quarta-feira, julho 14, 2010

Turquia apoia candidatura de Portugal ao Conselho de Segurança

A Turquia apoia a candidatura de Portugal ao Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas, afirmou hoje em Lisboa o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Ahmet Davutoglu.

“Tenho o prazer de declarar aqui que a Turquia vai apoiar a candidatura de Portugal ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. Vamos apoiar Portugal com todos os instrumentos”, disse o ministro turco numa conferência de imprensa conjunta com o homólogo português, Luís Amado.

Portugal é candidato a um lugar não-permanente no CS no biénio 2011-2012. Portugal é candidato a duas vagas do grupo Europa Ocidental e Outros, às quais concorrem também a Alemanha e o Canadá.

Para a eleição são necessários dois terços (128) dos votos dos 192 países membros da ONU.

terça-feira, julho 13, 2010

Augusto Mateus defende demolição de estádios do Euro 2004

O antigo ministro da Economia afirma que os estádios construídos para o Euro 2004 em Portugal que não dão lucros devem ser demolidos.
O ex-ministro deixa ao Brasil, encarregue da organização do Mundial de Futebol em 2014, o conselho de reformar os estádios já existentes antes de construir novos. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Mateus defende que Portugal ainda está a pagar a factura dos estádios construídos ou renovados para a realização do Euro 2004.

No total, Portugal gastou cerca de 1,1 mil milhões de euros na reforma de estádios já existentes e na construção dos novos estádios, como o de Leiria, Aveiro, Faro, Coimbra, Braga e Guimarães. Apenas quatro dos dez estádios utilizados para o evento escaparam ao investimento público por pertencerem a clubes (Benfica, Sporting, Porto e Boavista).

E como aponta Augusto Mateus, “a lotação dos estádios aproxima-se bastante da população dessas cidades, o que é manifestamente insuficiente”, sendo a raiz dos problemas. “As cidades que acolheram estádios sem terem suficiente população e sem clubes organizados e representativos têm hoje problemas financeiros enormes”. Deste modo, Mateus encara a demolição destes estádios como uma possível forma de desinvestimento.
E o cenário parece ser o mesmo para a maioria destes estádios. O estádio de Coimbra custou 60 milhões de euros e recebeu apenas dois jogos do Euro 2004. O de Braga e o de Faro acumulam prejuízos a cada dia que passa, enquanto se procura um comprador para o de Leiria. Resta-lhes a possibilidade de serem considerados na candidatura conjunta de Portugal e Espanha para a organização do Mundial de Futebol de 2018, mas mesmo assim teriam de sofrer alterações para preencherem os requisitos da FIFA.

Perspectivando o futuro encargo do Brasil na organização do evento, Augusto Mateus deixa o conselho de que o “Brasil não se deixe entusiasmar pela festa do futebol”. O país deve retirar da experiência de Portugal um exemplo a evitar, pois “o principal problema dessas operações é que quando lançadas, parecem ter uma forte adesão dos cidadãos e dos responsáveis políticos (...) mas no ‘day-after’, ficam encargos financeiros e custos de manutenção elevados”, afirmou à Folha.

segunda-feira, julho 12, 2010

Sevens: Portugal sagra-se campeão europeu em Moscovo

A Selecção Nacional de râguebi sagrou-se pela sétima vez campeã da Europa de “sevens”, ao derrotar a França por 12-5, na final da competição disputada em Moscovo.

A equipa das quinas, orientada por Pedro Neto, impôs-se com ensaios de Vasco Uva e António Aguilar e uma transformação de Pedro Leal. A formação gaulesa não foi além de um ensaio.

Para chegar à final, o seleccionado luso havia vencido a Espanha nas meias-finais, por 17-12.

Portugal sucede à Rússia como novo campeão europeu.

Agência de “rating” chinesa classifica EUA abaixo da China e Portugal com A-

Uma agência de “rating” chinesa alertou hoje para os “graves problemas” que enfrentam os países desenvolvidos, atribuindo uma classificação AA aos EUA, abaixo da China (AA+), enquanto Portugal recebeu um A-, tal como Espanha e Itália.

O relatório sobre risco da dívida soberana da Dagong Global Credit Rating, que abrange 50 países, é o primeiro realizado por uma agência de rating não ocidental e alerta para os problemas dos países densenvolvidos, devido ao facto do crescimento da dívida estar acima das receitas.
Pequim já tinha manifestado o interesse por uma alternativa às agências ocidentais, consideradas responsáveis por terem subestimado os riscos de crédito que conduziram a uma crise financeira global em 2008.

Os EUA (AA) e outros 17 países entre os quais o Canadá (AA+), Grã Bretanha (AA-)e França (AA-) receberam classificações mais baixas da Dagong do que das três agências norte-americanas de referência, Moody’s Fitch e Standard & Poor's.
Nove países em desenvolvimento, incluindo a China (AA+), Rússia (A-)e Brasil (A-) tiveram classificações mais altas do que as atribuídas pelas agências de notação norte-americanas.

Portugal, Espanha, Itália, Bélgica, Chile, África do Sul, Malásia, Estónia, Polónia e Israel foram classificados com A-.

A Noruega, Austrália, Dinamarca, Luxemburgo, Suíça, Singapura e Nova Zelândia tiveram AAA.

quinta-feira, julho 08, 2010

Brasil apoia a Guiné-Equatorial como membro de pleno direito da CPLP

in Notícias Lusófonas

O Brasil apoia o interesse da Guiné-Equatorial em tornar-se membro pleno da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), afirmou hoje o porta-voz da Presidência.
Marcelo Baumbach falava aos jornalistas a respeito do périplo que o presidente Lula da Silva fará a partir de sexta-feira por seis países africanos - Cabo Verde, Guiné-Equatorial, Quénia, Tanzânia, Zâmbia e África do Sul.

Questionado sobre as razões do apoio brasileiro a um país que não fala português e que é alvo de denúncias de violação de direitos humanos por parte de organismos internacionais, o porta-voz presidencial esquivou-se.
“Não me cabe discorrer sobre isso. O que eu posso dizer é que existe sim o apoio do Brasil e o interesse da Guiné-Equatorial”, afirmou Baumbach, acrescentando que não poderia prever se a entrada do país na CPLP como membro pleno será oficializada na Cimeira da Comunidade, em Luanda, a 23 de Julho.

De acordo com o porta-voz, o Brasil propõe que seja criado na Guiné-Equatorial um leitorado de língua portuguesa, “desde que exista uma universidade interessada em receber e em oferecer contrapartidas”.
“Uma vez instalado esse leitorado brasileiro, haveria até condições para a abertura de um centro cultural brasileiro no país”, acrescentou.

Lula da Silva chegará a Malabo na noite de domingo e, no dia seguinte, terá encontro com o presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo e participará num encontro empresarial dos dois países.
O porta-voz disse que o presidente brasileiro “deseja conferir importante impulso político ao processo de conhecimento e aproximação entre o Brasil e a Guiné-Equatorial”.

Este processo foi iniciado com a abertura de embaixadas residentes em 2005, em Brasília, e em 2006, em Malabo. Na avaliação do governo brasileiro, as maiores potencialidades do comércio com a Guiné Equatorial concentram-se nos sectores de gás e petróleo, infraestrutura, construção civil, máquinas e equipamentos agrícolas, material de defesa e aeronaves.

Durante a visita do presidente Lula a Malabo, deverão ser assinados acordos para a cooperação na área de defesa e para a criação de uma Comissão Mista Brasil-Guiné-Equatorial.

Guiné: Liga Direitos Humanos diz militares obstáculos Estado Direito

A Liga Guineense dos Direitos Humanos considerou hoje que os militares são os principais obstáculos aos esforços da construção de um Estado de Direito e à consolidação da paz na Guiné-Bissau.

A Liga reagia desta forma aos incidentes ocorridos terça-feira em Bissau, quando um grupo de soldados espancou brutalmente cinco agentes da polícia de trânsito, quatro dos quais mulheres, em plena via pública.

Segundo um comunicado do Movimento da Sociedade Civil (plataforma que agrupa as organizações da sociedade civil), o incidente envolveu alegadamente a mulher e o motorista do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, António Indjai.

Cabo Verde defende criação de corredor marítimo com PortugalÁfrica

A ministra das Finanças de Cabo Verde, Cristina Duarte, considerou hoje que Portugal e o arquipélago podem em conjunto criar um "corredor extremamente competitivo" do Atlântico Norte ao Atlântico Sul.

No final de uma apresentação ao Presidente da República português, Cavaco Silva, Cristina Duarte indicou que "apesar de ter mais território do que Cabo Verde, Portugal tem que ter como um dos pontos de partida o mar. Aliás, historicamente foi assim. É aí que, estabelecendo uma parceria Cabo Verde-Portugal através do cluster mar, podemos criar um corredor extremamente competitivo do Atlântico Norte até ao Atlântico Sul, envolvendo outros países da CPLP", disse.

O projecto de "cluster mar", explicou a governante cabo-verdiana, nasce da constatação de que o modelo económico "assente em remessas e ajuda púbica ao desenvolvimento" se tinha esgotado e era necessário "aproveitar as vantagens competitivas" do país.

"Cabo Verde é antes de mais mar e céu. Só temos quatro mil quilómetros quadrados de terra. Logo, a nossa visão estratégica tem que ter isto como ponto de partida. Logo, o cluster mar tem que se transformar num motor do crescimento económico. E, quando falamos desse cluster, falamos como grande arrastador do porto de águas profundas. E aí surge o Mindelo, como epicentro deste cluster, não só como transbordo, como centro internacional de pescas, centro de excelência em termos de investigação oceanográfica, turismo", explicou.

O porto de águas profundas do Mindelo é uma "peça fundamental" do "cluster", num investimento de 400 milhões de euros.

Telefónica cai de 3ª para 5ª maior telecom do mundo

Há oito meses, a Telefónica era a 3ª maior empresa de telecomunicações do mundo em Bolsa. Hoje é a 5ª. Alierta foi passado há dias por Carlos Slim. O que explica em parte o ataque à Vivo. A PT joga noutro campeonato.

A Telefónica vale neste momento em Bolsa menos 18% do que abriu o ano de 2010, quando valia perto de 90 mil milhões de euros. É mesmo a segunda operadora europeia que mais cai este ano. A empresa espanhola está a ter um ano de 2010 de forte queda, depois de um 2009 de forte alta, em termos absolutos mas também relativamente aos competidores directos internacionais.

Depois de, há oito meses, ser a maior empresa de telecomunicações europeia e ter estado a meros 10 mil milhões da gigante americana AT&T, este ano, o "ranking" virou. A AT&T distanciou-se e, agora, a America Movil passa também a Telefónica. O arqui-rival mexicano Carlos Slim reagrupou as participações do seu grupo e deixou para trás a empresa de César Alierta.

PT noutro campeonato
O "ranking" das maiores empresas de telecomunicações tem cada vez menos empresas europeias. Empresas como a France Télécom e a Deutsche Telekom, hoje lutam por não cair do top 10, quando não há muitos anos estavam mais próximas da cabeça que do final.
Este é outro campeonato: se a Telefónica vale 73 mil milhões de euros, a PT vale 7,6 mil milhões. O multiplicador é de quase dez vezes. Mas se a Telefónica cai 18% estre ano, a PT está "em casa", com uma variação próxima de zero. Isto porque a oferta da Telefónica à PT para comprar a Vivo fez valorizar a empresa portuguesa nos últimos dois meses, desvalorizando a empresa espanhola.

Vários analistas têm sublinhado que a necessidade da Telefónica em reagir à ascensão do império de Carlos Slim na América Latina é uma das principais motivações para a oferta da Telefónica sobre a Vivo. Isso permitir-lhe ia fazer uma fusão entre a Vivo (operadora móvel) e a antiga Telesp (operadora fixa da Telefónica em São Paulo), empresas que têm tido desempenhos opostos, com vantagem para a Vivo. Essa fusãooque geraria fortes sinergias para a Telefónica.

