A Brisa está a preparar uma proposta para concorrer ao programa de concessão das auto-estradas turcas, que o governo de Ancara deverá lançar nas próximas semanas.
Trata-se de uma concessão de 2 mil quilómetros na Turquia incluindo duas pontes em Istambul e cujo concurso será lançado a partir de Fevereiro. A concessionária do grupo José de Mello irá concorrer em consórcio, associada à Akfen, um dos maiores grupos empresariais privados da Turquia.
O governo turco já tinha manifestado há cerca de três anos a intenção de concessionar em regime de PPP - Parceria Público-Privada a gestão e manutenção do parque de auto-estradas do país, mas o eclodir da crise financeira internacional fez adiar o processo.
segunda-feira, janeiro 24, 2011
sábado, janeiro 22, 2011
Conselho das Comunidades anseia por um orçamento próprio
O Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) deve ter um orçamento próprio e formas de financiamento definidas claramente para que possa delinear as suas atividades e servir os propósitos para que foi criado, defendeu o presidente do Conselho Permanente.
Fernando Gomes explicou que o CCP “não pode continuar a funcionar sem ter um orçamento próprio e uma forma clara de financiamento”.
“Não podemos manter a actual lei em que, em termos de orçamento, estamos no mesmo saco de outros organismos e instituições e que não nos permite perceber claramente qual o dinheiro disponível para atuar”, afirmou Gomes antes de partir para Portugal, onde irá participar na reunião do Conselho Permanente que tem lugar na próxima semana.
Gomes defende a definição de um “orçamento claro e de formas de financiamento que sejam conhecidas de todos para que em conjunto se possam definir as atividades do CCP”.
“O Conselho funciona por direito próprio, estipulado por lei, com funções determinadas que dão responsabilidades às pessoas e é preciso criar as melhores condições possíveis para que funcione bem”, afirmou.
Fernando Gomes explicou que o CCP “não pode continuar a funcionar sem ter um orçamento próprio e uma forma clara de financiamento”.
“Não podemos manter a actual lei em que, em termos de orçamento, estamos no mesmo saco de outros organismos e instituições e que não nos permite perceber claramente qual o dinheiro disponível para atuar”, afirmou Gomes antes de partir para Portugal, onde irá participar na reunião do Conselho Permanente que tem lugar na próxima semana.
Gomes defende a definição de um “orçamento claro e de formas de financiamento que sejam conhecidas de todos para que em conjunto se possam definir as atividades do CCP”.
“O Conselho funciona por direito próprio, estipulado por lei, com funções determinadas que dão responsabilidades às pessoas e é preciso criar as melhores condições possíveis para que funcione bem”, afirmou.
Alemanha quer jovens quadros especializados de Portugal
Os democratas-cristãos alemães da chanceler Angela Merkel querem compensar a falta de quadros técnicos na Alemanha atraindo jovens de Portugal e Espanha para o mercado de trabalho germânico, noticia hoje o semanário Der Spiegel na sua edição online.
Os planos teriam sido gizados recentemente por um grupo de políticos conservadores, segundo a mesma publicação.
“No sul e no leste da Europa há muitos jovens desempregados que procuram urgentemente trabalho”, disse ao Der Spiegel o vice-presidente do grupo parlamentar democrata-cristão, Michael Fuchs.
O plano de atrair jovens portugueses qualificados merece as preferências da principal força política do governo sobretudo para trabalhadores entre os 27 países membros, de acordo com o semanário alemão.
“É melhor ir buscar força de trabalho à Europa do que ter de mudar de novo a lei de imigração para permitir a entrada de pessoas de outras regiões”, justificou Max Straubinger, dirigente político da União Social Cristã (CSU) da Baviera.
O mesmo responsável sugeriu que o governo federal apoie iniciativas de angariação de quadros técnicos ibéricos.
Os planos teriam sido gizados recentemente por um grupo de políticos conservadores, segundo a mesma publicação.
“No sul e no leste da Europa há muitos jovens desempregados que procuram urgentemente trabalho”, disse ao Der Spiegel o vice-presidente do grupo parlamentar democrata-cristão, Michael Fuchs.
O plano de atrair jovens portugueses qualificados merece as preferências da principal força política do governo sobretudo para trabalhadores entre os 27 países membros, de acordo com o semanário alemão.
“É melhor ir buscar força de trabalho à Europa do que ter de mudar de novo a lei de imigração para permitir a entrada de pessoas de outras regiões”, justificou Max Straubinger, dirigente político da União Social Cristã (CSU) da Baviera.
O mesmo responsável sugeriu que o governo federal apoie iniciativas de angariação de quadros técnicos ibéricos.
quinta-feira, janeiro 20, 2011
BES África formaliza entrada no Moza Banco
O Banco Espírito Santo África (BES África) formalizou hoje em Maputo a compra de 25,1% do Moza Banco, de Moçambique, encerrando uma negociação que iniciou no ano passado com a assinatura de um acordo de princípio.
A entrada do BES África, o braço africano do grupo bancário português BES, efectivou-se através da aquisição de uma parte das acções da Geocapital, um grupo de investidores estrangeiros, que reduziu a sua participação para 24,5%, indica um comunicado do Moza Banco.
Apesar das alterações ocorridas, o grupo moçambicano Mozambique Capitais, liderado pelo ex-governador do Banco de Moçambique e presidente do Moza Banco, Prakash Ratilal, mantém-se como accionista maioritário, com 50,4%.
"Com a entrada do BES na estrutura accionista do Moza Banco, o capital social da instituição financeira será duplicado para 30 milhões de dólares até 30 de Junho de 2011, com vista à aceleração do processo de instalação de mais balcões nas outras regiões do país", refere a nota de imprensa.
A entrada do BES na estrutura accionista do Moza Banco vai permitir o reforço da infra-estrutura tecnológica da instituição, tendo em conta que o BES aposta essencialmente na exportação das competências do grupo em banca de empresas, banca de investimento e private bank, indica o comunicado.
