terça-feira, junho 14, 2005

Gonçalves, Cunhal e Andrade

Por este meio presto homenagem a três homens que marcaram a vida do nosso país durante o último século.

Homenagem porque influênciaram muitas pessoas, muitos homens e mulheres que se sentiram tocados por estas figuras.

Muito já se disse sobre estes homens. Gonçalves, ex-PM, foi responsável por algumas coisas más que ocorreram no pós revolução. A ideologia que marcou Portugal e que nos atrasou anos. A estas críticas, junta-se Cunhal, arauto de uma democracia muito especial, que ainda hoje ilude alguns (Bernardino Soares e a sua democracia Norte Coreana), responsável maior pela tremideira inicial da jovem democracia.

Estas críticas são justas, mas são justos também os elogios na luta contra a ditadura, no derrube de um regime podre e restritivo. Por isso merecem respeito, ainda que a visão do mundo que possuiam fosse deturpada. O papel destes homens acaba por ser decisivo para o benéfico e para o destruidor.

Cunhal por outro lado demonstra noutras áreas toda a sua capacidade. Além de um político hábil (mas claramente oposto à minha visão do mundo e da democracia), perdeu-se um escritor de alta visão e qualidade, que ficcionando realça as dificuldades reais e traça com as suas linhas uma verdade histórica inesquecivel.

Aqui se liga a Andrade, Vulto maior da cultura portuguesa, representa o que de mais puro e belo a nossa língua, cultura e saber consegue produzir. Dos três será provavelmente aquele que irá perdurar, aquele que tocará no âmago das emoções das pessoas através dos tempos. Por isso a devida vénia, daquele que juntamente com Pessoa, O'Neill, e alguns outros dignificam a portugalidade, mas mais importante, a Humanidade.

sexta-feira, junho 10, 2005

Incêndios

Com muita tristeza olho para a floresta queimada em Portugal e penso na incompetência dos nossos políticos, que não governam ou gerem um país, e sinceramente dá-me a sensação de que eles têm gosto e destruir o que existe.

Já nem falo das medidas de Sócrates para combater um défice (suspeito), nem do governo PS propriamente.

Isto vem de trás, muito atrás, em que sucessivos Governos não elaboram planos para minimizar este flagelo.

Como é possível num País que se pensa do primeiro mundo, não existirem meios aéreos próprios para combater incêndios, que afligem todos os anos as nossas populações.

Como é possível com um ano que se previa quente e propício a fogos, os meios aéreos não estarem disponíveis durante um mês e meio da época oficial de fogos.

Como é possível não existirem Canadair's e helicópteros dependentes do SNBPC, seja na força aérea seja onde fôr.

Não somos nada mais do que terceiro mundistas. Ainda falam da Europa, Conseguimos ser ultrapassados por todos!!

terça-feira, maio 17, 2005

Futebol Português

Muito se fala em Portugal acerca de Futebol.
Muitos são aqueles que lançam opiniões mais ou menos fundamentadas.

Ora também tenho muitas opiniões acerca deste desporto e por isso decidi emitir uma opinião acerca da qualidade do campeonato Luso.

Realmente quando vejo os jogos do nosso campeonato de futebol, sinto que a qualidade do futebol praticado é relativamente baixa.

Muitos defendem que o campeonato português é nivelado por baixo.

Eu, sinceramente não penso que seja bem assim.
Porquê?

Primeiro porque e ainda bem, que o campeonato está mais competitivo. Há quantos anos não se assistia a uma competição tão renhida.

Por outro lado os clubes ditos mais pequenos já não jogam para o empate constantemente.

Diz-se que o campeonato está mais fraco apenas porque os grandes perdem mais pontos.

Mas o busílis está aqui. Se o campeonato português de futebol, vulgo Superliga, está mais fraco e nivelado por baixo, como é que em três anos, dois clubes estão nas meias finais da taça UEFA, um deles ganha a Taça, no ano seguinte um clube português ganha a Liga dos Campeões e no ano seguinte outro clube atinge a final da Taça UEFA.

Sinceramente não acredito que o nosso campeonato esteja nivelado por baixo.

A minha teoria é que os àrbitros no estrangeiro sabem deixar correr melhor um jogo. Se um àrbitro inglês viesse cá ao nosso reduto, simplesmente não apitaria metade das faltas que um àrbitro português apita.

sexta-feira, abril 29, 2005

Ivo Ferreira e a Vocação Mundial de Portugal

Este caso em que um português está desamparado num país estrangeiro, sem sequer o estado português fazer algo para o ajudar, e o embaixador (que nem é nesse país) se queixar de falta de meios, é no mínimo aterrador.

