terça-feira, janeiro 12, 2010

PT integra consórcio mundial que quer reduzir consumo energia

A Portugal Telecom (PT) é um dos cinco operadores de telecomunicações mundiais a participar num consórcio lançado hoje em Londres que tem por objectivo reduzir em 1000 vezes o consumo de energia das redes de comunicações.

O consórcio, denominado Green Touch, é liderado pelos Bell Labs, o braço da Alcatel-Lucent dedicado à investigação e junta as telecoms At&T, China Mobile, Swisscom e Telefonica, laboratórios de investigação universitários como o Massachussetts Institute of Technology (MIT), laboratórios governamentais como o CEA-LETI em França e laboratórios industriais como o Samsung Advanced Institute of Technology.
Para a PT, esta é uma "iniciativa importante", afirmou Alfredo Baptista, CTO da operadora portuguesa, que tem em curso a instalação de uma rede de fibra óptica que irá cobrir a curto-prazo 20 a 25% dos lares portugueses.
"É necessário que as redes sejam performantes e eficientes do ponto de vista da energia", justificou.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Três construtoras portuguesas no top 100 europeu

Três empresas portuguesas figuram no ranking das 100 maiores empresas europeias do sector da construção, segundo o estudo “European Powers of Construction”, divulgado hoje pela consultora Delloite.

As três empresas em causa são a Mota-Engil SGPS SA, que subiu 26 lugares em relação a 2007 e encontra-se em 45º lugar da lista, seguida da Teixeira Duarte e da Soares da Costa, que entram directamente para o 78º e 86º lugares da tabela, respectivamente. Trata-se da sétima edição deste estudo desenvolvido pela consultora Delloitte e é a primeira vez que Portugal conta com três construtoras no top 100. Segundo o documento, a francesa Vinci continua a ser líder do mercado de construção europeu. No entanto, por países, o Reino Unido é quem mais construtoras coloca no ranking da Delloite, com 27 firmas, seguido da Espanha, com 11, e da Holanda, em terceiro lugar, com dez empresas.
As três empresas portuguesas no ranking conferem a Portugal o 11º lugar da lista em igualdade com a Dinamarca e a Finlândia.

O "European Powers of Construction 2009 apresenta o ranking anual das 100 maiores empresas europeias de construção, baseado nas receitas de construção, e faz a análise profunda dos desafios futuros decorrentes do actual ambiente económico”, escreve a Deloitte no seu sítio na Internet. Segundo a consultora europeia, o relatório revela que, a nível europeu, “o ano de 2009 tem sido marcado pela recessão, com o sector da construção a ser um dos mais duramente atingidos”.

Martinica e Guiana Francesa rejeitam maior autonomia

Os eleitores de Martinica e da Guiana Francesa rejeitaram uma autonomia alargada no referendo deste domingo, organizado pelo governo francês.

Na ilha de Martinica, 78,9% do eleitorado disse Não e a participação ficou-se nos 55%.
Na Guiana Francesa, 69,8% também votou Não e mais de metade da população não foi às urnas.
380 mil eleitores eram chamados a votar sobre o artigo 74 da Constituição, que transformaria os territórios em colectividades com maior autonomia.
A Guiana Francesa e a Martinica estão a cerca de 7000 quilómetros de Paris, mas são administradas pelo governo francês. Os salários são bastante inferiores aos da metrópole e o custo de vida é mais elevado, o que levou, há quase um ano, a uma greve geral de 44 dias. O referendo foi a concretização de uma promessa de Nicolas Sarkozy, em Junho, na sequência da crise social.

Capote alentejano é moda na Europa

José Alpedrinha orgulha-se de vender para França, Inglaterra e Canadá mas não deseja a popularização em demasia.

Os longos e quentes capotes alentejanos são por esta altura do ano muito procurados para fazer face às baixas temperaturas, mas nem todos se podem proteger da "cabeça aos pés" envergando este traje que já se exporta e chega até Paris, Londres ou Estados Unidos.
A única fábrica de capotes no sul do país localiza-se na freguesia de Santa Eulália, no concelho de Elvas. É ali que centenas de capotes começam a ser confeccionados logo no Verão para que nesta altura do ano possam ser vendidos.
José Alpedrinha começou a fazer capotes quando tinha apenas 18 anos de idade. Aprendeu com o pai que era alfaiate e dirige a empresa alentejana que já assinala cinquenta anos de actividade. Na época alta de produção fazem entre quinze a vinte capotes por dia. Neste Inverno, a fábrica de José Alpedrinha já confeccionou mais de 700 capotes. "Já chegámos a ter na empresa 70 trabalhadores. Agora são só sete", conta Alpedrinha, ao mesmo tempo que acrescenta que "o negócio vai bem e não tem sentido a crise". Os preços variam entre os 200 e os 300 euros, sendo mais caros os que têm gola de raposa. O capote alentejano foi deixando as verdejantes planícies alentejanas e instalou-se no guarda-roupa das grandes cidades da Europa e metrópoles mundiais "há capotes feitos por mim em Paris, Londres e até na América, principalmente no Canadá onde faz mais frio".

Apesar do sucesso, Alpedrinha recusa vulgarizar o uso desta peça, "gostava que se conservasse selectivo. Não concordo que seja generalizado e que cause impacto pela sua popularidade". Alpedrinha orgulha-se de já ter vestido o capote alentejano a diversas individualidades.

"De Cabinda ao Cunene, diz Cavaco - Ou será antes do Minho a Timor?". Crónica sobre Cabinda por quem percebe do assunto.

Orlando Castro
Serviço especial Alto Hama/Notícias Lusófonas

O Presidente da República de Portugal, Cavaco Silva, enviou uma mensagem ao seu homólogo angolano, presidente não eleito e que está no poder há 30 anos, manifestando confiança no “pleno sucesso” da Taça das Nações Africanas (CAN 2010), que tem início hoje em Angola.

“No dia em que se inicia o Campeonato Africano das Nações, quero manifestar a Vossa Excelência a minha confiança no pleno sucesso deste evento desportivo internacional de primeiro plano, cuja organização é motivo de justificado orgulho para o Povo Angolano e reflexo dos progressos que os caminhos da paz e da reconciliação nacional permitiram alcançar”, escreve, na missiva dirigida a José Eduardo dos Santos. Na carta divulgada na página da Presidência da República na Internet, Aníbal Cavaco Silva afirma ainda a sua convicção de que os angolanos “de Cabinda ao Cunene” saberão “dar provas ao mundo da sua capacidade para superar momentos difíceis, fazendo deste Campeonato uma celebração da paz e do entendimento entre os Povos, pelo desporto”. De Cabinda ao Cunene? Não será antes do Minho a Timor-Leste? Não haverá nenhum assessor de Cavaco que lhe explique que, à luz do Direito Internacional, Cabinda pertence tanto a Angola como Timor-Leste pertencia à Indonésia? Embora a comunidade internacional (CPLP, União Europeia, ONU, União Africana), tal como Portugal, assobie para o lado, o problema de Cabinda existe e não é por Cavaco Silva entender que Angola se estende de Cabinda ao Cunene que a luta vai acabar e o Direito Internacional deixará de existir.

Cabinda é um território ocupado por Angola e nem o potência ocupante como a que o administou pensaram, ou pensam, em fazer um referendo para saber o que os cabindas querem. Seja como for, o direito de escolha do povo não prescreve, não pode prescrever, mesmo quando o importante é apenas o petróleo. É claro que tanto Angola como Portugal apenas olham para Cabinda como um negócio altamente rentável. Se o território fosse um deserto, certamente já seria independente. Mas, ao contrário das teses de Luanda e Lisboa, Cabinda não é só petróleo. É sobretudo gente, pessoas, povo, história e cultura. Quando o governo português reconheceu formalmente a independência do Kosovo, o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, disse que "é do interesse do Estado português proceder ao reconhecimento do Kosovo". E se é no interesse do Estado português... está tudo dito. Espero que, neste contexto, Cabinda continue a dizer da forma que achar mais apropriada ao governo das ocidentais praias lusitanas que fazem fronteira com um país onde existe o País Basco que, se calhar, era do seu interesse olhar para este território ocupado por Angola e onde, recordam-se?, já estiveram norte-americanos a explorar petróleo guardados por cubanos.

O ministro português, tal como Cavaco Silva, apontou quatro razões que levaram à tomada de decisão sobre o Kosovo: a primeira das quais é "a situação de facto", uma vez que, depois da independência ter sido reconhecida por um total de 47 países, 21 deles membros da União Europeia e 21 membros da NATO, "é convicção do governo português que a independência do Kosovo se tornou um facto irreversível e não se vislumbra qualquer outro tipo de solução realista". Deve ter sido o mesmo princípio que, em 1975, levou o Governo de Lisboa a reconhecer o MPLA como legítimo e único governo de Angola, embora tenha assinado acordos com a FNLA e a UNITA. Como segunda razão, Luís Amado referiu que "o problema é político e não jurídico", afirmando que "o direito não pode por si só resolver uma questão com a densidade histórica e política desta". Amado sublinhou, no entanto, que "não sendo um problema jurídico tem uma dimensão jurídica de enorme complexidade", pelo que "o governo português sempre apoiou a intenção sérvia de apresentar a questão ao Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas". Ora aí está. Cabinda (se é que os governantes portugueses sabem alguma coisa sobre o assunto) também é um problema político e não jurídico, “embora tenha uma dimensão jurídica de enorme complexidade”.