A ascensão de Carlis Slim
A subida do império de telecomunicações de Carlos Slim deu-se imediatamente após a integração dos activos da Telmex Internacional e da Carso, o que multiplicou o número de acções sem prejudicar a cotação. A América Móvil vale agora quase 78 mil milhões de euros em Bolsa, deixando para trás a Telefónica.

[Slim era um precioso aliado para a PT...]

terça-feira, julho 06, 2010

O cheque e o xeque-mate

Por Fernando Sobral

No meio do teatro de sombras em que se transformou o negócio PT/Vivo/Telefónica, o Governo espanhol achou que a Portugal estava reservado o papel de D. Quixote, o cavaleiro que não distingue a ficção da realidade.
Os ministros Miguel Angel Moratinos e Elena Salgado e a Telefónica, transformaram--se em anjos impolutos, escrevendo o argumento. José Sócrates entendeu tarde demais o verdadeiro dilema da PT, entretido com o assalto à TVI numa lógica que um dia será melhor explicada.

Não se preparou, estrategicamente, para o que a Espanha queria e, por isso, a sua reacção foi tardia e disparatada. Mas talvez esteja a tempo de recuperar o equilíbrio político. A sua entrevista ao "El País" mostra um renovado Sócrates que sabe separar o trigo do joio. E que entende o que efectivamente está em jogo, enquanto que atrás das cortinas se continuam a inventar cenários para que tudo pareça um conto de fadas.

O Governo espanhol e a Telefónica, tão amigos das regras de mercado, sabem o que fizeram à alemã E.on quando tentou entrar em Espanha. E sabem como Berlusconi despachou a Telefónica quando esta estava tentada pela Telecom Itália. As leis do mercado têm diferente valor em diferentes épocas.

Mas a ideia espanhola foi genial e lembra quando Maquiavel, para comemorar as vitórias de Florença, comissionou um mural em conjunto a Leonardo Da Vinci e a Michelangelo, sabendo que ambos se odiavam. Conseguiu dividir o poder político e o económico português, enquanto acenava com o cheque.

Agora resta saber quem aplicará o xeque-mate.

União Europeia vai reexaminar as suas ajudas à Guiné-Bissau

A União Europeia (UE) anunciou hoje a sua intenção de “reexaminar” a ajuda que concede ao desenvolvimento da Guiné-Bissau, tendo em conta a tomada de posse do golpista António Indjai como chefe do Estado-Maior General.

A chefe da diplomacia da UE, a britânica Catherine Ashton, “considera que a situação presente poderá constituir uma violação dos compromissos da Guiné-Bissaau em termos de respeito pelos direitos humanos, a democracia e o Estado de Direito”, no quadro do Acordo de Cotonou.
Em consequência, Ashton pediu um reexame da “implicação global da UE na Guiné-Bissau”, país que está a ficar cada vez mais isolado devido ao peso dos seus militares, às arbitrariedades dos mesmos e ao facto de alguns deles se envolverem no narcotráfico que passa pela região.

O Acordo de Cotonou, entre a UE e a maior parte dos países da África, das Caraíbas e do Pacífico (ACP) foi assinado no Benim em 23 de Junho de 2000, depois de ter expirado a Convenção de Lomé, que anteriormente ligava as duas partes. E prevê ajuda económica e ao desenvolvimento dos estados mais carenciados, desde que eles respeitem diversos critérios, nomeadamente os políticos.
A UE tinha programada uma ajuda total de 102,8 milhões de euros para a Guiné-Bissau, no período de 2008 a 2013; e agora, se realmente suspender o seu auxílio, isto dirá respeito aos fundos especificamente destinados ao Estado e não às populações e às organizações não governamentais.

Em 2008 os 27 criaram uma missão destinada a apoiar a reforma do sector da polícia, da justiça e das Forças Armadas da Guiné-Bissau, os quais têm funcionado muito mal, não tendo sido ainda apurados os responsáveis pelos assassínios, no ano passado, do Presidente João Bernardo Nino Vieira e de uma série de outras personalidades.
O mandato daquela missão termina agora a 30 de Novembro, estando a sua coordenação actualmente entregue ao coronel português Fernando Afonso, que sucedeu nas últimas semanas ao general espanhol espanhol Juan Esteban Verastegui.

A baronesa Ashton declarou-se “consternada pela recente nomeação do general António Indjai, tendo em conta que ele foi o principal responsável pelo motim de Abril”, que remeteu para uma prisão militar o anterior chefe do Estado-Maior General, almirante Zamora Induta, cuja libertação ela hoje solicitou.
Naquele mesmo dia 1 de Abril, Indjai, que era o vice-chefe do Estado-Maior, retirou do seu refúgio na representação das Nações Unidas o contra-almirante Bubo Na Tchuto, indiciado pelos Estados Unidos como narcotraficante, e sequestrou durante algumas horas o primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, que chegou a ameaçar em público de mandar matar, perante as manifestações de apoio popular de que o mesmo estava a ser alvo.

Nos 10 anos anteriores ao afastamento de Zamora Induta, já tinham sido assassinados três chefes do Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses: Ansumane Mané, Veríssimo Correia Seabra e Tagma Na Wae, num sucessivo ajuste de contas entre diferentes facções militares, lideradas em muitos dos casos por oficiais que vieram da guerrilha que, a partir de 1963, se travou contra a potência colonial, Portugal, que em 1974 acabou por reconhecer a independência do país, depois de em Lisboa se ter dado o movimento do 25 de Abril.

Dia 29 de Junho, ao conceder posse a Indjai no cargo que efectivamente ele já estava a desempenhar de facto desde Abril, o Presidente da República, Malam Bacai Sanha, afirmou: "Tomámos a nossa decisão soberanamente, porque somos um Estado soberano". E neste último fim-de-semana, chamado à pedra pelos seus pares da África Ocidental, durante uma cimeira que houve na ilha do Sal, em Cabo Verde, comentou que "uma coisa é querer, outra coisa é poder". Ou seja, aparentemente, reconheceu o que muitos observadores têm vindo a dizer. As estruturas políticas do país não têm poder suficiente para se opor às decisões tomadas pelas estruturas militares, de há muito a necessitarem de uma profunda reestruturação.

Para além da UE e da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), também os Estados Unidos e o Brasil já criticaram energicamente a proposta governamental, homologada pelo Presidente, de se nomear chefe do Estado-Maior um general golpista.

[A CPLP manteve-se num silêncio ensurdecedor...]

segunda-feira, julho 05, 2010

Clientes de TV paga em Espanha perdem RTP Internacional

Os clientes do serviço de televisão paga espanhol Digital Plus (DP) deixaram desde 1 de julho de ter acesso aos canais internacionais, incluindo a RTP Internacional, por decisão da plataforma francesa Canalsat.
A decisão implica que milhares de clientes deixaram de ter acesso a esses canais o que, no caso da RTP, está a provocar intenso debate entre a comunidade portuguesa em Espanha.

No caso da DP, o corte afecta praticamente todos os canais europeus internacionais, incluindo a RAI Internacional e a própria TVE Internacional, numa decisão que a plataforma espanhola diz não ser da sua responsabilidade.
Fonte da DP explicou que nos últimos dias receberam “inúmeros” contactos de clientes sobre o corte dos serviços que só serão restabelecidos, no futuro, se houver interesse para tal.
“Tem havido muito interesse. Estes canais não faziam parte da nossa oferta e nós apenas os transmitíamos porque eram distribuídos em sinal aberto pelo satélite Astra”, explicou a fonte.

Fonte da Astra em Espanha explicou que a suspensão da transmissão se deve diretamente a uma decisão do canal de distribuição francês DTH CanalSat, equivalente francês à DP.
“Há algum tempo o CanalSat tinha alugado espaço no Astra para transmitir a RTP Internacional e outros canais. Agora deixou de ter esse interesse por necessitar do espaço para outros canais”, disse.

Em comunicado recente a RTP informou que a partir do dia 1 de julho de 2010, o sinal da RTP Internacional deixaria “de estar disponível na plataforma DTH CANALSAT de França, por decisão desta, e, como consequência”, também deixaria “de ser difundido na Europa pelo satélite Astra”.

domingo, julho 04, 2010

Portugal: Moutinho-Lopes a dupla que marcou o fim-de-semana

A saída de Fátima Lopes da SIC para a rival TVI e a saída de João Moutinho do Sporting para o rival FC Porto foram as duas notícias quem mais desiludiram ou criaram novas ilusões em muitos portugueses neste fim-de-semana.

Para muitos é o afirmar de que já nada é sagrado. Para outros é o constatar de que as coisas estão como sempre foram: "o dinheiro faz mover o mundo".

Fátima Lopes sempre foi uma querida para os mais velhinhos e fez companhia em muitas manhãs e tardes a donas de casa ocupadas ou desocupadas nos seus afazeres. João Moutinho era actualmente uma esperança para os sportinguistas (viam nele a esperança num bom encaixe financeiro em tempos tão difíceis pelas bandas de Alvalade) e era sempre tido como o "baixinho" (a sua pequenês fazia-o parecer realmente uma criança), despertando carinho nas hostes verde e brancas.

São dois ícones portugueses que abandonam as suas casas e as trocam por "novas oportunidades" e "passos em frente" na carreira.

Portugal sai reforçado na sua sensatez e refreado na sua loucura.
Fátima Lopes não se transferiu para nenhum canal espanhol, não, ficou cá. Sacrificou-se para se transferir para o canal líder de audiências - a TVI. Moutinho foi coerente (na incoerência), não se transferiu para um qualquer grande da Europa, não, sacrificou-se e, ao invés de ir para Espanha, onde tudo seria mais fácil, assinou pelo FC Porto, demonstrando querer arriscar ser campeão em Portugal (e mostrou dar valor à história: o clube do norte até jáo tinha namoriscado há uns anos...).

Depois de o Governo ter recusado as intenções da Telefónica e demais incursões momentâneas espanholas, estes dois ícones da modernidade pós-europeia portuguesa são hoje símbolos de que Portugal ganhou valor suficiente para que tudo se passe entre paredes, não precisamos de ir para uma Espanha qualquer, ficamos na nossa...

Angola no 'top' do vinho português

Portugal exportou vinho no valor de 246 milhões de euros. Angola é o maior importador; Reino Unido e EUA estão a seguir.

Angola lidera o ranking dos dez países que mais compram vinhos portugueses, tendo importado 444,6 mil de hectolitros em 2009, no valor de 56,9 milhões de euros. No ano passado, Portugal exportou em vinhos tintos e brancos, isto é, vinhos tranquilos, 1,59 milhões de hectolitros, o que correspondeu a 246 milhões de euros, indicam dados a da ViniPortugal. Ou seja, Angola representa já cerca de um quarto das exportações nacionais.

O dinamismo das exportações de vinhos portugueses para Angola continua a ser sustentado e "o potencial de mercado grande", segundo a ViniPortugal. A seguir a Angola, surge o Reino Unido, com um valor de importações da ordem dos 19,6 milhões de euros; e depois os EUA, com compras no valor de 18,6 milhões de euros.

Para muitas empresas produtoras de vinho, as exportações surgem como a única possibilidade para a expansão do negócio, já que em Portugal o consumo de vinho tem vindo a diminuir. "Como as famílias têm menos dinheiro, consomem menos", refere uma das maiores empresas vinícolas. A produção total de vinho na campanha de 2009/2010 foi de 5,867 milhões de hectolitros, um aumento de 3,1% face ao ano anterior. Os vinhos com denominação de origem protegida (DOP) representaram 51,1% da produção e os vinhos com indicação de geografia protegida (IGP) 21,7%. A categoria vinho representou 27% e os vinhos com indicação de casta e/ou ano, apenas 0,1%.

quinta-feira, julho 01, 2010

Cabinda: Nzita Tiago não aceita passagem à reforma como líder da FLEC

Na qualidade de fundador de Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), Nzita Henriques Tiago acusou de alta traição o vice-presidente Alexandre Tati Buílo e outros três dirigentes, que revogou das suas funções, depois de eles o terem afastado da direcção efectiva.

