Os "Prémios Exportação & Internacionalização", criados através de uma parceria entre o Jornal de Negócios e o Banco Espírito Santo (BES) visa premiar as empresas portuguesas que se destacaram nas duas vertentes. Esta segunda-feira foram conhecidos os vencedores. veja aqui quais.
Ao concurso "Prémios Exportação & Internacionalização" concorreram 129 companhias. O prémio Revelação foi arrecadado pela Derovo e pela Metalusa.
A Derovo, que foi fundada em 1994, nasceu como uma motivação para a exportação. E de acordo, com o presidente, Amândio da Costa Santos, a empresa tem “apostado imenso na relação com os promotores do conhecimento”.
A Metalusa, fundada em 1990, e produz andaimes multidimensionais, plataformas suspensas e um conjunto de outros produtos voltados para o sector da construção.
Já na categoria PME a vencedora foi a Frezite. A empresa, fundada em 1978, apostou desde o seu início numa estratégia assente em três pontos: a qualidade, a inovação e a internacionalização.
E por fim, na categoria Grandes Empresas o vencedor é a COTESI. A empresa foi fundada em 1967 e a internacionalização foi uma aposta que data quase do início da sua actividade.
terça-feira, julho 19, 2011
segunda-feira, julho 18, 2011
BIC Angola propõe 70 milhões pelo BPN
O presidente do BIC Angola, Fernando Teles confirmou que o banco angolano vai oferecer 70 milhões de euros (100 milhões de dólares) pelo Banco Português de Negócios (BPN).
A notícia é do semanário angolano O País, e Fernando Teles é citado a dizer que a proposta para a compra do banco luso, vai ser entregue até dia 20.
O presidente do BIC Angola não quis adiantar mais pormenores, sobre uma eventual redução de recursos humanos, caso o banco seja escolhido pelo Ministério das Finanças.
O presidente do BIC Portugal, Luís Mira Amaral era hoje citado pelo Público, a confirmar a existência de uma proposta para a compra do banco, ao dizer que "os accionistas reuniram-se e depois de terem analisado a proposta apresentada pela comissão executiva, incumbiram-na de realizar uma oferta de compra do BPN".
Entretanto, Mira Amaral já reagiu, dizendo que “Não é esse o número”.
Na primeira tentativa de privatização do BPN, que falhou por falta de interessados, ficou estabelecido um preço mínimo de 180 milhões de euros. Na operação em curso não há montante mínimo.
[Desde esta manhã que o Diário Económico vem mentindo descaradamente acerca da dimensão do brasileiro Banco Rural, supostamente interessado no BPN. Não, não é "das maiores instituições bancárias privadas do Brasil". É um banco pequeno, sem dimensão nacional e várias vezes envolvido em escândalos.
Sobre a proposta do BIC Angola: a proposta é baixa. Contudo, quem precisa não pode regatear muito... Definitivamente, quem vai sair prejudicado são os contribuintes portugueses! A não ser que o Governo português encontre alguma mézinha de que ninguém se está a lembrar.]
A notícia é do semanário angolano O País, e Fernando Teles é citado a dizer que a proposta para a compra do banco luso, vai ser entregue até dia 20.
O presidente do BIC Angola não quis adiantar mais pormenores, sobre uma eventual redução de recursos humanos, caso o banco seja escolhido pelo Ministério das Finanças.
O presidente do BIC Portugal, Luís Mira Amaral era hoje citado pelo Público, a confirmar a existência de uma proposta para a compra do banco, ao dizer que "os accionistas reuniram-se e depois de terem analisado a proposta apresentada pela comissão executiva, incumbiram-na de realizar uma oferta de compra do BPN".
Entretanto, Mira Amaral já reagiu, dizendo que “Não é esse o número”.
Na primeira tentativa de privatização do BPN, que falhou por falta de interessados, ficou estabelecido um preço mínimo de 180 milhões de euros. Na operação em curso não há montante mínimo.
[Desde esta manhã que o Diário Económico vem mentindo descaradamente acerca da dimensão do brasileiro Banco Rural, supostamente interessado no BPN. Não, não é "das maiores instituições bancárias privadas do Brasil". É um banco pequeno, sem dimensão nacional e várias vezes envolvido em escândalos.
Sobre a proposta do BIC Angola: a proposta é baixa. Contudo, quem precisa não pode regatear muito... Definitivamente, quem vai sair prejudicado são os contribuintes portugueses! A não ser que o Governo português encontre alguma mézinha de que ninguém se está a lembrar.]
Portugal - Exportações: Empresa portuguesa ganha projecto de biométrica para a Polícia Nacional da Suécia
A Vision-Box ganhou um projecto na Suécia onde irá desenvolver soluções de recolha biométrica de dados para emissão de documentos.
A empresa portuguesa Vision-Box, que concentra a sua actividade nas áreas da biometria e em soluções para gestão de vídeo digital, irá fornecer unidades móveis e kiosks de recolha de dados biométricos à Polícia Nacional da Suécia.
Em comunicado, a Vision-Box explica que estas soluções irão ajudar as forças policiais devido à qualidade da emissão dos documentos de viagens electrónicos e à facilidade de uso dos sistemas de captura de dados biométricos.
A empresa, que já tem as suas soluções espalhadas por mais de 150 países e cuja tecnologia desenvolvida está na génese do Cartão do Cidadão e do Passaporte Electrónico Português, junta agora a Suécia ao seu currículo de clientes.
A empresa portuguesa Vision-Box, que concentra a sua actividade nas áreas da biometria e em soluções para gestão de vídeo digital, irá fornecer unidades móveis e kiosks de recolha de dados biométricos à Polícia Nacional da Suécia.
Em comunicado, a Vision-Box explica que estas soluções irão ajudar as forças policiais devido à qualidade da emissão dos documentos de viagens electrónicos e à facilidade de uso dos sistemas de captura de dados biométricos.
A empresa, que já tem as suas soluções espalhadas por mais de 150 países e cuja tecnologia desenvolvida está na génese do Cartão do Cidadão e do Passaporte Electrónico Português, junta agora a Suécia ao seu currículo de clientes.
Guiné-Bissau: UE retoma cooperação de forma condicionada
A União Europeia decidiu hoje restabelecer a cooperação com a Guiné-Bissau, que suspendera parcial e temporariamente na sequência do levantamento militar de abril de 2010, mas condicionou esse reatamento ao cumprimento de uma série de condições definidas num «roteiro».
A decisão foi tomada hoje em Bruxelas pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, que aprovaram um documento que dá por encerradas as consultas abertas em março último, para análise conjunta do cumprimento dos acordos de Cotonu (UE-ACP), designadamente no domínio do respeito da democracia e Estado de Direito.
Os 27 deram-se por satisfeitos com os compromissos assumidos e acções já levadas a cabo pelo Governo de Carlos Gomes Júnior, pelo que decidiram encerrar as consultas e retomar "progressivamente" a cooperação nos domínios em que havia sido suspensa (áreas como a ajuda humanitária, assistência directa à população e projetos de combate ao crime transnacional nunca chegaram a ser interrompidas).
[A importante cooperação europeia. Será suficiente para pacificar a sociedade e a política guineense?]
A decisão foi tomada hoje em Bruxelas pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, que aprovaram um documento que dá por encerradas as consultas abertas em março último, para análise conjunta do cumprimento dos acordos de Cotonu (UE-ACP), designadamente no domínio do respeito da democracia e Estado de Direito.
Os 27 deram-se por satisfeitos com os compromissos assumidos e acções já levadas a cabo pelo Governo de Carlos Gomes Júnior, pelo que decidiram encerrar as consultas e retomar "progressivamente" a cooperação nos domínios em que havia sido suspensa (áreas como a ajuda humanitária, assistência directa à população e projetos de combate ao crime transnacional nunca chegaram a ser interrompidas).
[A importante cooperação europeia. Será suficiente para pacificar a sociedade e a política guineense?]
Santa Sé e Malásia estabelecem relações diplomáticas
O Vaticano e a Malásia anunciaram hoje que estabeleceram relações diplomáticas, no final de uma audiência do papa Bento XVI ao primeiro-ministro deste país asiático muçulmano, Najib Razak.
Em comunicado, o Vaticano refere que Bento XVI e Najib Razak concordaram em "estabelecer relações diplomáticas entre a Malásia e a Santa Sé".
O chefe do Governo malaio foi recebido por Bento XVI na residência de verão do papa em Castel Gandalfo, nos arredores de Roma. Antes do Papa, Najib Razak tinha sido recebido pelo "número dois" do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, e também pelo chefe da diplomacia do Vaticano, monsenhor Dominique Mamberti.
Em comunicado, o Vaticano refere que Bento XVI e Najib Razak concordaram em "estabelecer relações diplomáticas entre a Malásia e a Santa Sé".
O chefe do Governo malaio foi recebido por Bento XVI na residência de verão do papa em Castel Gandalfo, nos arredores de Roma. Antes do Papa, Najib Razak tinha sido recebido pelo "número dois" do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, e também pelo chefe da diplomacia do Vaticano, monsenhor Dominique Mamberti.
Portugal - Parecerias estratégicas: China Power negoceia compra de até 5% da EDP
A agência noticiosa Dow Jones avança que a China Power está em conversações adiantadas com o objectivo de adquirir uma participação na EDP, no âmbito do novo processo de privatização da eléctrica.
A agência noticiosa cita fontes próximas do processo, que preferiram não avançar valores para o negócio.
"A China Power está muito interessada na carteira de activos internacionais da EDP, que inclui activos eólicos nos EUA e investimentos no Brasil", disse uma das fontes. Fala-se em adquirir entre 2,5% e 5%, e já houve várias sessões de negociação", acrescentou a mesma fonte.
A empresa chinesa já havia demonstrado interesse na entrada no capital da EDP, sobretudo desde que ambas assinaram um memorando de entendimento com vista a uma parceria de operação no mercado chinês e outros mercados.
A agência noticiosa cita fontes próximas do processo, que preferiram não avançar valores para o negócio.
"A China Power está muito interessada na carteira de activos internacionais da EDP, que inclui activos eólicos nos EUA e investimentos no Brasil", disse uma das fontes. Fala-se em adquirir entre 2,5% e 5%, e já houve várias sessões de negociação", acrescentou a mesma fonte.
A empresa chinesa já havia demonstrado interesse na entrada no capital da EDP, sobretudo desde que ambas assinaram um memorando de entendimento com vista a uma parceria de operação no mercado chinês e outros mercados.
Portugal - Exportação: Casa Anadia inicia exportação de azeite para China
O mercado chinês vai começar a importar os azeites virgem extra produzidos pela Casa Anadia, situada em Alferrarede, Abrantes, com as primeiras encomendas contratualizadas para Setembro.
Produzidos este ano pela primeira vez tendo como objectivo a exportação, a Casa Anadia apostou nos azeites DOP (Denominação de Origem Protegida) - Ribatejo, para conquistar o mercado internacional pela "qualidade" do sumo de azeitona produzido, estando "praticamente esgotada" toda a produção deste ano, estimada em 70 mil litros.
Rui Coutinho, director comercial da Casa Anadia, afirmou que a aposta na produção de azeites virgem extra está programada para os próximos sete anos, tendo adiantado que as 70 toneladas agora produzidas estão "já vendidas" e serão entregues a partir de Setembro e até 2012 para Hong Kong, Brasil, Canadá, Polónia, Sérvia e Áustria.
Produzidos este ano pela primeira vez tendo como objectivo a exportação, a Casa Anadia apostou nos azeites DOP (Denominação de Origem Protegida) - Ribatejo, para conquistar o mercado internacional pela "qualidade" do sumo de azeitona produzido, estando "praticamente esgotada" toda a produção deste ano, estimada em 70 mil litros.
Rui Coutinho, director comercial da Casa Anadia, afirmou que a aposta na produção de azeites virgem extra está programada para os próximos sete anos, tendo adiantado que as 70 toneladas agora produzidas estão "já vendidas" e serão entregues a partir de Setembro e até 2012 para Hong Kong, Brasil, Canadá, Polónia, Sérvia e Áustria.
Portugal - Logística e emprego: espanhola Cofares instala unidade logística no Montijo
A Cofares, cooperativa espanhola de distribuição de medicamentos, está a iniciar actividade em Portugal com a criação de uma empresa local (Farmavenix) e um armazém logístico farmacêutico, na zona do Montijo, foi revelado esta segunda-feira.
Segundo anuncia um comunicado do grupo, a operação envolve um investimento inicial de um milhão de euros (1M€), com a previsão de break-even no próximo ano (com 50% da taxa de ocupação), e vai criar cerca de 30 postos de trabalho (directos e indirectos).
Segundo anuncia um comunicado do grupo, a operação envolve um investimento inicial de um milhão de euros (1M€), com a previsão de break-even no próximo ano (com 50% da taxa de ocupação), e vai criar cerca de 30 postos de trabalho (directos e indirectos).
Mota-Engil capta carga da China para seu terminal na Galiza
A TCL, concessionária de um novo terminal de contentores na Galiza, foi à China procurar estabelecer parcerias para captar tráfego (carga) para o porto de Ferrol (Caneliñas).
O Terminal de Contentores de Leixões (TCL), que é controlado pelo grupo Mota-Engil através da Tertir, foi à China em busca de negócios para a sua mais recente concessão: o terminal de contentores do Porto Exterior de Caneliñas, que está a ser construído em Ferrol, na Galiza.
O TCL, através do FCT (Ferrol Container Terminal), ganhou, há menos de dois meses, a concessão do terminal espanhol.
O Terminal de Contentores de Leixões (TCL), que é controlado pelo grupo Mota-Engil através da Tertir, foi à China em busca de negócios para a sua mais recente concessão: o terminal de contentores do Porto Exterior de Caneliñas, que está a ser construído em Ferrol, na Galiza.
O TCL, através do FCT (Ferrol Container Terminal), ganhou, há menos de dois meses, a concessão do terminal espanhol.
São Tomé - Presidenciais: Pinto da Costa e Evaristo Carvalho vão disputar segunda volta.
Os candidatos Manuel Pinto da Costa e Evaristo Carvalho vão disputar a presidência de São Tomé e Príncipe numa segunda volta, após o sufrágio deste domingo.
De acordo com os resultados provisórios da Comissão Eleitoral Nacional (CEN), Pinto da Costa obteve 35,82% das intenções de voto, enquanto Evaristo Carvalho arrecadou 21,82% dos votos. A taxa de abstenção foi de 48%.
A segunda volta realiza-se a 7 de Agosto.
Pinto da Costa já veio comentar estes resultados provisórios, afirmando que não tem "informação oficial dos resultados. Nem sei se vai haver segunda volta. Só depois da oficialização dos resultados é que sei se haverá ou não segunda volta".
[A confirmarem-se estes resultados, e parece que assim será, trata-se de"um balde de água fria" para a candidatura de Pinto da Costa, que, com triunfalismo antecipado afirmava que ia vencer à primeira volta. Agora, terá que negociar com as restantes candidaturas, pagando a bom preço esses apoios.]
De acordo com os resultados provisórios da Comissão Eleitoral Nacional (CEN), Pinto da Costa obteve 35,82% das intenções de voto, enquanto Evaristo Carvalho arrecadou 21,82% dos votos. A taxa de abstenção foi de 48%.
A segunda volta realiza-se a 7 de Agosto.
Pinto da Costa já veio comentar estes resultados provisórios, afirmando que não tem "informação oficial dos resultados. Nem sei se vai haver segunda volta. Só depois da oficialização dos resultados é que sei se haverá ou não segunda volta".
[A confirmarem-se estes resultados, e parece que assim será, trata-se de"um balde de água fria" para a candidatura de Pinto da Costa, que, com triunfalismo antecipado afirmava que ia vencer à primeira volta. Agora, terá que negociar com as restantes candidaturas, pagando a bom preço esses apoios.]
sábado, julho 16, 2011
Manifestações em Bissau exigem saída de Gomes Júnior
A última semana foi marcada pelas manifestações de quinta-feira realizadas pela oposição na Guiné-Bissau, exigindo a retirada de Carlos Gomes Júnior do cargo de primeiro-ministro.
Dez partidos da oposição guineense marcharam pacificamente nas ruas de Bissau e convocaram nova marcha para a próxima terça-feira e afirmaram que se vão manifestar "até que o Primeiro-ministro se demita ou seja demitido”.
Gomes Júnior já veio dizer que está "pronto" para eleições antecipadas e que aceita a manifestação porquanto ser democrata, mas disse não haver motivos para perturbações.
"Estou pronto a aceitar eleições antecipadas," disse o chefe do governo que falava Quinta-feira a tarde no lançamento da primeira pedra para a reconstrução do mercado central de Bissau, destruído durante o conflito político militar de 7 de Junho de 1998.
O primeiro ministro guineense recordou o trabalho do seu governo em estabilizar a situação no país e na recosntrução de infraestruturas e convidou a oposição a dar o seu contributo.
A oposição acusa-o de responsabilidade no caso 4 e 5 de Junho de 2009, em que foram mortos Baciro Dabo e Hélder Proença.
O primeiro-ministro rejeita estas acusações, afirmando tratar-se de calúnias, visando atingir negativamente a sua imagem e com isso eliminá-lo política e fisícamente.
[A Guiné e a sua típica instabilidade. Para os interesses que correm por fora não podiam ser melhores notícias...]
Dez partidos da oposição guineense marcharam pacificamente nas ruas de Bissau e convocaram nova marcha para a próxima terça-feira e afirmaram que se vão manifestar "até que o Primeiro-ministro se demita ou seja demitido”.
Gomes Júnior já veio dizer que está "pronto" para eleições antecipadas e que aceita a manifestação porquanto ser democrata, mas disse não haver motivos para perturbações.
"Estou pronto a aceitar eleições antecipadas," disse o chefe do governo que falava Quinta-feira a tarde no lançamento da primeira pedra para a reconstrução do mercado central de Bissau, destruído durante o conflito político militar de 7 de Junho de 1998.
O primeiro ministro guineense recordou o trabalho do seu governo em estabilizar a situação no país e na recosntrução de infraestruturas e convidou a oposição a dar o seu contributo.
A oposição acusa-o de responsabilidade no caso 4 e 5 de Junho de 2009, em que foram mortos Baciro Dabo e Hélder Proença.
O primeiro-ministro rejeita estas acusações, afirmando tratar-se de calúnias, visando atingir negativamente a sua imagem e com isso eliminá-lo política e fisícamente.
[A Guiné e a sua típica instabilidade. Para os interesses que correm por fora não podiam ser melhores notícias...]
São Tomé: eleições presidenciais de vida ou morte
por Paulo Gorjão
Director do Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança (IPRIS)
Com eleições presidenciais à porta, São Tomé e Príncipe vive há muito tempo uma crise de instabilidade política que em muito dificulta o seu crescimento económico.
No próximo domingo haverá eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe, sendo possível que seja necessária uma segunda volta que, a confirmar-se, deverá ter lugar três semanas depois. Naturalmente, as hipóteses de sucesso não estão distribuídas de forma igual pelos dez candidatos presentes na disputa eleitoral, mas mesmo assim o resultado final é imprevisível.
Estas eleições presidenciais são cruciais para o futuro do primeiro-ministro, Patrice Trovoada. Tendo vencido as eleições legislativas em Agosto de 2010, a Acção Democrática Independente (ADI), por si liderada, foi incapaz de estabelecer um governo de coligação e acabou por formar um executivo minoritário. Ora, desde a transição para a democracia não houve um único governo - maioritário ou minoritário, de coligação ou de um só partido político - que vigorasse toda a legislatura. Em média, a partir de 1991, os governos duraram menos de dois anos, sendo evidente que existe um grave problema de instabilidade política em São Tomé e Príncipe.
Tendo em conta a natureza estrutural da instabilidade política, bem como a natureza minoritária do governo de Patrice Trovoada, não é muito arriscado vaticinar que o actual primeiro- -ministro, tal como os seus antecessores, terá muita dificuldade em manter--se no cargo durante toda a legislatura. Tudo se tornará ainda mais difícil se for eleito um novo Presidente da República oriundo, ou próximo, do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), o partido que mais tempo ocupou o poder político desde a transição para a democracia, derrotado em Agosto de 2010 pela ADI e actualmente a maior força política na oposição.
Isto dito, seja qual for o desfecho das eleições presidenciais, a instabilidade política vivida nas últimas duas décadas impõe que se proceda a ajustes de natureza sistémica. Trovoada defende a presidencialização do regime, uma solução que satisfazia as suas pretensões políticas. Julgo que o caminho a seguir deverá ser em sentido contrário, i.e. a parlamentarização do regime. Independentemente dos méritos de cada uma das soluções - um debate que não cabe neste espaço -, num ponto todos estarão de acordo: a estabilidade política é fundamental, uma vez que sem ela dificilmente haverá crescimento económico.