Os capitais portugueses têm um forte peso no sector financeiro moçambicano, impondo-se como accionistas de referência nos bancos que controlam as maiores quotas do mercado bancário do país
A entrada do BES África, o braço africano do grupo bancário português BES, efectivou-se através da aquisição de uma parte das acções da Geocapital, um grupo de investidores estrangeiros, que reduziu a sua participação para 24,5%, indica um comunicado do Moza Banco.
Apesar das alterações ocorridas, o grupo moçambicano Mozambique Capitais, liderado pelo ex-governador do Banco de Moçambique e presidente do Moza Banco, Prakash Ratilal, mantém-se como accionista maioritário, com 50,4%.
"Com a entrada do BES na estrutura accionista do Moza Banco, o capital social da instituição financeira será duplicado para 30 milhões de dólares até 30 de Junho de 2011, com vista à aceleração do processo de instalação de mais balcões nas outras regiões do país", refere a nota de imprensa.
A entrada do BES na estrutura accionista do Moza Banco vai permitir o reforço da infra-estrutura tecnológica da instituição, tendo em conta que o BES aposta essencialmente na exportação das competências do grupo em banca de empresas, banca de investimento e private bank, indica o comunicado.
Os capitais portugueses têm um forte peso no sector financeiro moçambicano, impondo-se como accionistas de referência nos bancos que controlam as maiores quotas do mercado bancário do país
Museu Gulbenkian distinguido pelo TheSavvyExplorer
O Museu Calouste Gulbenkian está entre os sete melhores «pequenos museus» do mundo, aos olhos do site de viagens norte-americano TheSavvyExplorer.
O editor do site, Michael Tulipan, afirma que este espaço, associado do Turismo de Lisboa, "acolhe 6.000 obras de arte reunidas por Calouste Gulbenkian, um coleccionador ávido".
"Mediante um percurso expositivo montado por ordem cronológica e por área geográfica, o museu proporciona ao visitante uma viagem pela história mundial da cultura humana, região por região", escreve Tulipan.
Com o museu português, figuram também na lista o Kunsthaus, em Zurique, o Musee de l´Orangerie, em Paris, e a Peggy Guggenheim Collection, em Veneza. Nos EUA, os preferidos são o The Clark (Massachusetts), The Frick Collection (Nova Iorque) e o Phoenix Museum of Art (Arizona).
O editor justifica as escolhas referindo que "as grandes cidades, a nível mundial, possuem centros de arte famosos (…), que recebem um grande número de visitantes". "Porém, outros museus mais pequenos podem merecer também uma visita, uma vez que, para além de proporcionarem uma visão mais concisa sobre um período ou artista, revelam-se excelentes escolhas para os visitantes que têm limitações de tempo ou para aqueles que visitaram já os grandes museus".
O TheSavvyExplorer está neste momento a preparar um guia sobre Lisboa.
O editor do site, Michael Tulipan, afirma que este espaço, associado do Turismo de Lisboa, "acolhe 6.000 obras de arte reunidas por Calouste Gulbenkian, um coleccionador ávido".
"Mediante um percurso expositivo montado por ordem cronológica e por área geográfica, o museu proporciona ao visitante uma viagem pela história mundial da cultura humana, região por região", escreve Tulipan.
Com o museu português, figuram também na lista o Kunsthaus, em Zurique, o Musee de l´Orangerie, em Paris, e a Peggy Guggenheim Collection, em Veneza. Nos EUA, os preferidos são o The Clark (Massachusetts), The Frick Collection (Nova Iorque) e o Phoenix Museum of Art (Arizona).
O editor justifica as escolhas referindo que "as grandes cidades, a nível mundial, possuem centros de arte famosos (…), que recebem um grande número de visitantes". "Porém, outros museus mais pequenos podem merecer também uma visita, uma vez que, para além de proporcionarem uma visão mais concisa sobre um período ou artista, revelam-se excelentes escolhas para os visitantes que têm limitações de tempo ou para aqueles que visitaram já os grandes museus".
O TheSavvyExplorer está neste momento a preparar um guia sobre Lisboa.
quarta-feira, janeiro 19, 2011
Enfermeiras paquistanesas podem vir a exercer em Portugal
O Paquistão e Portugal decidiram hoje constituir um grupo de trabalho conjunto para estudar a possibilidade de enviar enfermeiras qualificadas para Portugal, noticia a Associated Press of Pakistan (APP).
A decisão foi tomada numa reunião entre o Presidente, Asif Ali Zardari, e o primeiro-ministro português, José Sócrates, à margem da Cimeira Mundial de Energia, que decorre desde segunda feira na capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi. Durante a reunião, os dois responsáveis acordaram também o desenvolvimento de uma parceria no sector sócio-económico.
Segundo o Presidente paquistanês, o país tem capacidade para formar profissionais de enfermagem para trabalharem em Portugal e noutros países da Europa e do Médio Oriente. Na sua opinião, a cooperação neste âmbito pode beneficiar os dois países.
Zardari considerou que as relações entre Portugal e o Paquistão são multifacetadas e amigáveis, caracterizando-se pelo respeito mútuo e interesses comuns.
Sócrates sublinhou, por sua vez, a necessidade de se aprofundarem ainda mais as relações bilaterais entre os dois países e reconheceu o papel do Paquistão na luta contra o terrorismo.
A decisão foi tomada numa reunião entre o Presidente, Asif Ali Zardari, e o primeiro-ministro português, José Sócrates, à margem da Cimeira Mundial de Energia, que decorre desde segunda feira na capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi. Durante a reunião, os dois responsáveis acordaram também o desenvolvimento de uma parceria no sector sócio-económico.
Segundo o Presidente paquistanês, o país tem capacidade para formar profissionais de enfermagem para trabalharem em Portugal e noutros países da Europa e do Médio Oriente. Na sua opinião, a cooperação neste âmbito pode beneficiar os dois países.
