segunda-feira, agosto 30, 2004

Os Portugueses nos Jogos Olímpicos 04

Parabéns a todos, ainda não conseguimos fazer aquilo de que somos capazes de fazer, e o desporto português ainda não atingiu uma maturidade suficiente para altos vôos.

No entanto estes foram os melhores de sempre, Rui Silva óptimo assim como o Sérgio Paulino, Obikwelu brilhante, e todos os outros que ficaram nos 8 primeiros, com especial destaque para o Canoista e a triatleta Vanessa Fernandes.

Pequim promete, especialmente com estes dois jovens e ainda com Tiago Venâncio e a Diana numa segunda linha.

Quanto aos futebolistas, todos temos a plena noção que seria uma medalha garantida.
Deveriam ser fustigados por uma chibata. Para fazer figuras daquelas não vale a pena lá ir.

Braveman

Atenas 2004

Tenho a dizer que entrei para balanço e não tenho sido tão crítico como noutras alturas, no entanto a ideia com que fiquei dos jogos olímpicos deste ano não é muito positiva.

O que se passou na maratona masculina com o abalroamento do líder da corrida por um parvinho é demonstrativa da falta de organização.

Na maratona feminina a medalha de ouro também passou dificuldades quando estava isolada na frente. A japonesa ia esbarrando no carro dos fotógrafos porque este repentinamente parou.

As notas na ginástica foram sempre discutidissimas por todos.

E muitos outros pequenos aspectos que fazem pensar que os JO não gostaram de regressar a casa.

Braveman

terça-feira, agosto 24, 2004

Medalhados

Ultimamente não tenho sido tão profícuo na minha escrita neste blog. Deve ser das férias!

Aproveito apenas para dar os meus parabéns aos medalhados portugueses até ao momento. O Sérgio Paulino e o Francis Obikwelu.

Os dois demonstraram categoria. Sem desprimor para o Paulino (mas o ciclismo muitas vezes é uma lotaria), o Francis que não é Português mas que defende as nossas cores merece que todos nós o aplaudamos, pois não se vislumbra um português de gema que consiga chegar perto dos 9,86 s (que ainda há poucos anos era record do mundo inatingível).

Parabéns.

Só uma coisita. Acho que eles deveriam ser homenageados pelo PR.

A propósito lembro-me de algo relacionado com condecorações.

A selecção de futebol que não ganhou nada foi condecorada, o FC Porto ganha a Taça dos Campeões Europeus e não é!?

Braveman

terça-feira, agosto 17, 2004

Hidrogénio

Tenho uma dúvida. O hidrogénio, ou melhor as células ou pilhas de hidrogénio são vistas como a energia do futuro, sendo que o único resíduo libertado é H2O (água).

A minha dúvida é se uma tal concentração de H2O não fará com que o clima se torne mais tropical, com menos dias de sol, imensas chuvadas, inundações, etc.

O clima não será completamente alterado?

Braveman

O Petróleo

Já se sabe que o petróleo vai acabar, daí que estes aumentos ainda são uma gota no oceano.

Faço questão de frisar que não sou dado a futurologias, mas, uma coisa afirmo peremptóriamente.

Esta é uma oportunidade para mais uma vez Portugal dar um passo em frente.

Do que precisamos é de investigação científica, de inovação, pois como já referi algures, o país que domine a energia, vai dominar económicamente os próximos séculos.

Temos que fazer desta procura por combustível uma luta nacional.

Braveman

sábado, julho 17, 2004

Rui Ramos

Iniciei a leitura das crónicas deste reputado historiador do jornal Independente, e além de surpreso, tenho-me deliciado com uma análise do Sec.XX Português, que não repete a fantástica propaganda e as lavagens cerebrais que sofremos durante este século.
 
Considero uma brilhante visão do período, fresca e desapaixonada como se exige num cientista.
 
Recomendo vivamente, Uma Outra Opinião, Rui Ramos.
 
