sábado, junho 25, 2011

China vai aumentar ajuda a Cabo Verde

O vice-ministro chinês do Comércio, Jiang Yao Ping, afirmou que a China vai aumentar a sua ajuda a Cabo Verde, além de aprofundar a cooperação económica tendo como "plataforma" a região administrativa de Macau.

Jiang Yao Ping falou no início desta tarde aos jornalistas após um encontro com o primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, enquadrado na visita de dois dias que efectua ao arquipélago, acompanhado pelo secretário para a Economia e Finanças do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, Tam Pak Yuen, e por uma delegação empresarial de Macau composta por 40 empresários.

Na audiência com o chefe do governo cabo-verdiano, Jiang Yao Ping afirmou ter trocado impressões sobre a cooperação económica, comercial, política, cultural e no sector da educação entre Pequim e Cidade da Praia.

"Todos nós apostamos muito na cooperação entre a China e Cabo Verde e dentro da nossa disponibilidade o governo da China vai aumentar as doações para o desenvolvimento económico e social de Cabo Verde e também vamos continuar a promover a cooperação de investimentos", disse o vice-ministro chinês.

Jiang Yao Ping avançou ainda que esta visita tem uma vertente de cooperação económica forte, referindo-se à delegação de quarenta empresários de Macau que participam nesta viagem e que deverão promover uma bolsa de contactos com os operadores económicos locais.
"Desta vez chefiamos uma grande delegação empresarial e vamos trocar impressões com empresários locais para identificar novas oportunidades de cooperação para o benefício mútuo. Também apoiamos o investimento chinês em Cabo Verde", garantiu.

Para o governante chinês, o facto de em Macau se falar português e de "haver laços históricos e culturais muito estreitos" com Cabo Verde pode facilitar a plataforma de entendimento.
"Podemos aproveitar esta plataforma desempenhada por Macau para aprofundar a cooperação bilateral", sublinhou.

Durante a sua visita ao arquipélago, o vice-ministro do Comércio da China deverá assinar com Cabo Verde cinco acordos nas áreas de educação, energia solar, água e saúde.

A delegação chinesa parte nesta sexta-feira para a ilha do Sal onde terá oportunidade para fazer uma prospecção turística e visitar alguns empreendimentos turísticos.

quarta-feira, junho 22, 2011

Portugal "é o sítio certo" para a Embraer, diz presidente para a Europa

A implantação em Évora da Embraer "está a correr muito bem" e "Portugal é o sítio certo para desenvolver os novos projectos" do construtor brasileiro de aviões, afirmou em Paris o presidente da Embraer Europa (EE), Luiz Fernando Fuchs.

"Analisámos vários países e concluímos que Portugal seria o ideal" para implantar as novas fábricas no continente europeu, afirmou Fuchs. O presidente da EE, que participou numa conferência sobre o cluster aeronáutico português no Salão de Le Bourget, a norte de Paris, deu um retrato positivo do processo da construção das duas linhas de montagem da empresa brasileira em Évora.

Fuchs afirmou que a implantação em Portugal acontece numa lógica de globalização da Embraer, que construiu linhas de montagem na China e no Estado da Florida (EUA).
A escolha de Portugal "não foi determinada pelo factor de proximidade cultural, que também é importante, mas pelos factores de incentivos oferecidos pelo país e pela mão-de-obra altamente qualificada que responde às necessidades da Embraer".

As duas fábricas da Embraer perto de Évora, a Embraer Compósitos e a Embraer Metálicas, em terrenos contíguos numa área de 54 mil metros quadrados, estão em construção desde Novembro de 2010.
A linha de montagem ficará pronta em Dezembro de 2011 e a primeira produção está prevista para o segundo semestre de 2012, atingindo a capacidade total no segundo semestre de 2013, ainda segundo Fuchs.

Em Évora, a Embraer vai produzir principalmente componentes de dois aparelhos da aviação executiva, o Legacy 500 e o Legacy 450, estando o primeiro mais avançado, com o protótipo a ser produzido até ao final do ano no Brasil. "O Legacy 500 tem uma procura razoável e todo o equipamento e máquinas estão feitos para esse avião", afirmou.
Entre as várias peças que sairão das duas fábricas da Embraer estão "o aerofoil traseiro, todo o trem traseiro de estabilidade, a empenagem vertical do avião, partes da fuselagem e das asas e vários outros produtos que vão ser feitos em Évora e embarcados para o Brasil".

Em simultâneo com a construção das fábricas, a Embraer está a formar mão-de-obra nas OGMA, de que a empresa brasileira possui 65% do capital, e alguns quadros realizam um ano de formação no Brasil, "para tudo estar pronto quando a produção arrancar em Évora", disse ainda Fuchs.
"Não conheço nenhuma linha de montagem em nenhum país do mundo tão moderna como as fábricas de Évora, que arrancarão com a tecnologia mais moderna que existe actualmente", sublinhou o presidente da Embraer Europa.

O presidente da EE foi um dos participantes num programa organizado pela Aicep Portugal Global (a agência de investimentos e comércio externo portuguesa) ao longo da semana em Le Bourget, para divulgar o cluster aeroespacial português.
Portugal está pela primeira vez representado com um pavilhão próprio num dos mais importantes e mais antigos certames do sector a nível mundial. Ao todo, 36 empresas expõem as suas competências num espaço de 400 metros quadrados.

Republicano Tim Pawlenty sob fogo por comentário sobre Portugal

Num debate entre pré-candidatos à nomeação presidencial republicana a 14 de junho, Pawlenty criticou o chefe de Estado Barack Obama por "ver a América como um entre iguais em todo o mundo", quando os Estados Unidos "não são o mesmo que Portugal, o mesmo que a Argentina".

O Conselho Luso-Americano para a Liderança (PALCUS, na sigla em inglês) escreveu ao pré-candidato presidencial republicano Tim Pawlenty protestando contra um comentário "depreciativo" e "ignorante" sobre Portugal e as relações luso-americanas.

"Sentimos que o tom do seu comentário foi depreciativo e mostra ignorância sobre os factos relativos à impressionante história da República Portuguesa, [Não havia história antes da República... ] bem como à forte e constante relação bilateral de que desfruta com os Estados Unidos", afirma a associação, em carta datada de 20 de Junho e divulgada terça-feira.

No domingo, foi a Associação Nacional de Luso-Americanos (NOPA) a escrever a Pawlenty pelo comentário que também qualificou de depreciativo.
"Esperávamos que um candidato para o lugar de Presidente da nossa Nação estivesse mais ciente da importância dos laços bilaterais entre Portugal e os Estados Unidos para o futuro e defesa da América", afirma na carta Francisco Semião, diretor da NOPA.

Tal como a NOPA, a PALCUS apresenta um conjunto de dados sobre as relações entre os dois países e o papel internacional de Portugal, nomeadamente na NATO, para "melhorar a opinião" de Pawlenty sobre o país.

"É um ponto de vista que serve bem qualquer candidato à presidência no campo das relações externas. Por favor, não hesite em contactar-nos se necessitar de quaisquer outros recursos a este respeito", refere a carta divulgada pelo presidente da PALCUS, Fernando Rosa.

Empresa finlandesa faz paródia com Portugal em jogo no Facebook

"King of Portugal" é o nome do mais recente jogo da TTUrsas, uma companhia finlandesa que produz aplicações para o Facebook, mas também para o iPhone. Neste jogo, a empresa dá "créditos ilimitados" ao "Rei" de Portugal.

É mais um capítulo na “novela” entre Portugal e a Finlândia. Mas agora, em modo de jogo… Foi lançado no início de Maio, mas só agora começa a ter sucesso no Facebook.

O jogo é uma paródia ao endividamento excessivo de Portugal, através de um “Rei” que tem uma paixão: automóveis. “O rei de Portugal adora os seus carros rápidos, mas não tem dinheiro, só dívidas”, diz a apresentação do jogo.
Carregue no botão e obtenha uma carrada de dinheiro de outros países da União Europeia e utilize-o para comprar automóveis ainda melhores. Depois desfaça-os. Os créditos são ilimitados”, lê-se na “entrada” do jogo.

O objectivo do jogo é mesmo esse, o de desfazer veículos num percurso a duas dimensões. A tarefa não é fácil. Ganha quem conseguir mais proezas com o veículo, sem antes destruí-lo. Quando o destrói, a seguinte mensagem aparece: “Aqui está um automóvel novo. Consumir é bom para a economia”.

quinta-feira, junho 16, 2011

O conselho de um marreta, por Joge Fiel

in DN
O meu primeiro emprego, algures em 1978, foi na Revisão do Jornal de Notícias. Garantir que não faltava a letra fatídica em palavras perigosas como conta, pedido ou carvalhos não era emprego de sonho para um quartanista de História.

O horário era mau, pois pegava às 20.00, mais ou menos à mesma hora que as minhas amigas e amigos iniciavam com um jantar no Botas ou no Papagaio um programa de noite bem mais sexy que o meu.

E as regras de funcionamento da secção, superiormente estabelecidas pelo chefe - o sr. Almeida, que protegia os punhos com manguitos e adjectivava de "asnáticas" as nossas distracções -, eram péssimas.

Como no ocaso dos agitados 70 os jornais já tinham engrenado a marcha atrás na hora de fecho, por volta das duas da manhã a prova da 1.ª página já estava revista e assinada.

Apesar de não haver mais nada para fazer, só tínhamos ordem de soltura quando batiam as três, pelo que ficávamos todos na conversa mole e a olhar para os ponteiros do relógio da parede.

Na fé religiosa que o sr. Almeida depositava no estrito cumprimento do horário do trabalho não havia espaço para me deixar sair cinco minutos antes da hora, a tempo de apanhar o último autocarro da carreira 1, que partia de Sá da Bandeira às 03.00 e fazia a Marginal até Matosinhos.


Várias vezes lhe impetrei (o sinónimo do verbo pedir que o sr. Almeida preferia usar no dia-a-dia) esse pequeno favor, mas sempre sem sucesso, pelo que não me restava outra hipótese senão transferir para os taxistas o dinheirinho ganho nessa noite - ou então vencer a pé a distância entre Gonçalo Cristóvão e as torres vermelhas da Pasteleira.

Trabalhar na Revisão do JN não foi um emprego de sonho, mas eu mantive-o, até não ser renovado o contrato (quando fui chamado para a tropa), na vã esperança de que ele fosse um atalho rápido para ingressar na Redacção - na verdade não foi, pois só agora, 33 anos depois, me tornei jornalista do JN.

Vem esta recordação a propósito do facto de apenas 7% dos jovens (sub-30) portugueses se sentirem motivados para trabalhar, um dos mais baixos valores encontrados pela GFK numa sondagem realizada em 25 países europeus.

Eu sei que policiar a concordância numa frase é bem melhor que trabalhar num call center. Eu aceito que seja muito aborrecido ser a primeira geração que vai viver pior que a dos seus pais. Eu concordo que é tramado perceber que vão ser frustradas as expectativas num futuro sorridente, construídas numa infância e adolescência fáceis. Mas aviso a autodenominada geração à rasca de que não adianta nada culpar os outros pelos nossos problemas - nem esperar que alguém os vá resolver. O melhor que têm a fazer é começarem já a construir o futuro com os vossos próprios recursos.

UE e Guiné-Bissau assinam protocolo no sector das pescas

A União Europeia e a Guiné-Bissau assinaram quarta-feira ao final do dia um protocolo provisório no setor das pescas com duração de um ano, devendo o novo acordo estar finalizado até março de 2012.

"Concluímos as negociações entre a União Europeia e a Guiné-Bissau para a adoção de um novo protocolo que regulamentará o acordo de pescas entre as duas partes a partir de amanhã (quinta-feira)", disse o embaixador da UE em Bissau, Joaquin Gonzalez-Ducay.

Segundo o representante da UE, chegou-se a um "acordo vantajoso para as duas partes".

