quinta-feira, julho 05, 2012
Empresa canadiana investe até 66 milhões na mina de ouro de Jales
O consórcio composto pela empresa canadiana, Almada Mining, e pela EDM - Empresa de Desenvolvimento Mineiro, venceu o concurso para a exploração experimental da mina de ouro de Jales/Gralheira, em Vila Pouca de Aguiar, concelho de Vila Real.
De acordo com Carlos Caxaria, subdirector geral da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), das quatro empresas que apresentaram proposta, o consórcio da Almada Mining foi o que apresentou a oferta mais competitiva com um "preço três vezes superior" aos dos outros concorrentes.
O consórcio pretende investir até 66 milhões naquela mina de ouro, dos quais 26 milhões serão aplicados nos próximos três anos e os restantes 40 milhões serão aplicados já na fase de concessão definitiva, ou seja, se ao fim dos três anos se perceber que existe ouro suficiente para extrair e tornar a mina comercial.
"Ou é desta que ficamos com uma mina de ouro em Jales ou então é porque não temos mina", disse Caxaria, esta tarde na apresentação do vencedor do concurso, acrescentando que só nesta fase de exploração as duas empresas criarão 100 postos de trabalho diretos e 250 indiretos.
"Este é mais um passo para colocar o sector mineiro a contribuir para a economia nacional", disse ainda, lembrando que além dos empregos criados, o desenvolvimento deste sector traz investimento estrangeiro para Portugal, os impostos que são pagos por essas empresas, a exportação dos minérios e ainda "as royalties, se houver exploração".
Estas royalties, que são pagas ao Governo como uma espécie de taxa por terem a oportunidade de explorar solo português, poderá rondar "os 3% a 4% do valor do minério à boca da mina", adiantou Carlos Caxaria, acrescentando ainda que desse valor, cerca de 1% poderia ir para as autarquias.
Esta tarde foram também assinados quatro novos contratos de concessão de recursos minerais metálicos que no total representam um investimento de 6,8 milhões de euros por parte das empresas.
Destes quatro, três são para pesquisa de vários tipos de minérios, como ouro, prata, chumbo, zinco ou cobre, e estão situados nas áreas de Monte das Mesas, no Alentejo; em Arcas, no concelho de Chaves e ainda em Banjas, perto do Porto. E um deles é já para exploração. Esta mina de ouro, que se encontra numa fase mais avançada fica também em Banjas e será explorada também pela Almada Mining, a mesma empresa que ganhou Jales e que é detida pela candiana Petaquilla Minerals.
Segundo Caxaria, esta empresa investirá 2,3 milhões de euros nos três anos de exploração, um investimento que poderá crescer até aos 5,3 milhões de euros.
terça-feira, julho 03, 2012
Empresa canadiana estima 1,57 gramas de ouro por tonelada no Alentejo
A empresa
canadiana Colt Resources, que desenvolve prospecções de ouro no Alentejo,
indicou hoje que uma estimativa independente aponta para concentrações daquele
metal na ordem das 1,57 gramas por tonelada, na zona de Boa-Fé
(Évora).Segundo a empresa canadiana, estes dados fazem parte da estimativa inicial de recursos, feita pela empresa independente SRK Consulting, para os depósitos da Chaminé e de Casas Novas, inseridos no projecto de prospecção de ouro na Boa-Fé, concelho de Évora.
Nestes dois depósitos, a SRK estimou que os recursos minerais (toda a jazida, incluindo a terra, rocha ou outros componentes) rondem os 4,23 milhões de toneladas, sendo a concentração de ouro indicada em 1,57 gramas por tonelada.
A Colt Resources, no mesmo comunicado, refere ainda que os dados desta empresa independente indicam que em "209 mil toneladas" adicionais a concentração de ouro estimada pode ser superior, atingindo as 2,36 gramas por tonelada.
Tendo em atenção estes indicadores, a empresa refere que as zonas com concentrações de ouro inferiores a 0,40 é que não devem ser exploradas.
Portugal na China está na moda. Há que aproveitar
Nas privatizações, as empresas
chinesas foram até agora as grandes vencedoras. Portugal quer vender dívida à
China. E quer as empresas portuguesas a venderem ao Império do Meio.
Lisboa
está a 9.800 quilómetros de Pequim. Entre as duas
capitais há sete horas de diferença. Portugal tem 10 milhões de pessoas. A China
tem 1,3 mil milhões. Só em Pequim e Xangai vivem perto de 20 milhões. Há mais de
100 cidades com mais de um milhão de pessoas. Há uma classe média de 200 milhões
de pessoas. A economia cresceu no último ano cerca de 9%.
China: Um ministro cristão “muito importante” de Portugal no Templo do Céu
O ministro dos Negócios Estrangeiros visitou o Templo do Céu antes de
dar início às reuniões oficiais com o Governo da China. O cristão Paulo Portas
cumpriu os costumes locais e foi considerado um ministro “muito importante” pelo
homólogo chinês.
Na China, sê chinês: os costumes locais recomendam uma visita ao Templo do Céu, para garantir boa sorte, e Paulo Portas cumpriu essa indicação. No primeiro de quatro dias dedicados a reuniões oficiais, o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal seguiu os preceitos e a primeira recompensa veio pouco depois, quando reuniu com o homólogo chinês.
Na Ásia, tão importante como o que se diz é a forma como se diz. Yang Jiechi seguiu as regras protocolares do discurso, mas considerou que “o senhor Ministro é muito importante”, com outros elogios, dando a entender que o governante português está a ser recebido com atenção por parte das autoridades do Império do Meio.
O ministro dos Negócios Estrangeiros sublinhou que a China está interessada numa “cooperação estratégica com Portugal a nível global”, revelando que a segunda maior economia do mundo está atenta ao que se passa na ponta da Europa: “o senhor Ministro e o seu Governo fizeram grandes esforços na área da economia e gostaríamos de dar votos de sucesso para as vossas reformas”.
O homólogo português agradeceu e prometeu a “reafirmação do interesse na parceria estratégica com a China”, lembrando que esse interesse não é de agora, pois “as relações entre os dois países são centenárias e sem conflitos”.
Na China, sê chinês: os costumes locais recomendam uma visita ao Templo do Céu, para garantir boa sorte, e Paulo Portas cumpriu essa indicação. No primeiro de quatro dias dedicados a reuniões oficiais, o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal seguiu os preceitos e a primeira recompensa veio pouco depois, quando reuniu com o homólogo chinês.
Na Ásia, tão importante como o que se diz é a forma como se diz. Yang Jiechi seguiu as regras protocolares do discurso, mas considerou que “o senhor Ministro é muito importante”, com outros elogios, dando a entender que o governante português está a ser recebido com atenção por parte das autoridades do Império do Meio.