Braveman

sexta-feira, julho 16, 2004

O Índice de Desenvolvimento Humano

O IDH é um valor calculado pela ONU que serve para classificar o nível de Desenvolvimento de um país em todos os Parâmetros. Digamos que é o índice que junta todos os factores de desenvolvimento, como a Economia, Segurança Social e outros.

Não me surpreende que Portugal seja o último dos 15 da UE, e o 26º país mais desenvolvido do mundo. Há obviamente espaço para melhorar por isso arregacemos as mangas e vamos á luta.

Mas o que me proponho é outra análise que não o porquê de Portugal estar neste posto e não noutro mais acima.

É uma análise que me surgiu assim do nada.

Há bem pouco tempo alguém que prezo dizia-me que a República é uma evolução da Monarquia. Tenho a dizer que esperava mais dessa pessoa e não o faço por ser ou não monárquico, porque isso aqui não interessa, só lido com factos.

Na realidade deparo-me com um cenário bastante diferente, e seguindo o hoje publicado Relatório anual do IDH da ONU, o que descubro?!

Nos cinco Países mais desenvolvidos (em todos os aspectos) da UE, 4 são Monarquias, e também o são os 3 mais desenvolvidos, Suécia, Holanda e Bélgica por esta ordem (Monarquias), seguidos de longe pela República da Irlanda e no 5º posto o Reino Unido.

Posto isto, sigamos para o Mundo e reparo: 7 dos 10 Países mais Desenvolvidos do Mundo são Monarquias (contando com os casos algo estranhos do Canadá e Austrália que têm como soberano a Rainha Isabel II).

A Ver: O Vencedor, o país mais desenvolvido do Mundo, é a Noruega (Monarquia); o 2º a Suécia (Idem); 3º Austrália e 4º Canadá (os casos especiais, mas também monarquias); 5º Holanda; 6º Bélgica (Monarquias); 7º a Islândia (A Primeira República está no 7º lugar); 8º lugar para os EUA (República); 9ª posição para o Japão (Monarquia) e 10º a República da Irlanda.

Ora eu não acredito que um país ter como forma de governo a Monarquia Constitucional seja condição fundamental ou suficiente para o Desenvolvimento, Mas talvez ajude.

Os 6 países mais desenvolvidos do Mundo são Monarquias, Os três mais desenvolvidos da UE são Monarquias, e Tendo em conta que na UE existem 8 países Monárquicos e 7 Repúblicanos, penso que existe equilíbrio.

PS: Ouvi o Sr. Louçã do BE, suposto intelectual, a referir-se à forma de governo Monárquica de forma desprimorosa. Reflicta nestes dados e aprenda umas coisinhas.

Braveman



domingo, julho 11, 2004

E Agora Portugal

Jorge Sampaio chegou finalmente à sua conclusão, resolvendo um impasse demasiado longo, por ele criado.

Na minha opinião ele tomou a melhor opção, e aliás nem se deveriam ter posto outras.

A amálgama que o em PS se revelou, os pedidos insistentes e apelos pela suposta defesa da Democracia, só revelam quão mesquinhos são os políticos portugueses (porque duvido muito que se fosse o PSD a estar na posição do PS não reagisse da mesma forma), que se degladiam não pelo interesse do País e dos seus cidadãos, mas pelas seus interesses, e por sedento apego ao poder.

Para o País e para a democracia Portuguesa, a solução de continuidade era sem dúvida a mais madura e racional.

Alguns do próprio PS perceberam isso, e daí também algumas das divisões, é pena que este partido tenha pessoas tão ridículas quanto Ana Gomes e Ferro Rodrigues. O PSD tem Alberto João Jardim.

Ana Gomes é ridícula, sinceramente nem sei como é possível alguém que tem a categoria política suficiente apenas para varrer o chão na sede do PS, faz parte da direcção e tem tempo de antena para dizer barbaridades. Ainda se fosse uma barbaridade de vez em quando, mas nunca ouvi nada da boca daquela senhora, que revelasse algum trambelho.