Campeão do mundo do jogo FIFA 2011 é português

Francisco Cruz, um jovem português de 16 anos oriundo da Trofa, sagrou-se, no passado dia 9 de Junho, em Los Angeles, EUA, campeão oficial do FIFA Interactive World Cup, jogo para consolas concebido pela Electronic Arts.

Francisco, que descreve a sua vitória como «mágica», disputou a grande final no Teatro Mayan em Los Angeles, onde derrotou o colombiano Javier Muñoz, por 4-1, tornando-se assim também no mais jovem vencedor deste torneio disputado a nível mundial.

Quanto ao terceiro lugar, ficou na posse de Marcos Azzi, adversário que o português derrotara na primeira meia-final.

A vitória no FIFA Interactive World Cup 2011, que este ano reuniu mais de 900 mil jogadores de todo o mundo, valeu a Francisco Cruz um prémio monetário no valor de 20 000 dólares e uma viagem para duas pessoas para a edição do próximo ano do FIFA Ballon d’Or Gala.

A edição de 2011 foi disputada pelos 24 melhores jogadores do mundo ao longo de seis temporadas marcadas por dez eventos de qualificação, os quais tiveram ainda oportunidade de, após uma viagem de iate que os levou à Marina del Rey, testar, pela primeira vez e em exclusivo, o EA SPORTS™ FIFA 12, antes ainda da sua chegada às lojas no próximo Outono.
Os jogadores foram ainda conduzidos até à E3, onde, naquela que é a maior conferência do mundo sobre jogos, tiveram o privilégio de expressar a sua opinião acerca do jogo da EA Sports, junto do seu criador, David Rutter.

terça-feira, junho 14, 2011

Investimento luso em Angola chega através da Holanda

O investimento luso domina no sector não petrolífero angolano, interesse que nem a crise abalou. Mas hoje tem outras portas de entrada: Holanda e paraísos fiscais.

Portugal detém a maior quota do investimento privado estrangeiro em Angola no sector não petrolífero. Uma tendência que, segundo os dados da Agência Nacional para o Investimento Privado (ANIP), se mantém desde 2006 e que faz deste "parceiro estratégico um importante apoio à diversificação da economia angolana".
Nos últimos cinco anos, o investimento português somou mais de 1,4 mil milhões de dólares, mais de 65% do investimento privado com origem nos países estratégicos para Angola (Brasil, EUA e China). O montante do investimento luso só é ultrapassado pelo angolano (2,5 mil milhões).

Mesmo a crise que abalou o Mundo há dois anos, ou os atrasos nos pagamentos às empresas por parte do Estado, não abalaram significativamente o investimento privado luso. As maiores quebras de interesse, entre 2009 e 2010, foram registadas pelo Brasil (92%), EUA (52%) e a China (0,45%).

Os dados da ANIP mostram que África do Sul, Holanda, Ilhas Virgens Britânicas e Maurícias têm, desde 2006, vindo a apostar consistentemente em Angola. Num primeiro olhar, o país neste que mais surpreende é a Holanda.
Segundo fontes do mercado, o crescimento do investimento com origem neste país, assim como nos paraísos fiscais, tem uma explicação: algum investimento angolano e muito do português está a ser realizado através daqueles países. É o caso da participação da portuguesa ZON na angolana ZAP, realizada através de uma empresa sediada na Holanda. Segundo as mesmas fontes, os investimentos da Sonae em Angola também vão ser realizados através da Holanda.

quinta-feira, junho 09, 2011

NATO: Presidente da República confessa ter "alguma pena" por Portugal ter perdido comando de "nível superior"

O Presidente da República confessou hoje ter "alguma pena" por Portugal ter perdido o comando de "nível superior" da NATO mas sublinhou que a negociação feita para a sua substituição por um comando operacional marítimo "dignifica o esforço" do país.


"Tenho alguma pena como todos os outros que perderam comandos têm, que tenha saído de Oeiras este comando de nível superior", reconheceu o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas à entrada para um almoço no Conservatório Regional de Castelo Branco, inserido no programa de comemorações do 10 de Junho.

Lembrando que Portugal é apenas um entre um entre 28 membros da NATO e que as negociações para se chegar a um consenso foram "difíceis e muito demoradas", Cavaco Silva salientou que o resultado a que se chegou "dignifica o esforço" que Portugal fez.

quarta-feira, junho 08, 2011

Privatizações

Não vos vou falar como técnico, como não sou; e até sem conhecimento de causa. Vou-vos simplesmente dar uma opinião, talvez insustentada acerca das privatizações possíveis e em muitos casos desejáveis, a fazer pelo estado português.

PT - Não faz sentido continuar com golden shares nem afins. Esta é uma empresa que faz parte do mercado, existe alguma concorrência e há que dispensar monolitismos.

EDP - Outro caso em que o estado nada deve ter a ver como accionista. Neste caso havendo um monopólio natural, mesmo sendo uma entidade privada tem de ter um contrato firme e bem delineado nos seus limites como serviço público que é. Há portanto ue dar meios e poderes a uma entidade reguladora que seja eficaz e forte.

Àguas de Portugal - O mesmo que o caso acima. Assim sendo é óbvio que a água em si não é um recurso privatizável mas a sua exploração pode ser contratualizável em prazos razoáveis e com controlo de entidades reguladoras.

CTT - outro caso que o estado nada tem que lá estar. Mais uma vez há sim que estabelecer claramente e com pesadas punições para as infrações o que é o regime de serviço público e os mínimos que tem de garantir

Empresas de Transportes - Neste caso haverá mais complexidade, ainda assim a verdade é que temos transportes pouco competitivos, senão vejamos que fica praticamente o mesmo preço ir de lisboa ao porto de carro ou comboio. Depois temos filhos e enteados, como normalmente acontece o estado governa Lisboa, os transportes em cidades como Coimbra não recebem um tostão furado do poder central. Terá de haver uma enorme reestruturação dos modelos e dar preferência ao modelo privatizado.

RTP e LUSA - Acho que faz todo o sentido existir um serviço público de televisão e de rádio. Não nos moldes como está hoje em que a RTP1 é na prática uma televisão com programação privada a concorrer deslealmente. Ou muda para um serviço público na realidade ou privatize-se o canal. RTP 2 e afins acredito que se devem manter. A LUSA faz de facto serviço público embora tenha sido instrumentalizada de mais pelo último governo. Ainda assim é o serviço que dá rosto e possibilidade a serem conhecidas outro tipo de notícias normalmente esquecidas pelos órgão nacionais. É de facto um órgão de próximidade às realidades locais. Daí acreditar que é um erro privatizar esse serviço.

TAP - Parece-me terceiro mundista um estado ter uma companhia aérea

ANA - Mais uma vez sendo um monopólio natural há que existir uma contratualização com estado em prazos razoáveis e serviços públicos bem definidos.

CGD - Outro caso em que acredito que não seria benéfico existir um abandono do estado deste banco. Isto porque mesmo acreditando num estado sobretudo regulador, a CGD pode ser um instrumento de intervenção na economia mais ágil que qualquer outro que passe por um processo regulatório ou legislativo. Essa capacidade de intervir directamente na economia pode ser importante em determinados casos daí a minha posição.

De facto é dificil seguir este rumo, onde se repostariam então o boys dos aparelhos dos partido?

Democracia portuguesa está "a envelhecer" - Frank Carlucci

O antigo embaixador norte-americano em Portugal no pós-25 de Abril, Frank Carlucci, considerou hoje que a actual situação política e económica do país é um sinal de que a "democracia portuguesa está a envelhecer". "É verdade que o país está a atravessar um período económico extremamente difícil, situação que também está a acontecer nos Estados Unidos. Temos que encontrar uma forma para encontrar a prosperidade e estou confiante de que ambos vamos conseguir", disse Carlucci.

O antigo diplomata, que foi também diretor-adjunto da CIA no final dos anos 1970, afirmou que, se não saírem desta situação, "os problemas vão tomar conta" dos dois países, deixando-os "numa situação caótica".

Guiné-Bissau mantém progresso económico satisfatório - FMI

O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a Guiné-Bissau, o brasileiro Paulo Drummond, disse hoje que o progresso económico continua a ser satisfatório no país.

"A nossa avaliação inicial é que o progresso continua a ser satisfatório, tanto no desempenho fiscal, como na implementação das medidas de reformas económicas", afirmou o responsável aos jornalistas depois de um encontro com o primeiro-ministro.

Paulo Drummond remeteu para quinta-feira mais informações sobre a missão do FMI à Guiné-Bissau para avaliar o desempenho económico do Governo e as reformas estruturais num encontro a realizar com os jornalistas.

[E a essencial questão política continua por resolver...]

Iberia inicia em setembro voos diretos Madrid-Luanda

A companhia área espanhola Iberia anunciou hoje que a partir de 30 de setembro passará a realizar dois voos semanais diretos, à segunda e sexta-feira, entre Madrid e Luanda.

Em comunicado a companhia aérea explica que os horários dos voos, que partem de Madrid durante a noite, permitirão aos passageiros «procedentes de Lisboa e do Porto continuar para Luanda com uma breve escala em Madrid».

Os voos serão realizados em Airbus A340/300, o que permite o transporte mensal de cerca de 3.000 passageiros, segundo o comunicado.

[Isto na altura em que a Troika veio apressar a venda ao desbarato - quem vende a correr, normalmente vende sempre mal - da TAP, companhia aérea de bandeira portuguesa.]

NATO: Portugal perde Comando de Oeiras

Os ministros da Defesa da NATO reúnem-se hoje e amanhã em Bruxelas para debater os principais desafios da organização, num encontro que ficará marcado pela apresentação e discussão da nova estrutura de comandos militares. Na reunião da Aliança Atlântica, onde, do lado português, vão estar o ainda ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, e o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), general Luís Araújo, serão também discutidas a operação na Líbia, no Afeganistão e as relações com a Rússia.

Ao final do dia, num jantar no quartel-general da NATO, em Bruxelas, o secretário-geral da organização apresentará a proposta da nova estrutura de comandos e agências aos governantes dos países aliados, cabendo a Oeiras acolher uma 'task force' da Marinha norte-americana, desaparecendo o comando conjunto que lá esteve localizado nos últimos anos.
Para Portugal virá ainda a Escola de Sistemas de Comunicação e Informações da NATO, que agora está sediada perto de Roma, mantendo-se ainda o Centro de Lições Aprendidas e Análise Conjunta (JALLC, em inglês), em Monsanto.

Para além dos comandos militares, a Aliança pretende uma redução substancial das suas estruturas militares e ao nível dos recursos humanos, de 13 mil para 8950 pessoas.

Ao longo do processo, a diplomacia portuguesa empenhou-se activamente na batalha para tentar garantir um estatuto de relevo ao comando de Oeiras, chegando a dizer, pela voz do ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, que Portugal inviabilizaria qualquer reforma da estrutura da NATO que o excluísse.

Na última semana, o ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, deslocou-se a Bruxelas para se reunir com o secretário-geral da Aliança e debater o assunto, tendo estado também em Washington no final de março para argumentar junto do secretário da Defesa norte-americano, Robert Gates, que a instabilidade e conflitos no mundo árabe aumenta a importância de Oeiras.


[Constata-se finalmente que o peso internacional do ministro era nulo. Já aqui tínhamos adiantado que temíamos esta secundarização de Portugal, o que infelizmente veio a acontecer.]

terça-feira, junho 07, 2011

Comemorações do 10 de Junho: PR condecora Ferreira Leite e ex-CEMA Melo Gomes

O Presidente da República vai condecorar no Dia de Portugal a antiga ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite e o ex-chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA) almirante Melo Gomes, numa lista onde se contam 35 personalidades e instituições.

A antiga governante e ex-presidente do PSD e o antigo chefe militar, que abandonou a função de CEMA em 2010, irão ser agraciados com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo.

A Presidência da República divulgou hoje a lista das condecorações a serem atribuídas na cerimónia oficial das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, que este ano tem lugar em Castelo Branco.

