Times em Lisboa.
"O único trabalho que conseguimos é experiência de trabalho", diz a jovem de 29 anos entrevistada pelo jornal britânico.
O FT diz que milhares de jovens saem hoje à rua inspirados, em parte, pelas revoltas no Norte de Africa.
A organização foi feita através do Facebook e até às 14:00 de hoje, mais de 65.000 pessoas disseram que iam comparecer nas iniciativas marcadas para várias cidades, entre as quais Lisboa e Porto.
O jornal diz que enquanto o Governo de Lisboa reforça medidas de austeridade, com o anúncio de um novo pacote na sexta-feira, o irreverente movimento de protesto despertou um país que enfrenta a segunda recessão em três anos, atingindo uma dimensão surpreendente e dominando o debate público.
"As lutas de jovens na Tunísia, no Egito e na Líbia ajudaram-nos a abrir os olhos", diz a jovem entrevistada pelo FT, uma das líderes do protesto no Porto.
A jovem frisa que os manifestantes não estão a tentar provocar uma revolução, apenas querem ter uma vida melhor.
quinta-feira, março 10, 2011
Timor propõe aliança com Angola e Brasil para comprar dívida portuguesa
Ramos Horta sugere uma aliança lusófona para ajudar Portugal, mas também para fazer o que diz ser um bom negócio.
Em declarações à Rádio Renascença, o Presidente timorense sugere uma aliança com Angola e o Brasil para compra de dívida soberana portuguesa a juros mais baixos.
Garante que não o move qualquer tipo de intenção filantrópica, mas sim a perspectiva de um bom negócio.
Ramos Horta frisa que a ideia é muito simples de concretizar, através de uma venda directa de dívida portuguesa ao Brasil, Angola e Timor, com taxas de juro abaixo das que têm estado a ser praticadas.
“O que eu proponho seria uma medida conjunta, mas a novidade aqui é que nós compraríamos abaixo do juro que os mercados impõem a Portugal. Poderíamos dizer: estamos a ajudar Portugal, mas estamos a ajudar-nos a nós próprios e estamos a moralizar e a impor um pouco de controlo nos meios financeiros do mercado”, afirmou.
Para Díli, acrescenta, pode ser um bom negócio porque neste momento tem 90% do fundo do petróleo investido em fundos norte-americanos, que oferecem taxas inferiores.
“Mau negócio é o nosso investimento no juro americano que é menos de 3%: mais inflação e mais depreciação. Estávamos a perder dinheiro”. Mas segundo Ramos Horta, o Brasil também pode ganhar com esta operação.
Uma proposta do Presidente de Timor-Leste que já foi feita ao Brasil, mas ainda não a Angola, estando ainda dependente da revisão - pelo Governo e pela Assembleia da República – da lei que gere o fundo petrolífero de Timor e que obriga a que pelo menos 90% dos proveitos do petróleo sejam investidos em títulos do tesouro norte-americanos.
[D. Duarte, duque de Bragança, já havia sugerido a disponibilidade do Brasil em investir em dívida pública portuguesa. Fizeram orelhas moucas...]
Em declarações à Rádio Renascença, o Presidente timorense sugere uma aliança com Angola e o Brasil para compra de dívida soberana portuguesa a juros mais baixos.
Garante que não o move qualquer tipo de intenção filantrópica, mas sim a perspectiva de um bom negócio.
Ramos Horta frisa que a ideia é muito simples de concretizar, através de uma venda directa de dívida portuguesa ao Brasil, Angola e Timor, com taxas de juro abaixo das que têm estado a ser praticadas.
“O que eu proponho seria uma medida conjunta, mas a novidade aqui é que nós compraríamos abaixo do juro que os mercados impõem a Portugal. Poderíamos dizer: estamos a ajudar Portugal, mas estamos a ajudar-nos a nós próprios e estamos a moralizar e a impor um pouco de controlo nos meios financeiros do mercado”, afirmou.
Para Díli, acrescenta, pode ser um bom negócio porque neste momento tem 90% do fundo do petróleo investido em fundos norte-americanos, que oferecem taxas inferiores.
“Mau negócio é o nosso investimento no juro americano que é menos de 3%: mais inflação e mais depreciação. Estávamos a perder dinheiro”. Mas segundo Ramos Horta, o Brasil também pode ganhar com esta operação.
Uma proposta do Presidente de Timor-Leste que já foi feita ao Brasil, mas ainda não a Angola, estando ainda dependente da revisão - pelo Governo e pela Assembleia da República – da lei que gere o fundo petrolífero de Timor e que obriga a que pelo menos 90% dos proveitos do petróleo sejam investidos em títulos do tesouro norte-americanos.
[D. Duarte, duque de Bragança, já havia sugerido a disponibilidade do Brasil em investir em dívida pública portuguesa. Fizeram orelhas moucas...]
quarta-feira, março 09, 2011
Zeinal Bava eleito melhor CEO do sector na Europa
O presidente executivo da PT foi eleito o melhor CEO da Europa no sector das telecomunicações, pela Institutional Investor Magazine, um reconhecimento que obteve quer por parte dos investidores quer dos analistas.
Zeinal Bava ganhou o prémio de melhor CEO (presidente executivo) atribuído pelos investidores com uma votação global de 21,91%, à frente de Vittorio Colao, presidente do Grupo Vodafone, que com 17,98% de votos conseguiu o segundo lugar. Em terceiro lugar do 'ranking' ficou o responsável da operadora Royal KPN, A.J. Scheepbouwer, com 15,73% da votação dos investidores.
Já no 'ranking' avaliado pelos analistas o presidente executivo da Portugal Telecom voltou a vencer os restantes CEO's dos grupos de telecomunicações europeus, com 16,30% dos votos. Em segundo lugar os analistas elegeram Duco Sickinghe, CEO da Telenet Group Holding. O 'homem-forte' da Telefónica, César Alierta, conseguiu, neste caso, o terceiro lugar com 11,19% dos votos.
Com os prémios deste ano, o presidente da PT tornou-se no único executivo português a ter tido duas distinções consecutivas como melhor CEO no sector das telecomunicações - sendo que este ano o reconhecimento chega dos dois lados do mercado financeiro, investidores e analistas - e três prémios como melhor CFO (chief financial officer), pela Institutional Investor Magazine, considerada uma referência internacional na comunicação da relação com os investidores.