Uma última nota para registar que, no último ano, Patrice Trovoada veio três vezes a Portugal. Em nenhuma delas foi solicitada oficialmente qualquer audiência com o Presidente da República, o primeiro-ministro, ou o ministro dos Negócios Estrangeiros. As primeiras impressões confirmam-se: o distanciamento político de Trovoada - em claro contraste com o anterior primeiro-ministro e, em geral, com as lideranças anteriores do MLSTP/PSD - em relação a Portugal é indisfarçável.
Perante o reajuste a que procedeu Patrice Trovoada na relação de São Tomé com Portugal, é legítimo que o seu homólogo português, Pedro Passos Coelho, proceda de igual modo e reavalie também a relação de Lisboa com São Tomé. A seu tempo, ainda com Trovoada ou já com o seu sucessor, as relações bilaterais voltarão seguramente a conhecer um novo ciclo de cumplicidade política. Afinal, as lideranças políticas são efémeras, mas os laços históricos são duradouros.
Director do Instituto Português de Relações Internacionais e Segurança (IPRIS)
Com eleições presidenciais à porta, São Tomé e Príncipe vive há muito tempo uma crise de instabilidade política que em muito dificulta o seu crescimento económico.
No próximo domingo haverá eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe, sendo possível que seja necessária uma segunda volta que, a confirmar-se, deverá ter lugar três semanas depois. Naturalmente, as hipóteses de sucesso não estão distribuídas de forma igual pelos dez candidatos presentes na disputa eleitoral, mas mesmo assim o resultado final é imprevisível.
Estas eleições presidenciais são cruciais para o futuro do primeiro-ministro, Patrice Trovoada. Tendo vencido as eleições legislativas em Agosto de 2010, a Acção Democrática Independente (ADI), por si liderada, foi incapaz de estabelecer um governo de coligação e acabou por formar um executivo minoritário. Ora, desde a transição para a democracia não houve um único governo - maioritário ou minoritário, de coligação ou de um só partido político - que vigorasse toda a legislatura. Em média, a partir de 1991, os governos duraram menos de dois anos, sendo evidente que existe um grave problema de instabilidade política em São Tomé e Príncipe.
Tendo em conta a natureza estrutural da instabilidade política, bem como a natureza minoritária do governo de Patrice Trovoada, não é muito arriscado vaticinar que o actual primeiro- -ministro, tal como os seus antecessores, terá muita dificuldade em manter--se no cargo durante toda a legislatura. Tudo se tornará ainda mais difícil se for eleito um novo Presidente da República oriundo, ou próximo, do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), o partido que mais tempo ocupou o poder político desde a transição para a democracia, derrotado em Agosto de 2010 pela ADI e actualmente a maior força política na oposição.
Isto dito, seja qual for o desfecho das eleições presidenciais, a instabilidade política vivida nas últimas duas décadas impõe que se proceda a ajustes de natureza sistémica. Trovoada defende a presidencialização do regime, uma solução que satisfazia as suas pretensões políticas. Julgo que o caminho a seguir deverá ser em sentido contrário, i.e. a parlamentarização do regime. Independentemente dos méritos de cada uma das soluções - um debate que não cabe neste espaço -, num ponto todos estarão de acordo: a estabilidade política é fundamental, uma vez que sem ela dificilmente haverá crescimento económico.
Uma última nota para registar que, no último ano, Patrice Trovoada veio três vezes a Portugal. Em nenhuma delas foi solicitada oficialmente qualquer audiência com o Presidente da República, o primeiro-ministro, ou o ministro dos Negócios Estrangeiros. As primeiras impressões confirmam-se: o distanciamento político de Trovoada - em claro contraste com o anterior primeiro-ministro e, em geral, com as lideranças anteriores do MLSTP/PSD - em relação a Portugal é indisfarçável.
Perante o reajuste a que procedeu Patrice Trovoada na relação de São Tomé com Portugal, é legítimo que o seu homólogo português, Pedro Passos Coelho, proceda de igual modo e reavalie também a relação de Lisboa com São Tomé. A seu tempo, ainda com Trovoada ou já com o seu sucessor, as relações bilaterais voltarão seguramente a conhecer um novo ciclo de cumplicidade política. Afinal, as lideranças políticas são efémeras, mas os laços históricos são duradouros.
quinta-feira, julho 14, 2011
Portugal quer "reforçar o projecto CPLP"
Portugal quer "reforçar o projecto CPLP" e está a trabalhar com a presidência angolana da comunidade lusófona para aumentar a coordenação política junto da ONU, disse o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, Luís Brites Pereira.
A escolha de três países lusófonos - Angola, Moçambique e Brasil - para primeiras deslocações do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, mostra a prioridade do Governo relativamente a uma "visão e valores partilhados da CPLP", referiu o secretário de Estado português, à margem de uma ronda de encontros em Nova Iorque. O périplo lusófono do ministro Paulo Portas começa a 21 de Julho, em Angola, e termina a 25, em Brasília.
A escolha de três países lusófonos - Angola, Moçambique e Brasil - para primeiras deslocações do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, mostra a prioridade do Governo relativamente a uma "visão e valores partilhados da CPLP", referiu o secretário de Estado português, à margem de uma ronda de encontros em Nova Iorque. O périplo lusófono do ministro Paulo Portas começa a 21 de Julho, em Angola, e termina a 25, em Brasília.
quarta-feira, julho 13, 2011
"Os portugueses e os gregos vivem à custa dos alemães”, diz economista alemão
Hans-Werner Sinn, presidente do instituto Ifo, diz que “os portugueses e os gregos vivem à custa dos alemães”.
Numa entrevista ao jornal Bild, o economista alemão afirmou que “a ajuda à Grécia e a Portugal está muito acima das possibilidades dos alemães (...) e que os reformados vão ser as primeiras vítimas destes resgates", acrescentando que “os portugueses e os gregos vivem à custa dos alemães”.
Sondagens recentes mostram que a maioria dos cidadãos alemães opõe-se a ajudar Grécia e considera que Berlim não deveria ter usado o dinheiro dos contribuintes em países que não cumpriram as regras orçamentais da União Europeia.
Também a confiança dos alemães face à moeda única tem decaído. Segundo uma sondagem divulgada pela Reuters, actualmente três quartos da população admite ter pouca confiança no euro e, de acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Werner Hoyer, "já há muitas pessoas a considerar positivo voltar ao marco”.
[O que nós temos que ouvir... E ouvir e calar... Já lá diz o provérbio: "Quem muito se agacha..."]
Numa entrevista ao jornal Bild, o economista alemão afirmou que “a ajuda à Grécia e a Portugal está muito acima das possibilidades dos alemães (...) e que os reformados vão ser as primeiras vítimas destes resgates", acrescentando que “os portugueses e os gregos vivem à custa dos alemães”.
Sondagens recentes mostram que a maioria dos cidadãos alemães opõe-se a ajudar Grécia e considera que Berlim não deveria ter usado o dinheiro dos contribuintes em países que não cumpriram as regras orçamentais da União Europeia.
Também a confiança dos alemães face à moeda única tem decaído. Segundo uma sondagem divulgada pela Reuters, actualmente três quartos da população admite ter pouca confiança no euro e, de acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Werner Hoyer, "já há muitas pessoas a considerar positivo voltar ao marco”.
[O que nós temos que ouvir... E ouvir e calar... Já lá diz o provérbio: "Quem muito se agacha..."]
Embaixador dos EUA diz que turismo americano pode "ajudar economia" de Portugal
O embaixador americano em Portugal, Allan Katz, defendeu hoje que o turismo dos EUA pode "ajudar a economia" nacional, lamentando a falta de informações transmitidas àquele público-alvo que desconhece o país.
Para o embaixador, que falava no seminário sobre Turismo e Segurança, promovido pela PSP, a decorrer em Gaia, "ao contrário de todos os outros esforços que estão a ser feitos pelo governo e setor privado, esta é provavelmente a única área onde a economia de Portugal pode crescer sem ser necessário gastar mais dinheiro".
Explicou que "já existe uma infraestrutura para uma indústria próspera de turismo e não é preciso olhar para além da própria cidade em que nos encontramos".
"Têm um óptimo aeroporto, um rio notável e uma bela comunidade, a Douro Azul e as suas viagens, as caves e muitas outras coisas que não precisam de ser alteradas. A única coisa que precisa de ser alterada é o número de pessoas a visitar", salientou.
Lamentou porém que "a maioria dos americanos não sabe nada sobre Portugal", considerando que "o maior problema é que a maior parte da informação sobre Portugal que vai para os EUA é dirigida às comunidades portuguesas norte-americanas", que "já sabem que Portugal existe e vêm a Portugal independentemente da informação que recebem do país".
Falando sobre o potencial de Portugal enquanto destino turístico, destacou que "quando um americano viaja para a Europa há várias coisas que são muito importantes".
"Vêm para a Europa para ver coisas antigas, boa comida e bom vinho", tudo coisas "que Portugal tem", justiçou.
Para além disso, acrescentou, "querem ainda sentir-se seguros e Portugal é talvez o país mais seguro da Europa para os americanos".
"Há muitos americanos que viajam muito para o estrangeiro e evitam locais onde veem demonstrações de violência, mesmo sendo em países onde normalmente iriam como a Grécia. Evitam também partes turbulentas do mundo, porque não as percebem, como o Egito e o Médio Oriente", referiu.
Por isso mesmo, "o país que tem as melhores ofertas para os americanos é Portugal" que apresenta "um ótimo produto a vender".
Como exemplo referiu que Portugal poderia duplicar os 250 mil turistas americanos por ano, só no estado da Flórida "que tem 18 milhões de pessoas".
"Deixem-nos ajudar-vos. Sabemos como promover bons destinos", rematou.
Para o embaixador, que falava no seminário sobre Turismo e Segurança, promovido pela PSP, a decorrer em Gaia, "ao contrário de todos os outros esforços que estão a ser feitos pelo governo e setor privado, esta é provavelmente a única área onde a economia de Portugal pode crescer sem ser necessário gastar mais dinheiro".
Explicou que "já existe uma infraestrutura para uma indústria próspera de turismo e não é preciso olhar para além da própria cidade em que nos encontramos".
"Têm um óptimo aeroporto, um rio notável e uma bela comunidade, a Douro Azul e as suas viagens, as caves e muitas outras coisas que não precisam de ser alteradas. A única coisa que precisa de ser alterada é o número de pessoas a visitar", salientou.
Lamentou porém que "a maioria dos americanos não sabe nada sobre Portugal", considerando que "o maior problema é que a maior parte da informação sobre Portugal que vai para os EUA é dirigida às comunidades portuguesas norte-americanas", que "já sabem que Portugal existe e vêm a Portugal independentemente da informação que recebem do país".
Falando sobre o potencial de Portugal enquanto destino turístico, destacou que "quando um americano viaja para a Europa há várias coisas que são muito importantes".
"Vêm para a Europa para ver coisas antigas, boa comida e bom vinho", tudo coisas "que Portugal tem", justiçou.
Para além disso, acrescentou, "querem ainda sentir-se seguros e Portugal é talvez o país mais seguro da Europa para os americanos".
"Há muitos americanos que viajam muito para o estrangeiro e evitam locais onde veem demonstrações de violência, mesmo sendo em países onde normalmente iriam como a Grécia. Evitam também partes turbulentas do mundo, porque não as percebem, como o Egito e o Médio Oriente", referiu.
Por isso mesmo, "o país que tem as melhores ofertas para os americanos é Portugal" que apresenta "um ótimo produto a vender".
Como exemplo referiu que Portugal poderia duplicar os 250 mil turistas americanos por ano, só no estado da Flórida "que tem 18 milhões de pessoas".
"Deixem-nos ajudar-vos. Sabemos como promover bons destinos", rematou.
Aumento de exportações acima do de importações leva a queda de 9 milhões do défice comercial
Exportações aumentam tanto para a União Europeia como para o espaço extra-comunitário. Importações vindas da UE sobem 5%, mas disparam quase 30% no comércio fora da união.
As exportações aumentaram em Portugal entre Março e Maio de 2011, a um ritmo que superou o crescimento das importações no mesmo período. Em consequência, o défice comercial desceu mas, ainda assim, mantém-se acima de 4 mil milhões de euros.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), as saídas de bens nacionais representaram, neste período, 10.879,4 milhões de euros, quando em igual período do ano passado o valor estava em 9.343,2 milhões. Registou-se, portanto, um aumento de 16,4%.
Ao mesmo tempo, as importações subiram de 14.192,6 milhões para 15.719,4 milhões de euros, um avanço relativo de 10,8%.
Nesse sentido, o défice da balança comercial fixou-se, na totalidade dos meses de Março, Abril e Maio, em 4.840,0 milhões de euros, abaixo dos 4.849,4 milhões registados no mesmo período de 2010, uma descida de 9,4 milhões de euros.
A taxa de cobertura do comércio internacional (que representa as exportações sobre as importações) fixou-se em 69,2%. Tinha sido de 65,8% no período homólogo.
De acordo com os resultados globais preliminares do INE, a contribuir para maiores exportações estiveram as transacções dentro da União Europeia, na ordem dos 17%, onde as importações cresceram abaixo de 5%.
O comportamento é inverso no que diz respeito às trocas para fora do espaço comunitário. As saídas avançaram 15,3%, ao passo que as entradas dispararam 29,1%.
As exportações aumentaram em Portugal entre Março e Maio de 2011, a um ritmo que superou o crescimento das importações no mesmo período. Em consequência, o défice comercial desceu mas, ainda assim, mantém-se acima de 4 mil milhões de euros.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), as saídas de bens nacionais representaram, neste período, 10.879,4 milhões de euros, quando em igual período do ano passado o valor estava em 9.343,2 milhões. Registou-se, portanto, um aumento de 16,4%.
Ao mesmo tempo, as importações subiram de 14.192,6 milhões para 15.719,4 milhões de euros, um avanço relativo de 10,8%.
Nesse sentido, o défice da balança comercial fixou-se, na totalidade dos meses de Março, Abril e Maio, em 4.840,0 milhões de euros, abaixo dos 4.849,4 milhões registados no mesmo período de 2010, uma descida de 9,4 milhões de euros.
A taxa de cobertura do comércio internacional (que representa as exportações sobre as importações) fixou-se em 69,2%. Tinha sido de 65,8% no período homólogo.
De acordo com os resultados globais preliminares do INE, a contribuir para maiores exportações estiveram as transacções dentro da União Europeia, na ordem dos 17%, onde as importações cresceram abaixo de 5%.
O comportamento é inverso no que diz respeito às trocas para fora do espaço comunitário. As saídas avançaram 15,3%, ao passo que as entradas dispararam 29,1%.
Timor: Fretilin critica plano muito dependente do petróleo
A FRETILIN, maior partido da oposição em Timor-Leste, considera que o Plano Estratégico de Desenvolvimento que o primeiro-ministro apresentou terça-feira aos parceiros internacionais vai acentuar a dependência do país dos recursos petrolíferos.
Numa posição pública de crítica ao PED, hoje divulgada, aquele partido considera que "é fortemente baseado no desenvolvimento da indústria do petróleo", sem apontar qualquer alternativa a esse modelo de desenvolvimento.
"O que acontecerá se não houver mais descobertas de reservas substanciais de petróleo com a magnitude dos campos de Bayu-Undan ou Greater Sunrise? O que acontecerá se Greater Sunrise não avançar?", interroga a FRETILIN.
Acusando o Governo de "confiar demais em receitas que não estão asseguradas", lembra que a preocupação atual dos países ricos em petróleo é elaborar programas que lhes permita sair da dependência exclusiva desse tipo de receitas, por se tratarem de recursos finitos.
Numa posição pública de crítica ao PED, hoje divulgada, aquele partido considera que "é fortemente baseado no desenvolvimento da indústria do petróleo", sem apontar qualquer alternativa a esse modelo de desenvolvimento.
"O que acontecerá se não houver mais descobertas de reservas substanciais de petróleo com a magnitude dos campos de Bayu-Undan ou Greater Sunrise? O que acontecerá se Greater Sunrise não avançar?", interroga a FRETILIN.
Acusando o Governo de "confiar demais em receitas que não estão asseguradas", lembra que a preocupação atual dos países ricos em petróleo é elaborar programas que lhes permita sair da dependência exclusiva desse tipo de receitas, por se tratarem de recursos finitos.
terça-feira, julho 12, 2011
Brasileiros são maior comunidade em Portugal
Os brasileiros são o maior grupo de estrangeiros residentes em Portugal, seguindo-se os ucranianos e os cabo-verdianos, de acordo com um relatório sobre tendências migratórias apresentado hoje em Bruxelas.
"O maior grupo é o dos brasileiros (que respondem por 26% do total da população estrangeira com uma autorização de residência válida), seguidos dos ucranianos (12%) e dos cabo-verdianos (11%)", refere o estudo da OCDE.
"O número de naturalizações continua a subir e atingiu um novo pico de 25 500 em 2009, acima de sete vezes mais do que o nível de 2006", sendo que a maior parte tem origem nos PALOP.
"O maior grupo é o dos brasileiros (que respondem por 26% do total da população estrangeira com uma autorização de residência válida), seguidos dos ucranianos (12%) e dos cabo-verdianos (11%)", refere o estudo da OCDE.
"O número de naturalizações continua a subir e atingiu um novo pico de 25 500 em 2009, acima de sete vezes mais do que o nível de 2006", sendo que a maior parte tem origem nos PALOP.
Lufthansa e angolana TAAG fazem parceria
As duas companhias aéreas vão criar uma empresa de catering para fornecer refeições das transportadores que operam em Angola
A Lufthansa vai criar uma empresa de ‘catering’ (serviço de refeições a bordo dos aviões) com a TAAG. O acordo de parceria será assinado hoje, no âmbito da visita da chanceler alemã, Angela Merkel, a Angola.
A nova empresa terá o nome de Angola Air Catering e terá como accionista a TAAG, a Empresa Nacional de Exploração e navegação Aérea angolana e a alemã LSG, uma subsidiária da Lufthansa, que controla 32% do mercado mundial de ‘catering’. A parceria irá traduzir-se num investimento de 8,5 milhões de euros, avançou o semanário angolano “Novo Jornal”.
A Lufthansa lidera a Star Alliance, a aliança de companhias aéreas da qual faz parte a TAP. Já a TAAG não integra nenhuma das três maiores alianças mundiais, a Star Alliance, a Oneworld e a Sky Team. A empres terá como objectivo fornecer as companhias aéreas que escalam em Luanda e que actual não recorrem ao 'catering' local, por falta de qualidade do serviço prestado.
Angela Merkel, no âmbito da sua visita a Angola, será recebida amanhã pelo presidente da República, José Eduardo dos Santos. Os dois líderes deverão discutir, entre outros temas, a possibilidade de uma parceria no domínio da indústria farmacêutica. Segundo o Novo Jornal, o Governo angolano quer que as farmacêuticas alemãs criem laboratórios, unidades industriais e bases logísticas no país, sendo que estas poderiam também fornecer a região da África Austral.
A Lufthansa vai criar uma empresa de ‘catering’ (serviço de refeições a bordo dos aviões) com a TAAG. O acordo de parceria será assinado hoje, no âmbito da visita da chanceler alemã, Angela Merkel, a Angola.
A nova empresa terá o nome de Angola Air Catering e terá como accionista a TAAG, a Empresa Nacional de Exploração e navegação Aérea angolana e a alemã LSG, uma subsidiária da Lufthansa, que controla 32% do mercado mundial de ‘catering’. A parceria irá traduzir-se num investimento de 8,5 milhões de euros, avançou o semanário angolano “Novo Jornal”.
A Lufthansa lidera a Star Alliance, a aliança de companhias aéreas da qual faz parte a TAP. Já a TAAG não integra nenhuma das três maiores alianças mundiais, a Star Alliance, a Oneworld e a Sky Team. A empres terá como objectivo fornecer as companhias aéreas que escalam em Luanda e que actual não recorrem ao 'catering' local, por falta de qualidade do serviço prestado.
Angela Merkel, no âmbito da sua visita a Angola, será recebida amanhã pelo presidente da República, José Eduardo dos Santos. Os dois líderes deverão discutir, entre outros temas, a possibilidade de uma parceria no domínio da indústria farmacêutica. Segundo o Novo Jornal, o Governo angolano quer que as farmacêuticas alemãs criem laboratórios, unidades industriais e bases logísticas no país, sendo que estas poderiam também fornecer a região da África Austral.
segunda-feira, julho 11, 2011
Melhor Moscatel do mundo é de Setúbal
O Concurso Muscats du Monde, que se realiza em França, avalia e premeia os melhores vinhos de todo o mundo que são elaborados exclusivamente com a casta Muscat e que em Portugal se expressa também no conhecido Moscatel de Setúbal.
Os Vinhos Venâncio da Costa Lima concorrem desde 2008, tendo no ano passado o seu Moscatel sido colocado no Ranking TOP 10 (único vinho português).