Universidades de língua portuguesa querem "Erasmus lusófono"

As instituições de ensino superior dos países lusófonos estão a estudar a criação de um programa de mobilidade que deverá ficar definido no XXI encontro da Associação de Universidades de Língua Portuguesa (AULP) que começou hoje, em Bragança.

Mais de 400 académicos dos oito países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da região de Macau estão reunidos, durante quatro dias, no Nordeste Transmontano, para discutirem novas formas de cooperação.

A ideia da criação de um programa que seja uma espécie de “Erasmus lusófono” já vem de encontros anteriores e o presidente da AULP, Clélio Diniz Campolina, espera reunir agora condições para avançar. Alguns dos países da CPLP já têm individualmente programas de mobilidade, mas a ideia da AULP é “ampliar e incentivar o intercâmbio que já existe” com uma acção concertada.

Segundo aquele responsável, o programa envolverá recursos financeiros na ordem dos cinco milhões de euros para apoiar a mobilidade de 1500 estudantes e professores, em cinco anos.

terça-feira, maio 24, 2011

Vinhos portugueses à conquista da China

Os vinhos portugueses estão a conquistar terreno na China.
No ano passado a exportação de vinhos portugueses para aquele país cresceu 93% em valor e mais de 140% em volume.

Em Hong Kong são 50 as empresas a representar os vinhos portugueses. E os eventos a promover este produto nacional estão a ter muito sucesso na China. Ainda no dia 18 realizou-se em Shangai uma prova de vinhos portugueses organizada pela ViniPortugal.

Com o objectivo de fortalecer uma imagem sólida e de prestígio dos vinhos portugueses no mercado chinês estiveram no local 30 produtores portugueses.

A ViniPortugal pretende aumentar a notoriedade e o conhecimento dos vinhos de Portugal junto dos profissionais do sector deste país”, refere Miguel Nora, Area Manager para a Ásia.

Seguros vão ser explicados aos portugueses

O Instituto de Seguros de Portugal, o Banco de Portugal e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários vão participar na concepção de um Plano Nacional de Formação Financeira que prevê a melhoria dos conhecimentos dos portugueses em diversos assuntos relacionados com finanças pessoais.

O plano foi recentemente aprovado pelo Conselho Nacional de Supervisores Financeiros e deverá contribuir para elevar o nível de conhecimentos financeiros da população, de forma que os portugueses estejam mais bem preparados para adoptar comportamentos financeiros adequados à crescente complexidade e diversidade dos produtos financeiros actualmente disponibilizados no mercado, evitando a propagação de situações de investimento em produtos inadequados ao seu perfil de risco e também situações de sobreendividamento das famílias, sabendo-se já que muitos destes casos estão associados a falta de conhecimento sobre os produtos financeiros contratados.

Mais informações em:
 http://www.oje.pt/m--seguro/noticias/seguros-vao-ser-explicados-aos-portugueses

China dá a Moçambique equipamento militar avaliado em 1 milhão de euros

O Governo da China anunciou um apoio de 1 milhão de euros em equipamento militar às Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), no quadro de um protocolo assinado em 2009 relativo à assistência militar gratuita.
Há dois anos a República Popular da China assegurou conceder assistência militar no âmbito de um acordo rubricado com o Governo moçambicano, em Pequim, capital chinesa.

Ao abrigo do memorando, as autoridades chinesas comprometeram-se a disponibilizar, este ano, 2,3 milhões de euros para dar assistência, adquirir equipamento para o bloco operatório do Hospital Militar de Maputo e alojar as tropas das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.

No rol das doações agora feitas às FADM constam botas, fardamentos e mantas.

A cerimónia de entrega do equipamento foi testemunhada pelo ministro da Defesa de Moçambique, Filipe Nyusi, e o embaixador da República Popular da China em Maputo, Huang Fu.
O embaixador da China em Maputo considerou que o auxílio demonstra as "relações históricas de amizade" entre os dois países, assinalando, por isso, que "a China tem toda a vontade de apoiar Moçambique na sua causa de desenvolvimento económico e social".

O titular da pasta da Defesa de Moçambique agradeceu o apoio da China, lembrando que "este apoio será valorizado".
"Este investimento não é belicista, mas para poder assegurar a tranquilidade de um povo, para poder garantir o crescimento e desenvolvimento de Moçambique", disse Nyusi.

IEFP ignora circular de Novembro e limpa 164 mil inscritos dos ficheiros

Nova norma ainda não entrou em vigor por falta de aplicação informática embora esta rubrica tenha tido um orçamento de 9,1 milhões de euros.

Uma circular publicada em Novembro do ano passado obriga os centros de emprego a contabilizar pelo menos mais cerca de 164 mil pessoas nas estatísticas do desemprego publicadas mensalmente por aquele organismo. Isto faria subir para 804 mil os que procuram emprego em Portugal, em vez dos 640,3 mil contabilizados em Março.

Além destas 164 mil pessoas, há mais quase 80 mil que foram varridas dos ficheiros do Instituto de Emprego e Formação Profissional entre Janeiro e Março por não terem comparecido às chamadas bimensais. Estes números globais são, por ora, confidenciais e apenas divulgados nas reuniões do conselho de administração, onde têm assento os parceiros sociais. Porém, uma circular interna de Novembro que ainda não é aplicada alertou os serviços para a obrigatoriedade de contabilizarem de uma forma mais clara os inscritos no instituto.

As regras comunitárias de contabilização do desemprego nos centros de emprego, e que agora têm de ser seguidas em Portugal, obrigam a esta maior transparência na divulgação dos dados. Isto significa que os 163,6 mil frequentadores das políticas activas de emprego têm de ser divulgados em conjunto com o número de desempregados ou candidatos a emprego divulgados mensalmente pelo IEFP. Sendo assim, aos 640 392 inscritos nos centros de emprego em Março deveriam ter sido somados os 163,6 mil frequentadores de políticas activas de emprego, o que daria um total de 803,9 mil inscritos no IEFP. Se a este montante somássemos os 27 mil desempregados que não comparecem duas vezes por mês à chamada do IEFP, o valor ainda seria mais alto: 830,9 mil.

A percentagem destes desempregados que não comparecem às chamadas do IEFP ainda é relativamente baixa face ao total de pessoas que se inscreveram nos centros de emprego de Janeiro a Março, entre 3,5% e 4%, mas tem vindo a aumentar sucessivamente. Em Janeiro, o número era de 25,6 mil, em Fevereiro de 26,9 mil e em Março de 27 mil.

A culpa é da informática
A nova norma comunitária ainda não entrou em vigor em Portugal "por falta de uma aplicação informática", disse uma fonte do IEFP, realçando que "as aplicações que limpam os ficheiros prevalecem sobre as que o tornam mais transparente". Em 2010 foram inscritos 9,1 milhões de euros para informática no orçamento daquele organismo, montante que foi reforçado este ano em 13,9%, para 10,4 milhões de euros.

A circular normativa em causa, de 17 de Novembro, define como utentes todos os utilizadores, singulares ou colectivos, com mais de 16 anos, que se candidatem a quaisquer das prestações disponíveis nos centros de emprego. O mesmo documento esclarece que todos os centros de emprego devem quantificar como candidatos a pedidos de emprego os desempregados à procura do primeiro ou de um novo emprego, os empregados que querem mudar de trabalho, os ocupados em formação profissional, estágio ou qualquer outra medida activa de emprego e ainda os indisponíveis temporariamente (grávida e pessoas a receber subsídio de doença, por exemplo).

O que acontece é que actualmente são somente contabilizados os inscritos no IEFP disponíveis para ser contratados nos 15 dias anteriores à entrada de um pedido de emprego. Eliminam-se assim os ocupados e os temporariamente indisponíveis - para além dos desistentes, que nem sequer são referidos na nova forma de contabilizar o desemprego.

O desemprego registado terá ainda de incluir num futuro próximo os candidatos que anteriormente se encontravam na situação de inactivos, como estudantes ou pessoas que se ocupavam de tarefas domésticas, os reformados que procuram emprego tendo capacidade para trabalhar e os pensionistas por invalidez ou outras pessoas portadoras de uma incapacidade que desejam trabalhar, desde que não se encontrem afectados por incapacidade absoluta para o trabalho.

Portugal vai perdoar dívida guineense equivalente a 77 M€

As autoridades portuguesas vão perdoar a dívida de 108 milhões de dólares (77 milhões de euros) que a Guiné-Bissau deve ao país, disse hoje o ministro das Finanças guineense, José Mário Vaz.

"Tivemos um encontro com o secretário de Estado do Orçamento português em que falámos sobre este assunto. Portugal já disse claramente que vai alinhar-se com a decisão dos credores do Clube de Paris", afirmou Mário Vaz

Segundo o ministro guineense, aquela posição "significa que a dívida de 108 milhões de dólares com Portugal será perdoada".

[Magnânimos com o dinheiro dos outros...]

Portugueses querem emigrar para a Suécia

Crise a quanto obrigas? Portugueses procuram novas perspetivas de trabalho na Suécia, nas áreas da enfermagem, cozinha e tecnologias de informação.

A procura por oportunidades de trabalho fora de Portugal levou hoje dezenas de pessoas ao Dia da Suécia no Porto, organizado pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) através da rede EURES.
O evento contou com a presença de dez conselheiros suecos que procuraram informar e esclarecer os participantes portugueses sobre as possibilidades de emprego naquele país escandinavo com crescentes lacunas em áreas como a enfermagem, a cozinha e as tecnologias de informação.

"Temos sentido mais procura nos serviços do dia a dia", revelou Ana Margarida Silva, da equipa de apoio à gestão da EURES, uma rede de apoio à mobilidade entre países europeus que tem 25 conselheiros em Portugal no âmbito do IEFP.
Ana Margarida Silva estima que haja entre 30 a 40 aberturas disponíveis no Dia da Suécia, algumas das quais com mais do que uma vaga, em empresas como a Sony Ericsson ou a RIM (a companhia que desenvolve os BlackBerry).

Domínio da língua inglesa é fundamental
Pela quinta vez no Porto, mas pela primeira em colaboração com a EURES, esteve Micael Gustafson, presidente do 'cluster' de Tecnologias de Informação da região de Oresund (área transfronteiriça entre a Dinamarca e a Suécia), para quem "a mentalidade portuguesa é um bocado semelhante à escandinava" devido ao tamanho dos dois países em termos de população e ao bom inglês que possuem.

Vânia Lamas, licenciada em informática, tem 24 anos e entrada garantida num mestrado em informática da saúde na Suécia, mas visitou o CACE Cultural, onde decorreu o Dia da Suécia, para estabelecer contactos num país onde o clima e a cultura são o que mais a atrai.

"Não me interessa nem o país nem a área de trabalho cá [em Portugal]", afirmou João Santos, 43 anos e formado em engenharia química, tendo já passado pelos Emirados Árabes Unidos e estando mais uma vez à procura de sair do país.

Sara Barros e Paulo Meira têm 27 anos e estão juntos há dez. Apesar de empregados na área de formação sentem que "falta qualquer coisa" que passa pela saída do país, e se há altura para "fazer alguma loucura é agora".

3500 já receberam apoio
Desde que começaram em 2007, os dias de promoção do emprego em países europeus específicos já receberam 3.500 pessoas, disse Ana Margarida Silva, que recebem apoio personalizado da parte de responsáveis portugueses e estrangeiros sobre como melhor procurar trabalho e aumentar as perspectivas fora do país.

No primeiro trimestre de 2011, segundo dados do IEFP, inscreveram-se 1.700 candidatos interessados em trabalhar em países europeus, havendo um total de 25 mil inscritos que partilham essa vontade.
O IEFP destaca como as principais razões que chamam a atenção dos empregadores europeus para os trabalhadores portugueses o seu nível de inglês, a boa preparação académica, a capacidade para resolver problemas e a "facilidade de adaptação a novas culturas".