Num comunicado hoje enviado ao PÚBLICO, em francês, por seu neto Jean-Claude Nzita, presidente da comunidade cabindesa na Suíça, o velho político deste movimento que quer ser independente de Angola, diz ter afastado Buílo, o chefe da segurança, Moisés Carlos, o “encarregado de missões na presidência”, Veras Luemba Luís, e o chefe do Estado-Maior General, Estanislau Boma. Estas decisões, diz o comunicado do líder que este mês completa 83 anos, têm efeito a partir do dia de ontem.
Segundo este texto, os novos vice-presidente, chefe do Estado-Maior e chefe da segurança serão nomeados posteriormente. Mas os comandantes das diferentes regiões militares da guerrilha devem permanecer nos seus postos até nova ordem.

Ontem, o Alto Comando das Forças Armadas Cabindesas Unificadas (FACU) fez saber que decidira retirar a Nzita Henriques Tiago “todas as responsabilidade políticas no seio da FLEC”, o movimento criado em 1963 para lutar pela autodeterminação do território.
Este foi mais um episódio da agitada história do movimento, que não aceita o estatuto de Cabinda como simples província de Angola.

O mesmo órgão supremo militar da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) designou o vice-presidente Alexandre Tati Builo “para assumir todos os cargos da direcção” do grupo independentista. E adiantou que Nzita Henriques Tiago ficaria com o título honorário de “Líder Histórico, Herói Nacional e Património do Povo de Cabinda”.
O comando militar afirmava que, mesmo na reforma, Tiago permaneceria “o grande timoneiro e conselheiro da FLEC”, o que pelos vistos ele não achou suficiente, a acreditar no texto hoje distribuído por seu neto.

Ao longo dos anos, a FLEC tem-se dividido periodicamente em diferentes facções, que ocasionalmente se reagrupam, para depois se cindirem em outros grupos ou tendências, numa agitação permanente.
Em Janeiro, elementos afectos a uma das alas do movimento independentista atacaram a selecção togolesa que ia participar em Cabinda no campeonato africano de futebol. Morreram então duas pessoas, pelo que a equipa do Togo acabou por se retirar da competição.

quarta-feira, junho 30, 2010

Guiné-Bissau "luta" para ser considerada um país lusófono

A Guiné-Bissau está a “lutar” para que a organização da Expo 2010 a considere um país lusófono e troque a inscrição “Republique du Guinee-Bissau” que tem na entrada do espaço.

A área integrada no pavilhão africano, que junta diversos países que têm stands em vez de pavilhões próprios, foi preparada pela organização chinesa.
“Quando chegámos tivemos que fazer várias alterações no espaço e ainda por cima pensaram que éramos um país francófono”, explicou Francisca Vaz Turpin, comissária-geral de Guiné-Bissau, à Agência Lusa.
Passados quase dois meses, a inscrição em francês continua a figurar nas paredes exteriores do stand, apesar das reclamações que a comissária diz ter feito, mas até agora “sem resultado”.

“Eu tenho lutado mas nada”, refere Vaz Turpin, que vai mesmo mais longe e considera que o português devia estar lado a lado com as línguas oficiais da exposição universal.
“Toda a documentação que troco com a organização da Expo tem que estar escrita em francês”, sendo que as alternativas seriam “o inglês ou chinês”.
“Sentimos falta de uma presença mais forte do português”, lamenta.

Estelle Wei, supervisora do pavilhão africano da expo 2010, lamentou à o erro e garantiu que a inscrição da Guiné-Bissau em francês seria trocada pela correcta, em português, rapidamente.
“Trabalhamos com muitas subempreitadas para executar todos os trabalhos necessários. Lamentamos o sucedido neste caso, mas será a situação será corrigida o mais rápido possível”, destacou.

A Guiné-Bissau é um dos oito países de língua portuguesa que participam na Expo 2010.
Portugal, Brasil e Angola têm pavilhões próprios nas áreas dos respetivos continentes; Cabo Verde, Moçambique e Guiné-Bissau apresentam-se em stands dentro do pavilhão africano, que reúne diversas nações do continente.
Timor Leste tem o seu espaço aberto ao público na zona da Ásia.

A Expo 2010, dedicada ao tema “Better City, Better Life” (Melhores Cidades, Maior Qualidade de Vida), decorre de 1 de maio a 31 de outubro numa área de 528 hectares (dez vezes a Expo 98, em Lisboa).
Com a utilização ilegal da goldenshare do Estado português na assembleia-geral da PT, estão criadas as condições para uma batalha que acabará dia 8 de Julho, com a mais que certa decisão das instâncias europeias definindo a goldensghare portuguesa como uma aberração.

A utilização em desespero da goldenshare mostrou que o tão falado núcleo duro português, supostamente garantidor dos interesses de todos nós portugueses, não resistiu à natural mais-valia que resultaria da proposta da Telefonica.

Resultam também dois cenários: a Vivo vai ser alienada mais mês menos mês (os acionistas vão vender) ou a PT sofre uma OPA posterior ao fim da goldenshare e é vendida às postas aos espanhóis.

Não há, nem podia haver, qualquer noção de interesse nacional. Há, sim, o interesse económico habitual em operações deste calibre.
Tudo demonstrativo da real dimensão das maiores empresas do país, que são grandes neste pequeno rectângulo, pequenas à escala europeia e ainda mais pequenas à escala mundial.
Vou assistir de bancada às futuras declarações do primeiro-minsitro sobre o mais que provável cenário de perder a Vivo, ou em alternativa perder a PT.

PT/Telefónica: "A parvoíce colonial ainda não morreu" em Portugal, diz FT

O veto do Governo português à proposta da Telefónica já está a provocar reacções na imprensa internacional. O Financial Times garante, num artigo de opinião, que "a parvoíce colonial ainda não morreu".

De acordo com o jornal, o Governo português recorreu a um instrumento "anacrónico" e corre o risco de se tornar "obsoleto" para impedir esta operação. Ao mesmo tempo, não respeitou a vontade dos accionistas que aceitaram a oferta da empresa espanhola no valor de 7,15 mil milhões de euros.

A justificação dada pelo Governo "de que o negócio era mau para a PT e para Portugal" não convence o jornal, que a considera "péssima".
"As golden shares são normalmente utilizadas para proteger as empresas estrangeiras de aquisição, não interfere com as suas filiais no exterior".

Repatriamento de portugueses para com fim à vista

Supremo Tribunal (ST) norte-americano proíbe que imigrantes condenados por pequenos delitos sejam expulsos de imediato do país.

Há uma "luz ao fundo do túnel" para o problema dos portugueses repatriados pelos Estados Unidos para os Açores. Pela primeira vez, o ST dos EUA decretou que os imigrantes legais, condenados por crimes menores envolvendo drogas, não poderão ser automaticamente deportados para os países de origem, sem ter em consideração o seu tempo de residência em território norte-americano e o aspecto da constituição familiar.

Ao decidir assim, o ST acabou por colocar em causa a Lei Federal de Imigração, aprovada em 1996 pelo Congresso, que estabelece que os imigrantes legais que não tenham cidadania americana podem ser deportados por pequenos delitos. Mais de mil açorianos que praticaram crimes menores foram enviados de volta ao arquipélago nos últimos 14 anos.
Todos os anos, os Açores recebem de 50 a 60 repatriados, que muitas vezes não sabem falar português, sem família a acompanhá-los na partida e a recebê-los à chegada, nem garantia de casa ou emprego. De acordo com a Human Rights Watch, a Organização Não Governamental americana que actua na área dos direitos humanos, 70% das deportações para os Açores devem-se a delitos associados a roubos e posse de droga, precisamente aqueles abarcados pela sentença.
A decisão inédita de 14 de Junho, vem dar esperança a milhares de imigrantes legais açorianos, que se concentram sobretudo em cidades de Nova Inglaterra como Fall River e Providence, de virem a receber tratamento igual. É o que pensa Paulo Fontes, coordenador do Centro de Acolhimento Temporário e de Emergência em Ponta Delgada, que assegura o apoio a cidadãos repatriados, entre outras classes desfavorecidas da sociedade.
"É excelente a decisão do Supremo dos EUA. Foi uma oportunidade na Justiça norte-americana que abriu uma brecha no sistema e permitirá haver menos repatriamentos", acentua o sociólogo, para quem a nova situação irá beneficiar, em primeira linha, as próprias pessoas que enfrentam esse risco e suas famílias.
Mas o menor fluxo de deportados para o arquipélago irá reduzir também o impacto social negativo que a sua chegada aos Açores gera junto da comunidade de acolhimento, além de que os técnicos encarregados de fazer o seu acompanhamento terão "menos pessoas para inserir".

"Setenta por cento dos deportados vêm para as ilhas por crimes menores, o que vem ajudar a tirar o estigma tão pesado que sobre eles recai." Uma "janela" de esperança também sustentada pelo facto de os democratas americanos terem apresentado uma proposta de lei na Câmara dos Representantes e que aguarda aprovação pelo Senado dos EUA, com o objectivo de "perdoar" os imigrantes legais que, não tendo a cidadania norte-americana mas estejam bem integrados no país, cometam crimes pouco graves.

Sobre o assunto, o cônsul dos EUA é cauteloso. Diz que é "difícil dizer se estas pessoas ficarão junto das suas famílias, porque cada caso é diferente dos outros".

terça-feira, junho 29, 2010

"Este país não é para corruptos"

Por Ricardo Araújo Pereira

Em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer
Quinta-feira, 29 de Abril de 2010

Portugal é um país em salmoura. Ora aqui está um lindo decassílabo que só por distracção dos nossos poetas não integra um soneto que cante o nosso país como ele merece. "Vós sois o sal da terra", disse Jesus dos pregadores. Na altura de Cristo não era ainda conhecido o efeito do sal na hipertensão, e portanto foi com o sal que o Messias comparou os pregadores quando quis dizer que eles impediam a corrupção. Se há 2 mil anos os médicos soubessem o que sabem hoje, talvez Jesus tivesse dito que os pregadores eram a arca frigorífica da terra, ou a pasteurização da terra. Mas, por muito que hoje lamentemos que a palavra "pasteurização" não conste do Novo Testamento, a referência ao sal como obstáculo à corrupção é, para os portugueses do ano 2010, muito mais feliz. E isto porque, como já deixei dito atrás com alguma elevação estilística, Portugal é um país em salmoura: aqui não entra a corrupção - e a verdade é que andamos todos hipertensos.

Que Portugal é um país livre de corrupção sabe toda a gente que tenha lido a notícia da absolvição de Domingos Névoa. O tribunal deu como provado que o arguido tinha oferecido 200 mil euros para que um titular de cargo político lhe fizesse um favor, mas absolveu-o por considerar que o político não tinha os poderes necessários para responder ao pedido. Ou seja, foi oferecido um suborno, mas a um destinatário inadequado. E, para o tribunal, quem tenta corromper a pessoa errada não é corrupto - é só parvo. A sentença, infelizmente, não esclarece se o raciocínio é válido para outros crimes: se, por exemplo, quem tenta assassinar a pessoa errada não é assassino, mas apenas incompetente; ou se quem tenta assaltar o banco errado não é ladrão, mas sim distraído. Neste último caso a prática de irregularidades é extraordinariamente difícil, uma vez que mesmo quem assalta o banco certo só é ladrão se não for administrador.

O hipotético suborno de Domingos Névoa estava ferido de irregularidade, e por isso não podia aspirar a receber o nobre título de suborno. O que se passou foi, no fundo, uma ilegalidade ilegal. O que, surpreendentemente, é legal. Significa isto que, em Portugal, há que ser especialmente talentoso para corromper. Não é corrupto quem quer. É preciso saber fazer as coisas bem feitas e seguir a tramitação apropriada. Não é acto que se pratique à balda, caso contrário o tribunal rejeita as pretensões do candidato. "Tenha paciência", dizem os juízes. "Tente outra vez. Isto não é corrupção que se apresente."