Ferro Rodrigues é ridículo, a reacção que tem à decisão do PR, é extemporânea, de alguém que amuou (como disse Lobo Xavier) porque o amiguinho não lhe abriu as portas do governo.

Assim se vê a baixaria dos políticos portugueses, até para PM a lei da cunha funciona.

Não é pela perda da democracia que chora Ferro Rodrigues, mas ficou zangado pela cunha não funcionar.


O PS é ridículo, talvez nem todo, atarantado e sem projecto, queria arruinar ainda mais o País, e então o suposto acordo com o BE para uma solução de governo não pode ser considerada senão como Surrealista.

O BE é ridículo, Para já o sr. Louçã que volte para a escola para saber o que é uma monarquia, e depois se cale quando compreender para não voltar a dizer baboseiras. Outro que não deveria ter tempo de antena.
E é engraçado um partido que afirma que as pessoas votam em figuras e não partidos, que faz rotação de deputados?! Ora que incongruência, calem-se e voltem para a toca de onde saíram.

Ao PSD só peço que não destruam, que não entrem na demagogia populista, mas que façam o que o País precisa, pois mal de nós se daqui a dois anos temos novamente o País de tanga por causa do despesismo. Ouviu Sr. Lopes.

Jorge Sampaio, há que louvar um Homem que teve a coragem de seguir uma opção á revelia dos seus "camaradas", revela carácter e sentido de Estado.

Braveman

Os dias do fim ... ou talvez não

A última decisão do actual Presidente da República manteve em exercício o actual Governo, apesar de que com outro Primeiro-ministro. A decisão merece-me estima e a devida vénia.
Tendo em conta que contrariou as pretensões quer da esquerda democrática quer da outra, que supostamente terá massivamente votado em si, aquando das últimas presidenciais, o dr. Jorge Sampaio terá tomado a decisão mais difícil do seu mandato.
Parece-me correcto, que logo de mim, acérrimo crítico daquilo que ele representa (por deformação monáquica), venha um cumprimento, na forma de elogio.
E porquê o elogio?
Na minha opinião, impunha-se. Desde logo, porque quando o Presidente necessitava de tomar uma decisão, baseada na Constituição, tomou-a, mesmo sabendo que não agradaria a "gregos e troianos".
Sei, também devido aos meus princípios monárquicos, que um Rei ou um Presidente, na altura de agir, de consubstanciar as suas decisões, têm que se manter fortes e irredutíveis, por mais difícil que seja a decisão que tomaram.
Também porque "dos fracos não reza a história", o Rei ou o Presidente, mesmo correndo o risco de errar, não podem, desde logo, ser criticados por decidir, pois a sua tomada de decisão justifica os seus poderes institucionais e Constitucionais.

Aspen

sexta-feira, junho 25, 2004

Durão Barroso

Parece que é inevitável a ida de Durão Barroso para Bruxelas.
Limito-me a traçar cenários possíveis para o futuro, focando-me em dois aspectos.

Aspecto 1: Portugal
Existem dois futuros possíveis em Portugal, ou a nomeação por parte do PR de um novo primeiro ministro, ou a convocação pelo mesmo de eleições antecipadas.

A mim, parece-me mais sensata a primeira hipótese. Porquê? Porque o país neste momento crítico precisa de estabilidade. A coligação tem um projecto, que na minha opinião deverá ser levado a cabo, ainda que neste momento encontremos alguma inépcia nos ministérios. Poderá ser a oportunidade perfeita para a remodelação tão falada, renovando a vitalidade de um projecto válido mas algo inerte no momento.

Além disso, não se vislumbra qualquer tipo de projecto para o país por parte da oposição (pelo menos credível), o que se tal acontecesse dava uma relativa legitimidade à pretensão de eleições antecipadas.