Zeinal Bava ganhou o prémio de melhor CEO (presidente executivo) atribuído pelos investidores com uma votação global de 21,91%, à frente de Vittorio Colao, presidente do Grupo Vodafone, que com 17,98% de votos conseguiu o segundo lugar. Em terceiro lugar do 'ranking' ficou o responsável da operadora Royal KPN, A.J. Scheepbouwer, com 15,73% da votação dos investidores.
Já no 'ranking' avaliado pelos analistas o presidente executivo da Portugal Telecom voltou a vencer os restantes CEO's dos grupos de telecomunicações europeus, com 16,30% dos votos. Em segundo lugar os analistas elegeram Duco Sickinghe, CEO da Telenet Group Holding. O 'homem-forte' da Telefónica, César Alierta, conseguiu, neste caso, o terceiro lugar com 11,19% dos votos.
Com os prémios deste ano, o presidente da PT tornou-se no único executivo português a ter tido duas distinções consecutivas como melhor CEO no sector das telecomunicações - sendo que este ano o reconhecimento chega dos dois lados do mercado financeiro, investidores e analistas - e três prémios como melhor CFO (chief financial officer), pela Institutional Investor Magazine, considerada uma referência internacional na comunicação da relação com os investidores.
terça-feira, março 08, 2011
PR inicia mandato com visita a Timor, Indonésia e Tailândia
A primeira deslocação oficial do Presidente Cavaco Silva no segundo mandato será um périplo pela Ásia, com deslocações a Timor-Leste, Indonésia e Tailândia, disse o chefe da diplomacia timorense.
Zacarias da Costa, que se encontra em Portugal para representar o seu país na cerimónia de posse do segundo mandato de Aníbal Cavaco Silva, quarta-feira em Lisboa, precisou que a visita do chefe de Estado português é "uma honra" para Timor-Leste.
A Presidência da República ainda não anunciou esta viagem de Cavaco Silva, avançada pelo Diário de Notícias no domingo, e agora confirmada pelo chefe da diplomacia timorense.
“Sei que não será apenas uma visita para Timor. Passará também pela Indonésia e acabará na Tailândia, para participar nas celebrações dos 500 anos das relações entre Portugal e a Tailândia. Sentimo-nos muito honrados de poder mais uma vez acolher um Presidente de Portugal”, disse.
O périplo asiático de Cavaco Silva realizar-se-á em maio, para coincidir com as comemorações do 9.º aniversário da independência de Timor-Leste, que se celebra a 20 daquele mês.
Zacarias da Costa, que se encontra em Portugal para representar o seu país na cerimónia de posse do segundo mandato de Aníbal Cavaco Silva, quarta-feira em Lisboa, precisou que a visita do chefe de Estado português é "uma honra" para Timor-Leste.
A Presidência da República ainda não anunciou esta viagem de Cavaco Silva, avançada pelo Diário de Notícias no domingo, e agora confirmada pelo chefe da diplomacia timorense.
“Sei que não será apenas uma visita para Timor. Passará também pela Indonésia e acabará na Tailândia, para participar nas celebrações dos 500 anos das relações entre Portugal e a Tailândia. Sentimo-nos muito honrados de poder mais uma vez acolher um Presidente de Portugal”, disse.
O périplo asiático de Cavaco Silva realizar-se-á em maio, para coincidir com as comemorações do 9.º aniversário da independência de Timor-Leste, que se celebra a 20 daquele mês.
UE: Ashton escolhe diplomata Ana Paula Zacarias para chefiar delegação da UE no Brasil
A Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Catherine Ashton, anunciou hoje a designação da diplomata portuguesa Ana Paula Zacarias para chefiar a delegação da UE em Brasília.
Portugal garante assim, através da nomeação da actual representante permanente adjunta de Portugal junto da União Europeia, um dos postos que mais ambicionava no quadro do novo Serviço Europeu de Ação Externa, juntando-se a chefia da embaixada em Brasília à da delegação da UE nos Estados Unidos, liderada por João Vale de Almeida.
No ano passado, Portugal já tentara conquistar o posto em Brasília através da candidatura de Luísa Bastos de Almeida, actual embaixadora na Turquia, mas Ashton decidiu em setembro relançar o concurso, por nenhum dos candidatos de então ser considerado "adequado".
Desta feita, Ashton ficou convencida com o currículo de Ana Paula Zacarias, que tem uma carreira diplomática de 25 anos, tendo sido a primeira embaixadora residente de Portugal na Estónia (entre 2005 e 2008).
Ana Paula Zacarias desempenhou também funções de vice-presidente do Instituto Camões, na Embaixada de Portugal em Washington e no Consulado em Curitiba, Brasil, tendo ainda assumido as funções de representante permanente de Portugal junto da União Latina (2003-2005) e de representante permanente adjunta junto da UNESCO (2000-2005), em Paris.
Por ocasião do anúncio da nomeação de Ana Paula Zacarias, assim como de Mariangela Zappia para chefe da delegação da UE junto das organizações das Nações Unidas em Genebra, Catherine Ashton comentou que é com "particular prazer" que procede a estas duas designações hoje, centenário do Dia Internacional da Mulher.
"São duas diplomatas muito talentosas e experientes, que estou certa que darão um grande contributo ao trabalho do Serviço Europeu de Ação Externa. As suas designações mostra o meu firme empenho num equilíbrio de géneros no Serviço", disse.
Em setembro de 2010, por ocasião da designação do primeiro grupo de três dezenas de embaixadores para chefes de delegação da UE, naquela que é a primeira rotação à luz do novo corpo diplomático europeu criado pelo Tratado de Lisboa, Portugal já garantira a chefia da delegação da União no Gabão, que também cobre São Tomé e Príncipe, atribuída a Cristina Martins Barreira.
Ainda antes, já havia sido atribuída chefia da embaixada da UE nos Estados Unidos, onde já se encontra a trabalhar João Vale de Almeida, antigo chefe de gabinete do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, nunca escondeu o desejo de juntar Brasília a Washington.
Portugal garante assim, através da nomeação da actual representante permanente adjunta de Portugal junto da União Europeia, um dos postos que mais ambicionava no quadro do novo Serviço Europeu de Ação Externa, juntando-se a chefia da embaixada em Brasília à da delegação da UE nos Estados Unidos, liderada por João Vale de Almeida.