O ministro dos Negócios Estrangeiros sublinhou que a China está interessada numa “cooperação estratégica com Portugal a nível global”, revelando que a segunda maior economia do mundo está atenta ao que se passa na ponta da Europa: “o senhor Ministro e o seu Governo fizeram grandes esforços na área da economia e gostaríamos de dar votos de sucesso para as vossas reformas”.
O homólogo português agradeceu e prometeu a “reafirmação do interesse na parceria estratégica com a China”, lembrando que esse interesse não é de agora, pois “as relações entre os dois países são centenárias e sem conflitos”.
Chinesa State Grid vai investir 12 milhões num centro tecnológico em Portugal
A empresa chinesa State Grid
tenciona investir 12 milhões de euros na criação de um centro tecnológico em
Portugal, de acordo com um memorado de entendimento assinado hoje com a REN -Redes Energéticas Nacionais.
"É
uma oportunidade para termos conhecimento, tecnologia e colaboração entre
empresas e universidades, através de uma grande companhia internacional que
aposta em Portugal", disse o ministro português de Estado e dos Negócios
Estrangeiros, Paulo Portas, após a
assinatura do memorando.
Foi um dos dois acordos assinados hoje na sede da State Grid, em Pequim, pelos presidentes da REN e da State Grid International, Rui Cartaxo e Zhu Guangchao, respectivamente, e contou também com a presença do líder daquele grande grupo estatal chinês, Liu Zhenya.
Com cerca de um milhão e meio de trabalhadores, a State Grid é considerada uma das dez maiores empresas do mundo, e este ano comprou ao Estado português 25% do capital da REN por 287 milhões de euros.
Além do valor estimado do investimento, o anunciado centro tecnológico "tem sobretudo a importância de abrir um espaço de colaboração às empresas, às universidades e aos estudantes portugueses nas áreas da energia em que Portugal é mais competitivo e moderno", salientou também Paulo Portas.
O outro memorando de entendimento assinado hoje entre os presidentes da State Grid International e da REN diz respeito à criação de empresas mistas de consultoria no Brasil.
Portas iniciou no sábado passado em Xangai uma visita de oito dias à China, a primeira de um ministro do actual Governo português, acompanhado por mais de cinquenta empresários.
Hoje de manhã (hora local) encontrou-se com o homólogo chinês, Yang Jiechi, e na quarta-feira às 10.30 (03:30 em Lisboa) vai encontrar-se com o "número dois" do Governo, o vice-primeiro-ministro executivo, Li Keqiang.
Foi um dos dois acordos assinados hoje na sede da State Grid, em Pequim, pelos presidentes da REN e da State Grid International, Rui Cartaxo e Zhu Guangchao, respectivamente, e contou também com a presença do líder daquele grande grupo estatal chinês, Liu Zhenya.
Com cerca de um milhão e meio de trabalhadores, a State Grid é considerada uma das dez maiores empresas do mundo, e este ano comprou ao Estado português 25% do capital da REN por 287 milhões de euros.
Além do valor estimado do investimento, o anunciado centro tecnológico "tem sobretudo a importância de abrir um espaço de colaboração às empresas, às universidades e aos estudantes portugueses nas áreas da energia em que Portugal é mais competitivo e moderno", salientou também Paulo Portas.
O outro memorando de entendimento assinado hoje entre os presidentes da State Grid International e da REN diz respeito à criação de empresas mistas de consultoria no Brasil.
Portas iniciou no sábado passado em Xangai uma visita de oito dias à China, a primeira de um ministro do actual Governo português, acompanhado por mais de cinquenta empresários.
Hoje de manhã (hora local) encontrou-se com o homólogo chinês, Yang Jiechi, e na quarta-feira às 10.30 (03:30 em Lisboa) vai encontrar-se com o "número dois" do Governo, o vice-primeiro-ministro executivo, Li Keqiang.
segunda-feira, julho 02, 2012
Portugueses inventam seringa a laser sem agulha
Uma seringa a laser, sem agulha, está a ser desenvolvida em Coimbra e deve chegar ao mercado dentro de um ano, anunciou Carlos Serpa, um dos investigadores envolvidos, nesta segunda-feira. O Laserleap (seringa a laser) é um sistema em nada semelhante às tradicionais seringas com agulha, mas que, tal como estas, permite fazer chegar o medicamento ao destino pretendido, só que sem picada e recorrendo a laser.
O protótipo da "seringa" foi hoje apresentado na Universidade de Coimbra (UC), onde o projeto nasceu, em 2008, por um grupo de três investigadores do Departamento de Química, que inclui também Luís Arnaut e Gonçalo Sá.
Aguarda patente internacional e deve chegar ao mercado em 2013
Através do laser, é criada uma onda de pressão que, ao chegar à pele, gera uma "espécie de tremor de terra", deixando-a "durante alguns segundos permeável", o que facilita a aplicação do fármaco, administrado em creme ou gel, explicou Carlos Serpa. O fármaco "surte efeito mais rapidamente, nomeadamente no caso dos analgésicos tópicos", acrescentou.
Aplicações no tratamento do cancro da pele e de determinadas doenças dermatológicas, administração de vacinas ou aplicações em cosmética são algumas das utilizações da tecnologia Laserleap. Testado em três dezenas de estudantes do Departamento de Química, o sistema "não provoca dor nem vermelhidão", de uma maneira geral - "apenas 5% dos casos, mas passa rapidamente" - e é considerado "seguro para os humanos".
Vencedor da primeira edição do prémio RedEmprendia (2010), no valor de 200 mil euros, o Laserleap, levou já à criação de uma empresa - LaserLeap Tecnologies, em setembro de 2011, e atualmente incubada no Instituto Pedro Nunes - e a um pedido de patente internacional, em abril de 2011.
Ainda recentemente, o projecto venceu o desafio internacional lançado no Photonics West 2012, um dos maiores encontros científicos do mundo na área da fotónica.
A RedEmprendia é uma associação criada com apoio do Grupo Santander e orientada para o empreendedorismo, que congrega 20 universidades ibero-americanas - em Portugal, as Universidades de Coimbra e do Porto.
Durante a apresentação do protótipo, o presidente da RedEmprendia, Senen Barro, classificou o projeto português de "excepcional". "A qualidade de vida de muitas pessoas pode mudar radicalmente" com a nova seringa, considerou.
O protótipo da "seringa" foi hoje apresentado na Universidade de Coimbra (UC), onde o projeto nasceu, em 2008, por um grupo de três investigadores do Departamento de Química, que inclui também Luís Arnaut e Gonçalo Sá.