Quanto ao designado para suceder a Durão Barroso, Santana Lopes poderá ser o indigitado. Por diversas razões: Porque é aceite pelo PP (elo fundamental nesta questão); não sofre o desgaste da política austera dos últimos dois anos; é um comunicador nato, sendo apontado a este governo exactamente a pecha da comunicabilidade; é um homem extremamente dinâmico na actividade política, o que pode pôr cobro a algumas das travagens ministeriais; e um homem de resposta mais pronta à oposição do que Durão Barroso.
Poder-se-à apontar-lhe como defeito uma certa falta de preparação nalguns aspectos, mas no meu ponto de vista é o homem ideal no momento certo, além de que se acaba imediatamente com a cisão entre santanistas e cavaquistas.

Quanto à legitimidade do Dr. Santana Lopes é algo que não se põe em causa, pois o Governo é legítimo, sendo que as pessoas votam num partido, num programa e não numa pessoa, o que relativamente acontece com o PR. Também o facto de ser o vice-presidente do PSD lhe confere a legitimidade necessária.

Espero que haja bom senso por parte do PS para não cair em demagogia, enveredando pelo caminho ideal e não pelo caminho fácil que seria o cenário de eleições antecipadas, que decerto venceria, mas que não seria o cenário ideal para o país. Dos outros partidos concerteza virá essa posição demagógica, que aliás é o usual.

Aspecto 2:
Durão Barroso revela grande prestígio na UE, pois com o novo tratado o Presidente da Comissão Europeia vê alargados os seus poderes, além de se integrar  numa época histórica (positiva ou negativa) do futuro da União.
Para Portugal, por um lado, é extremamente positivo ter esse cargo com bastante influência, permitindo talvez algumas vitórias politicas nas negociações dos mais diversos assuntos.

Por outro lado é negativo, pois se já somos os que mais cedemos às prerrogativas da UE, ainda mais Soberania iremos ceder, e concerteza o caminho para fim de Portugal será ainda mais curto, existindo por parte dos nossos políticos então tendências ainda mais marcadamente europeístas.

Para o referendo Europeu será certamente a vitória certa no caminho Federalista.

Quanto a Durão Barroso, poderá ser acusado de fuga, mas não será também trabalhar para o futuro de Portugal estar em tal posição. Em última análise ser Primeiro Ministro não é trabalhar para o melhor de Portugal.
Braveman

Olivença

Parece que finalmente um assunto de extrema seriedade como é a questão de Olivença, será discutido no parlamento ao fim de tantos anos de silêncios e propagandas. Venha de lá a verdade para os portugueses a conhecerem e poderem agir e conformidade, que Portugal e Olivença merecem esse reconhecimento.

Euro 2004

Parabéns aos nossos jogadores, pela raça, pelo querer e crer, pela motivação demonstrada. Foi verdadeiramente uma batalha, o jogo frente à selecção espanhola comparado com o de ontem frente aos ingleses, pareceu um jogo de crianças.

Se muitas vezes nos queixamos de falta de sorte, por vezes sem razão, ontem seria talvez a maior injustiça que já vi neste desporto se Portugal não ultrapassasse a companhia inglesa.

120 minutos de uma inglaterra encostada às cordas, onde 2 lances ditam um resultado deveras injusto de empate ao fim do prolongamento.

Tal domínio dos Portugueses merecia a sorte, e tivesse ela presente ou não, saimos vencedores e continuamos a nossa caminhada rumo ao destino.

Braveman

quinta-feira, junho 24, 2004

Europa 2

O Plano da Europa é acabar com a estrutura de um país independente. Exemplo disso é a PAC e os famosos subsídios para não produção.

Assassinando a estrutura de auto-suficiência de um estado, a UE tranforma-se de um ideal comum, numa super-estrutura de dependências, onde os mais fracos não estão na UE para construir um futuro conjunto melhor, mas sim por pura e simples subsistência dos cidadãos.