Zardari considerou que as relações entre Portugal e o Paquistão são multifacetadas e amigáveis, caracterizando-se pelo respeito mútuo e interesses comuns.
Sócrates sublinhou, por sua vez, a necessidade de se aprofundarem ainda mais as relações bilaterais entre os dois países e reconheceu o papel do Paquistão na luta contra o terrorismo.
Sócrates ligou a Merkel a "implorar" ajuda
A notícia avançada pelo diário inglês cita fontes da chanceler alemã. Sócrates queria evitar o recurso ao Fundo de Estabilização Europeu e FMI e terá implorado por ajuda à chanceler alemã, Angela Merkel, revela a edição de hoje do jornal inglês "The Guardian". O diário cita fontes que assistiram à conversa telefónica entre os dois líderes.
O primeiro-português português prometeu "tudo fazer" para não ser necessário o recurso ao Fundo de Estabilização Europeu e consequentemente ao FMI, como foi o caso da Grécia e da Irlanda.
Merkel terá então ligado a Dominique Strauss-Khan, director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), para lhe dar conta do telefonema feito por Sócrates. Mas este transmitiu à chanceler alemã que não valia a pena, "pois Sócrates não seguiria nenhum conselho que lhe fosse dado".
O telefonema entre Sócrates e Merkel aconteceu na passada semana.
[De certeza que não é verdade...]
O primeiro-português português prometeu "tudo fazer" para não ser necessário o recurso ao Fundo de Estabilização Europeu e consequentemente ao FMI, como foi o caso da Grécia e da Irlanda.
Merkel terá então ligado a Dominique Strauss-Khan, director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), para lhe dar conta do telefonema feito por Sócrates. Mas este transmitiu à chanceler alemã que não valia a pena, "pois Sócrates não seguiria nenhum conselho que lhe fosse dado".
O telefonema entre Sócrates e Merkel aconteceu na passada semana.
[De certeza que não é verdade...]
terça-feira, janeiro 18, 2011
Sócrates confirma reuniões com fundo soberano do Abu Dhabi!!
O primeiro-ministro, José Sócrates, confirmou que Teixeira dos Santos teve hoje de manhã reuniões com os responsáveis do principal fundo soberano do Abu Dhabi. Nega, no entanto, que a os encontros tenham sido para vender a dívida portuguesa.
Um dos encontros do ministro das finanças foi com os responsáveis pelas Obrigações do Tesouro, confirmou aos jornalistas no âmbito da primeira vista oficial ao Qatar e ao Abu Dhabi. No entanto, acrescentou: “Estas reuniões serviram fundamentalmente para apresentar o nosso plano de privatizações, apresentar as nossas principais empresas e explorar possibilidades de investimento”.
O ministro das Finanças acompanhou a deslocação oficial ao Médio Oriente até domingo, interrompeu a missão para viajar ontem para Bruxelas, onde participou na reunião dos ministros das Finanças da zona euro e regressou a tempo de se encontrar hoje com as autoridades financeiras de Abu Dhabi, apesar da reunião de Bruxelas durar dois dias.
Questionado sobre se tinha procurado junto do Abu Dhabi para compra da dívida, respondeu que se trata de “um investimento, não [de] ajuda” e que a dívida “está no mercado”. Reafirmou que a visita de três dias a estes países do Médio Oriente teve por objectivo a promoção da economia portuguesa numa das regiões mais ricas do mundo e ficará “contente se alguém comprar a dívida portuguesa, que está no mercado”. Mas, garante: “Não viemos aqui tratar disso”.
Praticamente no final desta deslocação oficial, Sócrates fez um balanço positivo desta visita “de maior importância para relançar o sector exportador” nacional e anunciou que a EDP, a Amorim e a Nova Base terão reuniões amanhã com os responsáveis da cidade de Masdar, num projecto inédito a nível mundial que está em construção no Abu Dhabi.
Masdar é uma cidade que está a ser construída de raiz com materiais sustentáveis e alimentada a energia solar. O gigantesco projecto é, para já, um enorme “laboratório vivo” às portas do deserto.
[A verdade está à vista...]
Um dos encontros do ministro das finanças foi com os responsáveis pelas Obrigações do Tesouro, confirmou aos jornalistas no âmbito da primeira vista oficial ao Qatar e ao Abu Dhabi. No entanto, acrescentou: “Estas reuniões serviram fundamentalmente para apresentar o nosso plano de privatizações, apresentar as nossas principais empresas e explorar possibilidades de investimento”.
O ministro das Finanças acompanhou a deslocação oficial ao Médio Oriente até domingo, interrompeu a missão para viajar ontem para Bruxelas, onde participou na reunião dos ministros das Finanças da zona euro e regressou a tempo de se encontrar hoje com as autoridades financeiras de Abu Dhabi, apesar da reunião de Bruxelas durar dois dias.
Questionado sobre se tinha procurado junto do Abu Dhabi para compra da dívida, respondeu que se trata de “um investimento, não [de] ajuda” e que a dívida “está no mercado”. Reafirmou que a visita de três dias a estes países do Médio Oriente teve por objectivo a promoção da economia portuguesa numa das regiões mais ricas do mundo e ficará “contente se alguém comprar a dívida portuguesa, que está no mercado”. Mas, garante: “Não viemos aqui tratar disso”.
Praticamente no final desta deslocação oficial, Sócrates fez um balanço positivo desta visita “de maior importância para relançar o sector exportador” nacional e anunciou que a EDP, a Amorim e a Nova Base terão reuniões amanhã com os responsáveis da cidade de Masdar, num projecto inédito a nível mundial que está em construção no Abu Dhabi.
Masdar é uma cidade que está a ser construída de raiz com materiais sustentáveis e alimentada a energia solar. O gigantesco projecto é, para já, um enorme “laboratório vivo” às portas do deserto.