Este ano, o Moscatel de Setúbal Reserva 2006 arrebatou o primeiro lugar. .
A 11.ª edição do Concurso Muscats du Monde realizou-se em Montpellier, contando com 23 países concorrentes que apresentaram um total de 210 vinhos.
Os Vinhos Venâncio da Costa Lima concorrem desde 2008, tendo no ano passado o seu Moscatel sido colocado no Ranking TOP 10 (único vinho português).
Este ano, o Moscatel de Setúbal Reserva 2006 arrebatou o primeiro lugar. .
A 11.ª edição do Concurso Muscats du Monde realizou-se em Montpellier, contando com 23 países concorrentes que apresentaram um total de 210 vinhos.
quarta-feira, julho 06, 2011
EUA: Conferência de Professores sobre português e espanhol
As coordenadoras do ensino do português nos Estados Unidos e Canadá participam a partir de hoje na Conferência Anual da Associação de Professores de Espanhol e Português (AATSP), em Washington, para "juntar estratégias" com o espanhol.
"Queremos auscultar o que os professores de modo geral nas línguas estrangeiras precisam de nós", disse Fernanda Costa, da Coordenação do ensino do português nos Estados Unidos, que pela primeira vez estará representada nesta conferência, já na 93.ª edição, e em que a língua é normalmente representada pelo ramo brasileiro.
"Como temos tido pouco marketing ou quase nenhum, achamos que chegou a altura de nos darmos mais a conhecer. Temos leitorados em algumas universidades com quem o Instituto Camões tem protocolos de cooperação, com cinco leitores no terreno", salienta.
"Queremos auscultar o que os professores de modo geral nas línguas estrangeiras precisam de nós", disse Fernanda Costa, da Coordenação do ensino do português nos Estados Unidos, que pela primeira vez estará representada nesta conferência, já na 93.ª edição, e em que a língua é normalmente representada pelo ramo brasileiro.
"Como temos tido pouco marketing ou quase nenhum, achamos que chegou a altura de nos darmos mais a conhecer. Temos leitorados em algumas universidades com quem o Instituto Camões tem protocolos de cooperação, com cinco leitores no terreno", salienta.
Ramos-Horta reafirma interesse timorense em comprar dívida lusa
O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, reiterou hoje o interesse do seu país em comprar dívida soberana portuguesa, numa operação que poderá envolver o Brasil e Angola.
Ramos-Horta, que se encontra em visita oficial a Cabo Verde, explicou que a proposta inicial foi reformulada e que neste momento Timor-Leste pretende comprar a dívida soberana de Portugal, juntamente com Brasil e Angola, numa operação que, segundo garantiu, tem o aval do primeiro-ministro, Xanana Gusmão, e do líder da oposição timorense.
A agência de notação financeira Moody's cortou na terça-feira o rating de Portugal em quatro níveis, para 'junk' (lixo).
Ramos-Horta, que se encontra em visita oficial a Cabo Verde, explicou que a proposta inicial foi reformulada e que neste momento Timor-Leste pretende comprar a dívida soberana de Portugal, juntamente com Brasil e Angola, numa operação que, segundo garantiu, tem o aval do primeiro-ministro, Xanana Gusmão, e do líder da oposição timorense.
A agência de notação financeira Moody's cortou na terça-feira o rating de Portugal em quatro níveis, para 'junk' (lixo).
AEP promove missão empresarial à Ucrânia
Nove empresas portuguesas de vários sectores iniciaram hoje uma missão à Ucrânia, organizada pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), e que decorre até sexta-feira, anunciou a estrutura.
A missão ao país da Europa de leste tem como objectivo realizar uma série de encontros e contactos com diversas entidades e instituições económicas em Kiev, refere a AEP em comunicado.
As empresas envolvidas nesta deslocação à Ucrânia são a Decormar, Efacec, Impetus, Jerónimo Martins, Martifer Solar, Mibilbanho, Newhotel Software, Solar do Louredo e Tecnimede.
A Ucrânia, que enviou uma delegação diplomática e empresarial a Portugal em Março, conta com perto de 47 milhões de habitantes e um crescimento médio anual de 7%, segundo dados disponibilizados pela associação.
A missão da AEP faz parte das iniciativas de promoção de expansão internacional das empresas portuguesas e tem o apoio da Câmara de Comércio e Indústria da Ucrânia.
A missão ao país da Europa de leste tem como objectivo realizar uma série de encontros e contactos com diversas entidades e instituições económicas em Kiev, refere a AEP em comunicado.
As empresas envolvidas nesta deslocação à Ucrânia são a Decormar, Efacec, Impetus, Jerónimo Martins, Martifer Solar, Mibilbanho, Newhotel Software, Solar do Louredo e Tecnimede.
A Ucrânia, que enviou uma delegação diplomática e empresarial a Portugal em Março, conta com perto de 47 milhões de habitantes e um crescimento médio anual de 7%, segundo dados disponibilizados pela associação.
A missão da AEP faz parte das iniciativas de promoção de expansão internacional das empresas portuguesas e tem o apoio da Câmara de Comércio e Indústria da Ucrânia.
terça-feira, julho 05, 2011
Sonae abre primeira loja Zippy no Egipto
Objectivo da retalhista é abrir estabelecimentos em "número considerável" nos próximos três anos no Médio Oriente.
A Sonae abriu a primeira loja de vestuário infantil Zippy no Egipto, onde já está presente através da WeDo, da área de informática da Sonaecom.
Esta abertura “enquadra-se na estratégia de crescimento internacional acelerado” da retalhista, dias depois de ter sido inaugurado também o primeiro estabelecimento da marca na Turquia.
“A chegada da Zippy ao Egipto é um passo importante no projecto de expansão da Sonae no Médio Oriente”, considera Miguel Seixas, administrador da área de retalho especializado Sonae SR, citado pelo comunicado de imprensa enviado às redacções.
Além disso, o responsável garantiu que a empresa “prevê a abertura de um número considerável de lojas Zippy até 2014 em vários países da região”.
Contudo, a nova loja no Cairo não terá a designação de Zippy, mas sim de Ziddy, já que a versão original da palavra em árabe não é “reproduzível”, como explicou em Abril o CEO da Sonae, Paulo Azevedo.
O estabelecimento, aberto em regime de franchising através da parceria com a Fawaz Alhokair Group, conta com 400 metros quadrados de área de vendas e está localizado no Centro Comercial Mall of Arabia Cairo.
A Sonae anunciou a intenção de entrar em nove países do Médio Oriente em Julho de 2010, onde estava incluído o Egipto, juntamente com a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Líbano, a Jordânia, o Qatar, o Kuwait, o Cazaquistão e ainda o Bahrein. A finalidade divulgada era a de abrir 70 lojas até 2014.
Em Junho, na cidade de Istambul, na Turquia, foi inaugurada uma loja Zippy. Além disso, foi anunciado o objectivo de abrir outro equipamento naquela nação nos três meses seguintes.
Inserido na estratégia de internacionalização, no mesmo mês, a companhia assegurou que detinha mais de 100 lojas em Espanha das várias marcas de que é proprietária: Worten, Sport Zone e Zippy.
A Sonae abriu a primeira loja de vestuário infantil Zippy no Egipto, onde já está presente através da WeDo, da área de informática da Sonaecom.
Esta abertura “enquadra-se na estratégia de crescimento internacional acelerado” da retalhista, dias depois de ter sido inaugurado também o primeiro estabelecimento da marca na Turquia.
“A chegada da Zippy ao Egipto é um passo importante no projecto de expansão da Sonae no Médio Oriente”, considera Miguel Seixas, administrador da área de retalho especializado Sonae SR, citado pelo comunicado de imprensa enviado às redacções.
Além disso, o responsável garantiu que a empresa “prevê a abertura de um número considerável de lojas Zippy até 2014 em vários países da região”.
Contudo, a nova loja no Cairo não terá a designação de Zippy, mas sim de Ziddy, já que a versão original da palavra em árabe não é “reproduzível”, como explicou em Abril o CEO da Sonae, Paulo Azevedo.
O estabelecimento, aberto em regime de franchising através da parceria com a Fawaz Alhokair Group, conta com 400 metros quadrados de área de vendas e está localizado no Centro Comercial Mall of Arabia Cairo.
A Sonae anunciou a intenção de entrar em nove países do Médio Oriente em Julho de 2010, onde estava incluído o Egipto, juntamente com a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Líbano, a Jordânia, o Qatar, o Kuwait, o Cazaquistão e ainda o Bahrein. A finalidade divulgada era a de abrir 70 lojas até 2014.
Em Junho, na cidade de Istambul, na Turquia, foi inaugurada uma loja Zippy. Além disso, foi anunciado o objectivo de abrir outro equipamento naquela nação nos três meses seguintes.
Inserido na estratégia de internacionalização, no mesmo mês, a companhia assegurou que detinha mais de 100 lojas em Espanha das várias marcas de que é proprietária: Worten, Sport Zone e Zippy.
segunda-feira, julho 04, 2011
Aeroporto de Beja poderá ter ligações para o Benelux
O aeroporto de Beja poderá ter ligações especiais com aeroportos da Bélgica, da Holanda e do Luxemburgo em 2012 e 2013, sobretudo fora da época alta no Alentejo, anunciou hoje a ANA - Aeroportos de Portugal.
Segundo a ANA o aeroporto de Beja e a Agência de Promoção Turística do Alentejo (APTA) consideram que podem vir a ser criadas ligações especiais entre Beja e aeroportos do Benelux, uma união económica e aduaneira que reúne a Bélgica, a Holanda e o Luxemburgo.
As ligações poderão realizar-se "sobretudo fora da época alta da ocupação turística" no Alentejo, para, desta forma, irem "mais ao encontro dos interesses dos empresários regionais e dos operadores turísticos holandeses".
A hipótese das ligações foi abordada numa ronda de contactos efectuada no final de Junho pelo aeroporto de Beja e a APTA com alguns dos operadores turísticos holandeses "mais importantes para a região", explica a ANA.
Durante os contactos, os operadores "demonstraram completa abertura para encontrar um modelo de operação" de ligações especiais "com o envolvimento" do aeroporto de Beja e da APTA, refere a ANA.
A "arquitectura" das ligações, explica a empresa, "será sobretudo ditada pela multiplicidade de motivações que levam os holandeses a procurar o Alentejo", ou seja, "utilizando equipamentos adequados à procura e sempre com base em voos directos".
Segundo a ANA, para o aeroporto de Beja e a APTA, o mercado do Benelux, "mais concretamente o da Holanda", é "da maior importância" para afirmar o Alentejo como destino turístico, como atesta o histórico do comportamento daquele mercado, que, nos últimos anos, tem ocupado uma posição "destacada" na procura turística da região.
Por outro lado, o aeroporto de Beja, como nova forma "mais célere e simples" de chegar ao Alentejo, vai permitir uma "optimização da utilização dos recursos turísticos" da região e tem permitido "pôr em marcha operações especiais de promoção" em "mercados prioritários", como a que decorrer no Reino Unido.
De acordo com a ANA, os efeitos da operação de promoção do Alentejo no Reino Unido "já se estão a fazer sentir, com um aumento muito significativo das noites efectuadas pelos ingleses nos hotéis da região desde o início do ano".
Segundo a ANA o aeroporto de Beja e a Agência de Promoção Turística do Alentejo (APTA) consideram que podem vir a ser criadas ligações especiais entre Beja e aeroportos do Benelux, uma união económica e aduaneira que reúne a Bélgica, a Holanda e o Luxemburgo.
As ligações poderão realizar-se "sobretudo fora da época alta da ocupação turística" no Alentejo, para, desta forma, irem "mais ao encontro dos interesses dos empresários regionais e dos operadores turísticos holandeses".
A hipótese das ligações foi abordada numa ronda de contactos efectuada no final de Junho pelo aeroporto de Beja e a APTA com alguns dos operadores turísticos holandeses "mais importantes para a região", explica a ANA.
Durante os contactos, os operadores "demonstraram completa abertura para encontrar um modelo de operação" de ligações especiais "com o envolvimento" do aeroporto de Beja e da APTA, refere a ANA.
A "arquitectura" das ligações, explica a empresa, "será sobretudo ditada pela multiplicidade de motivações que levam os holandeses a procurar o Alentejo", ou seja, "utilizando equipamentos adequados à procura e sempre com base em voos directos".
Segundo a ANA, para o aeroporto de Beja e a APTA, o mercado do Benelux, "mais concretamente o da Holanda", é "da maior importância" para afirmar o Alentejo como destino turístico, como atesta o histórico do comportamento daquele mercado, que, nos últimos anos, tem ocupado uma posição "destacada" na procura turística da região.
Por outro lado, o aeroporto de Beja, como nova forma "mais célere e simples" de chegar ao Alentejo, vai permitir uma "optimização da utilização dos recursos turísticos" da região e tem permitido "pôr em marcha operações especiais de promoção" em "mercados prioritários", como a que decorrer no Reino Unido.
De acordo com a ANA, os efeitos da operação de promoção do Alentejo no Reino Unido "já se estão a fazer sentir, com um aumento muito significativo das noites efectuadas pelos ingleses nos hotéis da região desde o início do ano".
sexta-feira, julho 01, 2011
Bem posto...
Justiça lhe seja feita
in O Insurgente
"Ao contrário do que fazia José Sócrates, Pedro Passos Coelho responde às perguntas que lhe são feitas. Concorde-se ou não com o que homem diz, ao menos ele não trata as pessoas como parvas."
in O Insurgente
quinta-feira, junho 30, 2011
Portugal: Economia paralela vale 33 mil milhões de euros
33 mil milhões de euros, ou seja, 20% do PIB (riqueza nacional produzida anualmente no país) anda à margem da Lei e não paga impostos!
Trata-se de dinheiro que circula à marem da Lei, e que representa um obstáculo ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
Segundo um estudo da consultora AT Kearney e de Friedrich Schneider, da Universidade de Linz na Áustria, para a Visa Europe, apresentado esta quinta-feira, os sectores automóvel, da restauração, transportes, hotelaria, lojas de venda não especializada, e cantinas e catering, são aqueles que, na indústria, mais contribuem para a economia paralela em Portugal.
O valor registado em Portugal anda próximo da média dos países da União Europeia e do Sul da Europa, onde a economia paralela representa mais de 2 biliões de euros, aproximadamente 20% da riqueza produzida na Europa.
De acordo com o estudo, em Portugal 2,5 mil milhões de euros podem ser recuperados com a introdução de medidas que desburocratizem o sistema judicial, agravem as coimas e sentenças relacionadas com a evasão fiscal, dificultem o trabalho e as vendas não declaradas e limitem os pagamentos em dinheiro, no fundo os principais factores da economia paralela em Portugal.
O estudo analisou a estrutura da economia paralela em 12 sectores de actividade económica, em 12 países europeus, incluindo Portugal.
Trata-se de dinheiro que circula à marem da Lei, e que representa um obstáculo ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
Segundo um estudo da consultora AT Kearney e de Friedrich Schneider, da Universidade de Linz na Áustria, para a Visa Europe, apresentado esta quinta-feira, os sectores automóvel, da restauração, transportes, hotelaria, lojas de venda não especializada, e cantinas e catering, são aqueles que, na indústria, mais contribuem para a economia paralela em Portugal.
O valor registado em Portugal anda próximo da média dos países da União Europeia e do Sul da Europa, onde a economia paralela representa mais de 2 biliões de euros, aproximadamente 20% da riqueza produzida na Europa.
De acordo com o estudo, em Portugal 2,5 mil milhões de euros podem ser recuperados com a introdução de medidas que desburocratizem o sistema judicial, agravem as coimas e sentenças relacionadas com a evasão fiscal, dificultem o trabalho e as vendas não declaradas e limitem os pagamentos em dinheiro, no fundo os principais factores da economia paralela em Portugal.
O estudo analisou a estrutura da economia paralela em 12 sectores de actividade económica, em 12 países europeus, incluindo Portugal.
Timor-Leste: Governo quer ter Galp como parceira
Ideia passa por desenvolver a indústria do petróleo na costa sul.
O presidente da Galp disse esta quinta-feira que a petrolífera portuguesa "olha para Timor com rigor, qualidade e ambição" e que os planos para a costa sul do território são uma das razões da deslocação a Díli.
Manuel Ferreira de Oliveira falava à margem da conferência Energia em Timor-Leste, co-organizada pelo Parlamento timorense, pelo Governo de Timor-Leste e pela Galp Energia, que decorre durante dois dias em Díli, em que participam também a Petrobras e a Petrogal Angola, além de autoridades timorenses.
Em causa está o "mega-projeto" do Governo timorense, denominado "Tasi Mane", hoje pormenorizadamente descrito na conferência pelo secretário de Estado dos Recursos Naturais timorense, Alfredo Pires, que visa o desenvolvimento industrial da costa sul, com o sector do petróleo e do gás, escreve a Lusa.
O projecto prevê uma base de fornecimento no Suai, com um porto de mar e aeroporto, um pólo de refinação e indústria petroquímica em Betano, e instalações de liquefacção de gás em Viqueque/Betasso, que tem estado na origem da polémica com a petrolífera australiana Woodside, porque pressupõe a ligação em gasoduto ao campo de exploração conjunta de Sunrise, e a concessionária prefere fazer uma plataforma flutuante para processar o gás.
"Esses projectos estão todos neste momento em gestação e uma das razões pelas quais estamos aqui é para os conhecer e para perceber quais são os planos que Timor tem para a construção do seu futuro e estudá-los. Temos o dever de o fazer porque olhamos para Timor com rigor, com qualidade e com ambição", declarou Manuel Ferreira de Oliveira.
As autoridades timorenses estão especialmente interessadas em ver a Galp envolvida no pólo de Betano, como hoje mesmo admitiu o secretário de Estado dos Recursos Naturais.
"Tive uma conversa com a Galp e depois vamos falar melhor sobre as expectativas que temos. Vamos assinar um memorando de entendimento e esse é um dos assuntos que queremos discutir e é uma das possibilidades em aberto. São questões comerciais e os estudos de viabilidade estão feitos. Agora terá que se decidir quem vai participar, mas haverá sempre preferência às parcerias estratégicas" afirmou.
O presidente da Galp disse esta quinta-feira que a petrolífera portuguesa "olha para Timor com rigor, qualidade e ambição" e que os planos para a costa sul do território são uma das razões da deslocação a Díli.
Manuel Ferreira de Oliveira falava à margem da conferência Energia em Timor-Leste, co-organizada pelo Parlamento timorense, pelo Governo de Timor-Leste e pela Galp Energia, que decorre durante dois dias em Díli, em que participam também a Petrobras e a Petrogal Angola, além de autoridades timorenses.
Em causa está o "mega-projeto" do Governo timorense, denominado "Tasi Mane", hoje pormenorizadamente descrito na conferência pelo secretário de Estado dos Recursos Naturais timorense, Alfredo Pires, que visa o desenvolvimento industrial da costa sul, com o sector do petróleo e do gás, escreve a Lusa.
O projecto prevê uma base de fornecimento no Suai, com um porto de mar e aeroporto, um pólo de refinação e indústria petroquímica em Betano, e instalações de liquefacção de gás em Viqueque/Betasso, que tem estado na origem da polémica com a petrolífera australiana Woodside, porque pressupõe a ligação em gasoduto ao campo de exploração conjunta de Sunrise, e a concessionária prefere fazer uma plataforma flutuante para processar o gás.
"Esses projectos estão todos neste momento em gestação e uma das razões pelas quais estamos aqui é para os conhecer e para perceber quais são os planos que Timor tem para a construção do seu futuro e estudá-los. Temos o dever de o fazer porque olhamos para Timor com rigor, com qualidade e com ambição", declarou Manuel Ferreira de Oliveira.
As autoridades timorenses estão especialmente interessadas em ver a Galp envolvida no pólo de Betano, como hoje mesmo admitiu o secretário de Estado dos Recursos Naturais.
"Tive uma conversa com a Galp e depois vamos falar melhor sobre as expectativas que temos. Vamos assinar um memorando de entendimento e esse é um dos assuntos que queremos discutir e é uma das possibilidades em aberto. São questões comerciais e os estudos de viabilidade estão feitos. Agora terá que se decidir quem vai participar, mas haverá sempre preferência às parcerias estratégicas" afirmou.
quarta-feira, junho 29, 2011
UNESCO Património Português
Campanha de promoção turística do Alentejo gera protestos
O lema da campanha é "Conquista el Alentejo".
A bandeira espanhola hasteada no areal de Tróia que surge nos cartazes da campanha, lançada pela Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo, é um dos motivos da discórdia.
Blogue em Malaca
Descobri por mero acaso este blogue de um habitante em Malaca, orgulhoso da sua herança poruguesa. Interessante vindo de pessoas décadas esquecidas pelas autoridades nacionais.
É delicioso ver o dialecto português que além do inglês com que se escreve no blogue.