Por exemplo, o sistema de quotas que apareceu como defesa dos produtores, tem como efeito a morte do aparelho produtivo, não permitindo desenvolvimentos na indústria agricola, tornando os menos fortes mais fracos e os mais fortes ainda superiores.

Finalmente quando os menos fortes necessitarem da esmola dos países mais ricos, o troco será a sua independência e a agregação num super-estado cego, por demais burocrático, e muito pouco democrático.

Braveman

Defesa das Nações

Chego à conclusão de que a nação e o patriotismo são os antídotos à voraz ditadura económica. Ser patriota é defender os interesses da nossa sociedade, e essa defesa passa por manter o poder político democrático forte, como fortes as instituições de modo a evitar que a evolução dos tempos nos traga uma sociedade a todos os níveis controlada por multinacionais e corporações, cegas ao bem social.

É urgente revitalizar a noção de Pátria, de Estado, que deverá ser não extremista e de inclusão. A sociedade defende-se assim do egoísmo "inerente" à posse. É a nação e as instituições que defendem os interesses sociais, valores humanísticos.

O lucro é cego.

O dinheiro puro e sem fronteiras acabará por uniformizar as culturas, terminando com a evolução da sociedade que nasce de visões contrastantes, e, apagará a moral de valores, cavando ainda mais o fosso entre ricos e pobres, poderosos e sem influência.
Braveman

segunda-feira, junho 21, 2004

O Jornal Público



Este diário era até bem pouco tempo o meu predilecto colega de informação. Após algumas falhas detectadas e outros rumores de falta de excelência decidi terminar unilateralmente esta relação.

O facto primordial foi a declarada negação da informação a que assisti, revelando um agenda setting descarado.

Existiram 2 momentos cruciais: O primeiro aquando da cimeira Luso-espanhola na Figueira da Foz. O que aconteceu? Pontos sensíveis não foram tocados, e a grande Iberia parecia existir, com uma força inaudita. Porquê? Outro ponto foi a questão de Olivença, Portuguesa como qualquer um que se interesse por este País sabe, nem uma linha foi dedicada ao assunto, e tendo em conta que inúmeros jornais regionais diariamente referiram, no mínimo, as manifestações do grupo "Amigos de Olivença", pergunto-me o porquê desta atitude encobridora da realidade.

O segundo ponto, e exactamente a mesma questão. Os partidos mais pequenos como PND, PCTP/MRPP, ao que parece e segundo o jornal "Público" não existem, não fazem campanha e não têm direito a serem eurocépticos nem a serem ouvidos. Numa televisão ainda se percebem certas escolhas, agora num jornal?

Gostava de conhecer os meandros de poder que correm nos corredores da redacção. Será que para a SONAE o mais importante é o dinheiro?

Braveman

sábado, junho 19, 2004

Só uma coisita mais. Parece que o Sr. Scolari nos anda a dar umas lições de patriotismo, pois agiu de forma talvez exagerada (ou não) com os nosso "irmãos" (que a família não podemos escolher) Espanhóis. Só quem não quer é que não vê, gente estúpida a defender o Iberismo, e os Espanhóis a revelar o seu verdadeiro carácter com jogo baixo e arrogante.
Amanhã vamos ver com'é.

Solução para o Sistema Educativo


Um dos problemas que apontam normalmente aos opinadores é que eles só criticam mas não fornecem soluções. Nalguns dos textos anteriores já provei que sou um pouco diferente.

Hoje pensei num sistema educativo alternativo ao que possuímos hoje. Não será completamente diferente ao actual mas possuí algumas nuances.

Ponto 1: Escolaridade obrigatória até ao 9º ano (mas que não seja como hoje em que muitos alunos cumprem o 9º ano sem saberem como. Fontes informam-me que hoje é mais díficil reprovar um aluno do que dar boa nota. Isto é simplesmente níveis de literacia ficcionais. não é assim que se resolvem problemas)

Ponto 2: Deverão existir provas nacionais no 4º ano, 6º ano e 9º ano. Porquê, novamente para não existir ficcionalidade nas notas. Hoje os pais dizem que a culpa do reprovamento é do filho, do professor, mas nunca deles, daí a dificuldade em compreender avaliações.