[A verdade está à vista...]
Desencontro de prioridades, editorial do DN
Nada ilustra de forma mais eloquente a prioridade do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, do que o seu apressado regresso ao Abu Dhabi, depois de ter estado presente na reunião dos 17 ministros das Finanças da Zona Euro (o chamado Eurogrupo), em Bruxelas. Tipicamente, a esta reunião segue-se no dia seguinte uma outra, a do Ecofin, isto é, o conclave dos 27 ministros das Finanças de toda a UE - o que acontecerá hoje.
Mas o que verdadeiramente conta hoje em dia é o que se decide na Zona Euro e respeita à moeda comum europeia. E, quanto a isso, os dados estavam lançados mesmo antes da reunião de ontem: bem podem multiplicar-se os apelos ao reforço financeiro, ou à agilização operacional, do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF): o ritmo das decisões, ou o seu adiamento, é pautado pela vontade germânica. Acontece que a coligação cristã-democrata e liberal no poder na Alemanha se confronta com intenções de voto desastrosas para as contendas eleitorais ao longo de 2011 em diversos Estado federados. E, antes de fins de Março, qualquer anúncio de um esforço financeiro acrescido por parte de Berlim para reforço do fundo de resgate dos países incumpridores "do Sul" constituiria um verdadeiro desastre junto de um eleitorado inflamado por apelos populistas à punição exemplar dos incumpridores, senão mesmo à sua expulsão do euro.
Portugal e Espanha bem podem organizar as suas agendas políticas com esta ideia em mente: nos próximos dois meses, vão ter de defrontar as pressões especulativas sobre as suas dívidas soberanas com as medidas de política orçamental e económica internas, contando como seu único aliado operativo o Banco Central Europeu (BCE). E com países amigos, dispostos a estreitar laços económicos e financeiros com quem deles precisa quanto antes. Não pode, assim, causar espanto que Teixeira dos Santos decida onde tem de estar no dia de hoje: junto aos petrodólares.
Mas o que verdadeiramente conta hoje em dia é o que se decide na Zona Euro e respeita à moeda comum europeia. E, quanto a isso, os dados estavam lançados mesmo antes da reunião de ontem: bem podem multiplicar-se os apelos ao reforço financeiro, ou à agilização operacional, do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF): o ritmo das decisões, ou o seu adiamento, é pautado pela vontade germânica. Acontece que a coligação cristã-democrata e liberal no poder na Alemanha se confronta com intenções de voto desastrosas para as contendas eleitorais ao longo de 2011 em diversos Estado federados. E, antes de fins de Março, qualquer anúncio de um esforço financeiro acrescido por parte de Berlim para reforço do fundo de resgate dos países incumpridores "do Sul" constituiria um verdadeiro desastre junto de um eleitorado inflamado por apelos populistas à punição exemplar dos incumpridores, senão mesmo à sua expulsão do euro.
Portugal e Espanha bem podem organizar as suas agendas políticas com esta ideia em mente: nos próximos dois meses, vão ter de defrontar as pressões especulativas sobre as suas dívidas soberanas com as medidas de política orçamental e económica internas, contando como seu único aliado operativo o Banco Central Europeu (BCE). E com países amigos, dispostos a estreitar laços económicos e financeiros com quem deles precisa quanto antes. Não pode, assim, causar espanto que Teixeira dos Santos decida onde tem de estar no dia de hoje: junto aos petrodólares.
Vinho: Finlândia e Croácia no "roteiro" da CARMIM
A Finlândia e a Croácia são os mais recentes mercados dos vinhos da Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz (CARMIM), cujas exportações seguem para 28 países e representam já 12% da facturação total da empresa.
"Estes dois países vêm na sequência do trabalho de intensificação dos mercados internacionais que temos vindo a fazer, desde há quatro anos", realçou hoje o director-geral da CARMIM, José Canita.
Com a entrada nestes novos mercados, a cooperativa de Reguengos de Monsaraz aumenta para 28 o número de países para os quais já exporta os seus vinhos, prosseguindo a aposta de "maior internacionalização" das suas marcas.
"Estes dois países vêm na sequência do trabalho de intensificação dos mercados internacionais que temos vindo a fazer, desde há quatro anos", realçou hoje o director-geral da CARMIM, José Canita.
Com a entrada nestes novos mercados, a cooperativa de Reguengos de Monsaraz aumenta para 28 o número de países para os quais já exporta os seus vinhos, prosseguindo a aposta de "maior internacionalização" das suas marcas.
Farol: 46% portugueses vê situação pior que antes 25 Abril
Quase metade dos portugueses (46%) considera as atuais condições económicas e sociais piores do que há 40 anos, antes do 25 de Abril, segundo o estudo 'As escolhas dos Portugueses e o Projeto Farol'.
"Os cidadãos desresponsabilizam-se e acreditam que a globalização representa uma concorrência", afirmou hoje Belmiro de Azevedo, membro da comissão executiva do Projeto Farol, que pretende traçar um guia para o desenvolvimento do país até 2010.
Na cerimónia de apresentação deste estudo, o empresário realçou que "além dos portugueses estarem mal informados sobre o grau do desenvolvimento do país das últimas décadas, conclui-se também que desconfiam dos poderes instituídos, apontam o Estado como figura central no desenvolvimento do país e sentem-se desconfortáveis com a globalização".
"Os cidadãos desresponsabilizam-se e acreditam que a globalização representa uma concorrência", afirmou hoje Belmiro de Azevedo, membro da comissão executiva do Projeto Farol, que pretende traçar um guia para o desenvolvimento do país até 2010.
Na cerimónia de apresentação deste estudo, o empresário realçou que "além dos portugueses estarem mal informados sobre o grau do desenvolvimento do país das últimas décadas, conclui-se também que desconfiam dos poderes instituídos, apontam o Estado como figura central no desenvolvimento do país e sentem-se desconfortáveis com a globalização".