Até ao final de maio decorrem, ainda, os dias de Espanha (dia 27 em Faro e Loulé) e até junho vão ter lugar os dias da Alemanha e da Noruega.

segunda-feira, maio 23, 2011

São Tomé e Príncipe: Governo inicia negociações com Oranto Petroleum e participada da PT

O governo sãotomense e a empresa nigeriana Oranto Petroleum iniciam dentro de "duas semanas" negociações para o contrato de partilha de produção do bloco 3 da Zona Económica Exclusiva (ZEE), leiloado em março do ano passado, disse hoje à Lusa uma fonte da Agência Nacional de Petróleo são-tomense (ANP).

Em março do ano passado o governo sãotomense colocou em leilão sete blocos de petróleo da sua ZEE. Quatro empresas entre as seis que concorreram ganharam, mas em comunicado distribuído no dia 4 deste mês, as autoridades adjudicaram apenas um dos blocos, o bloco 3 à empresa nigeriana Oranto Petroleum.
A decisão foi tomada pelo conselho de ministros, publicada com data de 2 de maio. O bloco número 3, atribuído a Oranto Petroleum tem uma superfície de 4,228 quilómetros quadrados e o governo são-tomense considera a empresa nigeriana "uma companhia com operações desde 1991 e com uma presença ativa em vários blocos do Golfo da Guiné e na África Ocidental".

Noutro âmbito, o governo de São Tomé, a Africatel e a Companhia são-tomense de Telecomunicações (CST), controlada pela Portugal Telecom (PT) assinaram hoje um acordo para a constituição de uma entidade gestora do cabo submarino denominada STP CABO.

O vice-presidente da PT, Luís Pacheco, considerou que a adesão da companhia são-tomense de telecomunicações a este projeto de fibra óptica "é um dos maiores investimentos e provavelmente o maior realizado por uma empresa são-tomense".
Este é "o maior projecto global em que São Tomé e Príncipe está neste momento envolvido, estimado em cerca de 700 milhões de dólares", explicou.

Postos espanhóis vendem bidões para combustíveis

Até os residentes longe da fronteira já vão abastecer-se a Espanha.

Se antes uma viagem até Espanha servia para atestar a viatura de combustíval, hoje, os consumidores portugueses vão ainda mais longe e utilizam o passeio, ainda, para encherem bidões de gasolina nos postos espanhóis ou comprarem garrafas de gás, além de outros produtos espanhóis.

quinta-feira, maio 19, 2011

Xanana Gusmão considerado obstáculo para a democracia

A presidência da República de Timor-Leste expressou esta quinta-feira a sua indignação com o retrato feito num documento interno da missão das Nações Unidas (ONU) que aponta o primeio-ministro Xanana Gusmão como um obstáculo ao regime constitucional.

A nota do gabinete da Presidência refere "indignação com a inaceitável pseudo-análise inventada por um burocrata da UNMIT referindo-se à liderança do primeiro-ministro Xanana Gusmão".

"Ninguém neste país, ou na região, está mais empenhado do que o primeiro-ministro Xanana Gusmão na democracia, no primado da lei e na paz", sublinha a Presidência timorense. O gabinete da Presidência reage assim a pareceres de elementos da missão da ONU em Timor-Leste (UNMIT), que apontam o executivo e em especial o primeiro-ministro como um obstáculo à acção da ONU no desenvolvimento do regime constitucional.

Já na quarta-feira, em comunicado distribuído à imprensa, a UNMIT clarificou que o texto em causa "não constitui um documento oficial" daquela missão das Nações Unidas. "Não representa o ponto de vista oficial da UNMIT. A posição oficial da UNMIT e da sua liderança pode ser vista na sua página na Internet. A UNMIT tem canais próprios para comunicar directamente as suas posições ao Governo de Timor-Leste, e fá-lo numa base regular", conclui o comunicado.

O documento interno que suscitou a reação crítica do Presidente José Ramos-Horta, do qual o jornal Tempo Semanal obteve uma cópia, foi divulgado há dois dias e nele pode-se ler que "o executivo, especialmente o primeiro-ministro, procura mais e mais poder em detrimento do Parlamento e do poder judicial".

Na reação, o gabinete da Presidência da República de Timor-Leste afirma que "a família da ONU em Timor-Leste inclui indivíduos de diferentes nacionalidades, com diferentes qualificações académicas e profissionais, e uma grande maioria deles não fala o idioma local e dificilmente se misturam com Timor-Leste".
Prossegue dizendo que "assim, depois de anos de serviço aqui, ainda sabem muito pouco sobre este país" e "por isso são perdoáveis algumas das pseudo-análise que fazem sobre Timor-Leste".

[De certeza que o relatório mente... Quem quiser perceber e falar verdade sobre Timor leia o artigo de Pedro Rosa Mendes, de Novembro de 2008, em que aquele jornalista afirma que o país
é "insustentável". E pensar que os amigos de Xanana e a Internacional Socialista venderam ao resto do mundo uma imagem dele como poeta... Fizeram bem o seu papel junto da comunidade internacional. Agora, não se queixem.]

segunda-feira, maio 16, 2011

Holanda ultrapassou Portugal como maior investidor privado europeu em Angola

Portugal foi ultrapassado, em 2010, pela Holanda como o país da União Europeia que mais investimento privado fez em Angola, revelou hoje o presidente da Agência Nacional angolana para o Investimento Privado (ANIP).

Portugal foi até ao ano passado o país da União Europeia que mais investiu (em Angola), mas em 2010 foi ultrapassado pela Holanda”, referiu Aguinaldo Jaime.

O presidente da ANIP acredita que isto se deve “a razões de conjuntura da economia portuguesa”, adiantando que a desaceleração do investimento português, ainda assim, “não foi muito acentuada”.
Embora não tendo presentes os números por cada mercado, Aguinaldo Jaime sublinhou que “Portugal continua a ter uma presença importante no leque dos investidores privados em Angola”.

No global, o investimento privado em Angola não foi afetado pela conjuntura internacional, disse ainda este responsável angolano, sustentando que os números lhe dão razão para acreditar que “as crises são também janelas de oportunidades”.
Em 2008, o valor total dos novos investimentos, fora do sector mineral da economia (exploração petrolífera e de minérios, nomeadamente diamantes, estão fora das competências da ANIP) foi de 1,2 mil milhões de dólares, em 2009 subiu para 1,8 mil milhões de dólares, e em 2010, atingiu os 2,4 mil milhões de dólares, revelou o presidente da ANIP.

Mesmo quando os efeitos da crise foram mais duramente sentidos em Angola, em 2009, mesmo aí, não se fizeram sentir no que se refere a investimentos privados novos, que continuaram a crescer”, sublinhou.
Quanto à diversificação geográfica dos investimentos, nomeadamente de projectos com capital português, o presidente da ANIP adiantou que já se nota mas “não ainda com um nível satisfatório”.

Luanda continua a absorver uma boa parte do investimento privado, mas assiste-se já “a algum investimento em algumas províncias, e não apenas nas províncias do litoral como Benguela, mas também Malange, Huíla, Cabinda, e até algumas províncias do norte, como o Zaire”, referiu.
Questionado sobre as dificuldades de pagamento que o Estado angolano teve no ano passado, Aguinaldo Jaime disse que estão ultrapassados e Angola vai poder continuar a “honrar as suas obrigações como sempre fez”.
Vinhos do Alentejo à prova num hotel de Luanda

Vinhos de 18 produtores do Alentejo vão estar à prova quinta-feira num hotel em Luanda, Angola, por profissionais de hotelaria e restauração, importadores, imprensa e público em geral, revelou hoje a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA).

Segundo a CVRA, Angola é o segundo principal destino de exportação dos vinhos do Alentejo, que são "líderes de vendas" em Portugal, e esta é mais uma prova de vinhos do Alentejo que decorre naquele país africano.

Das 15:00 às 18:00, a prova de vinhos do Alentejo vai estar disponível, no hotel Trópico, em exclusivo para convidados, profissionais de hotelaria e restauração, importadores e imprensa.

Língua Portuguesa ensinada em universidade indonésia

Uma universidade indonésia, a PGRI, vai avançar com a criação de um programa de ensino de Língua Portuguesa em Timor Ocidental, anunciou hoje o seu vice-reitor, Titus Bureni.

"A razão fundamental para abrir o ensino de Língua Portuguesa na nossa Universidade é a facilidade de comunicação com Timor-Leste", disse o reitor.
"Timor-leste e o Timor ocidental da Indonésia estão no mesmo arquipélago e as comunicações são importantes para um bom entendimento", justificou.

Timor: MNE prepara participação timorense na força ONU Líbano

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Zacarias da Costa, foi recebido em Beirute pelo Presidente Michel Sulayman, com quem abordou a participação timorense nas forças de paz da ONU.

De acordo com uma nota informativa do Ministério dos Negócios Estrangeiros timorense hoje divulgada, o ministro foi recebido no sábado no palácio presidencial pelo general Sulayman, tendo sido abordada a participação de 14 militares timorenses das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) no contingente português da Missão de Manutenção Internacional de Paz da ONU (UNIFIL).

O Líbano irá acolher em novembro deste ano um primeiro grupo de militares timorenses, que participa no contingente português da UNIFIL.

quinta-feira, maio 12, 2011

Maria José Morgado: "Decisores políticos devem responder civil e criminalmente pelos seus actos"

A procuradora-geral adjunta defende que as auditorias do Tribunal de Contas chegam tarde e não são suficientes. A investigação criminal em Portugal, sustenta, "ainda não saiu dos cuidados paliativos".
Qualquer decisor político, qualquer gestor, devia ter a noção de ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos”, defendeu hoje Maria José Morgado na conferência “Portugal 2011, O Estado da Nação”, promovida pelo Correio da Manhã.

A procuradora-geral adjunta sustenta que “existe previsão legal de responsabilização financeira, não tem é sido concretizada. O Tribunal de Contas tem belíssimas auditorias, mas depois falta sempre a responsabilização”. E as próprias auditorias, lamenta, chegam “sempre depois, e era bom que chegassem antes”.
Temos uma justiça penal nos cuidados paliativos, tal como o País”, sintetiza Maria José Morgado, tanto que “cria-se aqui um espaço em que já ninguém responde por nada”.

A directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa afirma que “sai mais caro a todos não investir na investigação criminal”. “Somos dependentes do governo e das políticas criminais, que quando não são praticadas, conduzem a um maior desperdício. Há uma falta de ousadia, falta de organização e falta de adaptação aos novos fenómenos criminais e o resultado é uma organização que potencia a impunidade”, conclui.

[Palavras para quê...]

terça-feira, maio 10, 2011

Amorim Revestimentos fecha acordo na China

A Amorim Revestimentos, subsidiária da Corticeira Amorim, fechou um acordo com a maior sociedade retalhista da China, especializada em revestimentos de cortiça, com o objetivo de reforçar a presença naquele mercado.

"Ao longo de 2011, a Corticeira Amorim, que exporta mais de 95% sua produção, continuará a reforçar a aposta nas mais importantes economias do mundo, privilegiando aquelas que evidenciam um forte potencial de crescimento", afirmou hoje o presidente da Corticeira Amorim.

No dia em que o grupo anunciou um aumento em 20,3% do resultado líquido, para 5,1 milhões de euros, António Rios de Amorim anunciou o acordo da Amorim Revestimentos com a Hi-Step, um importante distribuidor de revestimentos na China, que prevê a distribuição exclusiva dos revestimentos Wicanders no país.

segunda-feira, maio 09, 2011

Católica é a única portuguesa entre as 50 melhores "business schools" do mundo

Voltou a cair, mas a Católica continua a ser a única "business school" portuguesa a figurar entre as 50 melhores do mundo.
O ranking do Financial Times distingue também as escolas da Faculdade Nova e do Porto, no 64º e 65º lugares, respectivamente. É a primeira vez que três escolas portuguesas surgem nestas tabelas.