Ponto 3: Um aluno para passar do 6º para o 7º ano só pode ter duas negativas e que não se juntem Português e Matemática. Um aluno que reprove mais de três vezes no 6º ano passará para a avalição alternativa B.

Ponto 4: Existirão 2 métodos de avaliação o "A" e o "B". O "A" será o método normal em que o aluno será aprovado apenas com duas disciplinas negativas no máximo até ao 9º ano. o "B" será para os alunos que reprovem mais de três vezes no sexto ano. Estes poderão chegar até ao 9º ano com quatro negativas, a diferença é que para passar par o 10º ano será cosiderada avaliação positiva não 50% como na Avaliação "A" mas sim 75%.

Ponto 5: Os 10º e 11º anos continuarão iguais.

Ponto 6: No 12º ano far-se-á uma pré matricula na Universidade e o Currículo será composto apenas por quatro disciplinas que serão aquelas que o aluno necessitar para os cursos que quiser, sendo Português (A ou B) obrigatório.

Ponto 7: Os Livros escolares serão escolhidos por períodos de três anos sendo o Estado a pagar os mesmos. A escolaridade obrigatória será realmente gratuita. Um pequeno imposto será anexado ao IRS das Famílias. Ao fim dos três anos serão renovados os currículos e os manuais escolares e os antigos serão enviados por protocolos para os países lusófonos.

Ponto 8: Todo o Ensino Público deverá ter como meta a gratuicidade, mas começando pela base do sistema.


Braveman

A União Europeia 1


Este será o primeiro do que prevejo muitos textos acerca da UE e do rumo que a integração está a tomar.

Escrevo esta pequena introdução porque hoje é um dia importantíssimo para o nosso futuro positivamente ou como prevejo negativamente.

Este pequeno prêmbulo servirá para explanar a minha posição que descreverei detalhadamente posteriormente.

Hoje foi aprovada a Constituição Europeia, foi dado o primeiro passo em rumo à morte. Não quero que pensem que me oponho à UE, porque não, oponho-me a esta inexorável caminhada para um Federalismo (irreal, irresponsável e bacoco) destinado a servir os países grandes, tornando-se os países menos grandes como células dependentes. No caso de Portugal, não somos, e não precisamos de nos tornar parte apagada desta aberração federal.

Querem transformar a Europa nos Estados Unidos da Europa, esquecem-se é que os Estados Unidos partilham uma mesma cultura, uma mesma história, e nunca existiram divisões reais no território. Na Europa não.

Lutámos sempre pela nossa liberdade, e agora os nossos governantes com a última alteração constitucional entregaram "o ouro ao Bandido (Europeu)".
Estamos no limiar de perder a nossa indepêndencia, a nossa soberania e finalmente a nossa liberdade de trilhar o nosso caminho.

Acredito numa construção europeia, não acredito na perda da nossa "alma", que para alguns já não existe, na nossa visão do mundo.

Estamos no limiar da finalmente conquista europeia (de Napoleão e Hitler) onde França e Alemanha ditam a lei e governam o Português lá de Estrasburgo ou Bruxelas, ou será de Paris e Berlim.

A minha posição tornar-se-á mais clara no futuro próximo.
Braveman

quarta-feira, junho 02, 2004

Alerta ao Governo

Dois anos passaram desde que os portugueses escolheram outro rumo. Neste momento o que se vislumbra nas penumbras do governo é confusão.
Fala-se de ministérios parados, de tricas e conflitos, e será porventura uma fase de moribundos.

Ora, como é que um Governo de dois anos, incutido de uma missão urgente de recuperar Portugal está moribundo?
Interesses corporativos, interesses individuais, interesses políticos e caciquismo sem dúvida devem ter-se apoderado deste Governo coligado.