No ano passado, Portugal já tentara conquistar o posto em Brasília através da candidatura de Luísa Bastos de Almeida, actual embaixadora na Turquia, mas Ashton decidiu em setembro relançar o concurso, por nenhum dos candidatos de então ser considerado "adequado".
Desta feita, Ashton ficou convencida com o currículo de Ana Paula Zacarias, que tem uma carreira diplomática de 25 anos, tendo sido a primeira embaixadora residente de Portugal na Estónia (entre 2005 e 2008).
Ana Paula Zacarias desempenhou também funções de vice-presidente do Instituto Camões, na Embaixada de Portugal em Washington e no Consulado em Curitiba, Brasil, tendo ainda assumido as funções de representante permanente de Portugal junto da União Latina (2003-2005) e de representante permanente adjunta junto da UNESCO (2000-2005), em Paris.
Por ocasião do anúncio da nomeação de Ana Paula Zacarias, assim como de Mariangela Zappia para chefe da delegação da UE junto das organizações das Nações Unidas em Genebra, Catherine Ashton comentou que é com "particular prazer" que procede a estas duas designações hoje, centenário do Dia Internacional da Mulher.
"São duas diplomatas muito talentosas e experientes, que estou certa que darão um grande contributo ao trabalho do Serviço Europeu de Ação Externa. As suas designações mostra o meu firme empenho num equilíbrio de géneros no Serviço", disse.
Em setembro de 2010, por ocasião da designação do primeiro grupo de três dezenas de embaixadores para chefes de delegação da UE, naquela que é a primeira rotação à luz do novo corpo diplomático europeu criado pelo Tratado de Lisboa, Portugal já garantira a chefia da delegação da União no Gabão, que também cobre São Tomé e Príncipe, atribuída a Cristina Martins Barreira.
Ainda antes, já havia sido atribuída chefia da embaixada da UE nos Estados Unidos, onde já se encontra a trabalhar João Vale de Almeida, antigo chefe de gabinete do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, nunca escondeu o desejo de juntar Brasília a Washington.
segunda-feira, março 07, 2011
Construção: Ministro no Qatar com missão de 20 empresários
O ministro da Economia está hoje no Qatar acompanhado por 20 empresários, sobretudo, da construção civil, tendo sido assinados acordos institucionais e empresariais, que se estendem aos transportes aéreos e à cooperação entre os países no Norte de África.
Depois de os acordos assinados em meados de janeiro pelo Governo português e pelo Qatar nas áreas da energia e do turismo, desta feita, a missão empresarial, que é a terceira desde outubro, "está mais direccionada para o setor da construção civil", avançou fonte oficial do Ministério da Economia e Inovação.
Entre as várias reuniões que estão a ter lugar no Qatar, de uma resultou um entendimento entre várias empresas portuguesas e a Qatar Diar, a 'holding' estatal do emirato, para o desenvolvimento de projetos no Norte de África, nomeadamente, em Marrocos, através de parcerias estabelecidas com as empresas portuguesas já certificadas para operar naquele mercado.
Depois de os acordos assinados em meados de janeiro pelo Governo português e pelo Qatar nas áreas da energia e do turismo, desta feita, a missão empresarial, que é a terceira desde outubro, "está mais direccionada para o setor da construção civil", avançou fonte oficial do Ministério da Economia e Inovação.
Entre as várias reuniões que estão a ter lugar no Qatar, de uma resultou um entendimento entre várias empresas portuguesas e a Qatar Diar, a 'holding' estatal do emirato, para o desenvolvimento de projetos no Norte de África, nomeadamente, em Marrocos, através de parcerias estabelecidas com as empresas portuguesas já certificadas para operar naquele mercado.
Turismo: Portugal está entre 18 países mais competitivos
Portugal caiu uma posição no ranking do Fórum Mundial do Turismo, mas figura entre os 18 países mais competitivos do mundo para desenvolvimento de negócios no sector turístico, revela um estudo global do Fórum Económico Mundial (FEM) divulgado esta segunda-feira, em Andorra.
Portugal desceu uma posição face ao obtido no estudo de 2009, embora obtendo a mesma classificação (5 pontos).
De acordo com a quarta edição do Travel & Tourism Competitiveness Report publicado no âmbito do fórum global (GTF na sigla internacional), a Suíça, a Alemanha e a França ocupam o top3 em termos de atractividade à luz do índice global TTCI - The Travel & Tourism Competitiveness Index, estrutura central do estudo.
O relatório classifica os países em função de três grandes pilares (ambiente regulatório; infra-estruturas; recursos naturais, culturais e humanos) englobando diferentes categorias da envolvente de viagens e turismo.
As áreas em que Portugal obtém a melhor pontuação são precisamente o enquadramento regulatório (destaque para a rubrica de saúde e higiene); ambiente de negócio e infra-estruturas. Os recursos também ajudam ao posicionamento de Portugal, nomeadamente a natureza.
No relatório do FEM são analisados 139 países. Além dos três primeiros já referidos, o top10 deste ano integra ainda, por esta ordem: Áustria, Suécia, Reino Unido, EUA, Canadá, Espanha e Singapura.
O relatório do FEM foi produzido em colaboração com a Deloitte e diversos parceiros do sector como a IATA, a Organização Mundial de Turismo (UNWTO) o Conselho Mundial do Turismo (WTTC) e diversas empresas privadas (Airbus; Hertz; etc).
Portugal desceu uma posição face ao obtido no estudo de 2009, embora obtendo a mesma classificação (5 pontos).
De acordo com a quarta edição do Travel & Tourism Competitiveness Report publicado no âmbito do fórum global (GTF na sigla internacional), a Suíça, a Alemanha e a França ocupam o top3 em termos de atractividade à luz do índice global TTCI - The Travel & Tourism Competitiveness Index, estrutura central do estudo.
O relatório classifica os países em função de três grandes pilares (ambiente regulatório; infra-estruturas; recursos naturais, culturais e humanos) englobando diferentes categorias da envolvente de viagens e turismo.
As áreas em que Portugal obtém a melhor pontuação são precisamente o enquadramento regulatório (destaque para a rubrica de saúde e higiene); ambiente de negócio e infra-estruturas. Os recursos também ajudam ao posicionamento de Portugal, nomeadamente a natureza.