Podem visitar em http://santamaria-familia.blogspot.com/
É delicioso ver o dialecto português que além do inglês com que se escreve no blogue.
Podem visitar em http://santamaria-familia.blogspot.com/
Madeira: Santana classificada pela UNESCO como Reserva Mundial da Biosfera
A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) classificou o concelho de Santana, na Madeira, como Reserva Mundial da Biosfera.
A deliberação foi tomada pelo Bureau do Conselho Internacional de Coordenação do Programa “O Homem e a Biosfera”, da UNESCO, mas só será divulgada no final da reunião anual do Comité do Património que decorre até quarta-feira, em Dresden, na Alemanha.
A classificação, já comunicada à Câmara Municipal de Santana (CMS), representa “uma importante distinção para o nosso município e para a nossa região que, uma vez mais, vê reconhecida mundialmente a riqueza do seu património”, sublinhou o presidente da autarquia, Rui Moisés. E, acrescenta, “constitui, por si só, um factor promocional desta localidade “enquanto destino predominantemente turístico e com características e serviços de excelência”.
Esta reserva integra uma componente terrestre, correspondente a toda a superfície emersa do município e ainda uma componente marinha, contendo, no conjunto, uma grande diversidade de valores naturais e humanos, paisagísticos, ambientais e culturais singulares de interesse local, regional, nacional e internacional.
A diversidade natural manifesta-se por uma riqueza faunística e florística que incorpora um alto grau de endemismo e uma representação integral das unidades ecológicas mais relevantes da ilha da Madeira, desde os ecossistemas marinhos e costeiros até à vegetação de altitude, passando pela floresta Laurissilva.
Uma percentagem significativa da área do município possui classificação em termos de protecção, nomeadamente a Reserva Natural da Rocha do Navio (Área Marinha Protegida e Sítio da Rede Natura 2000), o Maciço Montanhoso Central (sítio da Rede Natura 2000) e a Laurissilva (Sítio da Rede Natura 2000 e Património Natural Mundial da UNESCO). Estas áreas correspondem às zonas núcleo da reserva aprovada, reforçando-se, com a classificação como Reserva da Biosfera a contribuição para a conservação e uso sustentável destas espécies e ecossistemas naturais.
Com a classificação de Santana, na Madeira, Portugal passa a ter, assim, seis Reservas da Biosfera, três das quais no arquipélago dos Açores. São elas as ilhas do Corvo, Graciosa e Flores, além da Reserva Natural de Paul de Boquilobo e do Parque Internacional Luso-Galaico Gerês/Xurês.
A deliberação foi tomada pelo Bureau do Conselho Internacional de Coordenação do Programa “O Homem e a Biosfera”, da UNESCO, mas só será divulgada no final da reunião anual do Comité do Património que decorre até quarta-feira, em Dresden, na Alemanha.
A classificação, já comunicada à Câmara Municipal de Santana (CMS), representa “uma importante distinção para o nosso município e para a nossa região que, uma vez mais, vê reconhecida mundialmente a riqueza do seu património”, sublinhou o presidente da autarquia, Rui Moisés. E, acrescenta, “constitui, por si só, um factor promocional desta localidade “enquanto destino predominantemente turístico e com características e serviços de excelência”.
Esta reserva integra uma componente terrestre, correspondente a toda a superfície emersa do município e ainda uma componente marinha, contendo, no conjunto, uma grande diversidade de valores naturais e humanos, paisagísticos, ambientais e culturais singulares de interesse local, regional, nacional e internacional.
A diversidade natural manifesta-se por uma riqueza faunística e florística que incorpora um alto grau de endemismo e uma representação integral das unidades ecológicas mais relevantes da ilha da Madeira, desde os ecossistemas marinhos e costeiros até à vegetação de altitude, passando pela floresta Laurissilva.
Uma percentagem significativa da área do município possui classificação em termos de protecção, nomeadamente a Reserva Natural da Rocha do Navio (Área Marinha Protegida e Sítio da Rede Natura 2000), o Maciço Montanhoso Central (sítio da Rede Natura 2000) e a Laurissilva (Sítio da Rede Natura 2000 e Património Natural Mundial da UNESCO). Estas áreas correspondem às zonas núcleo da reserva aprovada, reforçando-se, com a classificação como Reserva da Biosfera a contribuição para a conservação e uso sustentável destas espécies e ecossistemas naturais.
Com a classificação de Santana, na Madeira, Portugal passa a ter, assim, seis Reservas da Biosfera, três das quais no arquipélago dos Açores. São elas as ilhas do Corvo, Graciosa e Flores, além da Reserva Natural de Paul de Boquilobo e do Parque Internacional Luso-Galaico Gerês/Xurês.
Berlengas vão ser declaradas Reserva da Biosfera
A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) vai fazer esta tarde na Alemanha o anúncio oficial da classificação das ilhas Berlengas como Reserva Mundial da Biosfera.
O processo de candidatura, apresentado pela Câmara Municipal de Peniche (CMP), tinha como objectivos equilibrar as actividades locais com a protecção da biodiversidade. Participaram também neste esforço o Instituto do Ambiente e Desenvolvimento da Universidade de Aveiro, Escola Superior de Tecnologia do Mar, Instituto Politécnico de Leiria e Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB).
Aquando da entrega do processo, a CMP considerou que a distinção das Berlengas seria "o reconhecimento do valor do património natural da Reserva Natural das Berlengas", demonstrando também que há problemas de conservação da natureza e de desenvolvimento do espaço. Com esta candidatura a autarquia pretendia "promover a sustentabilidade ambiental, criando-se uma ligação entre a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento económico".
Quando as Berlengas receberem esta tarde a confirmação oficial, Portugal passará a ter sete Reservas da Biosfera, juntamente com Santana, Paul do Boquilobo, ilhas do Corvo, Graciosa, Flores e Gerês/Xurês.
O anúncio oficial será realizado no final da reunião anual do Comité do Património da UNESCO que termina hoje em Dresden, na Alemanha.
O processo de candidatura, apresentado pela Câmara Municipal de Peniche (CMP), tinha como objectivos equilibrar as actividades locais com a protecção da biodiversidade. Participaram também neste esforço o Instituto do Ambiente e Desenvolvimento da Universidade de Aveiro, Escola Superior de Tecnologia do Mar, Instituto Politécnico de Leiria e Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB).
Aquando da entrega do processo, a CMP considerou que a distinção das Berlengas seria "o reconhecimento do valor do património natural da Reserva Natural das Berlengas", demonstrando também que há problemas de conservação da natureza e de desenvolvimento do espaço. Com esta candidatura a autarquia pretendia "promover a sustentabilidade ambiental, criando-se uma ligação entre a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento económico".
Quando as Berlengas receberem esta tarde a confirmação oficial, Portugal passará a ter sete Reservas da Biosfera, juntamente com Santana, Paul do Boquilobo, ilhas do Corvo, Graciosa, Flores e Gerês/Xurês.
O anúncio oficial será realizado no final da reunião anual do Comité do Património da UNESCO que termina hoje em Dresden, na Alemanha.
sábado, junho 25, 2011
Passos não poupou dinheiro porque o Governo não paga bilhetes na TAP
Os membros do Governo não pagam bilhete na TAP quando viajam em serviço e o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, não poupou dinheiro ao Estado com a sua opção de viajar esta semana para Bruxelas em classe económica.
A TAP não quis falar sobre o assunto.
A informação de que os membros do Governo não pagam bilhetes na transportadora aérea nacional (uma empresa pública) foi avançada pelo Jornal de Negócios (JdeN) e confirmada pelo junto de um membro de um anterior Governo.
Esta prática já vem de longa data, mas a TAP não quis explicá-la. “A TAP não fala sobre viagens dos seus clientes nem sobre as condições que têm ou não têm”, disse o director de comunicação da empresa, António Monteiro.
Todos os membros do Governo, do primeiro-ministro aos secretários de Estado, estão isentos de pagamento das viagens em serviço na TAP (tal como acontece também na CP). No entanto, isso já não acontece com os membros dos seus gabinetes, cujos bilhetes são pagos, mas que normalmente já viajavam em económica. Se houver necessidade de membros do Governo viajarem noutras companhias aéreas, a nova política de Passos Coelho já levará a poupança de verbas.
Na quinta-feira, Passos Coelhos confirmou que ele próprio e todos os restantes membros do Governo viajarão para a Europa sempre em classe económica, para “dar o exemplo”, cumprindo assim uma promessa que tinha feito antes das eleições.
O JdeN contactou o gabinete do primeiro-ministro, onde um assessor não quis comentar o assunto, tendo adiantado que a fuga de informação não partiu do Governo.
Ao pôr os membros do Governo a viajar em económica para os destinos na Europa (não se sabe como será no longo curso), Passos Coelho não poupa directamente dinheiro mas liberta lugares na TAP em classe executiva, onde o preço dos bilhetes é muito superior, podendo por esta via permitir que nalguns casos a empresa venda bilhetes nesta classe que de outro modo estariam indisponíveis.
[Começaram as poupanças...]
A TAP não quis falar sobre o assunto.
A informação de que os membros do Governo não pagam bilhetes na transportadora aérea nacional (uma empresa pública) foi avançada pelo Jornal de Negócios (JdeN) e confirmada pelo junto de um membro de um anterior Governo.
Esta prática já vem de longa data, mas a TAP não quis explicá-la. “A TAP não fala sobre viagens dos seus clientes nem sobre as condições que têm ou não têm”, disse o director de comunicação da empresa, António Monteiro.
Todos os membros do Governo, do primeiro-ministro aos secretários de Estado, estão isentos de pagamento das viagens em serviço na TAP (tal como acontece também na CP). No entanto, isso já não acontece com os membros dos seus gabinetes, cujos bilhetes são pagos, mas que normalmente já viajavam em económica. Se houver necessidade de membros do Governo viajarem noutras companhias aéreas, a nova política de Passos Coelho já levará a poupança de verbas.
Na quinta-feira, Passos Coelhos confirmou que ele próprio e todos os restantes membros do Governo viajarão para a Europa sempre em classe económica, para “dar o exemplo”, cumprindo assim uma promessa que tinha feito antes das eleições.
O JdeN contactou o gabinete do primeiro-ministro, onde um assessor não quis comentar o assunto, tendo adiantado que a fuga de informação não partiu do Governo.
Ao pôr os membros do Governo a viajar em económica para os destinos na Europa (não se sabe como será no longo curso), Passos Coelho não poupa directamente dinheiro mas liberta lugares na TAP em classe executiva, onde o preço dos bilhetes é muito superior, podendo por esta via permitir que nalguns casos a empresa venda bilhetes nesta classe que de outro modo estariam indisponíveis.
[Começaram as poupanças...]
China vai aumentar ajuda a Cabo Verde
O vice-ministro chinês do Comércio, Jiang Yao Ping, afirmou que a China vai aumentar a sua ajuda a Cabo Verde, além de aprofundar a cooperação económica tendo como "plataforma" a região administrativa de Macau.
Jiang Yao Ping falou no início desta tarde aos jornalistas após um encontro com o primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, enquadrado na visita de dois dias que efectua ao arquipélago, acompanhado pelo secretário para a Economia e Finanças do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, Tam Pak Yuen, e por uma delegação empresarial de Macau composta por 40 empresários.
Na audiência com o chefe do governo cabo-verdiano, Jiang Yao Ping afirmou ter trocado impressões sobre a cooperação económica, comercial, política, cultural e no sector da educação entre Pequim e Cidade da Praia.
"Todos nós apostamos muito na cooperação entre a China e Cabo Verde e dentro da nossa disponibilidade o governo da China vai aumentar as doações para o desenvolvimento económico e social de Cabo Verde e também vamos continuar a promover a cooperação de investimentos", disse o vice-ministro chinês.
Jiang Yao Ping avançou ainda que esta visita tem uma vertente de cooperação económica forte, referindo-se à delegação de quarenta empresários de Macau que participam nesta viagem e que deverão promover uma bolsa de contactos com os operadores económicos locais.
"Desta vez chefiamos uma grande delegação empresarial e vamos trocar impressões com empresários locais para identificar novas oportunidades de cooperação para o benefício mútuo. Também apoiamos o investimento chinês em Cabo Verde", garantiu.
Para o governante chinês, o facto de em Macau se falar português e de "haver laços históricos e culturais muito estreitos" com Cabo Verde pode facilitar a plataforma de entendimento.
"Podemos aproveitar esta plataforma desempenhada por Macau para aprofundar a cooperação bilateral", sublinhou.
Durante a sua visita ao arquipélago, o vice-ministro do Comércio da China deverá assinar com Cabo Verde cinco acordos nas áreas de educação, energia solar, água e saúde.
A delegação chinesa parte nesta sexta-feira para a ilha do Sal onde terá oportunidade para fazer uma prospecção turística e visitar alguns empreendimentos turísticos.
Jiang Yao Ping falou no início desta tarde aos jornalistas após um encontro com o primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, enquadrado na visita de dois dias que efectua ao arquipélago, acompanhado pelo secretário para a Economia e Finanças do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, Tam Pak Yuen, e por uma delegação empresarial de Macau composta por 40 empresários.
Na audiência com o chefe do governo cabo-verdiano, Jiang Yao Ping afirmou ter trocado impressões sobre a cooperação económica, comercial, política, cultural e no sector da educação entre Pequim e Cidade da Praia.
"Todos nós apostamos muito na cooperação entre a China e Cabo Verde e dentro da nossa disponibilidade o governo da China vai aumentar as doações para o desenvolvimento económico e social de Cabo Verde e também vamos continuar a promover a cooperação de investimentos", disse o vice-ministro chinês.
Jiang Yao Ping avançou ainda que esta visita tem uma vertente de cooperação económica forte, referindo-se à delegação de quarenta empresários de Macau que participam nesta viagem e que deverão promover uma bolsa de contactos com os operadores económicos locais.
"Desta vez chefiamos uma grande delegação empresarial e vamos trocar impressões com empresários locais para identificar novas oportunidades de cooperação para o benefício mútuo. Também apoiamos o investimento chinês em Cabo Verde", garantiu.
Para o governante chinês, o facto de em Macau se falar português e de "haver laços históricos e culturais muito estreitos" com Cabo Verde pode facilitar a plataforma de entendimento.
"Podemos aproveitar esta plataforma desempenhada por Macau para aprofundar a cooperação bilateral", sublinhou.
Durante a sua visita ao arquipélago, o vice-ministro do Comércio da China deverá assinar com Cabo Verde cinco acordos nas áreas de educação, energia solar, água e saúde.
A delegação chinesa parte nesta sexta-feira para a ilha do Sal onde terá oportunidade para fazer uma prospecção turística e visitar alguns empreendimentos turísticos.
quarta-feira, junho 22, 2011
Portugal "é o sítio certo" para a Embraer, diz presidente para a Europa
A implantação em Évora da Embraer "está a correr muito bem" e "Portugal é o sítio certo para desenvolver os novos projectos" do construtor brasileiro de aviões, afirmou em Paris o presidente da Embraer Europa (EE), Luiz Fernando Fuchs.
"Analisámos vários países e concluímos que Portugal seria o ideal" para implantar as novas fábricas no continente europeu, afirmou Fuchs. O presidente da EE, que participou numa conferência sobre o cluster aeronáutico português no Salão de Le Bourget, a norte de Paris, deu um retrato positivo do processo da construção das duas linhas de montagem da empresa brasileira em Évora.
Fuchs afirmou que a implantação em Portugal acontece numa lógica de globalização da Embraer, que construiu linhas de montagem na China e no Estado da Florida (EUA).
A escolha de Portugal "não foi determinada pelo factor de proximidade cultural, que também é importante, mas pelos factores de incentivos oferecidos pelo país e pela mão-de-obra altamente qualificada que responde às necessidades da Embraer".
As duas fábricas da Embraer perto de Évora, a Embraer Compósitos e a Embraer Metálicas, em terrenos contíguos numa área de 54 mil metros quadrados, estão em construção desde Novembro de 2010.
A linha de montagem ficará pronta em Dezembro de 2011 e a primeira produção está prevista para o segundo semestre de 2012, atingindo a capacidade total no segundo semestre de 2013, ainda segundo Fuchs.
Em Évora, a Embraer vai produzir principalmente componentes de dois aparelhos da aviação executiva, o Legacy 500 e o Legacy 450, estando o primeiro mais avançado, com o protótipo a ser produzido até ao final do ano no Brasil. "O Legacy 500 tem uma procura razoável e todo o equipamento e máquinas estão feitos para esse avião", afirmou.
Entre as várias peças que sairão das duas fábricas da Embraer estão "o aerofoil traseiro, todo o trem traseiro de estabilidade, a empenagem vertical do avião, partes da fuselagem e das asas e vários outros produtos que vão ser feitos em Évora e embarcados para o Brasil".
Em simultâneo com a construção das fábricas, a Embraer está a formar mão-de-obra nas OGMA, de que a empresa brasileira possui 65% do capital, e alguns quadros realizam um ano de formação no Brasil, "para tudo estar pronto quando a produção arrancar em Évora", disse ainda Fuchs.
"Não conheço nenhuma linha de montagem em nenhum país do mundo tão moderna como as fábricas de Évora, que arrancarão com a tecnologia mais moderna que existe actualmente", sublinhou o presidente da Embraer Europa.
O presidente da EE foi um dos participantes num programa organizado pela Aicep Portugal Global (a agência de investimentos e comércio externo portuguesa) ao longo da semana em Le Bourget, para divulgar o cluster aeroespacial português.
Portugal está pela primeira vez representado com um pavilhão próprio num dos mais importantes e mais antigos certames do sector a nível mundial. Ao todo, 36 empresas expõem as suas competências num espaço de 400 metros quadrados.
"Analisámos vários países e concluímos que Portugal seria o ideal" para implantar as novas fábricas no continente europeu, afirmou Fuchs. O presidente da EE, que participou numa conferência sobre o cluster aeronáutico português no Salão de Le Bourget, a norte de Paris, deu um retrato positivo do processo da construção das duas linhas de montagem da empresa brasileira em Évora.
Fuchs afirmou que a implantação em Portugal acontece numa lógica de globalização da Embraer, que construiu linhas de montagem na China e no Estado da Florida (EUA).
A escolha de Portugal "não foi determinada pelo factor de proximidade cultural, que também é importante, mas pelos factores de incentivos oferecidos pelo país e pela mão-de-obra altamente qualificada que responde às necessidades da Embraer".
As duas fábricas da Embraer perto de Évora, a Embraer Compósitos e a Embraer Metálicas, em terrenos contíguos numa área de 54 mil metros quadrados, estão em construção desde Novembro de 2010.
A linha de montagem ficará pronta em Dezembro de 2011 e a primeira produção está prevista para o segundo semestre de 2012, atingindo a capacidade total no segundo semestre de 2013, ainda segundo Fuchs.
Em Évora, a Embraer vai produzir principalmente componentes de dois aparelhos da aviação executiva, o Legacy 500 e o Legacy 450, estando o primeiro mais avançado, com o protótipo a ser produzido até ao final do ano no Brasil. "O Legacy 500 tem uma procura razoável e todo o equipamento e máquinas estão feitos para esse avião", afirmou.
Entre as várias peças que sairão das duas fábricas da Embraer estão "o aerofoil traseiro, todo o trem traseiro de estabilidade, a empenagem vertical do avião, partes da fuselagem e das asas e vários outros produtos que vão ser feitos em Évora e embarcados para o Brasil".
Em simultâneo com a construção das fábricas, a Embraer está a formar mão-de-obra nas OGMA, de que a empresa brasileira possui 65% do capital, e alguns quadros realizam um ano de formação no Brasil, "para tudo estar pronto quando a produção arrancar em Évora", disse ainda Fuchs.
"Não conheço nenhuma linha de montagem em nenhum país do mundo tão moderna como as fábricas de Évora, que arrancarão com a tecnologia mais moderna que existe actualmente", sublinhou o presidente da Embraer Europa.
O presidente da EE foi um dos participantes num programa organizado pela Aicep Portugal Global (a agência de investimentos e comércio externo portuguesa) ao longo da semana em Le Bourget, para divulgar o cluster aeroespacial português.
Portugal está pela primeira vez representado com um pavilhão próprio num dos mais importantes e mais antigos certames do sector a nível mundial. Ao todo, 36 empresas expõem as suas competências num espaço de 400 metros quadrados.
Republicano Tim Pawlenty sob fogo por comentário sobre Portugal
Num debate entre pré-candidatos à nomeação presidencial republicana a 14 de junho, Pawlenty criticou o chefe de Estado Barack Obama por "ver a América como um entre iguais em todo o mundo", quando os Estados Unidos "não são o mesmo que Portugal, o mesmo que a Argentina".