Como é possível um país que supostamente se deveria orgulhar da sua vocação mundial de séculos, ter falta de meios nas embaixadas.

Acrescenta a isto o facto de o local em questão, o Dubai e toda a zona do mar vermelho, ter ligações históricas fortes com Portugal.

É vergonhoso, e demonstra que a nossa cultura está a ser delapidada, e consequentemente irá morrer, porque quem dirige os nossos destinos está a ceifar a portugalidade.

Além disso há algo de que nos orgulhamos (ou deveriamos) e que não está a ser bem tratado, que é o facto de dizermos e com alguma razão que há um Português em qualquer recanto do mundo.

Depois o que se vê, é a hipocrisia de um Ministério dos Negócios estrangeiros, que apenas age após os média darem conta do assunto, e falsamente dizer que estava a "acompanhar o caso desde o início"

Eu digo, não atirem areia para os olhos das pessoas. É mais bonito admitir os erros ainda que inadmissíveis do que enganar as pessoas.

Temos de proteger a nossa gente, de trabalhar para ela. É esse o dever de um estado.
A própria influência de Portugal no mundo tem-se perdido, não apenas devido a factores económicos, mas principalmente na demissão por parte dos governantes de cumprir os desígnios criados desde há séculos pela nossa gente.

É uma vergonha o que estes portugueses no poder de hoje, fazem aos portugueses de outrora.

terça-feira, abril 26, 2005

Escravidão

É demasiadamente triste ver que existem ainda portugueses que se tornam escravos de outros povos.

Falamos nos "nuestros Hermanos". Irmãos de quem? Nossos não são concerteza.
Os Portugueses ainda vão na conversa de um povo que desde o início da Portugalidade sempre nos tenta passar a perna.

Nunca fomos ajudados por espanhóis, nem previsivelmente seremos. Obviamente não deveremos escamotea-los, mas nunca cair na suposta amizade.

Devemos ser superiores, superiores culturalmente e mentalmente.

Portugal tem de Renascer para aquilo que poderá atingir.

Vemos portugueses que são maltratados em espanha, na irlanda e outros locais.

Quem são eles. Ninguém a quem os portugueses devam alguma coisa. Olhemos para trás e comparemos estes povos connosco. veremos que Portugal sempreVoou mais alto.

Temos que voltar a pensar assim.

quinta-feira, abril 21, 2005

Mais um interregno

O tempo e também a inspiração têem escasseado para poder escrever mais neste blogue.
No entanto a crítica continua, e este espaço está sempre aberto a outras opiniões.

E é só esperar pelas primeiras hecatombes de Sócrates.

segunda-feira, março 14, 2005

Para Meditar

ESSA È QUE È ESSA:..............

VAMOS MEDITAR.....

"Na Noruega, o horário de trabalho começa cedo (às 8 horas) e acaba cedo (às 15.30).
As mães e os pais noruegueses têm uma parte
significativa dos seus dias para serem pais, para proporcionar aos filhos algo mais do
que um serão de televisão ou videojogos.
Têm um ano de licença de maternidade e nunca ouviram falar de despedimentos por gravidez."


"A riqueza que produzem nos seus trabalhos garante-lhes o maior nível
salarial da Europa. Que é também, desculpem-me os menos sensíveis ao argumento, o mais igualitário.
Todos descontam um IRS limpo e transparente que não é depois desbaratado em rotundas e estatuária kitsh, nem em auto-estradas (só têm 200 quilómetros dessas «alavancas de
progresso»), nem em Expos e Euros."


"É tempo de os empresários portugueses constatarem que, na Noruega, a
fuga ao fisco não é uma «vantagem competitiva». Ali, o cruzamento de dados «devassa» as contas bancárias, as apólices de seguros, as propriedades móveis e imóveis e as «ofertas» de património a familiares que, em Portugal, país de gentes inventivas, garantem anonimato aos
crimes e «confundem» os poucos olhos que se dedicam ao combate à fraude económica."