BES e Pastor desmentem negociações para fusão dos dois bancos
O Jornal Expansion noticiou hoje que o banco espanhol estava a negociar uma fusão com o Banco Espírito Santo.
O Pastor já negou a notícia avançada pelo jornal. Fonte oficial do Pastor, em declarações à Bloomberg, refere que a notícia é “absolutamente mentira”. Em comunicado à CNMV, o regulador espanhol, o Pastor “desmente claramente a existência das ditas negociações, e como consequência, a veracidade da informação”.
O BES negou também qualquer fundamento a esta notícia. "O BES informa que tal notícia não corresponde à verdade e desmente a existência de tais negociações", refere o banco em comunicado à CMVM.
Num comentário a estas notícias, o CaixaBI salienta que “estes dois bancos têm uma estrutura accionista bastante sólida, o que poderia potenciar e facilitar um contexto de eventuais negociações” e que “uma eventual veracidade desta notícia criaria um banco com cerca 114 mil milhões de euros de activos permitindo a ambos um reforço de escala e de influência geográfica ao mesmo tempo que mantinham a gestão da sua esfera de influência doméstica”.
O BES concretizou no ano passado a compra de 50% do negócio segurador (ramo vida) do Banco Pastor em Espanha e da gestora de activos Gespastor.
Sedes em Lisboa, Galiza e Madrid
A notícia de hoje, dá conta que foi o BES a sondar o Pastor sobre a possibilidade de uma fusão entre os dois bancos. O Jornal espanhol noticia que ambos os bancos iniciaram negociações nas últimas semanas, estando a estudar a possibilidade de criar um novo grupo na primeira metade deste ano.
Estaria já definido a repartição das sedes do novo grupo, com a gestão bancária em Espanha a ficar na Galiza, de fundos em Madrid e da unidade portuguesa e internacional em Lisboa.
A nova entidade teria activos de 133 mil milhões de euros, com o BES a representar três quartos do novo banco. O Expansion adianta que a integração teria que ser amigável, uma vez que o Pastor tem o capital “blindado”, sendo controlado em 40% pela Fundação Pedro Barrie de la Maza, onde Amâncio Ortega, da Inditex, é um dos maiores accionistas.
O Pastor já negou a notícia avançada pelo jornal. Fonte oficial do Pastor, em declarações à Bloomberg, refere que a notícia é “absolutamente mentira”. Em comunicado à CNMV, o regulador espanhol, o Pastor “desmente claramente a existência das ditas negociações, e como consequência, a veracidade da informação”.
O BES negou também qualquer fundamento a esta notícia. "O BES informa que tal notícia não corresponde à verdade e desmente a existência de tais negociações", refere o banco em comunicado à CMVM.
Num comentário a estas notícias, o CaixaBI salienta que “estes dois bancos têm uma estrutura accionista bastante sólida, o que poderia potenciar e facilitar um contexto de eventuais negociações” e que “uma eventual veracidade desta notícia criaria um banco com cerca 114 mil milhões de euros de activos permitindo a ambos um reforço de escala e de influência geográfica ao mesmo tempo que mantinham a gestão da sua esfera de influência doméstica”.
O BES concretizou no ano passado a compra de 50% do negócio segurador (ramo vida) do Banco Pastor em Espanha e da gestora de activos Gespastor.
Sedes em Lisboa, Galiza e Madrid
A notícia de hoje, dá conta que foi o BES a sondar o Pastor sobre a possibilidade de uma fusão entre os dois bancos. O Jornal espanhol noticia que ambos os bancos iniciaram negociações nas últimas semanas, estando a estudar a possibilidade de criar um novo grupo na primeira metade deste ano.
Estaria já definido a repartição das sedes do novo grupo, com a gestão bancária em Espanha a ficar na Galiza, de fundos em Madrid e da unidade portuguesa e internacional em Lisboa.
A nova entidade teria activos de 133 mil milhões de euros, com o BES a representar três quartos do novo banco. O Expansion adianta que a integração teria que ser amigável, uma vez que o Pastor tem o capital “blindado”, sendo controlado em 40% pela Fundação Pedro Barrie de la Maza, onde Amâncio Ortega, da Inditex, é um dos maiores accionistas.
segunda-feira, janeiro 17, 2011
Brisa espera ganhar até 50 contratos na Índia
A Brisa estima ganhar entre 40 a 50 contratos de operação e manutenção de autoestradas na Índia nos próximos cinco anos, com uma receita estimada entre 80 e 100 milhões de euros, num total de quatro mil quilómetros.
O processo de operação e manutenção das concessões, que poderá estar associado à cobrança de portagens, num mercado com cerca de 65 mil quilómetros de autoestradas, avançará no âmbito de uma parceria estabelecida entre a empresa portuguesa e o grupo indiano Feedback Ventures.
Apesar de alguns dos 29 estados indianos não estarem ainda preparados para receber este tipo de infraestruturas, a prioridade desta aliança passa pela “prestação de serviços de qualidade” e pela criação de “uma plataforma tecnológica unificada” aplicável a todas as concessões, afirmou aos jornalistas o presidente da Feedback Ventures, Vinayak Chatterjee.
“Queremos um sistema unificado, uma plataforma unificada que reduza os problemas de pagamento e as filas de espera”, disse o responsável, que estima em “um ou dois anos, no máximo”, a implementação da Via Verde naquele país.
O presidente da Brisa, Vasco de Mello, disse aos jornalistas, após a formalização da aliança na sexta-feira em Nova Deli, que a parceria estabelecida "é uma excelente entrada e uma forma de aprofundar o conhecimento do mercado” indiano.
Para Vasco de Mello, "a Índia tem um enorme potencial. Começando agora pela manutenção das autoestradas já existentes, é objetivo da Brisa vir mais tarde participar nos projetos de concessão”.