O Conselho Luso-Americano para a Liderança (PALCUS, na sigla em inglês) escreveu ao pré-candidato presidencial republicano Tim Pawlenty protestando contra um comentário "depreciativo" e "ignorante" sobre Portugal e as relações luso-americanas.
"Sentimos que o tom do seu comentário foi depreciativo e mostra ignorância sobre os factos relativos à impressionante história da República Portuguesa, [Não havia história antes da República... ] bem como à forte e constante relação bilateral de que desfruta com os Estados Unidos", afirma a associação, em carta datada de 20 de Junho e divulgada terça-feira.
No domingo, foi a Associação Nacional de Luso-Americanos (NOPA) a escrever a Pawlenty pelo comentário que também qualificou de depreciativo.
"Esperávamos que um candidato para o lugar de Presidente da nossa Nação estivesse mais ciente da importância dos laços bilaterais entre Portugal e os Estados Unidos para o futuro e defesa da América", afirma na carta Francisco Semião, diretor da NOPA.
Tal como a NOPA, a PALCUS apresenta um conjunto de dados sobre as relações entre os dois países e o papel internacional de Portugal, nomeadamente na NATO, para "melhorar a opinião" de Pawlenty sobre o país.
"É um ponto de vista que serve bem qualquer candidato à presidência no campo das relações externas. Por favor, não hesite em contactar-nos se necessitar de quaisquer outros recursos a este respeito", refere a carta divulgada pelo presidente da PALCUS, Fernando Rosa.
O Conselho Luso-Americano para a Liderança (PALCUS, na sigla em inglês) escreveu ao pré-candidato presidencial republicano Tim Pawlenty protestando contra um comentário "depreciativo" e "ignorante" sobre Portugal e as relações luso-americanas.
"Sentimos que o tom do seu comentário foi depreciativo e mostra ignorância sobre os factos relativos à impressionante história da República Portuguesa, [Não havia história antes da República... ] bem como à forte e constante relação bilateral de que desfruta com os Estados Unidos", afirma a associação, em carta datada de 20 de Junho e divulgada terça-feira.
No domingo, foi a Associação Nacional de Luso-Americanos (NOPA) a escrever a Pawlenty pelo comentário que também qualificou de depreciativo.
"Esperávamos que um candidato para o lugar de Presidente da nossa Nação estivesse mais ciente da importância dos laços bilaterais entre Portugal e os Estados Unidos para o futuro e defesa da América", afirma na carta Francisco Semião, diretor da NOPA.
Tal como a NOPA, a PALCUS apresenta um conjunto de dados sobre as relações entre os dois países e o papel internacional de Portugal, nomeadamente na NATO, para "melhorar a opinião" de Pawlenty sobre o país.
"É um ponto de vista que serve bem qualquer candidato à presidência no campo das relações externas. Por favor, não hesite em contactar-nos se necessitar de quaisquer outros recursos a este respeito", refere a carta divulgada pelo presidente da PALCUS, Fernando Rosa.
Empresa finlandesa faz paródia com Portugal em jogo no Facebook
"King of Portugal" é o nome do mais recente jogo da TTUrsas, uma companhia finlandesa que produz aplicações para o Facebook, mas também para o iPhone. Neste jogo, a empresa dá "créditos ilimitados" ao "Rei" de Portugal.
É mais um capítulo na “novela” entre Portugal e a Finlândia. Mas agora, em modo de jogo… Foi lançado no início de Maio, mas só agora começa a ter sucesso no Facebook.
O jogo é uma paródia ao endividamento excessivo de Portugal, através de um “Rei” que tem uma paixão: automóveis. “O rei de Portugal adora os seus carros rápidos, mas não tem dinheiro, só dívidas”, diz a apresentação do jogo.
“Carregue no botão e obtenha uma carrada de dinheiro de outros países da União Europeia e utilize-o para comprar automóveis ainda melhores. Depois desfaça-os. Os créditos são ilimitados”, lê-se na “entrada” do jogo.
O objectivo do jogo é mesmo esse, o de desfazer veículos num percurso a duas dimensões. A tarefa não é fácil. Ganha quem conseguir mais proezas com o veículo, sem antes destruí-lo. Quando o destrói, a seguinte mensagem aparece: “Aqui está um automóvel novo. Consumir é bom para a economia”.
É mais um capítulo na “novela” entre Portugal e a Finlândia. Mas agora, em modo de jogo… Foi lançado no início de Maio, mas só agora começa a ter sucesso no Facebook.
O jogo é uma paródia ao endividamento excessivo de Portugal, através de um “Rei” que tem uma paixão: automóveis. “O rei de Portugal adora os seus carros rápidos, mas não tem dinheiro, só dívidas”, diz a apresentação do jogo.
“Carregue no botão e obtenha uma carrada de dinheiro de outros países da União Europeia e utilize-o para comprar automóveis ainda melhores. Depois desfaça-os. Os créditos são ilimitados”, lê-se na “entrada” do jogo.
O objectivo do jogo é mesmo esse, o de desfazer veículos num percurso a duas dimensões. A tarefa não é fácil. Ganha quem conseguir mais proezas com o veículo, sem antes destruí-lo. Quando o destrói, a seguinte mensagem aparece: “Aqui está um automóvel novo. Consumir é bom para a economia”.
quinta-feira, junho 16, 2011
O conselho de um marreta, por Joge Fiel
in DN
O meu primeiro emprego, algures em 1978, foi na Revisão do Jornal de Notícias. Garantir que não faltava a letra fatídica em palavras perigosas como conta, pedido ou carvalhos não era emprego de sonho para um quartanista de História.
O horário era mau, pois pegava às 20.00, mais ou menos à mesma hora que as minhas amigas e amigos iniciavam com um jantar no Botas ou no Papagaio um programa de noite bem mais sexy que o meu.
E as regras de funcionamento da secção, superiormente estabelecidas pelo chefe - o sr. Almeida, que protegia os punhos com manguitos e adjectivava de "asnáticas" as nossas distracções -, eram péssimas.
Como no ocaso dos agitados 70 os jornais já tinham engrenado a marcha atrás na hora de fecho, por volta das duas da manhã a prova da 1.ª página já estava revista e assinada.
Apesar de não haver mais nada para fazer, só tínhamos ordem de soltura quando batiam as três, pelo que ficávamos todos na conversa mole e a olhar para os ponteiros do relógio da parede.
Na fé religiosa que o sr. Almeida depositava no estrito cumprimento do horário do trabalho não havia espaço para me deixar sair cinco minutos antes da hora, a tempo de apanhar o último autocarro da carreira 1, que partia de Sá da Bandeira às 03.00 e fazia a Marginal até Matosinhos.
Várias vezes lhe impetrei (o sinónimo do verbo pedir que o sr. Almeida preferia usar no dia-a-dia) esse pequeno favor, mas sempre sem sucesso, pelo que não me restava outra hipótese senão transferir para os taxistas o dinheirinho ganho nessa noite - ou então vencer a pé a distância entre Gonçalo Cristóvão e as torres vermelhas da Pasteleira.
Trabalhar na Revisão do JN não foi um emprego de sonho, mas eu mantive-o, até não ser renovado o contrato (quando fui chamado para a tropa), na vã esperança de que ele fosse um atalho rápido para ingressar na Redacção - na verdade não foi, pois só agora, 33 anos depois, me tornei jornalista do JN.
Vem esta recordação a propósito do facto de apenas 7% dos jovens (sub-30) portugueses se sentirem motivados para trabalhar, um dos mais baixos valores encontrados pela GFK numa sondagem realizada em 25 países europeus.
Eu sei que policiar a concordância numa frase é bem melhor que trabalhar num call center. Eu aceito que seja muito aborrecido ser a primeira geração que vai viver pior que a dos seus pais. Eu concordo que é tramado perceber que vão ser frustradas as expectativas num futuro sorridente, construídas numa infância e adolescência fáceis. Mas aviso a autodenominada geração à rasca de que não adianta nada culpar os outros pelos nossos problemas - nem esperar que alguém os vá resolver. O melhor que têm a fazer é começarem já a construir o futuro com os vossos próprios recursos.
O meu primeiro emprego, algures em 1978, foi na Revisão do Jornal de Notícias. Garantir que não faltava a letra fatídica em palavras perigosas como conta, pedido ou carvalhos não era emprego de sonho para um quartanista de História.
O horário era mau, pois pegava às 20.00, mais ou menos à mesma hora que as minhas amigas e amigos iniciavam com um jantar no Botas ou no Papagaio um programa de noite bem mais sexy que o meu.
E as regras de funcionamento da secção, superiormente estabelecidas pelo chefe - o sr. Almeida, que protegia os punhos com manguitos e adjectivava de "asnáticas" as nossas distracções -, eram péssimas.
Como no ocaso dos agitados 70 os jornais já tinham engrenado a marcha atrás na hora de fecho, por volta das duas da manhã a prova da 1.ª página já estava revista e assinada.
Apesar de não haver mais nada para fazer, só tínhamos ordem de soltura quando batiam as três, pelo que ficávamos todos na conversa mole e a olhar para os ponteiros do relógio da parede.
Na fé religiosa que o sr. Almeida depositava no estrito cumprimento do horário do trabalho não havia espaço para me deixar sair cinco minutos antes da hora, a tempo de apanhar o último autocarro da carreira 1, que partia de Sá da Bandeira às 03.00 e fazia a Marginal até Matosinhos.
Várias vezes lhe impetrei (o sinónimo do verbo pedir que o sr. Almeida preferia usar no dia-a-dia) esse pequeno favor, mas sempre sem sucesso, pelo que não me restava outra hipótese senão transferir para os taxistas o dinheirinho ganho nessa noite - ou então vencer a pé a distância entre Gonçalo Cristóvão e as torres vermelhas da Pasteleira.
Trabalhar na Revisão do JN não foi um emprego de sonho, mas eu mantive-o, até não ser renovado o contrato (quando fui chamado para a tropa), na vã esperança de que ele fosse um atalho rápido para ingressar na Redacção - na verdade não foi, pois só agora, 33 anos depois, me tornei jornalista do JN.
Vem esta recordação a propósito do facto de apenas 7% dos jovens (sub-30) portugueses se sentirem motivados para trabalhar, um dos mais baixos valores encontrados pela GFK numa sondagem realizada em 25 países europeus.
Eu sei que policiar a concordância numa frase é bem melhor que trabalhar num call center. Eu aceito que seja muito aborrecido ser a primeira geração que vai viver pior que a dos seus pais. Eu concordo que é tramado perceber que vão ser frustradas as expectativas num futuro sorridente, construídas numa infância e adolescência fáceis. Mas aviso a autodenominada geração à rasca de que não adianta nada culpar os outros pelos nossos problemas - nem esperar que alguém os vá resolver. O melhor que têm a fazer é começarem já a construir o futuro com os vossos próprios recursos.
UE e Guiné-Bissau assinam protocolo no sector das pescas
A União Europeia e a Guiné-Bissau assinaram quarta-feira ao final do dia um protocolo provisório no setor das pescas com duração de um ano, devendo o novo acordo estar finalizado até março de 2012.
"Concluímos as negociações entre a União Europeia e a Guiné-Bissau para a adoção de um novo protocolo que regulamentará o acordo de pescas entre as duas partes a partir de amanhã (quinta-feira)", disse o embaixador da UE em Bissau, Joaquin Gonzalez-Ducay.
Segundo o representante da UE, chegou-se a um "acordo vantajoso para as duas partes".
"Concluímos as negociações entre a União Europeia e a Guiné-Bissau para a adoção de um novo protocolo que regulamentará o acordo de pescas entre as duas partes a partir de amanhã (quinta-feira)", disse o embaixador da UE em Bissau, Joaquin Gonzalez-Ducay.
Segundo o representante da UE, chegou-se a um "acordo vantajoso para as duas partes".
Campeão do mundo do jogo FIFA 2011 é português
Francisco Cruz, um jovem português de 16 anos oriundo da Trofa, sagrou-se, no passado dia 9 de Junho, em Los Angeles, EUA, campeão oficial do FIFA Interactive World Cup, jogo para consolas concebido pela Electronic Arts.
Francisco, que descreve a sua vitória como «mágica», disputou a grande final no Teatro Mayan em Los Angeles, onde derrotou o colombiano Javier Muñoz, por 4-1, tornando-se assim também no mais jovem vencedor deste torneio disputado a nível mundial.
Quanto ao terceiro lugar, ficou na posse de Marcos Azzi, adversário que o português derrotara na primeira meia-final.
A vitória no FIFA Interactive World Cup 2011, que este ano reuniu mais de 900 mil jogadores de todo o mundo, valeu a Francisco Cruz um prémio monetário no valor de 20 000 dólares e uma viagem para duas pessoas para a edição do próximo ano do FIFA Ballon d’Or Gala.
A edição de 2011 foi disputada pelos 24 melhores jogadores do mundo ao longo de seis temporadas marcadas por dez eventos de qualificação, os quais tiveram ainda oportunidade de, após uma viagem de iate que os levou à Marina del Rey, testar, pela primeira vez e em exclusivo, o EA SPORTS™ FIFA 12, antes ainda da sua chegada às lojas no próximo Outono.
Os jogadores foram ainda conduzidos até à E3, onde, naquela que é a maior conferência do mundo sobre jogos, tiveram o privilégio de expressar a sua opinião acerca do jogo da EA Sports, junto do seu criador, David Rutter.
Francisco, que descreve a sua vitória como «mágica», disputou a grande final no Teatro Mayan em Los Angeles, onde derrotou o colombiano Javier Muñoz, por 4-1, tornando-se assim também no mais jovem vencedor deste torneio disputado a nível mundial.
Quanto ao terceiro lugar, ficou na posse de Marcos Azzi, adversário que o português derrotara na primeira meia-final.
A vitória no FIFA Interactive World Cup 2011, que este ano reuniu mais de 900 mil jogadores de todo o mundo, valeu a Francisco Cruz um prémio monetário no valor de 20 000 dólares e uma viagem para duas pessoas para a edição do próximo ano do FIFA Ballon d’Or Gala.
A edição de 2011 foi disputada pelos 24 melhores jogadores do mundo ao longo de seis temporadas marcadas por dez eventos de qualificação, os quais tiveram ainda oportunidade de, após uma viagem de iate que os levou à Marina del Rey, testar, pela primeira vez e em exclusivo, o EA SPORTS™ FIFA 12, antes ainda da sua chegada às lojas no próximo Outono.
Os jogadores foram ainda conduzidos até à E3, onde, naquela que é a maior conferência do mundo sobre jogos, tiveram o privilégio de expressar a sua opinião acerca do jogo da EA Sports, junto do seu criador, David Rutter.
terça-feira, junho 14, 2011
Investimento luso em Angola chega através da Holanda
O investimento luso domina no sector não petrolífero angolano, interesse que nem a crise abalou. Mas hoje tem outras portas de entrada: Holanda e paraísos fiscais.
Portugal detém a maior quota do investimento privado estrangeiro em Angola no sector não petrolífero. Uma tendência que, segundo os dados da Agência Nacional para o Investimento Privado (ANIP), se mantém desde 2006 e que faz deste "parceiro estratégico um importante apoio à diversificação da economia angolana".
Nos últimos cinco anos, o investimento português somou mais de 1,4 mil milhões de dólares, mais de 65% do investimento privado com origem nos países estratégicos para Angola (Brasil, EUA e China). O montante do investimento luso só é ultrapassado pelo angolano (2,5 mil milhões).
Mesmo a crise que abalou o Mundo há dois anos, ou os atrasos nos pagamentos às empresas por parte do Estado, não abalaram significativamente o investimento privado luso. As maiores quebras de interesse, entre 2009 e 2010, foram registadas pelo Brasil (92%), EUA (52%) e a China (0,45%).
Os dados da ANIP mostram que África do Sul, Holanda, Ilhas Virgens Britânicas e Maurícias têm, desde 2006, vindo a apostar consistentemente em Angola. Num primeiro olhar, o país neste que mais surpreende é a Holanda.
Segundo fontes do mercado, o crescimento do investimento com origem neste país, assim como nos paraísos fiscais, tem uma explicação: algum investimento angolano e muito do português está a ser realizado através daqueles países. É o caso da participação da portuguesa ZON na angolana ZAP, realizada através de uma empresa sediada na Holanda. Segundo as mesmas fontes, os investimentos da Sonae em Angola também vão ser realizados através da Holanda.
Portugal detém a maior quota do investimento privado estrangeiro em Angola no sector não petrolífero. Uma tendência que, segundo os dados da Agência Nacional para o Investimento Privado (ANIP), se mantém desde 2006 e que faz deste "parceiro estratégico um importante apoio à diversificação da economia angolana".
Nos últimos cinco anos, o investimento português somou mais de 1,4 mil milhões de dólares, mais de 65% do investimento privado com origem nos países estratégicos para Angola (Brasil, EUA e China). O montante do investimento luso só é ultrapassado pelo angolano (2,5 mil milhões).
Mesmo a crise que abalou o Mundo há dois anos, ou os atrasos nos pagamentos às empresas por parte do Estado, não abalaram significativamente o investimento privado luso. As maiores quebras de interesse, entre 2009 e 2010, foram registadas pelo Brasil (92%), EUA (52%) e a China (0,45%).
Os dados da ANIP mostram que África do Sul, Holanda, Ilhas Virgens Britânicas e Maurícias têm, desde 2006, vindo a apostar consistentemente em Angola. Num primeiro olhar, o país neste que mais surpreende é a Holanda.
Segundo fontes do mercado, o crescimento do investimento com origem neste país, assim como nos paraísos fiscais, tem uma explicação: algum investimento angolano e muito do português está a ser realizado através daqueles países. É o caso da participação da portuguesa ZON na angolana ZAP, realizada através de uma empresa sediada na Holanda. Segundo as mesmas fontes, os investimentos da Sonae em Angola também vão ser realizados através da Holanda.
quinta-feira, junho 09, 2011
NATO: Presidente da República confessa ter "alguma pena" por Portugal ter perdido comando de "nível superior"
O Presidente da República confessou hoje ter "alguma pena" por Portugal ter perdido o comando de "nível superior" da NATO mas sublinhou que a negociação feita para a sua substituição por um comando operacional marítimo "dignifica o esforço" do país.
"Tenho alguma pena como todos os outros que perderam comandos têm, que tenha saído de Oeiras este comando de nível superior", reconheceu o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas à entrada para um almoço no Conservatório Regional de Castelo Branco, inserido no programa de comemorações do 10 de Junho.
Lembrando que Portugal é apenas um entre um entre 28 membros da NATO e que as negociações para se chegar a um consenso foram "difíceis e muito demoradas", Cavaco Silva salientou que o resultado a que se chegou "dignifica o esforço" que Portugal fez.
"Tenho alguma pena como todos os outros que perderam comandos têm, que tenha saído de Oeiras este comando de nível superior", reconheceu o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, em declarações aos jornalistas à entrada para um almoço no Conservatório Regional de Castelo Branco, inserido no programa de comemorações do 10 de Junho.
Lembrando que Portugal é apenas um entre um entre 28 membros da NATO e que as negociações para se chegar a um consenso foram "difíceis e muito demoradas", Cavaco Silva salientou que o resultado a que se chegou "dignifica o esforço" que Portugal fez.
quarta-feira, junho 08, 2011
Privatizações
Não vos vou falar como técnico, como não sou; e até sem conhecimento de causa. Vou-vos simplesmente dar uma opinião, talvez insustentada acerca das privatizações possíveis e em muitos casos desejáveis, a fazer pelo estado português.
PT - Não faz sentido continuar com golden shares nem afins. Esta é uma empresa que faz parte do mercado, existe alguma concorrência e há que dispensar monolitismos.
EDP - Outro caso em que o estado nada deve ter a ver como accionista. Neste caso havendo um monopólio natural, mesmo sendo uma entidade privada tem de ter um contrato firme e bem delineado nos seus limites como serviço público que é. Há portanto ue dar meios e poderes a uma entidade reguladora que seja eficaz e forte.
Àguas de Portugal - O mesmo que o caso acima. Assim sendo é óbvio que a água em si não é um recurso privatizável mas a sua exploração pode ser contratualizável em prazos razoáveis e com controlo de entidades reguladoras.
CTT - outro caso que o estado nada tem que lá estar. Mais uma vez há sim que estabelecer claramente e com pesadas punições para as infrações o que é o regime de serviço público e os mínimos que tem de garantir
Empresas de Transportes - Neste caso haverá mais complexidade, ainda assim a verdade é que temos transportes pouco competitivos, senão vejamos que fica praticamente o mesmo preço ir de lisboa ao porto de carro ou comboio. Depois temos filhos e enteados, como normalmente acontece o estado governa Lisboa, os transportes em cidades como Coimbra não recebem um tostão furado do poder central. Terá de haver uma enorme reestruturação dos modelos e dar preferência ao modelo privatizado.