No relatório do FEM são analisados 139 países. Além dos três primeiros já referidos, o top10 deste ano integra ainda, por esta ordem: Áustria, Suécia, Reino Unido, EUA, Canadá, Espanha e Singapura.
O relatório do FEM foi produzido em colaboração com a Deloitte e diversos parceiros do sector como a IATA, a Organização Mundial de Turismo (UNWTO) o Conselho Mundial do Turismo (WTTC) e diversas empresas privadas (Airbus; Hertz; etc).
Calçado português finta crise e ensaia novos mercados
Os empresários de calçado portugueses, presentes na feira internacional de Milão, que este domingo abriu as suas portas para apresentar as novas tendências para o próximo Outono/Inverno, estão optimistas em relação a 2011 e admitem que as exportações possam crescer entre os 10 e os 15%.
Apesar da escalada do preço do petróleo e do aumento das matérias-primas, que se vai reflectir no preço final do caçado, os industriais do sector, que exportam praticamente quase tudo o que produzem (95%), não se mostram preocupados. “O calçado português está em alta em Portugal”, diz Miguel Abreu, da GoldMud, uma fábrica de Felgueiras, que pretende alargar o seu âmbito de intervenção para se lançar numa “apostar forte nos mercados da China e do Japão”, mas continuando a exportar para a Europa, o cliente por excelência das marcas portuguesas. “É preciso fazer uma marca mais global. Temos de vender a qualidade e a marca e se a marca tiver uma boa imagem eles compram”, defende este empresário de Felgueiras, que dá sinais de alguma preocupação pelo facto de algumas matérias-primas, como as peles, usadas em larga escala no fabrico de calçado, começarem a escassear. “Temos de começar a pensar noutras alternativas, talvez material sintético”, afirma, sublinhando que um par de sapatos feito em pele “vai ser uma raridade” daqui por alguns anos.
Apesar da escalada do preço do petróleo e do aumento das matérias-primas, que se vai reflectir no preço final do caçado, os industriais do sector, que exportam praticamente quase tudo o que produzem (95%), não se mostram preocupados. “O calçado português está em alta em Portugal”, diz Miguel Abreu, da GoldMud, uma fábrica de Felgueiras, que pretende alargar o seu âmbito de intervenção para se lançar numa “apostar forte nos mercados da China e do Japão”, mas continuando a exportar para a Europa, o cliente por excelência das marcas portuguesas. “É preciso fazer uma marca mais global. Temos de vender a qualidade e a marca e se a marca tiver uma boa imagem eles compram”, defende este empresário de Felgueiras, que dá sinais de alguma preocupação pelo facto de algumas matérias-primas, como as peles, usadas em larga escala no fabrico de calçado, começarem a escassear. “Temos de começar a pensar noutras alternativas, talvez material sintético”, afirma, sublinhando que um par de sapatos feito em pele “vai ser uma raridade” daqui por alguns anos.
Cavaco espera até Maio para ir a Timor-Leste
A Indonésia deverá ser um ponto de paragem no roteiro do Presidente reeleito pelo Sudeste Asiático. Será a primeira visita de Estado ao país que ocupou a antiga colónia.
Cavaco Silva vai esperar até Maio para fazer a primeira visita de Estado do seu segundo mandato em Belém. O destino será Timor mas a viagem ao Sudeste asiático deverá ainda ter como ponto de paragem a Indonésia.
A confirmar-se o plano de Belém será a sexta visita de Cavaco a uma antiga colónia e a primeira visita de um Presidente português ao país que ocupou Timor-Leste durante 24 anos. A anexação indonésia forçou o corte de relações diplomáticas com Portugal e impediu a independência do território timorense, algo que acabaria por se concretizar em 2002, após um referendo e a intervenção das Nações Unidas.
Os pormenores do périplo pelo Sudeste asiático estão a ser tratados pelo Protocolo de Estado. Tudo leva a crer que será a viagem mais longa desde que Cavaco chegou a Belém - o recorde até agora é de seis dias na visita a Angola. A relação histórica entre os dois países, mas também a cooperação nos domínios da língua, cultura e economia deverão ser os motivos da viagem.
Cavaco Silva vai esperar até Maio para fazer a primeira visita de Estado do seu segundo mandato em Belém. O destino será Timor mas a viagem ao Sudeste asiático deverá ainda ter como ponto de paragem a Indonésia.
A confirmar-se o plano de Belém será a sexta visita de Cavaco a uma antiga colónia e a primeira visita de um Presidente português ao país que ocupou Timor-Leste durante 24 anos. A anexação indonésia forçou o corte de relações diplomáticas com Portugal e impediu a independência do território timorense, algo que acabaria por se concretizar em 2002, após um referendo e a intervenção das Nações Unidas.
Os pormenores do périplo pelo Sudeste asiático estão a ser tratados pelo Protocolo de Estado. Tudo leva a crer que será a viagem mais longa desde que Cavaco chegou a Belém - o recorde até agora é de seis dias na visita a Angola. A relação histórica entre os dois países, mas também a cooperação nos domínios da língua, cultura e economia deverão ser os motivos da viagem.
quinta-feira, março 03, 2011
O "momento PRD" do BE?
Marina Costa Lobo
Politóloga
in Jornal de Negócios
Nos últimos dias, fomos surpreendidos por Francisco Louçã. Ao colocar uma moção de censura ao Governo a destempo, o BE vem revelar a sua intrínseca irresponsabilidade política aos portugueses, e o que é mais recente, algum desnorte.
Por dar este passo logo depois da campanha das presidenciais, este partido está a desdizer todas as promessas de cooperação ensaiadas com o PS até há dias no apoio à campanha do Manuel Alegre. Se a moção fosse bem sucedida, levaria provavelmente ao regresso da direita ao poder, coisa que o BE afirma rejeitar. Mas como já foi dito por muitos comentadores, esta iniciativa acaba por contribuir para a sobrevivência do Governo. Apesar das vociferações de Passos Coelho, o compromisso assumido aquando das duras negociações orçamentais impede que, para já, o PSD esteja disponível para derrubar o Governo. Será preciso que algo de fundamental mude para que este posicionamento se altere, e isso dá algum alívio ao primeiro-ministro.