Segundo o jornal britânico, a escola da Católica é a 45ª melhor do mundo na formação destinada a executivos, o que corresponde a uma descida de dois lugares em relação à classificação obtida no ano passado, que ficara cinco lugares aquém da obtida em 2009. Na mesma tabela, figura, pela primeira vez, a escola de negócios da Universidade do Porto (no 65º lugar).

A Católica surge ainda na 54ª posição entre os cursos de inscrição aberta, ranking em que, por sua vez, se encontra também a escola de negócios da Universidade Nova, no 64º lugar.

Estamos muito orgulhosos de, pelo 5º ano consecutivo, estarmos entre as 50 melhores escolas do mundo e sermos a 4ª escola no mercado ibérico. Este resultado consolida a nossa reputação internacional como a escola líder em Portugal para a Formação de Executivos”, diz Fátima Barros, directora da Católica-Lisbon School of Business & Economics

Nuno de Sousa Pereira, Dean da Eescola de Gestão do Porto (EGP), ligada à Universidade da cidade, congratula-se, por seu lado, com a entrada directa nesta lista do FT, ainda que para o 65º e último lugar. “Estamos muito satisfeitos com a nossa entrada, à primeira tentativa, neste Ranking que nos permite reforçar a nossa estratégia de internacionalização”, afirma.

Brasil com salto para o 3º lugar
No ranking dos programas de formação à medida destinados a executivos, a liderança permanece nas mãos da Duke Corporation Education, que tem escolas nos Estados Unidos, África do Sul, Reino Unido e Índia.

O segundo posto permanece também com a École des Hautes Études Commerciales (HEC) de Paris. A grande surpresa é a subida exponencial do Brasil, que tem agora três escolas de negócios entre as 50 melhores do mundo. A Fundação Dom Cabral, que figura agora como a terceira melhor “business school” do mundo, quando no ano passado estava em 8º lugar e no ano anterior em 16º. Nesta lista, segue-se Harvard e a espanhola Esade, que surge empatada com a suíça IMD.

Nos cursos de inscrição aberta, a liderança está agora com a espanhola Iese, seguindo-se as norte-americanas Harvard e Thunderbird e a suíça IMD.

British Airways quer comprar TAP

A British Airways prepara uma oferta para comprar a TAP, noticiou hoje o jornal britânico Sunday Times, que cita fontes ligadas ao sector da aviação civil.

O Governo português foi forçado a privatizar a TAP para poder beneficiar do pacote de ajuda no valor de 78 mil milhões de euros por parte da União Europeia e do FMI.

Lufthansa e Latam são outras das empresas que estarão interessadas em comprar a transportadora aérea portuguesa, segundo informações da Dow Jones.


Entretanto, o grupo de aviação IAG, resultante da fusão entre a British Airways e a Ibéria, negou hoje "estar em conversações com alguma companhia aérea", incluindo a TAP, para uma possível compra.


Um porta-voz do IAG, com sede em Londres, disse hoje que a prioridade do grupo não é expandir-se, mas apenas "consolidar-se". "Estamos a dedicar a nossa atenção e forças para cumprir os objectivos anuais de otimização dos recursos e sinergia. Depois da fusão é decidir, aumentar receitas e reduzir os custos", salientou.

Para este ano, o grupo tem como objectivo alcançar uma poupança de 72 milhões de euros, e a partir do quinto ano obter uma poupança de 400 milhões de euros, precisou a mesma fonte.

quarta-feira, maio 04, 2011

Acordo com a Troika

Sem querer estar aqui a fazer análise mais profunda, vou apenas ressalvar alguns pontos:

Antes de mais parece-me que a montanha pariu um rato, o processo parece-me pouco ambicioso.

Pagar subsidio de desemprego aos recibos verdes?! Estou para ver as regras, parece-me bem mais uma justificação ao saque estatal a estes trabalhadores. Parece-me inviável.

Positivo parecem-me os limites às deduções ficais, inversamente proporcionais aos aos escalões do IVA.

A parte de aceleração da justiça também me parece positiva.

IVA, IMI, ISP tudo a subir.... mais do mesmo

Desincentivo à compra de casas... Percebo mas vai atingir fortemente um dos principais sectores da nossa economia, a bolha aproxima-se

Faltam os limites às reformas, isso é fundamental.

quinta-feira, abril 28, 2011

Portugal é o melhor destino turístico para o World Travel Guide

Portugal é o melhor destino turístico do momento para o site World Travel Guide.

O país é descrito como “um dos diamantes em bruto da Europa”, combinando “cidades vibrantes” com “aldeias tradicionais e tesouros históricos espalhados pela paisagem”, além de um vasto conjunto de locais que são Património da Humanidade, refere a página.

Além de Lisboa e do Porto, o World Travel Guide destaca as cidades de Évora, Coimbra, Guimarães e Braga como pontos a visitar em Portugal.

Croácia, Canadá, Austrália e Florida são os outros dos destinos que integram a lista dos cinco melhores destinos.

National Geographic elege Açores como um dos dez melhores destinos de Verão

Os Açores estão entre os dez melhores destinos para o Verão, segundo a "National Geographic Traveler". A revista de viagens da conceituada instituição seleccionou locais "fora do comum", "escondidos" em vários pontos do mundo.

A "National Geographic Traveler" colocou os Açores na 8.ª posição, descrevendo-os como um "arquipélago intocado", onde a "remota localização ajudou a limitar o turismo e o desenvolvimento". O destaque vai para os ex-líbris naturais das ilhas açorianas, onde se podem encontrar "verdes montanhas vulcânicas, termas, montes cobertos de hortênsias e vinhas", mas não se esquecem as típicas cidades de casas brancas, os moinhos de vento e as estradas de paralelos.

A National Geographic dá ainda especial destaque a três ilhas - Terceira, Faial e São Miguel, e relembra o cozido das Furnas e a época das festas açorianas, com "numerosas procissões religiosas e eventos culturais".

O texto é ilustrado como uma imagem de banhistas nas piscinas naturais de São Lourenço, Vila do Porto, Santa Maria.

A lista contempla ainda Muskoka Cottage Country (Canadá), Patagónia (Argentina), Cardiff(Reino Unido), Arquipélago de Estocolmo (Suécia), Roatan (Honduras), Ístria (Croácia), Ilhas de San Juan e Mineápolis (ambos nos EUA).

terça-feira, abril 26, 2011

Divida pública actual supera a que foi herdada por Salazar em 1925

por Margarida Bon de Sousa
Jornal i - 26 de Abril de 2011

Receita do ditador foi semelhante à de hoje: controlo das Finanças sobre todos os restantes ministérios.
A divida pública deste ano ficará num nível muito próximo do que António Oliveira Salazar herdou em 1925. É preciso recuar até ao século XIX para encontrar níveis comparáveis de dívida em percentagem do PIB.

Curiosamente, o antigo ditador usou uma receita próxima da preconizada pelos últimos executivos.
"Que cada ministério se comprometa a limitar e a organizar os seus serviços dentro da verba global que lhes seja atribuída pelo ministério das Finanças; que as medidas tomadas pelos vários ministérios, com repercussão directa nas receitas ou despesas do Estado, sejam previamente discutidas e ajustadas com o ministério das Finanças; e que este ministério possa vetar todos os aumentos de despesa corrente ou ordinária e as despesas de fomento para que se não realizem as operações de crédito indispensáveis."

Para Salazar, estes pressupostos eram "imprescindíveis", defendeu quando tomou posse como ministro das Finanças. em 1926. "(...) toda a questão está em pedir sacrifícios claros, que podem salvar-nos, ou disfarçados, que custam o mesmo e em geral não resolvem nada".
Os próximos 40 anos iriam ser essencialmente de sacrifícios, de pobreza e de iliteracia, embora o nacionalismo económico o tenha levado a tomar medidas de proteccionismo e isolacionismo de natureza fiscal, tarifária e alfandegária que acabaram por reduzir a dívida (ver gráfico) mas através de uma ditadura que caiu em 1974.

Entre 1987 e 2008, os governos de Cavaco, Guterres, Durão e Sócrates realizaram privatização de inúmeras empresas públicas, cujas receitas foram usadas sobretudo para a abater à dívida. As alienações nesse período renderam ao Estado mais de 28 mil milhões de euros, embora a dívida pública tenha passado de 19 mil milhões de euros para 110, mil milhões, 5,8 vezes mais.

Para o economista António Nogueira Leite, o gráfico demonstra que o problema da dívida portuguesa é "insustentável. Durante um ano andámos a sobrecarregar o sistema bancário, na famosa operação do engenheiro Sócrates de fuga ao FMI". E agora o Fundo Monetário Internacional até se revela mais preocupado com Portugal "do que os nossos amigos da zona euro, que estão sob pressão das opiniões públicas e que por isso têm menos margem de manobra e querem um resgate da dívida com prazos mais curtos e juros mais altos".

O ex-secretario de Estado de um governo PS e que hoje está no conselho nacional do PSD admite que "seria intolerável que o regime democrático não conseguisse dar a volta ao país" e compara o FMI com a UE, referindo que esta "está na infância das operações de salvamento".
Finalmente defende que terá de haver um ajustamento muito forte porque "a situação de partida é pior do que a que imaginávamos".

quarta-feira, abril 20, 2011

Bertrand do Chiado é livraria mais antiga do mundo

A livraria Bertrand do Chiado, em Lisboa, está de portas abertas desde 1732 e é o estabelecimento livreiro mais antigo em todo o Mundo. O atestado, certificado pelo Guiness Book of Records, está desde hoje patente no interior da loja.

Ao longo dos anos, a livraria Bertrand tem sido retiro de escritores e refúgio de revolucionários. As histórias são muitas, nomeadamente as que envolvem conspiradores republicanos. José Fontana (que se suicidou no interior da loja), Antero de Quental e Aquilino Ribeiro são alguns dos “fantasmas” cujas sombras permanecem vivas no interior da Bertrand.

Hoje foi dia de recordar essas histórias e de garantir o futuro da livraria. Paulo Oliveira, administrador do Grupo Bertrand Círculo, proprietário do espaço, disse que a loja do Chiado irá continuar como livraria “por mais 300 anos”, já que “representa um património cultural inalienável”.

A Bertrand, mais do que uma marca comercial, “simboliza a relação entre o leitor e o livro, em Portugal”, disse Paulo Oliveira ao lembrar as muitas tertúlias, lançamentos de livros, colóquios e debates, que constituem um tesouro de vivências culturais daquele espaço.

terça-feira, abril 19, 2011

Descoberto grande depósito de gás na bacia do Rovuma, em Moçambique

Um grande depósito de gás natural foi descoberto na bacia do Rovuma, anunciou a empresa japonesa Mitsui, que integra um projecto de exploração off shore no norte de Moçambique.

Estima-se que a bacia do rio, que separa Moçambique da Tanzânia, contenha 10 milhões de milhões de pés cúbicos de gás natural, o que representa um potencial de 10 milhões de toneladas de gás natural liquefeito durante os próximos 20 anos.

Por ano, o Japão importa 60 milhões de gás natural liquefeito.

A Mitsui detém 20% neste projecto de exploração na bacia do Rovuma, que envolve a companhia estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos e a norte-americana Anadarko Petroleum Corp. Estas empresas pretendem iniciar a produção de gás natural liquefeito em 2018, após negociações com o Governo de Maputo, previstas para se iniciarem em 2013.

segunda-feira, abril 18, 2011

Falta de verbas coloca em risco instalações estratégicas nacionais

As instalações estratégicas como o complexo de Sines, o Aeroporto de Lisboa e a sede da RTP estão em risco devido à falta de verbas. As dificuldades financeiras fazem com que estas infra-estruturas nacionais estejam mais vulneráveis a sismos e ao terrorismo.

Cerca de 60% das 270 instalações encontram-se em zonas de alto risco sísmico e são alvos fáceis para atentados terroristas. No entanto, o Estado vai passar a ser obrigado a garantir o reforço da segurança nestas infra-estruturas, através de uma aplicação que será monitorizada pela Comissão Europeia.