"O reforço da responsabilidade da União Europeia", foi a terceira razão apontada pelo chefe da diplomacia portuguesa. Amado considerou que a situação nos Balcãs "é um problema europeu e a UE tem de assumir um papel muito destacado", referindo igualmente que a assinatura de acordos de associação com a Bósnia, o Montenegro e a Sérvia "acentuou muito nos últimos meses a perspectiva europeia de toda a região". No caso de Cabinda, a União Europeia nada tem a ver. Tem, no entanto, a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) onde – desculpem se me engano – Portugal desempenha um papel importante. O ministro português frisou ainda que Portugal, ao contrário dos restantes países da UE que não reconheceram o Kosovo, não tem problemas internos que justificassem as reticências. Pois. Os que tinha (Cabinda é, pelo menos de jure, um problema português) varreu-os para debaixo do tapete. Como última razão, indicou a "mudança de contexto geopolítico que entretanto se verificou" com o conflito entre a Rússia e a Geórgia e a declaração de independência das regiões georgianas separistas da Abkházia e da Ossétia do Sul que Moscovo reconheceu entretanto. Isto quer dizer que, segundo Lisboa, no actual contexto geopolítico, Cabinda é Angola. Amanhã, mudando o contexto geopolítico, Portugal pensará de forma diferente. Ou seja, a coerência é feita ao sabor do acaso, dos interesses unilatreiais.

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Edição comemorativa de Sagres Bohemia Reserva 1835

A Sociedade Central de Cervejas e Bebidas (SCC) lançou uma edição comemorativa da cerveja Sagres Bohemia Reserva 1835, que assinala o acordo estabelecido com a Fundação Dom Manuel II.

Recuperando a prerrogativa e a tradição da Cerveja Bohemia como fornecedora da Casa Real Portuguesa, dá-se assim continuidade ao que aconteceu no passado. A SCC, fundada em 1934, reúne nas suas origens as principais cervejeiras estabelecidas em Lisboa no século XIX, sendo que três delas foram agraciadas por alvará régio com o honroso título de “Fornecedor da Casa Real”.

Herdeira de uma longa tradição, iniciada na oitocentista Fábrica da Trindade, a cerveja Bohemia 1835 é uma homenagem ao conhecimento e inspiração dos mestres cervejeiros, que remonta à receita original do convento da Trindade.

Os contentores que regressam à China já levam grades de Super Bock

É a mais recente aventura da Unicer em mercados internacionais.
A empresa de cerveja, que já exporta actualmente para cerca de 50 países, decidiu experimentar a sua sorte no mercado chinês. A oportunidade foi motivada pelos reduzidos custos de transporte. Só entre Janeiro e Agosto de 2009, Portugal importou cerca de 810 milhões de euros em produtos vindos da China. E para o mercado chinês enviou bens correspondentes a menos de um quarto desse valor. Ou seja, muitos dos contentores que saem dos portos nacionais regressam à China quase vazios, o que permite negociar baixos preços de transporte.

António Vaz Branco, administrador para a área internacional da Unicer, faz as contas. "Um contentor para Angola [principal mercado exportador da empresa] custa cerca de 2.700 euros. Para a China, este valor é de 530 euros", explica. É pouco mais do que enviar um camião carregado do Porto ao Algarve, o que ronda os 500 euros. "É habitual dizer-se que o problema em exportar para a China é o custo do transporte. Não é assim, bem pelo contrário", salienta.

Jornal "Sol" em conversações para entrar em Moçambique

O semanário "Sol" está em conversações com um grupo de comunicação social moçambicano para o jornal ser comercializado naquele país, sendo objectivo dos seus responsáveis que a entrada se concretize no primeiro trimestre deste ano.

José António Saraiva, director do jornal, referiu que a administração do jornal está em fase de conversões com um grupo de comunicação social moçambicano, para que a entrada no país se efectue já durante este trimestre.

Deputado do PS acusa RTPi e RTP África de estarem "ultrapassadas"

O deputado do PS Paulo Pisco apresenta hoje na Assembleia da República (AR) um requerimento à administração da Rádio e Televisão Portuguesa (RTP) sobre o estado dos canais internacionais, RTP Internacional (RTPi) e RTP África. "É uma antena sem ambição, um desperdício de recursos e oportunidades para chegar aos luso-falantes", critica o político. "Ultrapassadas", considera.

As críticas do deputado, eleito pelo círculo da Europa, começam na oferta da RTPi, que "repete modelos de programação pouco diferentes do que era quando foi criada", passam pela "falta de sentido estratégico dos canais internacionais", e terminam na na "falta de autonomia financeira e administrativa em relação aos canais generalistas". Acrescenta: "Há um total sub-aproveitamento dos recursos e têm cada vez menos interesse nos canais internacionais".
A avaliação dos canais internacionais resulta do contacto com os portugueses espalhadas pelo mundo, refere. "Têm uma imagem deplorável do País", nota, por um lado. "As nossas comunidades são tratadas com uma displicência inaceitável", considera, por outro.
As perguntas que constam do requerimento "vão no sentido da redefinição da estratégia para os canais", comenta. São dirigidas à administração da RTP e ao Governo, que tutela esta pasta, através do ministério dos Assuntos Parlamentares.

Pisco defende a "autonomia administrativa e financeira dos canais internacionais" e "mais informação que interesse aos portugueses, sobre os portugueses em Portugal e em todo o mundo", sublinha. Modelos como os que chegam de França, do Reino Unido ou de Espanha estão mais próximos do que Pisco defende para os canais internacionais. Os conteúdos "têm de atrair as novas gerações, criar uma preocupação cívica, serem um catalisador de relações económicas entre países e criar uma imagem positiva de Portugal".

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Guiné: Caso Na Tchuto "expôs fragilidade das instituições"

O caso do ex-chefe da Armada guineense Bubo Na Tchuto, procurado pela justiça e refugiado na sede da ONU em Bissau, veio "expor completamente a fragilidade das instituições" guineenses, afirmou o secretário de Estado da Cooperação português.

A Guiné "tem um sistema judiciário muito frágil, não tem prisões seguras e tem alguma penetração do narcotráfico nas instituições do país", sublinha.
"Face ao tipo de acusação que se faz contra o almirante [tentativa de golpe Estado, tentativa de alteração do Estado de Direito e deserção], é evidente que há enorme dificuldade por parte das instituições em responder. Portanto, isto pode ser considerado uma provocação à estabilidade incipiente que existe no país", disse o secretário de Estado João Gomes Cravinho.
"A ONU está a fazer o que pode perante a chegada desta pessoa às suas portas. Procura criar condições para que ele seja entregue de uma maneira que não fragilize ainda mais as instituições. Aliás, recusaram tê-lo lá permanentemente no edifício da ONU", adiantou o secretário de Estado.

Questionado sobre os autores da "provocação", o governante português afirma que, além do próprio oficial guineense, há "um mistério" em torno de quem o terá ajudado a regressar à capital guineense há mais de uma semana.

[Se os serviços de informação portugueses no exterior funcionassem saber-se-ia. Ou então sabe-se mas não se quer dizer... Já há tente adivinhar.]

Portugal no segundo lugar mundial no contributo de energia eólica

No ano de 2009, em cada 100 Watt de electricidade consumidos em Portugal, 15,03 tiveram origem na produção eólica – um rácio só superado pela Dinamarca, onde este tipo de energia representa mais de 20% da produção eléctrica do país.

Segundo os dados divulgados pela Rede Energéticas Nacionais (REN), em 2009, a produção nacional de energia eólica atingiu os 7493 GigaWatt-hora – um valor que representa 94% do contributo de todas as barragens em funcionamento. Para este resultado contribuíram em muito os dois últimos meses do ano, particularmente ventosos. A acompanhar o crescimento do contributo da energia eólica, também as outras fontes renováveis experimentaram, em 2009, um aumento da produção (de 24,7% no caso da hidroelectricidade e de 31,5% no caso do fotovoltaico), contribuindo para que as energias renováveis tenham representado 35,9% de todo o consumo de energia eléctrica em Portugal.

ONU: Brasil ocupará vaga provisória no CS até 2012

O Brasil passará a ocupar a partir deste ano uma vaga provisória no Conselho de Segurança (CS) da ONU, em substituição da Costa Rica, por um período de 24 meses, anunciaram esta terça-feira fontes diplomáticas.

Os outros quatro novos membros do conselho até 2012 são Bósnia Herzegovina, Gabão, Líbano e Nigéria, ao lado do Brasil.
Nos próximos dois anos, a presidência do Conselho de Segurança, cuja primeira reunião será esta semana dirigida pelo embaixador chinês Zhang Yesui, ficará sob responsabilidade da China.
O Conselho de Segurança é composto por 15 membros, cinco permanentes (China, Estados Unidos, Rússia, França e Reino Unido) e outros 10 não permanentes, eleitos pela Assembleia Geral da ONU por um período de dois anos.

[Lembram-se de Portugal dizer que estava a lutar por um lugar não permanente no CS para o biénio 2011-2012? Cavaco Silva andava a angariar apoios em Setembro com esse objectivo. Ora aqui está o resultado... Significa que não conseguimos 150 votos, dos 192 países membros e que as "mais de uma centena de declarações escritas e orais, assim como várias declarações de intenção de vários países, no sentido de apoiarem a pretensão portuguesa" não deviam de passar de pura (má) publicidade. A diplomacia portuguesa perdeu a oportunidade, única, de juntar Portugal e Brasil no CS e ter dois países de língua portuguesa no principal órgão da ONU, com toda a influência política, estratégica e cultural que isso implica! O Brasil reforça a sua "candidatura" a membro permanente do CS, num futuro próximo alargamento, o que, em termos globais, é muito positivo para a língua portuguesa.]

Comércio China-Países lusófonos cai 24% até Novembro 2009

As trocas comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa caíram 24,21% entre Janeiro e Novembro de 2009, para 55,73 mil milhões de dólares (38,96 mil milhões de euros), comparativamente ao período homólogo de 2008.

Apesar de negativas, as trocas comerciais demonstram alguma recuperação iniciada na segunda metade do ano, já que nos primeiros seis meses do ano passado registavam uma quebra de 34,85 % contra o primeiro semestre de 2008.
Dados oficiais da alfândega chinesa indicam que a China vendeu para os oito países de língua portuguesa produtos no valor de 16,61 mil milhões de dólares (11,61 mil milhões de euros) contra compras aos mesmos países de 39,11 mil milhões de dólares (27,34 mil milhões de euros).
Os números de Janeiro a Novembro de 2009 traduzem quebras homólogas nas exportações chinesas de 27,52% e nas importações da China de 22,72%.
O Brasil continua a ser o principal parceiro lusófono da China, com um volume de trocas comercias de 38,46 mil milhões de dólares (26,89 mil milhões de euros), menos 16,80% do que entre Janeiro e Novembro de 2008.