A questão é saber se esta moção constituiu o "momento PRD" do BE? Em 1987, o PRD decidiu colocar uma moção de censura ao executivo minoritário de Cavaco Silva. Esta moção, embora tenha sido "bem sucedida" na medida em que levou ao derrube do Governo, também foi o início do fim do partido-sensação que havia sido criado dois anos antes, em 1985. Porque nas eleições que se lhe seguiram, e como a moção de censura tinha sido contra-corrente à vontade do eleitorado, o PRD foi dizimado nas urnas, o PSD conseguiu a sua primeira maioria absoluta, e o PS recuperou o seu indiscutível lugar de primeiro partido da esquerda do espectro partidário.
O que ocorre neste Inverno de 2011, não é, à primeira vista, uma repetição desse momento, nem terá as mesmas consequências imediatas. Em primeiro lugar, porque a moção não passa, nem haverá eleições. Portanto as consequências desta acção irresponsável do BE tenderão a diluir-se junto das opiniões políticas do eleitorado.
Depois, porque mesmo que a moção fosse aprovada e houvesse eleições, toda a conjuntura é diferente, seja em termos da cor política do governo, seja em termos económicos. As probabilidades da opinião pública ser hoje totalmente contra uma moção de censura ao Executivo, como foram, em 1987, ao Governo de Cavaco, são hoje menores. Isto a julgar pelas sondagens, que dão o PS em queda continuada, e algum reforço do PSD.
Mas nem tudo é diferente daqueles tempos: pressente-se uma sede de protagonismo e um tacticismo no BE que se assemelha à ganância que o PRD tinha naquela altura, à época muito mal vista pelo eleitorado. Além disso, estes dois partidos têm outros pontos em comum: nem conseguiram verdadeira implantação territorial e local comparável com os restantes, nem constituem uma verdadeira alternativa programática face aos outros partidos. Essencialmente, ambos sobrevivem à custa do protagonismo mediático dos líderes.
É neste sentido que poderíamos chamar ao último período vivido pelo BE sob a liderança de Louçã, como um "momento PRD". Ultimamente, Louça tem-se pautado por um comportamento errático. Arriscou bastante nas Presidenciais e perdeu em toda a linha. E perdeu inclusivamente face, na forma como foi sempre sistematicamente combatendo o PS mesmo enquanto faziam campanha juntos por Alegre. Agora saído da derrota acorre a retomar o seu lugar em S. Bento, para derrubar Sócrates.
Sem lealdades antigas como certos partidos, sem história, e sem ligações associativas, o BE vive da credibilidade dos seus representantes, e sobretudo do seu líder. Só um líder sério, coerente e determinado pode ultrapassar os obstáculos institucionais que se colocam a um partido ainda relativamente novo e pequeno como o BE. E é também provável que os erros da liderança sejam castigados mais fortemente pelo eleitorado. Se uma parte substancial do eleitorado dos partidos portugueses em geral não é fiel, por maioria de razão o do BE ainda o será menos.
Politóloga
in Jornal de Negócios
Nos últimos dias, fomos surpreendidos por Francisco Louçã. Ao colocar uma moção de censura ao Governo a destempo, o BE vem revelar a sua intrínseca irresponsabilidade política aos portugueses, e o que é mais recente, algum desnorte.
Por dar este passo logo depois da campanha das presidenciais, este partido está a desdizer todas as promessas de cooperação ensaiadas com o PS até há dias no apoio à campanha do Manuel Alegre. Se a moção fosse bem sucedida, levaria provavelmente ao regresso da direita ao poder, coisa que o BE afirma rejeitar. Mas como já foi dito por muitos comentadores, esta iniciativa acaba por contribuir para a sobrevivência do Governo. Apesar das vociferações de Passos Coelho, o compromisso assumido aquando das duras negociações orçamentais impede que, para já, o PSD esteja disponível para derrubar o Governo. Será preciso que algo de fundamental mude para que este posicionamento se altere, e isso dá algum alívio ao primeiro-ministro.
A questão é saber se esta moção constituiu o "momento PRD" do BE? Em 1987, o PRD decidiu colocar uma moção de censura ao executivo minoritário de Cavaco Silva. Esta moção, embora tenha sido "bem sucedida" na medida em que levou ao derrube do Governo, também foi o início do fim do partido-sensação que havia sido criado dois anos antes, em 1985. Porque nas eleições que se lhe seguiram, e como a moção de censura tinha sido contra-corrente à vontade do eleitorado, o PRD foi dizimado nas urnas, o PSD conseguiu a sua primeira maioria absoluta, e o PS recuperou o seu indiscutível lugar de primeiro partido da esquerda do espectro partidário.
O que ocorre neste Inverno de 2011, não é, à primeira vista, uma repetição desse momento, nem terá as mesmas consequências imediatas. Em primeiro lugar, porque a moção não passa, nem haverá eleições. Portanto as consequências desta acção irresponsável do BE tenderão a diluir-se junto das opiniões políticas do eleitorado.
Depois, porque mesmo que a moção fosse aprovada e houvesse eleições, toda a conjuntura é diferente, seja em termos da cor política do governo, seja em termos económicos. As probabilidades da opinião pública ser hoje totalmente contra uma moção de censura ao Executivo, como foram, em 1987, ao Governo de Cavaco, são hoje menores. Isto a julgar pelas sondagens, que dão o PS em queda continuada, e algum reforço do PSD.
Mas nem tudo é diferente daqueles tempos: pressente-se uma sede de protagonismo e um tacticismo no BE que se assemelha à ganância que o PRD tinha naquela altura, à época muito mal vista pelo eleitorado. Além disso, estes dois partidos têm outros pontos em comum: nem conseguiram verdadeira implantação territorial e local comparável com os restantes, nem constituem uma verdadeira alternativa programática face aos outros partidos. Essencialmente, ambos sobrevivem à custa do protagonismo mediático dos líderes.
É neste sentido que poderíamos chamar ao último período vivido pelo BE sob a liderança de Louçã, como um "momento PRD". Ultimamente, Louça tem-se pautado por um comportamento errático. Arriscou bastante nas Presidenciais e perdeu em toda a linha. E perdeu inclusivamente face, na forma como foi sempre sistematicamente combatendo o PS mesmo enquanto faziam campanha juntos por Alegre. Agora saído da derrota acorre a retomar o seu lugar em S. Bento, para derrubar Sócrates.