Questionado o tenente-general António Mascarenhas, vice-presidente do Conselho Nacional de Planeamento Civil de Emergência (CNPCE) disse que “não houve dinheiro” para garantir a segurança destas instalações. O valor em causa ronda o milhão de euros.

Neste momento, referiu o responsável do CNPCE, o trabalho está a incidir sobre “a área industrial de Sines, onde estão os 10% das IC nacionais”.

No entanto, Isabel Pais, coordenadora nacional PNPIC que lidera a equipa no Conselho de Planeamento Civil lembra que o Estado “não tem autoridade para obrigar os donos das IC, muitos deles do sector privado, a aplicar as medidas de reforço de resistência das suas instalações”.

[O Estado não tem autoridade sobre os privados... e, já agora, também não tem autoridade sobre o território nacional nem sobre os cidadãos portugueses... Em busca da autoridade perdida.]

domingo, abril 17, 2011

Em tempos foi Portugal a ajudar a Finlândia

O DN publicou a 21 de Abril de 1940 um "bem haja" da Finlândia aos portugueses. Enviada pelo representante em Lisboa desse país nórdico, a nota diplomática agradece a Portugal a ajuda, tanto em víveres como em agasalhos, durante a guerra russo-finlandesa do Inverno de 1940-1941. "Nunca poderá o povo finlandês esquecer a nobreza de tal atitude", podia ler-se no pequeno texto publicado no nosso jornal há mais de 70 anos.


A solidariedade com a Finlândia pode explicar-se pela aversão no Estado Novo a tudo o que fosse comunista, e era a União Soviética que estava a atacar o seu vizinho, e também pela simpatia natural do pequeno Portugal por outra pequena nação, sobretudo numa época em que as grandes potências mostravam toda a sua gula conquistadora. Mas o heroísmo dos finlandeses, que evitaram que Estaline os integrasse na União Soviética quando pouco antes se tinham libertado do império czarista, emocionou a sério muitos portugueses bem-intencionados.

Hoje boa parte da opinião pública finlandesa mostra não estar nada emocionada com a crise que afecta os portugueses. E se depender de vários partidos, alguns dos quais podem chegar ao Governo nas legislativas de hoje, não haverá solidariedade com Portugal. A ideia é mesmo não participar no resgate da dívida portuguesa e quem o defende parece ganhar votos.

Portugal entrou na União Europeia em 1986, a Finlândia em 1995. Periféricos ambos, optaram por aderir ao euro, sendo os finlandeses os únicos nórdicos a fazê-lo. Tudo parecia indicar um partilhado entusiasmo pelo ideal europeísta. Hoje, nas urnas, veremos se assim é. E bem haja aos eleitores finlandeses que percebam que todos, mas sobretudo os pequenos, ficam a ganhar quando existe solidariedade entre os países da velha Europa.

quinta-feira, abril 14, 2011

China é a principal opção para investimento em Timor, diz Ramos-Horta

O Presidente timorense, José Ramos-Horta, disse hoje não ver muitas opções de investidores para o país além da China, que possui liquidez que as autoridades de Pequim precisam de aplicar.

"Não me parece que haja muitas opções para Timor-Leste em termos de procura de investidores para além da China, porque a China é que tem uma acumulação de liquidez, de capital que precisa de aplicar", disse Ramos-Horta, em Díli. O Presidente timorense falava à margem de um encontro com empresários de Macau e da República Popular da China que estão de vista a Díli para analisar e apresentar propostas de investimento em diversos setores, como os das infraestruturas, agricultura, pescas e comércio.

Para Ramos-Horta, os "investidores chineses são os mais pioneiros, agressivos e arriscam, ao contrário de potenciais investidores, por exemplo, australianos, europeus ou americanos".
Por outro lado, continuou, a "China é também um vasto mercado que potencialmente pode absorver exportações de Timor-Leste. Por isso, eu vejo a China como, realisticamente, um dos poucos países aqui na região ou no mundo que Timor-Leste pode atrair algum investimento", afirmou.

Ramos-Horta acrescentou que as empresas chinesas, como as do sector da construção, "são das mais competitivas pelo seu custo e a rapidez da execução, a tempo e horas e cada vez com mais qualidade". Na reunião que manteve com os empresários de Macau e da China, numa delegação liderada pelo empresário de Macau Ng Fok, Ramos-Horta explicou as necessidades timorenses, como um novo aeroporto na capital, um novo porto, estradas, escolas, habitação, água e saneamento, num plano a 20 anos que pode ser executado em vários modelos de investimento.

Por um lado, explicou, pode usar-se o conceito de construção, exploração e entrega ao país após um determinado período de exploração do investimento, mas também podem ser usados dinheiros públicos em parceria com privados, investimentos que devem seguir os padrões internacionais e corresponder às necessidades de futuro do país.
A propósito, Ramos-Horta recordou que o sector eléctrico está já em fase de investimento, com uma empresa chinesa responsável pelas torres para a passagem de cabos de distribuição, embora os geradores sejam finlandeses e já preparados para funcionar, agora, a diesel, mas, mais tarde, com recurso ao gás natural do país.

Português poderá ser língua oficial das Nações Unidas

O linguista João Malaca Casteleiro disse hoje em Macau acreditar que o português se possa tornar na sétima língua oficial das Nações Unidas nos próximos cinco anos, considerando “inevitável” uma reforma daquela organização.

Portugal está a atravessar uma situação económica difícil e, portanto, o investimento que faz na promoção da língua portuguesa no estrangeiro é enorme”, disse Malaca Casteleiro, da Academia de Ciências de Lisboa, à margem do 15.º Colóquio da Lusofonia em Macau.
Ao observar que o Brasil “tem uma capacidade maior” para projectar o português a nível internacional, o linguista que participou na redação do novo Acordo Ortográfico considera que hoje a preocupação é “harmonizar as duas intervenções”.

Neste momento, espera-se que, com a grande projeção do Brasil no plano internacional e uma possível entrada no conselho permanente das Nações Unidas, a língua portuguesa se acrescente às seis línguas oficiais daquela organização, o que poderá acontecer nos próximos três, quatro, cinco anos”, disse.
Malaca Casteleiro admite essa possibilidade ao considerar ser “inevitável uma reforma das Nações Unidas” e ao realçar que existe uma maior “cooperação entre povos e países, como os Estados Unidos, Rússia e a China, que esbateram muitos atritos, o que favorece essa reforma”.


O português é a terceira língua europeia mais falada no mundo, depois do inglês e do espanhol, por 240 milhões de pessoas nos quatro continentes.
É uma língua de grande projeção internacional, é a língua de ensino e aprendizagem em várias instituições estrangeiras e a língua oficial e de trabalho de cerca de 20 instituições internacionais”, referiu aquele linguista.

Cortiça portuguesa ganha mercado entre vinhos de topo

As rolhas de cortiça portuguesas estão a ganhar mercado aos vedantes sintéticos nos vinhos topo de gama nos Estados Unidos, segundo dados da AC Nielsen divulgados pela associação norte-americana de promoção da cortiça Cork Quality Council.

"A cortiça está certamente a fazer a sua parte para aumentar as exportações e para ajudar a aliviar a crise financeira em Portugal", disse Jeff Lloyd, diretor da campanha "100% Cork", lançada no ano passado nos Estados Unidos para combater a perda de mercado para os vedantes de alumínio e plástico.

"Os vinhos vedados com cortiça natural estão a crescer em popularidade, enquanto as vendas de vinho com roscas de alumínio e vedantes plásticos estão a recuar", segundo os dados mais recentes, e numa altura em que se preparam várias novas ações de promoção da campanha nos Estados Unidos.

No período de 12 semanas terminado a 5 de fevereiro, o total de vendas dos 100 vinhos selados com cortiça, entre as principais marcas de vinho de consumo caseiro "Premium" subiram 13,8% em quantidade, para 8,7 milhões de caixas, segundo dados da AC Nielsen, recolhidos junto de postos de venda.
No mesmo período, revelam os dados facultados pela "100% Cork", as vendas de marcas que usam roscas e vedantes de plástico desceram 13,1%.

A subida da quantidade vendida corresponde a mais 12% de receitas, para 1,1 mil milhões de dólares no mesmo período.

África do Sul nos BRIC

BRIC acolhem África do Sul e passam a BRICS. O grupo realiza hoje e amanhã uma cimeira na China marcada pela entrada do novo país.
Os agora BRICS passaram a ser cinco. Brasil, Rússia, Índia, China, e África do Sul. O mais recente participante do grupo dos países emergentes uniu-se aos BRIC e acrescentou um “S” no final da sigla.

A cimeira será não só para renovar o empenho em "melhorar" o sistema financeiro e "aumentar influência" dos países emergentes como também para anunciar a entrada de África do Sul.

A África do Sul é um país que vive essencialmente das exportações, em que as principais indústrias são a Mineração, a montagem de automóveis, a metalurgia, máquinas têxteis, ferro, aço, produtos químicos, fertilizantes, alimentos e reparo de navios comerciais.
Em 2008, registou uma taxa de desemprego de 21,7%, e a taxa de inflação anual registada foi de 11,3%. O PIB por sector, dados de 2008, foi de 3,4% no sector da agricultura, de 3,3% no sector da indústria e 65,3% no comércio e serviços.

De acordo com o relatório “Perspectivas Económicas Mundiais” de Abril de 1010 do FMI, o crescimento do PIB de África do Sul estimado para 2010 foi de 2,8% ao ano. O mesmo relatório estimou um crescimento da inflação de 4,3% em 2010. Ainda com base nos mesmos dados, estimou-se um avanço da taxa de desemprego de 24,8% em 2010.
O produto interno bruto do país africano revelado por um relatório da OCDE, de 2008, foi de 493,5 mil milhões de dólares. O produto interno bruto per capita, em 2008, foi de 10.135,97 mil milhões de dólares.

Quanto à desigualdade racial, o Statistics South Africa informou que, em 1995, o agregado familiar médio branco ganhou quatro vezes mais do que uma família média negra.

O Rand Sul-Africano (ZAR), é a moeda emergente mais activamente negociada no mundo. O rand foi a moeda com melhor desempenho contra o dólar americano (USD) entre 2002 e 2005, segundo a Bloomberg Moeda Scorecard.

Na cimeira, os líderes das cinco economias emergentes prometem apoiar "a reforma e melhoria do sistema monetário internacional" e "aumentar a influência" dos países em vias em desenvolvimento no Conselho de Segurança da ONU.
"A crise financeira internacional expôs a inadequação e deficiências do actual sistema monetário e financeiro internacional", afirma a declaração conjunta aprovada na cimeira dos BRICS, na ilha de chinesa de Haian, que juntou os líderes do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

As instituições financeiras internacionais, nomeadamente o FMI e o Banco Mundial, "devem reflectir as mudanças na economia mundial e aumentar a voz e representação das economias emergentes e dos países em vias de desenvolvimento", conforme declara o documento assinado por Dilma Rousseff (Brasil), Dmitry Medvedev (Rússia), Manmohan Singh (Índia), Hu Jintao (China) e Jacob Zuma (África do Sul).
Considerando que "a recuperação económica global continua assombrada por muitas incertezas, os cinco países defendem que "as principais economias devem coordenar as suas politicas macroeconómicas para impulsionar um robusto sustentado e equilibras crescimento da economia mundial".

O grupo dos BRICS pretende "intensificar a supervisão e regulação" para "promover um saudável desenvolvimento dos mercados financeiros globais e dos sistemas bancários".

Finlandeses vêem Portugal como um país na bancarrota

Várias sondagens realizadas na Finlândia indicam que reina a ideia que uma ajuda externa a Lisboa apenas adia a inevitabilidade de uma bancarrota em Portugal e onde muitos estão contra o envio de um pacote de ajuda financeira para Lisboa.