Espanha: Catalães convocam manif contra sentença do TC

A quase totalidade dos partidos catalães, sindicatos e entidades sociais convocaram hoje uma manifestação para o próximo dia 10 de julho em protesto contra a decisão do Tribunal Constitucional sobre o Estatuto da Catalunha.

Na convocatória conjunta, as entidades que participam no protesto consideram que a sentença é uma «agressão contra o povo catalão» pelo que a manifestação decorrerá sob o lema: "Nós é que decidimos. Somos uma nação".

O protesto é apoiado por praticamente todos os partidos da Catalunha, com excepção do PP e do grupo Ciutatans.

Guiné-Bissau: Nomeação chefe das FA levanta dúvidas na ONU

A nomeação de António Indjai como líder das Forças Armadas da Guiné-Bissau surpreendeu elementos da Comissão da ONU para a Consolidação da Paz no país, e veio levantar dúvidas sobre a independência do Governo face ao poder militar.
"É uma decisão soberana da Guiné-Bissau, mas, por outro lado, é uma demonstração clara de que o Governo civil não tem toda a independência para fazer o que bem entende", afirmou fonte diplomática da Comissão.

Duas semanas depois da intervenção militar de 1 de abril, a Comissão chefiada pela embaixadora brasileira junto das Nações Unidas escreveu ao ministro dos Negócios Estrangeiros guineense, pedindo que o novo chefe de Estado maior fosse alguém que não estivesse ligado à sublevação, mas António Indjai foi o protagonista daquela intervenção.

[Depois da simpática missiva da senhora embaixadora a resposta foi: "... e a caravana passa".]

Acordo ortográfico chega às escolas em 2011

Editores e livreiros aguardam uma palavra da ministra para aplicarem nova grafia aos manuais.
Os manuais redigidos segundo as normas do novo acordo ortográfico vão chegar às escolas no ano lectivo de 2011-2012.

A garantia foi dada por uma das assessoras de imprensa do Ministério da Educação, que admitiu, no entanto, que a adaptação dos livros escolares possa vir a ser feita faseadamente, não incidindo de imediato sobre os manuais relativos a todos os níveis de escolaridade.

A concretização deste plano pressupõe, no entanto, que o Ministério da Cultura, que tem vindo a coordenar a aplicação do Acordo Ortográfico em Portugal, anuncie a data em que este entrará em vigor e aprove o vocabulário que irá ser reconhecido como norma para o português europeu.

Paredes, a primeira cidade sustentável da Europa

A Cisco Systems e a empresa especializada em tecnologia urbana Living PlanIT vão desenvolver a primeira cidade sustentável e inteligente da Europa, em Paredes, no distrito do Porto.

O mega-projeto representa um investimento global de 10 mil milhões de euros e implicará o recrutamento de “vários milhares de postos de trabalho”, de acordo com a informação avançada pelas empresas.

A parceria estratégica entre a Cisco e a Living PlanIT será assinada na segunda feira, numa cerimónia em Paredes, durante a qual serão divulgados pormenores do projeto a desenvolver em Paredes.
As empresas estimam captar cerca de 12.000 parceiros empresariais de todo o mundo para a cidade inteligente.

Lisboa está mais barata para quem tem dólares (é a 72ª cidade mais cara do mundo)

Arrendar um T2 de luxo é mais caro em Lisboa do que em Roma, Amesterdão, Bruxelas ou Madrid. O que não faz da capital portuguesa uma das cidades mais caras para habitar. Lisboa aparece este ano em 72º lugar entre 214 cidades no estudo "Cost of Living Survey", da Mercer.

Em 2009, a capital surgia na 64ª posição entre 143 cidades. Sem permitir efectuar comparações precisas, há uma percepção lógica que fica do estudo: Lisboa está mais barata para quem tem dólares.

Já Luanda é a cidade mais cara do mundo. Tóquio está na 2ª posição e Ndjamena em 3º lugar, seguida por Moscovo e Genebra. O “top ten” inclui três cidades africanas, três asiáticas e quatro europeias. Karachi, a capital financeira do Paquistão e uma das cidades mais populosas do mundo (18,5 milhões de habitantes) ocupa o último lugar da tabela. Em média, Luanda é três vezes mais cara que a antiga capital Paquistanesa.

O estudo da Mercer cobre 214 cidades (eram 143 em 2009) de todos os continentes e mede o custo comparativo de mais de 200 produtos representativos dos padrões de consumo dos executivos expatriados, incluindo habitação, transportes, alimentação, vestuário, bens domésticos e entretenimento.
É o estudo de custo de vida mais abrangente a nível mundial, e tem por objectivo ajudar os governos e as empresas multinacionais a determinarem os processos de remuneração a atribuir nos processos de transferência de empregados para projectos internacionais. O custo de alojamento, normalmente a despesa com maior relevância para os expatriados, tem um peso importante na determinação da posição das cidades no ranking.

O alojamento na capital angolana triplica em relação a Lisboa e duplica quando comparado com Tóquio. Outro dos preços comparativos utilizados neste estudo é o preço de uma refeição fast food com hambúrguer. Em Lisboa, o menu completo fica pelos 4.65 euros, mais caro que em Londres (4.53 euros) e Pequim (2.51 euros), mas muito mais barato que os 12.7 euros que custa esta refeição em Luanda.

Monte Adriano vai construir três barragens em Cabo Verde

A empresa portuguesa Monte Adriano ganhou o concurso para a construção de três barragens na ilha de Santiago, beneficiando da linha de crédito de 200 milhões de euros disponibilizada por Portugal para projectos de obras públicas.

A assinatura do contrato aconteceu domingo, na presença do primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, permitindo a construção, de raiz, das barragens da Faveta, Salineiro e Saquinho, que se juntarão à já construída do Poilão, concluída em 2006, com financiamento da China.

Segundo José Maria Neves, nos próximos dois a três anos, o Governo pretende construir mais 17 barragens, com o objectivo de, até 2015, mobilizar 75 milhões de metros cúbicos de água, o que permitirá alargar a área irrigada do país, criar emprego e reduzir os índices de pobreza. Para já, as três barragens terão um "impacto fundamental na agricultura", pois evitarão o desperdício dos milhões de metros cúbicos de água no arquipélago durante a época das chuvas - entre Julho e Novembro. O Governo, acrescentou, decidiu recentemente lançar um programa para que todos os furos de água no arquipélago sejam equipados com energias renováveis, solar ou eólica, permitindo aos agricultores terem acesso à água a um preço mais competitivo.

segunda-feira, junho 28, 2010

NATO: secretário-geral visita Lisboa para preparar cimeira de Novembro

O secretário geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, vai estar sexta-feira em Lisboa para preparar com o Governo português a cimeira de novembro, onde será aprovada a revisão do conceito estratégico da organização.

Naquela que será a primeira visita oficial a Portugal desde que assumiu o cargo de secretário geral da Aliança Atlântica, em agosto do ano passado, Rasmussen manterá encontros com o primeiro ministro, José Sócrates, com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, e com o ministro da Defesa, Augusto Santos Silva.
O responsável da NATO visitará também a Assembleia da República e participará numa conferência organizada pela Universidade Católica Portuguesa.

“Dou muita importância ao contacto com as novas gerações quando visito um país membro”, afirmou Rasmussen a este propósito, acrescentando que a sua intervenção vai centrar-se “no futuro da Aliança”.

A cimeira de chefes de Estado e de Governo dos 28 países da NATO, que terá lugar a 19 e 20 de novembro deste ano, deverá ser dominada pela aprovação do novo conceito estratégico da organização (o último é de 1999) e também pelo processo de reforma das estruturas e comandos e o conflito no Afeganistão.

Citação de Guerra Junqueiro

Os portugueses são “um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas”.

Descrição dura... com laivos de verdade.

Desilusão Mundial

Este Mundial de Futebol não tem sido particularmente bem sucedido.

O futebol não tem sido de uma qualidade extraordinária salvo algumas excepções, os relvados estão miseráveis, as vuvuzelas intragáveis.

A última de todas são as horrendas arbitragens. Erros atrás de erros, porque errar é humano.

Errar é humano sim... mas uma coisa é verdade, enquanto senhores poderosos do futebol lucrarem á custas dos erros, a suspeição pairará sempre por cima dos actores principais.

Este não tem sido um mundial que sirva de hino ao futebol, aliás a publicidade tem sido verdadeiramente má...

sábado, junho 26, 2010

Estudo: Lisboa é uma das melhores cidades do mundo para viver

Revista “Monocle” distingue a capital portuguesa na 25ª posição pela segunda vez.

A revista de Julho/Agosto voltou a distinguir Lisboa como a 25ª melhor cidade do mundo para viver. Com o argumento principal de que tem "baixas taxas de criminalidade", esta publicação sobre negócios, cultura e ‘design' destaca também o facto da capital portuguesa ser uma porta de entrada importante para a América do Sul.

Os dois aspectos conjugados fazem de Lisboa "um lugar ainda mais agradável para viver", segundo a revista dirigida por Tyler Brulé, o também colunista do Financial Times. Mas a rejuvenescida margem direita do Tejo e as novas leis que permitem o casamento entre homossexuais são igualmente salientados pela Monocle como factores decisivos para uma vida confortável na capital portuguesa.

Munique, capital do Estado alemão da Baviera, repete a liderança deste ‘ranking', obtido também há dois anos, pelo grau de centralidade e número elevado de jardins públicos

Guiné-Bissau: Chefes das Forças Armadas da CEDEAO reúnem-se segunda feira em Bissau

Os chefes das Forças Armadas da Comunidade Económica do Estados da África Ocidental (CEDEAO) vão reunir-se extraordinariamente entre segunda e terça feira na Guiné-Bissau, refere um comunicado à imprensa do Estado-Maior guineense.

Segundo o documento, numa sessão à porta fechada, será feita uma exposição sobre a situação política e de segurança da Guiné-Bissau, bem como exposições da ONU e da União Europeia sobre a reforma do setor de defesa e segurança.
Serão também apresentados os resultados da missão de informação dos chefes das Forças Armadas da CEDEAO enviados à Guiné-Bissau, após os acontecimentos de 1 de abril.

Entretanto, o Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, nomeou ontem, por proposta do Governo de Carlos Gomes Júnior, o major-general António Indjai como chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.

O anúncio foi feito através de um decreto, que também exonera do cargo o almirante Zamora Induta (detido e deposto a 1 de Abril numa intervenção militar liderada por Indjai).

[Várias fontes avançam que a indicação de Indjai para CEMFA é "a gota de água" num copo à muito a transbordar. As consequências desta nomeação presidencial - em que o Presidente Sanhá, não sai bem no retrato - far-se-ão sentir nos próximos meses. O perfil de Indjai faz temer pela instauração de um clima de "lei marcial", com raptos descricionários, num misto de Bissau sem-lei e "manda quem pode". Ficam quatro perguntas: 1 - O almirante Induta estará "melhor" da doença que o importunava? 2 - O seu paradeiro é conhecido de quem? 3 - Gomes Júnior não terá regressado cedo demais a Bissau? 4 - Quem assumirá as consequências e quais as ilações que se tirarão de um novo assassinato da liderança eleita do país?]

quinta-feira, junho 24, 2010

Activistas julgados como criminosos em Cabinda

Iniciou-se ontem em Cabinda o julgamento de quatro activistas dos direitos humanos detidos após o ataque em Janeiro contra a equipa de futebol do Togo, que causou dois mortos.

Estão a ser julgados o antigo vigário Raul Tati, o advogado Francisco Luemba, o estudante universitário Belchior Lanso e um antigo polícia, José Benjamin Fuca.