Sem lealdades antigas como certos partidos, sem história, e sem ligações associativas, o BE vive da credibilidade dos seus representantes, e sobretudo do seu líder. Só um líder sério, coerente e determinado pode ultrapassar os obstáculos institucionais que se colocam a um partido ainda relativamente novo e pequeno como o BE. E é também provável que os erros da liderança sejam castigados mais fortemente pelo eleitorado. Se uma parte substancial do eleitorado dos partidos portugueses em geral não é fiel, por maioria de razão o do BE ainda o será menos.
quarta-feira, março 02, 2011
Carros chineses da BYD lançados por Hipólito Pires em Portugal
O empresário, que também representa a Saab, tem três modelos da BYD (Build Your Dreams) na calha.
Os carros chineses da BYD, fabricante automóvel representada em Portugal pela Hipogest, vão entrar no mercado europeu em 2012. "O veículo e6-Eco conseguiu a homologação na Europa e chegará a Portugal no próximo ano", revelou Duarte Guedes, administrador da Hipogest.
Numa fase inicial, a empresa liderada por Hipólito Pires irá avançar com alguns projectos-piloto com câmaras municipais e empresas como a EDP, que já contactou. "Os veículos eléctricos estão na ordem no dia. Como tal, é o momento certo para apresentarmos a marca ao mercado nacional", reforça o administrador da Hipogest.
Um dos modelos na calha é o E6-Eco 2012, um ‘crossover' de cinco lugares, que está equipado com uma bateria de ferro da BYD e tem uma autonomia prevista de 300 quilómetros em estrada urbana. Para carregar este veículo eléctrico são precisos apenas 40 minutos, com um carregador rápido de 100 KW.
Além deste modelo, aguardam ainda "autorização" para andar nas estradas europeias os S6DM SUV, o primeiro todo-o-terreno eléctrico com tracção integral, e o e-Bus K9, um autocarro movido a electricidade com bateria de ferro.
Os carros chineses da BYD, fabricante automóvel representada em Portugal pela Hipogest, vão entrar no mercado europeu em 2012. "O veículo e6-Eco conseguiu a homologação na Europa e chegará a Portugal no próximo ano", revelou Duarte Guedes, administrador da Hipogest.
Numa fase inicial, a empresa liderada por Hipólito Pires irá avançar com alguns projectos-piloto com câmaras municipais e empresas como a EDP, que já contactou. "Os veículos eléctricos estão na ordem no dia. Como tal, é o momento certo para apresentarmos a marca ao mercado nacional", reforça o administrador da Hipogest.
Um dos modelos na calha é o E6-Eco 2012, um ‘crossover' de cinco lugares, que está equipado com uma bateria de ferro da BYD e tem uma autonomia prevista de 300 quilómetros em estrada urbana. Para carregar este veículo eléctrico são precisos apenas 40 minutos, com um carregador rápido de 100 KW.
Além deste modelo, aguardam ainda "autorização" para andar nas estradas europeias os S6DM SUV, o primeiro todo-o-terreno eléctrico com tracção integral, e o e-Bus K9, um autocarro movido a electricidade com bateria de ferro.
terça-feira, março 01, 2011
Actriz portuguesa não compareceu à cerimónia dos Óscares devido a sequestro
Sandra Cardinali, actriz portuguesa de 36 anos, não foi à cerimónia dos Óscares, realizada no passado Domingo, por ter sido vítima de sequestro. A actriz foi raptada durante mais de 24 horas por dois homens, tendo posteriormente sido abandonada em Cascais.
A actriz, que entrou no mais recente filme de Steven Spielberg, perdeu o avião para Los Angeles, por ter sido sequestrada na manhã de quinta-feira. A actriz conta que foi forçada a entrar na bagageira de um carro em São Marcos, Sintra, perto de casa da sua mãe.
Sandra terá sido deixada na Malveira da Serra, Cascais sem se conseguir recordar do que aconteceu. A actriz falhou a prova de vestidos onde iria escolher qual levaria à cerimónia, não conseguindo igualmente chegar a tempo de apanhar o avião que a levaria até Los Angeles.
A PJ já está a investigar o caso.
A actriz, que entrou no mais recente filme de Steven Spielberg, perdeu o avião para Los Angeles, por ter sido sequestrada na manhã de quinta-feira. A actriz conta que foi forçada a entrar na bagageira de um carro em São Marcos, Sintra, perto de casa da sua mãe.
Sandra terá sido deixada na Malveira da Serra, Cascais sem se conseguir recordar do que aconteceu. A actriz falhou a prova de vestidos onde iria escolher qual levaria à cerimónia, não conseguindo igualmente chegar a tempo de apanhar o avião que a levaria até Los Angeles.
A PJ já está a investigar o caso.
Carlos de Mattos: os portugueses também recebem óscares
Carlos de Mattos fundou em 2000, com um dos seus três filhos, Marcos, a CDM Interactive, uma empresa de investimentos na área dos media, imobiliária e entretenimento.
Tinha 16 anos quando pisou solo americano pela primeira vez. Apaixonou-se pela Califórnia e pela "abertura de mentalidades" e não quis mais sair de lá: "É preciso perceber que Portugal, na altura, estava sobre a ditadura de Salazar e a diferença entre as duas sociedades era enorme. Senti que os EUA era o lugar certo para mim e para qualquer jovem sedento de independência e sucesso."
Quando voltou para Portugal, tinha apenas um objectivo: regressar rapidamente para a terra das oportunidades. Candidatou-se a uma bolsa de estudo na embaixada dos EUA em Lisboa e dois anos depois foi aceite em duas Universidades da Califórnia. Aos 18 estava de volta à América, em San Fernando Valley, Los Angeles, de onde nunca mais saiu.
Apesar do sonho, Mattos, confessa que ao início foi difícil: "A adaptação ao estilo de vida americano, principalmente em Los Angeles e Hollywood, foi complicado. Não tinha carro e aquilo era tão grande que eu não podia deslocar-me sozinho, estava sempre dependente de outros para arranjar transporte."
Então mas e os Óscares? Mattos ganhou dois Óscares na categoria Científica e Técnica, em 1983 e 1985. Esta categoria premeia aqueles cujo trabalho permitiu avanços técnicos na produção cinematográfica. É uma cerimónia à parte, apresentada por uma estrela de Hollywood, fora da cerimónia dos Óscares transmitidos pela televisão.