Segundo estas sondagens, os finlandeses entendem que a ajuda a Portugal não faz sentido, dado que esta apenas atrasa a inevitabilidade de uma bancarrota, devendo Portugal abandonar a Zona Euro.

A propósito da renegociação da dívida portuguesa, na Finlândia, reina também a ideia de que se alguém der a mão a Portugal, os portugueses agarrarão logo o braço com o objectivo de não pagar o que estão a dever.
Os finlandeses lembram também a crise de que este país nórdico saiu há menos de 20 anos, que entendem ser pior que a portuguesa, crise que foi resolvida sem o recurso à ajuda externa.

A poucos dias das legislativas de 18 de Abril, os partidos finlandeses que estão contra a entrega de ajuda externa a Portugal deverão obter a maioria no parlamento deste país, o que coloca em risco o envio de um pacote de ajuda deste país.

quarta-feira, abril 13, 2011

Hungria homenageia portugueses que salvaram mil judeus

Quase 70 anos depois, as autoridades húngaras homenageiam mais uma vez, na quinta-feira, a acção de dois diplomatas portugueses, que durante a II Guerra Mundial conseguiram salvar cerca de mil judeus perseguidos pelo regime nazi.


Quando, em 1944, os alemães ocuparam a Hungria, tal como em outros países começou também a perseguição aos judeus.

Nessa altura, diplomatas dos chamados 'países neutros', como Portugal, Espanha, Suécia, Suíça e o Vaticano, começaram a acolher milhares de judeus perseguidos, quer nas próprias embaixadas, quer na rede de 40 "casas protegidas" que existia em Budapeste.

Entre essas "casas protegidas", duas eram portuguesas e, graças à acção do embaixador Sampaio Garrido e do encarregado de negócios Teixeira Branquinho, cerca de mil judeus foram salvos.

"Foi uma situação muito difícil", recordou o actual embaixador português na Hungria, António Augusto Mendes, lembrando a forma como os dois diplomatas protegeram os judeus "apesar de todas as pressões dos alemães e do Governo húngaro".
"Os diplomatas portugueses num grande gesto de humanidade e de um grande esforço profissional conseguiram, juntamente com outros diplomas de países neutros, proteger esses judeus perseguidos e facilitar-lhes a saída do país", relatou o atual embaixador português.

Apesar de não existirem números exactos, estima-se que Portugal contribuiu para salvar "cerca de mil judeus que conseguiram sair da Hungria nessa altura protegidos com documentos portugueses", acrescentou.


Segundo ainda o embaixador António Augusto Mendes, as "casas protegidas" faziam parte de uma rede criada pelos diplomatas dos países neutros que as puseram sob a proteção das embaixadas. Ou seja, "eram casas que estavam protegidas com se fosse um país estrangeiro".

Com o passar do tempo, o Governo húngaro, na altura aliado com o regime nazi, tentou pressionar os chamados 'países neutros' para abandonarem essas "casas protegidas", tendo muitas delas, já mesmo no final da Guerra, sido assaltadas pela própria polícia e pelos grupos nazis húngaros e alemães.

"Mas, apesar de tudo, conseguimos salvar cerca de mil judeus que estavam sob a protecção de Portugal", sublinhou o embaixador português.

Na quinta-feira, as autoridades húngaras vão mais uma vez homenagear a acção dos dois diplomatas portugueses numa iniciativa do XIII Bairro de Budapeste, com o apoio da Fundação Carl Lutz. Assim, quinta-feira será inaugurada uma placa comemorativa da acção dos diplomatas portugueses na fachada do prédio nº 5 da rua Ujpesti Rakpart, um edifício que fez parte da rede de "casas protegidas" da Legação Portuguesa, a representação diplomática nacional na capital húngara.

terça-feira, abril 12, 2011

“The Times” coloca Beja entre os 5 novos destinos para o próximo verão

A edição online da última sexta-feira do jornal britânico The Times coloca Beja como um dos 5 destinos internacionais de eleição para viajar no próximo Verão. O periódico destaca Beja entre locais como Buenos Aires (Argentina), Amman (Jordânia), Vilnius (Lituânia) e Puerto Rico.

O jornal sublinha como motivo de interesse a visita às aldeias caiadas de branco e as vilas “carregadas” de história.

O operador turístico britânico Sunvil Discovery inicia no dia 22 de Maio voos regulares entre o aeroporto de Beja e Heathrow, o principal aeroporto de Londres. A empresa vai assegurar dois voos semanais aos domingos até 9 de Outubro. O custo do voo é de 230 euros, ida e volta. A Sunvil Discovery promove o destino no seu site e refere que o aeroporto de Beja será inaugurado este mês.

TAP Cargo estima crescer 18% no Brasil este ano

O director da TAP Cargo, José Anjos, projectou um crescimento de 18% da empresa no Brasil para este ano, revelou hoje a transportadora em comunicado.

As declarações do responsável foram proferidas durante a edição da Intermodal, a principal feira de negócios dos sectores de logística, transporte de carga e de comércio internacional das Américas, que decorreu na passada semana, em São Paulo, no Brasil.

A partir de Junho, a rede TAP cresce dos actuais 67 para 74 destinos, em 34 países, repartidos por três continentes.

A TAP é a maior exportadora portuguesa e desempenha um papel fundamental nas relações comerciais entre Portugal e o Brasil, país para onde vai passar a operar, a partir de Junho, 74 frequências semanais para dez cidades.

"Em 2010, atingimos um equilíbrio perfeito na operação, ano em que transportámos 17 mil toneladas de Portugal para o Brasil e outras 17 mil do Brasil para Portugal", afirmou Pedro Mendes, director da TAP Cargo no Brasil.

Empresas de Mobiliário deslocam-se a feira em Milão

As indústrias portuguesas da madeira e do mobiliário vendem lá fora a quase totalidade da produção, o equivalente a 1,5 mil milhões de volume de vendas que representam 12% das exportações nacionais.

Os números são da Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal (AIMMP) que leva 27 empresas a Milão, em Itália, para mostrar, entre hoje e domingo, na maior feira mundial do mobiliário, o que de melhor se faz em Portugal.

"The Best of Portugal" (O melhor de Portugal) é a assinatura com que se apresenta no ISaloni, o Salão Internacional do Móvel, onde a AIMMP leva há três anos empresas do sector sob a marca "Associative Design", criada para promover a qualidade e o design da fileira casa portuguesa nos mercados internacionais.

A estratégia é a organização de stands conjuntos, em que reúne as diferentes empresas, contrariando a corrente de exportar móveis de forma isolada e apostando em exportar todos os elementos que compõem o interior de uma casa.

Vinhos do Alentejo: Brasil, principal destino de exportação

O Brasil é atualmente o principal destino de exportação dos vinhos do Alentejo, sendo o mercado que registou o maior aumento de vendas em 2010, 48%, face ao ano anterior, foi hoje divulgado.

A presidente da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), Dora Simões, indicou que, "nos últimos seis anos, a exportação de vinhos do Alentejo para o Brasil aumentou quase 200% e em 2010 foi alcançado um crescimento de 48%".

"Este crescimento de vendas para o Brasil é uma prova da qualidade do vinho alentejano, do empenho de produtores e importadores e, porque não reconhecê-lo, de mais um reflexo do período de ascensão que a economia brasileira apresenta", considerou a presidente da CVRA.

segunda-feira, abril 11, 2011

Imigração: Berlusconi ameaça UE com separação da Itália

Silvio Berlusconi exige solidariedade da União Europeia (UE) no acolhimento aos 23 mil tunisinos que chegaram nos últimos meses a Itália. E ameaça com a separação da comunidade europeia. França, Alemanha e mesmo a Comissão Europeia (CE) não concordam com os argumentos de Berlusconi.

Quando a Tunísia era governada pelo ditador Ben Ali e as fronteiras estavam encerradas, Berlusconi incitava a ida de tunisinos para Itália, lembra o El Pais. Mas a mesma crise económica e miséria social que levou à revolta contra Ben Ali leva agora os tunisinos a arriscarem tudo para virem para a Europa. Roma vai pedir hoje, durante a reunião dos ministros do Interior da UE, que estes reconheçam os vistos de residência temporários dados aos tunisinos, no âmbito da directiva aprovada depois do conflito no Kosovo.


Mas a CE diz que os argumentos da Itália "são falsos, porque a directiva não é vinculativa e limita-se a imigrantes que procuram protecção, quando Roma há meses que diz que são imigrantes económicos e que têm de ser repatriados". França e Alemanha argumentam que esta norma só é admissível se os extra-comunitários demonstrarem ter recursos económicos suficientes, alojamento e os papéis em ordem.

Sabendo que não irá convencer os seus pares europeus, Berlusconi lançou uma ameaça: "Se a UE não alcançar um acordo concreto sobre imigração, é melhor separar-se e voltamos cada um ao seu lugar." O Partido Democrático, da oposição, exigiu de imediato a demissão de Berlusconi. E a comissária europeia do Interior, Cecilia Malmström, lembra que na maioria os tunisinos são emigrantes económicos e não refugiados políticos, e que por isso podem ser repatriados rapidamente.

Independência da Catalunha com 90% de votos favoráveis e com 18% de participação em Barcelona

Foi de 18,14% a participação no referendo sobre a independência da Catalunha de domingo promovido por “Barcelona Decideix”. Mais de 90% dos que votaram manifestaram a sua vontade de que as terras catalãs sejam no futuro independentes do resto de Espanha.

Sem vinculação legal, a consulta celebrada na capital da Catalunha foi o culminar de um processo de referendos iniciado em 13 de Setembro de 2009 promovidos pela Associação Omnium Cultural. Nas consultas realizadas em 531 municípios votaram 616 mil pessoas, maiores de 16 anos, incluindo os emigrantes que constavam dos censos municipais. A participação foi de 18,3%. No referendo de Barcelona podia-se votar desde 12 de Dezembro, solução pela qual optaram 37,4% dos eleitores.

Esta vaga de referendos revelou qual a força do movimento independentista catalão, que segundo vários estudos eleitorais não ultrapassa os 20%. Apesar das consultas não terem consequências e de ser permitido o voto de maiores de 16 anos e de emigrantes registados, a participação global num processo de ano e meio não chegou à fasquia admitida pelos analistas.

A principal consequência destas iniciativas foi sentida pelos partidos catalães. Entre os socialistas, que nos últimos sete anos estiveram à frente dos destinos da Generalitat – o Governo autónomo -, registaram-se divisões. Quando no poder, opuseram-se aos referendos mas, no domingo, em Barcelona, antigos responsáveis do Executivo regional votaram a favor da independência. Também no seio da Convergência e União (CiU), actualmente no poder, manifestaram-se divisões: nove dos 11 conselheiros do Governo votaram favoravelmente e dois não foram às urnas. Artur Mas, o “president” da Generalitat, tal como o seu antecessor no cargo, o nacionalista Jordi Pujol, votaram anteriormente e na intimidade, sem fotos.

As contradições vão aumentar no campo nacionalista. Amanhã, quarta-feira, a CiU vai-se abster na votação da declaração de independência promovida por Solidaritat Catalana pela Independência (SI), o partido fundado e já abandonado pelo ex-presidente do Futebol Clube Barcelona, Joan Laporta.

A pergunta a que responderam os votantes foi: "Concorda que a Catalunha se deva tornar num país soberano, democrático, membro da União Europeia?".

quarta-feira, abril 06, 2011

Gregos adoptam reforma administrativa draconiana a partir de Janeiro de 2011

O ambicioso plano de reforma administrativa 'Kallikratis', anunciado há um ano pelo Governo da Grécia começa a ser aplicado na íntegra em Janeiro, alterando de forma radical o mapa regional do país e sem escapar à crítica das oposições.