Os quatro activistas foram presos por terem em sua posse documentos da FLEC, movimento que advoga a independência de Cadinda, e por terem viajado várias vezes para Paris, explicou o advogado Arao Tempo, que representa dois dos detidos.

Além destes quatro indivíduos, as autoridades angolanos detiveram mais cinco pessoas após o ataque à selecção do Togo, que se encontrava em Cabinda para um jogo da Taça Africana das Nações. O ataque foi reivindicado pela FLEC.

Comentário sobre as SCUT

Das duas uma:
Ou o PSD vai andar sempre a reboque de toda e qualquer iniciativa de interesse nacional que o governo proponha (e depois não se queixe) ou então tem opinião própria sobre os assuntos (e isso dá muito trabalho).
Conhecer a realidade de um país afogado em défices, créditos malparados e endividamentos (de empresas e de famílias), devia ser importante para não sobrecarregar mais os contribuintes (ou seja, o Estado).

Com as Scut comprou-se uma guerra, que agora se quer dividir por todo país, com o único objectivo de não concentrar tudo a norte.
Esquece-se o fraco conhecedor da história pátria que a revolta da Maria da Fonte começou por menos. É verdade que havia outros condimentos nacionais que apimentaram o acontecimento. Mas as similitudes históricas (se é que isso existe) estão lá.

Alguém dirá, ah, é indiferente, com um ligeiro encolher de ombros. Pois... Mas eu digo que a bancarrota (palavra maldita) já esteve mais longe.

Aparte sobre SCUT

Utilizador pagador?!!!!!!

Escutem lá... mas a miriade de impostos pagas para se poder andar de automóvel neste país (imposto de circulação, ISP, IA, Inspecções) serve para quê?


(PS: Abaixo as auto-estradas pagas)

terça-feira, junho 22, 2010

Líderes da Guiné-Bissau discutem futuro

O chefe das forças armadas da Guiné-Bissau, general António Indjai, encontrou-se ontem com o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, que regressou na véspera à Guiné.

Indjai garantiu que não havia nenhum problema entre os dois homens e que ambos "vão trabalhar juntos". A 1 de Abril, quando Indjai tomou o poder militar, Gomes Júnior foi detido durante algumas horas e ameaçado.

Eduardo dos Santos no Brasil com parceria na agenda

O Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, em visita oficial ao Brasil amanhã, será recebido pelo seu homólogo Lula da Silva, num encontro em que poderá ser fechada uma parceria estratégica entre os dois países.

Segundo fonte diplomática brasileira, Brasília e Luanda estão a estudar um "mecanismo de aproximação institucional entre os dois países em todas as áreas" e, caso seja concluído a tempo, este entendimento será o mote da visita de José Eduardo dos Santos.
Deverão ser assinados também acordos nas áreas de educação e de cooperação entre institutos de apoio a políticas públicas.

Os dois países estão a trabalhar ainda em acordos nas áreas de electricidade e de cooperação entre a Agência Nacional de Petróleo (ANP) e a agência homóloga angolana. O Brasil tem interesse em saber quais serão as linhas de actuação de Angola na presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, responsabilidade que o país africano assumirá em Julho próximo, quando será realizada a VIII Cimeira da CPLP.

segunda-feira, junho 21, 2010

Timor-Leste: Representante da ONU classifica presença portuguesa no território de "elemento crítico"

A representante especial da ONU para Timor-Leste, Ameerah Haq, enalteceu hoje a cooperação entre Portugal e Timor-Leste e que os próximos dois anos e meio serão de "extrema importância para as autoridades timorenses" na área da segurança.

As declarações foram proferidas após o encontro desta manhã com o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, tendo a diplomata realçado as "relações especiais entre Portugal e Timor-Leste".

A alta comissária afirmou ainda ser "muito importante que, nos próximos dois anos e meio, as autoridades timorenses ganhem competências e capacidades para assumirem em pleno a segurança no país".

Estudantes do ISCTE vencem concurso mundial de marketing

Uma equipa de estudantes do Mestrado de Marketing do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) venceu o concurso mundial da L'Oréal BrandStorm, no qual participaram equipas de 43 países, anuncia o estabelecimento de ensino superior.
O ISCTE refere em comunicado, que a equipa composta pelos alunos Danyel Porato, Joana Lencastre e João Cardoso venceu o concurso mundial da L'Oréal sobre o lançamento de um produto.

No desafio, lançado a jovens universitários de todo o mundo, as equipas assumem o papel de director da empresa e têm de analisar o mercado nacional e internacional, explorar novas oportunidades, planear o lançamento de novos produtos e criar a respectiva embalagem até à campanha de comunicação.
A vitória da equipa de alunos do ISCTE na 18.ª edição do concurso, que teve como júri principal o presidente mundial da L'Oréal, "demonstra o dinamismo, criatividade e inovação dos jovens estudantes portugueses", salienta o ISCTE.

O concurso, cuja prova final decorreu em Paris, contou com a participação de 7.085 estudantes de 43 países, nomeadamente EUA, Reino Unido, França e Japão.

Timor-Leste reestrutura o secundário com o apoio de Portugal

O Ministério da Educação de Timor-Leste, a Fundação Gulbenkian e o Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento assinaram um protocolo para a reestruturação do ensino secundário, revelou hoje fonte académica.

A reestruturação visa colocar o secundário timorense em padrões internacionais de acesso ao ensino superior e está a ser preparada pela Universidade de Aveiro, que deslocou a Díli uma missão técnica, chefiada pela ex vice-reitora Isabel Martins.

O novo Plano Curricular está dividido em duas vias de pré-especialização que os alunos terão de optar: ciências e tecnologias, e ciências sociais e humanas.

quinta-feira, junho 17, 2010

Efacec adquire controlo da espanhola Fasymon

A Efacec adquiriu 75% do capital da empresa espanhola Fasymon, uma empresa catalã com um volume de negócios estimado de 4,5 milhões de euros, visando reforçar a presença neste mercado estratégico.
A Fasymon irá alterar a denominação para Efacec Equipos Electricos.

A empresa "dedica-se à produção, comercialização e instalação de centros de transformação, actividade desenvolvida no âmbito da sua unidade de negócio de aparelhagem de média e alta tensão", acrescenta o diário português.

As vendas previstas para Espanha ascendem a 58 milhões de euros este ano, enquanto a carteira de encomendas estimada alcança os 80 milhões, disse fonte da empresa ao mesmo jornal.

quarta-feira, junho 16, 2010

Semelhanças




Ai a Culpa é da Crise, ai a culpa é da protecção do Drogba, Ai a culpa é das agências de Rating, ai a culpa é do relvado....

Já ouviram falar em desculpas de mau pagador???

Chineses arrancam cortiça do pavilhão português em Xangai

Portugal é o maior produtor mundial de cortiça, mas para muitos chineses a matéria-prima que cobre o pavilhão português na Expo 2010, em Xangai, é uma novidade que querem levar para casa.
"Os visitantes arrancam pedaços da cobertura do pavilhão, o que nos obrigará a um plano de manutenção, com reposição de várias placas de cortiça", explicou o comissário geral de Portugal na exposição, Rolando Borges Martins.

Entre os milhares de visitantes diários do pavilhão de Portugal há sempre quem toque, cheire ou arranque pedaços de cortiça da estrutura.

Uma das visitantes diz que a cobertura “é uma espécie de madeira”. É o filho mais novo quem a corrige: “Não, é cortiça [‘ruanmu’, em chinês]. Eu vi no filme que passou dentro do pavilhão”.
“Sei que isto serve para tapar as garrafas de vinho, mas não sabia que se chamava cortiça”, diz outra visitante, com uma das rolhas oferecidas à entrada do pavilhão nas mãos e com as quais alguns visitantes enchem malas de senhora.

Uma atração que pode ser explicada “pela sensação agradável, quando se toca na cortiça", diz outra visitante, acrescentando: "E gosto do cheiro".
A cortiça utilizada na fachada e no interior do pavilhão, transportada de Portugal em cinco contentores, foi fornecida pela Corticeira Amorim, uma empresa estabelecida na China há cerca de vinte anos.
“Já tinha trabalhado com cortiça, para obras de isolamento, mas nunca a tinha utilizado desta forma nem a esta escala”, disse Carlos Couto.

A utilização de cortiça, um material reciclável, enquadra-se no tema da Expo 2010, 'Better City, Better Life' (Melhores Cidades, Maior Qualidade de Vida), que decorre de 1 de Maio a 31 de Outubro numa área de 528 hectares (dez vezes a Expo 98, em Lisboa).
Esta é a maior exposição universal de sempre, com a participação de cerca de 240 países e organizações internacionais.

Portugal-Indonésia: Reforço das relações bilaterais passa também pelos parlamentos dos dois países

A importância dos parlamentos no reforço das relações bilaterais, designadamente as luso-indonésias, foi destacada hoje pelo embaixador da Indonésia em Lisboa e pelo presidente do Grupo Parlamentar de Amizade (GPA) Portugal-Indonésia.

O embaixador Albert Matondang, convidado hoje pelo GPA Portugal-Indonésia a visitar a Assembleia da República, salientou que as "relações interparlamentares complementam o que os diplomatas fazem".

O diplomata, que apresentou cartas credenciais no passado dia 28 de abril, acrescentou que, antes de viajar para Portugal, uma das suas "prioridades" foi falar com os parlamentares indonésios que integram a associação congénere em Jacarta.

Setúbal: Lisnave adaptou navio para recolha de petróleo derramado no golfo do México

Um petroleiro de 319 mil toneladas foi adaptado nos estaleiros da Lisnave para participar nas operações de recolha de crude derramado no golfo do México, após a explosão de uma plataforma da BP, revelou hoje a empresa de Setúbal.

"O que fizemos foi proceder a algumas aberturas no costado do navio, que, com a ajuda de um sistema de válvulas, deverão permitir a recolha de óleo, quando o navio estiver a navegar nas águas do golfo do México", disse Arménio Monteiro, diretor da Gestão de Projetos da Lisnave.

"A primeira fase da reparação está concluída, mas poderão ser feitas mais algumas alterações que, entretanto, foram solicitadas pelo armador", acrescentou o responsável da Lisnave.

terça-feira, junho 08, 2010

Portugal está entre 13 países mais pacíficos do mundo

De acordo com o relatório publicado esta terça-feira, em Londres, Portugal subiu um degrau face à lista de 2009, mas a actual posição compara com 7º alcançado no GPI de 2008.
O mundo tornou-se menos pacífico pelo segundo ano consecutivo, de acordo com o quarto Índice Global da Paz (GPI - Global Peace Index) que este ano coloca Portugal entre os 13 países mais pacíficos num universo de 149 nações analisadas.

À medida que a economia global continua a vacilar, os dados deste ano mostram uma "intensificação dos conflitos e uma crescente instabilidade" relacionada com a retracção económica iniciada em 2008, com diversos países a enfrentar "acentuado aumento de homicídios, manifestações violentas e medo de serem vítimas de crimes", refere o relatório do projecto Vision of Humanity.

[As instituições políticas - leia-se Presidente da república e Primeiro-ministro - andam em guerrilha institucional há muito. Em pleno centenário da república é interessante ver o "mais alto magistrado da Nação" a ser repreendido constantemente por ministros e secretários de estado, com pastas mais ou menos políticas. E assim vai esta república de trazer por casa...]

sábado, junho 05, 2010

Ana Moura no top da Billboard

O mais recente álbum de Ana Moura, Leva-me aos Fados, entrou esta semana directamente para o sétimo lugar do Top World Albums Chart da Billboard.

O último disco da fadista, que já atingiu o galardão de platina por cá, é também o disco de fado mais vendido em Portugal esta semana, ocupando o 16º posto da tabela da Associação Fonográfica Portuguesa. Leva-me Aos Fados foi elogiado em publicações como o New York Times, Village Voice, Boston Herald e Philadelphia Inquirer.