Taylor's e Fonseca entre as marcas mais fortes no mundo

Duas marcas de vinho do Porto – Taylor's e Fonseca – foram escolhidas entre as cem mais fortes do mundo, um ranking elaborado anualmente pelo site inglês de comércio de vinhos Liv-ex.
Na listagem publicada em Dezembro o topo da listagem é dominado pelos vinhos de Bordéus.

O vinho português mais famoso a nível mundial perdeu um representante nesta lista – a marca Graham ocupou o 88º lugar no ranking 2008 – mas as marcas que se mantiveram subiram várias posições: a Taylor's passou do lugar 72 para o 48º, a Fonseca do 83º para o 66º posto.
Esta listagem é elaborada com base em cinco critérios: “o volume de negócios gerado; a pontuação média atribuída por Robert Parker [crítico norte-americano]; o preço médio; a performance do preço registada durante um ano e a produção ponderada”, explica um comunicado publicado no site do Instituto do Vinho e da Vinha.

No artigo que explica as escolhas é referido que, apesar de liderar o ranking de Parker, o vinho da Taylor's perde pontos na apreciação ao nível do preço.

A Taylor's produz vinho do Porto há mais de 300 anos, na Região Demarcada do Douro, e é uma marca distribuída em 54 países espalhados por todo o mundo.
A Fonseca Guimaraens, fundada em 1822 com a aquisição da empresa Fonseca & Monteiro por Manoel Pedro Guimaraens, ocupa uma posição líder como produtor de vinhos do porto envelhecidos em casco e é uma das principais casas de vinho do porto vintage.

terça-feira, janeiro 05, 2010

Angola: Padre Tati diz que será "sacerdote até à morte" apesar do afastamento pela Igreja de Cabinda

O padre católico Raul Tati, antigo vigário geral da Diocese de Cabinda e uma das vozes mais activas na defesa dos direitos humanos nesta província angolana, foi afastado das obrigações sacerdotais mas garante que será "sacerdote até à morte".

Contactado hoje, Raul Tati, que retomou o sacerdócio há dois anos, remeteu para uma carta tornada pública as razões deste novo afastamento das obrigações sacerdotais.
Tati, padre há 19 anos em Cabinda, é uma das figuras da Igreja Católica do enclave que, em 2005, contestaram a nomeação de D. Filomeno Vieira Dias para bispo de Cabinda, facto que esteve na génese da sua suspensão nesse mesmo ano.

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Mohamed VI anuncia regionalização de Marrocos

O rei Mohamed VI anunciou um plano de regionalização de Marrocos que deverá começar pelo disputado território do Sara Ocidental, noticiou o diário espanhol “El País”. Marrocos é um dos países mais centralizados do mundo.

A “renovação e a modernização” do Estado marroquino foi anunciada ontem à noite num discurso do monarca em Marraquexe. “Temos a intenção [...] de colocar as províncias recuperadas do sul entre as primeiras beneficiárias da regionalização avançada”, disse.
O soberano nomeou também ontem uma comissão de 22 membros para desenhar, no prazo de seis meses, um programa de regionalização. O Sara Ocidental, antiga colónia espanhola, é um território que a Frente Polisário, apoiada pela Argélia, pretende tornar independente de Marrocos.

Mohamed VI já tinha dado a entender em discursos anteriores que poderia dar ao Sara Ocidental uma certa autonomia e este anúncio feito agora é interpretado como uma resposta política ao impulso dado ao independentismo sarauí pela acção de protesto, realizada no mês passado em Lanzarote, da activista Aminetu Haidar.

PR da Guiné-Bissau analisa caso Bubo Na Tchuto com o Governo, Forças Armadas e PGR

O presidente guineense convocou o Governo, o procurador-geral da República e o chefe das Forças Armadas para analisarem o caso do ex-chefe da Armada Bubo Na Tchuto, refugiado na sede da ONU em Bissau, avançou fonte governamental.

De acordo com a mesma fonte, o presidente Malam Bacai Sanhá, regressado ao país recentemente após longa ausência por doença, "pretende saber o que se passa" e "quais as medidas que possam ser adoptadas" para a resolução do caso Bubo Na Tchuto.
Recorde-se que o contra-almirante Na Tchuto está refugiado na sede da ONU em Bissau há uma semana, após entrar no país de forma clandestina, vindo da Gâmbia, onde se encontrava exilado desde Agosto de 2008, após ter sido acusado pelo Estado-Maior das Forças Armadas de ser o líder de uma alegada tentativa de golpe de Estado.
O governo da Guiné-Bissau exigiu à ONU a entrega imediata e incondicional do oficial, invocando a necessidade de este ser apresentado à justiça para ser julgado pelos crimes de que é suspeito: tentativa de golpe de Estado, tentativa de alteração de Estado de Direito e deserção.

A ONU pediu calma ao Executivo guineense, argumentando com a necessidade de se encontrar uma solução pacífica e legal para o caso, mas sempre salvaguardando as normas do direito internacional.
Após a reunião na Presidência, as autoridades guineenses irão ter um encontro com o representante do secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Joseph Mutaboba, regressado esta madrugada das férias no Ruanda, o seu país de origem.

Moeda de São Tomé e Príncipe tem paridade com o euro

São Tomé e Príncipe é, desde dia 1 de Janeiro, o segundo país lusófono a ter a sua moeda em paridade cambial com o euro, passo que promete trazer mais investimento, mas pode também criar dificuldades de adaptação.

Quando ainda se discutia se a melhor opção para indexação monetária ("peg") da dobra seria o euro, o dólar ou mesmo o franco CFA, cinco economistas defenderam num estudo do Fundo Monetário Internacional, em Maio de 2008, a opção pela moeda europeia, dado que é na Zona Euro que estão os mais importantes parceiros comerciais são-tomenses, como Portugal, Espanha e França.
O futuro da dobra são-tomense começou a ser repensado face à escalada do preço de bens importados essenciais, como o arroz e os combustíveis, para a população, devido ao enfraquecimento da moeda em relação às divisas internacionais.
O sucesso da alteração monetária, alertam os autores do estudo, está dependente do reforço da transparência, de disciplina fiscal e gestão prudente da dívida, reformas estruturais para facilitar o investimento privado e aumentar a flexibilidade laboral.

Cabo Verde, que tem em comum com São Tomé o facto de ser uma pequena economia insular e aberta, indexou o seu escudo ao euro em 1999, com o apoio de Portugal.
No início, esta alteração criou dificuldades económicas, mas é hoje vista como um instrumento importante de estabilidade financeira e crescimento económico de que Cabo Verde tem vindo a gozar, que permitiram queo país ascendesse à categoria de país de rendimento médio em 2008.
Na avaliação do economista e gestor Veríssimo Pinto, presidente da Bolsa de Valores de Cabo Verde, a fixação da paridade do escudo cabo-verdiano, primeiro, ao escudo português, e, depois ao euro, veio dar "grande credibilidade económica e financeira" ao arquipélago.
"Sempre que falamos com investidores, para investirem na Bolsa de Valores, por exemplo, a primeira questão que colocam é sobre o risco cambial, quanto recebem, em moeda nacional, os rendimentos que detêm em Cabo Verde", disse.

Desde 2001, o peg foi apoiado por um exaustivo programa de reformas económicas, que diversificou a composição da economia cabo-verdiana e diminuiu a sua vulnerabilidade a choques externos, registando-se paralelamente uma redução da inflação e um aumento das receitas turísticas.
A indexação da dobra resulta de um Acordo de Cooperação Económica (ACE) entre Lisboa e São Tomé, assinado a 28 de Julho deste ano na capital são-tomense, depois de mais um ano de contactos entre os ministérios das finanças e bancos centrais.
No âmbito deste acordo, Portugal colocou à disposição do arquipélago uma linha de crédito de 25 milhões de euros.

O facto de a cotação da moeda são-tomense passar a estar "ancorada" ao euro, tal como acontece na zona do franco CFA (criada em 1945), não significa que esta seja utilizada como moeda oficial. A França dispõe de acordos de paridade negociado com a União Europeia para dois grupos de países africanos: a União Económica e Monetária dos Estados da África Ocidental (Benim, Burkina Faso, Costa do Marfim, Mali, Níger, Senegal e Togo) e a Comunidade Económica e Monetária da África Central (Camarões, República Centro Africana, Chade, Congo, Guiné Equatorial e Gabão).

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Guiné-Bissau: Autoridades exigem entrega de almirante Bubu Na Tchuto

A justiça guineense quer julgar o almirante Bubu Na Tchuto, antigo chefe da marinha, acusado de tentativa de golpe de Estado, que se refugiou na sede das Nações Unidas (ONU) em Bissau.

O governo da Guiné-Bissau enviou uma mensagem ao secretário-geral das ONU a pedir a entrega imediata do almirante à justiça guineense ou o seu reenvio para a Gâmbia. O militar chegou clandestinamente à Guiné, na segunda-feira, numa piroga, e refugiou-se na sede da ONU em Bissau. O almirante é acusado de ter chefiado a tentativa de golpe de Estado contra o então presidente Nino Vieira, em Agosto de 2008. Nino sobreviveu ao ataque nocturno à sua casa e Na Tchuto fugiu para a Gâmbia, onde esteve exilado até esta semana. O militar é também acusado de ligações ao narcotráfico.

O regresso de Bubu Na Tchuto causou medo em Bissau. O procurador-geral, Amine Saad, e o chefe do Estado-maior, Zamora Induta (que era sub-chefe da marinha antes das perturbações de Março) estiveram hoje na sede da ONU para contactarem os funcionários que substituiram o representante Joseph Mutaboba, ausente do país. Fontes não identificadas dizem que Bubu recusa-se a regressar à Gâmbia. As autoridades dizem que a situação é calma. No entanto, muitas pessoas temem que o regresso do almirante, que tem aliados nos meios militares, represente o retorno da instabilidade.