Aguarda patente internacional e deve chegar ao mercado em 2013
Através do laser, é criada uma onda de pressão que, ao chegar à pele, gera uma "espécie de tremor de terra", deixando-a "durante alguns segundos permeável", o que facilita a aplicação do fármaco, administrado em creme ou gel, explicou Carlos Serpa. O fármaco "surte efeito mais rapidamente, nomeadamente no caso dos analgésicos tópicos", acrescentou.
Aplicações no tratamento do cancro da pele e de determinadas doenças dermatológicas, administração de vacinas ou aplicações em cosmética são algumas das utilizações da tecnologia Laserleap. Testado em três dezenas de estudantes do Departamento de Química, o sistema "não provoca dor nem vermelhidão", de uma maneira geral - "apenas 5% dos casos, mas passa rapidamente" - e é considerado "seguro para os humanos".
Vencedor da primeira edição do prémio RedEmprendia (2010), no valor de 200 mil euros, o Laserleap, levou já à criação de uma empresa - LaserLeap Tecnologies, em setembro de 2011, e atualmente incubada no Instituto Pedro Nunes - e a um pedido de patente internacional, em abril de 2011.
Ainda recentemente, o projecto venceu o desafio internacional lançado no Photonics West 2012, um dos maiores encontros científicos do mundo na área da fotónica.
A RedEmprendia é uma associação criada com apoio do Grupo Santander e orientada para o empreendedorismo, que congrega 20 universidades ibero-americanas - em Portugal, as Universidades de Coimbra e do Porto.
Durante a apresentação do protótipo, o presidente da RedEmprendia, Senen Barro, classificou o projeto português de "excepcional". "A qualidade de vida de muitas pessoas pode mudar radicalmente" com a nova seringa, considerou.
MENE promete que Passos visitará China para ajudar a criar "relação especial"
O primeiro-ministro português, Pedro Passos
Coelho, está a planear visitar a China em 2013, anunciou hoje em Xangai o
ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros (MENE), Paulo Portas.
"Queremos estabelecer uma relação especial com a China", disse Paulo Portas
na abertura do seminário "Caminho das Exportações", com a presença de cerca de uma centena de empresários dos dois
países. O discurso assinalou o início do programa da visita oficial do ministro
português à China, que decorre até domingo.
Paulo Portas diz que Portugal "está aberto ao investimento chinês e quer aumentar as exportações portuguesas para a China".
O ministro português saudou a participação de duas grandes empresas chinesas no programa de privatizações de Portugal: a China Three Gorges, que adquiriu 21,35% do capital da EDP, e a State Grid, que comprou 25% da REN - Redes Energéticas Nacionais.
O investimento chinês "é uma poderosa ajuda à internacionalização das empresas portuguesas", constatou.
O ministro português salientou também que Portugal é um país da zona euro que "se preocupa com a disciplina e cumpre os seus acordos".
Portas, enalteceu também os sucessos alcançados fora do país por uma nova geração de empresários, afirmando que "no século XXI, navegar é ser empreendedor". "Emigrar por tristeza com o nosso país, acho que não seria um bom sinal, mas internacionalizar, para poder fazer um negócio, um doutoramento, casar ou fazer durante algum tempo um projecto de vida, isso abre acabeça às pessoas e é extraordinariamente útil para Portugal", disse.
Paulo Portas falava no final de um almoço no Scioko, um restaurante aberto há duas semanas por quatro jovens portugueses num novo parque tecnológico de Xangai e que pretende "reinventar o fast-food" através do cachorro, um petisco ainda exótico na China. A visita ao restaurante, que não fazia parte do programa inicial, foi decidida depois do ministro português ter chegado a Xangai, no sábado à noite. "Pedi para vir aqui porque acho que os portugueses precisam de conhecer estas histórias cheias de esforço, de mérito e bem sucedidas de jovens que conseguem triunfar em circunstâncias difíceis", disse Portas.
Estes sucessos são, segundo o ministro, "um banho de auto-estima nacional por Portugal" e "um exemplo absolutamente extraordinário do que os portugueses no exterior são capazes de fazer".
O chefe da diplomacia portuguesa reafirmou o que dissera horas antes: "Temos aqui uma enorme reputação histórica. Se aliarmos a isso o vanguardismo económico somos muito bem recebidos e temos um enorme potencial à nossa frente", acrescentou.
Depois da visita àquele restaurante, Paulo Portas esteve no Centro de Investigação da Huawei, uma das maiores multinacionais chinesas, fabricante de equipamentos de telecomunicações, que abriu este ano em Lisboa um centro tecnológico.
Portas vai ainda hoje encontrar-se com o vice-presidente da Câmara de Xangai com o pelouro dos Assuntos Financeiros, Tu Guangshao, e depois visitará duas empresas, uma das quais portuguesa.
O ministro segue à tarde para Pequim, onde permanecerá até sexta-feira de manhã.
Paulo Portas diz que Portugal "está aberto ao investimento chinês e quer aumentar as exportações portuguesas para a China".
O ministro português saudou a participação de duas grandes empresas chinesas no programa de privatizações de Portugal: a China Three Gorges, que adquiriu 21,35% do capital da EDP, e a State Grid, que comprou 25% da REN - Redes Energéticas Nacionais.
O investimento chinês "é uma poderosa ajuda à internacionalização das empresas portuguesas", constatou.
O ministro português salientou também que Portugal é um país da zona euro que "se preocupa com a disciplina e cumpre os seus acordos".
Portas, enalteceu também os sucessos alcançados fora do país por uma nova geração de empresários, afirmando que "no século XXI, navegar é ser empreendedor". "Emigrar por tristeza com o nosso país, acho que não seria um bom sinal, mas internacionalizar, para poder fazer um negócio, um doutoramento, casar ou fazer durante algum tempo um projecto de vida, isso abre acabeça às pessoas e é extraordinariamente útil para Portugal", disse.
Paulo Portas falava no final de um almoço no Scioko, um restaurante aberto há duas semanas por quatro jovens portugueses num novo parque tecnológico de Xangai e que pretende "reinventar o fast-food" através do cachorro, um petisco ainda exótico na China. A visita ao restaurante, que não fazia parte do programa inicial, foi decidida depois do ministro português ter chegado a Xangai, no sábado à noite. "Pedi para vir aqui porque acho que os portugueses precisam de conhecer estas histórias cheias de esforço, de mérito e bem sucedidas de jovens que conseguem triunfar em circunstâncias difíceis", disse Portas.
Estes sucessos são, segundo o ministro, "um banho de auto-estima nacional por Portugal" e "um exemplo absolutamente extraordinário do que os portugueses no exterior são capazes de fazer".