“A Índia é um mercado de uma grande dimensão e disponível num período muito longo”, disse o presidente da concessionária, destacando que “a Índia em si mesmo já é um continente” e, no curto prazo, a Brisa estará concentrada no mercado indiano.
Actualmente com 200 concessões, a Índia “necessita agora de um salto em termos de excelência nas operações”, sublinhou.
A Índia tem hoje 3,2 milhões de quilómetros de rede rodoviária, dos quais dois por cento (65 mil quilómetros) são autoestradas, atualmente concessionadas pelo governo indiano, que estabelece uma média diária de construção de 20 quilómetros por dia, com uma circulação média de 40% do tráfego indiano.
As expetativas apontam para que este mercado de operação e manutenção de infra-estruturas rodoviárias na Índia venha a valer mil milhões de euros em 2016.
O enfoque da joint-venture luso-indiana será a componente tecnológica e inovação, operação e manutenção corrente e, na maioria dos casos, nos trechos de vias portajados apostar no desenvolvimento das portagens já existentes.
A Brisa e a Feedback Ventures assinaram no final de novembro o contrato de constituição da Feedback Brisa Highways, na qual o grupo indiano detém 60% do capital e a concessionária portuguesa 40%.
O processo de operação e manutenção das concessões, que poderá estar associado à cobrança de portagens, num mercado com cerca de 65 mil quilómetros de autoestradas, avançará no âmbito de uma parceria estabelecida entre a empresa portuguesa e o grupo indiano Feedback Ventures.
Apesar de alguns dos 29 estados indianos não estarem ainda preparados para receber este tipo de infraestruturas, a prioridade desta aliança passa pela “prestação de serviços de qualidade” e pela criação de “uma plataforma tecnológica unificada” aplicável a todas as concessões, afirmou aos jornalistas o presidente da Feedback Ventures, Vinayak Chatterjee.
“Queremos um sistema unificado, uma plataforma unificada que reduza os problemas de pagamento e as filas de espera”, disse o responsável, que estima em “um ou dois anos, no máximo”, a implementação da Via Verde naquele país.
O presidente da Brisa, Vasco de Mello, disse aos jornalistas, após a formalização da aliança na sexta-feira em Nova Deli, que a parceria estabelecida "é uma excelente entrada e uma forma de aprofundar o conhecimento do mercado” indiano.
Para Vasco de Mello, "a Índia tem um enorme potencial. Começando agora pela manutenção das autoestradas já existentes, é objetivo da Brisa vir mais tarde participar nos projetos de concessão”.
“A Índia é um mercado de uma grande dimensão e disponível num período muito longo”, disse o presidente da concessionária, destacando que “a Índia em si mesmo já é um continente” e, no curto prazo, a Brisa estará concentrada no mercado indiano.
Actualmente com 200 concessões, a Índia “necessita agora de um salto em termos de excelência nas operações”, sublinhou.
A Índia tem hoje 3,2 milhões de quilómetros de rede rodoviária, dos quais dois por cento (65 mil quilómetros) são autoestradas, atualmente concessionadas pelo governo indiano, que estabelece uma média diária de construção de 20 quilómetros por dia, com uma circulação média de 40% do tráfego indiano.
As expetativas apontam para que este mercado de operação e manutenção de infra-estruturas rodoviárias na Índia venha a valer mil milhões de euros em 2016.
O enfoque da joint-venture luso-indiana será a componente tecnológica e inovação, operação e manutenção corrente e, na maioria dos casos, nos trechos de vias portajados apostar no desenvolvimento das portagens já existentes.
A Brisa e a Feedback Ventures assinaram no final de novembro o contrato de constituição da Feedback Brisa Highways, na qual o grupo indiano detém 60% do capital e a concessionária portuguesa 40%.
Mobiliário: 65 empresas portuguesas rumam a Paris
Sessenta e cinco empresas portuguesas de mobiliário participam, de 21 a 25 de janeiro, em Paris, na feira internacional 'Maison & Objet', considerado "o principal evento internacional no universo da decoração".
Em entrevista, o secretário-geral da Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA) explicou que esta "forte presença portuguesa" se insere no projeto de promoção internacional do setor, o Interfurniture, elaborado para o período 2008-2013 e que prevê um investimento global de 10 milhões de euros apoiado pelo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).
"Por estar muito dependente do sector da construção civil e do imobiliário, onde a crise já se vem fazendo sentir há mais tempo, o sector do mobiliário sentiu a necessidade de procurar mercados alternativos ao mercado nativo e começou a olhar para fora de uma forma mais afincada, até porque o nosso mercado era demasiado pequeno para a capacidade de produção instalada", explicou Hugo Vieira.
Em entrevista, o secretário-geral da Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA) explicou que esta "forte presença portuguesa" se insere no projeto de promoção internacional do setor, o Interfurniture, elaborado para o período 2008-2013 e que prevê um investimento global de 10 milhões de euros apoiado pelo Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).
"Por estar muito dependente do sector da construção civil e do imobiliário, onde a crise já se vem fazendo sentir há mais tempo, o sector do mobiliário sentiu a necessidade de procurar mercados alternativos ao mercado nativo e começou a olhar para fora de uma forma mais afincada, até porque o nosso mercado era demasiado pequeno para a capacidade de produção instalada", explicou Hugo Vieira.
quinta-feira, janeiro 13, 2011
Vinhos do Alentejo exportam mais 48% para o Brasil em 2010
As exportações de vinhos do Alentejo para o Brasil cresceram cerca de 48% em 2010, face ao ano anterior, sendo o mercado que registou o maior aumento de vendas, revelou hoje a presidente da CVRA - Comissão Vitivinícola Regional Alentejana.
A presidente da CVRA, Dora Simões, adiantou que o Brasil é o segundo mercado importador de vinhos do Alentejo, para o qual foram exportados 2,1 milhões de litros em 2010, enquanto no ano anterior as vendas tinham atingido 1,4 milhões de litros, representando um crescimento "significativo".