"Mais do que os costumeiros «bons negócios», deviam os empresários portugueses pôr os olhos naquilo que a Noruega tem para nos ensinar.
E, já agora, os políticos.
Numa crónica inspirada, o correspondente da TSF naquele país, afiança que os ministros não se medem pelas gravatas, nem pela alta cilindrada das suas frotas. Pelo contrário, andam de metro, e não se ofendem quando os tratam por tu.
Aqui, cada ministério faz uso de dezenas de carros topo de gama, com vidros fumados para não dar lastro às ideias de transparência dos cidadãos. Os ministros portugueses fazem-se preceder
de batedores motorizados, poluem o ambiente, dão maus exemplos e gastam a rodos o dinheiro que escasseia para assuntos verdadeiramente importantes."


"Mais: os noruegueses sabem que não se «projecta o nome do país» com despesismos faraónicos, basta ser-se sensato e fazer da gestão das contas públicas um exercício de ética e responsabilidade. Arafat e Rabin assinaram um tratado de paz em Oslo. E, que se saiba, não foi
preciso desbaratarem milhões de contos para que o nome da capital
norueguesa corresse mundo por uma boa causa."


"Até os clubes de futebol noruegueses, que pedem meças aos seus congéneres lusos em competições internacionais, nunca precisaram de pagar aos seus jogadores 400 salários mínimo por mês para que estes joguem à bola.
Nas gélidas terras dos vikings conheci empresários portugueses que ali montaram negócios florescentes. Um deles, isolado numa ilha acima do círculo polar Árctico, deixava elogios rasgados à «social-democracia nórdica». Ao tempo para viver e à segurança social."

"Ali, naquele país, também há patos-bravos. Mas para os vermos precisamos de apontar binóculos para o céu. Não andam de jipe e óculos escuros. Não clamam por messias nem por prebendas. Não se queixam do «excessivo peso do Estado», para depois exigirem isenções e
subsídios."



É tempo de aprendermos que os bárbaros somos nós.
Seria meio caminho andado para nos civilizarmos.

É por isso o país mais desenvolvido do mundo segundo a ONU, e também para aqueles que pensam que as monarquias não são democráticas e são algo do Século XIX, a Noruega é uma Monarquia.

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Educação Cívica

Concordo plenamente que os currículos usados em Portugal são algo desadequados.

Uma aula de educação cívica que explicasse como funcionam as instituições, a democracia, o estado, era algo de essencial.

Aliás também será por isso, por exemplo, que os Portugueses fogem aos impostos. Não existe em muitos portugueses uma consciência cívica e de cidadania.

Mas num país em que a sua própria história é completamente desvalorizada, e eu penso que era essencial pelo menos até ao nono ano existir uma disciplina de história de Portugal, não é de admirar este estado de coisas.

Ressalvo que não defendo este ensino por razões de patriotismo absurdo ou saudosismo, mas porque encaro que uma das razões porque neste momento Portugal passa por uma crise de identidade é exactamente o desconhecimento da nossa cultura, das nossas capacidades ou seja da nossa posição do mundo.

Voltando ao assunto anterior, podíamos sempre optar pela solução extrema brasileira, que é a obrigatoriedade do voto.

No entanto penso que a educação cívica dos portugueses é a solução mais adequada e com menos anticorpos nos cidadãos.

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Os macaquinhos dos legisladores

Está a acontecer-me algo que só pensava possível em termos imaginários.

A história começa quando dada noite a retirar o carro do estacionamento, recuo, e quando vou sair o carro vai-se abaixo e descai encostando ligeiramente noutro que estava estacionado.

Até aqui tudo bem, cumpri o meu dever de cidadão, fui prestar declarações, tudo correcto.

O insólito vem depois.

Quando pensava que tudo estava resolvido recebo uma multa de 30€, por ter feito marcha atrás. Uma boa justificação, sem dúvida.

Isto porque temos um artigo no código da estrada, o 46, que regula a manobra.

Ainda estou a pensar onde a quebrei.

Além disso a infracção é considerada grave, o que significa que posso ficar sem carta de 1 a 12 meses.

Ora expliquem-me como é que tirar o carro estacionamento pode ser considerada um atentado criminoso na estrada, tendo em conta que foi tudo feito segundo as regras.

O Legislador é um ser pensante?

E pior, o polícia que nem viu a situação também é um ser pensante?

Eleições 2005 - Votos

Venho aqui demonstrar dados que apenas os meios de informação escrita revelam, o que mostra que a imprensa será sempre importantíssima na explicação da realidade, e sublinha as limitações das televisões ou rádios.

