segunda-feira, novembro 24, 2008

Venezuela: Luso-descendente eleito governador do Estado de Vargas

O luso-descendente Jorge Luís Garcia Carneiro foi eleito domingo governador do Estado venezuelano de Vargas, 20 quilómetros a Norte de Caracas, segundo dados divulgados pelo Conselho Eleitoral da Venezuela.
Candidato do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, o partido de Hugo Chávez), Garcia Carneiro obteve 61,56% dos votos, segundo a presidente do Conselho Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena.
Aquela responsável não revelou o número exacto de votos e avançou que Roberto Smith, principal adversário do candidato português, obteve 31,18% dos votos, quando estavam apurados 95,67% do total de assembleias de voto.

Quase 17 milhões (16.887.805) de venezuelanos foram domingo às urnas para eleger 603 autarcas, entre eles 22 governadores de Estado, 326 presidentes de câmaras municipais, um alcaide para o Distrito Metropolitano de Caracas e um alcaide para o Distrito de Alto Apure.
Nas eleições também foram escolhidos 225 deputados para os conselhos estaduais (23 Estados), 8 para conselhos indígenas, 13 autarcas para a zona metropolitana de Caracas, 6 para o de Alto Apure e um conselheiro indígena pelo Distrito de Alto Apure.

Além de Garcia Carneiro outros quatro luso-venezuelanos concorriam por diversos cargos nas eleições autárquicas, entre elas Andrea Tavares, 36 anos que, apoiada pelo partido de esquerda Pátria Para Todos, viu negada a possibilidade de presidir o Município de Libertador, o maior da capital.
Os resultados das candidaturas de Manuel Teixeira, candidato a vereador pelo Circuito Petare- El Llanito, duas localidades a leste de Caracas, de Carlos Teixeira, candidato independente à Câmara Municipal de Vargas e da vereadora Myriam do Nascimento, candidata a presidente da Câmara Municipal de El Hatillo, vão ser divulgados nos próximos dias.


O novo governador de Vargas, Garcia Carneiro é Licenciado em Ciências e Artes Militares e teve um papel determinado no regresso do presidente Hugo Chávez ao palácio presidencial de Miraflores, depois de ter sido afastado temporariamente do poder, em Abril de 2002.
Ocupou diversos cargos dentro das Forças Armadas Venezuelanas, entre os quais o de comandante-geral do Exército (2002), Ministro da Defesa e comandante chefe das Forças Armadas Venezuelanas (ambos em 2004).
Desempenhou ainda as funções de ministro de Participação Popular e Desenvolvimento Social, onde foi responsável pelo programa de apoio social "Missão Negra Hipólita", destinado a prestar assistência a indigentes e a reintegrar toxicodependentes na sociedade.
Centrou a sua campanha eleitoral na promessa de melhoria das infra-estruturas, na recuperação e construção de espaços públicos, escolas e centros de saúde, além da consolidação da área costeira, o desenvolvimento do ecoturismo e o apoio à economia solidária.

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