RTP e LUSA - Acho que faz todo o sentido existir um serviço público de televisão e de rádio. Não nos moldes como está hoje em que a RTP1 é na prática uma televisão com programação privada a concorrer deslealmente. Ou muda para um serviço público na realidade ou privatize-se o canal. RTP 2 e afins acredito que se devem manter. A LUSA faz de facto serviço público embora tenha sido instrumentalizada de mais pelo último governo. Ainda assim é o serviço que dá rosto e possibilidade a serem conhecidas outro tipo de notícias normalmente esquecidas pelos órgão nacionais. É de facto um órgão de próximidade às realidades locais. Daí acreditar que é um erro privatizar esse serviço.
TAP - Parece-me terceiro mundista um estado ter uma companhia aérea
ANA - Mais uma vez sendo um monopólio natural há que existir uma contratualização com estado em prazos razoáveis e serviços públicos bem definidos.
CGD - Outro caso em que acredito que não seria benéfico existir um abandono do estado deste banco. Isto porque mesmo acreditando num estado sobretudo regulador, a CGD pode ser um instrumento de intervenção na economia mais ágil que qualquer outro que passe por um processo regulatório ou legislativo. Essa capacidade de intervir directamente na economia pode ser importante em determinados casos daí a minha posição.
De facto é dificil seguir este rumo, onde se repostariam então o boys dos aparelhos dos partido?
PT - Não faz sentido continuar com golden shares nem afins. Esta é uma empresa que faz parte do mercado, existe alguma concorrência e há que dispensar monolitismos.
EDP - Outro caso em que o estado nada deve ter a ver como accionista. Neste caso havendo um monopólio natural, mesmo sendo uma entidade privada tem de ter um contrato firme e bem delineado nos seus limites como serviço público que é. Há portanto ue dar meios e poderes a uma entidade reguladora que seja eficaz e forte.
Àguas de Portugal - O mesmo que o caso acima. Assim sendo é óbvio que a água em si não é um recurso privatizável mas a sua exploração pode ser contratualizável em prazos razoáveis e com controlo de entidades reguladoras.
CTT - outro caso que o estado nada tem que lá estar. Mais uma vez há sim que estabelecer claramente e com pesadas punições para as infrações o que é o regime de serviço público e os mínimos que tem de garantir
Empresas de Transportes - Neste caso haverá mais complexidade, ainda assim a verdade é que temos transportes pouco competitivos, senão vejamos que fica praticamente o mesmo preço ir de lisboa ao porto de carro ou comboio. Depois temos filhos e enteados, como normalmente acontece o estado governa Lisboa, os transportes em cidades como Coimbra não recebem um tostão furado do poder central. Terá de haver uma enorme reestruturação dos modelos e dar preferência ao modelo privatizado.
RTP e LUSA - Acho que faz todo o sentido existir um serviço público de televisão e de rádio. Não nos moldes como está hoje em que a RTP1 é na prática uma televisão com programação privada a concorrer deslealmente. Ou muda para um serviço público na realidade ou privatize-se o canal. RTP 2 e afins acredito que se devem manter. A LUSA faz de facto serviço público embora tenha sido instrumentalizada de mais pelo último governo. Ainda assim é o serviço que dá rosto e possibilidade a serem conhecidas outro tipo de notícias normalmente esquecidas pelos órgão nacionais. É de facto um órgão de próximidade às realidades locais. Daí acreditar que é um erro privatizar esse serviço.
TAP - Parece-me terceiro mundista um estado ter uma companhia aérea
ANA - Mais uma vez sendo um monopólio natural há que existir uma contratualização com estado em prazos razoáveis e serviços públicos bem definidos.
CGD - Outro caso em que acredito que não seria benéfico existir um abandono do estado deste banco. Isto porque mesmo acreditando num estado sobretudo regulador, a CGD pode ser um instrumento de intervenção na economia mais ágil que qualquer outro que passe por um processo regulatório ou legislativo. Essa capacidade de intervir directamente na economia pode ser importante em determinados casos daí a minha posição.
De facto é dificil seguir este rumo, onde se repostariam então o boys dos aparelhos dos partido?
Democracia portuguesa está "a envelhecer" - Frank Carlucci
O antigo embaixador norte-americano em Portugal no pós-25 de Abril, Frank Carlucci, considerou hoje que a actual situação política e económica do país é um sinal de que a "democracia portuguesa está a envelhecer". "É verdade que o país está a atravessar um período económico extremamente difícil, situação que também está a acontecer nos Estados Unidos. Temos que encontrar uma forma para encontrar a prosperidade e estou confiante de que ambos vamos conseguir", disse Carlucci.
O antigo diplomata, que foi também diretor-adjunto da CIA no final dos anos 1970, afirmou que, se não saírem desta situação, "os problemas vão tomar conta" dos dois países, deixando-os "numa situação caótica".
O antigo diplomata, que foi também diretor-adjunto da CIA no final dos anos 1970, afirmou que, se não saírem desta situação, "os problemas vão tomar conta" dos dois países, deixando-os "numa situação caótica".
Guiné-Bissau mantém progresso económico satisfatório - FMI
O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a Guiné-Bissau, o brasileiro Paulo Drummond, disse hoje que o progresso económico continua a ser satisfatório no país.
"A nossa avaliação inicial é que o progresso continua a ser satisfatório, tanto no desempenho fiscal, como na implementação das medidas de reformas económicas", afirmou o responsável aos jornalistas depois de um encontro com o primeiro-ministro.
Paulo Drummond remeteu para quinta-feira mais informações sobre a missão do FMI à Guiné-Bissau para avaliar o desempenho económico do Governo e as reformas estruturais num encontro a realizar com os jornalistas.
[E a essencial questão política continua por resolver...]
"A nossa avaliação inicial é que o progresso continua a ser satisfatório, tanto no desempenho fiscal, como na implementação das medidas de reformas económicas", afirmou o responsável aos jornalistas depois de um encontro com o primeiro-ministro.
Paulo Drummond remeteu para quinta-feira mais informações sobre a missão do FMI à Guiné-Bissau para avaliar o desempenho económico do Governo e as reformas estruturais num encontro a realizar com os jornalistas.
[E a essencial questão política continua por resolver...]
Iberia inicia em setembro voos diretos Madrid-Luanda
A companhia área espanhola Iberia anunciou hoje que a partir de 30 de setembro passará a realizar dois voos semanais diretos, à segunda e sexta-feira, entre Madrid e Luanda.
Em comunicado a companhia aérea explica que os horários dos voos, que partem de Madrid durante a noite, permitirão aos passageiros «procedentes de Lisboa e do Porto continuar para Luanda com uma breve escala em Madrid».
Os voos serão realizados em Airbus A340/300, o que permite o transporte mensal de cerca de 3.000 passageiros, segundo o comunicado.
[Isto na altura em que a Troika veio apressar a venda ao desbarato - quem vende a correr, normalmente vende sempre mal - da TAP, companhia aérea de bandeira portuguesa.]
Em comunicado a companhia aérea explica que os horários dos voos, que partem de Madrid durante a noite, permitirão aos passageiros «procedentes de Lisboa e do Porto continuar para Luanda com uma breve escala em Madrid».
Os voos serão realizados em Airbus A340/300, o que permite o transporte mensal de cerca de 3.000 passageiros, segundo o comunicado.
[Isto na altura em que a Troika veio apressar a venda ao desbarato - quem vende a correr, normalmente vende sempre mal - da TAP, companhia aérea de bandeira portuguesa.]
NATO: Portugal perde Comando de Oeiras
Os ministros da Defesa da NATO reúnem-se hoje e amanhã em Bruxelas para debater os principais desafios da organização, num encontro que ficará marcado pela apresentação e discussão da nova estrutura de comandos militares. Na reunião da Aliança Atlântica, onde, do lado português, vão estar o ainda ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, e o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), general Luís Araújo, serão também discutidas a operação na Líbia, no Afeganistão e as relações com a Rússia.
Ao final do dia, num jantar no quartel-general da NATO, em Bruxelas, o secretário-geral da organização apresentará a proposta da nova estrutura de comandos e agências aos governantes dos países aliados, cabendo a Oeiras acolher uma 'task force' da Marinha norte-americana, desaparecendo o comando conjunto que lá esteve localizado nos últimos anos.
Para Portugal virá ainda a Escola de Sistemas de Comunicação e Informações da NATO, que agora está sediada perto de Roma, mantendo-se ainda o Centro de Lições Aprendidas e Análise Conjunta (JALLC, em inglês), em Monsanto.
Para além dos comandos militares, a Aliança pretende uma redução substancial das suas estruturas militares e ao nível dos recursos humanos, de 13 mil para 8950 pessoas.
Ao longo do processo, a diplomacia portuguesa empenhou-se activamente na batalha para tentar garantir um estatuto de relevo ao comando de Oeiras, chegando a dizer, pela voz do ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, que Portugal inviabilizaria qualquer reforma da estrutura da NATO que o excluísse.
Na última semana, o ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, deslocou-se a Bruxelas para se reunir com o secretário-geral da Aliança e debater o assunto, tendo estado também em Washington no final de março para argumentar junto do secretário da Defesa norte-americano, Robert Gates, que a instabilidade e conflitos no mundo árabe aumenta a importância de Oeiras.
[Constata-se finalmente que o peso internacional do ministro era nulo. Já aqui tínhamos adiantado que temíamos esta secundarização de Portugal, o que infelizmente veio a acontecer.]
Ao final do dia, num jantar no quartel-general da NATO, em Bruxelas, o secretário-geral da organização apresentará a proposta da nova estrutura de comandos e agências aos governantes dos países aliados, cabendo a Oeiras acolher uma 'task force' da Marinha norte-americana, desaparecendo o comando conjunto que lá esteve localizado nos últimos anos.
Para Portugal virá ainda a Escola de Sistemas de Comunicação e Informações da NATO, que agora está sediada perto de Roma, mantendo-se ainda o Centro de Lições Aprendidas e Análise Conjunta (JALLC, em inglês), em Monsanto.
Para além dos comandos militares, a Aliança pretende uma redução substancial das suas estruturas militares e ao nível dos recursos humanos, de 13 mil para 8950 pessoas.
Ao longo do processo, a diplomacia portuguesa empenhou-se activamente na batalha para tentar garantir um estatuto de relevo ao comando de Oeiras, chegando a dizer, pela voz do ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, que Portugal inviabilizaria qualquer reforma da estrutura da NATO que o excluísse.
Na última semana, o ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, deslocou-se a Bruxelas para se reunir com o secretário-geral da Aliança e debater o assunto, tendo estado também em Washington no final de março para argumentar junto do secretário da Defesa norte-americano, Robert Gates, que a instabilidade e conflitos no mundo árabe aumenta a importância de Oeiras.
[Constata-se finalmente que o peso internacional do ministro era nulo. Já aqui tínhamos adiantado que temíamos esta secundarização de Portugal, o que infelizmente veio a acontecer.]
terça-feira, junho 07, 2011
Comemorações do 10 de Junho: PR condecora Ferreira Leite e ex-CEMA Melo Gomes
O Presidente da República vai condecorar no Dia de Portugal a antiga ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite e o ex-chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA) almirante Melo Gomes, numa lista onde se contam 35 personalidades e instituições.
A antiga governante e ex-presidente do PSD e o antigo chefe militar, que abandonou a função de CEMA em 2010, irão ser agraciados com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo.
A Presidência da República divulgou hoje a lista das condecorações a serem atribuídas na cerimónia oficial das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, que este ano tem lugar em Castelo Branco.
A antiga governante e ex-presidente do PSD e o antigo chefe militar, que abandonou a função de CEMA em 2010, irão ser agraciados com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo.
A Presidência da República divulgou hoje a lista das condecorações a serem atribuídas na cerimónia oficial das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, que este ano tem lugar em Castelo Branco.
Universidades de língua portuguesa querem "Erasmus lusófono"
As instituições de ensino superior dos países lusófonos estão a estudar a criação de um programa de mobilidade que deverá ficar definido no XXI encontro da Associação de Universidades de Língua Portuguesa (AULP) que começou hoje, em Bragança.
Mais de 400 académicos dos oito países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da região de Macau estão reunidos, durante quatro dias, no Nordeste Transmontano, para discutirem novas formas de cooperação.
A ideia da criação de um programa que seja uma espécie de “Erasmus lusófono” já vem de encontros anteriores e o presidente da AULP, Clélio Diniz Campolina, espera reunir agora condições para avançar. Alguns dos países da CPLP já têm individualmente programas de mobilidade, mas a ideia da AULP é “ampliar e incentivar o intercâmbio que já existe” com uma acção concertada.
Segundo aquele responsável, o programa envolverá recursos financeiros na ordem dos cinco milhões de euros para apoiar a mobilidade de 1500 estudantes e professores, em cinco anos.
Mais de 400 académicos dos oito países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da região de Macau estão reunidos, durante quatro dias, no Nordeste Transmontano, para discutirem novas formas de cooperação.
A ideia da criação de um programa que seja uma espécie de “Erasmus lusófono” já vem de encontros anteriores e o presidente da AULP, Clélio Diniz Campolina, espera reunir agora condições para avançar. Alguns dos países da CPLP já têm individualmente programas de mobilidade, mas a ideia da AULP é “ampliar e incentivar o intercâmbio que já existe” com uma acção concertada.
Segundo aquele responsável, o programa envolverá recursos financeiros na ordem dos cinco milhões de euros para apoiar a mobilidade de 1500 estudantes e professores, em cinco anos.
segunda-feira, junho 06, 2011
terça-feira, maio 24, 2011
Vinhos portugueses à conquista da China
Os vinhos portugueses estão a conquistar terreno na China.
No ano passado a exportação de vinhos portugueses para aquele país cresceu 93% em valor e mais de 140% em volume.
Em Hong Kong são 50 as empresas a representar os vinhos portugueses. E os eventos a promover este produto nacional estão a ter muito sucesso na China. Ainda no dia 18 realizou-se em Shangai uma prova de vinhos portugueses organizada pela ViniPortugal.
Com o objectivo de fortalecer uma imagem sólida e de prestígio dos vinhos portugueses no mercado chinês estiveram no local 30 produtores portugueses.
“A ViniPortugal pretende aumentar a notoriedade e o conhecimento dos vinhos de Portugal junto dos profissionais do sector deste país”, refere Miguel Nora, Area Manager para a Ásia.
No ano passado a exportação de vinhos portugueses para aquele país cresceu 93% em valor e mais de 140% em volume.
Em Hong Kong são 50 as empresas a representar os vinhos portugueses. E os eventos a promover este produto nacional estão a ter muito sucesso na China. Ainda no dia 18 realizou-se em Shangai uma prova de vinhos portugueses organizada pela ViniPortugal.
Com o objectivo de fortalecer uma imagem sólida e de prestígio dos vinhos portugueses no mercado chinês estiveram no local 30 produtores portugueses.
“A ViniPortugal pretende aumentar a notoriedade e o conhecimento dos vinhos de Portugal junto dos profissionais do sector deste país”, refere Miguel Nora, Area Manager para a Ásia.
Seguros vão ser explicados aos portugueses
O Instituto de Seguros de Portugal, o Banco de Portugal e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários vão participar na concepção de um Plano Nacional de Formação Financeira que prevê a melhoria dos conhecimentos dos portugueses em diversos assuntos relacionados com finanças pessoais.
O plano foi recentemente aprovado pelo Conselho Nacional de Supervisores Financeiros e deverá contribuir para elevar o nível de conhecimentos financeiros da população, de forma que os portugueses estejam mais bem preparados para adoptar comportamentos financeiros adequados à crescente complexidade e diversidade dos produtos financeiros actualmente disponibilizados no mercado, evitando a propagação de situações de investimento em produtos inadequados ao seu perfil de risco e também situações de sobreendividamento das famílias, sabendo-se já que muitos destes casos estão associados a falta de conhecimento sobre os produtos financeiros contratados.
Mais informações em:
http://www.oje.pt/m--seguro/noticias/seguros-vao-ser-explicados-aos-portugueses
O plano foi recentemente aprovado pelo Conselho Nacional de Supervisores Financeiros e deverá contribuir para elevar o nível de conhecimentos financeiros da população, de forma que os portugueses estejam mais bem preparados para adoptar comportamentos financeiros adequados à crescente complexidade e diversidade dos produtos financeiros actualmente disponibilizados no mercado, evitando a propagação de situações de investimento em produtos inadequados ao seu perfil de risco e também situações de sobreendividamento das famílias, sabendo-se já que muitos destes casos estão associados a falta de conhecimento sobre os produtos financeiros contratados.
Mais informações em:
http://www.oje.pt/m--seguro/noticias/seguros-vao-ser-explicados-aos-portugueses
China dá a Moçambique equipamento militar avaliado em 1 milhão de euros
O Governo da China anunciou um apoio de 1 milhão de euros em equipamento militar às Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), no quadro de um protocolo assinado em 2009 relativo à assistência militar gratuita.
Há dois anos a República Popular da China assegurou conceder assistência militar no âmbito de um acordo rubricado com o Governo moçambicano, em Pequim, capital chinesa.
Ao abrigo do memorando, as autoridades chinesas comprometeram-se a disponibilizar, este ano, 2,3 milhões de euros para dar assistência, adquirir equipamento para o bloco operatório do Hospital Militar de Maputo e alojar as tropas das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.
No rol das doações agora feitas às FADM constam botas, fardamentos e mantas.
A cerimónia de entrega do equipamento foi testemunhada pelo ministro da Defesa de Moçambique, Filipe Nyusi, e o embaixador da República Popular da China em Maputo, Huang Fu.
O embaixador da China em Maputo considerou que o auxílio demonstra as "relações históricas de amizade" entre os dois países, assinalando, por isso, que "a China tem toda a vontade de apoiar Moçambique na sua causa de desenvolvimento económico e social".
O titular da pasta da Defesa de Moçambique agradeceu o apoio da China, lembrando que "este apoio será valorizado".
"Este investimento não é belicista, mas para poder assegurar a tranquilidade de um povo, para poder garantir o crescimento e desenvolvimento de Moçambique", disse Nyusi.
Há dois anos a República Popular da China assegurou conceder assistência militar no âmbito de um acordo rubricado com o Governo moçambicano, em Pequim, capital chinesa.
Ao abrigo do memorando, as autoridades chinesas comprometeram-se a disponibilizar, este ano, 2,3 milhões de euros para dar assistência, adquirir equipamento para o bloco operatório do Hospital Militar de Maputo e alojar as tropas das Forças Armadas de Defesa de Moçambique.
No rol das doações agora feitas às FADM constam botas, fardamentos e mantas.
A cerimónia de entrega do equipamento foi testemunhada pelo ministro da Defesa de Moçambique, Filipe Nyusi, e o embaixador da República Popular da China em Maputo, Huang Fu.
O embaixador da China em Maputo considerou que o auxílio demonstra as "relações históricas de amizade" entre os dois países, assinalando, por isso, que "a China tem toda a vontade de apoiar Moçambique na sua causa de desenvolvimento económico e social".
O titular da pasta da Defesa de Moçambique agradeceu o apoio da China, lembrando que "este apoio será valorizado".
"Este investimento não é belicista, mas para poder assegurar a tranquilidade de um povo, para poder garantir o crescimento e desenvolvimento de Moçambique", disse Nyusi.
IEFP ignora circular de Novembro e limpa 164 mil inscritos dos ficheiros
Nova norma ainda não entrou em vigor por falta de aplicação informática embora esta rubrica tenha tido um orçamento de 9,1 milhões de euros.
Uma circular publicada em Novembro do ano passado obriga os centros de emprego a contabilizar pelo menos mais cerca de 164 mil pessoas nas estatísticas do desemprego publicadas mensalmente por aquele organismo. Isto faria subir para 804 mil os que procuram emprego em Portugal, em vez dos 640,3 mil contabilizados em Março.
Além destas 164 mil pessoas, há mais quase 80 mil que foram varridas dos ficheiros do Instituto de Emprego e Formação Profissional entre Janeiro e Março por não terem comparecido às chamadas bimensais. Estes números globais são, por ora, confidenciais e apenas divulgados nas reuniões do conselho de administração, onde têm assento os parceiros sociais. Porém, uma circular interna de Novembro que ainda não é aplicada alertou os serviços para a obrigatoriedade de contabilizarem de uma forma mais clara os inscritos no instituto.
As regras comunitárias de contabilização do desemprego nos centros de emprego, e que agora têm de ser seguidas em Portugal, obrigam a esta maior transparência na divulgação dos dados. Isto significa que os 163,6 mil frequentadores das políticas activas de emprego têm de ser divulgados em conjunto com o número de desempregados ou candidatos a emprego divulgados mensalmente pelo IEFP. Sendo assim, aos 640 392 inscritos nos centros de emprego em Março deveriam ter sido somados os 163,6 mil frequentadores de políticas activas de emprego, o que daria um total de 803,9 mil inscritos no IEFP. Se a este montante somássemos os 27 mil desempregados que não comparecem duas vezes por mês à chamada do IEFP, o valor ainda seria mais alto: 830,9 mil.