A 2 de Março deste ano, o assassínio à bomba do chefe de Estado-maior, general Tagmé Na Waie, gerou uma reacção imediata de alguns militares, que assassinaram poucas horas depois o presidente Nino Vieira. Seguiram-se seis meses de alta ansiedade, com perseguições e espancamentos. Em alguns dos ajustes de contas pairava a sombra do almirante que fugira para o exílio. Bubu Na Tchuto foi uma das figuras centrais da rebelião da Junta Militar, em 1998. Foi também um dos primeiros balantas a juntar-se aos combates contra o governo. O então presidente Nino Vieira acabou por ser derrubado, partiu para o exílio em Portugal, mas os militares nunca conseguiram estabilizar o seu poder. Em 2005, Nino, que regressara pouco antes, foi eleito presidente.

A situação interna da Guiné estabilizou após as recentes eleições presidenciais, que Malan Bacai Sanhá venceu, mas muitos observadores temiam alguma acção de Bubu Na Tchuto e dos militares que não concordam com o actual poder civil.

Constituição de São Tomé e Príncipe: Jorge Miranda contradiz Bacelar de Gouveia

O constitucionalista português Jorge Miranda defendeu hoje que o Presidente de São Tomé e Príncipe pode assumir o cargo de líder partidário para o qual foi eleito recentemente por não existir qualquer incompatibilidade entre os cargos.

"Não há uma incompatibilidade" porque é uma "função essencialmente política", disse o autor do ante-projecto de Constituição de São Tomé e Príncipe e um dos "pais" da Constituição Portuguesa [da qual nunca se soube quem foi a mãe].
O Presidente são-tomense, Fradique de Menezes, foi eleito no último dia 19 líder do Movimento Democrático Força da Mudança - Partido Liberal (MDFM-PL), cargo que já disse que pretende assumir.

Jorge Bacelar de Gouveia, também constitucionalista, havia defendido ontem que os dois cargos desempenhados por Fradique de Menezes eram incompatíveis e violavam a Constituição do país.

Israel: Grande Rabinato critica aborto por atrasar Messias

Os dois grandes rabinos de Israel dirigiram uma carta às comunidades judaicas locais afirmando que os abortos no país "atrasam a chegada do Messias", noticia hoje a edição digital do jornal Yedioth Ahronoth.

"A imensa maioria dos abortos são desnecessários e estão proibidos pela Halajá (lei religiosa judia)", assinalam o grande rabino judeu Yona Metzger e o Shlomo Amar na carta.
No documento, o Rabinato superior anuncia que está a estudar renovar a luta contra o aborto com a criação de um comité especial para tratar de impedir o "assassínio de fetos nos ventres da sua mãe".
Trata-se de uma "autêntica epidemia que leva todos os anos a vida de dezenas de milhares de judeus" e que "além da gravidade do pecado atrasa a chegada do Messias".
Metzger e Amar baseiam a sua relação entre abortos e o atraso do Messias em que este não virá até que cheguem ao mundo todas as almas que deveriam provir de mães judias.
Os rabinos chefes calculam em cerca de 50 mil as interrupções anuais da gravidez em Israel, 20 mil das quais "de forma ilegal e contra a lei".
"Malditos aqueles que não se assustem com essas informações" num país de 7 milhões de habitantes, assinalam os líderes religiosos judeus na carta, enviada segunda-feira à noite.

terça-feira, dezembro 29, 2009

São Tomé e Príncipe: PCD acusa PR de violar a Constituição e constitucionalista português diz que posição de PR é incompatível

O Partido da Convergência Democrática (PCD) foi o primeiro partido a reagir oficialmente à eleição do Presidente da República, Fradique de Menezes, para líder do Movimento Democrática Força da Mudança-Partido Liberal (MDFM-PL), considerando-a uma violação à Constituição.
Para o PCD, o artigo 72 da Constituição é claro quando diz que as funções de Presidente da República são incompatíveis com outra função pública ou privada, mas Fradique de Menezes já disse que não tenciona abandonar nenhum dos cargos e disse que os dirigentes que o acusam de incompatibilidade são "escumalha".
Num comunicado emitido na manhã de 28 de Dezembro, o Partido da Convergência Democrática estabelece uma diferença entre a anterior presidência honorária do MDFM-PL e a liderança executiva que Fradique de Menezes acaba de assumir "em flagrante desrespeito pelo que prevê a Constituição da República".

Agora é o constitucionalista português Jorge Bacelar Gouveia que veio defender hoje que a acumulação do cargo de Presidente da República de São Tomé e Príncipe com a de líder de um partido político é incompatível e viola a Constituição são-tomense.
"O artigo 72, nº 1, estabelece a incompatibilidade da função de Presidente da República com qualquer outra função pública ou privada", disse hoje o professor de Direito.

EDP Renováveis encaixa mais 90 milhões de dólares nos EUA

EDP Renováveis anunciou hoje ter assinado um acordo com a JPM Capital Corporation para um financiamento no valor de 90 milhões de dólares (62,5 milhões de euros) relativo ao parque eólico de Lost Lakes (101 megawatts), que começou a funcionar este mês, no Estado do Iowa.

Trata-se de um financiamento no regime de “tax equity”. Esta parceria, explica a EDP Renováveis, "confere ao investidor o direito a usufruir dos benefícios fiscais associados ao esquema de amortização acelerada dos activos, assim como de um subsídio financeiro ("cash grant") atribuído pela Secretaria do Tesouro norte-americano". Esta operação com a JPM Capital Corporation é a segunda transacção "tax equity" que a EDP Renováveis faz incorporando o subsídio financeiro, em vez dos créditos fiscais associados à produção de energia. Ao longo deste ano a EDP Renováveis concluiu a instalação de 700 MW de potência eólica nos Estados Unidos da América (EUA), tendo neste período assegurado 525 milhões de dólares (365 milhões de euros) de créditos fiscais.

terça-feira, dezembro 22, 2009

Petróleo: São Tomé e Nigéria criam comissão militar

São Tomé e Príncipe e a Nigéria vão criar uma Comissão Militar Conjunta de Defesa para manter condições de segurança no Golfo da Guiné, onde se encontra a área de exploração de petróleo dos dois países.

"Os recentes desenvolvimentos da segurança no Golfo da Guiné, especialmente no tráfico de armas e munições, tornaram-se sérias preocupações", afirmam os dois países em comunicado conjunto hoje noticiado pela imprensa nigeriana.
O acordo para criação da Comissão resultou de um encontro entre o vice-Presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, e o primeiro-ministro são-tomense, Rafael Branco, que decorreu segunda-feira em Abuja, Nigéria.

[A influência regional da Nigéria a fazer-se notar, tendo em conta os interesses que o país tem na prospecção e exploração do petróleo de São Tomé. Mesmo com o "detalhe" de a maioria da população do país viver na pobreza absoluta, a Nigéria é o 7º exportador mundial de petróleo e está entre os 15 países com maiores reservas provadas. É o 2º maior centro bancário da África sub-saariana, só suplantado pela África do Sul e seguido de Angola. Tem um dos crescimentos mais rápidos do mundo: cresceu 9% em 2008, prevendo-se que alcance os 8,3% em 2009. Trata-se de um interlocutor com que os aliados mundiais contam para a paz regional e continental.]

UE endurece sanções contra junta militar da Guiné-Conacri

A União Europeia decidiu hoje endurecer as sanções contra a junta militar no poder na Guiné-Conacri, aprovando o congelamento de bens e a proibição de fornecimento de equipamento que possa ser utilizado para repressão.

Bruxelas decidiu ainda ampliar a lista de pessoas do regime militar proibidas de requerer vistos de entrada em território da UE, segundo fontes comunitárias.
O endurecimento da posição da UE, decidido numa reunião ministerial hoje realizada em Bruxelas, acontece um dia depois da divulgação de um relatório das Nações Unidas que contém graves acusações contra os militares no poder.

Surf: Portugal recebe elite em Outubro de 2010

O Circuito Mundial de Surf vai voltar ao nosso país entre 7 e 18 de Outubro de 2010, com o Rip Curl Pro Portugal, anunciou a Associação de Surfistas Profissionais (ASP).

Peniche vai receber novamente a elite do surf mundial, entre eles o português Tiago Pires, eliminado este ano logo na primeira ronda.
A etapa nacional vai contar ainda com o Circuito Mundial Feminino, agendado entre 7 e 11 de Outubro. O director da ASP, Brodie Carr, revelou ainda que serão pagos cerca de 8,4 milhões de euros em prémios ao longo da época.

Um em cada cinco clientes espanhóis contrata gás com Galp e EDP

A Galp e a EDP terão no próximo ano quase um quinto dos clientes espanhóis de gás natural.

Com as aquisições anunciadas em Julho pela EDP (por 330 milhões de euros) e este fim-de-semana pela Galp (50 milhões), as carteiras de consumidores de gás em Espanha nas mãos de portugueses vão duplicar.
Há um ano, só a EDP tinha uma posição consolidada no negócio do gás em Espanha, com 628 mil clientes, cerca de 9% do mercado espanhol. Com os 210 mil consumidores "comprados" pela EDP em Julho e os 412 mil angariados pela Galp no último sábado, os dois grupos nacionais ficarão, no próximo ano, com 1,25 milhões de clientes, o que representa 18% dos sete milhões de clientes de gás que Espanha tinha em Setembro, segundo dados do regulador, a Comissão Nacional de Energia (CNE).

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Guiné-Bissau: 780 mil guineenses não sabem ler e escrever

O ministro da Educação da Guiné-Bissau, Artur Silva, revelou que 780 mil guineenses não sabem ler e escrever e que o Governo ira lançar, no próximo ano, uma vasta campanha de educação de adultos com o apoio de Cuba e UNICEF.