São dados que vale a pena ver e que interessarão sobretudo a quem gosta de política.

Falam do Sucesso destas eleições, do aumento de votantes. Mas eu pergunto, que amor à democracia têm os portugueses quando 35% destes não votam. Mais de um terço dos Portugueses não votou nestas importantíssimas eleições, ou ainda 1 em cada 3 portugueses não votaram.

Houve 5.711.981 votantes e não votaram 3.072.721.

Ainda podemos pensar em quem traballhou, ou está doente, ou está morto. Mas concerteza não são 3 milhões de pessoas.

Mostra a fraca democracia que temos.

Aliás, quem venceu as eleições não foi o PS com 2,6 milhões de votos, mas sim a abstenção com 3,1 milhões de votos.

Ainda a juntar à abstenção temos 103.555 votos brancos, correspondentes a 1,81% e 63.765 votos nulos que correspondem a 1,12%.

Tendo em conta que o partido mais votado daqueles que não têm asssento parlamentar teve 47.745 votos, a sexta força política em Portugal é o voto branco e a sétima o voto nulo., isto se não contarmos os abstencionistas.

Outro dado interessante o número de votantes em branco duplicou em relação às últimas eleições.

Dou um valor enorme aos votos em branco, pois são pessoas que demonstram o seu descontentamente em voto e não se demitem do seu direito e dever.

Maioria

Não sou profeta da desgraça, por isso e ainda que a história recente do nosso país revele a total incapacidade das governações do partido socialista, espero sinceramente que José Socrates e a tralha guterrista consigam levar este país adiante, com a ajuda de todos os portugueses.

Tem todas as condições para isso (Leia-se maioria absoluta, PR da mesma côr, legitimidade total, etc), por isso se falhar não tem desculpa.

No entanto ressalvo que o governo anterior não tinha qualquer motivo para tal descalabro nos números.

Os portugueses quiseram mudar (espero que para melhor), e desejo que o governo socialista governe bem, porque não é da côr politica no governo que dependemos, mas sim do bom governo. O País é que é importante, não quem governa.

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

Nada disto Aconteceu

Nuno Rogeiro faz eco da amnésia que parece ter-se abatido sobre os portugueses.

Relembra assim o que foi o guterrismo puro, o mal que fez ao nosso país.

Agora preparamo-nos para Guterres parte dois. A única diferença é não haver Gueterres pois os outros são exactamente os mesmos.

Jorge Coelho e a ponte de Entre-os-Rios relembra alguma coisa?

Precisamos de nos esclarecer, precisamos de evitar a morte.

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Já faz algum tempo ( Campanha)

Já há algum tempo que não escrevia neste meu blogue, devido a problemas técnicos, no entanto voltei e para dizer.

O Panorama politico português é uma desgraça.

O PS é muito mau, sem ideias e alguns objectivos descabidos e outros completamente loucos, como aquele de ensinar o Inglês no ensino básico. Muitos alunos não sabem sequer falar português ou não conhecem a nossa história!!!! estou completamente indignado com tal promessa. Tal como prometer que vai acabar com o insucesso escolar. Se calhar vai ainda aprofundar mais a politica educativa de guterres em que para um professor é ais dificil reprovar um aluno do que aprovar a sua passagem de ano.

Ridículo, estúpido e sem dúvida mais um prego no caixão em que se está a tornar o nosso país.

PSD, numa campanha igualmente vazia, em que é mais importante atacar o adversário do que apresentar ideias e um rumo.

BE que nem merece comentários, porque aquilo não é nada.

CDU ainda é simpática mas vive nos anos 50 do século passado.

O PP ainda é o único partido com pés e cabeça mas os portugueses não lhes dão ouvidos, e não percebem o que se lhes defronta.

A Morte está próxima.

Braveman

sexta-feira, janeiro 21, 2005

Pré Campanha

Temos de Tudo, Gaffes, Birras, Inadequados, etc. Sócrates continua a demonstrar como é o verdadeiro PS, mau.
Santana Lopes continua a enterrar o PSD.

É ultrajante para as pessoas com dois palmos de testa, o PS em Coimbra utilizar descaradamente a falecida de Sousa Franco para ganhar votos, sendo a dra. Matilde completamente inapta para a vida politica e desconhecendo por completo os assuntos que teoricamente deverá conduzir.

Uma salva de palmas para o melhor dirigente comunista dos últimos tempos que é Jerónimo de Sousa.