O chefe da diplomacia portuguesa reafirmou o que dissera horas antes: "Temos aqui uma enorme reputação histórica. Se aliarmos a isso o vanguardismo económico somos muito bem recebidos e temos um enorme potencial à nossa frente", acrescentou.
Depois da visita àquele restaurante, Paulo Portas esteve no Centro de Investigação da Huawei, uma das maiores multinacionais chinesas, fabricante de equipamentos de telecomunicações, que abriu este ano em Lisboa um centro tecnológico.
Portas vai ainda hoje encontrar-se com o vice-presidente da Câmara de Xangai com o pelouro dos Assuntos Financeiros, Tu Guangshao, e depois visitará duas empresas, uma das quais portuguesa.
O ministro segue à tarde para Pequim, onde permanecerá até sexta-feira de manhã.
sexta-feira, junho 29, 2012
Exportações: caminho aberto para a carne portuguesa na Rússia
O Ministro de Estado e Negócios Estrangeiros (MENE) conseguiu abrir portas para a exportação da carne portuguesa para a Rússia, Bielorrússia e Cazaquistão.
O desbloquear das exportações da carne nacional para a Rússia era o principal objetivo da visita de Paulo Portas, hoje, a Astana, capital do Cazaquistão. Porque estas exportações encontravam-se dependentes de uma tripla autorização, que tem que ser conseguida junto das autoridades de Moscovo, Minsk e Astana.
A partir desta decisão, as exportadoras portuguesas de carne terão acesso a um mercado potencial de 170 milhões de consumidores.
De acordo com um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) estes três países - Rússia, Bielorrússia e Cazaquistão - têm uma união aduaneira, "o que significa que o acesso a um destes mercados siginifica o acesso a todos, ao contrário, havendo objecções por parte de um deles, isso é o bastante para bloquear as exportações para todos".
O MNE refere ainda que há vários anos que Portugal tentava desbloquear a falta de autorização por parte das autoridades do Cazaquistão, o que agora foi possível.
As autoridades do Cazaquistão credenciaram 44 empresas para poderem exportar "não apenas para aquele país como para todo o mercado regional".
Paulo Portas fez esta visita relâmpago de 24 horas a Astana acompanhado por um grupo de 15 empresários com interesse naquele mercado, numa missão organizada pela AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo. Os sectores empresariais mais representados eram o farmacêutico, e-governance, energia, ambiente e vinho.
O MENE fez ainda uma intervenção na abertura do 2º Seminário Empresarial Cazaquistão - Portugal, que decorreu em Astana, e durante a qual defendeu o reforço das relações comerciais entre os dois países, neste momento bastante desequilibradas a favor das importações do Cazaquistão.
Portas defendeu uma relação económica “win-win” entre os dois países, apelando a que seja facilitado o acesso de empresas portuguesas a oportunidades de negócio no Cazaquistão.
No âmbito desta visita foi ainda assinado um Memorando de Entendimento entre a AICEP e a sua congénere do Cazaquistão, tendo em vista uma maior cooperação que venha a facilitar as relações económicas e comerciais entre os dois países.
segunda-feira, junho 25, 2012
Exportações: Nova empresa luso-chinesa à conquista das "cidades de segunda e terceira linha"
Vinhos, azeite e outros produtos portugueses vão começar a ser distribuídos ainda este mês por 150 supermercados da próspera província chinesa de Zhejiang, na costa leste do país, assinalando o início das operações de uma nova empresa luso-chinesa.
"A distribuição, na China, tem sido um problema e por isso criámos uma empresa de raiz, com um parceiro chinês que é muito ocidentalizado", disse Rui Oliveira, presidente da Premium European Food Distributors, com sede em Ningbo, um dos maiores portos da China.
"O primeiro contentor, que já está todo vendido, chega já esta semana e até ao fim do ano esperamos receber mais cinco", adiantou o empresário, um engenheiro e gestor do Porto, nascido em 1979 e radicado há três anos naquela cidade chinesa.
quarta-feira, junho 20, 2012
Mariza vai actuar no cartaz cultural dos Jogos Olímpicos de Londres
A fadista Mariza estará entre milhares de artistas das 204 nações em competição nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, em Londres, que actuarão num grande festival cultural que arranca quinta-feira e decorre até 9 de Setembro, no Reino Unido.
Mariza actuará dia 21 de Julho, no palco Europa do BT River of Music, um evento de música de entrada gratuita, à beira do rio Tamisa, que terá lugar no fim-de-semana que antecede o início das olimpíadas, a 27 de Julho.
Ao todo, os organizadores têm programados 12 mil eventos com a participação de mais de 25 mil artistas, incluindo alguns mais conhecidos como Gilberto Gil, Yoko Ono, Damon Albarn, Cate Blanchett, Jay Z e Florence and the Machine, entre outros.
Apesar de ser centrado em Londres, o festival será distribuído por 900 recintos, em todo o Reino Unido, e inclui 137 estreias mundiais e 85 estreias britânicas.
A abertura será feita em Edimburgo, num concerto ao ar livre com Gustavo Dudamel e a Orquestra Sinfónica Simón Bolívar da Venezuela, à qual se juntará um grupo de jovens músicos locais.
Este festival é o culminar das Olimpíadas Culturais, que começaram no país em 2008, para celebrar a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos em Londres e que abrangem outros eventos paralelos.
Os autores lusófonos presentes serão Rosa Alice Branco (Portugal), Ana Paula Tavares (Angola), Conceição Lima (São Tomé e Príncipe), Ana Mafalda Leite (Moçambique) e Corsino Fortes (Cabo Verde), Teresia Teaiwa (Timor Leste), Doina Ioanid (Guiné Bissau) e Paulo Henriques Britto (Brasil).
terça-feira, junho 19, 2012
Fabricante do Magalhães prepara venda de 40 mil computadores no Perú
A empresa portuguesa JP Sá Couto está próxima de fechar um negócio no Perú para a venda de 40 mil computadores da marca Magalhães, que serão fornecidos ao Ministério da Educação peruano, provavelmente com outro nome.
Em Lima, João Paulo Sá Couto, administrador da JP Sá Couto, adiantou que este negócio vai ser feito em parceria com uma empresa peruana e tem um valor estimado entre 8 e 10 milhões de dólares.
A JP Sá Couto é uma das cerca de 50 empresas que se encontram em Lima para participar num encontro empresarial organizado pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), que hoje de manhã contou com a presença do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
"Este será o nosso primeiro negócio aqui no Perú. Já tínhamos alguns contactos com empresas peruanas, e esta visita agora permitiu-nos consolidar essas ligações e, talvez, concretizar este negócio", afirmou Sá Couto. "Achamos que o Perú tem grandes potencialidades", acrescentou.