"Setecentos e oitenta mil guineenses não sabem ler nem escrever. É a preocupação número um do Governo em matéria da Educação. O nosso desafio é, dentro de três anos, pôr os guineenses, todos, a ler e a escrever", declarou Artur Silva, na cerimónia de recepção de uma escola para crianças construída por uma ONG na aldeia de Gã-Tauda, na região de Bafatá, no leste do país.
"Vamos iniciar a partir do próximo ano um grande projecto chamado Educação de adultos. Já se fez isso no passado, mas decidimos retomar esse projecto com o apoio de Cuba para que possamos ensinar a nossa população, sobretudo os adultos, a ler e a escrever", disse ainda o ministro da Educação guineense.

[E Portugal anda a fazer o quê para ensinar português, que é língua oficial do país?]

Guiné-Bissau: Altos funcionários estatais em preventiva

A Procuradoria-Geral da República da Guiné-Bissau decretou a prisão preventiva de dois altos funcionários do Ministério das Pescas, suspeitos de envolvimento num escândalo de desvio de fundos da instituição, segundo fonte judicial.

Fonte da Procuradoria afirmou que o director-geral da Pesca Artesanal, Cirilo Vieira, e o coordenador da Fiscap (entidade de fiscalização da actividade pesqueira) estão detidos preventivamente por ordens do magistrado que os tem ouvido desde segunda-feira.
"O magistrado decretou a prisão preventiva de ambos para que possam ser esclarecidas alguns pormenores dos inquéritos", disse a fonte, adiantando que "mais pessoas poderão vir a ser detidas", no âmbito do mesmo processo.

Presidente Hu Jintao celebra 10º aniversário da transferência de Macau

O presidente chinês, Hu Jintao, chega sábado a Macau para celebrar o décimo aniversário da cidade como Região Administrativa Especial da China e dar posse ao novo Governo liderado por Fernando Chui Sai On.

Com algumas zonas da cidade engalanadas com estandartes verdes e vermelhos, as cores das bandeiras de Macau e da China, a cidade está de cara lavada, muitas ruas foram repavimentadas e a segurança "extra" começa a tornar-se visível, principalmente em percursos que vão ser percorridos pela comitiva oficial de Pequim.
A imprensa é acreditada num processo assumido pelas forças de segurança, muito à semelhança do que aconteceu na transição em 1999, e foram criadas várias zonas tampão com acessos controlados e nem os convidados escapam às acções de segurança.

Orey Antunes vende 25% da Orey Financial à Holdcontrol

A Sociedade Comercial Orey Antunes (SCOA) e a Holdcontrol, do grupo Domus, chegaram a acordo para a entrada da última no capital da Orey Financial, com uma participação de 25%, e vão lançar novo negócio de concessão de crédito.
"O grupo Domus terá ainda preferência na aquisição futura do capital da Orey Financial, até ao limite de 49% do capital, podendo ultrapassar este limite mediante a emissão de novas acções preferenciais", revelam as instituições em comunicado.
A concretização do negócio - que envolve dois grupos que já anunciaram publicamente o seu interesse no envolvimento numa solução de viabilização para o Banco Privado Português (BPP), nomeadamente a Orey, e no processo de reprivatização do Banco Português de Negócios (BPN), no caso, o grupo Domus - aguarda luz verde das autoridades de supervisão.
Fonte oficial do grupo Orey garante "não haver nenhuma ligação entre esta operação e o interesse manifestado na compra do BPP".
A parceria entre o grupo Orey e o grupo Domus estende-se a Espanha e ao Brasil, além de Portugal.

"O objectivo deste acordo é o lançamento de novo negócio de concessão de crédito, bem como a integração de actividades das duas instituições numa nova plataforma financeira com grande potencial de desenvolvimento do negócio financeiro, dadas as sinergias das actividades de cada uma das empresas", sublinha o comunicado.
A operação de abertura de 25% do capital da Orey Financial, através de um aumento de capital, inclui o negócio financeiro em Portugal e Espanha nas áreas de gestão de activos, fundos imobiliários, private equity e corretagem online.
"Para o efeito a Orey Financial alienará a totalidade do capital da sociedade Orey Financial Brasil à SCOA. A parceria estabelecida prevê, ainda, que a Orey Financial Brasil e a Orey Financial Portugal desenvolvam em conjunto no Brasil o negócio de gestão de créditos vencidos (Non Performing Loans, NPLs), baseado no modelo e tecnologia do grupo Domus", segundo o comunicado.

O grupo Domus opera em várias áreas de negócio, nomeadamente na aquisição e gestão de carteiras de crédito em incumprimento (Non Performing Loans, NPLs), através da DomusVenda, na área de corporate finance, através da MidFinance, e no sector imobiliário, onde detém um fundo de investimento.
Para Duarte d'Orey, presidente do grupo Orey, citado no comunicado, "trata-se de uma operação com enormes sinergias para ambos os grupos que, juntos, podem constituir um grupo financeiro sólido, de ampla oferta de soluções de investimento e de crédito e com uma enorme capacidade de crescimento sustentado".
Por seu turno João Costa Reis, presidente do grupo Domus, também citado no comunicado, destaca que "a Orey Financial surge como uma solução natural e sobretudo racional para o nosso crescimento no sector financeiro, abrindo a possibilidade de uma nova realidade de mercado e uma nova configuração para os negócios do grupo Domus, em todas as suas vertentes".

[Estratégias de consolidação em tempo de crise. Muito positivo. Já aqui havíamos apoiado Duarte D'Orey na sua estratégia de adquirir o Banco Privado Português. E esta aliança faz assim também todo o sentido. Daquilo que temos acompanhado, a gestão de João Costa Reis, tem permitido ao grupo Domus um crescimento sustentado, consulte-se o site http://www.domusvenda.pt/, possibilitando sinergias muito interessantes entre os dois grupos. O passo seguinte é, das duas uma: ou entram num banco português (BPP ou BPN) ou criam o próprio banco. Não achamos que isso esteja fora dos planos...]

Porto Rico contra uso de palavras herdadas do inglês

A Academia Porto-Riquenha da Língua Espanhola publicou um dicionário de anglicismos para travar as palavras herdadas do inglês presentes no castelhano falado na ilha e melhorar assim a qualidade da língua materna.

Segundo a académica Amparo Morales, os porto-riquenhos poderão descobrir através da nova obra que existe uma alternativa em castelhano para muitas das palavras em inglês.
O "Dicionário de Anglicismos Actuais", de 800 páginas, reúne 3.500 anglicismos que são uma amostra da realidade da fala e da escrita de Puerto Rico, que, como país associado dos Estados Unidos, está mais exposto à pressão e influência exercidas pelo inglês, assinalou Amparo Morales, que coordena também a obra.

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Príncipe William representará Rainha na Nova Zelândia

O príncipe William de Inglaterra representará a sua avó, Isabel II, na sua primeira visita oficial à Nova Zelândia. Segundo publicou hoje o jornal The Daily Telegraph, a visita será para a inauguração do novo prédio do Supremo Tribunal em Wellington, capital do país.

Filho do príncipe Charles e da falecida Diana de Gales, de 27 anos, o jovem fará o seu primeiro grande discurso oficial.

O príncipe William visitará também a Austrália numa viagem semi-oficial financiada pela Rainha, conforme o mesmo jornal.

O chefe do governo australiano, Kevin Rudd, de ideologia republicana, ainda não informou se irá reunir-se com o futuro rei de Inglaterra.

O Buckingham Palace deixou claro nos últimos dias que a Rainha, de 83 anos, continuará a cumprir os seus compromissos oficiais, que são mais de 400 por ano, o dobro que a sua nora, a duquesa da Cornualha, que tem 20 anos menos.

Em Fevereiro, a Rainha e o seu marido, o duque de Edimburgo, cancelaram pela primeira vez uma viagem ao Médio Oriente devido à sobrecarga de trabalho.

Conforme o secretário privado do príncipe William, Jamie Lowther-Pinkerton, a viagem aos dois países será a primeira de uma série de compromissos oficiais.

"A prioridade continua a ser a sua carreira militar como piloto especializado em busca e resgate. Com o passar dos anos, fará mais viagens inevitavelmente".

O palácio de Buckingham confia que o príncipe William, mais popular que o seu pai, contribua com a imagem da monarquia britânica.

terça-feira, dezembro 15, 2009

PT conquista 50 mil novos clientes em Timor na rede móvel

A Timor Telecom (TT), participada da Portugal Telecom (PT), atingiu os 300
mil clientes, tendo a sua rede móvel crescido 50 mil novos clientes em apenas um mês, divulgou hoje o administrador-delegado, Manuel Amaro.

A empresa timorense do grupo PT está a ter um rápido crescimento, pelo que os objectivos traçados para este ano (atingir os 320 mil clientes até ao final de 2009) foram revistos em alta, tendo passado a ser de 330 mil, segundo anunciou a empresa.
"Ontem (domingo) tínhamos já atingido os 312 mil clientes, e com este rápido crescimento que estamos a ter, em que só num mês tivémos 50 mil novos clientes, decidimos rever os objectivos até ao final do ano", declarou Amaro, em conferência de imprensa.

O sucesso comercial da TT registado nos últimos dias está relacionado com a campanha de Natal, em que a empresa lançou a comercialização de dois telemóveis já com carregamento por cerca de 10 dólares (6,8 euros), entre outras iniciativas.
"Para festejar", como disse o administrador-delegado, a TT preparou um presente para os clientes do sistema pré-pago e outro para os clientes de pós-pago.