Eis a crítica de David R. Stampone do Philadelphia Enquirer:
"Looking for a set of sprightly tunes to improve your mood? Not here - but not a problem, with so much to recommend in this fourth album from Lisbon's Ana Moura. It's all fado, Portugal's centuries-old song form of inherent longing. (Five of its 17 tracks are even fados about fado, starting with the title track, "Take Me to a Fado House.") Poetic lyrics are sung with heartrending emotion to the spare accompaniment of acoustic guitar and Portuguese guitar, the latter a steel 12-stringed instrument with a fat, teardrop-shaped body.

Moura, an erstwhile twentysomething rock singer, is a natural fadista with a smoky alto, achieving an earthier feel than revered fado superstars such as the late Amália Rodrigues and current crossover sensation Mariza. Some bass grounds the arrangements of producer/principal songwriter Jorge Fernando, but Moura's brooding, exquisite delivery is what communicates most (and the CD booklet's lyric translations help). In an older tune such as "Fado of the Waters," her brooding intonation amply expresses the ultimately cathartic sadness: "Under falling raindrops/ Falling like a fringe of my song/ I drench my life . . . My song is rinsed clean."

quarta-feira, junho 02, 2010

Forbes: EDP entre as cinco melhores empresas do mundo na energia

A EDP foi considerada pela Forbes como uma das melhores empresas do mundo no sector da energia, anunciou a revista americana no seu número especial.

A empresa portuguesa está listada no 'The World's Leading Companies' da Forbes no 'ranking' das cinco melhores empresas do mundo de 'utilities' ao lado da espanhola Iberdrola, da alemã E.On e das francesas EDF e Veolia.

O 'ranking', com base na performance das empresas em termos de crescimento e rácio de dívida/capital, é realizado todos os anos, sendo que a empresa liderada por António Mexia está, pela primeira vez, no 'top five' das empresas de energia.

Os indicadores analisados para a listagem da revista norte-americana foram o crescimento do volume de negócios a cinco anos, o crescimento do resultado líquido, o retorno do capital e o retorno ao acionista.

Contactada a EDP, fonte oficial afirmou que "esta classificação é o resultado da estratégia seguida pela empresa de investir em renováveis criando valor aos acionistas e do compromisso de aumentar o dividendo até 0,20 cêntimos de euros até 2012".

terça-feira, junho 01, 2010

Marrocos. Construtoras com Sócrates à procura de negócio

Continua a diplomacia económica.

José Sócrates desloca-se hoje e amanhã a Marrocos com um ponto importante na agenda: concretizar a nova linha de crédito com aquele país, que já estava acordada desde que em 2008 foi aberta o primeiro instrumento, que está praticamente subscrito na totalidade.
Os empresários portugueses do sector da construção e da energia têm-se entusiasmado nos últimos anos com o potencial de Marrocos. A procura na segunda maior economia do Magrebe joga bem com a oferta das empresas portuguesas, coincidência que tem permitido um crescimento assinalável das exportações. Para José Sócrates, essa evolução positiva mostra que "há um potencial para explorar". Hoje, uma comitiva de 25 empresários parte com o primeiro-ministro na sua deslocação a Marrocos para a XI Cimeira Luso-Marroquina, em Marraquexe. Objectivo: abrir ainda mais o mercado às empresas portuguesas.

"O Magrebe é um dos nossos mercados prioritários", afirma Luís Filipe Pereira, presidente-executivo da EFACEC, uma das empresas representada na viagem a Marraquexe. "Marrocos é um país próximo de nós, que tem registado crescimento e tem estado a desenvolver infra-estruturas. Existem, sem dúvida, oportunidades", refere.

Enquanto na velha Europa se adiam projectos (o TGV português, por ora, vai parar no Poceirão, por exemplo), em Marrocos cinco empresas portuguesas estão na luta por um contrato para construir parte da linha ferroviária de alta velocidade entre Casablanca e Tânger, sinal de uma economia em expansão.
Entre 2005 e 2008, o valor das exportações portuguesas para Marrocos mais que dobrou, passando de 131 para 273 milhões de euros. A crise cortou esse valor para 215 milhões em 2009, mas os primeiros meses de 2010 mostram já alguma recuperação, com um aumento de 33% em relação ao ano passado.

Apesar de representar apenas 1% das exportações nacionais, o modelo de crescimento aplicado pelo rei Mohammed VI tem favorecido as empresas portuguesas, com uma aposta em redes de auto-estradas, linhas ferroviárias e de TGV, infra-estruturas portuárias, aeroportuárias e energéticas, requalificação urbana e habitação social. O resultado dessa estratégia são os 10 mil milhões de euros que o país tem disponíveis para investir na construção e na modernização de infra-estruturas nos próximos dois anos e que as empresas portuguesas vão tentar aproveitar.

"Há um grande potencial neste relacionamento. Somos países vizinhos. Rabat é a capital mundial mais próxima de Lisboa, com uma economia que cresceu 4,5% quando o mundo está em crise. Marrocos e Portugal são economias complementares. Marrocos é um país de abertura e modernização", sublinha Karima Benyaïche, embaixadora de Marrocos em Portugal.

A visita a Marrocos será também uma oportunidade para Sócrates inaugurar o primeiro voo directo da TAP para Marraquexe, mais um sinal de incremento de relações entre os países.
Os trabalhos da cimeira arrancam só amanhã e deverão durar perto de uma hora. À mesa estarão cinco membros do governo português, lado a lado com os seus homólogos marroquinos. São esperados vários novos acordos sectoriais.

segunda-feira, maio 31, 2010

Medina Carreira: "Venha o FMI rapidamente"

Antigo ministro das Finanças acredita que Portugal pode estar a caminho de uma Grécia dentro de cinco anos.
O fiscalista Medina Carreira é peremptório: "Venha o Fundo Monetário Internacional (FMI)rapidamente porque o endividamento externo é hoje uma hipoteca nacional".

O antigo ministro advoga que Portugal está a empobrecer aceleradamente e que o Governo não vai ser capaz de reduzir o défice até 2013 com as medidas a que se propõe. Pelo que, não haverá alternativa senão vir o FMI em nosso socorro, tal como acaba de acontecer com a Grécia e à semelhança do que já aconteceu com Portugal em 1983.

"Não gosto que venham os estrangeiros, mas a questão que se coloca é se somos capazes de fazer o que temos que fazer. Com o Orçamento para 2010 e o Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), vamos somando desilusões e martirizando a opinião pública. Se falhamos por um bocadinho a despesa que temos que reduzir, falhamos", referiu o responsável, à margem de um almoço, organizado pelas câmaras luso-alemã, luso-sul-africana e luso-britânica, para debater o estado do país.

"A despesa teria que baixar entre 7 a 8 mil milhões de euros até 2013", acrescentou.
Desta forma, para Medina Carreira, o melhor é tentar cumprir as metas a que nos propomos o mais cedo possível, até porque assim, sublinha, os juros podem começar a descer e conseguimos obter financiamento externo mais cedo.

No entanto, receia que a vinda do FMI a Portugal seja tarde demais face "à passividade (do Governo) em dizer que está tudo bem". Para o responsável, a redução da despesa deveria passar por um corte no número de funcionários públicos até porque "é mentira" que o Governo tenha reformado a administração. "O número de funcionários não diminuiu e há a ilusão que alguns deixaram de estar no Estado com a criação dos Hospitais EPE" que, apesar de pertencerem ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) não entram nas contas públicas. "É um esquema de sufismo e trafulhice", salientou o fiscalista durante o seu discurso.

"Receio um surto inflacionista um dia destes".
No entanto, Medina Carreira afasta uma comparação, neste momento, com a Grécia.
"O problema é saber se estamos a caminho de uma Grécia dentro de quatro a cinco anos. Será que vamos conseguir evitar?".

Eusébio e Figo entre os melhores dos Mundiais

Eusébio e Figo são os únicos portugueses na lista dos melhores jogadores em Campeonatos Mundiais de Futebol.
O jornal desportivo espanhol A Marca pediu aos leitores que votassem nos cem melhores jogadores de futebol em Campeonatos Mundiais, desde 1966.

A votação foi dividida por Guarda-Redes (15 nomes), Defesas (25 nomes), Médios (30 nomes) e Avançados (30 nomes) e da lista constam, sem surpresa, nomes como Barthez, Zidane, Ronaldinho ‘Gaúcho', Van der Saar, Roberto Baggio ou Batistuta.

Eusébio e Luís Figo salvaram a ‘honra' de Portugal e foram os únicos a ter direito a um lugar entre os cem melhores.
Figo ficou no meio de nomes como Dunga, Ballack, Beckham e Plattini, enquanto Eusébio partilhou a ‘distinção' com Roberto Baggio, Batistuta, Bergkamp e Ronaldinho, entre outros.

Cristiano Ronaldo, apesar de também ter recebido alguns milhares de votos, não conseguiu integrar a lista dos 30 melhores avançados em Campeonatos Mundiais.

quinta-feira, maio 27, 2010

Fantástica economia

Mudar....

Sócrates inicia hoje visita de quatro dias ao Brasil e Venezuela

O primeiro-ministro inicia, esta quinta-feira, uma visita oficial de quatro dias ao Brasil e à Venezuela para reforçar os investimentos bilaterais. Hoje, José Sócrates encontra-se com empresários portugueses e brasileiros na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).

O segundo dia da visita terá como palco a cidade do Rio de Janeiro, onde Sócrates participa na sessão de abertura do Fórum da Aliança das Civilizações. Depois, reúne com empresários portugueses com interesse em investir no Brasil.

José Sócrates chega no sábado a Caracas, na Venezuela, onde tem marcado um encontro com o presidente Hugo Chávez, onde serão assinados alguns acordos cujo teor ainda é desconhecido.

O primeiro-ministro também irá reunir com representantes da comunidade portuguesa na Venezuela.

quarta-feira, maio 26, 2010

Você paga... eles CHUCHAM

"Só para transportes os deputados irão receber mais 25% do que em 2009, ou seja, mais 780 mil euros do que no ano anterior"

"Só a rubrica ‘outros trabalhos especializados’, explica o CM, vai receber mais meio milhão de euros do que em 2009. O subsídio de reintegração dos deputados cresceu para mais de um milhão de euros em 2010."

"Também os partidos políticos parecem passar ao lado da crise, recebendo 16,9 milhões de subvenções e 73,7 milhões para campanhas eleitorais."

VIVA A REPÚBLICA (ironia!)

aqui

terça-feira, maio 25, 2010

Secretário de Estado das Comunidades apela aos emigrantes portugueses para investirem em Portugal

O secretário de Estado das Comunidades apelou hoje aos emigrantes portugueses em San Diego, na Califórnia, para que invistam em Portugal, uma forma "segura e credível" de aplicar rendimentos, mas também de ajudar o país em momento de crise.

O apelo de António Braga foi feito durante o centenário das festas do Espírito Santo de San Diego, Califórnia, que juntaram cerca de 5000 pessoas no domingo.
"O investimento em Portugal é seguro, credível. Sendo um país de história e tradição tão ricas e tão longas, é cada vez mais um país de futuro", afirmou o secretário de Estado.

"A economia portuguesa é uma economia muito aberta, e o facto de termos uma diáspora extensa e poderosa do ponto de vista empresarial e financeiro faz com que tenhamos de identificar também e devamos fazê-lo à luz de uma valorização da identificação cultural de matriz portuguesa", adianta.

António Braga dá como exemplo o programa Netinvest, que visa ligar empresários da diáspora e os empresários e economia portuguesa, apoiando a internacionalização das empresas e ajudando ao investimento em Portugal.
"É um apelo que deixamos permanentemente para que essa identificação cultural tenha uma natureza económica que hoje é indissociável do destino e da realização de cada país", adianta.

À comunidade local, o governante levou um donativo de 25 mil dólares (21 mil euros) para o Portuguese Historical Center, uma organização que visa a preservação da cultura, folclore e história dos portugueses de San Diego, a maioria descendentes de pescadores de origem açoriana, madeirense e também algarvia.
O centro oferece aulas de português, guarda o arquivo fotográfico, mantém o monumento aos pescadores de atum em Shelter Island, desenvolve informação e mapas genealógicos, entre outras actividades.