A percentagem destes desempregados que não comparecem às chamadas do IEFP ainda é relativamente baixa face ao total de pessoas que se inscreveram nos centros de emprego de Janeiro a Março, entre 3,5% e 4%, mas tem vindo a aumentar sucessivamente. Em Janeiro, o número era de 25,6 mil, em Fevereiro de 26,9 mil e em Março de 27 mil.
A culpa é da informática
A nova norma comunitária ainda não entrou em vigor em Portugal "por falta de uma aplicação informática", disse uma fonte do IEFP, realçando que "as aplicações que limpam os ficheiros prevalecem sobre as que o tornam mais transparente". Em 2010 foram inscritos 9,1 milhões de euros para informática no orçamento daquele organismo, montante que foi reforçado este ano em 13,9%, para 10,4 milhões de euros.
A circular normativa em causa, de 17 de Novembro, define como utentes todos os utilizadores, singulares ou colectivos, com mais de 16 anos, que se candidatem a quaisquer das prestações disponíveis nos centros de emprego. O mesmo documento esclarece que todos os centros de emprego devem quantificar como candidatos a pedidos de emprego os desempregados à procura do primeiro ou de um novo emprego, os empregados que querem mudar de trabalho, os ocupados em formação profissional, estágio ou qualquer outra medida activa de emprego e ainda os indisponíveis temporariamente (grávida e pessoas a receber subsídio de doença, por exemplo).
O que acontece é que actualmente são somente contabilizados os inscritos no IEFP disponíveis para ser contratados nos 15 dias anteriores à entrada de um pedido de emprego. Eliminam-se assim os ocupados e os temporariamente indisponíveis - para além dos desistentes, que nem sequer são referidos na nova forma de contabilizar o desemprego.
O desemprego registado terá ainda de incluir num futuro próximo os candidatos que anteriormente se encontravam na situação de inactivos, como estudantes ou pessoas que se ocupavam de tarefas domésticas, os reformados que procuram emprego tendo capacidade para trabalhar e os pensionistas por invalidez ou outras pessoas portadoras de uma incapacidade que desejam trabalhar, desde que não se encontrem afectados por incapacidade absoluta para o trabalho.
Uma circular publicada em Novembro do ano passado obriga os centros de emprego a contabilizar pelo menos mais cerca de 164 mil pessoas nas estatísticas do desemprego publicadas mensalmente por aquele organismo. Isto faria subir para 804 mil os que procuram emprego em Portugal, em vez dos 640,3 mil contabilizados em Março.
Além destas 164 mil pessoas, há mais quase 80 mil que foram varridas dos ficheiros do Instituto de Emprego e Formação Profissional entre Janeiro e Março por não terem comparecido às chamadas bimensais. Estes números globais são, por ora, confidenciais e apenas divulgados nas reuniões do conselho de administração, onde têm assento os parceiros sociais. Porém, uma circular interna de Novembro que ainda não é aplicada alertou os serviços para a obrigatoriedade de contabilizarem de uma forma mais clara os inscritos no instituto.
As regras comunitárias de contabilização do desemprego nos centros de emprego, e que agora têm de ser seguidas em Portugal, obrigam a esta maior transparência na divulgação dos dados. Isto significa que os 163,6 mil frequentadores das políticas activas de emprego têm de ser divulgados em conjunto com o número de desempregados ou candidatos a emprego divulgados mensalmente pelo IEFP. Sendo assim, aos 640 392 inscritos nos centros de emprego em Março deveriam ter sido somados os 163,6 mil frequentadores de políticas activas de emprego, o que daria um total de 803,9 mil inscritos no IEFP. Se a este montante somássemos os 27 mil desempregados que não comparecem duas vezes por mês à chamada do IEFP, o valor ainda seria mais alto: 830,9 mil.
A percentagem destes desempregados que não comparecem às chamadas do IEFP ainda é relativamente baixa face ao total de pessoas que se inscreveram nos centros de emprego de Janeiro a Março, entre 3,5% e 4%, mas tem vindo a aumentar sucessivamente. Em Janeiro, o número era de 25,6 mil, em Fevereiro de 26,9 mil e em Março de 27 mil.
A culpa é da informática
A nova norma comunitária ainda não entrou em vigor em Portugal "por falta de uma aplicação informática", disse uma fonte do IEFP, realçando que "as aplicações que limpam os ficheiros prevalecem sobre as que o tornam mais transparente". Em 2010 foram inscritos 9,1 milhões de euros para informática no orçamento daquele organismo, montante que foi reforçado este ano em 13,9%, para 10,4 milhões de euros.
A circular normativa em causa, de 17 de Novembro, define como utentes todos os utilizadores, singulares ou colectivos, com mais de 16 anos, que se candidatem a quaisquer das prestações disponíveis nos centros de emprego. O mesmo documento esclarece que todos os centros de emprego devem quantificar como candidatos a pedidos de emprego os desempregados à procura do primeiro ou de um novo emprego, os empregados que querem mudar de trabalho, os ocupados em formação profissional, estágio ou qualquer outra medida activa de emprego e ainda os indisponíveis temporariamente (grávida e pessoas a receber subsídio de doença, por exemplo).
O que acontece é que actualmente são somente contabilizados os inscritos no IEFP disponíveis para ser contratados nos 15 dias anteriores à entrada de um pedido de emprego. Eliminam-se assim os ocupados e os temporariamente indisponíveis - para além dos desistentes, que nem sequer são referidos na nova forma de contabilizar o desemprego.
O desemprego registado terá ainda de incluir num futuro próximo os candidatos que anteriormente se encontravam na situação de inactivos, como estudantes ou pessoas que se ocupavam de tarefas domésticas, os reformados que procuram emprego tendo capacidade para trabalhar e os pensionistas por invalidez ou outras pessoas portadoras de uma incapacidade que desejam trabalhar, desde que não se encontrem afectados por incapacidade absoluta para o trabalho.
Portugal vai perdoar dívida guineense equivalente a 77 M€
As autoridades portuguesas vão perdoar a dívida de 108 milhões de dólares (77 milhões de euros) que a Guiné-Bissau deve ao país, disse hoje o ministro das Finanças guineense, José Mário Vaz.
"Tivemos um encontro com o secretário de Estado do Orçamento português em que falámos sobre este assunto. Portugal já disse claramente que vai alinhar-se com a decisão dos credores do Clube de Paris", afirmou Mário Vaz
Segundo o ministro guineense, aquela posição "significa que a dívida de 108 milhões de dólares com Portugal será perdoada".
[Magnânimos com o dinheiro dos outros...]
"Tivemos um encontro com o secretário de Estado do Orçamento português em que falámos sobre este assunto. Portugal já disse claramente que vai alinhar-se com a decisão dos credores do Clube de Paris", afirmou Mário Vaz
Segundo o ministro guineense, aquela posição "significa que a dívida de 108 milhões de dólares com Portugal será perdoada".
[Magnânimos com o dinheiro dos outros...]
Portugueses querem emigrar para a Suécia
Crise a quanto obrigas? Portugueses procuram novas perspetivas de trabalho na Suécia, nas áreas da enfermagem, cozinha e tecnologias de informação.
A procura por oportunidades de trabalho fora de Portugal levou hoje dezenas de pessoas ao Dia da Suécia no Porto, organizado pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) através da rede EURES.
O evento contou com a presença de dez conselheiros suecos que procuraram informar e esclarecer os participantes portugueses sobre as possibilidades de emprego naquele país escandinavo com crescentes lacunas em áreas como a enfermagem, a cozinha e as tecnologias de informação.
"Temos sentido mais procura nos serviços do dia a dia", revelou Ana Margarida Silva, da equipa de apoio à gestão da EURES, uma rede de apoio à mobilidade entre países europeus que tem 25 conselheiros em Portugal no âmbito do IEFP.
Ana Margarida Silva estima que haja entre 30 a 40 aberturas disponíveis no Dia da Suécia, algumas das quais com mais do que uma vaga, em empresas como a Sony Ericsson ou a RIM (a companhia que desenvolve os BlackBerry).
Domínio da língua inglesa é fundamental
Pela quinta vez no Porto, mas pela primeira em colaboração com a EURES, esteve Micael Gustafson, presidente do 'cluster' de Tecnologias de Informação da região de Oresund (área transfronteiriça entre a Dinamarca e a Suécia), para quem "a mentalidade portuguesa é um bocado semelhante à escandinava" devido ao tamanho dos dois países em termos de população e ao bom inglês que possuem.
Vânia Lamas, licenciada em informática, tem 24 anos e entrada garantida num mestrado em informática da saúde na Suécia, mas visitou o CACE Cultural, onde decorreu o Dia da Suécia, para estabelecer contactos num país onde o clima e a cultura são o que mais a atrai.
"Não me interessa nem o país nem a área de trabalho cá [em Portugal]", afirmou João Santos, 43 anos e formado em engenharia química, tendo já passado pelos Emirados Árabes Unidos e estando mais uma vez à procura de sair do país.
Sara Barros e Paulo Meira têm 27 anos e estão juntos há dez. Apesar de empregados na área de formação sentem que "falta qualquer coisa" que passa pela saída do país, e se há altura para "fazer alguma loucura é agora".
3500 já receberam apoio
Desde que começaram em 2007, os dias de promoção do emprego em países europeus específicos já receberam 3.500 pessoas, disse Ana Margarida Silva, que recebem apoio personalizado da parte de responsáveis portugueses e estrangeiros sobre como melhor procurar trabalho e aumentar as perspectivas fora do país.
No primeiro trimestre de 2011, segundo dados do IEFP, inscreveram-se 1.700 candidatos interessados em trabalhar em países europeus, havendo um total de 25 mil inscritos que partilham essa vontade.
O IEFP destaca como as principais razões que chamam a atenção dos empregadores europeus para os trabalhadores portugueses o seu nível de inglês, a boa preparação académica, a capacidade para resolver problemas e a "facilidade de adaptação a novas culturas".
Até ao final de maio decorrem, ainda, os dias de Espanha (dia 27 em Faro e Loulé) e até junho vão ter lugar os dias da Alemanha e da Noruega.
A procura por oportunidades de trabalho fora de Portugal levou hoje dezenas de pessoas ao Dia da Suécia no Porto, organizado pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) através da rede EURES.
O evento contou com a presença de dez conselheiros suecos que procuraram informar e esclarecer os participantes portugueses sobre as possibilidades de emprego naquele país escandinavo com crescentes lacunas em áreas como a enfermagem, a cozinha e as tecnologias de informação.
"Temos sentido mais procura nos serviços do dia a dia", revelou Ana Margarida Silva, da equipa de apoio à gestão da EURES, uma rede de apoio à mobilidade entre países europeus que tem 25 conselheiros em Portugal no âmbito do IEFP.
Ana Margarida Silva estima que haja entre 30 a 40 aberturas disponíveis no Dia da Suécia, algumas das quais com mais do que uma vaga, em empresas como a Sony Ericsson ou a RIM (a companhia que desenvolve os BlackBerry).
Domínio da língua inglesa é fundamental
Pela quinta vez no Porto, mas pela primeira em colaboração com a EURES, esteve Micael Gustafson, presidente do 'cluster' de Tecnologias de Informação da região de Oresund (área transfronteiriça entre a Dinamarca e a Suécia), para quem "a mentalidade portuguesa é um bocado semelhante à escandinava" devido ao tamanho dos dois países em termos de população e ao bom inglês que possuem.
Vânia Lamas, licenciada em informática, tem 24 anos e entrada garantida num mestrado em informática da saúde na Suécia, mas visitou o CACE Cultural, onde decorreu o Dia da Suécia, para estabelecer contactos num país onde o clima e a cultura são o que mais a atrai.
"Não me interessa nem o país nem a área de trabalho cá [em Portugal]", afirmou João Santos, 43 anos e formado em engenharia química, tendo já passado pelos Emirados Árabes Unidos e estando mais uma vez à procura de sair do país.
Sara Barros e Paulo Meira têm 27 anos e estão juntos há dez. Apesar de empregados na área de formação sentem que "falta qualquer coisa" que passa pela saída do país, e se há altura para "fazer alguma loucura é agora".
3500 já receberam apoio
Desde que começaram em 2007, os dias de promoção do emprego em países europeus específicos já receberam 3.500 pessoas, disse Ana Margarida Silva, que recebem apoio personalizado da parte de responsáveis portugueses e estrangeiros sobre como melhor procurar trabalho e aumentar as perspectivas fora do país.
No primeiro trimestre de 2011, segundo dados do IEFP, inscreveram-se 1.700 candidatos interessados em trabalhar em países europeus, havendo um total de 25 mil inscritos que partilham essa vontade.
O IEFP destaca como as principais razões que chamam a atenção dos empregadores europeus para os trabalhadores portugueses o seu nível de inglês, a boa preparação académica, a capacidade para resolver problemas e a "facilidade de adaptação a novas culturas".
Até ao final de maio decorrem, ainda, os dias de Espanha (dia 27 em Faro e Loulé) e até junho vão ter lugar os dias da Alemanha e da Noruega.
segunda-feira, maio 23, 2011
São Tomé e Príncipe: Governo inicia negociações com Oranto Petroleum e participada da PT
O governo sãotomense e a empresa nigeriana Oranto Petroleum iniciam dentro de "duas semanas" negociações para o contrato de partilha de produção do bloco 3 da Zona Económica Exclusiva (ZEE), leiloado em março do ano passado, disse hoje à Lusa uma fonte da Agência Nacional de Petróleo são-tomense (ANP).
Em março do ano passado o governo sãotomense colocou em leilão sete blocos de petróleo da sua ZEE. Quatro empresas entre as seis que concorreram ganharam, mas em comunicado distribuído no dia 4 deste mês, as autoridades adjudicaram apenas um dos blocos, o bloco 3 à empresa nigeriana Oranto Petroleum.
A decisão foi tomada pelo conselho de ministros, publicada com data de 2 de maio. O bloco número 3, atribuído a Oranto Petroleum tem uma superfície de 4,228 quilómetros quadrados e o governo são-tomense considera a empresa nigeriana "uma companhia com operações desde 1991 e com uma presença ativa em vários blocos do Golfo da Guiné e na África Ocidental".
Noutro âmbito, o governo de São Tomé, a Africatel e a Companhia são-tomense de Telecomunicações (CST), controlada pela Portugal Telecom (PT) assinaram hoje um acordo para a constituição de uma entidade gestora do cabo submarino denominada STP CABO.
O vice-presidente da PT, Luís Pacheco, considerou que a adesão da companhia são-tomense de telecomunicações a este projeto de fibra óptica "é um dos maiores investimentos e provavelmente o maior realizado por uma empresa são-tomense".
Este é "o maior projecto global em que São Tomé e Príncipe está neste momento envolvido, estimado em cerca de 700 milhões de dólares", explicou.
Em março do ano passado o governo sãotomense colocou em leilão sete blocos de petróleo da sua ZEE. Quatro empresas entre as seis que concorreram ganharam, mas em comunicado distribuído no dia 4 deste mês, as autoridades adjudicaram apenas um dos blocos, o bloco 3 à empresa nigeriana Oranto Petroleum.
A decisão foi tomada pelo conselho de ministros, publicada com data de 2 de maio. O bloco número 3, atribuído a Oranto Petroleum tem uma superfície de 4,228 quilómetros quadrados e o governo são-tomense considera a empresa nigeriana "uma companhia com operações desde 1991 e com uma presença ativa em vários blocos do Golfo da Guiné e na África Ocidental".
Noutro âmbito, o governo de São Tomé, a Africatel e a Companhia são-tomense de Telecomunicações (CST), controlada pela Portugal Telecom (PT) assinaram hoje um acordo para a constituição de uma entidade gestora do cabo submarino denominada STP CABO.
O vice-presidente da PT, Luís Pacheco, considerou que a adesão da companhia são-tomense de telecomunicações a este projeto de fibra óptica "é um dos maiores investimentos e provavelmente o maior realizado por uma empresa são-tomense".
Este é "o maior projecto global em que São Tomé e Príncipe está neste momento envolvido, estimado em cerca de 700 milhões de dólares", explicou.
Postos espanhóis vendem bidões para combustíveis
Até os residentes longe da fronteira já vão abastecer-se a Espanha.
Se antes uma viagem até Espanha servia para atestar a viatura de combustíval, hoje, os consumidores portugueses vão ainda mais longe e utilizam o passeio, ainda, para encherem bidões de gasolina nos postos espanhóis ou comprarem garrafas de gás, além de outros produtos espanhóis.
Se antes uma viagem até Espanha servia para atestar a viatura de combustíval, hoje, os consumidores portugueses vão ainda mais longe e utilizam o passeio, ainda, para encherem bidões de gasolina nos postos espanhóis ou comprarem garrafas de gás, além de outros produtos espanhóis.
quinta-feira, maio 19, 2011
Xanana Gusmão considerado obstáculo para a democracia
A presidência da República de Timor-Leste expressou esta quinta-feira a sua indignação com o retrato feito num documento interno da missão das Nações Unidas (ONU) que aponta o primeio-ministro Xanana Gusmão como um obstáculo ao regime constitucional.
A nota do gabinete da Presidência refere "indignação com a inaceitável pseudo-análise inventada por um burocrata da UNMIT referindo-se à liderança do primeiro-ministro Xanana Gusmão".
"Ninguém neste país, ou na região, está mais empenhado do que o primeiro-ministro Xanana Gusmão na democracia, no primado da lei e na paz", sublinha a Presidência timorense. O gabinete da Presidência reage assim a pareceres de elementos da missão da ONU em Timor-Leste (UNMIT), que apontam o executivo e em especial o primeiro-ministro como um obstáculo à acção da ONU no desenvolvimento do regime constitucional.
Já na quarta-feira, em comunicado distribuído à imprensa, a UNMIT clarificou que o texto em causa "não constitui um documento oficial" daquela missão das Nações Unidas. "Não representa o ponto de vista oficial da UNMIT. A posição oficial da UNMIT e da sua liderança pode ser vista na sua página na Internet. A UNMIT tem canais próprios para comunicar directamente as suas posições ao Governo de Timor-Leste, e fá-lo numa base regular", conclui o comunicado.
O documento interno que suscitou a reação crítica do Presidente José Ramos-Horta, do qual o jornal Tempo Semanal obteve uma cópia, foi divulgado há dois dias e nele pode-se ler que "o executivo, especialmente o primeiro-ministro, procura mais e mais poder em detrimento do Parlamento e do poder judicial".
Na reação, o gabinete da Presidência da República de Timor-Leste afirma que "a família da ONU em Timor-Leste inclui indivíduos de diferentes nacionalidades, com diferentes qualificações académicas e profissionais, e uma grande maioria deles não fala o idioma local e dificilmente se misturam com Timor-Leste".
Prossegue dizendo que "assim, depois de anos de serviço aqui, ainda sabem muito pouco sobre este país" e "por isso são perdoáveis algumas das pseudo-análise que fazem sobre Timor-Leste".
[De certeza que o relatório mente... Quem quiser perceber e falar verdade sobre Timor leia o artigo de Pedro Rosa Mendes, de Novembro de 2008, em que aquele jornalista afirma que o país
é "insustentável". E pensar que os amigos de Xanana e a Internacional Socialista venderam ao resto do mundo uma imagem dele como poeta... Fizeram bem o seu papel junto da comunidade internacional. Agora, não se queixem.]
A nota do gabinete da Presidência refere "indignação com a inaceitável pseudo-análise inventada por um burocrata da UNMIT referindo-se à liderança do primeiro-ministro Xanana Gusmão".
"Ninguém neste país, ou na região, está mais empenhado do que o primeiro-ministro Xanana Gusmão na democracia, no primado da lei e na paz", sublinha a Presidência timorense. O gabinete da Presidência reage assim a pareceres de elementos da missão da ONU em Timor-Leste (UNMIT), que apontam o executivo e em especial o primeiro-ministro como um obstáculo à acção da ONU no desenvolvimento do regime constitucional.
Já na quarta-feira, em comunicado distribuído à imprensa, a UNMIT clarificou que o texto em causa "não constitui um documento oficial" daquela missão das Nações Unidas. "Não representa o ponto de vista oficial da UNMIT. A posição oficial da UNMIT e da sua liderança pode ser vista na sua página na Internet. A UNMIT tem canais próprios para comunicar directamente as suas posições ao Governo de Timor-Leste, e fá-lo numa base regular", conclui o comunicado.
O documento interno que suscitou a reação crítica do Presidente José Ramos-Horta, do qual o jornal Tempo Semanal obteve uma cópia, foi divulgado há dois dias e nele pode-se ler que "o executivo, especialmente o primeiro-ministro, procura mais e mais poder em detrimento do Parlamento e do poder judicial".