O primeiro Óscar que lhe foi parar às mãos foi com a invenção de uma grua em túlipa que foi usada pela primeira vez por Steven Spielberg, no filme E.T.. O segundo foi-lhe atribuído pelo desenvolvimento de uma câmara por controlo remoto, usada pela primeira vez por Francis Ford Coppola nas filmagens de Cotton Club.
A entrada neste mundo técnico aconteceu mais ou menos por acaso: "Quando aqui cheguei só tinha visto de estudante e não podia trabalhar. Para poder ganhar dinheiro sem quebrar a lei, juntei-me a dois amigos americanos numa espécie de sociedade e começámos numa garagem a construir estruturas e equipamentos de luz para os Estúdios Major."
O negócio cresceu, transformou-se na Matthews Studio Equipment e passado pouco tempo Carlos teve direito a carta verde para trabalhar e permanecer no país. O casamento com Elena, sua mulher há 35 anos, permitiu-lhe adquirir a nacionalidade americana.
Os seus equipamentos já brilharam em filmes como Exterminador Implacável, Forrest Gump, Titanic, espectáculos da Broadway ou em concertos e eventos, como digressões dos Rolling Stones, várias Super Bowls e Extreme Games.
Além de tudo, Carlos é um dos membros da Academia e um dos votantes dos Óscares. E mesmo o facto de serem seis mil membros e de qualquer pessoa vencedora de um destes prémios poder fazer parte do grupo, não lhe tira mérito. Para Carlos o melhor filme deste ano é o Hereafter - Outra Vida, de Clint Eastwood. No entanto, e como este filme não foi apurado para as nomeações, aposta em A Rede Social.
Portugal no coração.
Carlos vive há mais tempo na Califórnia do que viveu no país natal, mas nem por isso esqueceu as coisas boas que é como quem diz, a comida: "Adoro cozinhar, é uma das minhas paixões. Faço caldeirada, bife à portuguesa, carne de porco à alentejana e vários tipos de bacalhau, mas o meu preferido é à Braz."
Tinha 16 anos quando pisou solo americano pela primeira vez. Apaixonou-se pela Califórnia e pela "abertura de mentalidades" e não quis mais sair de lá: "É preciso perceber que Portugal, na altura, estava sobre a ditadura de Salazar e a diferença entre as duas sociedades era enorme. Senti que os EUA era o lugar certo para mim e para qualquer jovem sedento de independência e sucesso."
Quando voltou para Portugal, tinha apenas um objectivo: regressar rapidamente para a terra das oportunidades. Candidatou-se a uma bolsa de estudo na embaixada dos EUA em Lisboa e dois anos depois foi aceite em duas Universidades da Califórnia. Aos 18 estava de volta à América, em San Fernando Valley, Los Angeles, de onde nunca mais saiu.
Apesar do sonho, Mattos, confessa que ao início foi difícil: "A adaptação ao estilo de vida americano, principalmente em Los Angeles e Hollywood, foi complicado. Não tinha carro e aquilo era tão grande que eu não podia deslocar-me sozinho, estava sempre dependente de outros para arranjar transporte."
Então mas e os Óscares? Mattos ganhou dois Óscares na categoria Científica e Técnica, em 1983 e 1985. Esta categoria premeia aqueles cujo trabalho permitiu avanços técnicos na produção cinematográfica. É uma cerimónia à parte, apresentada por uma estrela de Hollywood, fora da cerimónia dos Óscares transmitidos pela televisão.
O primeiro Óscar que lhe foi parar às mãos foi com a invenção de uma grua em túlipa que foi usada pela primeira vez por Steven Spielberg, no filme E.T.. O segundo foi-lhe atribuído pelo desenvolvimento de uma câmara por controlo remoto, usada pela primeira vez por Francis Ford Coppola nas filmagens de Cotton Club.
A entrada neste mundo técnico aconteceu mais ou menos por acaso: "Quando aqui cheguei só tinha visto de estudante e não podia trabalhar. Para poder ganhar dinheiro sem quebrar a lei, juntei-me a dois amigos americanos numa espécie de sociedade e começámos numa garagem a construir estruturas e equipamentos de luz para os Estúdios Major."
O negócio cresceu, transformou-se na Matthews Studio Equipment e passado pouco tempo Carlos teve direito a carta verde para trabalhar e permanecer no país. O casamento com Elena, sua mulher há 35 anos, permitiu-lhe adquirir a nacionalidade americana.
Os seus equipamentos já brilharam em filmes como Exterminador Implacável, Forrest Gump, Titanic, espectáculos da Broadway ou em concertos e eventos, como digressões dos Rolling Stones, várias Super Bowls e Extreme Games.
Além de tudo, Carlos é um dos membros da Academia e um dos votantes dos Óscares. E mesmo o facto de serem seis mil membros e de qualquer pessoa vencedora de um destes prémios poder fazer parte do grupo, não lhe tira mérito. Para Carlos o melhor filme deste ano é o Hereafter - Outra Vida, de Clint Eastwood. No entanto, e como este filme não foi apurado para as nomeações, aposta em A Rede Social.
Portugal no coração.
Carlos vive há mais tempo na Califórnia do que viveu no país natal, mas nem por isso esqueceu as coisas boas que é como quem diz, a comida: "Adoro cozinhar, é uma das minhas paixões. Faço caldeirada, bife à portuguesa, carne de porco à alentejana e vários tipos de bacalhau, mas o meu preferido é à Braz."
Instituto Gulbenkian de Ciências é 9º melhor local de trabalho para pós-doutorados fora dos EUA
Revista The Scientist elege a britânica University College London como o melhor instituto de trabalho para quem está a tirar um pós-doutoramento em Ciências.
O Instituto Gulbenkian de Ciências (IGC), em Oeiras, é o nono melhor local de trabalho para quem está a fazer um pós-doutoramento na área das Ciências fora dos Estados Unidos da América, de acordo com um estudo da revista The Scientist.
Criado em 1956, o instituto que se centra na investigação de áreas biomédicas fica abaixo de entidades como a University College London, no Reino Unido, que se encontra no primeiro posto da classificação internacional.
O IGC, fundado por vontade deixada em testamento por Calouste Gulbenkian, oferece aos seus 84 alunos no programa de pós-doutoramento remunerações anuais entre os 17,9 mil e os 29,2 mil euros.