Actualmente, mais de dois terços da facturação da JP Sá Couto provêm de exportações, a maior parte para países da América Latina, como a Argentina ou a Venezuela, referiu.
"Temos crescido, em contraciclo face à crise na Europa, graças aos mercados fora da Europa", resumiu Sá Couto.
Universidade Nova é das melhores do mundo em Finanças
Mestrado em Finanças da escola de negócios da Nova School of Business and Economics (Nova SBE)integra lista dos melhores programas do mundo do Financial Times (FT).
Pela segunda vez consecutiva, este programa integra o ranking mundial do FT, estando agora na 21ª posição numa lista de 35 escolas de negócios, o que representa uma subida de oito posições face à classificação do ano passado. A estreia nesta tabela deu-se em 2011.
O ranking é encabeçado pela francesa HEC Paris, seguida da espanhola IE Business School.
Em termos de exposição internacional dos alunos - um dos vários critérios analisados pelo FT -, o mestrado na Nova SBE é líder mundial.
Segundo a escola portuguesa, este reconhecimento resulta da diversidade de nacionalidades do corpo docente e dos alunos, bem como das viagens e visitas de estudos a outros países que integram o programa.
Pela segunda vez consecutiva, este programa integra o ranking mundial do FT, estando agora na 21ª posição numa lista de 35 escolas de negócios, o que representa uma subida de oito posições face à classificação do ano passado. A estreia nesta tabela deu-se em 2011.
O ranking é encabeçado pela francesa HEC Paris, seguida da espanhola IE Business School.
Em termos de exposição internacional dos alunos - um dos vários critérios analisados pelo FT -, o mestrado na Nova SBE é líder mundial.
Segundo a escola portuguesa, este reconhecimento resulta da diversidade de nacionalidades do corpo docente e dos alunos, bem como das viagens e visitas de estudos a outros países que integram o programa.
sábado, junho 16, 2012
Construção, pescas e turismo na agenda iraniana em Portugal
Missão com 24 empresários, oriunda da província mais a Sul do Irão, com 1100 quilómetros de costa no Golfo Pérsico, procuram durante dois dias parceiros na região Norte portuguesa, a mais exportadora do País.
Pela terceira vez nos últimos três anos, um grupo de empresários do Irão está em Portugal para apresentar as potencialidades de investimento naquele país de 73 milhões de habitantes (e que faz fronteira com sete nações), e reunir-se directamente com perto de uma centena de firmas nacionais, que estão a tentar diversificar os mercados de exportação para “fugir” da Europa.
Para a missão de negócios que hoje arrancou – e que foi acolhida nas instalações da Associação Empresarial de Portugal (AEP), no Porto – viajaram oito empresas do sector da construção, quatro de engenharia, duas industriais, uma de mineração, quatro do ramo agro-alimentar e cinco ligadas ao turismo.
Depois de, nas anteriores iniciativas, concentrar esforços nas duas maiores cidades do Irão, a AEP escolheu desta vez a província de Hormozgan, que o presidente da associação empresarial, José António Barros, disse ter algumas “similaridades” com o Norte de Portugal no que toca ao seu tecido económico, desde logo pela aposta crescente nos recursos marítimos e na economia do mar.
Barros resumiu que as oportunidades que este grupo de empresários iranianos trouxeram desta vez a Portugal passam, por um lado, pela pesca, aquacultura, mariscos e extracção de minerais, mas também pelo turismo, pela construção, pelo portos e pelas energias renováveis.
“Está a ser feito um grande investimento na construção, já que estão a ser construídas naquela região 56 mil casas. Não são oportunidades para as empresas de construção, porque isso eles fazem, mas para a fileira dos materiais de construção e dos isolamentos”, apontou o responsável empresarial, lembrando a potencialidade da cortiça em virtude do clima.
"Roubar" tecnologia do Porto de Leixões
A acompanhar os empresários vieram igualmente os presidentes do porto de Shahid Rajaee, que tem uma área total de 2400 hectares, e também da autoridade portuária daquela região, que está virada para o Golfo Pérsico. No sábado, vão ter contactos com os responsáveis do Porto de Leixões, uma vez que, apesar de terem um porto “dez vezes maior”, não está tão actualizado tecnologicamente como a infraestrutura portuguesa.
A missão portuguesa no Irão, que terá um terceiro capítulo multifileiras em Outubro, faz parte do programa “Business On the Way”, que integra 41 missões empresariais e feiras no estrangeiro durante 2012. Apenas oito são na Europa, o que o presidente da AEP justifica como uma vontade expressa das suas associadas em diversificar as vendas ao exterior. E que explica com os números do comércio internacional português no primeiro quadrimestre: o contributo extra-comunitário para o crescimento das exportações foi um aumento de 26%, contra apenas 3% no Velho Continente.
terça-feira, junho 12, 2012
Cooperação entre Portugal e Cabo Verde alargada à ciência, tecnologia e empreendedorismo
O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação português disse hoje que o plano de cooperação com Cabo Verde, que está em fase final de negociação, será alargado às áreas da ciência, tecnologia e empreendedorismo.
"Há inovação nas áreas setoriais abrangidas. Estamos atentos às necessidades de desenvolvimento de Cabo Verde e, por isso, vamos apostar em áreas que vão ser decisivas para o crescimento e desenvolvimento de Cabo Verde nos próximos anos. São a capacitação científica e tecnológica e o apoio ao empreendedorismo e ao desenvolvimento empresarial", disse Luís Brites Pereira.
Adiantou ainda que se mantém o apoio aos tradicionais setores da cooperação portuguesa com Cabo verde, nomeadamente saúde, educação e cooperação técnico-policial.
Brites Pereira falava hoje aos jornalistas à margem do seminário Portugal-Cabo Verde, que decorreu no Centro de Congressos de Lisboa, e contou na sessão de abertura com a presença do presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, que cumpre o segundo dia de uma visita de Estado a Portugal.
O secretário de Estado adiantou que o Plano Indicativo de Cooperação (PIC) com Cabo Verde, que vigorará até 2015, está em fase final de negociação, devendo estar pronto para assinar depois do verão, mas escusou-se a avançar os valores do plano.
Questionado sobre se o Governo português está disponível para manter o esforço de cooperação com Cabo Verde, como pediu o chefe de Estado cabo-verdiano, Brites Pereira garantiu que o executivo "está atento e a tentar corresponder a esse apelo".