"Estamos muito satisfeitos com este notável aumento de vendas num mercado competitivo como é o brasileiro e consideramos que este é o resultado prático de ações de divulgação e de um trabalho comercial intenso dos produtores de vinhos do Alentejo e dos importadores no Brasil", salientou.
A presidente da CVRA, Dora Simões, adiantou que o Brasil é o segundo mercado importador de vinhos do Alentejo, para o qual foram exportados 2,1 milhões de litros em 2010, enquanto no ano anterior as vendas tinham atingido 1,4 milhões de litros, representando um crescimento "significativo".
"Estamos muito satisfeitos com este notável aumento de vendas num mercado competitivo como é o brasileiro e consideramos que este é o resultado prático de ações de divulgação e de um trabalho comercial intenso dos produtores de vinhos do Alentejo e dos importadores no Brasil", salientou.
China admite ter comprado obrigações do tesouro portuguesas
A China admitiu ter comprado dívida pública de Portugal na quarta-feira, num gesto que visa dar aos investidores confiança nas economias do país.
"Estes são tempos complicados e estamos a adotar um papel positivo", disse um vice-presidente do Banco Popular da China citado pelo jornal inglês The Guardian.
"Somos e continuaremos a ser compradores consistentes e temos um plano de investimento na Europa a longo prazo", acrescentou.
Portugal vendeu dívida pública na quarta-feira, tendo conseguido taxas de juro de 6,7% para as obrigações a 10 anos e registando uma procura 3,2 vezes superior à oferta.
Numa entrevista à CNN, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, admitiu que a China poderá ter participado no leilão, posição confirmada hoje pelo Banco Popular da China.
A China, já detém 13% da dívida pública espanhola.
"Estes são tempos complicados e estamos a adotar um papel positivo", disse um vice-presidente do Banco Popular da China citado pelo jornal inglês The Guardian.
"Somos e continuaremos a ser compradores consistentes e temos um plano de investimento na Europa a longo prazo", acrescentou.
Portugal vendeu dívida pública na quarta-feira, tendo conseguido taxas de juro de 6,7% para as obrigações a 10 anos e registando uma procura 3,2 vezes superior à oferta.
Numa entrevista à CNN, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, admitiu que a China poderá ter participado no leilão, posição confirmada hoje pelo Banco Popular da China.
A China, já detém 13% da dívida pública espanhola.
Krugman e a vitória de Pirro do governo português
No blog que publica no New York Times, o Nobel da Economia questiona o sucesso da operação de venda da dívida portuguesa e parafraseia Pirro: "Mais uns sucessos e a periferia da Europa será destruída".
"Leilão de acções pírrico" é o título que Paul Krugman dá ao post em que analisa a venda da dívida portuguesa esta quarta-feira, no site do The New York Times. O Nobel da Economia questiona o sucesso da venda dos títulos com uma taxa de juro de "apenas" 6,7%. "Uma taxa de juro tão elevada está perto de ser ruinosa", escreve reconhecendo no entanto que "não é, de facto, tão mau quanto as pessoas esperavam na semana passada; nessa medida, um sucesso."
Krugman diz partilhar da ideia que a reacção de euforia "diz qualquer coisa sobre o completo desespero da situação europeia."
Pirro, às portas de Roma, depois de ter ganho uma batalha que custou a vida a quase todas as suas tropas terá dito: "Mais uma vitória destas e estou perdido." O economista norte-americano termina o texto, escrevendo: "Mais uns sucessos e a periferia da Europa será destruída."
"Leilão de acções pírrico" é o título que Paul Krugman dá ao post em que analisa a venda da dívida portuguesa esta quarta-feira, no site do The New York Times. O Nobel da Economia questiona o sucesso da venda dos títulos com uma taxa de juro de "apenas" 6,7%. "Uma taxa de juro tão elevada está perto de ser ruinosa", escreve reconhecendo no entanto que "não é, de facto, tão mau quanto as pessoas esperavam na semana passada; nessa medida, um sucesso."
Krugman diz partilhar da ideia que a reacção de euforia "diz qualquer coisa sobre o completo desespero da situação europeia."
Pirro, às portas de Roma, depois de ter ganho uma batalha que custou a vida a quase todas as suas tropas terá dito: "Mais uma vitória destas e estou perdido." O economista norte-americano termina o texto, escrevendo: "Mais uns sucessos e a periferia da Europa será destruída."
quarta-feira, janeiro 12, 2011
Roubar Pão
"PSP detém ladrões de 70 pães
A PSP de Lisboa deteve hoje dois homens por terem roubado dois sacos com cerca de 70 pães de uma padaria na zona de Marvila e depois de um deles ter sido baleado por um agente enquanto tentava fugir. "
Roubar pão já dá para ser baleado, por 15 euros. Ora neste caso os senhores polícias fizeram um grande trabalho... e o juíz então este não vai ter problemas em condenar a uma bela pena
A PSP de Lisboa deteve hoje dois homens por terem roubado dois sacos com cerca de 70 pães de uma padaria na zona de Marvila e depois de um deles ter sido baleado por um agente enquanto tentava fugir. "
Roubar pão já dá para ser baleado, por 15 euros. Ora neste caso os senhores polícias fizeram um grande trabalho... e o juíz então este não vai ter problemas em condenar a uma bela pena
Internet na escola. Acesso a banda larga baixou notas dos alunos
Estudo diz que ter banda larga só não chega. É preciso ensinar a usar a net. Alunos longe dos centros urbanos são os que mais navegam.
Mourinho. O próximo prémio pode dar ao PIB 250 milhões
O melhor do mundo, que é embaixador da organização da Ryder Cup de 2018, já tem outra vitória em mente. Por Portugal.