Parabéns ao PP que ainda é o único partido com projecto e que inclusivé apresenta uma equipa ministerial de peso, demonstrando assim a sua capacidade para governar.

Braveman


segunda-feira, janeiro 17, 2005

Dacar 2005

Parabéns ao Carlos Sousa por dar uma bofetada de Luva branca a quem não acreditava nele. Demonstrou mais uma vez que é um Piloto de excepção e com outras condições (será por ser português) seria sem dúvida vencedor da maior aventura do mundo.

Quanto aos Outros, é pena participarem por participar, no entanto os parabéns ao esforço tremendo de Leal dos Santos, que na corda bamba mostrou coragem e espírito guerreiro, a Elisabete Jacinto pelo querer. Paulo mmarques menos bem mas conseguiu terminar.

Desilusão

Estou tão descontente, tão desiludido, que até nem tenho vontade de criticar. Como é possivel viver num país dirigido por um Presidente Contraditório, um Primeiro Ministro desorientado, uma Oposição Louca e uma grande parte de portugueses estúpidos. Pergunto-me se valerá a pena tentar fazer algo?

quinta-feira, dezembro 23, 2004

Co-Incineração

Que bicho se esconde por detrás de Sócrates? Que Dívida terá para com quem? Não é estranho que lançado um concurso Público internacional com 8 concorrentes que propõem uma solução aceite por todos, ambientalistas incluidos, Sócrates faça tábua rasa do trabalho extremamente positivo já efectuado. Será apenas uma demonstração do que está para vir?

Braveman

segunda-feira, dezembro 20, 2004

Por um lado, o Presidente justifica a dissolução do Parlamento com base nas teses do "vocês sabem do que eu estou a falar" da Escola de Palmela

Outras Vias - "A Questão Afinal é de Regime"

Finalmente vejo um texto coerente e moderno por parte de alguém ligado a uma conduta monárquica e com algum poder dentro das estruturas monárquicas organizadas.

Retiro e reitero algumas passagens de um artigo escrito por António de Sousa-Cardoso, presidente da Causa Real, escrito no jornal Público de 20 de Dezembro.

"Do que podem suspeitar os Portugueses? Sabem que o Presidente da República foi líder do maior partido da oposição, batendo-se galhardamente contra os advesrários políticos que hoje constituem o actual governo.

Sabem que o Presidente foi eleito pela família política do actual partido da oposição, contra os votos daqueles que elegeram a actual maioria.

Sabem que o Presidente está no final do seu segundo mandato.

É um Presidente a prazo que pode ainda no final do mandato, como aconteceu com o seu antecessor, ter no seu partido espaço de intervenção e de acção política. "

"A dificuldade em suma de ser Presidente de todos os Portugueses. Quem já jogou o jogo, que inclusive foi capitão de uma das equipas, não está em condições de ser um árbitro a prazo do mesmo campeonato. Esta ideia sobre a qual vale a pena que os portugueses reflictam."

"A Espanha passou para o pelotão da frente, nós fomos sendo ultrapassados.

Por detrás desta estabilidade geradora de riqueza esteve a Monarquia.

Acima das conjunturas do momento, para além dos partidos e dos seus interesses, imune a grupos e lobbies, esteve e está o REI.

Sem estados de alma, sem procupações a curto prazo, sem nenhuma agenda que não a determinada pelo interesse nacional.

Foi o garante da transição, consolidou a Democracia.

É agora o garante da estabilidade, da coesão nacional e da soberania do estado."

quinta-feira, dezembro 09, 2004

Estabilidade e Conflito

Todos erraram, Pedro Santana Lopes, mas Sampaio principalmente. Isso dá-me azo a pensar em algo e a fazer uma comparação. Há trinta anos eramos mais desenvolvidos que a Espanha. Hoje a Espanha é muito mas muito mais desenvolvida que nós.

Porque será? Será das pessoas? Talvez um pouco. Será da estabilidade do país? Têm muito mais conflitualidade e menos coesão interna do que nós (vede P.Basco, Galiza, Catalunha). Têm mais recursos naturais? Alguns, no entanto têm zonas mais pobres do que qualquer uma nossa. São mais espertos? Duvido. O que será? Será que um sistema de governo que propicia progresso, estabilidade, democracia e desenvolvimento estará relacionado? Penso que sim. E quem é o Chefe de Estado. O Rei Juan Carlos.

Tenho dito.

Braveman