"Há inovação nas áreas setoriais abrangidas. Estamos atentos às necessidades de desenvolvimento de Cabo Verde e, por isso, vamos apostar em áreas que vão ser decisivas para o crescimento e desenvolvimento de Cabo Verde nos próximos anos. São a capacitação científica e tecnológica e o apoio ao empreendedorismo e ao desenvolvimento empresarial", disse Luís Brites Pereira.
Adiantou ainda que se mantém o apoio aos tradicionais setores da cooperação portuguesa com Cabo verde, nomeadamente saúde, educação e cooperação técnico-policial.
Brites Pereira falava hoje aos jornalistas à margem do seminário Portugal-Cabo Verde, que decorreu no Centro de Congressos de Lisboa, e contou na sessão de abertura com a presença do presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, que cumpre o segundo dia de uma visita de Estado a Portugal.
O secretário de Estado adiantou que o Plano Indicativo de Cooperação (PIC) com Cabo Verde, que vigorará até 2015, está em fase final de negociação, devendo estar pronto para assinar depois do verão, mas escusou-se a avançar os valores do plano.
Questionado sobre se o Governo português está disponível para manter o esforço de cooperação com Cabo Verde, como pediu o chefe de Estado cabo-verdiano, Brites Pereira garantiu que o executivo "está atento e a tentar corresponder a esse apelo".
Embraer arranca com produção em Évora
A construtora aeronáutica brasileira Embraer anunciou hoje que a produção nas suas duas novas fábricas em Évora arranca já "em meados de julho", embora a inauguração das unidades esteja marcada para 21 de setembro.
"Devemos iniciar a produção agora, em meados de julho" para "fazermos as primeiras entregas ainda este ano para o Brasil", revelou Paulo Marchioto, responsável pela Embraer Portugal.
O anúncio da construtora brasileira foi feito hoje durante uma visita para jornalistas às duas novas unidades industriais, localizadas no parque aeronáutico de Évora.
A Embraer está a construir, desde novembro de 2010, duas fábricas em Évora, uma dedicada a estruturas metálicas (asas) e outra a materiais compósitos (caudas). De acordo com a empresa, o investimento inicial nas duas fábricas ronda os 180 milhões de euros, contando já com 78 trabalhadores dos setores da engenharia e produção.
Em 2015, ano apontado para a "velocidade de cruzeiro" da produção, o número de trabalhadores deve aumentar para cerca de 400.
Segundo Marchioto, os primeiros componentes a serem fabricados em Évora, em materiais compósitos, destinam-se às caudas do avião executivo Legacy 450.
"Vamos fazer os estabilizadores horizontal e vertical", indicou, explicando que estes componentes seguem depois para as linhas de montagem no Brasil.
Outros componentes, a serem fabricados em Évora, vão equipar o avião Legacy 500 e o KC-390.
O projeto KC-390 prevê a construção de aeronaves de combate com capacidade de reabastecimento em voo para a Força Aérea Brasileira (FAB), numa parceria entre a fabricante brasileira Embraer e as portuguesas OGMA (Indústria Aeronáutica de Portugal) e EEA (Empresa de Engenharia Aeronáutica).
segunda-feira, junho 11, 2012
Aicep: Exportações são "verdadeira locomotiva" da economia
O presidente da AICEP, Pedro Reis, afirmou hoje que as exportações de bens aumentaram 9,7% de janeiro a abril, face a igual período de 2011.
"O crescimento das exportações de bens em quase 10% no primeiro quadrimestre do ano é indiscutivelmente uma boa performance, que mostra que as empresas portuguesas estão a resistir ao pessimismo e são a verdadeira locomotiva da economia portuguesa", disse o responsável pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.
Pedro Reis disse também que nos quatro primeiros meses o comércio de bens intracomunitário aumentou 4,3% e as exportações para fora da União Europeia (UE) subiram 26,8% em termos homólogos.
Privatizações: Secretária de Estado do Tesouro inicia segunda-feira visita à China
A secretária de Estado do Tesouro e Finanças, Maria Luís Albuquerque, inicia na segunda-feira uma visita à China, país que mais do que duplicou o investimento no estrangeiro no primeiro trimestre, para 17 mil milhões de euros.
Durante a visita, a governante vai encontrar-se com responsáveis do ministério chinês das finanças e das empresas China Three Gorges e da State Grid, que recentemente se tornaram acionistas da EDP e da REN - Redes Energéticas Nacionais, respectivamente.
Maria Luís Albuquerque será acompanhada por um representante do Instituto de Gestão do Crédito Público, disse fonte diplomática em Pequim.
quarta-feira, junho 06, 2012
Cada aluno do Ensino Superior custou 5841 euros no ano 2010/2011
in JN
Sugere-me um comentário. Urge mudar as regras no ensino superior. Lembro-me bem como as bolsas são atribuidas. Muitos dos que mais tinham era quem recebia as melhores bolsas.
Mas isto é apenas um áparte.
Parece-me perfeitamente lógico que o funcionamento e o financiamento estatal às universidades precisa de alterações.
Não faz sentido que o estado financie universidades tendo em conta o número de alunos, isso promove como vemos a criação de inúmeros cursos que não têm qualquer sentido, variações de nomes e conteúdos mínimos que promovem sabe-se lá o quê.
1 - os cursos deveriam ser organizados em troncos únicos e apenas nos mestrados deverá existir uma maior especialização.
2 - pergunto-me a necessidade da existência de bolsas, quando muitas delas têm como valor total apenas o valor total das propinas. seria muito melhor existir um sistema de isenções para estes casos, poupa sobretudo burocracia e recursos.
3 - Cada curso tem custos muito diferentes por aluno. Uma diferenciação de propinas seria a solução mais justa. A partir desse momento cada um pagaria efectivamente o custo do seu curso. Isso é especialmente visível por exemplo em medicina. Paga o mesmo que um aluno de história e ainda tem emprego garantido.
4 - Para mim o mínimo denominador comum é simples. Ninguém deverá ficar impedido de tirar um curso por dificuldades financeiras e as bolsas não deverão ser cortadas apenas porque se chumba um ano. Devem ser estabelecidos limites de tempo e mínimos de aproveitamento mas que possam incluir o chumbo que pode sempre acontecer.
Sugere-me um comentário. Urge mudar as regras no ensino superior. Lembro-me bem como as bolsas são atribuidas. Muitos dos que mais tinham era quem recebia as melhores bolsas.
Mas isto é apenas um áparte.
Parece-me perfeitamente lógico que o funcionamento e o financiamento estatal às universidades precisa de alterações.
Não faz sentido que o estado financie universidades tendo em conta o número de alunos, isso promove como vemos a criação de inúmeros cursos que não têm qualquer sentido, variações de nomes e conteúdos mínimos que promovem sabe-se lá o quê.