Para António Braga, mais do que o valor monetário, está em causa "um sinal de acompanhamento e de proximidade".
"O facto de esse trabalho ser feito releva para a visibilidade da comunidade aqui. O Governo tinha de dar um sinal. Não é uma questão financeira, mas de proximidade, que anima as pessoas a poderem desenvolver esse trabalho", disse o secretário de Estado.

A participação nos festejos e desfilar pelas ruas de Point Loma, local histórico de assentamento em San Diego, é uma homenagem à "capacidade de integração e cooperação local que esta comunidade tem conseguido".
"A minha presença aqui é um sinal de proximidade, de acompanhamento e sinal de que Portugal não se esqueceu dos portugueses que estão nesta parte da América do Norte", afirmou.

Soares da Costa forte nos EUA e Moçambique

O CEO da Soares da Costa prevê um reforço da carteira de encomendas em Moçambique e nos EUA onde espera conseguir mais obras. Em entrevista à agência Reuters, Pedro Gonçalves afirmou que acredita que "Moçambique dentro de um a dois anos vai ter um crescimento importante no volume de actividade. Tem a ver com a nossa participação num programa de lotes de estradas lançados no final do ano passado e que deverão estar a ser adjudicados, sendo que há ainda infra-estruturas para os jogos africanos que se realizarão no próximo ano", acrescentou.

Pedro Gonçalves realçou que, em Angola, o primeiro trimestre não foi, do ponto de vista comercial, muito positivo, "contudo temos expectativa de crescer a um dígito, mantendo as mesmas margens". O responsável pela construtora afirmou ainda que não precisa de um parceiro de capital para desenvolver o negócio em Angola, mas vê com naturalidade a entrada de um parceiro local, caso esta situação se venha a colocar.

Na Guiné-Equatorial, a Soares da Costa já tem identificados alguns projectos no âmbito do Turismo, mas ainda não foram colocados a concurso.
"Já nos EUA, esperamos continuar a crescer na construção. Para além do que vencemos em Abril, ganhámos ainda uma contratação de 30 milhões de dólares em estradas na Florida e que não estão contabilizadas na carteira", admitiu. "Estamos a olhar o mercado de concessões e, nessa área, tenho expectativa de que no curto prazo possa haver novidades, nomeadamente na Geórgia", adiantou.
O grupo tem ainda como prioridade cobrar as dívidas atrasadas dos clientes em Portugal e Angola, que estão a prejudicar a tesouraria, por forma a não ter pressão para recorrer aos mercados de dívida para se financiar em 2010, disse.

Delegação do Banco Mundial garante apoio ao crescimento económico da Guiné-Bissau

A delegação do Banco Mundial (BM) que se encontra na Guiné-Bissau para uma visita de dois dias garantiu o apoio da instituição ao crescimento económico guineense.

"A nossa visita foi para fazer o ponto da situação do nosso programa com a Guiné-Bissau e sobretudo para garantir o apoio do Banco Mundial para o crescimento económico do país", afirmou Michel Wormser, director da estratégia e das operações do BM para África.
"Temos a previsão de que em 2010 o crescimento económico será de 5%, mas gostaríamos que fosse superior. Queremos que haja electricidade, que o porto funcione melhor e que haja mais produtos agrícolas para serem exportados para que sirvam o interesse económico do país", sublinhou o responsável.

Wormser falava aos jornalistas no final de um encontro com o presidente guineense, Malam Bacai Sanhá, com quem discutiu um programa de emergência para regularizar o sector eléctrico do país, onde praticamente não existe fornecimento.

"Discutimos com o presidente um programa de emergência para o sector de electricidade no valor de 12,7 milhões de dólares, com apoios da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental e da União Europeia. O programa prevê também uma reforma profunda no funcionamento da central eléctrica, mas também na gestão das operações e comercial".

Questionado sobre a intervenção militar de 1 de Abril e o anúncio da União Europeia de condicionar a ajuda o país à libertação do chefe das Forças Armadas, Zamora Induta, e que os responsáveis da intervenção sejam levados à justiça, Michel Wormser afirmou que a "paz social é uma condição para que a Guiné-Bissau possa desenvolver-se".

"A Guiné-Bissau já conseguiu alguns marcos de sucesso como eleições legislativas e presidenciais bem sucedidas, mas é preciso que isso seja mantido para ajudar aos processos de reforma para o desenvolvimento do país", sublinhou.

"O país tem potencialidade para crescer rapidamente. Ninguém imaginava que há cinco anos, quando não havia telemóveis, iria haver hoje 400.000 utilizadores", exemplificou o responsável do Banco Mundial.
"O país em termos agrícolas tem produtos e também tem recursos mineiros e pode crescer rapidamente. Pensamos que com o apoio dos outros parceiros e com paz social é possível fazer algo por este país", concluiu.

A visita do Banco Mundial termina hoje, terça-feira, com visitas ao porto de Bissau e a campos de cultivo de arroz.

Obama recusa convite de Lula para visitar o Brasil antes das eleições presidenciais

O presidente norte-americano, Barack Obama, recusou o convite de Lula da Silva para visitar o Brasil antes das eleições presidenciais, que ocorrem em Outubro no país sul-americano, divulga a imprensa brasileira.

A reportagem do jornal paulista Folha de São Paulo indica que o Governo brasileiro gostaria de utilizar a visita do presidente norte-americano a favor da candidatura presidencial de Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), o mesmo de Lula da Silva.

Para a diplomacia dos EUA este convite, na véspera de tão importante decisão eleitoral, não é comum no âmbito diplomático.

Lula da Silva atribuiu a recusa de Obama a dois factores: divergências na política externa entre Brasília e Washington e uma suposta interferência dos Clinton (do ex-presidente Bill Clinton e da secretária de Estado Hilary Clinton) para que Obama não fizesse uma visita que pudesse tornar-se um acto eleitoral para o Partido dos Trabalhadores.

O presidente Lula criticou na quinta-feira passada os países - incluindo os EUA - que estão a pressionar por sanções o Irão devido ao enriquecimento de urânio e ao programa nuclear iraniano.

"Conseguimos que o Irão fizesse aquilo que o Conselho de Segurança (da ONU) queria que fosse feito há seis meses. É muito engraçado que algumas pessoas não gostaram que o Irão tenha aceite uma proposta", afirmou o presidente, referindo-se ao acordo entre o Brasil, a Turquia e a República Islâmica sobre a troca de combustível nuclear iraniano em território turco. Os EUA têm, entretanto, aumentado as pressões em defesa de uma quarta ronda de sanções económicas e diplomáticas contra os iranianos, devido às suspeitas de que o Governo de Mahmud Ahmadinejad esteja a desenvolver armas nucleares.

Brasil e EUA também estão em desacordo quanto ao processo de deposição do presidente Hondurenho Manuel Zelaya e a eleição do novo presidente, Porfírio Lobo.
O Brasil não reconhece o novo presidente hondurenho, enquanto os EUA o apoiam.

quinta-feira, maio 20, 2010

Civis de Cabinda preparam manifestação detenções arbitrárias

Um grupo de ativistas de direitos humanos de Cabinda está a organizar uma manifestação para sábado contra as detenções arbitrárias de elementos da sociedade civil e da igreja católica nesta província angolana.

Um dos organizadores do protesto, José Marcos Mavungo, disse que na terça-feira foi enviada uma carta ao Governo da província de Cabinda, onde davam conta da intenção de realização da manifestação.

O objetivo da manifestação é protestar conta a detenção ilegal de sete ativistas dos direitos humanos de Cabinda elementos do clero local, desde janeiro passado, na sequência de um ataque armado reivindicado pela Frente de Libertação do Estado de Cabinda - Posição Militar (FLEC-PM) contra a seleção de futebol do Togo, que resultou na morte de duas pessoas, quando esta se preparava para disputar a CAN 2010.

Feriados

Este é um país dado a palhaçadas e discussões estéreis. Agora a solução de todos os males neste país é acabar com feriados.

Esta gente é louca?

Primeiro os feriados em si não são um problema, problema mesmo é quando o estado começa a dar folgas e tolerâncias de ponto sem destino.

Ao que parece económicamente não existe relação entre os feriados e a produtividade. Enfim, mais uma vez é uma discussão lançada do lado rosa para desviar as atenções dos problema reais sérios e estruturais.

Ante de mais admito que haja uma redução de feriados, especificamente os religiosos, o que não admito é que apresentem isso como uma qualquer solução para um problema não conexo aos dias de descanso.

Vamos a Factos:

Portugal tem 14 feriados, incluindo o Domingo de Páscoa, e excluindo os municipais, que é mais um mas como não tenho termos de comparação não vou usar.

14 feriados, Ano Novo, Carnaval, que às vezes é ou não sendo é como se fosse, sexta feira santa, domingo de páscoa, 25 de Abril, 1º de Maio, Corpo de Deus em Junho, 10 de junho, 15 de Agosto, 5 de Outubro, 1 de Novembro, 1 e 8 de Dezembro e o Natal.


Destes então temos, 8 religiosos incluindo o carnaval e o Natal, 6 Não religiosos. Diria que a conta até está equilibrada. Admito portanto que se mexam nos religiosos, particularmente, o corpo de Deus, o 15 de Agosto que sendo em Agosto a sua influência na produtividade parece-me mínima, o 1º de Novembro (O dia de Finados poderia ser facilmente celebrado no primeiro domingo de Novembro) e o 8 de Dezembro da Imaculada Conceição. Logo aqui Ganhariamos 4.

Nos não religiosos admito que se mexa no 10 de Junho. O dia de Portugal poedria celebrar-se noutra ocasião. Para mim no dia 1º de Dezembro, dia da restauração, ou eventualmente no 5 de Outubro, sobretudo para acabar com a fantochada do festejo da república, mas sim pela celebração do tratado de Zamora, para muitos a verdadeira fundação de Portugal.

PArece-me então que facilmente se retirariam 5 feriados, reduzindo-se a nove sendo que pelo menos um deles será sempre ao domingo, o que na prática de reduziriam a 8.

Tudo bem... isto é possivel, eventualmente desejável, mas de facto, pode-se demonstrar que esta é uma falsa questão. Isto resulta na comparação com outros países.

Portugal - 14 feriados
França - 12 ( 8 religiosos)
Itália - 13 (9 religiosos)
Holanda - 10 (6 religiosos)
Reino Unido - 8 (4 religiosos)
Grécia - 13 (8 religiosos)
Filândia - 15 (10 religiosos)
Estados Unidos - 10 (2 religiosos)
Japão - 15 (5 religiosos parece-me)

O que resulta daqui, para já que os números são muito aproximados, e de resto dois países muito mais produtivos que o nosso têm mais feriados nacionais, e particularmente o Japão aquele país que todos temos que eles trabalham sem parar. Até os EUA têm 10 feriados.

O único país dos analisados que se desvia é o Reino Unido, que tem 8.

Conclusão, a discussão dos feriados é uma discussão estéril e sem sentido.

quarta-feira, maio 19, 2010

“Bo”, o cão português da família Obama vale 1315 euros

O cão de água português da família Obama, “Bo”, vale cerca 1315 euros (1600 dólares), diz a declaração de rendimentos do presidente dos Estados Unidos.

Recorde-se que “Bo” foi uma prenda do senador Edward Kennedy à família presidencial.
A declaração mostra que o património de Obama somou cerca de 4,5 milhões de euros (5,5 milhões de dólares), em 2009.

O documento também mostra que Obama já tinha poupanças antes de ser presidente, essencialmente receitas das vendas dos seus dois livros.
O vencedor do prémio Nobel da Paz também mostrou a sua generosidade doando cerca de 270 mil euros (329100 de dólares) a 40 instituições de caridade. Além disso, o valor do prémio Nobel da paz, que ultrapassou os 1,1 milhões de euros (1,4 milhões de dólares), também foi doado a instituições de solidariedade.