Na reação, o gabinete da Presidência da República de Timor-Leste afirma que "a família da ONU em Timor-Leste inclui indivíduos de diferentes nacionalidades, com diferentes qualificações académicas e profissionais, e uma grande maioria deles não fala o idioma local e dificilmente se misturam com Timor-Leste".
Prossegue dizendo que "assim, depois de anos de serviço aqui, ainda sabem muito pouco sobre este país" e "por isso são perdoáveis algumas das pseudo-análise que fazem sobre Timor-Leste".
[De certeza que o relatório mente... Quem quiser perceber e falar verdade sobre Timor leia o artigo de Pedro Rosa Mendes, de Novembro de 2008, em que aquele jornalista afirma que o país
é "insustentável". E pensar que os amigos de Xanana e a Internacional Socialista venderam ao resto do mundo uma imagem dele como poeta... Fizeram bem o seu papel junto da comunidade internacional. Agora, não se queixem.]
segunda-feira, maio 16, 2011
Holanda ultrapassou Portugal como maior investidor privado europeu em Angola
Portugal foi ultrapassado, em 2010, pela Holanda como o país da União Europeia que mais investimento privado fez em Angola, revelou hoje o presidente da Agência Nacional angolana para o Investimento Privado (ANIP).
“Portugal foi até ao ano passado o país da União Europeia que mais investiu (em Angola), mas em 2010 foi ultrapassado pela Holanda”, referiu Aguinaldo Jaime.
O presidente da ANIP acredita que isto se deve “a razões de conjuntura da economia portuguesa”, adiantando que a desaceleração do investimento português, ainda assim, “não foi muito acentuada”.
Embora não tendo presentes os números por cada mercado, Aguinaldo Jaime sublinhou que “Portugal continua a ter uma presença importante no leque dos investidores privados em Angola”.
No global, o investimento privado em Angola não foi afetado pela conjuntura internacional, disse ainda este responsável angolano, sustentando que os números lhe dão razão para acreditar que “as crises são também janelas de oportunidades”.
Em 2008, o valor total dos novos investimentos, fora do sector mineral da economia (exploração petrolífera e de minérios, nomeadamente diamantes, estão fora das competências da ANIP) foi de 1,2 mil milhões de dólares, em 2009 subiu para 1,8 mil milhões de dólares, e em 2010, atingiu os 2,4 mil milhões de dólares, revelou o presidente da ANIP.
“Mesmo quando os efeitos da crise foram mais duramente sentidos em Angola, em 2009, mesmo aí, não se fizeram sentir no que se refere a investimentos privados novos, que continuaram a crescer”, sublinhou.
Quanto à diversificação geográfica dos investimentos, nomeadamente de projectos com capital português, o presidente da ANIP adiantou que já se nota mas “não ainda com um nível satisfatório”.
Luanda continua a absorver uma boa parte do investimento privado, mas assiste-se já “a algum investimento em algumas províncias, e não apenas nas províncias do litoral como Benguela, mas também Malange, Huíla, Cabinda, e até algumas províncias do norte, como o Zaire”, referiu.
Questionado sobre as dificuldades de pagamento que o Estado angolano teve no ano passado, Aguinaldo Jaime disse que estão ultrapassados e Angola vai poder continuar a “honrar as suas obrigações como sempre fez”.
“Portugal foi até ao ano passado o país da União Europeia que mais investiu (em Angola), mas em 2010 foi ultrapassado pela Holanda”, referiu Aguinaldo Jaime.
O presidente da ANIP acredita que isto se deve “a razões de conjuntura da economia portuguesa”, adiantando que a desaceleração do investimento português, ainda assim, “não foi muito acentuada”.
Embora não tendo presentes os números por cada mercado, Aguinaldo Jaime sublinhou que “Portugal continua a ter uma presença importante no leque dos investidores privados em Angola”.
No global, o investimento privado em Angola não foi afetado pela conjuntura internacional, disse ainda este responsável angolano, sustentando que os números lhe dão razão para acreditar que “as crises são também janelas de oportunidades”.
Em 2008, o valor total dos novos investimentos, fora do sector mineral da economia (exploração petrolífera e de minérios, nomeadamente diamantes, estão fora das competências da ANIP) foi de 1,2 mil milhões de dólares, em 2009 subiu para 1,8 mil milhões de dólares, e em 2010, atingiu os 2,4 mil milhões de dólares, revelou o presidente da ANIP.
“Mesmo quando os efeitos da crise foram mais duramente sentidos em Angola, em 2009, mesmo aí, não se fizeram sentir no que se refere a investimentos privados novos, que continuaram a crescer”, sublinhou.
Quanto à diversificação geográfica dos investimentos, nomeadamente de projectos com capital português, o presidente da ANIP adiantou que já se nota mas “não ainda com um nível satisfatório”.
Luanda continua a absorver uma boa parte do investimento privado, mas assiste-se já “a algum investimento em algumas províncias, e não apenas nas províncias do litoral como Benguela, mas também Malange, Huíla, Cabinda, e até algumas províncias do norte, como o Zaire”, referiu.
Questionado sobre as dificuldades de pagamento que o Estado angolano teve no ano passado, Aguinaldo Jaime disse que estão ultrapassados e Angola vai poder continuar a “honrar as suas obrigações como sempre fez”.
Vinhos do Alentejo à prova num hotel de Luanda
Vinhos de 18 produtores do Alentejo vão estar à prova quinta-feira num hotel em Luanda, Angola, por profissionais de hotelaria e restauração, importadores, imprensa e público em geral, revelou hoje a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA).
Segundo a CVRA, Angola é o segundo principal destino de exportação dos vinhos do Alentejo, que são "líderes de vendas" em Portugal, e esta é mais uma prova de vinhos do Alentejo que decorre naquele país africano.
Das 15:00 às 18:00, a prova de vinhos do Alentejo vai estar disponível, no hotel Trópico, em exclusivo para convidados, profissionais de hotelaria e restauração, importadores e imprensa.
Vinhos de 18 produtores do Alentejo vão estar à prova quinta-feira num hotel em Luanda, Angola, por profissionais de hotelaria e restauração, importadores, imprensa e público em geral, revelou hoje a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA).
Segundo a CVRA, Angola é o segundo principal destino de exportação dos vinhos do Alentejo, que são "líderes de vendas" em Portugal, e esta é mais uma prova de vinhos do Alentejo que decorre naquele país africano.
Das 15:00 às 18:00, a prova de vinhos do Alentejo vai estar disponível, no hotel Trópico, em exclusivo para convidados, profissionais de hotelaria e restauração, importadores e imprensa.
Língua Portuguesa ensinada em universidade indonésia
Uma universidade indonésia, a PGRI, vai avançar com a criação de um programa de ensino de Língua Portuguesa em Timor Ocidental, anunciou hoje o seu vice-reitor, Titus Bureni.
"A razão fundamental para abrir o ensino de Língua Portuguesa na nossa Universidade é a facilidade de comunicação com Timor-Leste", disse o reitor.
"Timor-leste e o Timor ocidental da Indonésia estão no mesmo arquipélago e as comunicações são importantes para um bom entendimento", justificou.
"A razão fundamental para abrir o ensino de Língua Portuguesa na nossa Universidade é a facilidade de comunicação com Timor-Leste", disse o reitor.
"Timor-leste e o Timor ocidental da Indonésia estão no mesmo arquipélago e as comunicações são importantes para um bom entendimento", justificou.
Timor: MNE prepara participação timorense na força ONU Líbano
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Zacarias da Costa, foi recebido em Beirute pelo Presidente Michel Sulayman, com quem abordou a participação timorense nas forças de paz da ONU.
De acordo com uma nota informativa do Ministério dos Negócios Estrangeiros timorense hoje divulgada, o ministro foi recebido no sábado no palácio presidencial pelo general Sulayman, tendo sido abordada a participação de 14 militares timorenses das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) no contingente português da Missão de Manutenção Internacional de Paz da ONU (UNIFIL).
O Líbano irá acolher em novembro deste ano um primeiro grupo de militares timorenses, que participa no contingente português da UNIFIL.
De acordo com uma nota informativa do Ministério dos Negócios Estrangeiros timorense hoje divulgada, o ministro foi recebido no sábado no palácio presidencial pelo general Sulayman, tendo sido abordada a participação de 14 militares timorenses das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) no contingente português da Missão de Manutenção Internacional de Paz da ONU (UNIFIL).
O Líbano irá acolher em novembro deste ano um primeiro grupo de militares timorenses, que participa no contingente português da UNIFIL.
quinta-feira, maio 12, 2011
Maria José Morgado: "Decisores políticos devem responder civil e criminalmente pelos seus actos"
A procuradora-geral adjunta defende que as auditorias do Tribunal de Contas chegam tarde e não são suficientes. A investigação criminal em Portugal, sustenta, "ainda não saiu dos cuidados paliativos".
“Qualquer decisor político, qualquer gestor, devia ter a noção de ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos”, defendeu hoje Maria José Morgado na conferência “Portugal 2011, O Estado da Nação”, promovida pelo Correio da Manhã.
A procuradora-geral adjunta sustenta que “existe previsão legal de responsabilização financeira, não tem é sido concretizada. O Tribunal de Contas tem belíssimas auditorias, mas depois falta sempre a responsabilização”. E as próprias auditorias, lamenta, chegam “sempre depois, e era bom que chegassem antes”.
“Temos uma justiça penal nos cuidados paliativos, tal como o País”, sintetiza Maria José Morgado, tanto que “cria-se aqui um espaço em que já ninguém responde por nada”.
A directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa afirma que “sai mais caro a todos não investir na investigação criminal”. “Somos dependentes do governo e das políticas criminais, que quando não são praticadas, conduzem a um maior desperdício. Há uma falta de ousadia, falta de organização e falta de adaptação aos novos fenómenos criminais e o resultado é uma organização que potencia a impunidade”, conclui.
[Palavras para quê...]
“Qualquer decisor político, qualquer gestor, devia ter a noção de ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos”, defendeu hoje Maria José Morgado na conferência “Portugal 2011, O Estado da Nação”, promovida pelo Correio da Manhã.
A procuradora-geral adjunta sustenta que “existe previsão legal de responsabilização financeira, não tem é sido concretizada. O Tribunal de Contas tem belíssimas auditorias, mas depois falta sempre a responsabilização”. E as próprias auditorias, lamenta, chegam “sempre depois, e era bom que chegassem antes”.
“Temos uma justiça penal nos cuidados paliativos, tal como o País”, sintetiza Maria José Morgado, tanto que “cria-se aqui um espaço em que já ninguém responde por nada”.
A directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa afirma que “sai mais caro a todos não investir na investigação criminal”. “Somos dependentes do governo e das políticas criminais, que quando não são praticadas, conduzem a um maior desperdício. Há uma falta de ousadia, falta de organização e falta de adaptação aos novos fenómenos criminais e o resultado é uma organização que potencia a impunidade”, conclui.
[Palavras para quê...]
terça-feira, maio 10, 2011
Amorim Revestimentos fecha acordo na China
A Amorim Revestimentos, subsidiária da Corticeira Amorim, fechou um acordo com a maior sociedade retalhista da China, especializada em revestimentos de cortiça, com o objetivo de reforçar a presença naquele mercado.
"Ao longo de 2011, a Corticeira Amorim, que exporta mais de 95% sua produção, continuará a reforçar a aposta nas mais importantes economias do mundo, privilegiando aquelas que evidenciam um forte potencial de crescimento", afirmou hoje o presidente da Corticeira Amorim.
No dia em que o grupo anunciou um aumento em 20,3% do resultado líquido, para 5,1 milhões de euros, António Rios de Amorim anunciou o acordo da Amorim Revestimentos com a Hi-Step, um importante distribuidor de revestimentos na China, que prevê a distribuição exclusiva dos revestimentos Wicanders no país.
"Ao longo de 2011, a Corticeira Amorim, que exporta mais de 95% sua produção, continuará a reforçar a aposta nas mais importantes economias do mundo, privilegiando aquelas que evidenciam um forte potencial de crescimento", afirmou hoje o presidente da Corticeira Amorim.
No dia em que o grupo anunciou um aumento em 20,3% do resultado líquido, para 5,1 milhões de euros, António Rios de Amorim anunciou o acordo da Amorim Revestimentos com a Hi-Step, um importante distribuidor de revestimentos na China, que prevê a distribuição exclusiva dos revestimentos Wicanders no país.
segunda-feira, maio 09, 2011
Católica é a única portuguesa entre as 50 melhores "business schools" do mundo
Voltou a cair, mas a Católica continua a ser a única "business school" portuguesa a figurar entre as 50 melhores do mundo.
O ranking do Financial Times distingue também as escolas da Faculdade Nova e do Porto, no 64º e 65º lugares, respectivamente. É a primeira vez que três escolas portuguesas surgem nestas tabelas.
Segundo o jornal britânico, a escola da Católica é a 45ª melhor do mundo na formação destinada a executivos, o que corresponde a uma descida de dois lugares em relação à classificação obtida no ano passado, que ficara cinco lugares aquém da obtida em 2009. Na mesma tabela, figura, pela primeira vez, a escola de negócios da Universidade do Porto (no 65º lugar).
A Católica surge ainda na 54ª posição entre os cursos de inscrição aberta, ranking em que, por sua vez, se encontra também a escola de negócios da Universidade Nova, no 64º lugar.
“Estamos muito orgulhosos de, pelo 5º ano consecutivo, estarmos entre as 50 melhores escolas do mundo e sermos a 4ª escola no mercado ibérico. Este resultado consolida a nossa reputação internacional como a escola líder em Portugal para a Formação de Executivos”, diz Fátima Barros, directora da Católica-Lisbon School of Business & Economics
Nuno de Sousa Pereira, Dean da Eescola de Gestão do Porto (EGP), ligada à Universidade da cidade, congratula-se, por seu lado, com a entrada directa nesta lista do FT, ainda que para o 65º e último lugar. “Estamos muito satisfeitos com a nossa entrada, à primeira tentativa, neste Ranking que nos permite reforçar a nossa estratégia de internacionalização”, afirma.
Brasil com salto para o 3º lugar
No ranking dos programas de formação à medida destinados a executivos, a liderança permanece nas mãos da Duke Corporation Education, que tem escolas nos Estados Unidos, África do Sul, Reino Unido e Índia.
O segundo posto permanece também com a École des Hautes Études Commerciales (HEC) de Paris. A grande surpresa é a subida exponencial do Brasil, que tem agora três escolas de negócios entre as 50 melhores do mundo. A Fundação Dom Cabral, que figura agora como a terceira melhor “business school” do mundo, quando no ano passado estava em 8º lugar e no ano anterior em 16º. Nesta lista, segue-se Harvard e a espanhola Esade, que surge empatada com a suíça IMD.
Nos cursos de inscrição aberta, a liderança está agora com a espanhola Iese, seguindo-se as norte-americanas Harvard e Thunderbird e a suíça IMD.
O ranking do Financial Times distingue também as escolas da Faculdade Nova e do Porto, no 64º e 65º lugares, respectivamente. É a primeira vez que três escolas portuguesas surgem nestas tabelas.
Segundo o jornal britânico, a escola da Católica é a 45ª melhor do mundo na formação destinada a executivos, o que corresponde a uma descida de dois lugares em relação à classificação obtida no ano passado, que ficara cinco lugares aquém da obtida em 2009. Na mesma tabela, figura, pela primeira vez, a escola de negócios da Universidade do Porto (no 65º lugar).
A Católica surge ainda na 54ª posição entre os cursos de inscrição aberta, ranking em que, por sua vez, se encontra também a escola de negócios da Universidade Nova, no 64º lugar.
“Estamos muito orgulhosos de, pelo 5º ano consecutivo, estarmos entre as 50 melhores escolas do mundo e sermos a 4ª escola no mercado ibérico. Este resultado consolida a nossa reputação internacional como a escola líder em Portugal para a Formação de Executivos”, diz Fátima Barros, directora da Católica-Lisbon School of Business & Economics
Nuno de Sousa Pereira, Dean da Eescola de Gestão do Porto (EGP), ligada à Universidade da cidade, congratula-se, por seu lado, com a entrada directa nesta lista do FT, ainda que para o 65º e último lugar. “Estamos muito satisfeitos com a nossa entrada, à primeira tentativa, neste Ranking que nos permite reforçar a nossa estratégia de internacionalização”, afirma.
Brasil com salto para o 3º lugar
No ranking dos programas de formação à medida destinados a executivos, a liderança permanece nas mãos da Duke Corporation Education, que tem escolas nos Estados Unidos, África do Sul, Reino Unido e Índia.
O segundo posto permanece também com a École des Hautes Études Commerciales (HEC) de Paris. A grande surpresa é a subida exponencial do Brasil, que tem agora três escolas de negócios entre as 50 melhores do mundo. A Fundação Dom Cabral, que figura agora como a terceira melhor “business school” do mundo, quando no ano passado estava em 8º lugar e no ano anterior em 16º. Nesta lista, segue-se Harvard e a espanhola Esade, que surge empatada com a suíça IMD.
Nos cursos de inscrição aberta, a liderança está agora com a espanhola Iese, seguindo-se as norte-americanas Harvard e Thunderbird e a suíça IMD.
British Airways quer comprar TAP
A British Airways prepara uma oferta para comprar a TAP, noticiou hoje o jornal britânico Sunday Times, que cita fontes ligadas ao sector da aviação civil.
O Governo português foi forçado a privatizar a TAP para poder beneficiar do pacote de ajuda no valor de 78 mil milhões de euros por parte da União Europeia e do FMI.
Lufthansa e Latam são outras das empresas que estarão interessadas em comprar a transportadora aérea portuguesa, segundo informações da Dow Jones.
Entretanto, o grupo de aviação IAG, resultante da fusão entre a British Airways e a Ibéria, negou hoje "estar em conversações com alguma companhia aérea", incluindo a TAP, para uma possível compra.
Um porta-voz do IAG, com sede em Londres, disse hoje que a prioridade do grupo não é expandir-se, mas apenas "consolidar-se". "Estamos a dedicar a nossa atenção e forças para cumprir os objectivos anuais de otimização dos recursos e sinergia. Depois da fusão é decidir, aumentar receitas e reduzir os custos", salientou.
Para este ano, o grupo tem como objectivo alcançar uma poupança de 72 milhões de euros, e a partir do quinto ano obter uma poupança de 400 milhões de euros, precisou a mesma fonte.
O Governo português foi forçado a privatizar a TAP para poder beneficiar do pacote de ajuda no valor de 78 mil milhões de euros por parte da União Europeia e do FMI.
Lufthansa e Latam são outras das empresas que estarão interessadas em comprar a transportadora aérea portuguesa, segundo informações da Dow Jones.
Entretanto, o grupo de aviação IAG, resultante da fusão entre a British Airways e a Ibéria, negou hoje "estar em conversações com alguma companhia aérea", incluindo a TAP, para uma possível compra.
Um porta-voz do IAG, com sede em Londres, disse hoje que a prioridade do grupo não é expandir-se, mas apenas "consolidar-se". "Estamos a dedicar a nossa atenção e forças para cumprir os objectivos anuais de otimização dos recursos e sinergia. Depois da fusão é decidir, aumentar receitas e reduzir os custos", salientou.
Para este ano, o grupo tem como objectivo alcançar uma poupança de 72 milhões de euros, e a partir do quinto ano obter uma poupança de 400 milhões de euros, precisou a mesma fonte.
quarta-feira, maio 04, 2011
Acordo com a Troika
Sem querer estar aqui a fazer análise mais profunda, vou apenas ressalvar alguns pontos:
Antes de mais parece-me que a montanha pariu um rato, o processo parece-me pouco ambicioso.
Pagar subsidio de desemprego aos recibos verdes?! Estou para ver as regras, parece-me bem mais uma justificação ao saque estatal a estes trabalhadores. Parece-me inviável.
Positivo parecem-me os limites às deduções ficais, inversamente proporcionais aos aos escalões do IVA.
A parte de aceleração da justiça também me parece positiva.
IVA, IMI, ISP tudo a subir.... mais do mesmo
Desincentivo à compra de casas... Percebo mas vai atingir fortemente um dos principais sectores da nossa economia, a bolha aproxima-se
Faltam os limites às reformas, isso é fundamental.
Antes de mais parece-me que a montanha pariu um rato, o processo parece-me pouco ambicioso.
Pagar subsidio de desemprego aos recibos verdes?! Estou para ver as regras, parece-me bem mais uma justificação ao saque estatal a estes trabalhadores. Parece-me inviável.
Positivo parecem-me os limites às deduções ficais, inversamente proporcionais aos aos escalões do IVA.
A parte de aceleração da justiça também me parece positiva.
IVA, IMI, ISP tudo a subir.... mais do mesmo
Desincentivo à compra de casas... Percebo mas vai atingir fortemente um dos principais sectores da nossa economia, a bolha aproxima-se
Faltam os limites às reformas, isso é fundamental.
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