O projecto impõe profundas alterações, em que sobressaem a supressão dos departamentos (prefeituras) e a fusão dos municípios de acordo com o número de habitantes. Assim, o antigo sistema administrativo do território que incluía 13 regiões, 54 prefeituras e 1034 municípios é substituído por sete administrações gerais e ainda por 13 periferias e 325 municípios.
Enquanto as novas administrações gerais possuem um estatuto semelhante ao que vigora nos 18 distritos de Portugal (vão ser dirigidas por um "secretário-geral", espécie de 'governador civil', designado directamente pelo Governo), as duas últimas estruturas regionais serão eleitas pelas populações e geridas de forma autónoma, num sistema de 'auto-governo'.

Cerca de 6.000 organismos municipais e entidades serão também reduzidos para 2.000, enquanto os responsáveis locais, incluindo os presidentes de câmara, passam a ser eleitos por um período de cinco anos.

As eleições municipais e regionais de Novembro, que registaram uma taxa de abstenção de 39%, já obedeceram à nova arquitectura administrativa.
O Estado central argumenta que a reforma reforça o poder local pelo facto de as regiões se tornarem em colectividades territoriais que beneficiarão de autonomia administrativa, enquanto as municipalidades se reagrupam e tornam mais fortes.

O 'Kallikratis' deverá permitir poupar cerca de dois mil milhões de euros, enquanto a fusão de diversas estruturas locais implicará inevitavelmente novos despedimentos.

A aprovação deste plano de reestruturação municipal suscitou protestos imediatos em diversas regiões da Grécia, que se consideram discriminadas. O partido Nova Democracia (ND, conservador e principal força da oposição) aproveitou a ocasião e apelou aos seus autarcas para mobilizarem as populações contra a aplicação do projecto.

Em paralelo, os partidos mais à esquerda denunciaram a abolição das prefeituras, um dos níveis do governo local, e consideram que o 'Kallikratis' se insere num conjunto de medidas mais amplas para a "privatização extrema" e que vai implicar o agravamento das condições de vida e trabalho das populações.

A vasta reforma territorial da Grécia foi iniciada pelo anterior governo conservador e já previa a supressão dos departamentos. A ND foi afastada do poder após as eleições legislativas antecipadas de Outubro de 2009 e que garantiram ao PASOK maioria absoluta.

terça-feira, abril 05, 2011

Saramago é reivindicado como espanhol

Cerca de 26,5% dos portugueses e 21,5% dos espanhóis considera que José Saramago é espanhol, sendo que os espanhóis dão nota mais favorável à sua obra que os portugueses, segundo um estudo divulgado esta terça-feira.

Os dados foram recolhidos na 3.ª edição do Barómetro de Opinião Hispano-Luso (BOHL), um projecto luso-espanhol que ouviu cidadãos dos dois países e analisou vários componentes do relacionamento ibérico. Este ano os responsáveis pelo estudo incluíram perguntas sobre José Saramago.
No caso do escritor português, o número de leitores da sua obra é maior em Portugal (35%) do que em Espanha (26,8%) mas, numa escala de zero a dez, os espanhóis dão melhor nota (8,44) do que os portugueses (8,14) a essa obra.

A confusão é muito maior no caso da nacionalidade do Nobel da Literatura.
Só 34,9 % dos portugueses considera que Saramago é português, sendo que 26,5% o considera espanhol e 16,9% que tem as duas nacionalidades. Cerca de 21,8% não sabe.

No caso dos espanhóis, a maioria (41,1%) não sabe, mas 21,5% considera que é espanhol, contra 19,3 por cento que considera que tem as duas nacionalidades e 18,1 que diz que é português.

O estudo foi realizado por Mariano Fernández Enguita (Universidade Complutense de Madrid) e por Salvador Santiuste Cué (CASUS, Universidade de Salamanca), tendo o apoio de Fernando Luís Machado e António Firmino da Costa, do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL) em Lisboa teve o apoio do CIES-IUL.
No total foram inquiridas telefonicamente 1.741 pessoas, com mais de 16 anos de idade - 893 espanhóis e 848 portugueses - com uma amostragem aleatória estratificada por províncias (em Espanha) e distritos (Portugal).

46% dos portugueses e 39% dos espanhóis querem união ibérica

O número de portugueses e de espanhóis que defendem a união federativa entre Portugal e Espanha aumentou em 2010, para 46 e 39% respectivamente, segundo um estudo luso-espanhol esta terça-feira divulgado.

O apoio a essa união é maior no caso dos portugueses (46,1% que "concordam" ou "concordam totalmente" com essa ideia) do que no caso dos espanhóis (39,8%), mas essa percentagem aumentou nos dois casos, respectivamente de 45,6 e de 31%.

Já no que toca aos modelos de integração, a maioria dá notas mais favoráveis (de 0 a 10) a estreitar laços com acordos ou alianças estáveis, sendo que a opção de formação de um estado confederal, como a Suíça, merece nota positiva dos dois lados da fronteira.

O estudo foi realizado por Mariano Fernández Enguita (Universidade Complutense de Madrid) e por Salvador Santiuste Cué (CASUS, Universidade de Salamanca), tendo o apoio de Fernando Luís Machado e António Firmino da Costa do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL) em Lisboa. No total, foram inquiridas telefonicamente 1741 pessoas, com mais de 16 anos de idade - 893 espanhóis e 848 portugueses - com uma amostragem aleatória estratificada por províncias (em Espanha) e distritos (Portugal).

Segundo estudo, a grande maioria dos portugueses (71,4%) e dos espanhóis (75%) considera que as relações entre os dois países são boas ou muito boas, com a maioria a considerar que melhoraram ou se mantiveram iguais nos últimos anos.

São mais os espanhóis (5,5%) do que os portugueses (3,2%) a considerarem que os laços bilaterais pioraram. No que toca às propostas para fortalecer a cooperação, o estudo consultou os inquiridos sobre aspectos como a homogeneização do sistema fiscal, uso de serviços e equipamentos transfronteiriços, candidaturas conjuntas a eventos internacionais ou maior colaboração judicial, policial e militar.

Os portugueses favorecem maioritariamente todas as opções, sendo que no caso dos espanhóis a única excepção é a de harmonização fiscal, que 44,1% dizem não querer.

No que toca à língua, tanto os espanhóis como os portugueses estão de acordo que as línguas do outro país sejam opcionais no ensino primário e secundário.
Porém, uma maioria dos portugueses (51,4%) contra uma minoria dos espanhóis (19,7%) defende que deveria ser obrigatória.

O estudo evidencia ainda que os espanhóis mostram menos interesse pelos assuntos de Portugal do que o contrário, sendo que a maioria dos portugueses declara algum ou muito interesse pelos assuntos espanhóis e um quarto dos espanhóis mostra "nenhum interesse" pelos assuntos portugueses.

Dos dois lados da fronteira reconhece-se, porém, a necessidade de aumentar a educação sobre o país vizinho nas escolas do país. Evidente é também o facto de 35% dos espanhóis não terem mantido qualquer tipo de relação com portugueses, quando apenas 16% dos portugueses dizem não ter mantido qualquer tipo de relação com portugueses.
A maioria, no caso dos que já tiveram contactos do outro lado da fronteira, considera esse relacionamento positivo ou muito positivo. No caso de mudar de país, tanto a maioria dos espanhóis como dos portugueses ponderaria essa hipótese por questões laborais ou na reforma, sendo que nos dois casos a opção positiva é mais elevada entre os portugueses.

[A asneira é livre...]

Financial Times: "Receios de uma década perdida provocam luta eleitoral brutal"

O jornal britânico faz hoje manchete com Portugal, onde destaca as preocupações crescentes face a um incumprimento da dívida e sublinha que cada vez menos pessoas acreditam que o País vai evitar a ajuda externa, "com a notável excepção de José Sócrates".

O jornal assinala a forte subida dos juros da dívida – que esta manhã superaram os 10% na maturidade a cinco anos – e a crise política que o País vive desde o chumbo do PEC IV na Assembleia da República no passado dia 23 de Março.
"Portugal precisa de um resgate internacional. Isso é certo. Poderá ter que reestruturar a sua dívida, o que poderá afectar outros países", afirma o analista Marc Chandler, analista da Brown Brothers Harriman, citado pelo diário britânico.

Mesmo em Portugal, prossegue o Financial Times, cada vez menos políticos, com a notável excepção de José Sócrates e do seu Governo, acreditam que Portugal vai escapar a um resgate internacional.
Em entrevista concedida ontem à RTP, o primeiro-ministro deu três razões para justificar que se evite o pedido de ajuda externo: reputação do País, medidas de austeridade mais severas e o facto de Portugal ficar afastado dos mercados de financiamento.

"Há um ano que luto incansavelmente para defender Portugal. As coisas estão muito mais difíceis. Ao longo destas semanas [desde o chumbo do PEC IV] verificámos o que aconteceu", nomeadamente em relação ao "rating" e aos juros que estão a cobrar a Portugal, mas "continuarei a fazer o meu melhor para que Portugal possa escapar a esse cenário", reiterou o José Sócrates.

O Financial Times recorda que amanhã o País vai emitir dívida de curto prazo no valor de dois mil milhões de euros mas sublinha que a grande dificuldade financeira está reservada para Junho, quando Portugal precisa de sete mil milhões de euros para pagar reembolsos e juros da dívida.
O colapso do Governo poderá atrasar o pedido de ajuda para além de 5 de Junho", escreve o jornal britânico. "As autoridades europeias acreditam que Portugal pode chegar a Junho sem um resgate internacional mas este tema vai ser debatido na próxima sexta-feira pelos ministros das Finanças", recorda o Financial Times.


Década perdida?
Numa análise à crise política que se vive em Portugal, na sequência do chumbo do PEC IV, o Financial Times começa por escrever que o Partido Social-Democrata ainda não foi capaz de apresentar as medidas necessárias para combater a crise económica do País.

"Pedro Passos Coelho, líder do PSD, rejeitou apresentar as suas medidas em detalhe, afirmado que a verdade sobre as contas públicas só é conhecida pelo Governo", refere o jornal.
"A principal questão é saber se Portugal consegue evitar outra 'década perdida' de baixo crescimento", disse Emilie Gay, economista na Capital Economics.

segunda-feira, abril 04, 2011

Lisboa é um dos dez melhores destinos de turismo de negócios da "Great Hotels of the World"

A capital portuguesa foi incluída na lista dos dez melhores destinos de turismo de negócios de 2011 da cadeia "Great Hotels of the World", anunciou hoje o Turismo de Lisboa.

Segundo um comunicado, a cadeia internacional de hotéis e resorts de luxo destaca "o crescimento da reputação de Lisboa nesta área de negócio", tendo em conta os "eventos de elevado perfil que acolheu nos últimos anos".

A localização da cidade, as infra-estruturas disponibilizadas, a relação qualidade/preço e o clima ameno são outras das mais-valias apontadas.

O turismo de negócios é precisamente um dos produtos turísticos estratégicos de Lisboa e representa mais de 40% das receitas do sector na capital, tendo motivado nos últimos anos várias referências internacionais a Lisboa.
Lisboa é responsável por 21% do PIB atribuído à Economia do Turismo nacional e por 22% das dormidas na hotelaria nacional, com 29% das receitas deste sector.
O total de receitas globais geradas na Área Metropolitana de Lisboa pelo turismo ultrapassa os 492 milhões de euros.

No top dez de destinos de negócios de 2011 da "Great Hotels of the World", em cuja rede os hotéis ingressam apenas por convite, estão também a Croácia, África do Sul, Índia, Montenegro, Turquia, Grécia, Islândia, Sardenha (Itália) e Seul (Coreia do Sul).

Galão e bifanas na rua principal da América portuguesa

Miguel Almeida chegou aos Estados Unidas há 36 anos e há 20 abriu o Miguel's Place, em New Bedford, no Massachusetts.

A receira para o sucesso é simples: galão e bifanas a que se juntam o café Delta e o sumol. Tudo isto e muita hospitalidade garantem clientes satisfeitos neste recanto luso-americano onde não faltam os galos de Barcelos e as fotografias de Portugal nas paredes amarelas.