1 - os cursos deveriam ser organizados em troncos únicos e apenas nos mestrados deverá existir uma maior especialização.
2 - pergunto-me a necessidade da existência de bolsas, quando muitas delas têm como valor total apenas o valor total das propinas. seria muito melhor existir um sistema de isenções para estes casos, poupa sobretudo burocracia e recursos.
3 - Cada curso tem custos muito diferentes por aluno. Uma diferenciação de propinas seria a solução mais justa. A partir desse momento cada um pagaria efectivamente o custo do seu curso. Isso é especialmente visível por exemplo em medicina. Paga o mesmo que um aluno de história e ainda tem emprego garantido.
4 - Para mim o mínimo denominador comum é simples. Ninguém deverá ficar impedido de tirar um curso por dificuldades financeiras e as bolsas não deverão ser cortadas apenas porque se chumba um ano. Devem ser estabelecidos limites de tempo e mínimos de aproveitamento mas que possam incluir o chumbo que pode sempre acontecer.
terça-feira, junho 05, 2012
Paulo Portas inicia visita de cinco dias aos EUA
O ministro dos Negócios Estrangeiros português inicia hoje uma visita de cinco dias aos Estados Unidos (EUA) para participar nas comemorações do Dia de Portugal e para encontros com políticos e empresários em Boston, Washington e Houston.
A visita arranca hoje em Boston, estado do Massachusetts, com um jantar com empresários, políticos, altos funcionários, lobistas, diretores de museus e bibliotecas e académicos, segundo o programa divulgado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
Na terça-feira, Paulo Portas toma o pequeno-almoço com o núcleo Luso-Americano da Assembleia Legislativa (State House) de Massachusetts, incluindo os senadores de origem portuguesa Marc Pacheco e Michael Rodrigues e os representantes estaduais António Cabral, John Fernandes, David Vieira, Kevin Aguiar e Viriato de Macedo.
Segue-se a sessão comemorativa do Dia de Portugal na Câmara dos Representantes da Assembleia Legislativa, uma tradição com quase três décadas que anualmente homenageia os portugueses e luso-descendentes que se destacaram.
Portas tem ainda prevista uma reunião com o governador do estado de Massachusetts, Deval Patrick, e uma visita ao Massachusetts Institute of technology (MIT), que desenvolve um programa de cooperação científica com Portugal.
Durante a visita ao MIT, o chefe da diplomacia portuguesa proferirá, para uma plateia de empresários e líderes da comunidade portuguesa, uma palestra sobre "A Perspetiva Portuguesa no Atual Contexto Europeu".
O programa do ministro em Boston termina com um encontro com a direção da Portuguese-American Post-Graduate Society.
Na quarta-feira, já em Washington , Paulo Portas participa numa conferência no European Institute, seguindo-se encontros com o Senador Patrick Toomey, um dos presidentes do grupo "Friends of Portugal", com o porta-voz da Câmara dos Representantes, John Bohener, e com os senadores Jack Reed e John Kerry.
Ao final do dia, depois de um encontro com membros do Portuguese-American Caucus, o MNE português janta com congressistas.
Quinta-feira, em Houston, Texas, o dia é dedicado às questões da energia, com Paulo Portas a participar num almoço de trabalho na sede da empresa EDP Renováveis, seguido de uma visita às instalações.
Segue-se uma palestra no Baker Institute of Public Policy sobre o caso de Portugal no contexto da atual "encruzilhada" europeia.
Na sexta-feira, Paulo Portas participa num pequeno-almoço com membros da comunidade portuguesa de Houston, seguindo-se uma visita à "The Menil Collection" e um debate com empresários da indústria do gás e com membros do Instituto Rice.
Depois de um encontro com o mayor de Houston, Paulo Portas reúne-se com professor Ronald de Pinho e com o responsável pelos Global Academic Programs, Oliver Bogler.
segunda-feira, junho 04, 2012
O maior investimento estrangeiro de sempre em Portugal pode nascer nas minas de Moncorvo
Nestas minas ricas em ferro pode nascer o maio investimento estrangeiro em Portugal
O essencial das negociações entre o Governo e a multinacional anglo-australiana Rio Tinto, para a exploração de ferro nas minas de Moncorvo, no Nordeste do país, está concluída e a assinatura do contrato está prevista para a semana entre 11 e 15 de Junho.
O contrato a assinar, que deverá representar o maior investimento estrangeiro alguma vez realizado em Portugal, assumirá a forma de "concessão experimental". Tecnicamente, a concessão experimental é uma fase intermédia até ao contrato de exploração final, e visa aprofundar o conhecimento do jazigo, que se admite ser um dos maiores da Europa.
A concessão experimental apresenta ainda outra vantagem, que é a de permitir adiar as licenças e os estudos finais de impacte ambiental para a fase em que há certeza absoluta de que a riqueza é compatível com o investimento necessário. Esta concessão intermédia permite, assim, diminuir o risco do investimento, que, tendo como referência outras explorações semelhantes a nível mundial, poderá ultrapassar os mil milhões de euros.
O grosso do investimento no coração de Trás-os-Montes só será feito na fase da concessão definitiva, o que deverá acontecer no prazo de cinco a oito anos. Durante a primeira fase de concessão, já haverá algum investimento, dado que será feita uma grande movimentação de materiais, a pré-concentração do minério à boca da mina e o seu transporte para tratamento definitiva.
Fonte conhecedora do processo disse que os estudos recentes sobre a qualidade do minério "são bastante animadores, apontando para uma mina de classe mundial". Animadora é também a evolução da cotação de ferro nos mercados internacionais, que continua em alta. A impulsionar a exploração está ainda a elevada dependência da Europa em relação a esta matéria-prima, superando os 90%, o que deixa várias indústrias europeias, incluindo a automóvel, na mão de fornecedores internacionais.
O Ministério da Economia (ME) não prestou ainda esclarecimentos sobre este assunto. A última posição oficial do ME sobre este projecto de investimento foi a de que "não comentava negociações em curso".
Dificuldades de escoamento
As negociações arrastam-se há mais de meio ano, por diversas questões, entre as quais os prazos de exploração experimental e o transporte do minério, que envolve quantidades elevadas, sendo uma componente importante para a rentabilização da exploração.
Na questão do transporte, uma das soluções equacionadas, e que está referenciada inclusive na página de Internet da MTI - a empresa de capitais portugueses e estrangeiros que detém a concessão de prospecção e pesquisa das minas de ferro de Moncorvo -, é o transporte fluvial, através do rio Douro.