Daniela Ruah na lista das 100 mais sexy do mundo

A actriz portuguesa Daniela Ruah, que participa na série NCIS: Los Angeles, ocupa o 88º lugar na lista das 100 mulheres mais sexy do mundo elaborada pela revista norte-americana Maxim.

Ruah, de 26 anos, integra uma lista liderada pela cantora Katy Perry e onde se encontram nomes como as actrizes Megan Fox, Scarlett Johansson e Angelina Jolie.

Jean-Luc Godard defende extinção da Suíça como país

No seu habitual tom provocador, o realizador franco-suíço Jean-Luc Godard, que na segunda-feira se recusou assistir à apresentação do seu novo filme no Festival de Cannes, considera que a Suíça não deveria existir como país.
“Penso como [o líder líbio, Muhammar] Kadafi: se a Suíça francófona pertencesse a França, a Suíça alemã à Alemanha e a Suíça italiana a Itália, já não haveria Suíça”, afirmou o famoso cineasta de 79 anos numa entrevista ao jornal helvético 24 heurs.

Godard está igualmente contra a Suíça no caso que envolve o seu colega de profissão Roman Polanski, detido no país desde setembro do ano passado devido a um mandato de captura dos Estados Unidos por suspeita de abuso de uma menor ocorrido em 1977.

“A Suíça não deveria subjugar-se aos Estados Unidos. Devia ter questionado, não aceitado, e eu teria gostado que os cineastas que vão a Cannes se mobilizassem a favor de Polanski”, disse a partir da sua casa na cidade suíça de Rolle.

terça-feira, maio 18, 2010

Bailarina portuguesa triunfa na China

Uma fotografia da estrela portuguesa ilustra mesmo a página especial que o China Daily, órgão oficial de língua inglesa, dedica à província de Liaoning do nordeste do país.

A província de Liaoning, situada na antiga Manchúria, é uma das mais industrializadas da China, com cerca de 43 milhões de habitantes.

Brígida Pereira Neves, 25 anos, formada em Londres, ingressou na Companhia de Ballet de Liaoning no final de 2007, onde é a única estrangeira.

Fundada em 1980 na capital da província, Shenyang, a Companhia de Ballet de Liaoning fez nos últimos dois anos várias tournées fora da China, incluindo em Portugal, onde actuou no ano passado, Espanha, Estados Unidos e Japão.

Cimeira Luso-Brasileira: Estratégia para a língua portuguesa

Na próxima quarta-feira, em Lisboa, durante a Cimeira Luso-Brasileira, a projecção da língua portuguesa no mundo estará em destaque, tendo em conta as estratégias que foram delineadas pelo Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), no final de Março, em Brasília.

A adopção do Plano de Acção para a Promoção, Difusão e Projecção da Língua Portuguesa, que prevê a introdução do português como língua de documentação da ONU, será recomendada à cimeira dos chefes de estado e de governo da CPLP, em Julho, em Luanda.

Galp e Petrobras com novo acordo

Galp prepara-se para assinar, já amanhã, um acordo de parceria estratégico com a Petrobras e a Sonangol, com vista ao desenvolvimento de negócios conjuntos. Este acordo promete ser o prelúdio do futuro quadro accionista da companhia portuguesa e que deverá envolver a entrada dos brasileiros em igualdade de "direitos e deveres" com os angolanos, hoje accionistas indirectos da Galp, através da Amorim Energia.

Os termos deste acordo - que será assinado em paralelo com outro, entre a Galp e a Petrobras para a área dos biocombustíveis - andam a ser discutidos há meses entre as três empresas e já terá sido mesmo aprovado pela comissão executiva da empresa, presidida por Manuel Ferreira de Oliveira. Fonte oficial da Galp escusou-se a fazer quaisquer comentários, mas o Diário Económico sabe que, em tempos, chegou a ser admitida a possibilidade de, já neste acordo, anunciar-se a eventual troca futuro de activos entre as três empresas petrolíferas.

O acordo surge no quadro da cimeira luso-brasileira, que decorre na quarta-feira, em Lisboa, e no último fim-de-semana, em Luanda, era dada como certa a presença de Manuel Vicente, presidente da Sonangol, na capital portuguesa.

A entrada da Petrobras no capital da Galp já é um dado adquirido. Só falta saber quando e com que percentagem. Mas, para isso, terá de ultrapassar os condicionamentos impostos pelo acordo parassocial que, hoje, regula as relações entre os sócios da Galp. E outro factor: a frente angolana, através da Sonangol e de Isabel dos Santos, exige passar de accionista indirecto - através da Amorim Energia, a sociedade liderada pelo empresário Américo Amorim, da qual detém 45% do capital - a accionista directo, tal como a própria Petrobras. Mas para que a entrada da Petrobras e da Sonangol se torne uma realidade será necessário remover outro obstáculo: os italianos da ENI, que possuem 33,34%, da Galp, terão que sair.

Aproximar Cabo Verde à UE

António Braga, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, inaugurou ontem, na Cidade da Praia, o primeiro Centro Comum de Vistos (CCV) em Cabo Verde, fruto de uma parceria com a União Europeia. "Este momento significa que quem quiser ir ao Espaço Schengen pode passar a fazê-lo com todas as condições de rapidez, segurança e transparência", disse António Braga.

O centro é um investimento de dois milhões de euros, integralmente suportados pela UE, e, segundo Braga, "não é por acaso que foi colocado em Cabo Verde". A razão tem que ver com o facto deste país ser considerado um "bom aluno" nas relações com UE, em especial no respeito de acordos como o da Parceria para a Mobilidade, que pretende ser um instrumento mais eficaz na luta contra as migrações ilegais. Durante a cerimónia, que contou com os embaixadores da Bélgica e do Luxemburgo em Lisboa, como parceiros do projecto, e do embaixador representante da UE, o membro do Governo cabo-verdiano surpreendeu os presentes ao anunciar uma "ambição mais vasta": a isenção de vistos Schengen para todos os cidadãos do seu país.

O CCV está equipado com tecnologia portuguesa semelhante em tudo à que deu origem aos passaportes electrónicos, pelo que, ao fazerem o pedido de visto para o Espaço Schengen, os cabo-verdianos ficam com a recolha de dados biométricos já feita pelas autoridades locais e da UE. "Este projecto respeita as pessoas que sintam o apelo da mobilidade, dado cada vez mais presente num mundo globalizado. Isto poderá demonstrar que a UE é um espaço acolhedor, foi esse o sinal que estes três países pioneiros quiseram dar".

sábado, maio 15, 2010

Vinhos alentejanos dominam mercado angolano

Angola é o principal mercado de exportação para os vinhos portugueses do Alentejo, com as principais marcas já presentes e onde uma prova anual permite mostrar as mais recentes colheitas e apostas.

Cerca de duas dezenas de produtores e empresas estiveram presentes na quinta-feira na edição deste ano da prova de vinhos alentejanos, no Hotel Trópico, sendo esta representação, para Dora Simões, presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Alentejo, "a prova da importância que o mercado angolano tem".
"Angola tornou-se, nos últimos anos, no principal mercado de exportação dos vinhos do Alentejo. É uma posição de grande importância e encaramos este mercado de forma muito séria. O mercado angolano é muitíssimo importante para o Alentejo", disse.

Dora Simões prefere não destacar quaisquer marcas, embora admita que "há sempre algumas marcas que, pelo prestígio que têm ou pela forma mais pró-activa da sua promoção e comercialização, abram caminho a outros".
"A Herdade do Esporão, entre outras, teve um papel importante na abertura do mercado angolano aos vinhos do Alentejo", admitiu.

Pedro Ribeiro, enólogo da Herdade dos Grous, durante a prova de vinho, afirmou à Lusa que o mercado angolano "está a funcionar muito bem" desde que estes vinhos chegaram a Angola, há um ano e meio.
"É um mercado onde nos estamos a impor com os vinhos de qualidade, com um crescimento a bom ritmo e uma aposta nos restaurantes. È um mercado especial, preços bastante elevados, embora isso não seja forçosamente mau para o sector", apontou.

O delegado comercial da Vinalda, José Manuel, admite que "as expectativas para o futuro são boas", embora advirta para um cenário de "excesso de marcas", aconselhando a que os produtores e as empresas apostem "nos seus melhores vinhos" em detrimento da quantidade que pode ser prejudicial para os vinhos portugueses no seu todo.

Agência Lusa ganha prémio europeu de convergência multimédia

A Agência Lusa conquistou o prémio de excelência e qualidade atribuído anualmente pela Aliança Europeia das Agências de Notícias pela sua evolução no sentido da convergência de noticiário multimédia em múltiplas plataformas.
Individualmente, o prémio foi atribuído ao diretor técnico da agência, Paulo Nogueira dos Santos.
O prémio é partilhado com a agência de notícias austríaca APA que apresentou um projeto estratégico intitulado "Meios em Foco", produzido por um grupo de projetos da empresa.

Hélio do Mar de Timor vendido "sem conhecimento" do Governo

O secretário de Estado dos Recursos Naturais, Alfredo Pires, disse hoje que a venda de hélio pela ConocoPhillips ao produtor de gás alemão Linde Group sem o conhecimento do Governo, como noticia hoje o Financial Times, "é uma questão delicada".

Pires recusou-se a tecer comentários sobre um contrato de longo prazo celebrado em Março entre o Linde Group e a ConocoPhillips, para a venda de hélio resultante do processo de liquefação do gás natural extraído no Mar de Timor, do campo Bayu Undan, que está na zona de exploração conjunta com a Austrália.

"Neste momento não quero prestar quaisquer declarações sobre isso, porque é uma matéria sensível que tem de ser tratada pelos dois países e temos de estudar os contratos que foram realizados ao abrigo do acordo entre Timor-Leste e a Austrália", disse.

Portugal: Empresa Vieira de Castro aposta em amêndoas para crescer na China

A empresa de produtos alimentares Vieira de Castro (VdC) desenvolveu uma embalagem alusiva à Expo Xangai para as suas amêndoas, que estão disponíveis no Pavilhão de Portugal, considerando a exposição "um marco de viragem para a presença na China".
"Entendemos que a Expo Xangai podia ser uma excelente montra para a Vieira de Castro, que está na China desde 2001", afirmou a responsável da área comercial da VdC, que exporta quatro por cento da sua produção para a Ásia.

Raquel Vieira de Castro afirmou que "a Expo Xangai é uma oportunidade para potenciar a presença no mercado chinês, porque vai haver muitos visitantes estrangeiros, mas os chineses vão ser a maioria".
A internacionalização da VdC deu os primeiros passos há mais de 15 anos com a entrada no mercado japonês, seguindo a lógica de que "se conseguisse ter sucesso, estava preparada para exportar para qualquer mercado".

"Entendemos que começar pelo Japão era o maior teste e o maior desafio e, assim que conseguíssemos, estávamos preparados para exportar para qualquer mercado", acrescentou.

Benfica TV

Claro que não comentei imediatamente a notícia que um jovem agredido nos confrontos em Braga. A fonte era duvidosa, a um nivel similar de uma notícia sobre o governo no DN.

Enfim, só um aviso. A credibilidade é tudo, uma coisa é ser um pouco tendencioso, admite-se... outra é ser faccioso e alarve.

Senhores, um projecto ambicioso como é a Benfica TV não pode servir de púlpito do ódio nem da defesa intrangisente do clube, porque as pessoas ao contrário do que muito político pensa não são tolas, e se há algo que o portugês detesta é ser enganado.

Dar azo a uma situação grave como esta é pregar um prego no caixão, e de consequências sabe-se lá com que profundidade. Foi quase uma no prego e outra na ferradura, a direcção bem a apelar ao respeito pelos contendores na final da taça, logo a seguir esta notícia.

Dois conselhos... não repitam a gracinha, e deixem o jornalismo aos jornalistas.