Cientistas portugueses condecorados em Londres

Os cientistas Carlos Caldas e Caetano Reis e Sousa, ambos a trabalhar no
Reino Unido (RU), recebem na dia amanhã, na embaixada portuguesa em Londres, a Ordem de Sant'iago da Espada. O título de Oficial desta Ordem, conferido formalmente no dia 10 Junho pelo Presidente da República, será entregue pela mão do embaixador António Santana Carlos.
Actualmente a dirigir uma unidade de investigação em Cambridge do Cancer Research Institute (CRI), Carlos Caldas manifestou-se contente por "enquanto português, ser reconhecido pelo país". Tendo em conta que esta insígnia é atribuída anualmente a personalidades que se tenham destacado pelo mérito literário, científico e artístico, o investigador saúda o facto de "a sociedade portuguesa dar valor à ciência".
Também Caetano Reis e Sousa manifestou uma "grande honra" em receber esta distinção, que diz reflectir o próprio trabalho e o da equipa que chefia em Londres, também no CRI. "É bom ser reconhecido, apesar de estar no estrangeiro", disse este investigador, que saiu de Portugal há 25 anos, em 1984, e concluiu os estudos secundários, licenciatura e doutoramento no RU, antes de trabalhar nos EUA.
Reis e Sousa mantém com o país de origem colaborações com colegas, participa em avaliações, recebendo frequentemente alunos e investigadores de instituições portuguesas.
Actualmente, Caldas, que saiu de Portugal há 21 anos, garante que não tem as portas fechadas.
Ambos mantêm ainda laços pessoais com Portugal, onde regressam com frequência, várias vezes acompanhados de colegas.

O embaixador, que sugeriu os dois nomes para as condecorações do Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, destacou o facto de ambos os investigadores terem um "trabalho notável" na área do cancro e são "um exemplo das pessoas de grande calibre que existem na comunidade portuguesa no Reino Unido, que é uma comunidade activa e diversificada".

Solana vai presidir novo centro de geopolítica na ESADE

Javier Solana, que até há pouco era o Alto Representante da UE para a Política Externa e Segurança, vai liderar o novo Centro de Economia Global e Geopolítica da ESADE, a consagrada escola de negócios espanhola.

Solana, 67 anos, que também já foi secretário-geral da NATO e mediador em vários conflitos, vai servir-se das suas três décadas de experiência nas relações internacionais para coordenar o novo centro da ESADE dedicado à análise geopolítica, boas práticas de governo e administração pública.
De acordo com os objectivos já enunciados por Javier Solana, a sua contribuição visa a abordagem daqueles temas em harmonia com elevados padrões de rigor e excelência reconhecidos àquela instituição de ensino pós-graduado.

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Martifer assegura contrato em leilão eólico no Brasil

A Martifer Renováveis assegurou hoje, no primeiro leilão de energia eólica do Brasil, um contrato para o fornecimento de electricidade a partir do seu parque eólico de Icaraí, no Estado do Ceará, um negócio que garantirá à empresa portuguesa uma receita de aproximadamente 72 milhões de euros.

No leilão, que durou mais de sete horas, a Martifer fechou um contrato de fornecimento de electricidade à rede brasileira, com um preço de 151,08 reais por megawatt hora (MWh), o correspondente a 58,7 euros por MWh, o que traduz um desconto de 20% face ao preço-base da licitação (189 reais por MWh). Como a electricidade que a Martifer Renováveis irá fornecer ao abrigo deste contrato é estimada em 1,23 milhões de MWh, a receita total que a Martifer deverá encaixar ao longo do contrato ascenderá a 185,4 milhões de reais (72 milhões de euros).

O leilão brasileiro de energia eólica previa o estabelecimento de contratos de 20 anos que pressupõem a disponibilização de electricidade de parques eólicos a partir de 2012. Designado como leilão de energia de reserva, visa dotar o Brasil de uma capacidade adicional de abastecimento eléctrico, diversificando a sua matriz energética actual. Para este leilão estavam inscritos vários grupos vendedores de electricidade. De Portugal chegaram a prestar garantias a EDP Renováveis e a Martifer. Os resultados do leilão, no entanto, mostram que a EDP Renováveis não firmou nenhum contrato de fornecimento de energia eólica. No leilão foram negociados no total contratos no valor de 19,6 mil milhões de reais (7,6 mil milhões de euros), tendo o preço de venda médio ficado em 148,39 reais (57,6 euros) por MWh, segundo as informações da Câmara de Comercialização de Energia.

Santos Silva em parada militar no Kosovo...

Augusto Santos Silva (ASS), Ministro da Defesa da República portuguesa visitou as tropas portuguesas no Kosovo. O ministro notou que se está a iniciar "um processo de redução gradual" de tropas no âmbito da missão da 'Kosovo Force' (KFOR) e que Portugal vai "acompanhar esse processo".
Imagino que tudo se deva ao tão famigerado défice. Se assim for as tropas regressarão à nação, terminando os "gastos absurdos" (na versão da Esquerda do PS/Bloco de Esquerda).

Mas, no meio do ridículo da notícia e do que nela está implícito, detive-me num detalhe da fotografia que está supra.
Repare-se na cara de ASS, num misto de orgulho pátrio a pender para o descaramento, a que se soma um certo regozijo de quem diz "quem havia de dizer aos meus paizinhos...".
É óbvio que a leitura do facies de ASS é sempre um bocadinho tendenciosa e depende da vontade do freguês, mas veja-se o sorrisinho com atenção.
A sua postura até denuncia uma vénia a não se sabe qual autoridade. Não imagino, e não estava de certeza, superior hierárquico algum na parada. A não ser que se vergasse ao peso do défice. Só pode ser isso!
Gaffes a seguir a gaffes.

CPLP: Confederação Empresarial dos oito nasce em Bissau

Os empresários da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) criaram ontem em Bissau uma confederação empresarial, instrumento que consideram "estratégico" para uma nova dinâmica no espaço lusófono.

A criação da confederação foi decidida por unanimidade na reunião da assembleia-geral extraordinária do Conselho Empresarial da CPLP, declarou aos jornalistas Jorge Rocha de Matos, presidente da AIP (Associação Industrial Portuguesa).
De acordo com Rocha de Matos, que presidiu à reunião que, na prática transformou o até aqui Conselho Empresarial da CPLP numa confederação, a intenção é levar os países lusófonos a formarem um novo bloco económico com o qual poderão participar na economia global.
"É o princípio de uma nova era a nível empresarial" no qual cada país deverá potenciar a sua integração na sua organização regional a favor dos restantes estados lusófonos, defendeu Rocha de Matos.

"Hoje, aqui em Bissau, estamos a constituir um importante instrumento de cooperação empresarial com o qual vamos deixar de competir uns com os outros" a passar a haver "complementaridade entre os nossos países e economias", disse ainda o presidente da AIP.
Por seu turno, Francisco Murteira Nabo, na sua qualidade de presidente da ELO e representante de Portugal no extinto Conselho Empresarial da CPLP, defendeu que o que se pretende é ter a confederação em pleno funcionamento até meados de 2010, altura em que a presidência da CPLP passará de Portugal para Angola.
Eduardo Neto, presidente da Confederação da Indústria do Brasil, assinalou, por seu turno, que se assiste "a uma verdadeira revolução global na dinâmica económica" que será proporcionada pelos oito países da língua portuguesa.

Um fundo financeiro, cujo montante ainda está a ser estudado, será criado para dar cobertura às iniciativas no âmbito da confederação ora criada, mas para já foi entregue ao presidente da Câmara do Comércio, Indústria e Agricultura (CCIA) da Guiné-Bissau a presidência da instituição. Os actuais corpos sociais do conselho empresarial transitam automaticamente para as estruturas da confederação empresarial da CPLP.
De acordo com, Francisco Mantero, secretário-geral do extinto Conselho Empresarial, as transacções económicas dos oito países da CPLP à escala global representam cerca de 60 mil milhões de dólares, mas apenas 2% são feitas entre si.
Com a criação da Confederação, os oito estados lusófonos pretendem alterar radicalmente estes dados, o que, sublinhou, Mantero, passará pelo incremento de mais trocas comerciais entre os países da CPLP.

Catalunha: 94,7% quer independência e encara referendo como "revolta popular pacífica"

Mais de 700 mil catalães participaram domingo numa consulta popular não vinculativa, sobre a independência da região autónoma.

A independência da Catalunha em relação a Espanha foi defendida pela quase totalidade dos eleitores (94,7%) que votaram em 166 municípios daquela região espanhol anuma consulta não vinculativa, divulgou a Coordenadora Nacional (CN). Dados que segundo a CN das consultas justificam que o parlamento regional convoque um "referendo vinculativo" sobre o tema para 25 de Abril próximo. Os resultados foram divulgados ao final da noite de ontem pela CN que confirmou terem participado cerca de 30% dos 700 mil eleitores que podiam votar nos locais onde foi realizada a consulta.

Ontem, perguntava-se se concordavam que "a nação catalã seja um estado de direito, independente, democrático e social integrado na União Europeia". A consulta foi seguida por 34 observadores internacionais.

Joan Solé Rovira, de 85 anos, foi um dos primeiros eleitores a depositar o seu voto no município de Constantí, Tarragona. Nem a chuva nem o frio detiveram este octagenário que encara esta data como "um dia histórico", porque acredita que a independência da região que considera ser o seu "país está cada vez mais perto". Caminhando com a ajuda de duas bengalas e acompanhado pelo seu genro, Joan Solé, à saída da mesa de voto instalada na Câmara Municipal, o idoso reconheceu que estava "emocionado" por poder "viver esta realidade" que é, no seu entender, "uma revolta popular pacifica". "Nós, os catalães estamos cansados que Madrid mande na Catalunha. Esta votação é uma mensagem que o povo quer mandar aos políticos para que saibam que país queremos e que estamos fartos que nos ignorem", salientou.
Apesar de estar consciente de que a consulta popular não é vinculativa, Solé sentia-se "satisfeito só pelo facto de poder opinar sobre a independência" da região, considerando que a Catalunha tem perdido peso político e económico. "Espanha sempre nos utilizou e enganou, por isso o povo está cansado e vota pela independência", explicou o octagenário, sublinhando que apesar da sua avançada idade já não desfrutará de uma "Catalunha soberana e independente da Espanha".

Por seu lado, o líder da Esquerda Republicana da Catalunha em Tarragona, o independentista Sergi Rios explicou que a visibilidade mediática da consulta vai obrigar que o Estado espanhol "não ignore a vontade do povo catalão".