Em comunicado, a instituição salienta que "só três instituições do ano anterior conseguiram manter-se na lista" e que é uma delas. Este é, portanto, o segundo ano em que o IGC está na classificação da The Scientist. "São os próprios investigadores, ligados a instituições de investigação em todo o mundo, que elegem os melhores lugares para trabalharem", referiu de forma a sublinhar a boa posição em que se encontra.
Das dez entidades internacionais que melhores condições oferecem aos seus estudantes, excluindo os EUA, só um grupo chinês paga salários mais baixos que a instituição portuguesa. A Novartis Institutes for BioMedical Research tem três sedes, uma na Suíça, uma no Reino Unido e outra na China. É, então, apenas nessa sede chinesa que as remunerações anuais começam num nível mais baixo, nos 132 mil yuans (14,6 mil euros).
Essa lista de institutos fora dos Estados Unidos que são considerados pela The Scientist como os melhores locais de emprego para quem está a fazer um pós-doutoramento é liderado pela University College London. A entidade conta com 655 alunos no programa de pós-doutoramento, com remunerações entre 31,8 e 41,7 mil libras (37,3 mil e 48,9 mil euros).
Seguem-se, no segundo lugar, os Novartis Institutes for BioMedical Research. O pódio fica completo com o alemão Biotechnology Center TU Dresden (BIOTEC). As restantes posições são ocupadas por entidades da Austrália, Alemanha, Reino Unido e Países Baixos.
Dentro dos Estados Unidos, o melhor instituto para trabalhar na área das Ciências é o Whitehead Institute for Biomedical Research, de Massachusetts, acompanhado na segunda posição pelo Woods Hole Oceanographic Institution, do mesmo estado. O terceiro lugar é do Van Andel Research Institute, de Michingan.
O Instituto Gulbenkian de Ciências (IGC), em Oeiras, é o nono melhor local de trabalho para quem está a fazer um pós-doutoramento na área das Ciências fora dos Estados Unidos da América, de acordo com um estudo da revista The Scientist.
Criado em 1956, o instituto que se centra na investigação de áreas biomédicas fica abaixo de entidades como a University College London, no Reino Unido, que se encontra no primeiro posto da classificação internacional.
O IGC, fundado por vontade deixada em testamento por Calouste Gulbenkian, oferece aos seus 84 alunos no programa de pós-doutoramento remunerações anuais entre os 17,9 mil e os 29,2 mil euros.
Em comunicado, a instituição salienta que "só três instituições do ano anterior conseguiram manter-se na lista" e que é uma delas. Este é, portanto, o segundo ano em que o IGC está na classificação da The Scientist. "São os próprios investigadores, ligados a instituições de investigação em todo o mundo, que elegem os melhores lugares para trabalharem", referiu de forma a sublinhar a boa posição em que se encontra.
Das dez entidades internacionais que melhores condições oferecem aos seus estudantes, excluindo os EUA, só um grupo chinês paga salários mais baixos que a instituição portuguesa. A Novartis Institutes for BioMedical Research tem três sedes, uma na Suíça, uma no Reino Unido e outra na China. É, então, apenas nessa sede chinesa que as remunerações anuais começam num nível mais baixo, nos 132 mil yuans (14,6 mil euros).
Essa lista de institutos fora dos Estados Unidos que são considerados pela The Scientist como os melhores locais de emprego para quem está a fazer um pós-doutoramento é liderado pela University College London. A entidade conta com 655 alunos no programa de pós-doutoramento, com remunerações entre 31,8 e 41,7 mil libras (37,3 mil e 48,9 mil euros).
Seguem-se, no segundo lugar, os Novartis Institutes for BioMedical Research. O pódio fica completo com o alemão Biotechnology Center TU Dresden (BIOTEC). As restantes posições são ocupadas por entidades da Austrália, Alemanha, Reino Unido e Países Baixos.
Dentro dos Estados Unidos, o melhor instituto para trabalhar na área das Ciências é o Whitehead Institute for Biomedical Research, de Massachusetts, acompanhado na segunda posição pelo Woods Hole Oceanographic Institution, do mesmo estado. O terceiro lugar é do Van Andel Research Institute, de Michingan.
Angola e Guiné gastam mais formação militar que na educação
Angola e Guiné-Bissau gastam mais dinheiro na formação militar do que no ensino básico e um pequeno corte nas despesas da Defesa permitia que mais de 600 mil crianças fossem à escola, revela hoje um relatório da UNESCO.
De acordo com o relatório "A crise escondida: conflito armado e educação", hoje divulgado, "muitos dos países mais pobres gastam significativamente mais em armas do que na educação básica".
Numa análise a vários países, a Agência das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) concluiu que Angola é o segundo que mais dinheiro gasta com a vertente militar do que com a educacional e a Guiné-Bissau é o quarto.
De acordo com o relatório "A crise escondida: conflito armado e educação", hoje divulgado, "muitos dos países mais pobres gastam significativamente mais em armas do que na educação básica".
Numa análise a vários países, a Agência das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) concluiu que Angola é o segundo que mais dinheiro gasta com a vertente militar do que com a educacional e a Guiné-Bissau é o quarto.
Timor: Xanana suspende vice-PM para que responda tribunal
O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, comunicou ao Presidente da República, José Ramos-Horta, a suspensão do vice-primeiro-ministro, José Luís Guterres, para que este seja ouvido em tribunal, foi hoje divulgado no Parlamento Nacional.
Em carta enviada de Cuba, onde se encontra em visita oficial, Xanana Gusmão informa o chefe de Estado de que, durante a sua ausência, assume a coordenação do Governo a ministra das Finanças, Emília Pires.
A carta foi dada a conhecer ao presidente do Parlamento Nacional, Fernando Lasama Araújo, e a todos os membros do Governo, e distribuída às bancadas parlamentares, bem como a várias entidades, nomeadamente à representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas, Ameerah Haq.
Em carta enviada de Cuba, onde se encontra em visita oficial, Xanana Gusmão informa o chefe de Estado de que, durante a sua ausência, assume a coordenação do Governo a ministra das Finanças, Emília Pires.
A carta foi dada a conhecer ao presidente do Parlamento Nacional, Fernando Lasama Araújo, e a todos os membros do Governo, e distribuída às bancadas parlamentares, bem como a várias entidades, nomeadamente à representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas, Ameerah Haq.
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