José Mourinho protege-se da fama. Em 2010, ganhou Serie A italiana, Coppa de Itália, Champions e Bola de Ouro. Foi um ano rico em emoções. Segue-se 2011, mais rico ainda...
Numa entrevista antiga, Lauro António resumiu de forma exemplar o sucesso de Mourinho: "Transcendeu o lado mesquinho do tipo que não é capaz, que tem medo." Essa faceta valeu-lhe títulos, uma carreira sempre a crescer, a chegada ao clube com mais receitas do mundo e um valor, enquanto marca, que lhe permite atingir os 12 milhões de euros/ano em direitos de imagem. E todos sabiam que se tratava do melhor do mundo, faltava apenas o selo de garantia na forma do carimbo FIFA. Esse também está conquistado. A partir de agora, o treinador vai somar mais milhões à já por si extensa conta bancária. E multiplicá-los para Portugal, que irá beneficiar do impacto do prémio a breve e médio/longo prazo.
"É uma chancela de qualidade, a consolidação de um reconhecimento que já existia e que pode favorecer o nosso país, até porque foi importante ter começado o discurso a falar português, destacando o orgulho nas suas origens. Nesta fase, qualquer país precisa de reunir o exército de marcas porque as guerras actuais são feitas com marcas e não com armas. E, em mais uma área, Portugal pode dizer que tem o melhor do mundo", ressalva o publicitário Carlos Coelho.
Nos relvados, e como salienta o comentador Santiago Segurola, "Mourinho é o mais parecido a uma garantia de êxito no desconcertante mundo do futebol em que nada é seguro"; fora destes, também. E, dos relvados para os greens, a candidatura nacional à organização da Ryder Cupe passou a ter outro trunfo para jogar. Até porque, na promoção a que o Special One se juntou, a ideia-chave é a mesma da que foi segunda-feira transmitida a milhões e milhões de telespectadores que seguiram a cerimónia: "Quero vencer sempre e levar o nome de Portugal aos quatro cantos do mundo. É o desafio a que me proponho directamente."
Impacto
A organização da Ryder Cup, que coloca em confronto as selecções da Europa e a dos EUA em golfe, terá um impacto económico de 550 milhões de euros. Porque é o terceiro evento desportivo no mundo com mais telespectadores (1,1 mil milhões), apenas superado pelos Jogos Olímpicos e pelo Mundial de futebol. E porque, em comparação com outros certames, renderá o triplo do Euro-2004 e mais do que o dobro da Ryder Cup em 2016, que irá realizar-se na Rep. Irlanda (240 milhões). Estão orçamentados 220 milhões de euros em receitas ligadas ao turismo durante os seis dias em que a prova irá decorrer na Herdade da Comporta.
E contribuirá com 250 milhões de euros para o PIB.
Portugal tinha boas hipóteses frente às restantes quatro candidaturas - Alemanha, França, Holanda e Espanha - mas, tendo o (agora reconhecido) melhor treinador do mundo como embaixador da organização, ganhou mais ainda.
José Mourinho protege-se da fama. Em 2010, ganhou Serie A italiana, Coppa de Itália, Champions e Bola de Ouro. Foi um ano rico em emoções. Segue-se 2011, mais rico ainda...
Numa entrevista antiga, Lauro António resumiu de forma exemplar o sucesso de Mourinho: "Transcendeu o lado mesquinho do tipo que não é capaz, que tem medo." Essa faceta valeu-lhe títulos, uma carreira sempre a crescer, a chegada ao clube com mais receitas do mundo e um valor, enquanto marca, que lhe permite atingir os 12 milhões de euros/ano em direitos de imagem. E todos sabiam que se tratava do melhor do mundo, faltava apenas o selo de garantia na forma do carimbo FIFA. Esse também está conquistado. A partir de agora, o treinador vai somar mais milhões à já por si extensa conta bancária. E multiplicá-los para Portugal, que irá beneficiar do impacto do prémio a breve e médio/longo prazo.
"É uma chancela de qualidade, a consolidação de um reconhecimento que já existia e que pode favorecer o nosso país, até porque foi importante ter começado o discurso a falar português, destacando o orgulho nas suas origens. Nesta fase, qualquer país precisa de reunir o exército de marcas porque as guerras actuais são feitas com marcas e não com armas. E, em mais uma área, Portugal pode dizer que tem o melhor do mundo", ressalva o publicitário Carlos Coelho.
Nos relvados, e como salienta o comentador Santiago Segurola, "Mourinho é o mais parecido a uma garantia de êxito no desconcertante mundo do futebol em que nada é seguro"; fora destes, também. E, dos relvados para os greens, a candidatura nacional à organização da Ryder Cupe passou a ter outro trunfo para jogar. Até porque, na promoção a que o Special One se juntou, a ideia-chave é a mesma da que foi segunda-feira transmitida a milhões e milhões de telespectadores que seguiram a cerimónia: "Quero vencer sempre e levar o nome de Portugal aos quatro cantos do mundo. É o desafio a que me proponho directamente."
Impacto
A organização da Ryder Cup, que coloca em confronto as selecções da Europa e a dos EUA em golfe, terá um impacto económico de 550 milhões de euros. Porque é o terceiro evento desportivo no mundo com mais telespectadores (1,1 mil milhões), apenas superado pelos Jogos Olímpicos e pelo Mundial de futebol. E porque, em comparação com outros certames, renderá o triplo do Euro-2004 e mais do que o dobro da Ryder Cup em 2016, que irá realizar-se na Rep. Irlanda (240 milhões). Estão orçamentados 220 milhões de euros em receitas ligadas ao turismo durante os seis dias em que a prova irá decorrer na Herdade da Comporta.
E contribuirá com 250 milhões de euros para o PIB.
Portugal tinha boas hipóteses frente às restantes quatro candidaturas - Alemanha, França, Holanda e Espanha - mas, tendo o (agora reconhecido) melhor treinador do mundo como embaixador da organização, ganhou mais ainda.
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