É tempo de uma vez por todas de trabalhar, trabalhar para um bem comum, sem desculpas e lamentações. Não se admitem erros gravosos. Errar é humano mas errar demais é incompetência.

A era de passar a bola aos antigos governantes há muito deveria ter terminado, mas nem por isso se vislumbram mangas arregaçadas para o combate.

Sente-se que Portugal está em piloto-automático, em velocidade de cruzeiro, esperando que o Europeu de Futebol apague como borracha os erros e pecadilhos.

Haja Patriotismo (palavra negativa desde a revolução de 74, mas que não o é)e caminhemos em prol de um fim.

A oposição no seu desnorte e vazio de ideias também não ajuda. Será que não existem neste país pessoas válidas, imunes a compadrios e pressões. Porventura existem, os portugueses é que não lhes ligam.

Braveman
O Bloco de Esquerda

É um misto de surpresa e preocupação ver um partido político como o Bloco de Esquerda subir nas sondagens.

Como pode um partido com um carácter difuso, sem rumo ou sem ideias continuar vivo e a crescer. Sem dúvida, há que reconhecer o mérito de terem conquistado o seu espaço.

Por um lado é necessário que exista um partido como o BE, porque se a virtude está no equilibrio, é o centro, é natural que existam os extremos para definir esse mesmo ponto central.

Apenas o que me arrelia, é em Portugal só é legalmente possível existir um dos extremos, no caso a extrema esquerda. Se um partido de extrema direita é algo de escabroso ao ponto de ser ilegal e uma besta vinda das trevas, porque razão não o é também um partido da extrema esquerda. Eu bem sei porquê!

Os extremos são necessários para sabermos para onde não deveremos seguir, aliás deveriamos escamotear e repudiar qualquer tipo de extremismo, não como existência, mas no fundo de nós existir a presença de espírito para não ligar a estes extremos.

Qualquer tipo de extremismo é naturalmente mau, isso não significa que tenham de desaparecer.

Voltando ao partido BE, como o poderemos classificar, certamente de extrema, mas como classificar um Não Partido.

O BE é um não partido, pois em tudo é oposição, e das raras vezes que não se opõe, o BE revela-se como um não partido de medidas avulsas, sem rumo e sem ideal, ou assim pareça pois os seus ideais revelariam concerteza ideologias anti-democratas.

O que é realmente grave nos partidos de um quadrante mais à esquerda é a sua suposta supra-inteligência, a sua pseudo-intelectualidade de teorias vazias de realidade. São ideias ocas e transparentes. Isto é demasiado grave, pois apesar da desdenhez como olham para o povo, acham-se na necessidade de o defender, pois o povo é coitado e imbecil. É uma dupla face, uma hipocrisia fantástica que muitos não se apercebem.

Imaginemos então um governo BE, ou de outro partido da mesma zona política, imaginemos pois um parlamento de teóricos da sociedade, pseudo-superiores, com a missão de "educar" e "Liderar" os pobres dos "Imbecis", onde se discutia a forma, o conteudo, e o resultado desta deliberação fosse nulo, vazio, esgotado de efectividade.

Imaginemos pois um governo supostamente iluminado, que colocaria em cheque um país devido a medidas avulsas e desnorteadas, tentaria que o cobertor tapasse cabeça e pés. Talvez conseguissem o problema seriam os buracos no resto do cobertor.

Eles protegeriam os mais fracos, mas sem rumo a dada altura todos seriamos fracos e dependentes do "grande parlamento de iluminados" que protegia o idiota.

E quando o país estivesse destroçado era culpa de quem? Do Capitalista? Dos ignóbeis do exterior? Sim só poderiam ser os do exterior porque um BE ou um esquerdista não se Engana?!!

PS: Um dado a favor do BE. Talvez tenham evitado um escândalo ao denunciar o negócio que envolvia o Grupo Carlyle e a GALP. Isto sem dados de que seja verdade o que o BE afirmava.

Braveman