Esta solução poderá estar afastada, pelo menos numa fase inicial, devido a limitações de navegabilidade do rio, que actualmente não comporta barcos com grande capacidade de carga.
Equacionada e também referida no site da empresa tem sido a construção de um mineroduto, canal de transporte de minério como existe para o gás ou para combustíveis, solução utilizada em vários países. Esta infra-estrutura, que poderia aproveitar parte da rede de auto-estradas, ligaria Moncorvo directamente ao Porto de Aveiro, com capacidade de atracagem de grandes navios de carga se forem realizados investimentos para o desassoreamento do Porto. De acordo com a informação da MTI, esta seria uma solução mais económica, permitindo elevada capacidade de escoamento.
Para já, a solução que poderá garantir o escoamento de minério na fase de exploração experimental será a ferroviária, o que implicará a construção de um troço, na antiga linha ferroviária do Sabor, entre Moncorvo e Pocinho, utilizando depois a já existente, no Douro, até ao Porto de Leixões ou até ao Porto de Aveiro. O Porto de Leixões tem condições de profundidade para a atracagem de grandes navios de carga, mas apresenta algumas limitações de capacidade, numa altura em que o alargamento do Canal do Panamá faz aumentar a navegação desse tipo de barcos no porto nortenho.
Uma soluções discutida no passado para o escoamento de mercadorias do Nordeste para Lisboa/Sines, mas também para Espanha, passava pela construção de uma ligação ferroviária do Pocinho a Vila Franca das Naves, permitindo a ligação à linha ferroviária da Beira Alta.
Durante as negociações entre a Rio Tinto, uma das três maiores mineiras a nível mundial, e o Governo terá sido equacionada a possibilidade de escoamento do minério via Espanha, solução que terá desagradado ao Ministério da Economia.
É de notar que foi o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, que no final de Outubro do ano passado referiu que estava a ser negociado um projecto de investimento estrangeiro que seria o maior alguma vez realizado em Portugal. Poucos dias depois, ficou a saber-se que a negociação envolvia a exploração das minas de Moncorvo e multinacional anglo-australiana, que está presente em mais de 20 países do mundo.
O essencial das negociações entre o Governo e a multinacional anglo-australiana Rio Tinto, para a exploração de ferro nas minas de Moncorvo, no Nordeste do país, está concluída e a assinatura do contrato está prevista para a semana entre 11 e 15 de Junho.
O contrato a assinar, que deverá representar o maior investimento estrangeiro alguma vez realizado em Portugal, assumirá a forma de "concessão experimental". Tecnicamente, a concessão experimental é uma fase intermédia até ao contrato de exploração final, e visa aprofundar o conhecimento do jazigo, que se admite ser um dos maiores da Europa.
A concessão experimental apresenta ainda outra vantagem, que é a de permitir adiar as licenças e os estudos finais de impacte ambiental para a fase em que há certeza absoluta de que a riqueza é compatível com o investimento necessário. Esta concessão intermédia permite, assim, diminuir o risco do investimento, que, tendo como referência outras explorações semelhantes a nível mundial, poderá ultrapassar os mil milhões de euros.
O grosso do investimento no coração de Trás-os-Montes só será feito na fase da concessão definitiva, o que deverá acontecer no prazo de cinco a oito anos. Durante a primeira fase de concessão, já haverá algum investimento, dado que será feita uma grande movimentação de materiais, a pré-concentração do minério à boca da mina e o seu transporte para tratamento definitiva.
Fonte conhecedora do processo disse que os estudos recentes sobre a qualidade do minério "são bastante animadores, apontando para uma mina de classe mundial". Animadora é também a evolução da cotação de ferro nos mercados internacionais, que continua em alta. A impulsionar a exploração está ainda a elevada dependência da Europa em relação a esta matéria-prima, superando os 90%, o que deixa várias indústrias europeias, incluindo a automóvel, na mão de fornecedores internacionais.
O Ministério da Economia (ME) não prestou ainda esclarecimentos sobre este assunto. A última posição oficial do ME sobre este projecto de investimento foi a de que "não comentava negociações em curso".
Dificuldades de escoamento
As negociações arrastam-se há mais de meio ano, por diversas questões, entre as quais os prazos de exploração experimental e o transporte do minério, que envolve quantidades elevadas, sendo uma componente importante para a rentabilização da exploração.
Na questão do transporte, uma das soluções equacionadas, e que está referenciada inclusive na página de Internet da MTI - a empresa de capitais portugueses e estrangeiros que detém a concessão de prospecção e pesquisa das minas de ferro de Moncorvo -, é o transporte fluvial, através do rio Douro.
Esta solução poderá estar afastada, pelo menos numa fase inicial, devido a limitações de navegabilidade do rio, que actualmente não comporta barcos com grande capacidade de carga.
Equacionada e também referida no site da empresa tem sido a construção de um mineroduto, canal de transporte de minério como existe para o gás ou para combustíveis, solução utilizada em vários países. Esta infra-estrutura, que poderia aproveitar parte da rede de auto-estradas, ligaria Moncorvo directamente ao Porto de Aveiro, com capacidade de atracagem de grandes navios de carga se forem realizados investimentos para o desassoreamento do Porto. De acordo com a informação da MTI, esta seria uma solução mais económica, permitindo elevada capacidade de escoamento.
Para já, a solução que poderá garantir o escoamento de minério na fase de exploração experimental será a ferroviária, o que implicará a construção de um troço, na antiga linha ferroviária do Sabor, entre Moncorvo e Pocinho, utilizando depois a já existente, no Douro, até ao Porto de Leixões ou até ao Porto de Aveiro. O Porto de Leixões tem condições de profundidade para a atracagem de grandes navios de carga, mas apresenta algumas limitações de capacidade, numa altura em que o alargamento do Canal do Panamá faz aumentar a navegação desse tipo de barcos no porto nortenho.
Uma soluções discutida no passado para o escoamento de mercadorias do Nordeste para Lisboa/Sines, mas também para Espanha, passava pela construção de uma ligação ferroviária do Pocinho a Vila Franca das Naves, permitindo a ligação à linha ferroviária da Beira Alta.
Durante as negociações entre a Rio Tinto, uma das três maiores mineiras a nível mundial, e o Governo terá sido equacionada a possibilidade de escoamento do minério via Espanha, solução que terá desagradado ao Ministério da Economia.
É de notar que foi o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, que no final de Outubro do ano passado referiu que estava a ser negociado um projecto de investimento estrangeiro que seria o maior alguma vez realizado em Portugal. Poucos dias depois, ficou a saber-se que a negociação envolvia a exploração das minas de Moncorvo e multinacional anglo-australiana, que está presente em mais de 20 países do mundo.
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