Guiné Conacri: Grupo contacto defende envio de militares. Junta militar responde que é "declaração de guerra"

O Grupo de contacto (GC) internacional sobre a Guiné Conacri preconizou, domingo em Uagadugu, o envio "de elementos civis e militares" para a Guiné, com a missão de "instaurar um clima de segurança para a população" guineense.

"O GC reitera o seu apelo de 12 de Outubro de 2009, à Comunidade Económica dos Estados da África do Oeste (CEDEAO), para constituir, em consulta com o mediador (o presidente do Burkina Faso, Blaise Compaoré) e a ajuda dos seus parceiros, uma missão internacional de observação", segundo o seu comunicado final.
Esta missão "será composta de elementos civis e militares, que devem contribuir (...) para a instauração de um clima de segurança para a população e a protecção das instituições e principais os actores da transição", precisou.

Esta proposta já teve resposta da junta militar.
Um porta-voz da junta da Guiné Conacri advertiu domingo em Uagadugu que o envio para o seu país de militares estrangeiros será considerado como "uma declaração de guerra".
"Eles (os membros do GC internacional sobre a Guiné) falaram do envio de observadores militares ou de uma força qualquer para o território guineense", declarou perante a imprensa o ministro-secretário permanente do Conselho Nacional para a Democracia e o Desenvolvimento (CNDD, junta), o coronel Moussa Keïta.
"Esta manhã não hesitei, em nome do governo, a dizer a esse grupo de contacto que para nós, governo, o envio de qualquer força estrangeira para solo guineense sem a autorização prévia do governo será considerado como uma infracção à autoridade do Estado e a integridade do território nacional (...), uma declaração de guerra", disse.

[Temos aqui vindo a acompanhar a situação na Guiné Conacri e, das duas uma, ou a CEDEAO intervém, por ter legitimade para isso, tal como o grupo de contacto sugere, tentando pacificar a situação no país ou a situação mantém-se incontrolável. A população está, neste momento, nas mãos de um chefe militar desvairado e que lembra os ditadores africanos de há uns anos atrás.]

quinta-feira, dezembro 10, 2009

500 mil albaneses reunidos para pedir adesão à UE

Meio milhão de albaneses – num país de apenas três milhões de habitantes – reuniu-se ontem, em Tirana, para apelar à adesão do país à União Europeia, por ocasião do aniversário do 19.º aniversário das manifestações anticomunistas. Uma manifestação que decorreu, simbolicamente, ao som do “Final Countdown” dos Europe.

Algo impensável há alguns anos, dizem os analistas.
A mensagem de Sali Berish, o primeiro-ministro, é clara: “Fizemos cair o nosso Muro de Berlim. E agora avançamos rapidamente no nosso sonho de de integrar a Albânia na Europa.”
Tirana apresentou a candidatura oficial à União Europeia em Abril e aguarda, agora, o parecer de Bruxelas.

Espanhol é a língua mais consensual, diz nova gramática

A nova gramática do espanhol, que demorou onze anos a fazer e envolveu 22 academias da língua espanhola, é reconhecida já por unir e fortalecer a língua, a nível global, face à pressão do inglês.

Classificada com uma obra "colectiva, consensual e ambiciosa", capaz de reflectir os aspectos mais importantes do espanhol, está no mercado global como um instrumento que os hispanofalantes querem usar para reforçar o papel do espanhol no mundo.
Responsáveis das academias de todos os países de língua oficial espanhola que colaboraram no projecto sem precedentes reconhecem que o espanhol é das línguas universais a que tem uma gramática mais consensual.
Quase quatro mil páginas que contêm 40 mil exemplos, entre eles 18.977 extraídos de 3.767 obras de escritores de todos os países de língua espanhola e de 3.381 citações de 307 jornais e revistas.
Madrid conhece hoje, oficialmente, os dois primeiros volumes desta obra (Morfologia e Sintaxe), esperando-se dentro de meses o volume dedicado à Fonética e à Fonologia. Para já são cinco quilos, que custam 120 euros.

Brasil: Senado homenageia português Pedro Teixeira

O Senado brasileiro homenageia esta quinta-feira, em sessão especial, o militar e navegador português Pedro Teixeira, um dos principais vultos da História de Portugal e Brasil e, ao longo de quatro séculos, um herói desconhecido.

A iniciativa é do senador Aloísio Mercadante e o objectivo é resgatar a memória de Pedro Teixeira, incluindo-a no Livro dos Heróis da Pátria, no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves.
"Pedro Teixeira é um herói esquecido da historiografia brasileira e portuguesa, porque a sua epopeia foi apagada na época do domínio espanhol. Mas queremos recuperar isto", disse Aloísio Mercadante, do Partido dos Trabalhores (PT), que subscreve o projecto-lei na origem da homenagem de hoje.

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Expo2010: Taiwan protesta por estar incluída no Pavilhão China

Taiwan vai apresentar um protesto aos organizadores da Expo 2010, que decorrerá entre 1 de Maio e 31 de Outubro em Xangai, por ter sido incluída no Pavilhão da China, ao lado de Macau e Hong Kong.

O responsável pela participação de Taiwan na Expo 2010, Tsai Wen-kai, disse hoje que a inclusão da ilha no Pavilhão da China viola as condições do contrato assinado com a organização do evento mundial, uma vez que ficou acordada a localização do pavilhão na zona A, ao lado dos países asiáticos.
A inclusão no Pavilhão da China “implica que Taiwan é parte do território chinês”, sustentou.
Também o vice-presidente do Conselho para os Assuntos do Continente chinês em Taipé (MAC, na sigla inglesa), Liu Te-shun, considerou a situação como “definitivamente não apropriada” e apoia a decisão de Taiwan de apresentar um protesto junto da organização da Expo Xangai.

Segundo o "master plan" do recinto da Expo 2010, a zona A vai alojar o Pavilhão da China, com 47 mil metros quadrados, um pavilhão regional comum, com 38 mil metros quadrados, bem como as participações de Macau, Hong Kong e Taiwan numa área de 3.300 metros quadrados, além dos pavilhões da Ásia, com excepção dos países do Sudeste Asiático.
Taiwan - a ilha onde se refugiou o governo nacionalista chinês depois da tomada do poder pelo Partido Comunista em 1949 - é vista por Pequim como uma província da China e não uma entidade politica soberana.
O governo chinês defende a “reunificação pacífica”, segundo a mesma fórmula adoptada para Hong Kong e Macau (“um país, dois sistemas”), mas ameaça “usar a força” se a ilha declarar a independência.

Os trabalhos de construção do pavilhão de Taiwan, que terá a forma de uma montanha, arrancaram a 17 de Agosto e deverão estar concluídos em Março de 2010.
A Expo 2010, sob o tema “Melhor Cidade, Melhor Qualidade", será o maior acontecimento internacional organizado pela China depois dos Jogos Olímpicos de Pequim, com a participação de mais de 240 países e instituições, e deverá atrair 70 milhões de visitantes, 5% dos quais estrangeiros.
O certame estender-se-á por 528 hectares (dez vezes a área da Expo 1998, em Lisboa), ao longo das duas margens do rio Huangpu, o afluente do Yangtze que atravessa Xangai.


Guiné-Bissau: Malam Bacai Sanhá vai ser transferido para hospital de Paris

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, disse hoje que o presidente do país, Malam Bacai Sanhá, actualmente em Dacar, Senegal, a receber tratamento médico, vai ser transferido para o hospital militar Val-de-Grâce em Paris, França.

"Naturalmente que é dever do governo prestar a melhor assistência ao primeiro magistrado da Nação. Nós pedimos, efectivamente, apoio do governo francês que já se disponibilizou e pensamos que ainda hoje o mais tardar seguirá para Paris para o Hospital Valle de Grace", disse o chefe do governo guineense. O presidente Sanhá foi transferido quinta-feira para Dacar devido a razões de saúde, tendo acabado por ser canceladas as visitas oficiais que iria realizar a Portugal e ao Brasil. Carlos Gomes Júnior falava aos jornalistas depois de um encontro com o antigo chefe de Estado Kumba Ialá, que pediu uma audiência com o primeiro-ministro para obter informações sobre o estado de saúde do Presidente guineense. Segundo Kumba Ialá, também líder do maior partido da oposição do país, o Partido de Renovação Social, o Presidente Malam Bacai Sanhá "está bem e em recuperação".

Guiné Conacri:Paris desmente rumores alegada preparação golpe

A França "desmente energicamente" os "rumores absurdos" que relacionam o seu ministro dos Negócios Estrangeiros e serviços franceses com uma alegada tentativa de golpe de estado na República da Guiné, frisou hoje o porta-voz do Quai d'Orsay.

"Tratam-se de rumores absurdos que desmentimos energicamente. Nem vale a pena perder mais tempo com polémicas estéreis", acrescentou o porta-voz Bernard Valero.
O desmentido surgiu em resposta à alegação propalada horas antes, em Conacri, pelo porta-voz da Junta Militar no poder, Idrisa Cherif, que acusou o ministro Bernard Kouchner e "serviços franceses" de envolvimento na preparação de um golpe de estado.

[As Guinés e a estabilidade nunca antes havida...]

Mota-Engil quer empresas no México e Brasil

A Mota-Engil está a estudar a aquisição de uma empresa de construção no México, país onde a empresa já detém a concessão de uma auto-estrada e está perto de fechar a compra de 50% de uma empresa brasileira de tratamento de resíduos, disse o presidente-executivo do grupo português.

Jorge Coelho salientou que o México, ao lado de Brasil e Peru, integra o "pólo de internacionalização" das actividades do grupo português no continente americano. "No México, estamos a concorrer a mais concursos na área das auto-estradas e estudamos a aquisição de uma empresa de construção, se tudo correr bem", afirmou. Actualmente, a Mota-Engil está a construir uma auto-estrada de 60 quilómetros de extensão entre Vera Cruz e a Cidade do México, num investimento de 350 milhões de euros, com conclusão em 2011. Coelho, que está no Brasil para as negociações finais para a aquisição de uma participação numa empresa de tratamento de resíduos, avançou que a área de obras públicas também desperta a atenção do grupo, no Peru. Actualmente, o grupo português detém a concessão para operação do porto de Paita, o segundo maior do Peru, num investimento de 100 milhões de euros. A concessão do porto de Paita, no norte do Peru, foi ganha pelo consórcio Terminales Portuários Euroandinos, no qual a Mota-Engil tem uma participação de 50%, através das suas participadas portuguesa Tertir e peruana Tranlei.

terça-feira, dezembro 08, 2009

Recuperação Mosteiro Tibães teve Ouro na Bienal «Miami Beach»

O projecto de recuperação e reabilitação do Mosteiro de Tibães, em Braga, obteve a Medalha de Ouro na Bienal de "Miami Beach 2009", Estados Unidos, categoria de Restauro Arquitectónico.

O projecto, coordenado pelo arquitecto João Carlos dos Santos e pela arquitecta paisagista Maria João Dias Costa, concorreu ao galardão da arquitectura internacional, organizado pelo Instituto Americano de Arquitectos (AIA), pela Sociedade Americana de Arquitectos Paisagistas e pela Federação Pan-Americana de Associações de Arquitectos (PAFAA).
A candidatura ao prémio foi feita após a conclusão das obras de recuperação e reabilitação do Noviciado, Ala Sul e Claustro do Refeitório, promovidas pelo Ministério da Cultura através da Direcção Regional de Cultura do Norte.

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Universidade Católica é única portuguesa nos rankings do Financial Times

A Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa (FCEE-Católica) quer estar nas 20 melhores escolas da Europa daqui a dez anos e continua a ser a única escola portuguesa a surgir nos rankings do Financial Times (FT).

Em Maio passado, a Católica apareceu em 17º lugar a nível europeu (entre as Top Business Schools) e em 37º lugar no mundo nos rankings para a formação de executivos, subindo duas posições em relação a 2008.
Ainda assim, se tivermos em conta o ranking global que foi agora publicado (que combina a média de vários rankings que as escolas europeias obtiveram nos MBA, Executive MBA, Mestrados em Gestão e Formação de Executivos) a Católica aparece em 58ª posição, ou seja, caiu 11 posições, já que em 2008 estava em 47º lugar.
De acordo com a Directora da FCEE-Católica, a professora Fátima Barros, a justificar esta descida ligeira no ranking global em relação ao ano passado está "a entrada de novas escolas muito competitivas".
"No fundo isto é um jogo. Entrámos na liga [em 2007] e estamos na primeira divisão. Este ano entraram novas escolas logo é natural que as posições se alterem" explicou Fátima Barros depois de sublinhar que a Católica sente "um grande orgulho por ser a escola que coloca o nome de Portugal nos prestigiados rankings do Financial Times".

90% dos alunos com emprego garantido
A mesma responsável avançou ainda que a meta passa por conseguir estar nas 20 melhores escolas em dez anos e que 90% dos alunos [destes mestrados] obtiveram emprego mesmo antes de terminarem o curso.
"A reforma de Bolonha é muito recente em Portugal e não permite ainda que os novos mestrados de gestão pre-experience se possam candidatar aos rankings do FT. Quando tivermos a capacidade de concorrer em todas as dimensões, a faculdade vai aproximar-se rapidamente do seu objectivo de estar entre as 20 melhores da Europa", disse.
Por isso, a faculdade vai continuar "a apostar na estratégia de internacionalização, no recrutamento dos melhores professores do mercado norte-americano e na formação de executivos além fronteiras, nomeadamente na Polónia e em Angola. O objectivo passa ainda por atrair para Portugal alunos estrangeiros de muito boa qualidade".

Para já, a HEC de Paris mantém o primeiro lugar [já desde 2007], com os seus mestrados em gestão. Os seus alunos entram no mercado de trabalho a ganhar mais de 72 mil euros por ano. Segue-se a London Business School, o Insead e a Suíça IMD. Espanha tem quatro escolas distinguidas, três entre as oito primeiras.

Macau/10 anos: Stanley Ho, uma ausência de que não se fala

Stanley Ho, um dos grandes ícones de Macau, continua numa cama de hospital em Hong Kong, ausente há quatro meses do território onde domina os casinos, num estado clínico que é um "segredo bem guardado".

Em Macau quase não se fala da ausência desde Julho do homem que lidera há quase 50 anos o jogo e grande parte da economia de Macau, mas a sua doença provocou um vazio na paisagem, idêntico ao "desaparecimento" do Farol da Guia, cercado pelos novos arranha-céus.
Desde Julho, que Stanley, 88 anos, está hospitalizado, sem que se saibam os pormenores, nem existindo públicas reacções dos reguladores de Macau e de Hong Kong, apesar da sua SJM deter uma quota de 31% no jogo de Macau e de estar cotada na exigente bolsa da ex-colónia britânica.

Timor-Leste: Fronteiras com Indonésia discutidas em Bali

Timor-Leste e a Indonésia iniciam hoje em Bali uma ronda de negociações sobre as delimitações fronteiriças, aproveitando a realização naquela ilha indonésia do Fórum da Democracia, destinado a aprofundar a democracia na Ásia.

O Fórum da Democracia, que decorre até ao dia 12, será aberto pelo Presidente indonésio, Susilo Bambang e tem a presença confirmada de representantes de 29 países, entre os quais o primeiro-ministro japonês Yukio Hatoyama, e de Timor-Leste, Xanana Gusmão.
A Austrália e a Nova Zelândia, que têm forças militares estacionadas em Timor-leste, estarão representadas, respectivamente, pelos seus ministros dos Negócios Estrangeiros, Brendan O'Connor, e da Imigração, Jonathan Coleman.

sábado, dezembro 05, 2009

Selecção fica em Gauteng

À primeira vista Gauteng parece uma boa escolha.
Ainda que leigo na matéria, é do conhimento geral que o treino em altitude melhora os índices físicos porque aumenta o número de glóbulos vermelhos na corrente sanguínea e consequentemente aumenta a oxigenação dos músculos.

Sendo uma província situada num planalto a alguma altitude e cujo pico mais alto atinge aproximadamente a mesma elevação que a Serra da Estrela sugere uma boa aposta dos técnicos da selecção.

Há concerteza que dar tempo para uma adaptação dos jogadores de forma a que no primeiro e decisivo jogo com a Costa do Marfim os jogadores já estejam fisicamente num topo de forma após a adaptação inicial ao treino em altitude.

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Presidente da Guiné-Equatorial reeleito com 95 por cento dos votos

A comissão eleitoral da Guiné-Equatorial declarou, esta quinta-feira, o resultado das eleições presidenciais realizadas no passado dia 29 de Novembro.

Com mais de 95% dos votos, Teodoro Obiang Nguema, que está no poder desde 1979, viu renovado o seu mandato. De acordo com os dados oficiais, a taxa de participação foi de 93%. O candidato derrotado, Plácido Mico Abogo, já garantira, no domingo, que não iria "aceitar os resultados" do escrutínio, que, prognosticou, "não serão credíveis". Também diversas organizações dos direitos humanos denunciaram a existência de irregularidades no processo eleitoral. Opinião diferente teve a CEDEAO - Comunidade Económica de Estados da África Central, que declarou a eleição "livre, transparente e credível".

[A CEDEAO no seu melhor. Eleições "livres e transparentes" só pode ser brincadeira.]

Doença súbita do PR guineense leva ao adiamento da visita a Portugal

Razões de saúde obrigaram Malam Bacai Sanhá a adiar a sua visita oficial a Portugal, que estava marcada para os dias 4 e 5 de Dezembro.
Em comunicado divulgado pela presidência guineense garante-se que "os diagnósticos preliminares não revelaram elementos de preocupação". Os motivos concretos da "súbita indisposição" que afectou Sanhá não foram divulgados, mas circulam rumores de que o presidente guineense pode ter sofrido uma crise de diabetes. Também em comunicado, Cavaco Silva informou ter já transmitido "os seus desejos de pronto restabelecimento ao seu homólogo guineense".
[E a coincidência do ataque dos soldados "renegados" da Guiné Conacri...]

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Guiné-Conacri: Soldados renegados disparam contra presidente

Soldados renegados dispararam hoje contra o presidente da Guiné Conacri, Moussa "Dadis" Camara, disse um porta-voz governamental.

O ministro das Comunicações, Idrissa Cherif, disse que o Presidente está bem mas rejeitou comentar se ele foi ou não ferido.
O presidente Camara tomou o poder através de uma intentona militar, há 11 meses, mas têm circulado rumores de que existem profundas divisões nas forças armadas.



Macau e Timor têm condições para se manterem independentes

O presidente da Fundação Oriente, Carlos Monjardino, perspectiva um bom futuro para Macau e Timor-Leste, afirmando que o território e o país têm as condições necessárias para continuarem a ser independentes.

"Macau tem os meios para continuar a ter alguma independência dentro da China: tem riqueza própria, gera riqueza e pode manter-se relativamente independente dentro do seu estatuto", disse.
Monjardino falava à margem do seminário internacional "Dez Anos Depois: Timor e Macau", que decorreu hoje no Museu do Oriente, em Lisboa.

Gomes Cravinho visita Austrália, Indonésia e Timor-Leste

O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Gomes Cravinho, realiza de 7 a 16 de Dezembro uma visita oficial à Austrália, Indonésia e Timor-Leste para fortalecer as relações de Portugal com esses países.

"Na Austrália vou sedimentar o relacionamento entre Portugal, a Austrália e Timor-Leste", disse o secretário de Estado.
Gomes Cravinho falava à margem do Seminário Internacional "Dez Anos Depois: Timor e Macau", que se realizou hoje no Museu do Oriente, em Lisboa.

[Era bom que não se esquecesse de resolver os problemas do ensino do português, principalmente em Timor, problemas esses que se têm arrastado.]